Mulher-Maravilha 1984 será lançado no cinema e em streaming no Natal
A Warner transformou “Mulher Maravilha 1984″ num lançamento natalino da HBO Max. O estúdio anunciou que disponibilizará o filme em 25 de dezembro simultaneamente nos cinemas e em sua plataforma de streaming. O CEO da WarnerMedia, Jason Kilar, divulgou uma nota sobre a decisão oficial do conglomerado de mídia no fim desta quarta (18/11). A diretora Patty Jenkins também tuitou sobre a notícia, relativizando a decisão. “Em algum momento você tem que escolher compartilhar qualquer amor e alegria que você tem para dar, acima de tudo”, ela escreveu. “Amamos nosso filme como amamos nossos fãs, então realmente esperamos que nosso filme traga um pouco de alegria e alívio para todos vocês nesta temporada de festas. ” A HBO Max disponibilizará o filme para seus assinantes sem cobrar uma quantia adicional, ao contrário do que a Disney fez com “Mulan”. Fora dos EUA, onde a plataforma da WarnerMedia ainda não foi lançada, a distribuição convencional nos cinemas ficou mantida. A estreia no Brasil continua marcada para 24 de dezembro nas salas de exibição. Apesar disso, é um senso comum que a distribuição parcial em streaming contribui para o avanço da pirataria, com potencial para corroer os rendimentos até dos mercados em que o filme entrará em cartaz. A falta de grandes lançamentos nos cinemas é tão grave, que as redes exibidoras concordaram com a proposta da Warner e não devem boicotar a distribuição do filme – como fariam antes do coronavírus. A decisão da Warner também representa uma cachoeira de água fria no mercado exibidor, que começa a perceber o longo inverno que se aproxima. Assim como aconteceu durante o verão norte-americano, os estúdios não deverão lançar grandes títulos nos cinemas durante as férias de inverno, período que vai até março nos EUA. Vários títulos que deveriam ser exibidos no começo do ano já foram adiados para a metade e até para o final de 2021. Não há a menor expectativa da volta da programação normal de lançamentos. “À medida que navegamos nestes tempos sem precedentes, nós tivemos que ser inovadores para manter as nossas empresas avançando e continuando a servir aos nossos fãs”, disse Ann Sarnoff, Presidente e CEO, da WarnerMedia Studios e do Grupo Networks, que inclui Warner Bros. “Este é um filme incrível que realmente ganha vida na tela grande e, trabalhando com nossos parceiros na comunidade de exibição, iremos fornecer essa opção aos consumidores nos EUA, onde os cinemas estão abertos. Percebemos que muitos consumidores não podem voltar ao cinema devido à pandemia, então também queremos dar a eles a opção de ver ‘Mulher Maravilha 1984’ por meio de nossa plataforma HBO Max.” “Nós apreciamos a paciência do público e, dada a grande expectativa em torno de ‘Mulher Maravilha de 1984’, somos gratos por poder tornar este filme incrivelmente divertido amplamente disponível nestes tempos desafiadores”, acrescentou Toby Emmerich, Presidente do Warner Bros. Pictures Group. Para um filme dessa escala, isso não tem precedentes. Dado isso, queríamos compartilhar algum contexto. “Há muitas coisas que influenciam em uma decisão como esta”, explicou Jason Killar, o CEO da WarnerMedia. Ele listou: “A pandemia. Nossa crença na experiência teatral e, portanto, na importância dos expositores. Nossa missão de ser parceiros fortes e de apoio para Patty, Gal, o produtor Chuck Rovner e toda a equipe da ‘Mulher Maravilha 1984’. E, finalmente, a torcida, que é onde decisões importantes como essa sempre devem começar e sempre devem terminar”. Killar continua: “Estamos, é claro, em um momento extraordinário. Isso envolve uma colcha de retalhos de regulamentos, considerações geográficas e, o mais importante, preferências dos fãs. Com isso em mente, vemos uma oportunidade de fazer algo firmemente focado nos fãs: dar a eles o poder de escolher entre ir ao cinema local ou ver a estreia na HBO Max. Os super fãs provavelmente escolherão ambos”. “Se você tem a sorte de morar em um local onde os cinemas são abertos, acreditamos que estamos oferecendo uma ótima opção, dados os protocolos segurança que nossos parceiros implementaram. Com isso, os exibidores estão oferecendo uma experiência de cinema com distanciamento social, máscaras, protocolos de limpeza e ventilação. Por outro lado, se você e sua família preferem ficar em casa e fazer sua própria pipoca neste feriado, queremos compartilhar a experiência da ‘Mulher Maravilha 1984’ com você no mesmo dia na HBO Max. A decisão é sua”. pic.twitter.com/mLwGrB07vO — Patty Jenkins (@PattyJenks) November 18, 2020
Criador de Boardwalk Empire desiste de fazer série derivada do filme de Batman
A série derivada do próximo filme de Batman perdeu o responsável por seu desenvolvimento, o produtor-roteirista Terence Winter. Criador de “Boardwalk Empire” e “Vinyl”, Winter seria o showrunner da atração da HBO Max, mas teve “diferenças criativas” com o diretor Matt Reeves, que está à frente do filme e deste projeto. Aparentemente, a visão de Winter não correspondia ao que Reeves e outros produtores tinham em mente para a série. A produtora 6th & Idaho, de Reeves, já está em busca de um novo showrunner para a atração, que pretende acompanhar os detetives do DPGC, o departamento de polícia de Gotham City, enfrentando a criminalidade e a corrupção nas ruas da cidade. A ideia é inspirada nos quadrinhos de “Gotham Central”, criado pelos roteiristas Ed Brubaker e Greg Rucka. Ainda sem título definido, a série se passaria durante o “Ano Um” da carreira de Batman. Isto localiza a trama num período posterior à “Gotham”, série que se encerrou no ano passado justamente com o surgimento do herói. Na verdade, porém, ela seria um prólogo do novo filme, que Reeves já disse ser ambientado durante o “Ano 2” do personagem-título. Ao anunciar o projeto em agosto passado, o diretor não esclareceu se Batman ou mesmo o Comissário Gordon de seu longa-metragem aparecerão na série, mas observou que a trama seguirá um policial que luta contra a corrupção dentro da GCDP (departamento de polícia de Gotham). Enquanto isso acontece, o mito do Cavaleiro das Trevas começa a crescer, então provavelmente a série fará referências ao herói. Dito isto, não está claro se as estrelas de “Batman”, Robert Pattinson (Batman/Bruce Wayne) e Jeffrey Wright (James Gordon) aparecerão no lançamento da HBO Max.
Liga da Justiça: Nova versão do filme de super-heróis ganha trailer épico
A HBO Max divulgou a segunda versão do trailer do “Snyder Cut” de “Liga da Justiça”, a edição do filme refeita pelo diretor Zack Snyder. A prévia assume o nome “Zack Snyder’s Justice League” e apresenta muitas cenas e até mesmo personagens não vistos no cinema, como Iris West, interpretada por Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”), e o supervilão Darkseid. Tudo ao som de “Hallellujah”, de Leonard Cohen, celebrando a produção como um milagre – materializado pela força de vontade dos fãs. O clima é épico do começo ao fim. Mas também chama atenção pelo formato da janela do vídeo, que lembra as antigas televisões de tubo. O detalhe é que a imagem não é mais curta que o padrão widescreen atual. Na verdade, ela é mais alta, como uma tela IMAX, e traz elementos no campo superior que foram cortados na exibição original nos cinemas. A opção por resgatar este formato, pensado durante o planejamento inicial do longa, é curiosa porque, embora o nome HBO Max seja parecido, o filme não vai passar em IMAX – a menos que a Warner tenha planejado e não avisado. Vista na internet, como as atrações da HBO Max, a imagem quadrada acaba parecendo o oposto do planejado: um videozinho do Instagram. Para completar o impacto do meio em que será lançado, o filme vai até deixar de ser filme. Será disponibilizado como uma minissérie de quatro episódios, somando cerca de 4 horas de duração. De qualquer forma, será um produção bem maior e muito diferente da “Liga da Justiça” exibida nos cinemas em 2017. Para quem não lembra, a Warner aproveitou uma crise pessoal de Snyder, que perdeu uma filha, para afastá-lo da produção após as filmagens originais, chamando Joss Whedon (“Os Vingadores”) para refilmar boa parte do longa. Seria uma forma de impedir uma catástrofe, na visão dos responsáveis pelo estúdio na época, que não gostaram da linha sombria adotada pelo cineasta. O resultado híbrido, parte Snyder e parte Whedon, não agradou nem à crítica nem ao público, disparando a curiosidade sobre a versão original. Por muito tempo, a Warner afirmou que não existia nenhum “Snyder Cut”, pois o diretor não chegou a terminar seu trabalho, mas Snyder vinha sugerindo que tinha, sim, uma versão bastante diferente do filme exibido nos cinemas. Os fãs, que sonhavam um dia ver isso, conseguiram manter os pedidos pela versão do diretor entre os tópicos mais comentados do Twitter por meses a fio, e esse esforço acabou tendo um efeito inesperado. Desde então, a Warner foi comprada pela AT&T, sua diretoria trocada e o streaming transformado em prioridade na empresa. E a inauguração da HBO Max fez a nova diretoria da Warner não só topar como desembolsar mais dinheiro para trabalhos de pós-produção e até refilmagens do longa, que, ao contrário do que o próprio diretor dava a entender, encontrava-se longe de ser uma versão finalizada. Além de efeitos visuais e a finalização técnica, com som, trilha e edição, o relançamento ainda contou com a volta do elenco original ao estúdio. Por enquanto, porém, a nova versão do filme dos super-heróis da DC Comics ainda não tem data confirmada de lançamento, além do fato de ser esperada para 2021.
Filme improvisado de Steven Soderbergh com Meryl Streep ganha trailer
A HBO Max divulgou o pôster e o trailer de “Let Them All Talk”, novo filme de Steven Soderbergh, que é estrelado por Meryl Streep (“Adoráveis Mulheres”). Na trama, ela vive um escritora com bloqueio criativo, que sua editora (Gemma Chan, de “Capitã Marvel”) reúne com amigas de longa data, interpretadas por Dianne Wiest (“A Mula”) e Candice Bergen (“Do Jeito que Elas Querem”), e o sobrinho, vivido por Lucas Hedges (“Boy Erased”), para uma viagem num transatlântico, esperando que as conversas ajudem a sua criatividade. Com essa premissa, Soderbergh colocou o elenco a bordo de um barco e rodou o filme inteiro em apenas duas semanas e com uma equipe reduzida. Ele próprio manipulou a câmera, filmando a história em sequência porque também não usou roteiro, apenas contornos básicos da história, para que o elenco improvisasse os diálogos. “Sensação de filme improvisado? Bem, sim, é, porque é ”, disse Streep para a revista Entertainment Weekly. O filme é inspirado em um conto da autora Deborah Eisenberg, que também marcou presença no set e recebe crédito de roteirista. A estreia está programada para 10 de dezembro no serviço de streaming da Warner, ainda não disponível no Brasil.
Um Maluco no Pedaço: Trailer do especial de reencontro revela surpresas e emoção
A HBO Max divulgou o trailer da reunião do elenco da série clássica “Um Maluco no Pedaço” (The Fresh Prince of Bel-Air), um dos maiores sucessos televisivos dos anos 1990. No vídeo, Will Smith se reúne com a segunda tia Vivian (Daphne Maxwell Reid), Hilary (Karyn Parsons), Geoffrey (Joseph Marcell), Ashley (Tatyana Ali), Jazz (DJ Jazzy Jeff) e Carlton (Afonso Ribeiro) na sala cenográfica da mansão que marcou época na TV. O reencontro celebra os 30 anos da série, que em 1990 lançou a carreira de ator de Will Smith, até então conhecido como o rapper Fresh Prince. “Ninguém nunca me perguntou se eu conseguiria atuar”, conta Smith na prévia, e é complementado por Ribeiro: “E você não conseguiu”. Este clima bem-humorado marca boa parte da prévia, numa edição que inclui muitas cenas originais da série, mas também há momentos emotivos, especialmente nas lembranças do Tio Phill, vivido por James Avery, que morreu em 2013. Destacando o momento em que foi acolhido pelo personagem de Avery, Will revela: “Eu queria que ele pensasse que eu era bom. Quando eu caí nos braços dele no fim daquela cena, ele me segura, a câmera corta, e ele sussurra no meu ouvido: ‘Agora, isso é atuação!’, contou. O reencontro também contará com a atriz Janet Hubert, a primeira tia Vivian, que saiu do elenco em 1993 acusando Will e colegas pela demissão. A troca de ofensas continuou ao longo dos anos e sua presença surpreende os demais, que parecem não ter sido informados da participação. “Eu não poderia celebrar 30 anos de Um Maluco no Pedaço sem a Janet”, diz Will Smith. Fãs da série devem ter ficado loucos com esta apresentação. Não por caso, o astro proclamou, na abertura do vídeo: “Vocês não tem como estar preparados para este trailer”. A exibição do especial “The Fresh Prince of Bel-Air Reunion” está marcada para 19 de novembro nos EUA.
Reencontro de Friends será gravado em março
A gravação do especial de reunião de “Friends” ganhou nova data para acontecer. O elenco da série clássica deveria ter se juntado diante das câmeras em março passado, visando servir de chamariz para o lançamento da HBO Max (que aconteceu em maio nos EUA), mas os trabalhos foram suspensos devido à pandemia de coronavírus. Nesta quinta (12/11), o ator Matthew Perry tuitou que finalmente vai se reencontrar com seus velhos amigos em março de 2021, um ano completo após a data originalmente prevista para a reunião acontecer. Segundo o site The Hollywood Reporter, os planos para o especial ainda estão sendo finalizados, mas os seis astros da sitcom, Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matthew Perry, Matt LeBlanc e David Schwimmer, bem como os chefões da HBO Max, querem gravar o programa na antiga casa da atração, o Stage 24 no estúdio da Warner Bros. em Burbank, e não pretendem se contentar com uma reunião virtual. “O objetivo disso é juntar todo mundo na mesma sala. Isso não mudou. E a HBO Max está sendo fenomenalmente paciente e compreensiva”, disse Lisa Kudrow ao THR em maio. Em sua proposta original, o especial jamais pretendeu se passar por um novo episódio da série. Seu objetivo era apenas reunir o elenco em uma conversa sobre os bastidores da atração. Mas o tuite de Matthew Perry sugere mais que isso, ao dizer que “parece que teremos um ano ocupado”. Será que a HBO Max prepara alguma surpresa? Veja o tweet original abaixo. Friends reunion being rescheduled for the beginning of March. Looks like we have a busy year coming up. And that's the way I like it! — matthew perry (@MatthewPerry) November 12, 2020
WarnerMedia promove centenas de demissões
A WarnerMedia promoveu uma grande leva de demissões nesta semana. A largada começou com um e-mail do CEO Jason Kilar aos funcionários na manhã de terça (11/11), reconhecendo que o processo era “doloroso”, mas também uma etapa “crítica” na evolução da empresa, que virou uma divisão de entretenimento da AT&T após ser comprada pela companhia de telecomunicações. A Warner sofreu várias reduções de pessoal desde a aquisição de 2018, mas a tendência ganhou maior ênfase neste semestre atual, conforme a AT&T busca reorganizar seus negócios. Historicamente, as três unidades principais da companhia – HBO, Warner Bros e Turner – operavam principalmente como grupos autônomos. Agora, a palavra de ordem é sinergia, com equipes sendo mescladas pela primeira vez em décadas e muitas posições eliminadas no processo. O objetivo é reduzir uma dívida nada desprezível de US$ 151 bilhões, que disparou com a falta de receitas de cinema durante a pandemia de coronavírus e o investimento pesado no lançamento da plataforma HBO Max. Com cinemas fechados e empresas anunciando menos na TV, as demissões levaram em conta a nova realidade da companhia, que passa realmente por priorizar o streaming. A AT&T imagina reduzir entre 20% e 30% dos custos operacionais da WarnerMedia com a nova rodada de demissões, que inclui figurões e promove uma devassa no marketing da empresa. Entre os demitidos, estão Scott Rowe, vice-presidente de marketing da Warner Bros Television, que passou 27 anos na companhia, JP Richards, co-presidente de marketing do estúdio cinematográfico Warner Bros, e Jim Gallagher, vice-presidente de marketing do departamento de animações e filmes infantis. O departamento de recursos humanos da WarnerMedia não revelou números, mas a imprensa americana acredita que centenas de funcionários foram dispensados. Fontes do site Deadline revelaram que o CEO da companhia se dirigiu aos remanescentes numa videoconferência, na tarde de quarta (11/11), visando levantar a moral com um discurso de que, após os cortes, a WarnerMedia se posicionou para vencer no mercado. “Se tivermos convicção e coragem, seremos maiores do que a empresa jamais foi”, disse ele. Jason Kilar voltou a enfatizar a importância da HBO Max para o futuro da empresa, reiterando que “dizer que essa área é importante para nós é um eufemismo”, e confirmou os planos de expansão internacional para o streaming – sem fornecer detalhes. Embora o ritmo de demissões tenha estacionado nos EUA, após esta semana agitada, elas mal começaram no exterior, onde a empresa também passará por grande reformulação para lançar sua plataforma.
Vigilante vai encontrar o Pacificador na série derivada do Esquadrão Suicida
A HBO Max anunciou o elenco coadjuvante da série derivada do vindouro filme “O Esquadrão Suicida”, revelando que um dos personagens será um herói bastante controvertido dos quadrinhos. Chamada de “Peacemaker”, a atração será uma minissérie de oito episódios centrada no vilão Pacificador (The Peacemaker). Assim como no filme, a atração será estrelada por John Cena, além de ser escrita e dirigida pelo cineasta James Gunn. Os atores anunciados são Danielle Brooks (a Taystee de “Orange is the New Black”), Robert Patrick (até hoje lembrado como vilão T-1000 de “O Exterminador do Futuro 2”), Jennifer Holland (“Brightburn: Filho das Trevas”), Steve Agee (também de “Brightburn”) e Freddie Stroma (“Bridgerton”). Danielle Brooks e Robert Patrick interpretarão personagens inéditos nos quadrinhos, enquanto Jennifer Holland e Steve Agee reprisarão seus papéis do vindouro “O Esquadrão Suicida”, respectivamente como a agente da NSA Emilia Harcourt e o agente penitenciário John Economos. Mas é o papel de Stroma que chama atenção. Ele dará vida a Adrian Chase, que nos quadrinhos virou o herói sanguinário Vigilante. Fãs da série “Arrow” também podem lembrar de Chase como um promotor que se revela um grande vilão, mas a série mudou bastante a história original do personagem para surpreender o público, que esperava que ele fosse a identidade do misterioso Vigilante na 5ª temporada. Criado por Marv Wolfman (o “pai” de Blade, o Caça-Vampiros) e George Pérez em 1983, numa edição anual dos “Jovens Titãs”, o Vigilante chegou a ter uma revista própria, que foi encerrada de forma brutal após 50 exemplares, com a morte do personagem. Concebido como uma espécie de Justiceiro da DC Comics, Vigilante foi a identidade adotada pelo promotor público Adrian Chase após sua família ser assassinada por gângsteres. A diferença para o anti-herói da Marvel estava em seu código moral. A princípio, ele buscava prender, em vez de matar os criminosos. Mas depois que Alan Moore (criador de “Watchmen” e “V de Vingança”) assinou duas edições de sua revista, ele embarcou numa espiral de autodestruição, culpando-se pela morte de um policial e de um amigo próximo, até perder o controle sobre suas ações, tornando-se ainda mais violento, paranoico e cheio de remorsos. Após começar a matar inocentes, ele se tornou o primeiro herói a se suicidar nos quadrinhos. Curiosamente, Pacificador e Vigilante nunca se enfrentaram nos quadrinhos, porque o personagem-título não é um personagem original da DC Comics. Ele foi criado por Joe Gill e Pat Boyette em 1966 na Charlton Comics, editora que mais tarde foi adquirida pela DC. Sua estreia em segundo lar aconteceu numa minissérie lançada apenas em 1988, mesmo ano em que o Vigilante original morreu. Em sua identidade civil, Christopher Smith era originalmente um diplomata pacifista. Mas sua visão da paz logo se revela distorcida, pois, como diz a sinopse de “O Esquadrão Suicida”, ele “acredita na paz a qualquer custo – não importa quantas pessoas tenha que matar para obtê-la”. Mentalmente perturbado, o Pacificador também acredita que as alma das pessoas que mata são coletadas por seu capacete e passam a conversar com ele. Fontes do site The Hollywood Reporter afirmam que a decisão de fazer a série começou com a interpretação de Cena do personagem, que se tornou favorito dos executivos da Warner durante as sessões de teste do filme, ofuscando um elenco extremamente estrelado. “Peacemaker” é a segunda série derivada de um filme da DC Comics na HBO Max. A plataforma também colocou em andamento a produção de um drama policial ambientado na Gotham City do filme “Batman”, de Matt Reeves. A Warner resolveu priorizar a produção de conteúdo premium para o serviço de streaming, após o lançamento da HBO Max decepcionar com pouco material exclusivo, devido à pandemia de coronavírus. A plataforma da WarnerMedia ainda não tem data oficial para chegar no Brasil, mas existe uma expectativa de estreia para breve.
Veja o trailer da nova comédia de Melissa McCarthy
A Warner divulgou o pôster e o trailer de “Superintelligence”, nova comédia de Melissa McCarthy (“Poderia Me Perdoar?”), que será lançada na plataforma HBO Max nos EUA. Em “Superintelligence”, ela é escolhida por uma inteligência artificial, que se manifesta com a voz do apresentador de talk shows James Corden (“Cats”), para representar a humanidade. Considerada absolutamente comum, suas ações servirão de parâmetro para a IA determinar o futuro do mundo. Caso seja reprovada nos testes, o planeta será destruído. Mas isso não parece perturbar os agentes do governo que ela procura, em busca de ajuda, provavelmente porque eles já ouviram essa história várias vezes antes. A comédia é dirigida pelo marido de McCarthy, Ben Falcone, que também aparece como coadjuvante, no papel de um dos agentes federais. Este é o quarto longa de Falcone e todos são estrelados por sua esposa. Infelizmente, os três primeiros também se caracterizam por estarem entre os piores filmes já feitos pela atriz. A produção ainda inclui em seu elenco Bobby Cannavale (“Mr. Robot”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”) e Jean Smart (“Watchmen”), e volta a reunir McCarthy e Falcone com o roteirista Steve Mallory, que assinou “A Chefa” em 2016 – com 21% de avaliação no Rotten Tomatoes, é apenas o pior dos longas gestados pelo marido da comediante. A estreia está marcada para 26 de novembro nos EUA e ainda não há previsão para seu lançamento Brasil – embora provavelmente chegue até o fim do ano em PVOD para locação digital.
David Ayer torna públicas reclamações contra Warner por Esquadrão Suicida
O diretor David Ayer acabou com o clima ameno com que tratava os cortes sofridos por “Esquadrão Suicida”, aparentemente enciumado pela autorização de uma versão de diretor de “Liga da Justiça”, que os fãs batizaram de “Snyder Cut” (em referência ao diretor original do filme, Zack Snyder). Desde que a HBO Max encomendou o “Snyder Cut”, Ayer vem fazendo campanha para também levar à plataforma sua versão de “Esquadrão Suicida”. Mas diante da falta de entusiasmo com seu “Ayer Cut”, ele subiu o tom e distribuiu caneladas numa série de tuítes contra a Warner. Ayer denunciou no fim de semana que várias empresas de edição foram contratadas para dar uma aparência mais cômica e adolescente para o filme de 2016. Segundo o diretor, a resposta negativa a “Batman v Superman” e o sucesso de “Deadpool” deixaram a Warner entrar em pânico e “os principais elementos do meu corte foram arrancados antes que eu pudesse amadurecer a edição”. Por isso, ele afirma que os primeiros 40 minutos de seu “Esquadrão Suicida” foram “rasgados em pedaços”. O cineasta ainda revelou que o produtor Geoff Johns (criador da série “Stargirl”) escreveu várias páginas de roteiro que ele foi forçado a refilmar. O nome de Johns também está na lista negra do ator Ray Fisher (o Ciborgue) por interferências nos bastidores de “Liga da Justiça” durante as refilmagens comandadas por Joss Whedon. Ele chegou a responder a um fã em português sobre a má fama que adquiriu por causa do filme, que jura não ser seu. “Por isso é importante que os artistas controlem seu trabalho”. Lançado em 2016, “Esquadrão Suicida” fez US$ 746 milhões em bilheteria mundial, mas foi destruído pela crítica, com apenas 27% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O que Ayer dizia na época é que a produção tinha passado por “seis ou sete” montagens diferentes, mas com seu aval e que todo o material foi utilizado. Ele chegou a dizer que não existia uma edição alternativa do filme, garantindo que a montagem exibida era a sua versão e não teria sentido fazer uma nova “versão do diretor”. Tudo mudou após o “Snyder Cut”, com a declaração de que tinha sim uma versão radicalmente diferente, que estaria “quase completa, faltando alguns efeitos visuais”. Mas se ele imagina que a mudança de tom leve ao lançamento de “Ayer Cut”, o clima inamistoso deve tornar ainda menos provável que a Warner Bros. retome a produção. Em última análise, o desabafo é só mais um pesadelo de relações públicas para o DC Extended Universe. E para virar a página, a Warner não deve parar de conferir no calendário a data de estreia do novo filme dos personagens, “O Esquadrão Suicida”, de James Gunn, com lançamento previsto para agosto de 2021. The first 40 minutes https://t.co/eCGmK0KCFl — David Ayer (@DavidAyerMovies) October 31, 2020 It was ripped to pieces – I can’t emphasize that enough https://t.co/O40q3Qozy7 — David Ayer (@DavidAyerMovies) October 31, 2020 For sure that became a factor – but the reason was BVS got chewed up by the critics, and the success of Deadpool – the studio leadership at the time panicked. Then major elements of my cut were ripped out before I could mature the edit. Then Johns wrote pages I had to reshoot 😔 https://t.co/MNmiXoH1Cc — David Ayer (@DavidAyerMovies) October 31, 2020 Por isso é importante que os artistas controlem seu trabalho https://t.co/ENJjdvhez0 — David Ayer (@DavidAyerMovies) October 31, 2020
Sophie Turner vai virar princesa britânica em série animada
A atriz Sophie Turner entrou no elenco de “The Prince”, série em desenvolvimento para HBO Max, criada pelo produtor-escritor-dublador de “Uma Família da Pesada” (Family Guy) Gary Janetti. A série é baseada nas crianças da família real britânica e centrada nas travessuras do príncipe George, de sete anos, primogênito do príncipe William e Kate Middleton, duquesa de Cambridge. O próprio Janetti dubla o príncipe do título, enquanto Turner fará a voz da sua irmã, a princesa Charlotte. O criador da série publicou uma prévia do desenho, já com a voz da estrela de “Game of Thrones”, em seu Instagram. “Conheça Charlotte – Sophie Turner”, escreveu Janetti na legenda do vídeo, com tema de Halloween. No clipe, George tenta coordenar as fantasias de Halloween de seus irmãos, apenas para perceber que eles escolheram suas próprias roupas para a ocasião – e nenhuma tem a ver com a dele. Veja abaixo. “The Prince” também conta com Orlando Bloom (“O Senhor dos Anéis”) como o príncipe Harry, Condola Rashad (“Billions”) como Meghan Markle, Lucy Punch (“Lemony Snicket: Desventuras em Série”) como Kate Middleton, Iwan Rheon (também de “Game of Thrones”) como o príncipe William, Tom Hollander (“Bohemian Rhapsody”) como o príncipe Charles, Frances de la Tour (“Enola Holmes”) como a Rainha Elizabeth e Alan Cumming (“Instinct”) como o mordomo de George, Owen. Produção da 20th Television e do estúdio de animação Bento Box Entertainment, “The Prince” ainda não tem previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Meet Charlotte – Sophie Turner @sophiet The Prince coming to @hbomax Uma publicação compartilhada por Gary Janetti (@garyjanetti) em 31 de Out, 2020 às 9:19 PDT
Documentário sobre os Bee Gees ganha trailer
A HBO Max divulgou o trailer de “The Bee Gees: How Can You Mend a Broken Heart”, documentário sobre a banda que marcou época com baladas românticas nos anos 1960 e alguns dos maiores hits das discotecas nos 1970. Na prévia, artistas como Justin Timberlake, Noel Gallagher e Nick Jonas falam sobre a influência do trio, responsável pelos sucessos “Night Fever”, “Stayin’ Alive”, “You Should Be Dancing”, “I Started a Joke”, “How Deep Is Your Love”, “Jive Talkin'”, “Tragedy” e, claro, “How Can You Mend a Broken Heart” – entre muitos outros. Dirigido pelo cineasta Frank Marshall (“Resgate Abaixo de Zero”), o documentário pretende cobrir desde as origens da banda na Austrália até a transformação de Barry, Robin e Maurice Gibb em astros internacionais na esteira do sucesso do filme “Embalos de Sábado a Noite” (Saturday Night Fever, 1977), cujo disco com canções compostas pela banda se tornou a segunda trilha sonora mais vendidas de todos os tempos – só foi superado em 1992 pelas músicas de Whitney Houston em “O Guarda-Costas”. A estreia está marcada para 12 de dezembro nos EUA.
Ray Fisher diz que Joss Whedon, produtores e presidente da Warner são racistas
Ray Fisher voltou a falar sobre supostos problemas nos bastidores da produção de “Liga da Justiça”. Desta vez, o intérprete do herói Ciborgue deixou as alegações genéricas de lado para sugerir que o cineasta Joss Whedon, os produtores do filme e até o presidente da Warner são racistas. Durante uma entrevista para a revista Forbes, publicada nesta quinta (28/10), Fisher explicou que foi o fato de “ter sido informado” sobre um possível racismo de Whedon que o fez começar a tuitar contra o diretor e os produtores do filme no meio do ano, sem que tivesse feito qualquer comentário anterior. O ator começou a denunciar a produção de “Liga da Justiça” em julho passado, num tuíte em que definiu o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Fisher nunca disse especificamente o que caracterizou o comportamento de Whedon. Isto é, o que o diretor fez para deixá-lo revoltado. Agora, ele diz que foi racismo. “O que deixou minha alma em chamas e me forçou a falar sobre Joss Whedon neste verão foi o fato de eu ter sido informado de que Joss ordenou que a aparência de um ator de cor fosse mudada na pós-produção, porque ele não gostava da cor de seus tom de pele”, disse Fisher. O filme, como todos sabem, mudou a aparência de Henry Cavill, que apareceu para as filmagens das cenas extras, dirigidas por Whedon, usando o bigode de seu personagem em “Missão: Impossível – Efeito Fallout”. Além dele, dois vilões da história, interpretados por Ciarán Hinds e Peter Guinness, também tiveram efeitos visuais aprimorados na pós-produção. Os três são atores brancos. Além de Fisher, o único outro ator negro proeminente da história foi Joe Morton, que não sofreu intervenção computadorizada. Mas ele teria ouvido de alguém do departamento de edição ou efeitos visuais que houve correção de cor em algum figurante, que ele não identifica. A acusação, porém, é pior. Ele denuncia os executivos da Warner Bros. por participarem de “conversas racistas” em torno da produção. “Antes do processo de refilmagem da ‘Liga da Justiça’, conversas abertamente racistas foram mantidas e entretidas – em várias ocasiões – por antigos e atuais executivos de alto nível da Warner Bros. Pictures”, disse o ator. “Os tomadores de decisão que participaram dessas conversas racistas foram Geoff Johns, Jon Berg e o atual presidente do Warner Bros. Pictures Group, Toby Emmerich.” De fato, personagens negros foram eliminados e/ou tiveram suas participações diminuídas, inclusive o próprio Ciborgue vivido por Fisher. Entre os papéis cortados estão os interpretados por Ryan Choi, Karen Bryson e Kiersey Clemons. “O apagamento de pessoas de cor da versão cinematográfica de ‘Liga da Justiça’ de 2017 não foi um acidente nem uma coincidência”, garante o ator. Entretanto, ele não testemunhou nada ofensivo pessoalmente. “Essas conversas foram relatadas a mim por outras pessoas presentes na sala. E eu só fui informado depois de ter reclamado de Joss Whedon”, explicou. Porém, acrescenta: “Percebi que as anotações que acabei recebendo de Johns durante as refilmagens eram apenas uma versão codificada das coisas racistas que ele dizia a portas fechadas com os outros executivos”. Fisher ainda afirma que mais detalhes virão à tona após uma investigação, atualmente em curso sobre os bastidores da produção do filme. “Pretendo ser muito mais específico sobre cada um desses caras depois que a investigação terminar – esta entrevista é apenas uma versão resumida”, explicou. O ator aponta que a falta de refutação categórica contra suas declarações conferem veracidade às suas acusações. De fato, a Warner permitiu que as queixas de abusos do ator fossem investigadas, embora nada de desabonador tenha sido encontrado até aqui pelo investigador independente que faz a verificação. Fisher, por sinal, também já contestou este inquérito, por não seguir seus próprios critérios. O raciocínio que ele expõe é o seguinte: “Você realmente tem que se perguntar o que é mais plausível. Eu arruinar minha carreira de propósito fazendo declarações sobre figuras poderosas em Hollywood, que, se falsas, poderiam ser facilmente refutadas, ou algumas pessoas em posições de poder dizerem e fazerem coisas terríveis para manter esse poder durante uma fusão corporativa massiva?”. A fusão referida foi a compra da Warner pela AT&T. O ator disse que apresentou uma série de testemunhas para serem ouvidas durante a investigação, mas a Warner estaria evitando todas. “A Warner Bros. sabe muito bem que minhas afirmações são confiáveis. Eles estão apenas lutando contra elas. ” “Um monte de gente do elenco e da equipe técnica estendeu a mão para mostrar seu apoio, alguns esperados, outros nem tanto. Eu tentei o meu melhor para lidar com as coisas em particular e deixar o processo de RH funcionar, mas a única coisa que parece dar resultado é eu aplicar pressão publicamente”, completou o ator.












