Turma da Mônica Jovem vai virar filme com atores de verdade
Os quadrinhos da “Turma da Mônica Jovem”, versão adolescente dos personagens criados por Mauricio Sousa, serão adaptados para o cinema com atores reais, num filme previsto para 2018. O projeto da empresa Bossa Nova Filmes é ainda mais ambicioso. A ideia é lançar uma trilogia. O primeiro filme, por sinal, irá introduzir um novo personagem, que também será incorporado aos quadrinhos. Segundo o diretor da produtora, Eduardo Tibiriçá, ele será apresentado em primeira mão na Comic-Con Experience, que acontece no fim de semana de 1 a 4 de dezembro em São Paulo. Além da “Turma da Mônica Jovem”, está atualmente em desenvolvimento uma versão com atores dos personagens originais da “Turma da Mônica”, baseada na graphic novel “Laços”. Recentemente, foi anunciado que Daniel Rezende, editor consagrado de clássicos modernos do cinema brasileiro, indicado ao Oscar por “Cidade de Deus” (2002), fará sua estreia como diretor de longas à frente deste filme.
Max Steel: Novo trailer do filme se sai melhor ao evocar a série animada
Depois de um trailer japonês quase amador, o filme “Max Steel” ganhou seu trailer americano, que renova as esperanças na produção. A prévia mostra a origem do herói juvenil e equilibra melhor as cenas de ação e humor infantil (cortesia do robozinho tagarela que o acompanha), mas o que chama mais atenção é a voz de Andy Garcia (“Um Novo Amor”), que serve como narração do vídeo, num tom empostado digno de Batman. A adaptação de “Max Steel” está pronta desde 2014, quando as primeiras fotos foram divulgadas. Produzido em parceria com a Mattel, empresa que lançou o personagem como “action figure” (boneca de meninos) em 1999, o filme abandona o conceito original do herói, como esportista radical que vira agente secreto, em parte porque já existe a franquia “Triplo X”, mas principalmente para evocar sua versão mais recente, desenvolvido numa série animada mais recente, de 2013. A premissa é a mesma da versão do novo desenho do canal Disney XD, acompanhando o adolescente Maxwell (Ben Winchell, da série “Finding Carter”) e seu companheiro alienígena robótico Steel, que combinam poderes turbo-energia para gerar o super-herói Max Steel. O elenco ainda conta com Maria Bello (“Os Suspeitos”) e Ana Villafañe (série “South Beach”). A direção está a cargo de Stewart Hendler (“Pacto Secreto”) e o roteiro é assinado por Christopher Yost (“Thor: O Mundo Sombrio”). A estreia acontece em 21 de outubro nos EUA e 24 de novembro no Brasil.
Karen Gillan completa o elenco central da continuação de Jumanji
A atriz escocesa Karen Gillan (da série “Doctor Who” e de “Guardiões da Galáxia”) entrou no elenco de “Jumanji”, que o astro Dwayne Johnson (“Velozes & Furiosos 7”) diz ser uma continuação e não um remake do longa de 1995. Ela ficou com o principal papel feminino da produção, Martha, que Johnson descreveu anteriormente como “uma garota fodona”. Segundo o site Deadline, o papel foi bastante disputado, com atrizes do alto escalação de Hollywood cotadas para interpretá-lo. Por isso, houve mais demora para definir sua intérprete que a dos integrantes masculinos da produção. Gillian foi escolhida após ter conseguido a melhor interação com os meninos grandes do elenco. Além de Johnson, que também produz o longa, o elenco inclui Jack Black (“Goosebumps”), Kevin Hart (“Policial em Apuros”) e Nick Jonas (série “Scream Queens”). Com direção de Jake Kasdan (“Sex Tape: Perdido na Nuvem”), “Jumaji” trará uma nova visão do livro de Chris Van Allsburg, que deu origem ao filme de 1995 com Robin Williams. Johnson também disse que o filme homenageará Williams e seu personagem na produção original. A trama clássica acompanha um jogo de tabuleiro que traz criaturas e seres de outros lugares para uma vizinhança tranquila no subúrbio de uma cidadezinha americana. A estreia da nova versão está marcada para 27 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Pets – A Vida Secreta dos Bichos estreia em 1º lugar no Brasil
Sucesso do verão americano, a animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” repetiu a boa performance em seu lançamento no Brasil. Nos primeiros dias em cartaz, entre quinta-feira e domingo (28/8), o filme da Illumination/Universal arrastou 900 mil espectadores aos cinemas, faturando mais de R$ 14 milhões em ingressos. Com o desempenho, “Pets” deixou para trás “Esquadrão Suicida”, que também perdeu a liderança das bilheterias americanas neste fim de semana. O filme dos supervilões da DC Comics atraiu 370 mil pagantes, mas já foi visto por 6,6 milhões no país e arrecadou R$ 101,7 milhões em quatro semanas de exibição. Graças a estes valores, o longa se tornou a segunda maior bilheteria da Warner Bros. Pictures no Brasil, atrás apenas de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”, também lançado neste ano. No ranking geral dos maiores filmes de 2016, “Esquadrão Suicida” passa a ocupar a 5ª posição, à frente de outros filmes de super-heróis, como “Deadpool” e “X-Men: Apocalipse”. Por sinal, seu desempenho no Brasil é o terceiro maior do mundo, atrás apenas da arrecadação somada nos Estados Unidos e Reino Unido. Com a bilheteria mundial somada, “Esquadrão Suicida” já superou a marca de US$ 630 milhões, mas a falta de distribuição na China deve impedir que chegue muito mais longe. Em 3º lugar na bilheteria de fim de semana no Brasil, ficou “Ben Hur”, com 234.437 espectadores, atingindo assim um total de 838 mil espectadores desde sua estreia no país. Para se ter ideia, o desempenho nacional do filme é um dos melhores do mundo. Em dez dias em cartaz nos EUA, a produção já caiu para o 10º lugar e deve dar um prejuízo épico para os estúdios Paramount e MGM.
Gene Wilder (1933- 2016)
Morreu o ator americano Gene Wilder, um dos comediantes mais populares e influentes da década de 1970, que interpretou Willy Wonka no clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), o personagem-título de “O Jovem Frankenstein” (1974) e inúmeros outros personagens marcantes, numa carreira repleta de sucessos. Ele faleceu na segunda (29/8) devido a complicações decorrentes do Alzheimer, aos 83 anos em Stamford, no Estado de Connecticut. Seu nome verdadeiro era Jerome Silberman. Ele nasceu em 1933, em Wisconsin, e a inspiração para seguir a vida artística veio aos 8 anos de idade, quando o médico de sua mãe, diagnosticada com febre reumática, o chamou num canto e lhe deu a receita para a saúde de sua mãe: “Faça-a rir”. Jerome só foi virar Gene aos 26 anos, pegando emprestado o nome do personagem Eugene Gant, dos romances de Thomas Wolfe, para fazer teatro. Ele participou de várias montagens na Broadway, antes de estrear no cinema como um refém no clássico filme de gângsteres “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967). Mas foi outro filme do mesmo ano, “Primavera para Hitler” (1967), que determinou o rumo da sua carreira. Vivendo um jovem contador, que se associava a um produtor picareta de teatro para montar a pior peça de todos os tempos, Wilder construiu seu tipo cinematográfico definitivo – tímido, compenetrado, mas atrapalhado o suficiente para causar efeito oposto à sua seriedade, fazendo o público rolar de risada. Até a sisuda Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sorriu para ele, com uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. “Primavera para Hitler” venceu o Oscar de Melhor Roteiro de 1968 e inaugurou a bem-sucedida parceria do ator com o diretor e roteirista Mel Brooks. Os dois ainda fizeram juntos “Banzé no Oeste” (1974) e “O Jovem Frankenstein” (1974), que figuram entre os filmes mais engraçados da década de 1970. O primeiro era uma sátira de western e o segundo homenageava os filmes de horror da Universal dos anos 1930, inclusive na fotografia em preto e branco. Com “O Jovem Frankenstein”, Wilder também demonstrou um novo talento. Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro pelo filme, que coescreveu com Brooks. Muitas das piadas que marcaram época surgiram de improvisações que ele inclui no filme, em especial seus confrontos com o impagável Mary Feldman, conhecido pelos olhos tortos, no papel de Igor. Seu sucesso com o público infantil, por sua vez, jamais superou sua aparição em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), como o alegre mas misterioso Willy Wonka, num show de nuances que manteve o público hipnotizado, como um mestre de picadeiro. Mesmo assim, a idolatria das crianças de outrora também vem de seu papel como a Raposa, que roubou a cena de “O Pequeno Príncipe” (1974). Mas Wilder também fez filmes “cabeças”, trabalhando com Woody Allen em “Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar” (1972), e com o diretor de teatro Tom O’Horgan (responsável pelas montagens de “Hair” e “Jesus Cristo Superstars”) na adaptação de “Rhinoceros” (1974), de Eugene Ionesco, um clássico do teatro do absurdo. Tantas experiências positivas o inspiraram a passar para trás das câmeras. Ele escreveu e dirigiu “O Irmão mais Esperto de Sherlock Holmes” (1975), sátira ao personagem de Arthur Conan Doyle, em que voltou a se reunir com seus colegas de “O Jovem Frankenstein”, Madeline Kahn e Marty Feldman. O sucesso da empreitada o fez repetir a experiência em “O Maior Amante do Mundo” (1977), em que viveu um rival de Rodolfo Valentino, no auge do Cinema Mudo. Entre um e outro, acabou atuando em outro grande sucesso, “O Expresso de Chicago” (1976), filme do também recém-falecido Arthur Hiller. Com referências aos suspenses de Alfred Hitchock, o filme combinou ação e humor de forma extremamente eficaz, a ponto de inspirar um subgênero, caracterizado ainda por uma parceria incomum. O segredo da fórmula era pura química. A química entre Wilder e seu parceiro em cena, Richard Pryor, responsáveis pelo estouro do primeiro “buddy film” birracial de Hollywood – tendência que logo viraria moda com “48 Horas” (1982), “Máquina Mortífera” (1987), “A Hora do Rush” (1998) e dezenas de similares. Logo depois, ele fez uma parceria ainda mais inusitada, cavalgando com Harrison Ford em “O Rabino e o Pistoleiro” (1979), penúltimo filme da carreira do mestre Robert Aldrich. Wilder ainda voltou a se reunir com Pryor mais três vezes. O reencontro, em “Loucos de Dar Nó” (1980), foi sob direção do célebre ator Sidney Poitier, que logo em seguida voltou a dirigi-lo em “Hanky Panky, Uma Dupla em Apuros” (1982), coestrelado por Gilda Radner. O ator acabou se apaixonando pela colega de cena e os dois se casaram em meio às filmagens de seu filme seguinte, o fenômeno “A Dama de Vermelho” (1984). Foi o terceiro casamento do ator, mas o primeiro com uma colega do meio artístico. Escrito, dirigido e estrelado por Wilder, “A Dama de Vermelho” marcou época e transformou a então desconhecida Kelly LeBrock, intérprete da personagem-título, numa dos maiores sex symbols da década – “A Mulher Nota Mil”, como diria o título de seu trabalho seguinte – , graças a uma recriação ousada da cena do vestido de Marilyn Monroe em “O Pecado Mora ao Lado” (1955). O estouro foi também musical. A trilha sonora, composta por Stevie Wonder, dominou as paradas graças ao hit “I Just Call to Say I Love You”, que, por sinal, venceu o Oscar de Melhor Canção. Bem-sucedido e respeitado como um artista completo, Wilder voltou a se multiplicar na frente e atrás das câmeras com “Lua de Mel Assombrada” (1986). O título também era uma referência à seu recente casamento com Radner, a atriz principal da trama. O tom da produção lembrava suas antigas comédias com Mel Brooks, mas as filmagens acabaram marcadas por uma notícia triste: Gilda Radner descobriu que tinha câncer. Durante o tratamento, o casal chegou a comemorar a remissão da doença. Aliviado, Wilder filmou uma de suas comédias mais engraçadas, “Cegos, Surdos e Loucos” (1989), seu terceiro encontro com Pryor, novamente dirigido por Hiller, em que os dois vivem testemunhas de um crime. O problema é que o personagem de Wilder é mudo e o de Pryor é cego. Radner morreu uma semana após a estreia e Wilder nunca recuperou seu bom-humor. Fez seu filme de menor graça, “As Coisas Engraçadas do Amor” (1990), dirigido por Leonard Nimoy (o eterno Sr. Spock), e em seguida encerrou a carreira cinematográfica, compartilhando sua despedida com o amigo Richard Pryor, em “Um Sem Juízo, Outro Sem Razão” (1991), no qual viveu um louco confundido com milionário. Ele se casou novamente em 1991, mas manteve viva a memória da esposa ao ajudar a fundar um centro de diagnóstico de câncer em Los Angeles com o nome de Gilda Radner. Profissionalmente, ainda tentou emplacar uma série na TV, “Something Wilder”, que durou só 15 episódios entre 1994 e 1995, e seguiu fazendo pequenos trabalhos esporádicos na televisão. Por conta de uma de suas últimas aparições na telinha, na 5ª temporada de “Will & Grace”, exibida em 2003, ele venceu o Emmy de Melhor Ator Convidado em Série de Comédia. Dois anos depois, ninguém o convidou a participar do remake de “A Fantástica Fabrica de Chocolate” (2005), dirigido por Tim Burton e com Johnny Depp em seu famoso papel. Ele resumiu sua opinião sobre o filme dizendo: “É um insulto”. Tampouco foi lembrado pelos responsáveis por “Os Produtores” (2005), versão musical de “Primavera para Hitler”. Hollywood o esqueceu completamente. Um dos maiores talentos humorísticos que o cinema já exibiu. “Um dos verdadeiros grandes talentos dos nossos tempos. Ele abençoou cada filme que fizemos com sua mágica e me abençoou com sua amizade”, definiu Mel Brooks em sua conta no Twitter.
Terror barato O Homem nas Trevas supera Esquadrão Suicida nos EUA
Um psicopata cego de terror barato derrotou os supervilões de blockbuster, após três semanas consecutivas de domínio de “Esquadrão Suicida” nas bilheterias dos EUA. Rodado por apenas US$ 9,9 milhões, “O Homem nas Trevas” surpreendeu expectativas e estreou em 1º lugar, destacando-se no primeiro fim de semana sem lançamentos milionários após a fase das superproduções do verão americano. Dirigido pelo uruguaio Fede Alvarez (“A Morte do Demônio”), o terror arrecadou US$ 26,1 milhões, mais do que “Esquadrão Suicida” já tinha conseguido no fim de semana semana passado e mais que o dobro arrecadado pelo filme da DC Comics nos últimos três dias – US$ 12,1 milhões, que lhe valeram seu 2º lugar no ranking. “O Homem nas Trevas” foi o segundo terror baseado no medo do escuro a ter um bom desempenho nas últimas semanas nos EUA. O primeiro foi “Quando as Luzes se Apagam”, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros. Mas o filme do cineasta uruguaio causou melhor impressão na crítica, conquistando 86% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 8 de setembro no Brasil. A disputa pelo 3º lugar rendeu uma troca de posições curiosa. Numa competição entre animações, “Kubo e as Cordas Mágicas” subiu uma posição em relação à sua estreia na semana passada, enquanto “Festa da Salsicha” caiu duas, em seu terceiro fim de semana, sendo ultrapassada pela belíssima produção de stop motion do estúdio Laika. “Kubo” chega em 13 de outubro e as Salsichas em 15 de setembro no Brasil. O Top 5 fecha com uma estreia, “Assassino a Preço Fixo 2: A Ressurreição”, cujo desempenho anêmico, com US$ 7,5 milhões e 24% de aprovação, não deve alimentar novas continuações para o personagem de Jason Staham. A estreia nacional acontece em 6 de outubro. O desastre de “Ben-Hur”, que em 10 dias caiu para o 10º lugar, também merece reflexão. Analistas, que vinham apontando um prejuízo de US$ 100 milhões para os estúdios Paramount e MGM por conta do filme, já estão refazendo as contas. O fracasso é maior que o estimado. Para mais um remake. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 26,1 milhões Total EUA: US$ 26,1 milhões Total Mundo: US$ 28 milhões 2. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 12,1 milhões Total EUA: US$ 282,8 milhões Total Mundo: US$ 635,9 milhões 3. Kubo e as Cordas Mágicas Fim de semana: US$ 7,9 milhões Total EUA: US$ 24,9 milhões Total Mundo: US$ 27,6 milhões 4. Festa da Salsicha Fim de semana: US$ 7,6 milhões Total EUA: US$ 80 milhões Total Mundo: US$ 88,7 milhões 5. Assassino a Preço Fixo 2 – A Ressureição Fim de semana: US$ 7,5 milhões Total EUA: US$ 7,5 milhões Total Mundo: US$ 7,5 milhões 6. Meu Amigo, O Dragão Fim de semana: US$ 7,28 milhões Total EUA: US$ 54,7 milhões Total Mundo: US$ 76,2 milhões 7. Cães de Guerra Fim de semana: US$ 7,25 milhões Total EUA: US$ 27,7 milhões Total Mundo: US$ 42,6 milhões 8. Perfeita É a Mãe! Fim de semana: US$ 5,7 milhões Total EUA: US$ 95,4 milhões Total Mundo: US$ 124,1 milhões 9. Jason Bourne Fim de semana: US$ 5,2 milhões Total EUA: US$ 149,3 milhões Total Mundo: US$ 347,8 milhões 10. Ben-Hur Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 19,5 milhões Total Mundo: US$ 41,3 milhão
A Bela e a Fera: Veja as primeiras imagens dos personagens da versão “com atores”
A Disney divulgou as primeiras imagens de “A Bela e a Fera”, sua nova adaptação de fábula encantada. As fotos deixam claro que se trata de uma adaptação literal do desenho animado de 1991 e não uma reinvenção da história clássica, com direito a objetos inanimados que ganham vida. Por isso, a chamada “versão com atores” manterá vários elementos animados. Os personagens que aparecem são o charmoso maître Lumiere (dublado no filme por Ewan McGregor, de “Jack, o Caçador de Gigantes”) e o mordomo Horloge (voz de Ian McKellen, da franquia “O Hobbit”), o capanga Le Fou (Josh Gad, de “Jobs”) na taverna do vilão Gaston (Luke Evans, de “Drácula – A História Nunca Contada”), e a própria Fera em sua versão “Príncipe Encantado” (Dan Stevens, da série “Downton Abbey”, flagrado nos bastidores e de cabelo comprido). Além deles, o filme destaca Emma Watson (franquia “Harry Potter”) como a Bela do título. A fidelidade à versão animada da própria Disney tende a diferenciar o longa de outros filmes baseados na história medieval, como a recente adaptação francesa, com Vincent Cassel (“Em Transe”) e Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”). Se ainda tiver dúvida, basta comparar as imagens com os personagens do desenho (veja abaixo). A direção é de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), o roteiro de Stephen Chbosky (que dirigiu Emma Watson no drama adolescente “As Vantagens de Ser Invisível”) e a trilha de Alan Menken, que ganhou dois Oscars pelo clássico animado em 1991. Por sinal, o filme contará com regravações das canções originais, além de várias músicas inéditas compostas por Menken e Tim Rice. Ou seja, o novo “A Bela e a Fera” também preservará a característica musical da animação. A estreia está marcada para o dia 16 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Diretor de 007 Contra Spectre vai filmar a fábula James e o Pêssego Gigante
O prejuízo financeiro das péssimas bilheterias de “O Bom Gigante Amigo” (2016) animou a Disney a fazer nova adaptação de um livro infantil de Roald Dahl. Como isto é Hollywood, a fórmula será a mesma, juntando atores reais e animação computadorizada, comandados por um diretor famoso. Em “O Bom Gigante Amigo”, era Steven Spielberg. No novo projeto, “James e o Pêssego Gigante”, será Sam Mendes, vindo de dois longas da franquia “007”. Segundo o site Deadline, o roteiro está sendo escrito por Nick Hornby, de “O Grande Garoto” (2002) e “Brooklyn” (2015). Publicado em 1961, o livro de Dahl conta a história de James e seus pais, que sempre sonharam em ir para Nova York, a cidade “onde os sonhos se realizam”. Mas depois que um incidente deixa o menino orfão, James vai morar com suas tias cruéis, que o maltratam. Até o dia em que um homem misterioso lhe entrega um pacote com uma estranha receita e ele descobre que, nas redondezas, nasceu um pêssego do tamanho de uma casa. Logo, ele se torna amigo dos insetos que moram na fruta e vive uma mágica aventura. “James e o Pêssego Gigante” já teve uma versão para os cinemas em 1996, como uma animação da própria Disney, além de ter se transformado numa peça infantil. A ideia do estúdio é que a nova versão possa repetir o êxito de outras fábulas de seu catálogo, que fizeram grandes bilheterias com atores reais, como “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015) e “Mogli – O Menino Lobo” (2016) – ignorando os fracassos, como “Alice no País dos Espelhos” e “Meu Amigo, o Dragão” (ambos em 2016). O detalhe é que a animação original não foi um sucesso com as versões clássicas de “Bela Adormecida” (1959), “Cinderela” (1950) e “Mogli” (1967), rendendo apenas US$ 28,9 milhões. Mas, novamente, isto é Hollywood.
Max Steel: Filme do herói da série animada ganha primeiro trailer
O estúdio Nikkatsu divulgou o pôster e o primeiro trailer do filme “Max Steel”, feitos para o mercado japonês. E a montagem nonsense, quase amadora, leva ao trocadilho tão infame quanto inevitável: Nikkatsu é isso? A adaptação de “Max Steel” está pronta desde 2014, quando as primeiras fotos foram divulgadas. Produzido em parceria com a Mattel, empresa que lançou o personagem como “action figure” (boneca de meninos) em 1999, o filme abandona o conceito original do herói, como esportista radical que vira agente secreto, em parte porque já existe a franquia “Triplo X”, mas principalmente para evocar sua versão mais recente, desenvolvido na série animada de 2013. A premissa é a mesma da versão do novo desenho do canal Disney XD, acompanhando o adolescente Maxwell (Ben Winchell, da série “Finding Carter”) e seu companheiro alienígena robótico Steel, que combinam poderes turbo-energia para gerarem o super-herói Max Steel. O elenco ainda conta com Andy Garcia (“Um Novo Amor”), Maria Bello (“Os Suspeitos”) e Ana Villafañe (série “South Beach”). A direção está a cargo de Stewart Hendler (“Pacto Secreto”) e o roteiro é assinado por Christopher Yost (“Thor: O Mundo Sombrio”). A estreia acontece em 21 de outubro nos EUA e 24 de novembro no Brasil.
Bilheterias: Esquadrão Suicida mantém liderança, enquanto Ben-Hur implode nos EUA
“Esquadrão Suicida” se manteve em 1º lugar pelo terceiro fim de semana consecutivo nos EUA. Ótima notícia para a Warner, que precisa que sua pior adaptação de quadrinhos (26% de aprovação no site Rotten Tomatoes) seja um sucesso para continuar fazendo filmes ruins a partir de seu catálogo da DC Comics. O filme dos supervilões viu desabar sua arrecadação para US$ 20,7 milhões, mas o valor bastou para segurá-lo à frente da animação adulta “Festa da Salsicha”, que também continuou no 2º lugar, e de nada menos que três estreias. Dentre as estreias, quem se deu pior foi “Ben-Hur”, que foi crucificado pela crítica americana (apenas 29% de aprovação) e abriu apenas em 5º lugar, com US$ 11,3 milhão de arrecadação. Ou seja, faturou míseros 11,3 % de seu orçamento épico de US$ 100 milhões. Só um milagre conseguirá impedir o filme do Jesus Cristo brasileiro (Rodrigo Santoro) de ser um dos maiores fracassos do ano. As outras estreias foram a comédia “Cães de Guerra” (3º lugar com 59% de aprovação), em que Jonah Hill e Miles Teller viram playboys da indústria bélica, e a animação “Kubo e as Cordas Mágicas” (4º lugar com 96% de aprovação), novo trabalho primoroso de stop-motion do estúdio Laika, desta vez inspirado em animes (animação japonesa). BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 20,7 milhões Total EUA: US$ 262,2 milhões Total Mundo: US$ 572,6 milhões 2. Festa da Salsicha Fim de semana: US$ 15,3 milhões Total EUA: US$ 65,3 milhões Total Mundo: US$ 71,3 milhão 3. Cães de Guerra Fim de semana: US$ 14,3 milhões Total EUA: US$ 14,3 milhões Total Mundo: US$ 20,8 milhões 4. Kubo e as Cordas Mágicas Fim de semana: US$ 12,6 milhões Total EUA: US$ 12,6 milhões Total Mundo: US$ 13,5 milhões 5. Ben-Hur Fim de semana: US$ 11,3 milhão Total EUA: US$ 11,3 milhão Total Mundo: US$ 22 milhões 6. Meu Amigo, O Dragão Fim de semana: US$ 11,3 milhão Total EUA: US$ 42,8 milhões Total Mundo: US$ 57 milhões 7. Perfeita É a Mãe! Fim de semana: US$ 8 milhões Total EUA: US$ 85,8 milhões Total Mundo: US$ 106,4 milhões 8. Jason Bourne Fim de semana: US$ 7,9 milhões Total EUA: US$ 140,8 milhões Total Mundo: US$ 278,7 milhões 9. Pets – A Vida Secreta dos Bichos Fim de semana: US$ 5,7 milhões Total EUA: US$ 346,7 milhões Total Mundo: US$ 674,5 milhões 10. Florence – Quem É Esta Mulher? Fim de semana: US$ 4,3 milhões Total EUA: US$ 14,4 milhões Total Mundo: US$ 15 milhões
Extraordinário: Sonia Braga será mãe de Julia Roberts em adaptação de best-seller
A atriz Sonia Braga (“Aquarius”) entrou para o elenco do drama “Extraordinário”. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, ela viverá a mãe da personagem de Julia Roberts (“Álbum de Família”) e avó do protagonista Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”). O filme é uma adaptação do livro homônimo de R.J. Palacio, que passou 32 semanas entre os mais vendidos da lista do jornal The New York Times, e gira em torno de um menino de dez anos chamado Auggie Pullman (Tremblay), que estudava em casa por conta de uma deformidade facial, até começar a 5ª série e finalmente ir para escola. Lá, ele vai lutar para mostrar aos seus colegas de classe que, apesar das aparências, é apenas um garoto comum. A história deve explorar a temática do bullying por diversos pontos de vista. Roberts faz o papel de Isabel, mãe do garoto, enquanto Owen Wilson (“Meia-Noite em Paris”) vive Nate, o pai. As filmagens de “Extraordinário” já começaram em Vancouver, no Canadá, com direção de Stephen Chbosky (“As Vantagens de Ser Invisível”) e o lançamento é aguardado para 11 de maio de 2017 no Brasil, um mês após o lançamento nos EUA.
Power Rangers: Elizabeth Banks aparece como Rita Repulsa em nova foto
A página oficial do filme “Power Rangers” no Instagram divulgou uma nova imagem da atriz Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”) caracterizada como a vilã Rita Repulsa. O elenco ainda traz Ludi Lin (série “Marco Polo”) como o Ranger Preto, Dacre Montgomery (“A Few Less Men”) como o Ranger Vermelho, Naomi Scott (“Perdido em Marte”) como a Ranger Rosa, RJ Cyler (“Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer”) como o Ranger Azul, Becky Gomez (série “Empire”) como a Ranger Amarela e Bryan Cranston (série “Breaking Bad”) como Zordon. A história foi desenvolvida há quatro mãos pelo casal Kieran e Michele Mulroney (ambos de “Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”) e a dupla Matt Sazama e Burk Sharpless (do infame “Deuses do Egito”), e transformada em roteiro por John Gatins (“Need for Speed” e “O Voo”). A direção está a cargo de Dean Israelite (“Projeto Almanaque”) e a estreia acontece em 23 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Esquadrão Suicida sofre forte queda de arrecadação, mas mantém 1º lugar nos EUA
“Esquadrão Suicida” manteve a liderança das bilheterias norte-americanas em seu segundo fim de semana. Mas os rendimentos de US$ 43,7 milhões representam uma queda de 67% em relação à arrecadação da semana passada. Trata-se de um dos maiores declínios já registrados por uma adaptação de quadrinhos nos cinemas dos EUA e do Canadá, repetindo a trajetória de “Batman vs. Superman”, que caiu 69% em seu segundo fim de semana. Por outro lado, o filme dos supervilões ultrapassou os US$ 220 milhões no mercado doméstico em dez dias, chegando a US$ 465,3 milhões em todo o mundo. Isto representa o dobro da arrecadação de outras superproduções atualmente no Top 10 americano, como “Jason Bourne” e “Star Trek: Sem Fronteiras”, em cartaz há mais tempo. O novo “Star Trek”, por sinal, ameaça dar grande prejuízo, se seu lançamento internacional não decolar em setembro. Para o “Esquadrão” evitar o suicídio da franquia, basta dobrar os valores atuais. Não é tarefa tão difícil quanto a enfrentada por Jason Bourne e a tripulação da nave Enterprise, que podem ter chegado numa encruzilhada em relação a novas continuações. Entre as estreias da semana, a animação adulta “Festa da Salsicha” surpreendeu pelo desempenho acima do esperado, com US$ 33,6 milhões em seus primeiros três dias. A Sony assegura que a produção custou apenas US$ 19 milhões, o que significa grande lucro à vista. Com uma premissa inusitada, o desenho acumula piadas sexuais de duplo sentido, centrando sua história num grupo de salsichas que descobre o destino das comidas após saírem dos supermercados: serem devoradas por humanos carnívoros. Escrita e produzida por Seth Rogen (“Vizinhos”) e com participação de vários comediantes famosos na dublagem, a animação chega aos cinemas brasileiros só daqui a um mês, em 15 de setembro, e nem sequer começou a ser oficialmente divulgada pela Sony Pictures do Brasil. Completando o Top 3, a fantasia da Disney “Meu Amigo, Dragão” ficou abaixo da expectativa do estúdio, com apenas US$ 21,52 milhões em seu primeiro fim de semana. Remake de um clássico infantil de 1977, o filme agradou à crítica (86% de aprovação no Rotten Tomatoes), mas não conseguiu mobilizar o público, apesar da falta de lançamentos com censura livre desde julho nos EUA. Em compensação, seu orçamento foi relativamente baixo, em comparação com as demais fantasias do estúdio lançadas nos últimos anos. Realizado por US$ 65 milhões, o filme tende a se pagar no mercado internacional. A estreia no Brasil está marcada para 29 de setembro. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 43,7 milhões Total EUA: US$ 222,8 milhões Total Mundo: US$ 465,3 milhões 2. Festa da Salsicha Fim de semana: US$ 33,6 milhões Total EUA: US$ 33,6 milhões Total Mundo: US$ 36,2 milhões 3. Meu Amigo, O Dragão Fim de semana: US$ 21,52 milhões Total EUA: US$ 21,5 milhões Total Mundo: US$ 26,6 milhões 4. Jason Bourne Fim de semana: US$ 13,6 milhões Total EUA: US$ 126,7 milhões Total Mundo: US$ 246,1 milhões 5. Perfeita É a Mãe! Fim de semana: US$ 11,4 milhões Total EUA: US$ 71,4 milhões Total Mundo: US$ 85 milhões 6. Pets – A Vida Secreta dos Bichos Fim de semana: US$ 8,8 milhões Total EUA: US$ 335,9 milhões Total Mundo: US$ 592,6 milhões 7. Star Trek: Sem Fronteiras Fim de semana: US$ 6,8 milhões Total EUA: US$ 139,6 milhões Total Mundo: US$ 211,2 milhões 8. Florence – Quem É Esta Mulher? Fim de semana: US$ 6,5 milhões Total EUA: US$ 6,5 milhões Total Mundo: US$ 7 milhões 9. Virei um Gato Fim de semana: US$ 3,5 milhões Total EUA: US$ 13,5 milhões Total Mundo: US$ 14 milhões 10. Quando as Luzes se Apagam Fim de semana: US$ 3,2 milhões Total EUA: US$ 61,1 milhões Total Mundo: US$ 98 milhões











