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  • Filme

    Emma Stone, Javier Bardem e Mark Ruffalo pedem boicote para instituições israelenses de cinema

    10 de setembro de 2025 /

    Mais de 1.500 profissionais assinaram carta contra festivais, agentes e produtores acusadas de conivência com guerra em Gaza

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  • Filme

    European Awards | “Anatomia de uma Queda” é o grande vencedor do Oscar europeu

    9 de dezembro de 2023 /

    O suspense “Anatomia de uma Queda”, da diretora francesa Justine Triet, foi o grande vencedor do 36º European Film Awards, que aconteceu em Berlim na noite deste sábado (9/12). A produção, que já tinha vencido o Festival de Cannes no começo do ano, arrebatou cinco troféus. Além de Melhor Filme Europeu do ano, o longa rendeu à Triet os troféus de Melhor Direção e Roteiro (compartilhado com Arthur Harari). Os outros prêmios foram de Edição para Laurent Sénéchal e Melhor Atriz para Sandra Hüller. A produção francesa, que só vai estrear em fevereiro no Brasil, venceu filmes fortes de cineastas renomados, entre eles “Zona de Interesse” de Jonathan Glazer, “Folhas de Outono” de Aki Kaurismäki, “Green Border” de Agnieszka Holland e “Io Capitano” de Matteo Garrone. Outro destaque da premiação foi “The Promised Land”, do diretor dinamarquês Nikolaj Arcel, que a Mads Mikkelsen o segundo troféu de Melhor Ator da Academia Europeia de Cinema – ele já tinha vencido anteriormente por “Druk – Mais uma Rodada”, em 2020. A produção nórdica também venceu os troféus de Figurino e Fotografia. A lista de premiações ainda reconheceu a diretora britânica Molly Manning Walker com o troféu Descoberta, pelo filme “How To Have Sex”, que acompanha um grupo de adolescentes em férias na Grécia e explora o tema do consentimento. Para completar, o European Awards homenageou a diretora espanhola Isabel Coixet pelas Realizações no Cinema Mundial, o cineasta búlgaro Béla Tarr com o Prêmio Honorário da Academia Europeia e a atriz britânica Vanessa Redgrave com um troféu pelas Realizações de Toda a Vida. Confira abaixo a lista completa dos prêmios. Melhor Filme “Anatomia de uma Queda”, de Justine Triet Melhor Direção Justine Triet, por “Anatomia de uma Queda” Melhor Roteiro Justine Triet & Arthur Harari, por “Anatomia de uma Queda” Melhor Atriz Sandra Hüller, por “Anatomia de uma Queda” Melhor Ator Mads Mikkelsen, por “The Promised Land” Melhor Documentário “Smoke Sauna Sisterhood”, de Anna Hints Descoberta Europeia – Prêmio FIPRESCI “How To Have Sex”, de Molly Manning Walker Prêmio Audiência Jovem “Scrapper”, de Charlotte Regan Melhor Animação “Robot Dreams”, de Pablo Berger Melhor Fotografia Rasmus Videbæk, por “The Promised Land” Melhor Edição Laurent Sénéchal, por “Anatomia de uma Queda” Melhor Design de Produção Emita Frigato, por “La Chimera” Melhor Figurino Kicki Ilander, por “The Promised Land” Melhor Maquiagem e Cabelo Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver, David Martí & Montse Ribé, por “A Sociedade da Neve” Melhor Trilha Sonora Markus Binder, por “Club Zero” Melhor Som Johnnie Burn & Tarn Willers, por “Zona de Interesse” Melhores Efeitos Visuais Félix Bergés e Laura Pedro, por “A Sociedade da Neve”

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  • Filme

    Penélope Cruz vai estrelar nova adaptação de Elena Ferrante

    12 de setembro de 2023 /

    Penélope Cruz será a estrela de uma nova adaptação da obra da autora italiana Elena Ferrante, o livro “Dias de Abandono”. Dirigido por Isabel Coixet (“Minha Vida sem Mim”) e com roteiro de Laurence Coriat (“Todos os Dias”), o projeto marca a segunda vez que o livro será levado às telas, depois de uma versão italiana de 2005, realizada por Roberto Faenza e protagonizada por Margherita Buy.   A história Na narrativa, Cruz encarna Olga, uma escritora que abdica de sua carreira para dedicar-se à família e é abandonada pelo marido após 15 anos de um casamento que parecia sólido. A trama explora a busca dessa mulher por autonomia e identidade, ao mesmo tempo em que lida com questões familiares e sentimentos de rejeição. Segundo informações do site Variety, o filme está sendo produzido com equipe europeia e não é afetado pela atual greve de atores e roteiristas de Hollywood.   Outras adaptações de Ferrante O universo literário de Elena Ferrante já serviu de base para diversas produções, desde que “Um Amor Incômodo” chegou aos cinemas em 1995. A obra mais famosa da escritora, a tetralogia “A Amiga Genial”, virou uma série de quatro temporadas na HBO, exibida desde 2018, e a Netflix, lançou mais duas adaptações no ano de 2021: “A Filha Perdida” e a minissérie “A Vida Mentirosa dos Adultos”. Vale lembrar que a HBO tinha planos de adaptar “Dias de Abandono” com Natalie Portman no papel principal. O projeto, contudo, foi arquivado após a desistência da atriz. A estreia do novo filme com Penélope Cruz está prevista para o próximo ano, ainda sem data confirmada até o momento.

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  • Filme

    Produção da Netflix lidera indicações ao prêmio Goya

    18 de janeiro de 2021 /

    A Academia de Cinema de Espanha divulgou nesta segunda (18/1) os indicados ao prêmio Goya de 2021, considerado o Oscar do cinema espanhol. E o filme “Adú”, de Salvador Calvo, foi o título com o maior número de nomeações. “Adú” é um drama sobre imigração, que acompanha três histórias africanas interconectadas e concorre a 14 estatuetas, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro Original e Ator Revelação (Adam Nourou). O filme foi lançado em junho passado na Netflix. A disputa de Melhor Filme também conta com “Ane”, de David Pérez Sañudo, “La Boda de Rosa”, de Icíar Bollaín, “Las Niñas”, de Pilar Palomero, e “Sentimental”, de Cesc Gay. Além de Calvo e Bollaín, a categoria de Melhor Diretor deste ano inclui ainda Juanma Bajo Ulloa, indicado pelo terror “Baby”, e a veterana cineasta Isabel Coixet por “Nieva em Benidorm”. O grande vencedor do Goya no ano passado foi “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, que venceu sete troféus – incluindo Melhor Filme, Direção e Ator (Antonio Bandeiras). Já a categoria de Melhor Filme Ibero-Americano emplacou o chileno “El Agente Topo”, de Maite Alberdi, o colombiano “El Olvido que Seremos”, de Fernado Trueba, o guatemalteco “La Llorona”, de Jayro Bustamante e o mexicano “Ya no Estoy Aquí”, de Fernando Frias. O Brasil ficou de fora. Para completar a lista de longas de ficção, “Corpus Christi”, de Jan Komasa, “Falling”, de Viggo Mortensen, “O Oficial e o Espião”, de Roman Polanski, e “The Father”, de Florian Zeller, foram indicados a Melhor Filme Europeu. A presença do longa de Polanski aponta que a aprovação crítica a “O Oficial e o Espião” ainda é maior que a rejeição ao diretor. No ano passado, a produção francesa foi premiada no César (o Oscar francês), fazendo as mulheres presentes abandonarem o evento, que estava sendo televisionado ao vivo. O protesto se deve ao fato de Polanski ser um estuprador confesso e ter sofrido várias outras acusações de abuso sexual. A 35ª edição dos prêmios Goya acontecerá em 6 de março em Málaga, numa cerimônia em que estarão apenas presentes os nomeados.

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  • Filme

    A Livraria oferece uma fábula para amantes de cultura

    24 de março de 2018 /

    “A Livraria” é um filme espanhol, dirigido pela cineasta catalã Isabel Coixet (“A Vida Secreta das Palavras”). Mas a verdade é que não poderia ser mais inglês. A trama é uma adaptação do romance homônimo, de Penelope Fitzgerald, e se passa na pequena cidade litorânea inglesa de Hardborough, em 1959. O filme nos transporta ao pequeno mundo daquela localidade, com seus hábitos, costumes, valores provincianos, vestimentas e modo de falar e se comportar com precisão, direção de arte impecável, ótima reconstituição de época. É um charme só. Pelo menos, na aparência. Na realidade, a tal localidade é marcada por um conformismo, uma acomodação e um conservadorismo nada charmosos. Vigoram por lá a ignorância, a inveja e a falsa moral. Que é o que a personagem Florence Green (Emily Mortimer) vai sentir na pele, quando resolve encarar o seu grande sonho de montar uma livraria numa casa muito antiga da família, que lhe restou como herança. Com espírito empreendedor, misturado a uma tenacidade e a uma alma sonhadora, Florence, contra tudo e contra todas as previsões, terá sucesso nessa empreitada maluca. Aí terá de lidar com a hostilidade da mediocridade, a inveja dos acomodados e a sordidez humana que se escondem debaixo das aparências charmosas. Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento, já diz o ditado. O pior é que tudo se dá com base em argumentos ridículos e mesquinhos, mas em defesa da arte. E das verdades inventadas pela fofoca e pela maldade que ela distila. A diretora Isabel Coixet conta que se identificou muito com a personagem Florence do romance, com seu espírito livre, capaz de transformações. De fato, ela levanta a poeira daquela comunidade sonolenta, que se transfigura em hostilidade. Mas também encontra quem já amava a boa literatura, escondido no seu canto, o sr. Brundisk (Bill Nighy), a menina que a ajudará com dedicação e os que descobrem a maravilha da leitura, com trabalhos provocantes, como o de Vladimir Nabokov, em “Lolita”, ou Ray Bradbury, em “Fahrenheit 451”. E ela segue em frente, seguirá sempre, em busca de seus sonhos, suas utopias, que podem se resumir a ideias ingênuas e bem intencionadas. Mas que incomodam da mesma maneira os de alma pequena, onde nada vale a pena, invertendo Fernando Pessoa. A narrativa de “A Livraria” não resiste ao realismo, é fabular. Florence é uma espécie de fada que encontra sua alma gêmea e combate a bruxa: a sra. Gamart (Patricia Clarkson), que personifica a mediocridade maldosa da comunidade. O bem pode estar nos livros e o mal, na inveja e na burocracia, por exemplo. É um bom modo de apontar para a hipocrisia do mundo. Potencializada pelos pequenos e encantadores povoados ingleses, que se materializam no trabalho cinematográfico de uma cineasta talentosa de Barcelona, que venceu o prêmio Goya de Melhor Filme (o Oscar espanhol) com “A Livraria”.

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    Isabel Coixet se torna primeira mulher a vencer duas vezes o Goya de Melhor Filme

    4 de fevereiro de 2018 /

    A Academia de Cinema Espanhol consagrou a cineasta catalã Isabel Coixet com três prêmios Goya 2018. Ela venceu os troféus de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção e Melhor Filme por “La Librería”, na cerimônia realizada na noite de sábado (3/1), em Madri, na Espanha. Esta é apenas a terceira vez na história do Goya que um filme dirigido por uma mulher vence o prêmio máximo. E por coincidência, uma das vitórias anteriores tinha sido da própria Isabel Coixet, por “A Vida Secreta das Palavras” (2005), que assim se torna a primeira mulher a vencer duas vezes o troféu, considerado o Oscar espanhol. “La Librería” (ou “The Bookshop”) é uma coprodução da Espanha com o Reino Unido, estrelada por atores britânicos, falada em inglês e ambientada na Inglaterra, em 1959. A trama gira em torno de uma mulher (Emily Mortimer) que decide abrir uma livraria, o que vira um ato político por causa da oposição da comunidade local. Ainda não há previsão de lançamento para o Brasil. A vitória de Coixet enfatizou a mensagem de empoderamento feminino que deu o tom do evento, representada pela presença de leques vermelhos nas mãos de atrizes e profissionais de cinema com os dizeres “Mais Mulheres”, num protesto por maior reconhecimento ao trabalho feminino na indústria cinematográfica espanhola. O prêmio de Melhor Diretor Estreante também foi para uma mulher: Carla Simón, por “Verão 1993”, história de uma menina órfã enviada para viver com os parentes no campo. O drama chileno “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastián Lelio, sobre as adversidades enfrentadas por uma mulher transexual, venceu como Melhor Filme Ibero-Americana. E o Goya de Melhor Filme Europeu foi para o sueco “The Square”, de Ruben Östlund. Ambos os filmes concorrem ao Oscar 2018. Outro filme da premiação já exibido no Brasil, “As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas”, venceu como Melhor Animação. Entre os demais, “Handia”, drama basco sobre o homem mais alto do mundo, dirigido pela dupla Aitor Arregi e Jon Garaño, levou a maior quantidade de troféus, varrendo as categorias técnicas. Confira abaixo a lista completa dos prêmios. Vencedores do Goya 2018 Melhor Edição Laurent Dufreche, Raul Lopez (“Handia”) Melhor Desenho de Produção Ander Sistiago (“Handia”) Melhor Direção Artística Mikel Serrano (“Handia”) Melhor Figurino Saioa Lara (“Handia”) Melhor Cabelo e Maquiagem Ainhoa Eskisabel, Olga Cruz, Gorka Aguirre (“Handia”) Melhor Som Aitor Berenguer (“Veronica”) Melhor Trilha Sonora Pascal Gaigne (“Handia”) Melhor Canção “Leiva” by Alexi Delano (“La Llamada”) Melhores Efeitos Especiais David Heras, Jon Serrano (“Handia”) Melhor Animação “As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas” Melhor Documentário “Muchos Hijos” Melhor Filme Ibero-Americano “Uma Mulher Fantástica” Melhor Filme Europeu “The Square” Melhor Curta “Madre” Melhor Curta Documental “Los Desheredados” Melhor Curta Animado “Woody & Woody” Goya Honorário Marisa Paredes

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    Ninguém Deseja a Noite vai da futilidade feminina aos instintos primais

    2 de dezembro de 2016 /

    Filha de uma alemã com um oficial militar americano, Josephine Diebitsch Peary veio a descobrir a vocação pela exploração de locais inóspitos ao se casar com Robert Edwin Peary aos 25 anos. As contribuições conjuntas em expedições, inclusive durante a gravidez de Marie, filha que deu à luz no Polo Norte, valeram-lhe o título de Dama do Ártico. Trata-se de uma figura real que buscou não viver à sombra de seu marido, recebendo em “Ninguém Deseja a Noite” o papel de protagonista. Interpretada por Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”), a Josephine cinematográfica não é apresentada pela cineasta espanhola Isabel Coixet (“A Vida Secreta das Palavras”) e o roteirista Miguel Barros (“Os Implacáveis”) como uma heroína, entretanto. Qualquer tom de aventura que a premissa poderia corresponder é limado para exibir o drama de uma Josephine no ápice da fragilidade, clamando por seu Robert ao ponto em ir a sua procura com toda a instabilidade de uma paisagem marcada pelo branco da nevasca. Incapaz de traçar o trajeto por si própria, Josephine convence Bram Trevor (Gabriel Byrne, de “Mais Forte que Bombas”) a liderar uma viagem com esquimós, estes sempre encarados pelos estrangeiros como meros mapas ambulantes com habilidades para a caça e o transporte de bens. Feroz quando contrariada, Josephine parece distante da realidade que passa a rodeá-la, desejando a todo custo reencontrar o amado como a protagonista de uma fábula, inclusive carregando consigo um guarda-roupa com peças luxuosas. Se no primeiro ato acompanhamos uma mulher fútil que ignora os riscos que pode pagar para saciar o seu capricho, a segunda metade mostra o preço disso e a transformação da personagem. “Ninguém Deseja a Noite” caminha em direção oposta a de “A Rainha do Deserto”, de Werner Herzog, que reduziu a grande Gertrude Bell a uma moça ingênua, guiada por lamúrias amorosas ao invés da curiosidade em conhecer a amplitude do mundo. Isso porque a versão ficcional de Josephine passará a ter a companhia da esquimó Allaka (Rinko Kikuchi, de “Círculo de Fogo”) para colocar em perspectiva o seu vazio emocional. Essa mudança súbita de foco talvez seja a razão de “Ninguém Deseja a Noite” ter sido severamente criticado em sua première no Festival de Berlim de 2015. No entanto, é ela a responsável por engrandecê-lo. O romance com molduras épicas e a aventura antropológica dão lugar à visão de Isabel Coixet sobre o que é uma mulher em seu sentido mais primitivo. Unidas por algo em comum, Josephine e Allaka se transformam com a vinda de um inverno rigoroso, devastando tudo que as protege até restarem apenas os instintos maternais e de sobrevivência. Ao decifrar a natureza de suas personagens com tanta intensidade, Coixet volta a provar o quão especial (e subestimada) é diante de seus colegas contemporâneos.

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