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    Gilberto Barros é condenado à prisão por homofobia

    16 de agosto de 2022 /

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o apresentador Gilberto Barros a dois anos de prisão pelo crime de homofobia, em razão de um comentário feito no programa “Amigos do Leão”, exibido em seu canal do YouTube em setembro de 2020. Como o réu é primário e a pena inferior a quatro anos, a juíza Roberta Hallage Gondim Teixeira, que proferiu a sentença, substituiu a privação de liberdade por medidas restritivas de direito. De acordo com a sentença, revelada pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o apresentador prestará serviço à comunidade pelo tempo da pena e deverá pagar cinco salários mínimos de multa, que serão revertidos na compra de cestas básicas para organizações sociais. Ainda cabe recurso. O comentário que levou à condenação foi feito em um programa sobre os 70 anos da TV brasileira. Na ocasião, Gilberto Barros disse que, quando trabalhava na Rádio Globo na década de 1980, tinha que presenciar “beijo de língua de dois bigodes” pois havia uma boate para o público LGBTQIAP+ em frente ao local. E concluiu: “Não tenho nada contra, mas eu também vomito. Eu sou gente, ainda mais vindo do interior. Hoje em dia, se quiser fazer na minha frente, faz. Apanha os dois, mas faz”. A defesa de Gilberto Barros confirmou a fala, mas disse que o apresentador se mostrou constrangido pela situação, “pois sempre usou sua arte ou ofício para melhorar o país”. Afirmaram também que, “pelo seu sangue italiano, ele costuma falar muito”, mas “jamais teve a intenção de incitar a violência”. Em sua decisão, a juíza afirma que houve agressividade nas palavras aplicadas, discriminação contra homossexuais – que despertariam “nojo” – e que a fala atingiu a comunidade LGBTQIAP+. “A manifestação verbal do acusado ajusta-se à prática e indução da discriminação e preconceito em razão da orientação sexual, não havendo falar-se em liberdade de expressão na medida em que esta não abarca o discurso de ódio”, diz a sentença magistrada. Gilberto Barros foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pelo jornalista William De Lucca, militante da causa LGBTQIAP+. O advogado Dimitri Sales, que representou De Lucca ao lado da também advogada Fernanda Nigro no processo, afirmou em nota que é uma decisão “importantíssima, por resguardar os direitos da população LGBT, rejeitando comentários e condutas que estimulam ódio e violência”. ​ Ele diz que a condenação também reforça “a decisão do STF [Supremo Tribunal Federal], que elevou a vida desta população a bem jurídico fundamental quando reconheceu a prática de homofobia e transfobia como crimes”. O apresentador já havia sido condenado na esfera administrativa pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania de São Paulo.

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    Dani Calabresa é condenada por ofensa homofóbica

    15 de agosto de 2022 /

    A Justiça paulista condenou os comediantes Dani Calabresa e Bento Ribeiro a indenizarem em R$ 15 mil o colunista social Marcelo Bandeira. O caso tem dez anos e foi aberto quando Dani e Bento eram apresentadores do “Furo MTV”. Em 2011, eles fizeram comentários homofóbicos sobre uma gafe cometida pela apresentadora Claudete Troiano, do programa “Manhã Gazeta”, da TV Gazeta. Bandeira participava de um quadro do programa e foi chamado pelos humoristas de “a bicha que trabalha com ela” e “ajudante homossexual”. Dizendo ter sido humilhado e ridicularizado, o colunista entrou na Justiça contra os humoristas e a emissora exigindo uma indenização por danos morais de R$ 272,5 mil. O valor conseguido foi muito baixo, apesar de a juíza Daniela de Paula considerar a ofensa grave. “Evidentemente, o tratamento dispensado ao autor [do processo] é ofensivo. Termos como ‘bicha’ desvelam ojeriza à orientação sexual de pessoas homossexuais”, afirmou na sentença. Em sua defesa, Dani Calabresa afirmou à Justiça que, à época dos fatos, “os conteúdos televisivos, em especial os de humor, que envolvessem a questão da orientação sexual eram comuns e aceitos em nossa sociedade”. “Bicha era uma expressão totalmente aceita à época”, declarou, segundo levantamento do colunista Rogério Gentile. A época não foi no ainda não muito distante século 20, mas agora em 2011. A defesa da humorista ainda louvou o estilo de humor ofensivo. “Deve-se ter em mente que o humor, além de ser marcado pela descontração, usa como ferramentas o exagero, a hipérbole, o óbvio, o absurdo”. E ainda reclamou de censura! “A reprovabilidade quanto a seu conteúdo, fica restrita àquele que a ouve, não cabendo ao Poder Judiciário proceder juízo de valor de modo a aplicar sanção ao artista, sob pena de cometimento de censura”. Já Bento disse à Justiça que não tinha qualquer ingerência sobre o conteúdo do programa, atuando meramente como apresentador daquilo que os roteiristas elaboravam, e também citou a liberdade de expressão. A Abril, proprietária da antiga MTV Brasil, disse que “não houve ataque pessoal com o propósito de ofender o colunista”, só “uma abordagem satírica desenvolvida a partir de características pessoas e públicas dos protagonistas” do programa da Gazeta. Ou seja, piada com a “bicha”. “Se há um programa de TV satírico, nada mais se espera dele do que a sátira, e esse estilo de fazer humor não pode ser interpretado como ofensa pela simples utilização isolada de gírias popularmente adotadas”, acrescentou a empresa. Então, podiam até falar “viado”, “filhodap…” e outras coisas que não seria ofensa, nesse entendimento. A juíza Daniela de Paula não aceitou a argumentação. “Ainda que os réus aleguem que as falas seriam jocosas e não teriam intenção de ofender, os comentários direcionados ao autor constituíram notória ridicularização de sua identidade. A homoafetividade, historicamente marginalizada, deve ser protegida de comportamentos degradantes” Além dos comediantes, a emissora também foi condenada a pagar a o valor da indenização em conjunto. Eles ainda podem recorrer da decisão, mas se alguém deveria recorrer é o ofendido, já que o valor da indenização é muito aquém do pretendido. Do ponto de vista de relações públicas, o melhor agora para os condenados é pagar a “merreca” e ficar quietinhos, porque cada manifestação de defesa só aumenta a ofensa e torna pior a imagem pública dos envolvidos. O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.

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    “Lightyear” é proibido em três países por beijo lésbico

    13 de junho de 2022 /

    A nova animação da Disney/Pixar, “Lightyear”, teve sua exibição proibida na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Malásia. O filme derivado da popular franquia “Toy Story” não poderá ser mostrado nestes países por incluir um beijo entre duas mulheres. “Lightyear” inclui uma personagem lésbica chamada Alisha e a mostra beijando e começando uma família com sua parceira. Foi a primeira vez que uma animação distribuída pela Disney incluiu uma cena de afeto entre pessoas do mesmo sexo. Ironicamente, o estúdio chegou a cortar o beijo durante o desenvolvimento do projeto. Mas numa reviravolta agora se recusa a eliminá-lo para permitir que o filme entre em cartaz em países que não toleram a comunidade LGBTQIAP+. Esta decisão foi tomada após a Disney enfrentar seus próprios problemas com o tema, em meio à denúncias de animadores da Pixar de censura contra seus esforços de representatividade e no bojo da controvérsia da lei conhecida como “Don’t Say Gay” na Flórida, que proíbe ensino de questões ligadas à identidade sexual em escolas do Ensino Fundamental do estado. A Disney chegou a financiar os responsáveis pela elaboração da lei, antes de se ver pressionada pela comunidade artística a condenar esta iniciativa. O filme foi inicialmente aprovado para lançamento nos Emirados Árabes Unidos, onde as restrições de censura estão diminuindo. No entanto, a licença para exibi-lo foi revogada após grupos religiosos começarem a organizar protestos nas redes sociais acusando a Disney e “Lightyear” de insultar os muçulmanos e o Islã. A animação chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (16/6), trazendo em sua dublagem nacional a voz de Marcos Mion.

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    Pastor que orou pela morte de Paulo Gustavo é condenado por homofobia

    28 de abril de 2022 /

    O pastor José Olímpio, da Igreja Assembleia de Deus, que orou pela morte do ator Paulo Gustavo quando ele ainda estava vivo, foi condenado pela Justiça de Alagoas pelo crime de racismo. Isto porque, desde 2019, a Justiça brasileira equivale homofobia a racismo. O pastor irá cumprir pena de 2 anos e 9 meses de prisão, que será realizada, inicialmente, em regime aberto com a prestação de serviços à comunidade. Além disso, deverá pagar 30 salários-mínimos para grupo ou organização não governamental de Alagoas com atuação em favor da comunidade LBGTQIA+. A decisão do juiz Ygor Vieira de Figueirêdo levou em conta o fato do comentário feito pelo pastor aludir à orientação sexual do artista. “No caso em apreço, diante das evidências existentes nos autos, da foto escolhida para a postagem e do reconhecimento nacional do qual gozava o ator, inclusive por seu engajamento na pauta da comunidade LGBQTIA+, o tom discriminatório é cristalino, motivo pelo qual resta demonstrada que a conduta preconceituosa foi feita em virtude da orientação sexual do senhor Paulo Gustavo”, diz o documento oficial. José Olímpio desejou a morte de Paulo Gustavo quando o humorista estava internado em estado grave após complicações causadas pela covid-19. Ele morreu da doença em 4 de maio do ano passado, causando comoção nacional. Após a sentença, Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, se manifestou nas redes sociais. “Ele orou pela morte de meu filho e eu rezo para que ele viva bastante, para se arrepender de seus pecados”, desabafou. Apesar da condenação, o pastor ainda poderá recorrer da sentença em liberdade. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Dea Amaral (@dealucia66)

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    “Doutor Estranho 2” é vetado na Arábia Saudita por uma frase

    25 de abril de 2022 /

    A notícia de que “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” havia sido proibido na Arábia Saudita não foi confirmada oficialmente pelo governo do país. Apesar da empresa AMC Cinemas afirmar que tirou o filme de sua programação por pedido das autoridades árabes, o supervisor responsável pela classificação etária dos filmes na Arábia Saudita afirmou para a AFP que negocia a liberação. Nawaf Alsabhan informou ter pedido para a Disney eliminar as “referências LGBTQIA+” do filme, mas até o momento o estúdio se negou a editar “cerca de 12 segundos” em que uma personagem lésbica, America Chavez, fala sobre suas “duas mães”. “É apenas ela falando de suãs mães, porque tem duas, mas no Oriente Médio é muito difícil passar algo assim”, disse Alsabhan à agência de notícias. “Enviamos a solicitação para a distribuidora e a distribuidora nos encaminhou para a Disney, mas a Disney não está disposta” a realizar as mudanças propostas, acrescentou Alsabhan, que afirma esperar a confirmação do corte para garantir a exibição. “Não foi proibido. Nunca será proibido. Não há motivos. É apenas uma simples edição […] até agora se negaram mas não fechamos a porta, seguimos tentando”, disse o representante sobre a retirada da referência LGBTQIAP+. A Disney sempre aceitou aceitou esse tipo de imposição. Até um beijo de poucos segundos entre duas personagens secundárias femininas de “Star Wars: A Ascensão Skywalker” foi censurada para a exibição do filme em países muçulmanos. A Arábia Saudita possui um sistema Judiciário regido pela aplicação estrita da lei islâmica, na qual a homossexualidade pode ser punida até com a pena de morte.

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    Sam Elliott pede desculpas por declarações polêmicas sobre “Ataque dos Cães”

    10 de abril de 2022 /

    O veterano ator Sam Elliott pediu desculpas por declarações de teor homofóbico sobre “Ataque dos Cães”, após suas frases repercutirem na véspera do Oscar 2022. Elliott se mostrou arrependido da entrevista polêmica concedida ao podcast “WTF with Marc Maron” e lamentou o fato durante sua participação num evento promovido pelo site americano Deadline na tarde deste domingo (10/4). “Aquele filme mexeu comigo, e ao tentar expressar como ele mexeu comigo… Eu não fui muito bem articulado. Não consegui dizer o que pensava de uma boa forma, e acabei falando algumas coisas que machucaram as pessoas. Eu me sinto terrível por isso”, disse o ator indicado ao Oscar por “Nasce uma Estrela” (2018). Elliott demonstrou todo o seu descontentamento com “Ataque dos Cães” ao definir a produção da Netflix como um “pedaço de merd*”. Sua principal objeção foi contra as alusões à homossexualidade no universo viril dos cowboys. No filme, o protagonista Phil Burbank, vivido pelo ator Benedict Cumberbatch, reprime sua orientação sexual justamente devido ao contexto da ambientação. “Eu não gostei. E sou o cara que fez westerns toda a vida. Foi a evisceração do Oeste americano”, reclamou, apontando o motivo: “Há todas essas alusões de homossexualidade ao longo do filme.” Ele também reclamou que Cumberbatch aparece poucas vezes cavalgando, e disse ter levado isso para o lado pessoal. “Onde está o faroeste nesse faroeste? Levei isso para o pessoal, amigo”, declarou. E ainda disse que Jane Champion não poderia comandar um filme sobre o Velho Oeste por ter nascido na Nova Zelândia e não nos EUA. “Ela é uma diretora brilhante. Adoro seus trabalhos anteriores. Mas que caral** essa mulher de lá debaixo, da Nova Zelândia, sabe sobre o Oeste Americano? E por que caral** o filme foi rodado na Nova Zelândia, mas chama aquilo de Montana e diz ‘é assim que era’?”, questionou, em tom de indignação. Diante da repercussão negativa de seus comentários grosseiros, ele agora decidiu ressaltar que a comunidade LGBTQIAP+ sempre apoiou sua carreira “desde antes de ser alguém nessa indústria”. “Essas pessoas foram minhas amigas em todos os níveis, e já trabalham comigo de todas as formas – daquela época até hoje, como o meu agente há décadas, que é também um querido amigo”. “Eu sinto muito por ter machucado qualquer um desses amigos, e também por ter machucado uma pessoa que eu amo… e qualquer outro que tenha ouvido as palavras que eu disse”, completou o ator. Sam Elliott atualmente integra o elenco da série “1883”, da Paramount+, passada no Velho Oeste americano.

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    Disney+ se manifesta contra legislação anti-LGBTQIAP+ nos EUA

    22 de março de 2022 /

    O braço digital da Disney resolveu se manifestar após o conglomerado se ver envolvido numa polêmica por ter doado quase R$ 1,5 milhão para campanhas de políticos que apoiam uma nova legislação anti-LGBTQIAP+ na Flórida, além de US$ 5 milhões para o projeto. Em meio à revolta de funcionários e acusações de censura nos desenhos da Pixar, a empresa se tornou cada vez mais dividida, com a Disney+ divulgando agora um pronunciamento contra a lei homofóbica. “A Disney+ apoia nossos funcionários, colegas, famílias, contadores de histórias e fãs LGBTQIAP+”, diz a nota postada nas redes sociais do serviço de streaming. “E denunciamos veementemente toda a legislação que infrinja os direitos humanos básicos das pessoas da comunidade LGBTQIAP+, especialmente a legislação que visa e prejudica os jovens e suas famílias”, continua o texto. “Nós nos esforçamos para criar um serviço que reflita o mundo em que vivemos, e nossa esperança é ser uma fonte de histórias inclusivas, empoderadoras e autênticas que nos unam em nossa humanidade compartilhada”, completa a postagem. A nota foi publicada no momento em que funcionários da empresa divulgaram no Twitter um pedido para que a Disney deixe de financiar políticos favoráveis a leis discriminatórias. O grupo intitulado Disney Do Better Walkout lançou um site oficial com uma carta de exigências e instruções para funcionários também aderirem ao protesto. “Fomos forçados a uma posição impossível e insustentável. Precisamos agora agir para convencer a Disney a proteger seus funcionários e suas famílias diante desse preconceito descarado e sem remorso”, diz o texto. Conhecido como “Don’t Say Gay”, o projeto legislativo apoiado pela Disney proíbe a “discussão sobre orientação sexual ou identidade de gênero nas salas de aula” até o terceiro ano do Ensino Fundamental, “ou numa forma que não seja apropriada para a idade ou para o desenvolvimento dos estudantes”. Além disso, caso seja sancionada, a lei permitirá aos pais processar as escolas ou os professores que abordem essas temáticas. A posição da Disney foi repudiada por Abigail Disney, sobrinha-neta do próprio Walt Disney (1901-1966), além de outros funcionários importantes do conglomerado. Com a reação interna, o CEO Bob Chapek afirmou que a Disney reverterá sua postura sobre a lei não só no estado do Flórida, mas também em todo o território dos EUA para desestimular novos projetos contra os direitos humanos. “Estamos comprometidos em apoiar a comunidade daqui pra frente”, sintetizou o CEO. Uma das consequências do posicionamento firme dos funcionários da Disney foi a recuperação de um beijo lésbico que havia sido cortado, por ordem da Disney, do próximo lançamento da Pixar, a animação “Lightyear” sobre o personagem Buzz Lightyear de “Toy Story”.

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    Disney reverte corte e “Lightyear” terá primeiro beijo LGBTQIAP+ da Pixar

    18 de março de 2022 /

    Após protestos dos funcionários da Pixar, que denunciaram a Walt Disney Company em carta aberta por censurar cenas de afeto LGBTQIAP+ em suas animações, a Disney resolveu reverter um corte no filme “Lightyear”. Graças a isso, o spin-off de “Toy Story”, focado na origem do astronauta da franquia de brinquedos, terá o primeiro beijo entre um casal do mesmo sexo da história da Pixar. A cena é um beijo lésbico entre a personagem Hawthorne (dublada por Uzo Aduba, de “Orange is the New Black”) e sua namorada. Será apenas a segunda vez que uma personagem abertamente LGBTQIAP+ é retratada numa animação da Pixar. A primeira foi Specter (Lena Waithe), uma policial de “Dois Irmãos”, que durante uma cena faz uma rápida alusão a sua namorada. Segundo a revista Variety, a cena tinha sido integralmente vetada pela Disney, mas o estúdio se viu pressionado a alterar sua decisão após a repercussão da carta do dia 9 de março e das críticas recebidas por financiar legislação anti-LGBTQIAP+ na Flórida. A Disney fez uma doação de US$ 5 milhões para apoiar o projeto legislativo conhecido como “Don’t Say Gay”, que proíbe a “discussão sobre orientação sexual ou identidade de gênero nas salas de aula” do estado americano. Em “Lightyear”, o personagem não é um boneco, mas um astronauta de verdade, e a trama é uma aventura sci-fi legítima, acompanhando uma missão espacial ao “infinito e além”, com clima épico e dramático. Ainda que inspirado em “Toy Story”, até o design do personagem é diferente. Assim como sua voz. Dublador oficial do personagem em “Toy Story”, Tim Allen deu lugar a Chris Evans, o Capitão América do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Uma curiosidade sobre os dois é que ambos fazem aniversário no mesmo dia. A direção é de Angus MacLane, animador da Pixar que co-dirigiu “Procurando Dory” e também já trabalhou com “Toy Story”, assinando dois curtas da franquia e animando “Toy Story 3”. A estreia está marcada para 16 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja abaixo o trailer em versões legendada e dublada em português.

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    Equipe de Vyni diz que ataques homofóbicos aumentaram após paredão

    14 de março de 2022 /

    A equipe de Vyni do “BBB 22” revelou nesta segunda (14/3) que ele tem recebido mais ataques homofóbicos após sua ida ao paredão do “BBB22”. Marcus Vinicius Fernandes de Sousa foi parar no paredão na noite de domingo após ter sido puxado por Gustavo Marsengo em um contragolpe. No Twitter, os administradores das contas de Vyni comentou que ele tem recebido ataques desde que entrou no “Big Brother Brasil”, mas que a situação piorou desde ontem. “Vyni vem sofrendo ataques homofóbicos desde que entrou no BBB. Infelizmente, com ele no paredão, esses ataques se intensificaram ainda mais. Porém, reforçamos: não toleraremos esse tipo de comportamento. Continuaremos sendo resistência por ele e por todos que o amam”, revelaram os responsáveis pelas redes sociais do brother. Em outro tuite, desabafaram: “Deixem Vyni em paz! Todas as postagens são deboches, são ofensas, já entendemos que é ódio que uma parte daqui possui dentro de si, mas qual a necessidade? A troco de quê? Respeitamos e achamos que todas as pessoas tem o direito de expressarem suas opiniões, mas está além disso!” Segundo enquetes, Vyni é o mais cotado para deixar o programa na terça-feira. Vyni vem sofrendo ataques homofóbicos desde que entrou no BBB. Infelizmente, com ele no paredão, esses ataques se intensificaram ainda mais. Porém, reforçamos: não toleraremos esse tipo de comportamento. Continuaremos sendo resistência por ele e por todos que o amam. #FicaVyni — Vyni 💡 (@vyniof) March 14, 2022 DEIXEM VYNI EM PAZ! Todas as postagens são deboches, são ofensas, já entendemos que é odio que uma parte daqui possui dentro de si, mas qual a necessidade? A troco de quê? Respeitamos e achamos que todas as pessoas tem o direito de expressarem suas opiniões, mas está além disso! — Vyni 💡 (@vyniof) March 14, 2022

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    Disney é acusada de censurar afeto gay nos desenhos da Pixar

    10 de março de 2022 /

    Funcionários da Pixar divulgaram uma carta aberta para a imprensa americana afirmando que executivos da Disney censuram os filmes do estúdio de animação, exigindo cortes em “quase todos os momentos de afeto abertamente gay… Ignorando quando há protestos por parte da Pixar, tanto nas equipes criativas como nos cargos de liderança executiva”. Assinada pelos “funcionários LGBTQIAP+ da Pixar e seus aliados”, a carta é uma resposta ao posicionamento da Disney sobre a nova lei anti-LGBTQIAP+ da Flórida, conhecida como “Don’t Say Gay”. A empresa tem sido criticada por ter feito uma doação de US$ 5 milhões para apoiar o projeto legislativo, que proíbe a “discussão sobre orientação sexual ou identidade de gênero nas salas de aula” até o terceiro ano do Ensino Fundamental, “ou numa forma que não seja apropriada para a idade ou para o desenvolvimento dos estudantes”. Além disso, caso seja sancionada, a lei permitirá aos pais processar as escolas ou os professores que abordem essas temáticas. O apoio da Disney ao projeto gerou críticas do Sindicato de Animadores dos Estados Unidos (TAG, na sigla em inglês). “Um erro que desafia a lógica e a ética”, repudiou a entidade. “A Walt Disney Company tem a oportunidade de ser uma líder a serviço da comunidade LGBTQIAP+ de um jeito que poucas outras empresas podem igualar” disse o Sindicato em comunicado. Expressamos nossa decepção com as declarações dos líderes da Disney sobre a lei ‘Don’t Say Gay’ na Flórida. Aplaudimos as muitas vozes de aliados, colegas e mais, que têm se pronunciado e reproduzindo essa decepção”. Entre os decepcionados com a empresa encontra-se Abigail Disney, sobrinha-neta de Walt Disney, além de vários funcionários LGBTQIAP+ da companhia. Diante da polêmica, o CEO da Disney, Bob Chapek, veio a público dizer que a empresa terá uma nova postura contra a lei preconceituosa não apenas na Flórida, mas também por todo o país, visando impedir a proliferação de projetos similares contra os direitos humanos. Mas agora os funcionários da Pixar revelam que esse posicionamento também inclui sabotagem de seus esforços para abordar questões de diversidade em seus desenhos. E que isso tem sido corriqueiro, sem nunca ter vindo a público anteriormente. “Na Pixar, pessoalmente vimos histórias lindas, repletas de diversidade, retornarem das avaliações corporativas da Disney reduzidas a migalhas do que eram. Mesmo que criar conteúdo LGBTQIAP+ fosse a solução para corrigir legislações discriminatórias pelo mundo todo, estamos sendo impedidos de fazê-lo.” Os funcionários também pedem que a Disney retire o financiamento de todos os parlamentares que apoiaram a lei “Don’t Say Gay”, e “assuma um posicionamento público decisivo” contra esse projeto e outros semelhantes. Até hoje, a representação LGBTQIAP+ nos desenhos da Disney se limitou a falas passageiras. A referência mais explícita aconteceu no filme “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” (2020), em que uma personagem afirma: “Não é fácil ser uma mãe nova — a filha da minha namorada me faz arrancar os cabelos, tá bem?”. A fala fez o filme ser proibido no Kuwait, em Omã, no Catar e na Arábia Saudita, e na Rússia o termo “namorada” foi trocado por um sinônimo que não especifica o gênero.

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    Sam Elliott reclama de “Ataque dos Cães”: “Pedaço de merd*”

    1 de março de 2022 /

    O ator Sam Elliott, que atualmente estrela a série western “1883” e protagonizou vários filmes de faroeste em seus 77 anos de idade, resolveu atacar o aclamado longa-metragem “Ataque dos Cães”, líder em indicações ao Oscar 2022, criticando os elementos homossexuais da trama e até a diretora Jane Champion por não ser americana. Elliott demonstrou todo o seu descontentamento com o filme numa entrevista ao podcast “WTF With Marc Maron”, em que definiu a produção da Netflix como um “pedaço de merd*”. Sua principal objeção foi contra as alusões à homossexualidade no universo viril dos cowboys. No filme, o protagonista Phil Burbank, vivido pelo ator Benedict Cumberbatch, reprime sua orientação sexual justamente devido ao contexto da ambientação. “Eu não gostei. Este é o cara que fez westerns para sempre. Foi a evisceração do Oeste americano. Lembra daqueles caras que usam gravatas-borboleta e não muito mais [os strippers masculinos Chippendales]? É assim que todos os malditos cowboys daquele filme pareciam. Eles ficam correndo sem camisas. Há todas essas alusões de homossexualidade ao longo do filme.” Ele também reclamou que Cumberbatch aparece poucas vezes cavalgando, e disse ter levado isso para o lado pessoal. “Onde está o faroeste nesse faroeste? Levei isso para o pessoal, amigo”, declarou. E completou que Jane Champion não poderia comandar um filme sobre o Velho Oeste por ter nascido na Nova Zelândia e não nos EUA. “Ela é uma diretora brilhante. Adoro seus trabalhos anteriores. Mas que caral** essa mulher de lá debaixo, da Nova Zelândia, sabe sobre o Oeste Americano? E por que caral** o filme foi rodado na Nova Zelândia, mas chama aquilo de Montana e diz ‘é assim que era’?”, questionou, em tom de indignação. Após a repercussão das falas de Sam Elliott, a Netflix publicou no Twitter uma imagem do filme com uma fala da personagem Rose Gordon, interpretada por Kirsten Dunst. Na cena, ela diz que “é só um homem, só mais um homem”. Aclamado pela crítica, “Ataque dos Cães” recebeu 12 indicações ao Oscar e já venceu mais de 200 prêmios internacionais, incluindo o troféu de Melhor Direção para Jane Campion no Festival de Veneza passado. pic.twitter.com/WSXhlmBszB — NetflixFilm (@NetflixFilm) March 1, 2022

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    Tiago Abravanel recebe crítica homofóbica de ex-BBB

    19 de janeiro de 2022 /

    Tiago Abravanel já começou a sofrer críticas homofóbicas por participar do “BBB 22”. E de um ex-BBB. Durante o programa “Morning Show”, da Jovem Pan, Adrilles Jorge, que esteve na 15ª edição do reality, disse que o cantor e apresentador “não precisa ser tão gay”. “Vão me chamar de homofóbico, mas dane-se. O Tiago está muito gay. Ele não era tão gay assim. Está afetadinho e desmunhecado. Ele não era assim. É um grande ator, ele era mais discreto. Não sou homofóbico, mas acho que ele está forçando para falar com uma base LGBTQIAP+. Não precisa ser tão gay assim”, disse Jorge. O ator e cantor é casado com Fernando Poli. Não tem como ser mais gay que isso. A Jovem Pan afirmou que não vai comentar as declarações de Adrilles Jorge no programa matinal.

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    Artistas do Superman bissexual recebem proteção policial após ameaça homofóbicas

    2 de novembro de 2021 /

    Os artistas dos quadrinhos de “Superman: Son of Kal-El”, que apresentou um novo Superman bissexual, receberam proteção policial nos EUA após se tornarem alvo de ameaças por conta da publicação. Segundo o site TMZ, “leitores de quadrinhos irritados expressaram grande descontentamento com a sexualidade do personagem” e foi necessário acionar o Departamento de Polícia de Los Angeles, na Califórnia, para garantir a segurança dos envolvidos na publicação. Agentes passaram a fazer rondas nas proximidades das casas de alguns membros da equipe e na sede da editora DC Comics, em Burbank. Até o momento, as ameaças não geraram nenhum tipo de ação concreta, mas os policiais resolveram aumentar vigilância por precaução, mesmo com a situação “aparentemente mais calma”, um mês após o anúncio do conteúdo dos quadrinhos. Entretanto, a situação pode voltar a se tornar tensa quando os exemplares começarem a ser vendidos neste mês. Na história de Tom Taylor, desenhada por John Timms, Jonathan “Jon” Kent, o filho de Clark Kent e Lois Lane que assumiu o posto de herói, começa a se envolver romanticamente com um amigo. O relacionamento entre Jon e Jay Nakamura, um ativista hacker, é apenas uma das características que diferencia o herói atual do pai. A série de quadrinhos, lançada em julho nos EUA, acompanha a vida do jovem de 17 anos e, desde que foi publicada, mostrou Jon enfrentando ameaças do mundo contemporâneo, que muitos leitores de direita não entendem ser prioritárias. Ele combateu incêndios florestais causados pela mudança climática, frustrou um tiroteio em um colégio e protestou contra a deportação de refugiados em Metrópolis. Curiosamente, a própria equipe de “Superman: Son of Kal-El” teve que lidar internamente com a homofobia de um de seus integrantes. O colorista da publicação, Gabe Eltaeb, foi afastado pela DC Comics após fazer comentários preconceituosos em uma live com integrantes do movimento Comicsgate, que é contra a diversidade nos quadrinhos. No evento, Gabe afirmou: “Estou cansado deles arruinarem esses personagens. Eles não têm o direito de fazer isso”. Ele também reclamou da mudança do lema do Superman, que costumava ser “Verdade, Justiça e o Jeito Americano”, e com Jon Kent passa a ser “Verdade, Justiça e um Mundo Melhor”. “Meu avô quase morreu na 2ª Guerra Mundial, não temos o direito de destruir as m****s que as pessoas morreram para nos dar. É absurdo para c******”, acrescentou o colorista, que ainda afirmou que a DC estaria prejudicando o público por não dizer que a mentalidade conservadora é melhor que a de esquerda. Um dos argumentos dos membros do Comicsgate para defender um mundo mais branco, machista e homofóbico é que o destaque para minorias raciais, mulheres e personagens LGBTQIAP+ diminuiria as vendas dos quadrinhos. Só que a DC Comics anunciou que a edição de “Son of Kal-El” em que Jon Kent se revela bissexual bateu recorde de pré-venda, um mês antes de seu lançamento. Por conta disso, a editora decidiu reimprimir e relançar os quatro números anteriores da publicação, incluindo neles o selo DC Pride (“Orgulho DC”, em homenagem aos personagens LGBTQIAP+). Os nerds conservadores também apostaram que “Mulher-Maravilha”, “Capitã Marvel” e “Pantera Negra” fracassariam nas bilheterias de cinema, e ainda fizeram campanha para negativar as notas destes filmes em sites de cotação do público, como o IMDb e na votação popular do Rotten Tomatoes. O resultado mostrou que eles podem ser barulhentos, mas são uma minoria muito inexpressiva. A bissexualidade do novo Superman também rendeu polêmica no Brasil, onde um comentário de natureza homofóbica do jogador de vôlei Maurício Souza levou-o a ser dispensado do Minas Tênis Clube, após pressão dos patrocinadores. “É só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”, ele escreveu em seu Instagram, acrescentando logo em seguida um julgamento moral, que qualificou a diversidade sexual como “errada”. “Hoje em dia o certo é errado e o errado é certo… Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias!”.

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