Ruby Rose vai estrelar a série da Batwoman
A atriz australiana Ruby Rose foi anunciada como a intérprete da próxima super-heroína televisiva da DC Comics. Ela vai interpretar Batwoman numa nova série da rede americana CW. O produtor Greg Berlanti, criador e responsável pelo chamado “Arrowverse”, queria uma atriz lésbica para interpretar a personagem, que também é lésbica nos quadrinhos. E Ruby Rose é a mais famosa lésbica assumida do cinema atual. Ex-VJ da MTV Austrália, ela estreou nas séries americanas em 2015 ao participar de uma temporada em “Orange Is the New Black”, de onde saiu para estrelar diversos blockbusters de ação consecutivos, como “Resident Evil 6: O Capítulo Final”, “xXx: Reativado”, “John Wick: Um Novo Dia Para Matar” e “Megatubarão”, que estreia nesta quinta (9/8) nos cinemas. Ela vai encarnar Kate Kane, a Batwoman, num crossover previsto para ir ao ar no final do ano na CW. Nesta história, a nova heroína irá contracenar com os personagens de “Arrow”, “The Flash” e “Supergirl”. E depois, caso a audiência confirme as expectativas, ganhará sua própria série semanal, com lançamento planejado para 2019. Caroline Dries será a roteirista e showrunner do projeto. Ela tem uma longa história junto à CW, tendo trabalhado como roteirista e produtora em “The Vampire Diaries” e “Smallville”, e compartilha a mesma orientação sexual da heroína. Para quem não acompanha quadrinhos, é interessante saber que Batwoman foi a primeira heroína de Gotham City. Kate Kane, a versão feminina de Batman, surgiu 12 anos antes de Batgirl, criada por Edmond Hamilton e Sheldon Moldoff em 1956 como possível interesse romântico do Homem-Morcego, em resposta às alegações sobre a suposta homossexualidade do herói – denunciada pelo controvertido livro “Sedução dos Inocentes”. Isto acabou se tornando irônico, devido ao posterior desenvolvimento da personagem. A fase original acabou em 1964, quando o editor Julius Schwartz resolveu cortar a maioria dos coadjuvantes supérfluos de Batman – havia até um batcão. E Batwoman só foi retornar com força em 2006, numa versão repaginada pelo evento “52”, que rebutou os quadrinhos da editora. Foi nessa volta que ela se assumiu lésbica, tornando-se a mais proeminente heroína LGBTQIA+ da editora. Apesar disso, esta opção sexual não foi facilmente assimilada pela Warner, que demorou a incorporar a personagem em seus projetos da DC Comics. Até a animação que tinha seu nome no título, “Batman: O Mistério da Mulher-Morcego”, optou por retratar a heroína com uma identidade diferente. Mas os tempos evoluem e, há dois anos, a animação “Batman: Sangue Ruim” finalmente debutou a versão atual de Kate Kane, com a voz de Yvonne Strahosky (da série “The Handmaid’s Tale”) e a mesma orientação sexual dos quadrinhos. Agora, Ruby Rose será a primeira atriz a interpretar uma versão “live action” de Batwoman. A heroína vai chegar à TV após a série “Arrow” fazer uma citação explícita a Gotham City – e Bruce Wayne – num episódio de outubro passado, e após a passagem da policial Maggie Sawyer (vivida por Floriana Lima) em “Supergirl”. Maggie e Kate Kane chegaram a noivar nos quadrinhos. As duas só não casaram porque a DC vetou, o que levou à demissão dos responsáveis pela história do casal em 2013. Avanços e retrocessos. A previsão de exibição do crossover é para dezembro nos Estados Unidos, e a aprovação da série de “Batwoman” vai depender da repercussão da história. No crossover passado, o Arrowverse introduziu o herói gay Ray, vivido por Russell Tovey (da série inglesa “Being Human”). E esse personagem ganhou uma série animada.
Nova série da bruxinha Sabrina ganha título em português e data de estreia na Netflix
A Netflix divulgou um vídeo em suas redes sociais que revela o título em português e a data de estreia da nova série da bruxinha Sabrina. Veja abaixo. Originalmente chamada de “Chilling Adventures of Sabrina”, mesmo nome dos quadrinhos em que se baseia, a atração foi batizada pelos criativos do streaming nacional de “O Mundo Sombrio de Sabrina”. A tradução literal seria “aventuras arrepiantes de Sabrina”. A data escolhida para a estreia é a sexta-feira que antecede o Halloween, dia 26 de outubro. Uma opção temática, que no ano passado acomodou a 2ª temporada de “Stranger Things”. A 1ª temporada terá 10 episódios e trocará o tom de comédia adolescente, que marcou a personagem nos anos 1990 na série “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira”, por uma trama de terror. Isto é algo que o criador da série, Roberto Aguirre-Sacasa – que também é chefe criativo da Archie Comics – , tinha introduzido no lançamento da nova versão da bruxinha, nos quadrinhos de “Chilling Adventures of Sabrina”. Na trama, a protagonista lutará para reconciliar sua natureza dupla – meio bruxa, meio mortal – e contra as forças do mal que ameaçam sua família e o mundo em que os seres humanos habitam. O elenco grandioso é encabeçado pela atriz Kiernan Shipka (da série “Mad Men”) no papel da aprendiz de feiticeira e inclui Miranda Otto (“Flores Raras”, série “24: Legacy”), Lucy Davis (a Etta Candy de “Mulher-Maravilha”), Chance Perdomo (série “Midsummer Murders”), Ross Lynch (série “Austin & Ally”), Jaz Sinclair (série “The Vampire Diaries”), Michelle Gomez (série “Doctor Who”), Tati Gabrielle (série “The 100”) e Bronson Pinchot (“Amor à Queima-Roupa”). Na série, Aguirre-Sacasa trabalhará novamente com o produtor Greg Berlanti e o diretor Lee Toland Krieger (que dirigiu o piloto de “Riverdale”). Originalmente, a bruxinha faria parte do mesmo universo de “Riverdale”, mas acabou indo para a Netflix, em vez da rede CW – porque a CW preferiu apostar num remake de “Charmed”. Assim, não está claro se as duas séries ainda terão ligação. De todo modo, a Netflix também exibe “Riverdale” no mercado internacional. Lua de sangue trouxe o quê? Muitas horas procurando o eclipse? Sim. Mas também a data de O Mundo Sombrio de Sabrina: 26 de outubro! pic.twitter.com/2xyWIUUp4T — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) July 29, 2018
Black Lightning promove vilão ao elenco fixo e ganha vídeo-resumão da temporada
A rede CW divulgou um resumão de cinco minutos da 1ª temporada de “Black Lightning”, sua quinta série de super-heróis da DC, produzido para a San Diego Comic-Con. A prévia não traz novidades, mas o painel revelou que o ator Jordan Calloway (Chuck Clayton em “Riverdale”) foi promovido para o elenco fixo. Na 1ª temporada, ele teve aparições recorrentes como Khalil Payne, interesse romântico de Jennifer Pierce (China Anne McClain) até sua vida desmoronar após ficar paraplégico. Inconformado, ele decidiu se tornar leal ao vilão Tobias Whale (Marvin “Krondon” Jones III), em troca de uma “cura”, que o transformou no vilão Painkiller. O vilão será mais um problema para o herói criado por Tony Isabella (roteirista de “Luke Cage”) e Trevor Von Eeden em 1977, e batizado no Brasil como Raio Negro – embora este nome já identificasse um herói da Marvel, o líder dos Inumanos (Black Bolt, no original). O Raio Negro da DC tem poderes elétricos e foi o primeiro herói negro da editora a ter sua própria revista. Desenvolvida pelo casal Salim e Mara Brock Akil (das séries “The Game” e “Being Mary Jane”), a série se diferencia das demais produções da DC não apenas por seu elenco majoritariamente negro, mas porque encontra o herói, em sua identidade de Jefferson Pierce, uma década depois dele se aposentar do combate ao crime para priorizar sua família. Porém, eventos trágicos o trazem de volta à vida de vigilante mascarado. E não demora para ele descobrir que suas duas filhas estão começando a manifestar superpoderes. “Black Lightning” é estrelada por Cress Williams (“Prison Break” e “Code Black”) como Raio Negro, Christine Adams (série “Terra Nova”) como sua ex-esposa, Nafessa Williams (também da série “Code Black”) e China Anne McClain (“Gente Grande”) como suas filhas, conhecidas nos quadrinhos Tormenta (Thunder) e Rajada (Lightning), James Remar (série “Dexter”) como seu mentor Peter Gambi (que é um mix de Alfred e Oráculo), Damon Gupton (série “Bates Motel”) como o policial Bill Henderson, o rapper Marvin ‘Krondon’ Jones III como o vilão Tobias Whale e Charlbi Dean Kriek (“Corrida Mortal 3”) como a capanga top model Syonide. Embora não participe dos crossovers das outras séries de super-heróis da rede CW, “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow”, a atração compartilha o mesmo produtor, Greg Berlanti. A estreia da 2ª temporada está marcada para 9 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, “Black Lightning” é disponibilizada pela Netflix.
DC Universe terá nova série de super-heróis centrada em Stargirl
A plataforma DC Universe vai ganhar mais uma série de super-heróis. O produtor e quadrinista Geoff Johns anunciou o projeto de “Stargirl”, durante a San Diego Comic-Con. A personagem, que às vezes tem o nome traduzido como Sideral no Brasil, já apareceu no Arrowverse, como é chamado o universo compartilhado das séries da DC exibidas pela rede americana CW. Ela foi introduzida como integrante da Sociedade da Justiça da América em três episódios da 2ª temporada de “Legends of Tomorrow”. O produtor-roteirista não revelou se a série da personagem vai se passar na mesma linha temporal, já que isso colocaria Stargirl nos anos 1940, nem se a atriz Sarah Grey retomaria o papel na nova atração. Mas a Sociedade da Justiça da América é citada na sinopse antecipada. “Stargirl” vai seguir Courtney Whitmore, uma estudante do ensino médio com superpoderes, que inesperadamente assume o papel de líder do supergrupo Sociedade da Justiça da América e encoraja outros heróis a lutarem não só contra vilões, mas contra fantasmas dos seus próprios passados. “‘Stargirl’ foi a primeira personagem que criei para a DC”, disse Johns na Comic Con, lembrando como introduziu a heroína nos quadrinhos em 1999, como enteada do Star-Spangled Kid (também traduzido como Sideral no Brasil). “Mais importante, Courtney Whitmore foi inspirado pela minha irmã que faleceu”, acrescentou. “Ter uma oportunidade de contar uma história para celebrar essa super-heroína era literalmente a primeira coisa que eu queria fazer porque é muito pessoal para mim. Além disso, uma personagem que fala em ser jovem, em um legado e em avançar parece muito importante para mim hoje em dia”. Johns voltará a trabalhar no projeto com o produtor responsável pelo Arrowverse, Greg Berlanti, que assim aumentará para 16 atrações o seu recorde de produções simultâneas no ar. A dupla divide créditos de criação das séries “The Flash” e “Titans”. A nova produção já é a quinta série live action anunciada para o DC Universe, mas, por enquanto, apenas “Titans”, série dos Novos Titãs, mostrou imagens – e trailer! As demais são “Swamp Thing” (do Monstro do Pântano), “Doom Patrol” (com o supergrupo Patrulha do Destino) e “Metropolis” (um prólogo de Superman centrado em Lois Lane e Lex Luthor).
Primeiro trailer da série Titans é sombrio, sanguinário e manda Batman se f*der
A Warner revelou na San Diego Comic-Con o primeiro trailer da série “Titans”, baseada nos quadrinhos dos Novos Titãs. E a primeira impressão, nas palavras de Robin, é um “F*ck, Batman”. Realmente, quem acha Batman sombrio pode se arrepiar ao ver um Robin (Brenton Thwaites, de “Deuses do Egito” e “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) ainda mais intenso e sanguinário. A prévia traz uma abordagem completamente diferente do que os fãs estão acostumados a ver na TV, nas produções do “Arrowverse”. A nova atração emerge extremamente séria, violenta e sinistra. E isto reflete em boa medida o arco dos quadrinhos em que a trama se baseia, criados por Marv Wolfman e George Pérez em 1980, no qual o grande vilão é um demônio. Com condução de Ravena, a Titã que veio das trevas, o trailer sugere como os heróis se juntam – numa cena que, na verdade, evoca mais o encontro de Lilith com Robin nos anos 1960. Segundo a sinopse oficial, a história gira em torno de Dick Grayson, que sai da sombra de Batman para se tornar o líder de um grupo destemido de novos heróis, incluindo Ravena (Teagan Croft, da novela “Home and Away”), Estelar (Anna Diop, da série “24: Legacy”) e Mutano (Ryan Potter, da série “Supah Ninjas”, do Nickelodeon), além de eventualmente Rapina (Alan Ritchson, da série “Blood Drive”) e Columba (Minka Kelly, da série “Friday Night Lights”). O vídeo oferece relances do visual de todos esses personagens. A aparição de Estelar ganhou mais efeitos. Mas ainda é a que divide opiniões – pela mania do produtor Greg Berlanti de escalar atores negros para viver personagens ruivos. Assim como a violência demonstrada por Robin, que chega a disparar tiros contra bandidos numa cena de potencial polêmico. Não é a série que a maioria esperava. Longe de lembrar o espírito leve e infantil de “Os Jovens Titãs em Ação”, está mais para uma fan fiction distorcida, escrita pelo Coringa. Vai rachar os fãs, mas também pode surpreender. Para quem não conhece o histórico dos personagens, a “Turma Titã” original foi criada pelo roteirista Bob Haney em 1964, quando ele juntou Robin, Kid Flash e Aqualad, os parceiros adolescentes (então com 13 anos) de Batman, Flash e Aquaman, numa mesma aventura. Foi um grande sucesso editorial e a DC voltou a reunir os heróis mirins mais duas vezes antes de decidir lançar uma revista com o grupo, batizada de “Teen Titans”, em inglês. Os Titãs clássicos também incluíram Ricardito (Speedy) e Dianinha, a Moça-Maravilha, que com o tempo viraram Arsenal e Troia, além de Lilith, Rapina, Columba e outros menos famosos. Robin também mudou sua identidade para Asa Noturna nos anos 1980 (e logo Kid Flash virou Flash e Aqualad, Tempestade) e até a Turma Titã teve sua denominação alterada para Novos Titãs, numa fase em que a equipe deixou de ser totalmente teen, trazendo Asa Noturna, Ciborgue, Ravena, Estelar e Mutano, praticamente a equipe da série – e da animação “Jovens Titãs”. Mas as mudanças não acabaram ali. Quando novos membros deram origens a outras formações – e à Justiça Jovem – , a equipe original voltou a se reunir, já adulta, sob o nome simplificado de Titãs, o mesmo escolhido para a produção live action. “Titans” está sendo desenvolvida por Akiva Goldsman, roteirista do pior de todos os “Transformers” e do fiasco “A Torre Negra”, em parceria com o produtor Greg Berlanti, responsável pelas séries de super-heróis da DC Comics na rede CW, e Geoff Johns, ex-diretor da DC Entertainment e cocriador de “The Flash”. A produção será a segunda tentativa de transformar os heróis juvenis da DC em série. O canal pago TNT chegou a encomendar um piloto, mas acabou rejeitando o projeto no ano passado. O roteirista, por sinal, era o mesmo Akiva Goldsman. Desta vez, a produção está sendo concebida para inaugurar a “Netflix” da DC Comics, um serviço de streaming só com produções dos quadrinhos da editora da Liga da Justiça. A previsão para a estreia da série – e do lançamento do serviço de streaming, batizado de DC Universe – é para o outono norte-americano, entre setembro e novembro. A princípio, a plataforma só estará disponível nos Estados Unidos, mas há planos para expandir para outros territórios.
Batwoman deve ganhar série própria após crossover do Arrowverse
A heroína Batwoman pode ganhar uma série interligada ao Arrowverse, o universo dos super-heróis da DC Comics que faz parte da programação da rede americana CW. A novidade foi divulgada após o canal anunciar que a personagem iria aparecer no crossover anual entre “The Flash”, “Arrow”, “Legends of Tomorrow” e “Supergirl”. A ideia é aproveitar a audiência geralmente recorde desse tipo de evento como ponto de partida da nova série. Além das séries citadas, a rede CW ainda exibe “Black Lightning” com outro herói da DC Comics: Raio Negro. Todas as séries são produzidas por Greg Berlanti, que desenvolve mais duas atrações de super-heróis para o serviço de streaming DC Universe – “Titans” (dos Novos Titãs) e “Doom Patrol” (Patrulha do Destino). Caso o projeto emplaque, “Batwoman” será a 15ª série do produtor – não da carreira, mas – a ir ao ar em 2019. Um recorde histórico. Caroline Dries será a roteirista e showrunner do projeto. Ela tem uma longa história junto à CW, tendo trabalhado como roteirista e produtora em “The Vampire Diaries” e “Smallville”, e compartilha a mesma orientação sexual da heroína. Os produtores estão atualmente em busca de uma intérprete para a personagem, que será lésbica assumida na série, assim como nos quadrinhos. A preferência é justamente por uma atriz que seja lésbica de verdade. Mas a lógica de escalação de elenco das demais séries da DC Comics também sugere uma atriz negra. Afinal, Batwoman é ruiva nos quadrinhos – e veja-se o que aconteceu com os ruivos Jimmy Olsen, Miss Marte, Iris Allen, Kid Flash/Wally West e até a vindoura Estelar em “Titans”. A introdução de Batwoman no crossover marcará a primeira vez que a heroína ganhará versão em carne e osso – na TV ou mesmo cinema. Para quem não acompanha quadrinhos, é interessante saber que ela foi a primeira heroína de Gotham City. Kate Kane, a versão feminina de Batman, surgiu 12 anos antes de Batgirl, criada por Edmond Hamilton e Sheldon Moldoff em 1956 como possível interesse romântico do Homem-Morcego, em resposta às alegações sobre a suposta homossexualidade do herói – denunciada pelo controvertido livro “Sedução dos Inocentes”. Isto acabou se tornando irônico, devido ao posterior desenvolvimento da personagem. A fase original acabou em 1964, quando o editor Julius Schwartz resolveu cortar a maioria dos coadjuvantes supérfluos de Batman – havia até um batcão. E Batwoman só foi retornar com força em 2006, numa versão repaginada pelo evento “52”, que rebutou os quadrinhos da editora. Foi nessa volta que ela se assumiu lésbica, tornando-se a mais proeminente heroína LGBTQIA+ da editora. É interessante reparar que esta opção sexual não foi facilmente assimilada pela Warner, que demorou a incorporar a personagem em seus projetos da DC Comics. Até a animação que tinha seu nome no título, “Batman: O Mistério da Mulher-Morcego”, optou por retratar a heroína com uma identidade diferente. Mas os tempos evoluem e, há dois anos, a animação “Batman: Sangue Ruim” finalmente debutou a versão atual de Kate Kane, com a voz de Yvonne Strahosky (da série “The Handmaid’s Tale”) e a mesma orientação sexual dos quadrinhos. A heroína vai chegar à TV após a série “Arrow” fazer uma citação explícita a Gotham City – e Bruce Wayne – num episódio de outubro passado e após a passagem da policial Maggie Sawyer (vivida por Floriana Lima) em “Supergirl”. Maggie e Kate Kane chegaram a noivar nos quadrinhos. As duas só não casaram porque a DC vetou, o que levou à demissão dos responsáveis pela história do casal em 2013. Avanços e retrocessos. A previsão de exibição do crossover é para dezembro nos Estados Unidos, e a aprovação da série de “Batwoman” vai depender da repercussão da história. No crossover passado, o Arrowverse introduziu o herói gay Ray, vivido por Russell Tovey (da série inglesa “Being Human”). E o personagem ganhou uma série animada.
Vídeo junta pela primeira vez o elenco da nova série da bruxinha Sabrina
A atriz Kiernan Shipka (da série “Mad Men”) divulgou no Instagram o pôster de “Chilling Adventures of Sabrina” (Aventuras Arrepiantes de Sabrina, em tradução literal) e o primeiro – e curto – vídeo do elenco no set da série. Além dela, caracterizada como a personagem-título, aparecem para dar as boas-vindas os atores Miranda Otto (“Flores Raras”, série “24: Legacy”), Lucy Davis (a Etta Candy de “Mulher-Maravilha”), Chance Perdomo (série “Midsummer Murders”) e Gavin Leatherwood (visto na série “Grown-ish”). A produção trocará o tom de comédia adolescente, que marcou a personagem na série “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira”, por uma estética de terror. Isto é algo que o criador da série, Roberto Aguirre-Sacasa, já tinha introduzido em algumas publicações de quadrinhos da Archie Comics, como “Afterlife with Archie” e, justamente, “Chilling Adventures of Sabrina”. Na trama, a protagonista lutará para reconciliar sua natureza dupla – meio bruxa, meio mortal – e contra as forças do mal que ameaçam sua família e o mundo em que os seres humanos habitam. Originalmente, a bruxinha faria parte do mesmo universo de “Riverdale”, mas acabou indo para a Netflix, em vez da rede CW – porque a CW preferiu apostar num remake de “Charmed”. Assim, não está claro se as duas séries ainda terão ligação. De todo modo, a Netflix também exibe “Riverdale” no mercado internacional. A 1ª temporada terá 10 episódios e deve estrear no final de 2018. Join us, will you? @sabrinanetflix @officiallucydavis @gtleatherwood @chance_perdomo #MirandaOttoDoesntHaveInstagram Uma publicação compartilhada por Kiernan Shipka (@kiernanshipka) em 13 de Jul, 2018 às 10:13 PDT Get excited!!! ?? #SalemTheCat Uma publicação compartilhada por Kiernan Shipka (@kiernanshipka) em 10 de Jul, 2018 às 2:02 PDT
Brenton Thwaites aparece como Robin em novas fotos da série Titans
A plataforma DC Universe divulgou duas novas fotos de Brenton Thwaites (de “Deuses do Egito” e “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) vestido como Robin, personagem que ele interpreta na série “Titans”, baseada nos quadrinhos dos Novos Titãs. Segundo o a sinopse da produção, a história gira em torno de Dick Grayson, que sai da sombra de Batman para se tornar o líder de um grupo destemido de novos heróis, incluindo Estelar (Anna Diop, da série “24: Legacy”), Ravena (Teagan Croft, da novela “Home and Away”) e Mutano (Ryan Potter, da série “Supah Ninjas”, do Nickelodeon), além de eventualmente Rapina (Alan Ritchson, da série “Blood Drive”) e Columba (Minka Kelly, da série “Friday Night Lights”). A “Turma Titã” original foi criada pelo roteirista Bob Haney em 1964, quando ele juntou Robin, Kid Flash e Aqualad, os parceiros adolescentes (então com 13 anos) de Batman, Flash e Aquaman, numa mesma aventura. Foi um grande sucesso editorial e a DC voltou a reunir os heróis mirins mais duas vezes antes de decidir lançar uma revista com os heróis adolescentes, batizada de “Teen Titans”, em inglês. Os Titãs clássicos também incluíram Ricardito (Speedy) e Dianinha, a Moça-Maravilha, que com o tempo viraram Arsenal e Troia, além de Lilith, Rapina, Columba e outros menos famosos. Robin também mudou sua identidade para Asa Noturna nos anos 1980 (e logo Kid Flash virou Flash e Aqualad Tempestade) e até a Turma Titã teve sua denominação alterada para os Novos Titãs, numa fase em que a equipe trazia Asa Noturna, Ciborgue, Ravena, Estelar e Mutano, praticamente a equipe da série – e da animação “Jovens Titãs”. Mas as mudanças não acabaram ali. Quando novos membros deram origens a outras formações – e à Justiça Jovem – , a equipe original voltou a se reunir sob o nome simplificado de Titãs, o mesmo escolhido para a produção live action. “Titans” está sendo desenvolvida por Akiva Goldsman, roteirista do pior de todos os “Transformers” e do fiasco “A Torre Negra”, em parceria com o produtor Greg Berlanti, responsável pelas séries de super-heróis da DC Comics na rede CW, e Geoff Johns, ex-diretor da DC Entertainment e cocriador de “The Flash”. A produção será a segunda tentativa de transformar os heróis juvenis da DC Comics em série. O canal pago TNT chegou a encomendar um piloto, mas acabou rejeitando o projeto no ano passado. O roteirista, por sinal, era o mesmo Akiva Goldsman. Desta vez, a produção está sendo concebida para inaugurar a “Netflix” da DC Comics, um serviço de streaming só com produções dos quadrinhos da editora da Liga da Justiça. A previsão para a estreia da série – e do lançamento do serviço de streaming, batizado de DC Universe – é para o outono norte-americano, entre setembro e novembro. A princípio, a plataforma só estará disponível nos Estados Unidos, mas há planos para expandir para outros territórios.
Quadrinhos da Patrulha do Destino vão virar série
A série “Titans”, sobre os heróis adolescentes da DC Comics, ainda nem estreou e já rendeu um spin-off. O serviço de streaming da DC Entertainment anunciou a produção de “Doom Patrol”, série baseada nos quadrinhos da Patrulha do Destino, cujos personagens serão introduzidos em “Titans”. A Patrulha do Destino é considerada os X-Men da DC Comics, mas o mais correto, pela ordem de lançamento, seria chamar os X-Men de Patrulha do Destino da Marvel. Isto porque os personagens eram pessoas que foram mutiladas, desfiguradas ou tão diferentes que causavam medo e repulsa, em vez das reações positivas mais associadas aos super-heróis. Criados pelos roteiristas Arnold Drake, Bob Haney e o artista Bruno Premiani, chegaram às bancas três meses antes de Stan Lee e Jack Kirby introduzirem os X-Men em 1963. A sinopse oficial da série diz: “Os membros da Patrulha do Destino sofreram acidentes horríveis que lhes deram habilidades sobre-humanas, mas também os deixaram marcados e desfigurados. Traumatizados e oprimidos, a equipe encontrou um propósito através do Chefe, que os reuniu para investigar os fenômenos mais estranhos existentes e proteger a Terra contra o que eles encontram”. O Chefe é o codinome de Dr. Niles Calder, um gênio confinado a uma cadeiras de rodas – como Charles Xavier. Os demais personagens anunciados são Cliff Steele, o Homem-Robô, Larry Trainor, o Homem-Negativo, e Rita Farr, a Mulher-Elástica. Em “Titans”, eles serão vividos, respectivamente, por Bruno Bichir (série “Narcos”), Jake Michaels (visto num episódio de “Designated Survivor”), Dwain Murphy (em dois episódios de “Star Trek: Discovery”) e April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”). Mas o elenco pode mudar na série própria. A participação desses personagens na série dos “Titãs” também deve servir para introduzir Mutano (Ryan Potter, de “Supah Ninjas”). Como os fãs dos quadrinhos sabem, Garfield Logan fazia parte da Patrulha do Destino antes de entrar no time dos heróis adolescentes. Ele era filho adotivo de Rita Farr e seu marido Steve Dayton, identidade do herói conhecido como Mento. Com a encomenda da nova série, o produtor-roteirista Greg Berlanti atinge o número impressionante – e recorde – de 14 séries em produção simultaneamente. Destas, sete são adaptações da DC Comics – “Arrow”, “The Flash”, “Legends of Tomorrow”, “Supergirl”, “Black Lightning”, “Titans” e “Doom Patrol”, sem contar as animações, como “Ray: Freedom Fighters” e “Constantine: City of Demons”. “Doom Patrol” ainda não tem previsão de estreia, mas já ganhou logotipo. Veja abaixo. De todo modo, a plataforma de streaming DC Universe deve ser lançada ainda este ano pela Warner, tendo como primeira estreia a série dos Titãs.
Novo crossover das séries da DC Comics vai introduzir a heroína Batwoman
A rede The CW anunciou um novo crossover anual de suas séries de super-heróis. E a grande novidade é que desta vez a reunião de personagens de “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow” vai incluir Gotham City e introduzir uma heroína do universo de Batman, a Batwoman. “Nós estaremos fazendo outro evento de crossover neste outono na The CW e estaremos introduzindo um novo personagem. Nós estaremos lutando ao lado de Batwoman”, revelou Stephen Amell, estrela de “Arrow”, durante o evento de apresentação da programação da próxima temporada da emissora – o Upfront – , que aconteceu na noite de quinta-feira (17/5). O presidente da CW, Mark Pedowitz, confirmou a informação e completou: “Estamos adicionando a cidade de Gotham ao Arrowverse”, e prometeu que o episódio em grupo será “outro evento repleto de ação”. A participação de Batwoman no crossover representará a primeira vez que a personagem dos quadrinhos ganhará versão em carne e osso – na TV ou mesmo cinema. Para quem não acompanha quadrinhos, é interessante saber que Batwoman foi a primeira heroína de Gotham City. Ela surgiu 12 anos antes de Batgirl, criada por Edmond Hamilton e Sheldon Moldoff em 1956 como possível interesse romântico de Batman, em resposta às alegações sobre a suposta homossexualidade do herói – denunciada pelo controvertido livro “Sedução dos Inocentes”. A personagem acabou eliminada em 1964 quando o editor Julius Schwartz resolveu cortar a maioria dos coadjuvantes supérfluos de Batman – havia até um batcão. Mas retornou em 2006, numa versão repaginada pelo evento “52”, que rebutou os quadrinhos da editora. A ironia dessa volta é que ela se assumiu lésbica, tornando-se a mais proeminente heroína LGBT da editora. Por conta dessa decisão, a maioria das versões de Batwoman que apareceram em séries ou filmes animados da DC Comics – inclusive o longa que tem seu nome no título: “Batman: O Mistério da Mulher-Morcego” – não foram ligados à personagem dos quadrinhos, retratando-a com diferentes identidades. A Warner considerava a personagem oficial muito, digamos, adulta para figurar em produções juvenis. Mas os tempos evoluem. Assim, há dois anos, o lançamento de “Batman: Sangue Ruim” finalmente apresentou a versão animada de Kate Kane, com a voz de Yvonne Strahosky (da série “The Handmaid’s Tale”) e a mesma orientação sexual dos quadrinhos. Agora, vale lembrar detalhes das séries da DC que antecipam sua chegada à televisão. Num episódio recente de “Arrow”, exibido em outubro do ano passado, Oliver Queen, o Arqueiro Verde, citou nominalmente Bruce Wayne e Gotham City. Veja abaixo. Além disso, a temporada passada de “Supergirl” introduziu a policial Maggie Sawyer, vivida por Floriana Lima, que nos quadrinhos chegou a ser noiva de Kate Kane, a Batwoman. As duas só não casaram porque a DC vetou, resultando em pedido de demissão dos responsáveis pela história do casal em 2013. Ainda não há previsão para a exibição do crossover. No Brasil, as quatro séries são exibidas pelo canal pago Warner. Mayor by day. Hero by night. Stream the #Arrow premiere before tomorrow's new episode on The CW: https://t.co/zCi32rKGdv pic.twitter.com/2cEQUQbTFk — Arrow (@CW_Arrow) October 18, 2017
Séries de super-heróis da DC Comics ganham banners de suas novas temporadas
A rede The CW divulgou os banners das novas temporadas de suas cinco séries de super-heróis da DC Comics, todas produzidas por Greg Berlanti. A mais velha, “Arrow”, vai para sua 7ª temporada. “The Flash” chega à 5ª temporada. “Supergirl” e “Legends of Tomorrow” atingem a 4ª temporada. E a caçula, “Black Lightning”, retorna em sua 2ª temporada. A arte mais chamativa é de “Legends of Tomorrow”, que mostra a estreia de Constantine (Matt Ryan) no elenco fixo das lendas, ao mesmo tempo em que esquece Kid Flash (Keiynan Lonsdale), lançando dúvidas sobre a continuidade do herói na equipe. Esta não é a única mudança que os heróis encontrarão ao voltarem à TV. As séries foram agendadas para dias e horários diferentes de suas exibições tradicionais. A maior mudança será enfrentada por “Supergirl”, que ganhou a responsabilidade de inaugurar a programação dominical da rede – numa dobradinha com a estreante “Charmed”. The CW nunca teve tradição de exibir séries aos domingos. Lançada em 2007, com a fusão das redes UPN (canal da Paramount) e WB (Warner), a CW só ocupou os domingos em seu primeiro ano, para manter em seu horário habitual o final da série “Sétimo Céu”. E até arriscou a experimentar em seu lugar “Life Is Wild”, que foi cancelada na 1ª temporada, em fevereiro de 2008. Desde então, passou a deixar que as emissoras afiliadas preenchessem o horário com noticiários, infomerciais ou com o que considerassem melhor. Isto vai mudar a partir a partir da próxima temporada, com a inclusão de um novo bloco de séries aos domingos. Os super-heróis retornam em seus novos horários durante a temporada de outono, entre setembro e novembro nos Estados Unidos. No Brasil, quatro séries são exibidas no canal pago CW e “Black Lightning” pela Netflix (como “Raio Negro”).
All American: Série que mistura drama colegial e futebol americano ganha trailer e imagens
A rede The CW divulgou as primeiras imagens, banner, cena e o trailer de “All American”, série que mistura drama adolescente e esportes. A prévia sintetiza a premissa como um remix de três atrações da década passada, juntando o futebol americano colegial de “Friday Night Lights”, o novato rejeitado pelos mimados de “The O.C.” e a locação privilegiada de “90210”. Entretanto, sua trama é inspirada pela vida real de Spencer Paysinger, jogador profissional da NFL – e chegou a ser chamada de “Spencer”, durante seu desenvolvimento. Spencer é vivido por Daniel Ezra (da série “The Missing”), que é mais um ator britânico escalado em papel de afro-americano (para aumentar o desgosto de Samuel L. Jackson contra a prática). Ele é introduzido na trama como um jogador de futebol americano colegial do bairro pobre, negro e violento de Crenshaw, que chama atenção de um olheiro (Taye Diggs, de “Private Practice”) e é recrutado para jogar no colégio dos filhos de milionários da cidade, Beverly Hills High. Seu chegada gera inveja nos riquinhos de Los Angeles, mas inspira sua família a buscar o melhor para seu futuro. Paralelamente, seu destino também tem impacto na família do homem que o escolheu para trazer vitórias para o time, numa colisão de perspectivas de diferentes mundos. Uma curiosidade dos bastidores é que a série tem produção de um atleta de outro tipo de futebol, Robbie Rogers, da equipe de “soccer” Los Angeles Galaxy, em parceria com Spencer Paysinger, com o megaprodutor Greg Berlanti (que produz todas as séries de super-heróis da DC Comics) e com a roteirista April Blair (criadora de “Jane by Design”), a autora do pr O elenco também inclui o vilãozinho Cody Christian (série “Teen Wolf”), Samantha Logan (série “13 Reasons Why”), Monet Mazur (série “Castle”), Bre-z (série “Empire”), Michael Evans Behling (visto em “Empire”), Karimah Westbrook (“Suburbicon”) e Danielle Campbell (série “The Originals”). “All American” vai estrear na temporada de outono, entre setembro e novembro nos Estados Unidos.
Red Line: Série de denúncia social produzida pela diretora de Selma ganha primeiras fotos
A rede CBS divulgou as primeiras fotos de “Red Line”, série dramática produzida pela cineasta Ava DuVernay (“Selma”, “Uma Dobra no Tempo”) e pelo megaprodutor Greg Berlanti (de todas as séries de super-heróis da DC Comics) Criada por Caitlin Parrish (roteirista-produtora de “Supergirl”) e Erica Weiss, que dirigiram juntas o drama indie “The View from Tall” (2016), a série lida com tramas paralelas e acompanhará as histórias de três famílias conectadas por incidente. Um dos personagens é um professor gay de ensino médio, vivido por Noah Wyle (das séries “E.R.” e “The Librarians”), cujo marido, um médico negro, é assassinado por um policial de Chicago. A tragédia o deixa viúvo e tendo que cuidar sozinho da filha recém-adotada pelo casal, de dois anos. O elenco também destaca Noel Fisher (da série “Shameless”) como o policial branco que atira por engano no marido de Wyle, e tem a própria vida destruída pelas consequências de seu ato. Outros personagens são vividos por Emayatzy Corinealdi (série “Ballers”), Aliyah Royale (série “Man and Wife”), Michael Patrick Thornton (série “Private Practice”) e Howard Charles (série “The Musketeers”). A série segue a linha da denúncia social, que liga preconceito à violência policial, refletindo a campanha “Black Lives Matter”. Mas as duas produções que a precederam nesta tendência, “Shots Fired” na Fox e “Seven Seconds” na Netflix, foram canceladas nas primeiras temporadas. “Red Line” vai estrar na midseason, no começo de 2019 nos Estados Unidos.











