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  • Filme

    Paddy Considine tem lesão cerebral no trailer de seu segundo longa como diretor

    25 de novembro de 2017 /

    O Studiocanal divulgou o pôster e o trailer do drama britânico “Journeyman”, escrito, dirigido e estrelado por Paddy Considine (“Macbeth: Ambição e Guerra”), que volta a exercer as três funções após o sucesso de crítica de “Tiranossauro” (2011). No filme, ele vive um boxeador profissional que sofre uma lesão cerebral e inicia uma jornada exaustiva de recuperação com a ajuda da mulher – vivida por Jodie Whittaker, a nova “Doctor Who”. Considine está concorrendo ao BIFA 2017, premiação do cinema independente britânico, pelo papel. “Journeyman” teve première no Festival de Londres e estreia comercialmente no Reino Unido em 16 de fevereiro de 2018. Não há previsão para lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Trailer de comédia indie premiada mostra assalto atrapalhado

    25 de novembro de 2017 /

    A premiada comédia indie “A Bad Idea Gone Wrong” ganhou trailer, pôster e fotos. A prévia mostra como dois ladrões incompetentes tentam roubar a casa “perfeita”, apenas para se verem presos no lugar com uma mulher que também não mora lá. Esta descoberta dá origens a uma série de problemas inesperados: uma situação de refém, tensões sexuais, desconfianças e descobertas que tornam a chance de escapar impunemente ainda mais duvidosa. Vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival SXSW deste ano, “A Bad Idea Gone Wrong” é o primeiro longa escrito e dirigido pelo curtametragista Jason Headley, e traz em seu elenco Matt Jones (série “Breaking Bad”), Will Rogers (“Ponte dos Espiões”) e Eleanore Pienta (“Irmã”). O filme terá um lançamento limitado em 1 de dezembro nos Estados Unidos e não tem previsão de estreia no Brasil.

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  • Filme

    Trama Fantasma: Último filme de Daniel Day-Lewis ganha novo trailer deslumbrante

    24 de novembro de 2017 /

    A Focus Features divulgou mais fotos, pôster e trailer de “Trama Fantasma” (Phantom Thread), que anuncia “pré-estreias” abertas do filme em Los Angeles e Nova York a partir deste fim de semana. A prévia se concentra na fotografia deslumbrante e no encantamento do personagem de Daniel Day-Lewis (“Lincoln”) por sua musa, vivida por Vicky Krieps (“O Homem Mais Procurado”). “Trama Fantasma” volta a reunir o diretor Paul Thomas Anderson e Day-Lewis, dez anos após a bem-sucedida parceria de “Sangue Negro” (2007). O ator, inclusive, afirmou que se aposentaria após este filme. Drama passado em Londres, durante os anos 1950, a trama gira em torno de um renomado costureiro (Day-Lewis), que veste a realeza britânica, as estrelas de cinema e a alta sociedade da época. Sócio da irmã (Lesley Manville, da série “Harlots”), ele nunca se envolveu romanticamente com as mulheres que passaram por sua vida, até encontrar uma jovem (a luxemburguesa Krieps), que se torna uma obsessão, como sua musa, modelo e amante. O papel de Day-Lewis é baseado na vida do revolucionário estilista britânico Charles James, estabelecido em Nova York e celebrado como o “Primeiro Costureiro da América”. O filme também registra o retorno de outro importante colaborador do cineasta, o compositor Johnny Greenwood, guitarrista da banda Radiohead, além de marcar a estreia de Anderson como diretor de fotografia de longa-metragem. E, pela prévia, com um resultado de encher os olhos. A estreia oficial está marcada para 25 de dezembro nos Estados Unidos, de olho no Oscar 2018, e apenas em 22 de fevereiro no Brasil.

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  • Filme

    A Melhor Escolha: Novo filme do diretor de Boyhood ganha trailer legendado

    22 de novembro de 2017 /

    A Imagem divulgou o trailer legendado de “A Melhor Escolha” (Last Flag Flying), novo filme de Richard Linklater (“Boyhood”), que reúne um trio de peso: Bryan Cranston (“Trumbo”), Steve Carell (“A Grande Aposta”) e Laurence Fishburne (“John Wick: Um Novo Dia Para Matar”). A prévia mostra que se trata de um drama lento, depressivo e politicamente engajado em sua crítica contra as guerras. A trama acompanha o reencontro de três amigos, 30 anos depois de servirem juntos na Guerra do Vietnã, para o enterro do filho de um deles, morto durante um novo conflito, na Guerra do Iraque. Além de dirigir, Linklater escreveu o roteiro em parceria com Darryl Ponicsan, autor do romance em que o filme é baseado – e que também é autor do romance que virou o filme “A Última Missão” (1971). “Last Flag Flying” teve première no Festival de Nova York e já entrou em circuito limitado nos EUA, conquistando 75% de aprovação da crítica americana. O lançamento no Brasil acontece apenas em 25 de janeiro.

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  • Filme

    Me Chame pelo Seu Nome lidera indicações ao Spirit Awards, o “Oscar do cinema independente”

    21 de novembro de 2017 /

    As indicações ao Spirit Awards, considerado o Oscar do cinema independente americano, foram divulgadas nesta terça (21/11) em Los Angeles. E um dos filmes que tem sido apontado como favorito ao Oscar real se destacou na lista com o maior número de nomeações. “Me Chame pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino, disparou como o mais citado, concorrendo em seis categorias, incluindo Melhor Filme. Exibido no Festival do Rio, o longa retrata um romance entre um jovem (Timothée Chalamet) e um homem mais velho (Armie Hammer), e deve estrear em janeiro no circuito comercial brasileiro. O filme é coproduzido pela produtora brasileira RT Features, de Rodrigo Teixeira, que também está por trás de mais duas obras indicadas: “A Ciambra” (que disputa o troféu de Melhor Direção) e “Patti Cake$” (Melhor Filme de Estreia). O terror racial “Corra!” também recebeu bastante reconhecimento, com cinco indicações em categorias importantes. Ele vai disputar o troféu de Melhor Filme com “Me Chame pelo Seu Nome” e os elogiados “Projeto Florida”, de Sean Baker, “Lady Bird”, que é o primeiro filme dirigido pela atriz Greta Gerwig, e “The Rider”, de Chloé Zhao, todos já consagrados no circuito dos festivais. A lista ainda traz várias indicações para “Bom Comportamento”, “I, Tonya”, “Columbus”, “Beatriz at Dinner”, “Beach Rats”, “O Sacrifício do Cervo Sagrado”, “Três Anúncios para um Crime”, “Ingrid Goes West”, “Doentes de Amor” e “O Artista do Desastre”. E grande variedade acaba chamando atenção pelo que ficou de fora: a ausência de produções da Netflix. Nem “Já Não Me Sinto Em Casa Nesse Mundo”, de Macon Blair, vencedor do Festival de Sundance, supostamente a mostra mais importante da cena indie americana, foi citado – após ser adquirido e exibido na plataforma de streaming. A principal aposta da Netflix para o Oscar, “Mudbound”, de Dee Rees, ficou com a única menção da companhia: o troféu Robert Altman, anualmente concedido ao melhor conjunto de elenco e diretor. Este prêmio não tem concorrentes e o vencedor (este ano, “Mudbound”) é determinado pelos organizadores do prêmio. A cerimônia de premiação acontece em 3 de março, na praia de Santa Monica, na Califórnia, um dia antes da entrega do Oscar. Confira abaixo a lista dos principais indicados. Indicados ao Spirit Awards 2018 Melhor Filme “Me Chame pelo seu Nome”, de Luca Guadagnino “Projeto Florida”, de Sean Baker “Corra!”, de Jordan Peele “Lady Bird”, de Greta Gerwig “The Rider”, de Chloé Zhao Melhor Direção Jonas Carpignano (“A Ciambra”) Luca Guadagnino (“Me Chame pelo seu Nome”) Jordan Peele (“Corra!”) Benny e Josh Safdie (“Bom Comportamento”) Chloé Zhao (“The Rider”) Melhor Filme de Estreia “Columbus”, de Kogonada “Ingrid Goes West”, de Matt Spicer “Menashe”, de Joshua Z Weinstein “Oh Lucy”, de Atsuko Hirayanagi “Patti Cake$”, de Geremy Jasper Melhor Atriz Salma Hayek (“Beatriz at Dinner”) Francis McDormand (“Três Anúncios Para um Crime”) Margot Robbie (“I, Tonya”) Saoirse Ronan (“Lady Bird”) Shinobu Terajima (“Oh Lucy”) Regina Williams (“Life and Nothing More”) Melhor Ator Timothee Chalamet (“Me Chame pelo seu Nome”) Harris Dickinson (“Beach Rats”) James Franco (“O Artista do Disastre) Daniel Kaluuya (“Corra!”) Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) Melhor Atriz Coadjuvante Holly Hunter (“Doentes de amor”) Allison Janney (“I, Tonya”) Laurie Metcalf (“Lady Bird”) Lois Smith (“Marjorie Prime”) Taliah Lennice Webster (“Bom Comportamento”) Melhor Ator Coadjuvante Nnamdi Asomugha (“Crown Heights”) Armie Hammer (“Me Chame pelo seu Nome”) Barry Keoghan (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”) Sam Rockwell (“Três Anúncios Para um Crime”) Bennie Safdie (“Bom Comportamento”) Melhor Roteiro Greta Gerwig (“Lady Bird”) Azazel Jacobs (“The Lovers”) Martin McDonagh (“Três Anúncios Para um Crime”) Jordan Peele (“Corra!”) Mike White (“Beatriz at Dinner”) Melhor Roteiro de Estreia Kris Avedisian (“Donald Cried”) Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) Ingrid Jungermann (“Women Who Kill”) Kogonada (“Columbus”) David Branson Smith e Matt Spicer (“Ingrid Goes West”) Melhor Fotografia Thimios Bakatakis (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”) Elisha Christian (“Columbus”) Hélène Louvart (“Beach Rats”) Sayombhu Mukdeeprom (“Me Chame pelo Seu Nome”) Joshua James Richards (“The Rider”) Melhor Edição Ronald Bronstein e Benny Safdie (“Bom Comportamento”) Walter Fasano (“Me Chame pelo Seu Nome”) Alex O’Flinn (“The Rider”) Gregory Plotkin (“Corra!”) Tatiana S. Riegel (“I, Tonya”) Melhor Documentário “The Departure”, de Lana Wilson “Faces Places”, de JR e Agnès Varda “Last Men in Aleppo”, de Firas Fayyad, Steen Johannessen e Hasan Kattan “Motherland”, de Ramona S. Diaz “Quest”, de Santiago Rizzo Melhor Filme Estrangeiro “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastián Lelio (Chile) “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo (França) “Lady Macbeth”, de William Oldroyd (Reino Unido) “I Am Not a Witch”, de Rungano Nyoni (Reino Unido/França) “Loveless”, de Andrey Zvyagintsev (Rússia)

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    Suki Waterhouse é a garota que inventou os beijos em trailer de drama indie

    15 de novembro de 2017 /

    A Momentum Pictures divulgou o trailer e pôsteres de “The Girl Who Invented Kissing”, drama premiado no circuito dos festivais indies americanos. A trama gira em torno de dois irmãos, vividos por Vincent Piazza (série “Boardwalk Empire”) e Dash Mihok (série “Ray Donovan”), proprietários de um bar e queridos na vizinhança, que tem suas vidas tumultuadas por uma garota sem nome (Suki Waterhouse, de “Simplesmente Acontece”), que desce de um ônibus direto em suas vidas. Sem dar maiores explicações, ela se oferece para ser amiga do irmão com problemas mentais (Mihok), que, quando é questionado sobre a identidade da desconhecida, a chama de “a garota que inventou os beijos”. Primeiro longa dirigido pelo veterano dublê Tom Sierchio (trabalhou nos cults “Toxic Avenger” e “O Milagre Veio do Espaço”, nos anos 1980), que também assina o roteiro, “The Girl Who Invented Kissing” se descortina como uma atualização da trama de “Ratos e Homens”, o clássico literário de John Steinbeck. O filme também inclui Luke Wilson (“O Estado das Coisas”) e Abbie Cornish (“Tempestade: Planeta em Fúria”), e ainda não tem previsão de estreia comercial.

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    Trailer de drama indie mostra Evan Peters atrás dos piratas da Somália

    15 de novembro de 2017 /

    O drama indie “The Pirates Of Somalia”, estrelado por Evan Peters (série “American Horror Story”), ganhou seu primeiro trailer e pôster. Baseado na verdadeira real do best-seller homônimo de Jay Bahadur, o filme segue um aspirante a jornalista que viaja para a Somália com a esperança de encontrar uma história incrível que possa dar início à sua carreira, apenas para se meter numa situação perigosa, sobre a qual não tem nenhum controle. Peters interpreta Bahadur, que na trama é inspirado a viajar para a Somália após um encontro casual e inspirador com seu ídolo (Al Pacino). Ao chegar lá, ele se junta a um malandro local (Barkhad Abdi, o principal pirata da Somália de “Capitão Phillips”) para tentar encontrar os temidos piratas da região, e por acaso acaba se tornando o primeiro jornalista a reportar detalhes da atividade dos criminosos. O elenco também inclui a atriz Melanie Griffith (“Eternamente Lulu”). O filme é escrito e dirigido por Bryan Buckley, um diretor de publicidade premiado, que já dirigiu inúmeros anúncios do Super Bowl e tem no currículo até uma indicação ao Oscar por seu curta-metragem “Asad”, justamente sobre a Somália. Exibido no Festival de Tribeca, sob o título “Dabka”, o filme terá uma estreia limitada em 8 de dezembro nos Estados Unidos.

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    Christian Bale enfrenta índios no trailer do western Hostiles

    12 de novembro de 2017 /

    O western indie “Hostiles”, estrelado por Christian Bale (“A Grande Aposta”), teve seu trailer divulgado. A prévia é tensa, com diálogos sussurrados e muita violência, refletindo a jornada do capitão da cavaleira vivido pelo ator, que enfrenta ataques indígenas enquanto atravessa território hostil. Ambientado em 1892, o filme acompanha uma destacamento militar que tem a missão de escoltar um líder indígena pacifista e sua família de volta para suas terras. Mas o longo percurso, do Novo México até Montana, é interrompido pela violência de tribos Comanches rebeladas, que exterminam a família de Rosamund Pike (“Garota Exemplar”) e perseguem os soldados ao longo de sua jornada. O filme marca o reencontro de Bale com o diretor Scott Cooper, após trabalharem juntos no thriller “Tudo por Justiça” (2013). O bom elenco também inclui Ben Foster (“A Qualquer Custo”), Stephen Lang (“O Homem nas Trevas”), Jesse Plemons (série “Fargo”), Timothée Chalamet (“Interestelar”), Adam Beach (“Esquadrão Suicida”), Wes Studi (série “Penny Dreadful”), Paul Anderson (“O Regresso”), Peter Mullan (série “Ozark”) e Rory Cochrane (“Aliança do Crime”). A première aconteceu no Festival de Toronto e a estreia está marcada para 22 de dezembro nos Estados Unidos. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Ben Stiller entra em crise e faz um de seus melhores filmes em O Estado das Coisas

    11 de novembro de 2017 /

    Não deixa de ser interessante a virada atual na carreira de Ben Stiller, de astro de comédias escrachadas para papéis mais tragicômicos. Ele tem feito, em geral, tipos inseguros, que funcionam como uma evolução da persona que construiu em suas comédias mais populares. É provável que este potencial já estivesse presente desde “Caindo na Real” (1994), “Os Excêntricos Tenenbaums” (2001) e “O Solteirão” (2010), sua primeira parceria com Noah Baumbach, mas se acentuou após o fracasso de “Zoolander 2” (2016), que ele próprio dirigiu, estimulando-o a se aventurar mais no cinema indie, o que resultou num novo filme de Baumbach, “Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”, e neste “O Estado das Coisas”, de Mike White. “O Estado das Coisas” é, como “O Solteirão” e “Enquanto Somos Jovens” (2014), ambos de Baumbach, mais um filme em que Stiller interpreta alguém em crise de meia-idade. Na verdade, não há nada de errado com a vida de Brad Sloan (Stiller). Ele trabalha em uma empresa sem fins lucrativos, é casado com uma mulher encantadora (Jenna Fisher, da série “The Office”) e agora está ajudando o filho inteligente e educado (Austin Abrams, de “Cidades de Papel”) a entrar em um novo e excitante momento de sua vida: a universidade. O problema de Brad é que ele tem a mania de ficar comparando suas realizações com as de seus colegas de escola, que se tornaram milionários e famosos. Segundo filme dirigido por Mike White, que tem uma carreira extensa como roteirista (“Escola do Rock”, “Emoji: O Filme”, etc), “O Estado das Coisas” agradou em cheio a crítica americana (81% de aprovação no Rotten Tomatoes), mas não deve ser visto com muita expectativa, por ser mesmo uma obra pequena e sutil no tratamento de seu tema. Dito isto, é também um filme bem engraçado, por mais que os pensamentos do protagonista sejam quase doentios. Isto porque é muito fácil se identificar de alguma forma com a situação de Brad. Um dos destaques do filme – e que pode incomodar alguns – é o uso intensivo do voice-over pelo protagonista, em um trabalho muito bom do fluxo de consciência, apresentando monólogos ora divertidos ora amargos sobre a vida. Um dos acertos do roteiro de White, que inclusive concorre ao troféu Gotham (premiação do cinema indie americano), é sua extrema honestidade, que não deixa de explicitar as falhas de seu herói. Essas falhas estão bem à sua frente, como se houvesse um véu cobrindo seu olhar. E que se revelam numa resposta muito boa de uma jovem garota universitária, que resumem o personagem como um egocêntrico que não sabe a sorte que tem. A personalidade bipolar de Brad fica clara em momentos inesperados, como na visualização de um sonho, em que vê o filho aceito na Universidade de Harvard. Mas o que seria um momento de celebração em família logo lhe induz pensamentos sombrios, que voltam a deprimi-lo, diante da possibilidade de ele ter inveja do próprio filho, que poderia se tornar melhor do que ele jamais foi na vida. As cenas de Brad desejando mulheres mais jovens também são hilárias, bem como o modo como ele imagina um amigo de escola, que hoje vive aposentado e morando com duas garotas em uma praia havaiana. Curioso, aliás, como a praia – e mulheres jovens -sempre aparecem como status de sucesso na vida. Entre os coadjuvantes, o destaque é para Michael Sheen (série “Masters of Sex”), no papel de um antigo colega de escola que virou um famoso e arrogante apresentador de televisão. O ator funciona muito bem em tipos assim, vide o recente “De Volta para Casa”, com Reese Witherspoon. Se há um problema no filme talvez seja a timidez com que o diretor utiliza cenas dramáticas, talvez com medo de transformar sua trama inteligente em um dramalhão, especialmente nos momentos de emoção intensa do personagem de Stiller. Mesmo com esta ressalva, “O Estado das Coisas” é um prazer do início ao fim, algo cada vez mais difícil de se dizer sobre os filmes em cartaz.

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  • Etc,  Série

    Louis C.K. é demitido das produções da FX e dispensado da animação Pets 2

    11 de novembro de 2017 /

    O comediante Louis C.K. perdeu todos os contratos e projetos que tinha em andamento. Após o cancelamento da estreia do filme “I Love You, Daddy”, que ele escreveu e dirigiu, e do anúncio da HBO e da Netflix sobre interrupção de produções, retirada de especiais das plataformas de streaming e dispensa de projetos futuros, seus últimos parceiros o dispensaram. A FX Productions (FXP) anunciou o rompimento do contrato com a produtora de C.K., Pig Newton. Além disso, a Universal informou que ele não voltará a trabalhar como dublador na continuação da animação “Pets: A Vida Secreta dos Bichos” (2016). Ele dublava o protagonista, o cachorrinho Max. As decisões foram tomadas após ele admitir que as denúncias de assédio sexual feitas por colegas comediantes eram verdadeiras. A FXP trabalhava com C.K. em quatro séries: “Better Things” e “Baskets”, exibidas no canal pago FX, na vindoura animação “The Cops”, que estrearia no TBS, e “One Mississippi”, na Amazon. Das quatro, “The Cops” era a única que incluía C.K. como intérprete, dublando um dos personagens centrais. Por conta disso, a série teve a produção suspensa e não deve mais estrear na TV. As demais devem continuar a ser produzidas, mas sem participação do comediante. “Ele não servirá mais como produtor executivo ou receberá compensações em qualquer uma das séries que produzimos com ele”, diz o comunicado da FXP. “Louis confirmou que é verdadeiro o relato das cinco mulheres que foram vítimas de sua má conduta, da qual desconhecíamos anteriormente. Tanto quanto sabemos, seu comportamento nos últimos 8 anos em todas as cinco séries que ele produziu para a FX Networks e/ou FX Productions foi profissional. No entanto, agora não é hora dele fazer programas de televisão. Agora é hora dele falar honestamente sobre as mulheres que compartilharam suas experiências dolorosas, um processo que ele começou hoje com sua declaração pública”, segue o texto. “A FX Networks e a FX Productions continuam empenhadas em fazer tudo o que pudermos para garantir que todas as pessoas trabalhem em um ambiente seguro, respeitoso e justo, e continuaremos nossa averiguação a respeito do ambiente de todas essas produções para garantir que foi e é o caso”, termina o comunicado. Já a Universal não acrescentou nenhum comentário à dispensa do trabalho do comediante. Ele também foi dispensado pelas duas empresas que empresariavam sua carreira, a 3 Arts, que agenciava suas produções, e a APA, que cuidava de seus shows de stand-up.

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  • Filme

    Louis C.K. sobre acusações de assédio: “É tudo verdade”

    10 de novembro de 2017 /

    Um dia depois de ser acusado de assédio por mulheres comediantes, Louis C.K. admitiu sua culpa. Ao contrário de outros acusados, que afirmam inocência ou desconhecimento, o humorista americano afirmou, num longo comunicado divulgado nesta sexta-feira (10/11), que “essas histórias são verdadeiras”. De acordo com a reportagem publicado pelo jornal The New York Times na quinta-feira, Louis C.K. gostava de se masturbar na frente de mulheres. Ele fez isso na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. E em 2005 perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante, que o proibiu. Apesar de confirmar as acusações, ele alega que sempre pediu permissão para se expor diante das colegas. “Eu dizia para mim mesmo que o que eu fazia era ok porque eu nunca mostrei meu pênis para uma mulher sem perguntar primeiro, o que também é verdade. Mas o que eu aprendi mais tarde, tarde demais, é que quando você tem poder sobre outra pessoa, pedir para que ela olhe para o seu pênis não é uma questão. É colocá-la em uma situação difícil. O poder que eu tive sobre essas mulheres veio da admiração que elas sentiam por mim. E eu exerci esse poder de forma irresponsável”, ele assumiu. “Eu estou arrependido das minhas atitudes. E tenho tentado aprender com elas. E a correr delas. Agora estou ciente do tamanho do impacto das minhas ações. Eu aprendi ontem o quanto deixei essas mulheres que me admiravam se sentindo mal com elas mesmas, e cautelosas com relação a outros homens que jamais as colocariam nessa posição”. “Também tirei vantagem do fato de que eu era muito admirado na nossa comunidade, o que as impediu de compartilhar suas histórias e trouxe dificuldades quando elas tentaram fazer isso, porque as pessoas que me seguiam não queriam ouvir (essas histórias). Eu não pensei no que eu estava fazendo porque minha posição me permitiu não pensar nisso”, ele continua. Ele se desculpou especificamente para as pessoas que atualmente estão sendo afetadas profissionalmente por suas ações, incluindo os elencos e as equipes das séries “Better Things” e “Baskets”, do FX, da vindoura animação “The Cops”, no TBS, “One Mississippi”, na Amazon, e de seu “I Love You, Daddy”, que teve o lançamento cancelado pela distribuidora indie Orchard. “Eu trouxe dor para minha família, meus amigos, meus filhos e a mãe deles”, ele escreveu. “Passei minha carreira longa e sortuda falando e dizendo o que quiser. Agora vou dar um passo atrás e ficar ouvindo por um bom tempo”. Além do cancelamento da estreia do filme, HBO e Netflix anunciaram que cortaram seus laços com o humorista, interrompendo produções e retirando convites para sua participação em projetos futuros, enquanto o FX declarou estar “revisando” a situação das séries produzidas por ele.

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  • Filme

    Semana tem estreia de seis filmes brasileiros nos cinemas

    9 de novembro de 2017 /

    A programação de estreias desta quinta (9/11) inclui nada menos que seis longas brasileiros, inclusive o lançamento mais amplo da semana, a comédia “Gosto se Discute”. Entretanto, a maioria tem distribuição limitada. Duas produções nacionais, o drama “Vazante” e o documentário “No Intenso Agora”, foram exibidos no Festival de Berlim deste ano. Mas os filmes de maior prestígio são o documentário americano “Uma Verdade Mais Inconveniente”, que abriu o Festival de Sundance, e a produção indie “Borg vs McEnroe”, abertura do Festival de Toronto. Confira abaixo todos os lançamentos e clique nos títulos para assistir aos trailers. “Gosto Se Discute” não é só o maior lançamento, mas o único título destinado ao grande circuito nesta semana. A direção é André Pellenz, responsável pelos blockbusters nacionais “Minha Mãe é uma Peça: O Filme” (2013) e “Detetives do Prédio Azul: O Filme” (2017). Contudo, desta vez há poucas chances de vir novo fenômeno. Estrelado por Cassio Gabus Mendes (“Confissões de Adolescente”, minissérie “Justiça”) e a youtuber Kéfera Buchmann (“É Fada”), a trama gira em torno do chef de um restaurante, que precisa lidar com o interesse inesperado da sócia financeira no negócio. Pouco empolgante, a narrativa não se define entre história dramática e o tom caricato das esquetes do “Zorra Total”. “Vazante”, primeiro filme solo de Daniela Thomas, tem proposta oposta. Rodado em preto e branco e voltado ao circuito de arte, acabou gerando polêmica no Festival de Brasília por seu retrato da escravidão, ao mostrar escravos subjugados e conformados como pano de fundo de sua história. Mas o filme é sobre gênero e não raça, e seu retrato da época é correto. Passado no Brasil de 1821, o drama denuncia a opressão do patriarcado, contando a história de uma menina (a estreante Luana Nastas) que é obrigada a casar com um homem muito mais velho (o português Adriano Carvalho), antes mesmo de sua primeira menstruação. E enquanto espera que ela vire moça, o fazendeiro estupra repetidamente uma de suas escravas (Jai Baptista, também estreante, mas premiada em Brasília). Grande destaque da obra, a fotografia belíssima remete às gravuras de Jean-Baptiste Debret. Os outros quatro filmes brasileiros da programação são documentários. O mais badalado é “No Intenso Agora”, de João Moreira Salles, que abriu o festival É Tudo Verdade deste ano. A obra foi feita a partir de fragmentos de filmes caseiros que a mãe do diretor fez durante uma viagem à China em 1966, no auge da Revolução Cultural. O material rodado na China soma-se a imagens de eventos de 1968 na França, na Tchecoslováquia e no Brasil, buscando uma síntese da contestação política que tomou conta da juventude da época. “Aqualoucos” lembra a trupe de atletas-palhaços que ficou famosa por fazer comédia em meio a saltos em piscinas, a 10 metros de altura. Entre os anos de 1950 e 1980, eles atraíam milhares de pessoas ao Clube Tietê nos finais de semana, quando apresentavam suas esquetes e exibiam suas habilidades em saltos perigosos. “Olhando para as Estrelas” acompanha bailarinas cegas. E “Para Além da Curva da Estrada” registra o cotidiano de caminhoneiros. Mas o documentário mais importante é o americano “Uma Verdade Mais Inconveniente”, que mostra como a situação do meio-ambiente se deteriorou nos últimos dez anos, desde o lançamento de “Uma Verdade Inconveniente”, que venceu o Oscar em 2007. Novamente conduzido pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, o longa inclui declarações de Donald Trump desdenhando o aquecimento global e retrata o atual presidente americano como supervilão ambiental, enfatizando o perigo que ele representa para o mundo. Com o fim da Mostra de São Paulo, o circuito volta a receber estreias europeias. Assim, o melhor filme da semana é uma coprodução escandinava (de estúdios da Suécia, Dinamarca e Finlândia). “Borg vs McEnroe” aborda uma das rivalidades mais famosas do esporte, entre o tenista americano John McEnroe e o sueco Bjorn Borg, e centra-se na final do torneio de Wimbledon de 1980, considerada uma das melhores partidas de tênis de todos os tempos. A diferença de personalidade entre os rivais ajudou a transformar o jogo num drama humano. O tenista sueco, então com 24 anos, era um cabeludo calmo e centrado, enquanto McEnroe, à época com 21 anos, era visto como o bad boy do tênis, sempre prestes a explodir, jogar sua raquete longe e gritar com os árbitros. O ator sueco Sverrir Gudnason (“O Círculo”) tem o papel de Borg e uma semelhança impressionante com o verdadeiro tenista. Mas quem rouba a cena é Shia LaBeouf (“Ninfomaníaca”) como McEnroe. Muitos apostaram num renascimento na carreira do ator, que contrariou o prognóstico após o filme passar em Toronto, quando voltou a ser preso por bebedeira. A direção é do dinamarquês Janus Metz Pedersen (documentário “Armadillo”), que estreou nos EUA dirigindo um episódio da série “True Detective” no ano passado. “O Outro Lado da Esperança” também é uma produção nórdica. Trata-se de segunda tragicomédia consecutiva do finlandês Aki Kaurismäki a tratar da imigração na Europa, após “O Porto” (2011), desta vez focando num refugiado desempregado e sem teto, que conta com a ajuda do dono de um restaurante para reiniciar sua vida na Finlândia. A temática humanista ajudou o filme a conquistar o Urso de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim. Já a comédia francesa “Um Perfil para Dois” é um besteirol romântico, que mistura a trama clássica de “Cyrano de Bergerac” com namoro online. Além de não ser original, a premissa do diretor-roteirista Stéphane Robelin (“E se Vivêssemos Todos Juntos?”) embute um incômodo, ao achar engraçado que um senhor de 75 anos (Pierre Richard, de “Perdidos em Paris”) procure seduzir mulheres com idade para ser suas netas. Por fim, o circuito ainda estreia o drama argentino “Invisível”, segundo longa de Pablo Giorgelli (após o premiado “Las Acacias”), que trata de gravidez adolescente e aborto. Na trama, uma garota de 17 anos engravida do chefe, mais velho e casado, e precisa considerar seu futuro num país onde o aborto é proibido e toda a atividade relacionada à interrupção de gravidez acontece de forma clandestina. O tema se torna especialmente relevante diante dos avanços de políticos evangélicos, que pretendem mudar a lei de aborto no Brasil, proibindo-o mesmo nos casos hoje considerados legais – risco de morte da gestante, gestação resultante de estupro e fetos malformados.

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    Lady Macbeth lidera indicações ao prêmio do cinema independente britânico

    8 de novembro de 2017 /

    A premiação do cinema independente britânico, British Independent Film Awards (BIFA) divulgou a lista de indicados para seu prêmio anual. E o drama de época “Lady Macbeth”, primeiro filme do dramaturgo William Oldroyd, domina a lista com 15 nomeações. “Lady Macbeth” vinha sendo o filme britânico mais comentado dos últimos tempos. Passado na Inglaterra rural do século 19, o longa acompanha Katherine (Florence Pugh), uma jovem presa num casamento sem amor, obrigada a se relacionar com um homem com o dobro de sua idade e a agradar sua família fria e cruel. Mas, como ele vive viajando, ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o que tem consequências terríveis para todos os envolvidos. A produção já foi lançada no Brasil. Leia a crítica aqui. A comédia “A Morte de Stalin”, de Armando Iannucci (criador da série “VIP”) e o drama contemporâneo “I Am Not a Witch”, da estreante Rungano Nyoni, aparecem logo em seguida com 13 indicações. Os três estão na disputa da categoria principal, como Melhor Filme Britânico Independente do Ano, que também inclui a coprodução americana “Três Anúncios para um Crime”, dirigido pelo inglês Martin McDonagh (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”), e o romance gay “God’s Own Country”, que marca a estreia na direção do ator Francis Lee (“Topsy-Turvy”). A cerimônia de premiação será realizada no dia 10 de dezembro em Londres.

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