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  • Filme

    Reese Witherspoon revela: “Meus filhos não vão ao cinema”

    22 de setembro de 2025 /

    Atriz aponta mudança de comportamento do público e prevê transformação radical em Hollywood nos próximos anos

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  • Filme

    Daniel Radcliffe produz filme sobre dublê que ficou paraplégico no set de “Harry Potter”

    24 de outubro de 2023 /

    O ator Daniel Radcliffe será produtor executivo de um documentário que narra a vida de David Holmes, seu ex-dublê na saga “Harry Potter”. Holmes, que acompanhava Radcliffe desde “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, tornou-se paraplégico após um acidente grave durante as filmagens de “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1”. O incidente ocorreu enquanto ensaiava uma cena de voo com explosões, resultando em lesões devastadoras em sua coluna. No fatídico dia, após a queda, David, ainda consciente, comunicou à equipe: “Não consigo sentir minhas pernas”, elevando a apreensão no set sobre uma possível lesão paralisante. A rápida condução ao hospital confirmou as suspeitas mais terríveis, uma realidade que mudaria sua vida para sempre.   A vida pós-Harry Potter O documentário, intitulado “David Holmes: O Menino que Sobreviveu”, traça não só a ascensão de Holmes no universo cinematográfico, mas também sua jornada pós-acidente. Material íntimo filmado ao longo de 10 anos, contendo cenas dos bastidores, vida atual e entrevistas com David, amigos e família, visa lançar luz sobre como David enfrenta as adversidades cotidianas. Em uma postagem no Instagram, Holmes compartilhou sua emoção sobre o projeto, enfatizando a drástica mudança em sua vida após o acidente em janeiro de 2009 e a contínua paixão pela arte de dublê. O longa, que tem estreia marcada para 15 de novembro na HBO, explora ainda a relação profunda entre Radcliffe e Holmes, bem como o suporte incondicional oferecido pelo ator e demais colegas após o incidente devastador. A direção é de Dan Hartley, conhecido por “Lad: A Yorkshire Story”, e reitera a ligação entre Radcliffe e Holmes além dos filmes de Harry Potter, evidenciando a colaboração na iniciativa “Cunning Stunts” durante a pandemia em 2020.

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  • Filme

    Pesquisa revela que filmes estão cada vez mais longos

    16 de outubro de 2023 /

    A chegada de “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (19/10) reacende a discussão sobre a duração cada vez maior dos filmes. O lançamento dirigido por Martin Scorsese tem nada menos que 3h26 de duração. O fenômeno não é isolado: “Oppenheimer” também se destacou recentemente com 3h de duração, sendo aclamado pelo público e crítica. Um levantamento realizado pela revista britânica The Economist aponta para a consolidação dessa tendência. A pesquisa, que analisou cerca de 100 mil filmes lançados entre 1930 e 2022, revela um aumento considerável na duração dos longas. Nos anos 1930, a média era de 1h21, enquanto em 2022, alcançou 1h47. A variação é ainda mais notável nos blockbusters, que apresentaram uma média de 2h30 em 2022, marcando um aumento de até 50% em relação aos filmes mais assistidos da década de 1930. | Do Oscar aos blockbusters As reverberações dessa expansão temporal foram sentidas até na corrida ao Oscar 2023, onde os 10 indicados à estatueta de melhor longa tiveram uma duração média de 145 minutos, a maior registrada neste século na principal categoria da premiação. O cenário é bem diferente de 2011, quando a média de duração dos filmes indicados era de 116 minutos. A tendência também é observada fora do circuito de premiações, com longas de sucesso e alta bilheteria adotando durações estendidas. Entre os 10 filmes mais assistidos no último ano, apenas dois tinham menos de 2 horas de duração. | Culpa de James Cameron? O sucesso dos blockbusters do cineasta James Cameron, “Titanic” (3h14) e “Avatar” (2h42), é apontado como impulsionador da tendência. O próprio diretor defende a ideia de que a extensão de um filme não interfere em seu sucesso comercial. Segundo Cameron, um filme com mais de 3 horas, como “Titanic” e “Avatar: O Caminho da Água”, pode atrair o público aos cinemas várias vezes, desmitificando a ideia de que filmes longos podem resultar em menos sessões diárias e, consequentemente, menor rentabilidade. A indústria cinematográfica parece estar em um momento de reavaliação sobre como o tempo de duração influencia a projeção e a recepção do público, tornando a experiência cinematográfica uma jornada mais longa, tanto para os cineastas quanto para a audiência.

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  • Etc

    Coronavírus deve custar ao menos US$ 20 bilhões para Hollywood

    14 de março de 2020 /

    A pandemia de coronavírus pode dar um prejuízo sem precedentes para Hollywood. Em estimativa calculada pelo site da revista The Hollywood Reporter, o cancelamento de diversas estreias e o fechamento das salas de cinema ao redor do mundo pode custar cerca de US$ 20 bilhões (ou seja, quase R$ 100 bilhões) para a indústria cinematográfica americana. Segundo os cálculos da publicação, as bilheterias do mundo inteiro já deixaram de arrecadar US$ 7 bilhões com o fechamento dos cinemas. Se esta situação permanecer igual ou piorar pelos meses de abril e maio, o lucro perdido chegaria a mais US$ 10 bilhões. Como os cancelamentos também implicam em despesas extras de marketing, o custo de P&A (propaganda e divulgação) ainda é multiplicado por dois. Isto acontece porque os anúncios são comprados com antecedência, o que significa que o dinheiro investido no marketing de títulos como “Mulan”, “Os Novos Mutantes”, “Velozes e Furiosos 9” e outros tantos que tiveram suas produções adiadas foi perdido. Do mesmo modo, quando esses filmes receberem sinal verde para voltar aos cinemas, os gastos precisarão ser dobrados para convencer o público a prestigiá-los. Só o adiamento de “007: Sem Tempo para Morrer”, que foi de abril para novembro, custará US$ 50 milhões em despesas extras de P&A para a MGM e a Universal. E vale lembrar que filmes como o novo “007”, “Mulan” e “Velozes e Furiosos 9” veicularam anúncios no Super Bowl, o espaço mais caro da TV americana, que teriam custado cerca de US$ 15 milhões.

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  • Etc,  Filme

    Quase metade da população brasileira mora em cidades sem cinema

    8 de outubro de 2016 /

    Um relatório divulgado pelo Sindicato da Indústria Audiovisual (SICAV) revelou que o número de salas de cinema no Brasil cresceu 12,2% entre 2013 e 2015, de 2.679 telas para 3.005. Mas o resultado mal pode ser comemorado, porque, apesar do crescimento, 46% dos brasileiros moram em cidades em que não há cinema algum. Os dados fazem parte do estudo Impacto Econômico do Setor Audiovisual Brasileiro, que teve consultoria da Associação de Cinema dos EUA (MPA), entidade que representa os seis maiores estúdios de Hollywood em todo o mundo, e foi revelado no RioMarket, área de negócios do Festival do Rio. “Há uma concentração geográfica das salas de cinema em relativamente poucos estados, portanto, precisa ter mais oferta física para que as pessoas possam consumir também produto audiovisual”, disse o diretor da divisão da associação americana para a America Latina (MPA-AL), Ricardo Castanheira, à Agência Brasil. Entre 2013 e 2015, o número de ingressos vendidos nos cinemas do país também subiu de 149,5 milhões para 173 milhões, o que provocou alta no faturamento de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,4 bilhões. O levantamento aponta ainda que, embora a participação dos filmes nacionais tenha crescido no total de lançamentos, saindo de 26,5% em 2009 para 28,9% em 2015, a renda com a venda de ingressos para as produções nacionais não acompanhou esse crescimento. E o motivo é o que os filmes estrangeiros concentram a maior parte da renda das bilheterias. O diretor da MPA-AL disse que muitos brasileiros ainda não frequentam o cinema por causa do valor dos ingressos, considerado elevado. “O valor médio do ingresso em 2013 corresponde 0,6 da renda mensal per capita do brasileiro. Nos países desenvolvidos, é apenas 0,3. Isso se deve à uma elevada carga tributária que incide sobre o setor audiovisual, que se projeta no preço final do ingresso. Reduzir a carga tributária é um desafio extremamente importante para dar um estímulo e vitalidade maior”, apontou. Apesar destes dados, Castanho conclui, como já é tradicional e piloto automático para a MPA, que o maior culpado pela dificuldade de expansão da indústria cinematográfica no país é a pirataria. Esta simplificação simplesmente não cola mais, já que o próprio relatório aponta a falta de salas, preços elevados e até a ausência completa de cinema em muitas cidades. Falta uma política audiovisual decente no país, que não incentive apenas a produção de filmes que a maioria da população não tem acesso. Uma reação à falta de infra-estrutura cinematográfica pode ser constatada em outra parte do relatório, que diz respeito ao crescimento do mercado dos serviços de Vídeo On Demand (VoD), como a plataforma Netflix. Em um ranking mundial, o Brasil é o 8º país que mais consome este tipo de serviço, com receita estimada em US$ 352,3 milhões em 2016. Superando, por exemplo, o México, com receita estimada em US$ 188,4 milhões, e Argentina (US$ 124,8 milhões). No entanto, o VoD também depende de uma política de expansão das telecomunicações, com ampliação do acesso à internet de banda larga a preços mais baixos e de maior velocidade. Afinal, mesmo somando o VoD, apenas 11% da população têm acesso a serviços audiovisuais no país. Se quase metade da população brasileira mora em cidades em que não existem cinemas, se apenas 11% da população tem acesso a serviços VoD, dá realmente para culpar a pirataria? Ao contrário, apenas a pirataria tem cumprido o serviço de levar filmes à maioria da população do país. E combatê-la, em vez de “resolver o problema”, só tende a agravar a dificuldade de acesso aos produtos audiovisuais para o público brasileiro. Infelizmente, a MPA vê a América Latina como um continente criminoso e busca incentivar táticas de repressão numa guerra frontal contra a pirataria, repetindo o que fez a DEA, em sua guerra ao narcotráfico. Tanto é que seu relatório aponta a existência de mais de 400 websites de pirataria voltados para o mercado brasileiro. Desta lista, 57 recebem mais de 1 milhão de visitas mensais. Então, aí está. Um país com 3 mil salas de cinema tem 1 milhão de visitas mensais em sites de pirataria cinematográfica e a culpa é do crime. Que fácil seria se fosse tão simples. Mas, gente, bora ler o relatório completo. Afinal, pagaram por isso.

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