Voyage of Time: Pôster do documentário de Terrence Malick confirma que narração de Brad Pitt foi descartada
A divulgação de um novo pôster de “Voyage of Time”, documentário de Terrence Malick sobre a “história do universo”, traz em letras de forma a confirmação de que a narração original de Brad Pitt foi substituída pela voz de Cate Blanchett. O pôster inicial e o primeiro trailer destacavam a participação de Pitt, que trabalhou com o diretor em “A Árvore da Vida” (2011). Mas a narração monótona, ouvida na primeira prévia, fazia o texto metafísico evocar a infame participação do ator num comercial do perfume Chanel nº 5, que rendeu inúmeras paródias e ridicularizações midiáticas. Em pouco mais de um mês, um novo trailer chegou na internet com a voz de Cate Blanchett e nenhum sinal do nome de Pitt. Agora, o pôster anuncia que a narração é exclusiva de Blanchett. O cineasta também já tinha trabalhado antes com a atriz, a quem dirigiu em dois filmes: “Cavaleiro de Copas” (2015) e no vindouro “Weightless” (2017). Pitt, porém, continua creditado como produtor do longa, que, segundo o novo cartaz, ganhou um subtítulo: “A Life’s Journey”. A equipe do filme também conta com as participações do cinematógrafo Paul Atkins, que comandou viagem cinematográfica similar para a Disney no documentário “Terra” (2007), e do veterano compositor Ennio Morricone, que venceu o Oscar 2016 de Melhor Trilha Sonora por “Os Oito Odiados” (2015). O filme estreia em 7 de outubro nos EUA, exclusivamente em Imax, e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Voyage of Time: Documentário de Terrence Malick sobre a história do universo ganha novo trailer
A revista Empire divulgou um novo trailer de “Voyage of Time”, documentário de Terrence Malick sobre a “história do universo”, que reaparece com subtítulo (“A Life’s Journey”) e nova narração. O primeiro trailer, divulgado pela rede Imax, tinha narração de Brad Pitt, com quem Malick trabalhou em “A Árvore da Vida” (2011). O novo traz a voz de Cate Blanchett, que o cineasta dirigiu recentemente em dois filmes: “Cavaleiro de Copas” (2015) e no vindouro “Weightless” (2017). Como em todos os trabalhos de Malick, uma direção de fotografia deslumbrante marca as cenas da prévia. As imagens foram captadas pelo cinematógrafo Paul Atkins, que comandou viagem cinematográfica similar para a Disney no documentário “Terra” (2007), e a trilha sonora é do veterano Ennio Morricone, que venceu o Oscar 2016 por seu trabalho em “Os Oito Odiados” (2015). O filme estreia em 7 de outubro nos EUA, exclusivamente em Imax, e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Estreias: Tarzan é o rei dos cinemas neste fim de semana
Tarzan volta às selvas com grande orçamento e inúmeros efeitos visuais, no maior lançamento desta quinta (21/7) no Brasil. Acompanhado pelo ator Alexander Skarsgård (série “True Blood”), que veio ao país para entrevistas e première, “A Lenda de Tarzan” chega em 840 salas, incluindo 555 telas 3D e todo o circuito IMAX (12 salas). Com direção de David Yates, responsável pelos quatro últimos filmes de “Harry Potter”, o longa custou uma fortuna (US$ 180 milhões), mas teve apenas desempenho modesto nos EUA (levou 18 dias para superar os US$ 100 milhões). A crítica americana não gostou (36% de aprovação no site Rotten Tomatoes), mas o público aprovou (A- no CinemaScore). A Warner agora torce pelo sucesso internacional. A segunda maior estreia é uma comédia nacional. Apesar de ter Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) no elenco, “Entre Idas e Vindas” não é um besteirol ululante. Trata-se de um romance com final e elenco de novela, sobre como Fabio Assunção (novela “Totalmente Demais”) e seu filho vão parar num motor home cheio de mulheres. A direção de José Eduardo Belmonte transmite mais seriedade ao projeto, que visivelmente possui baixo orçamento, mas, por outro lado, os cinéfilos talvez preferissem um trabalho menos ligeiro do grande cineasta brasiliense. Estreia em 283 salas. A melhor comédia da semana, na verdade, é americana: “Dois Caras Legais“, do cineasta Shane Black (“Homem de Ferro 3”). Passada nos anos 1970, com figurino, música e recriação até do espírito dos filmes da época, traz Russel Crowe (“Noé”) e Ryan Gosling (“A Grande Aposta”) como detetives investigando o sequestro de uma jovem em plena era das discotecas. Hilário, o filme tem 91% de aprovação no Rotten Tomatoes, feito raríssimo para comédias. Ocupa 215 salas. Em contraste, o principal lançamento da semana é restrito a 46 salas – sendo 12 CEUs, do circuito SPCine na capital paulista. Trata-se do novo drama de Anna Muylaert, diretora do aclamado “Que Horas Ela Volta?” (2015). Com tema diferente, mas núcleo similar, de mãe, filho e deslocamento da representação do lar, “Mãe Só Há Uma” parte de uma história real para contar a história de um adolescente que descobre ter sido roubado na maternidade e que, após tratar a ladra como mãe por toda a vida, precisa se readequar à família biológica. Para complicar, ele também atravessa crise de identidade sexual. O filme destaca o estreante Naomi Nero (sobrinho de Alexandre Nero) como protagonista, uma grata revelação com futuro brilhante, além de Daniela Nefussi (“É Proibido Fumar”) em dois papéis, como as mães (de criação e biológica) do menino, num artifício que visa destacar a confusão criada na cabeça do rapaz. Filmaço para poucos. O circuito limitado também recebe o drama francês “Chocolate” em 55 salas, mostrando Omar Sy (“Intocáveis”) como o primeiro palhaço negro de circo da França, no século 19. Em 32 salas, “Life – Um Retrato de James Dean”, traz Robert Pattinson (“Mapa para as Estrelas”) como o fotógrafo que ajudou a criar a aura de mito que acompanhou a curta carreira do astro de “Juventude Transviada” (1955). Por fim, a comédia espanhola “Um Dia Perfeito” mostra seu humor negro em quatro salas, com Benício Del Toro (“Sicario”) liderando um grupo de agentes humanitários em meio a uma zona de conflito armado.
Voyage of Time: Documentário de Terrence Malick sobre a história do universo ganha trailer
A rede Imax divulgou o pôster e o trailer de “Voyage of Time”, documentário de Terrence Malick sobre a “história do universo”, que tem narração de Brad Pitt. Os dois trabalharam juntos em “A Árvore da Vida” (2011), filme que incluiu temas metafísicos num drama de família típica americana. Assim como naquele e em outros trabalhos de Malick, uma direção de fotografia deslumbrante marca todas as cenas da prévia. As imagens foram captadas pelo cinematógrafo Paul Atkins, que comandou viagem cinematográfica similar para a Disney no documentário “Terra” (2007). A trilha sonora é do veterano Ennio Morricone, que venceu o Oscar 2016 por seu trabalho em “Os Oito Odiados” (2015). Já a narração pausada e cheia de frases feitas de Brad Pitt remete à sua infame participação num comercial do perfume Chanel nº 5, que rendeu inúmeras paródias e ridicularizações midiáticas. O filme estreia em 7 de outubro nos EUA, exclusivamente em Imax, e não tem previsão de lançamento no Brasil.
O universo Marvel atinge o ápice em Capitão América: Guerra Civil
Os irmãos Anthony e Joe Russo revelaram-se a grande arma secreta da Marvel. Saíram do anonimato – na verdade, da série “Community” – para dirigir “Capitão América: O Soldado Invernal” (2014), o filme que impôs mais dramaticidade e seriedade na fórmula do estúdio, até então marcada pelo predomínio do humor em suas aventuras. Agora, com “Capitão América: Guerra Civil”, eles atingem o ápice, ao criar o filme perfeito da Marvel, com o qual todos os demais serão comparados, graças ao equilíbrio de seriedade dramática, ação intensa e diversão bem-humorada em doses harmoniosas. O tom dramático é estabelecido logo no começo, quando uma missão dos Vingadores termina em tragédia, levando o mundo e particularmente o governo dos EUA a exigir controle sobre o grupo. Até porque essa não foi a única intervenção dos heróis com vítimas civis, como mostraram “Os Vingadores” (2012) e “Vingadores: Era de Ultron” (2015). Mas enquanto Tony Stark (Robert Downey Jr.) se mostra pronto para assumir a culpa e se submeter, o Capitão Steve Rogers (Chris Evans) não aceita virar pau mandado, especialmente quando uma das novas missões é capturar seu ex-melhor amigo Bucky/Soldado Invernal (Sebastian Stan). A premissa é de um filme dos Vingadores. Entretanto, o clima solene não inclui as piadinhas trocadas entre os personagens, que marcaram os dois longas de Joss Whedon. Os Russo deixaram o humor por conta da introdução do Homem-Aranha (Tom Holland), que se mostra uma metralhadora de piadas em suas cenas, deixando bem claro sua diferença etária em relação aos demais super-heróis. Se os diretores conduzem o filme com precisão, o mérito da trama é de outra dupla, os roteiristas Stephen McFeely e Christopher Markus, que estão na franquia desde “Capitão América: O Primeiro Vingador” (2011) e se mostram verdadeiros experts em quadrinhos, enchendo a história de referências, como a nação africana de Wakanda, Sharon Carter, a prisão Balsa, o Barão Zemo, Ossos Cruzados, a joia do infinito etc. Além disso, seu roteiro é cirurgicamente interligado com os filmes dos Vingadores, do Capitão América, do Homem de Ferro e até do Homem-Formiga, como se as produções anteriores tivessem sido feitas para desaguar nele. A principal inspiração dos quadrinhos, por sua vez, vem da minissérie “Guerra Civil”, de Mark Millar (o criador de “Kick-Ass” e “Kingsman”), que marcou os anos 2000 e repercutiu em vários títulos da Marvel. Claro, a guerra civil original envolvia centenas de super-heróis e o filme lida com os limites do universo cinematográfico da Marvel, mas mesmo assim consegue passar a essência do conflito, sem deixar de introduzir novos personagens, como o citado Aranha e o Pantera Negra (Chadwick Boseman). A síntese do embate reúne doze heróis numa luta filmada em IMAX, que dá a dimensão grandiosa do momento (ainda que o 3D convertido dos filmes da Marvel continue fajuto e caça-níquel). Um dos grandes méritos da produção, aliás, é reforçar no público a convicção e força desses heróis, mostrando o que eles são capazes em cenas muito bem coreografadas, de grande intensidade física. No conflito generalizado, até a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), que tem poderes mais complexos, tem a chande de demonstrar seu potencial ao enfrentar o androide Visão (Paul Bettany). O centro dramático, porém, está na figura do Soldado Invernal. Se o ator Sebastian Stan não tem o mesmo carisma dos demais, seu arco é o mais trágico. Apesar de estar sob controle de inimigos, ele se sente culpado por ter executado tantas vidas inocentes a mando de terroristas. E este dilema o torna o principal eixo da trama, embora isso não tire o protagonismo do Capitão América e do Homem de Ferro, cujos intérpretes estão cada vez mais à vontade em seus papéis. “Capitão América: Guerra Civil” é um filme repleto de momentos memoráveis. Embora resulte consistente, é composto de várias cenas individuais com forte carga emocional. Uma cena em particular, envolvendo o Soldado Invernal, pode levar o espectador às lágrimas. E isso não é pouco em se tratando de um estúdio que, até então, jamais demonstrara pretensões de dar a seus filmes a atmosfera sombria das adaptações da DC Comics. Os irmãos Russo acabaram com o mito que todo o filme da Marvel precisa ser uma comédia, como o caso extremo do “Homem-Formiga” (2015), sem cair na seriedade sem graça das produções baseadas nos quadrinhos da sua rival. “Capitão América: Guerra Civil” mostrou como adaptações de super-heróis podem ser feitas de forma séria sem perder de vista seu potencial para a diversão. E esta é uma lição mais preciosa que uma joia do infinito.
Próximo filme dos Vingadores será totalmente filmado em IMAX
O próximo filme dos Vingadores, intitulado “Vingadores: Guerra Infinita – Parte 1”, será totalmente filmado com câmeras IMAX. A revelação foi feita pelos diretores responsáveis, os irmãos Joe e Anthony Russo, que assinam também o vindouro “Capitão América: Guerra Civil”. A novidade foi revelada durante uma entrevista na China, realizada para a divulgação de “Guerra Civil”. “Porque você só sai de casa para ir ao cinema se for para ter uma experiência que não tem em casa”, explicou Joe Russo. Será a primeira vez que um longa-metragem de ficção será totalmente filmado em IMAX, embora cada vez mais filmes incorporem cenas rodadas com a tecnologia – o filme com mais cenas em IMAX é “Interestelar”, que registrou uma hora inteira em imagens gigantes. A iniciativa, por sinal, só será possível graças ao lançamento de uma nova câmera 2D digital, mais leve que as verdadeiras monstruosidades usadas até então para registrar as imagens do padrão IMAX. Os irmãos russo foram os primeiros a testar a novidade em “Capitão América: Guerra Civil”, que tem 15 minutos rodados em IMAX. O resultado os estimulou a inovar e planejar as duas partes de “Guerra Infinita” para o formato da tela gigante.





