Oscar 2019 ignora cinema independente para premiar blockbusters e Netflix
A divulgação dos indicados ao Oscar 2019 mostrou uma Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dividida entre os que, aparentemente, defendem a arte do cinema em preto e branco e os que preferem a aprovação das grandes bilheterias. Entre os títulos que disputam o Oscar de Melhor Filme, destacam-se dois exemplos polares desse dilema, “Roma”, de Alfonso Cuarón, drama preto e branco falado em espanhol, e “Pantera Negra”, primeiro filme de super-herói indicado ao prêmio máximo da indústria do cinema. Mas o contraste entre esses dois títulos é um falso dilema, já que, sob seu verniz de arte, “Roma” não é uma produção independente feita à moda dos clássicos do cinema. É principalmente um lançamento da era moderna, distribuído por streaming pela Netflix, que também vai disputar seu primeiro Oscar de Melhor Filme. “Roma” venceu o Festival de Veneza, mas é preciso dimensionar melhor o impacto da inclusão da Netflix no Oscar. Ele acontece em meio a um aumento sensível na participação de blockbusters e lançamentos populares na premiação. E ao custo de uma queda de qualidade geral na seleção. A disputa de Melhor Filme deste ano traz vários filmes que lotaram os cinemas, mas não tiveram boas avaliações da crítica, como “Bohemian Rhapsody” (apenas 62% no Rotten Tomatoes) e “Vice” (64%). Mesmo “Green Book – O Guia”, que atingiu 82% de aprovação, é marcado por críticas negativas ao seu filtro embranquecido do racismo americano. Entretanto, longas premiados e com aprovação nas alturas foram barrados. Casos de “Domando o Destino”, vencedor do Gotham Awards 2018 e com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, do documentário “Won’t You Be My Neighbor?”, também premiado no Gotham, no Critics Choice e pelo Sindicato dos Produtores, com 98% de aprovação, “Oitava Série”, consagrado por associações de críticos e com 99% de aprovação, e “Não Deixe Rastros”, que atingiu impressionantes 100% de aprovação. O Oscar 2019 simplesmente esqueceu o cinema independente, fazendo poucas concessões, como no caso de “No Coração da Escuridão” (First Reformed, 93% no RT), do qual se esperava maior reconhecimento, em especial para a atuação de Ethan Hawke, lembrado apenas como Melhor Roteiro Original – do veterano cineasta Paul Schrader (de “Taxi Driver”), na primeira indicação de sua longa carreira. Podendo indicar até 10 títulos como Melhor Filme, a Academia optou por selecionar apenas oito, criando o primeiro paradoxo da premiação. Uma das obras que disputa o Oscar de Melhor Direção não concorre à Melhor Filme: “Guerra Fria”, de Pawel Pawlikowski. Dos cinco diretores selecionados ao Oscar de sua categoria, apenas dois são americanos. Além do polonês Pawlikowski, disputam o prêmio o mexicano Cuarón, o grego Yorgos Lanthimos (por “A Favorita”) e os americanos Spike Lee (“Infiltrado na Klan”) e Adam McKay (“Vice”). Nenhuma mulher foi lembrada, já que “Domando o Destino” e “Não Deixe Rastros” não existiram para os eleitores da Academia. Outro paradoxo é que, elogiado e premiado por seus efeitos, “Pantera Negra” não foi nomeado para o Oscar de Efeitos Visuais. Também o trabalho vencedor de todos os prêmios de Melhor Trilha Sonora até agora, a composição de Justin Hurwitz para “O Primeiro Homem”, foi esquecida pelos responsáveis pela seleção do Oscar. Pela primeira vez em anos, não haverá um desenho animado disputando a categoria de Melhor Canção. E dois filmes em preto e branco concorrem ao Oscar de Melhor Fotografia – “Roma” e “Guerra Fria”, que ainda são favoritos como Melhor Filme de Língua Estrangeira. O destaque dado aos dois filmes estrangeiros – e ao trabalho do grego de “A Favorita” – pode ser reflexo do aumento de eleitores internacionais, alimentado nos últimos anos pela instituição que organiza o Oscar. Pena que essa tendência tenha substituído o avanço do cinema independente, que culminou na vitória de “Moonlight” há dois anos. Ironicamente, o novo trabalho do diretor Barry Jenkins (de “Moonlight”) não vai disputar o Oscar 2019 de Melhor Filme, apesar de a própria Academia considerar “Se a Rua Beale Falasse” um dos Melhores Roteiros Originais do ano – mas pode até perder nesta categoria para a Netflix, via o filme dos irmãos Coen “A Balada de Buster Scruggs”. “Se a Rua Beale Falasse” tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Vale destacar mais uma vez que só foram indicados 8 de 10 filmes possíveis ao prêmio máximo da Academia. E os que ficaram de fora da lista são tão significativos que mostram que o Oscar 2019 virou um prêmio muito diferente da cerimônia cinematográfica que existia até então. O fato é que a premiação de cinema se assumiu de vez como um evento da TV, privilegiando títulos populares para assegurar sua audiência. De Lady Gaga ao Queen. E sem essa moçadinha que ninguém ouviu falar, que só fez os melhores filmes do ano. É importante fazer a comparação. A lista de indicados a Melhor Filme do Spirit Awards 2019 traz “Oitava Série”, “No Coração da Escuridão”, “Se a Rua Beale Falasse”, “Não Deixe Rastros” e “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”. Nenhum destes trabalhos disputa o prêmio da categoria principal do evento do dia seguinte, que não é o Framboesa de Ouro, mas que se diz o Oscar 2019. O Spirit Awards 2019 acontece em 23 de fevereiro em Santa Monica, na Califórnia, sem transmissão no Brasil. O evento do dia seguinte, em Los Angeles, será exibido pela rede Globo e pelo canal pago TNT.
Juliet, Nua e Crua esconde sátira pop sob verniz de comédia romântica
Sexto romance lançado pelo britânico Nick Hornby, “Juliet, Naked” (2009) foi um respiro de alivio após o pouco inspirado “Slam” (2008) – já adaptado ao cinema. O filme que virou “Juliet, Nua e Crua” parece expurgar, com delicadeza, a egolatria pop que jorrava em litros dos personagens de “Alta Fidelidade” (1995), obra mais famosa do escritor. É quase uma tiração de sarro que, no entanto, ganha brilho num momento capital da trama, que une Duncan (Chris O’Dowd), um fã absolutamente apaixonado (sim, é redundância, mas era preciso reforçar) por um cantor que desapareceu do mapa nos anos 1990, sua namorada Annie (Rose Byrne), uma historiadora da arte afundada na areia movediça de uma cidade onde absolutamente nada acontece, e Tucker Crowe (Ethan Hawke), o tal músico sumido. Tucker lançou o álbum “Juliet” (1993), incluso pela revista Rolling Stone na lista de “Melhores Álbuns sobre Término de Relacionamento de Todos os Tempos”, e depois renegou o disco (sabe o sentimento de Dylan sobre “Blood on The Tracks”? O mesmo). Duncan criou um site para discutir a obra e a vida de Tucker e idolatra tanto “Juliet” que o brilho do álbum apaga absolutamente Annie. Mas tudo isso está prestes a virar do avesso: a audição do disco de demos “Juliet Naked” divide o casal (“Isso é uma obra prima”, diz Duncan enquanto Annie critica: “Como alguém pode achar que um rascunho é melhor que o produto final?”) e será o estopim para uma grande mudança. Para quem não é do universo pop, “Juliet, Nua e Crua” pode soar como uma comédia romântica doce, correta e funcional do diretor Jesse Peretz (“O Ex-Namorado da Minha Mulher”). Porém, para apaixonados por cultura pop e rock alternativo (a trilha traz sobras de Ryan Adams, Conor Oberst, Robyn Hitchcock e Nathan Larson), há uma peça satírica deliciosa escondida por trás da comédia romântica doce, correta e funcional. No caso de Nick Hornby, preste sempre atenção nas entrelinhas. A mágica acontece ali. E há muita mágica presente aqui. Divirta-se.
Jesse Eisenberg volta a querer ficar rico com informática em trailer de drama indie
A Orchard divulgou o pôster e o trailer do drama indie com toques de humor “The Hummingbird Project”, em que Jesse Eisenberg (“A Rede Social”) volta a viver um geniozinho ambicioso com planos para se tornar milionário. E para isso faz sociedade com um irreconhecível Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”) calvo. Os dois vivem primos nova-iorquinos que descobrem o verdadeiro valor de negociar na Bolsa de Valores com a velocidade da fibra ótica. Como lucros podem ser obtidos por decisões tomadas em milisegundos, uma linha de fibra ótica que ligue o Kansas a Nova York pode representar bilhões de vantagens. E esta é uma oferta que um investidor não consegue recusar. O problema é que desta vez o cérebro do negócio é Skarsgård e Eisenberg soa meio vigarista, ao vender a capacidade da dupla para realizar o negócio. E, para complicar, sua ex-chefe percebe a jogada e decide fazer de tudo para superá-los nas apostas em alta velocidade do mercado financeiro. Roteiro e direção são de Kim Nguyen (do impactante “A Feiticeira da Guerra”) e o elenco ainda inclui Salma Hayek (“Dupla Explosiva”), Michael Mando (“Better Call Saul”) e Sarah Goldberg (“Barry”). Exibido no Festival de Toronto, o filme tem estreia comercial marcada para 15 de março nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil. The Hummingbird Project
Tessa Thompson e Lily James são irmãs em trailer de drama indie com 100% de aprovação
A Neon divulgou o pôster e o trailer do drama indie “Little Woods”, estrelado por Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”) e Lily James (“Em Ritmo de Fuga”), que atingiu 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes após ser exibido e premiado no circuito dos festivais americanos. As atrizes vivem irmãs enfrentando problemas financeiros. Deb (James) voltou para casa após engravidar do ex-namorado abusivo e Ollie (Thompson) tem que se virar para pagar as contas médicas e o aluguel. Sem alternativas, ela se vê forçada a retomar sua antiga vida como um traficante de drogas, vendendo remédios controlados no mercado negro, uma situação de risco que pode colocá-la atrás das grades ou pior, fazê-la ser morta por traficantes rivais. E acaba envolvendo sua irmã no negócio. O filme marcou a estreia na direção de Nia DaCosta, que recebeu o Nora Ephron Award no Festival de Tribeca, como melhor cineasta feminina do evento do ano passado, e já foi contratada para dirigir a continuação do terror “O Mistério do Candyman”. O elenco também conta com James Badge Dale (de “Homem de Ferro 3”), Luke Kirby (o Lenny Bruce de “The Marvelous Mrs. Maisel”) e Lance Reddick (“Fringe”). A estreia vai acontecer em 19 de abril nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
Primeiro fracasso de 2019, Replicas registra pior abertura da carreira de Keanu Reeves
O primeiro grande fracasso de 2019 não conseguiu sequer figurar entre as 10 maiores bilheterias do fim de semana na América do Norte. Exibida em 2.329 salas, a sci-fi “Replicas” arrecadou apenas US$ 2,5 milhões e acabou em 12º lugar no ranking. O valor também representa a pior abertura da carreira de Keanu Reeves, que interpreta o protagonista, um cientista que perde a filha e a esposa em um acidente e tenta cloná-los. A última vez que Reeves teve um lançamento tão ruim foi em 1990 com a comédia “Te Amarei Até Morrer”, que abriu com US$ 4 milhões. Para piorar a situação, o filme também foi considerado podre pela crítica. A média no site Rotten Tomatoes aponta somente 10% de aprovação, com a maioria das resenhas destacando que o roteiro é cheio de furos e não faz sentido. Mas Reeves não deve ficar muito tempo lamentando o fracasso. Em maio, ele volta às telas no terceiro filme da franquia “John Wick”, que tem lhe rendido sucesso de público e crítica. E ele também será uma das novidades de “Toy Story 4”. Analistas esperam que a animação arrecade mais de US$ 1 bilhão no mundo. Além de Reeves, “Réplicas” conta com Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”), Thomas Middleditch (série “Silicon Valley”) e Emily Alyn Lind (“Quando as Luzes se Apagam”). A direção é de Jeffrey Nachamanoff (“O Traidor”) e não há previsão de estreia no Brasil.
Untogether: Comédia romântica com astro de Cinquenta Tons de Cinza ganha primeiro trailer
A Freestyle Digital Media divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Untogether”, comédia romântica indie com elenco impressionante, que acompanha as irmãs Jemima Kirke (“Girls”) e Lola Kirke (“Mistress America”) em seu cotidiano, entre figuras paternas e romance. O romance inclui várias cenas de Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”) descamisado. Os demais astros do elenco são Ben Mendelsohn (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Jennifer Grey (ela mesmo, de “Ritmo Quente”), Alice Eve (“Demolidor”), Scott Caan (“Hawaii Five-0”) e até o veterano comediante Billy Crystal (“Máfia no Divã”). “Untogether” é o primeiro filme escrito e dirigido por Emma Forrest, que é esposa de Ben Mendelsohn. Exibido no Festival de Tribeca no ano passado, estreia em 8 de fevereiro nos Estados Unidos e deve sair direto em VOD no Brasil.
Foto de Cadê Você, Bernadette? flagra Cate Blanchett em fuga
A Annapurna divulgou uma nova imagem de Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”) em “Cadê Você, Bernadette?” (Where’d You Go, Bernadette), novo filme do diretor Richard Linklater (“Boyhood”). A imagem mostra a atriz com aparência de preocupada, em meio à sua fuga. Ela vive a Bernadette do título, uma mãe aparentemente feliz, que um dia simplesmente some, deixando seu marido, sua filha, parentes, vizinhos e amigos perplexos. São muitas perguntas, além da que dá título ao longa, cuja tradução literal é “pra onde você foi, Bernadette”. Afinal, o que faz uma arquiteta bem-sucedida, casada com um guru tecnológico e com uma filha inteligente desaparecer, largando tudo e todos sem aviso prévio? O filme é adaptação do best-seller de mesmo nome de Maria Semple, que já escreveu episódios de “Louco por Você” e “Arrested Development”. O elenco também inclui Billy Crudup (“Mulheres do Século 20”) e a estreante Emma Nelson como pai e filha da protagonista, além de uma multidão de coadjuvantes famosos, como Kristen Wiig (“Pequena Grande Vida”), Laurence Fishburne (“John Wick: Um Novo Dia Para Matar”), Judy Greer (“Homem-Formiga”) e Troian Bellisario (“Pretty Little Liars”). A estreia está marcada para 22 de março nos Estados Unidos e apenas um mês depois, em 25 de abril, no Brasil.
Retrospectiva: Os 50 melhores clipes nacionais de 2018
2018 foi o ano em que os clipes brasileiros mudaram de patamar com o envolvimento de muitos diretores de publicidade e cinema, fazendo com que até as produções de música indie atingissem uma qualidade muito acima da média de outras retrospectivas. Sejam do rock independente ou da nova MPB, os clipes brasileiros nunca tiveram uma qualidade tão uniforme, passando pelos mais diferentes ritmos. Claro que ninguém foi tão longe quanto Anitta, que deu a volta ao mundo só para gravar um clipe – e lançou pelo menos mais três vídeos fantásticos em 2018, embora apenas um tenha entrado na lista, para dar espaço a 50 artistas diferentes. Mas ela não foi a única a ter músicas transformadas em superproduções. Não faltam, entre as obras selecionadas, efeitos visuais cinematográficos e participações de astros famosos em dramatizações de impacto – com pelo menos uma estrela de cinema atrás também do microfone. Outro detalhe visível é o engajamento da maioria das produções, contra a intolerância e o racismo, e em defesa dos direitos LGBTQIA+ e do empoderamento feminino. Há retratos de trabalhadores e estudantes em seus cotidianos, e histórias de amor que acontecem longe dos cenários tradicionais das novelas da Globo. A diversidade chega a dar esperanças no futuro. Aperte o play para ver e ouvir, numa ordem definida por afinidade sonora, e confira os nomes dos artistas abaixo. 1 Baco Exu do Blues – Bluesman | 2 Criolo – Boca de Lobo | 3 Rincon Sapiência – Crime Bárbaro | 4 Àttooxxá – Caixa Postal | 5 Karol Conka & Sabotage – Cabeça de Nego | 6 Emicida & Fióti – Rap do Motoboy | 7 Iza – Dona de Mim | 8 Xenia França – Pra que me Chamas? | 9 Mawu – Chamamento | 10 Cordel do Fogo Encantado – Liberdade, a Filha do Vento | 11 Scalene – Esc (Caverna Digital) | 12 Molho Negro – O Jeito de Errar | 13 Canto Cego – Eu Não Sei Dizer | 14 The Mönic – Buda | 15 Marcelo Gross – Alô, Liguei | 15 Wasadog – I’m Willin’ | 16 Daniel Groove – Seu Amor | 18 Leela – YouTube Mine | 19 Letrux – Além de Cavalos | 20 Dani Vellocet – A Rainha e o Leão | 21 Gab – Not Yours | 22 André Cardinali – Contos de Fadas | 23 Marcelo Perdido – Tesoura sem Ponta | 24 Alaska – Vazio | 25 Lupa – Lunático | 26 Fresno – Convicção | 27 Isabel Lenza – Cinematográfico | 28 Verônica Ferriani – Amado Imortal | 29 Luiza Lian – Azul Moderno | 30 Ana Cañas – Eu Amo Você | 31 Baleia – Eu Estou Aqui | 32 Duda Beat – Bixinho | 33 Bel – Esse calor | 34 Alok, Zeeba & IRO – Ocean | 35 Pabllo Vittar – Indestrutível | 36 Prume – 606 On Fire | 37 Filipe Catto – Canção de Engate | 38 Cleo – Jungle Kid | 39 Teach Me Tiger – Drive | 40 Trago – A Ponte | 41 Plutão Já Foi Planeta – Estrondo | 42 Rubel – Colégio | 43 Tagua Tagua – Rastro de Pó | 44 Alex Sant’Anna – Insônia | 45 Leo Moraes – Incrível | 46 Fran Rosas – Relatividade | 47 Nana – Gato É Crime, Denuncie | 48 Francisco, El Hombre – Tá com Dólar, Tá com Deus | 49 Adriana Calcanhotto – O Cu do Mundo | 50 Anitta – Medicina
Retrospectiva: Os 50 melhores clipes internacionais de 2018
2018 foi um ano marcado por clipes impactantes, especialmente no rap, onde Childish Gambino (mais conhecido como o ator Donald Glover) e The Carters (mais conhecidos como Jay-Z e Beyoncé) elevaram a arte da performance em vídeos musicais. A retrospectiva anual também teria um capítulo inteiro dedicado a Ariana Grande, que se destacou com três clipes geniais. Entretanto, para selecionar 50 artistas diferentes, dois desses vídeos ficaram de fora da lista abaixo – mas podem ser vistos aqui e aqui. A lista também inclui roqueiros indies, música eletrônica europeia e até fenômenos adolescentes asiáticos, passando por diferentes ritmos. A ordem, por sinal, é por afinidade sonora, funcionando como uma sequência de discotecagem bastante eclética. Aperte o play para ouvir e confira os nomes dos artistas abaixo. 1 Childish Gambino – This Is America (EUA) | 2 The Carters – Apes*t (EUA) | 3 Kendrick Lamar e SZA – All The Stars (EUA) | 4 Drake – Nice for What? (EUA) | 5 Jay Rock – Rotation 112th (EUA) | 6 A$AP Rocky – A$AP Forever (EUA) | 7 Travis Scott ft. Drake – Sicko Mode (EUA) | 8 Vince Staples – Fun! (EUA) | 9 Bruno Mars ft. Cardi B – Finesse (EUA) | 10 The 1975 – Sincerity Is Scary (Inglaterra) | 11 The Internet – Come Over (EUA) | 12 Leon Bridges – Beyond (EUA) | 13 Tierra Whack – Whack World (EUA) | 14 Ariana Grande – Thank U, Next (EUA) | 15 Kali Uchis ft. Tyler, The Creator e Bootsy Collins – After The Storm (Colômbia) | 16 Shawn Mendes & Zedd – Lost In Japan (Canadá) | 17 Janelle Monáe – Pynk (EUA) | 18 The Blaze – Heaven (França) | 19 Sevdaliza – Shahmaran (Holanda) | 20 St. Vincent – Fast Slow Disco (EUA) | 21 The Chemical Brothers – Free Yourself (Inglaterra) | 22 Little Dragon – Lover Chanting (Suécia) | 23 Christine and the Queens ft. Dâm-Funk – Girlfriend (França) | 24 Dua Lipa – IDGAF (Inglaterra) | 25 Gorillaz – Humility (Inglaterra) | 26 Troye Sivan – Bloom (Austrália) | 27 Mark Ronson ft. Miley Cyrus – Nothing Breaks Like a Heart (EUA) | 28 Taylor Swift – Delicate (EUA) | 29 Halsey – Without Me (EUA) | 30 Lil Dicky ft Chris Brown – Freaky Friday (EUA) | 31 Red Velvet – Power Up (Coreia do Sul) | 32 Twice – What Is Love? (Coreia do Sul) | 33 LCD Soundsystem – Oh Baby (EUA) | 34 The Prodigy – Need Some1 (Inglaterra) | 35 Interpol – If You Really Love Nothing (EUA) | 36 Flasher – Material (EUA) | 37 Muse – Pressure (Inglaterra) | 38 Parcels – Withorwithout (Alemanha) | 39 Father John Misty – Mr. Tillman (EUA) | 40 Florence + The Machine – Big God (Inglaterra) | 41 Mitski – Nobody (EUA) | 42 Courtney Barnett – Need A Little Time (Austrália) | 43 Tancred – Something Else (EUA) | 44 Alice Bag – 77 (EUA) | 45 Dream Wife ft. Fever Dream – F.U.U. (Inglaterra) | 46 Jack White – Over and Over and Over (EUA) | 47 Beck – Colors (EUA) | 48 Jack Back – It Happens (Sometimes) (França) | 49 Confidence Man – Don’t You Know I’m In A Band (Austrália) | 50 Sotomayor – Y Mi Voz Se Va (México)
Elle Fanning vira caloura de reality musical no primeiro trailer completo de Teen Spirit
A Bleeker Street divulgou o primeiro trailer completo de “Teen Spirit”, drama indie em que Elle Fanning (“O Estranho que Nós Amamos”) vive uma aspirante a cantora pop. Na trama, ela interpreta Violet, uma adolescente britânica que sonha com o estrelato musical como uma maneira de escapar de sua vida proletária na Ilha de Wight. Com a ajuda não convencional de um aspirante a empresário (Zlatko Buric, de “Contra o Tempo”), ela decide entrar em uma competição de calouros ao estilo de “American Idol”, algo que a testará em todos os aspectos. Fanning chamou a atenção da crítica por usar sua própria voz para cantar no filme e surpreendeu pelo talento vocal demonstrado, que sugere uma carreira paralela em potencial. A música que ela canta no trailer é “Dancing on My Own”, da cantora sueca Robyn. E o trailer avisa que ela também vai cantar músicas de Ellie Goulding, Tegan & Sara, Annie Lennox e outros artistas. Além de Fanning e Buric, o elenco ainda destaca Rebecca Hall (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”), Millie Brady (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e Elizabeth Berrington (“Na Mira do Chefe”). O roteiro e a direção são de outro jovem talento que até então era conhecido apenas como ator: Max Minghella (de “The Handmaid’s Tale”), em sua estreia atrás das câmeras – após ter se aventurado como roteirista em “A Nona Vida de Louis Drax” (2016). Max é filho do premiado cineasta Anthony Minghella, vencedor do Oscar por “O Paciente Inglês” (1996), que, por sinal, nasceu na Ilha de Wight. A première mundial aconteceu no Festival de Toronto 2018 e a estreia comercial está marcada para abril nos Estados Unidos. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Skate Kitchen: Drama indie de garotas skatistas vai virar série na HBO
O aclamado drama indie “Skate Kitchen”, de Crystal Moselle, vai virar série de comédia na HBO. Inédito no Brasil, o filme ganhou prêmios no circuito dos festivais e foi lançado em agosto nos EUA, com 89% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Sua trama gira em torno de uma skatista iniciante que forma um vínculo com outras garotas skatistas, enquanto tenta conquistar seu espaço num ambiente que é dominado pelos homens e pela falta de compreensão. A própria cineasta está escrevendo a adaptação em parceria com Lesley Arfin, co-criadora da série “Love”, e irá dirigir os episódios. Ainda não está definido se a série também vai se chamar “Skate Kitchen”. E não há previsão de estreia. Confira abaixo um trailer do filme original.
Cadê Você, Bernadette: Cate Blanchett desaparece no trailer do novo filme do diretor de Boyhood
A Annapurna divulgou o primeiro trailer de “Where’d You Go, Bernadette”, novo filme do diretor Richard Linklater (“Boyhood”). A prévia embala o espectador como uma comédia familiar, envolvendo a história típica de um casal que cria uma adolescente, com os desafios que isso comporta. É possível vislumbrar uma dificuldade da mãe em lidar com as exigências simultâneas do trabalho e do lar, ainda mais com a perspectiva de uma viagem em família para a Antártica, conduzindo a uma ansiedade desproporcional. Até que não se vislumbra mais mãe nenhuma. A personagem, que é a Bernadette do título, simplesmente some, deixando seu marido, sua filha, parentes, vizinhos e amigos perplexos. A trama adota, então, tom de investigação. São muitas perguntas, além da que dá título ao longa, cuja tradução literal é “pra onde você foi, Bernadette”. Afinal, o que faz uma arquiteta bem-sucedida, casada com um guru tecnológico e com uma filha inteligente simplesmente desaparecer, largando tudo e todos sem aviso prévio? A resposta pode não ser demorada para um psiquiatra, mas para o público são quase duas horas de filme. E muitas páginas de best-seller. O filme é adaptação de “Cadê Você, Bernadette”, livro de Maria Semple, que já escreveu episódios de “Louco por Você” e “Arrested Development”. O elenco destaca Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”) como a mãe desaparecida, Billy Crudup (“Mulheres do Século 20”) na pele do marido e a estreante Emma Nelson como a filha, além de uma multidão de coadjuvantes famosos, como Kristen Wiig (“Pequena Grande Vida”), Laurence Fishburne (“John Wick: Um Novo Dia Para Matar”), Judy Greer (“Homem-Formiga”) e Troian Bellisario (“Pretty Little Liars”). A estreia está marcada para 16 de agosto nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Gotham Awards premia Domando o Destino como Melhor Filme, além de Toni Collette e Ethan Hawke
A primeira grande premiação americana da temporada, o Gotham Awards 2018, anunciou seus vencedores na noite de segunda-feira (26/11), em Nova York. E os resultados trouxeram muitas surpresas, a começar pelo drama “Domando o Destino”, da cineasta chinesa Chloé Zhao, eleito o Melhor Filme. O troféu, dedicado aos melhores do cinema independente, tradicionalmente abre a temporada de premiações da indústria cinematográfica americana e serve para apontar os primeiros favoritos aos prêmios mais cobiçados, entre eles o Oscar. Nos últimos anos, os vencedores do Gotham foram “Birdman” (2014), “Spotlight” (2015), “Moonlight” (2016) e “Me Chame pelo Seu Nome” (2017) – três deles também venceram o Oscar de Melhor Filme. Curiosamente, “Domando o Destino” foi lançado em 2017 e disputou o Spirits Award do ano passado – a premiação rival do Gotham – , de onde saiu sem reconhecimento, mas rendeu a contratação da sua diretora pela Marvel – Chloé Zhao vai dirigir o filme dos Eternos. O drama indie acompanha um jovem cowboy que sofre um ferimento na cabeça quase fatal e é proibido de disputar rodeios, o que o leva a uma jornada em busca de uma nova identidade e o que significa ser um homem no coração da América. Elogiadíssimo pela crítica, tem 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas o público brasileiro não o verá nos cinemas. Ele -saiu direto em VOD por aqui e está disponível em várias plataformas digitais. O Gotham Awards também reservou surpresas em sua premiação de intérpretes, com a consagração de Toni Collette como Melhor Atriz pelo terror “Hereditário”. Já o Melhor Ator era o favorito, Ethan Hawke, por sua performance em “First Reformed”. “First Reformed”, inédito no Brasil, e “A Favorita”, exibido pela primeira vez no país durante a abertura da Mostra de São Paulo, eram os filmes com mais indicações. Além de premiar Hawke pelo desempenho como um padre que perdeu a fé, “First Reformed” também deu ao veterano cineasta Paul Schrader o troféu de Melhor Roteiro. Já “A Favorita” ficou um troféu especial, em reconhecimento à interpretação de suas três atrizes principais, Emma Stone, Rachel Weisz e Olivia Colman. Entre os trabalhos de estreantes, o grande destaque acabou sendo “Oitava Série”, que venceu os prêmios de Revelação do ano, nas categorias de Direção (Bo Burnham) e Atuação (Elsie Fisher). As demais categorias destacaram o documentário “Won’t You Be My Neighbor?”, sobre o célebre apresentador infantil Fred Rogers, e “Killing Eve” como a Melhor Série que estreou este ano. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Filme “Domando o Destino” Melhor Documentário “Won’t You Be My Neighbor?” Melhor Ator Ethan Hawke, por “First Reformed” Melhor Atriz Toni Collette, por “Hereditário” Ator/Atriz Revelação Elsie Fisher, por “Oitava Série” Diretor Revelação Bo Burnham, por “Oitava Série” Melhor Roteiro “First Reformed”, de Paul Schrader Melhor Série Estreante “Killing Eve” (BBC America) Prêmio Especial de Melhor Elenco Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz, por “A Favorita”.












