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Pastor que orou pela morte de Paulo Gustavo é condenado por homofobia

O pastor José Olímpio, da Igreja Assembleia de Deus, que orou pela morte do ator Paulo Gustavo quando ele ainda estava vivo, foi condenado pela Justiça de Alagoas pelo crime de racismo. Isto porque, desde 2019, a Justiça brasileira equivale homofobia a racismo.

O pastor irá cumprir pena de 2 anos e 9 meses de prisão, que será realizada, inicialmente, em regime aberto com a prestação de serviços à comunidade. Além disso, deverá pagar 30 salários-mínimos para grupo ou organização não governamental de Alagoas com atuação em favor da comunidade LBGTQIA+.

A decisão do juiz Ygor Vieira de Figueirêdo levou em conta o fato do comentário feito pelo pastor aludir à orientação sexual do artista.

“No caso em apreço, diante das evidências existentes nos autos, da foto escolhida para a postagem e do reconhecimento nacional do qual gozava o ator, inclusive por seu engajamento na pauta da comunidade LGBQTIA+, o tom discriminatório é cristalino, motivo pelo qual resta demonstrada que a conduta preconceituosa foi feita em virtude da orientação sexual do senhor Paulo Gustavo”, diz o documento oficial.

José Olímpio desejou a morte de Paulo Gustavo quando o humorista estava internado em estado grave após complicações causadas pela covid-19. Ele morreu da doença em 4 de maio do ano passado, causando comoção nacional.

Após a sentença, Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, se manifestou nas redes sociais. “Ele orou pela morte de meu filho e eu rezo para que ele viva bastante, para se arrepender de seus pecados”, desabafou.

Apesar da condenação, o pastor ainda poderá recorrer da sentença em liberdade.