Atriz Lucia Alves morre após luta contra câncer de pâncreas
A estrela de novelas clássicas como "Irmãos Coragem", "Plumas e Paetês" e "O Cravo e a Rosa" estava internada há dez dias em estado grave no Rio de Janeiro
Globo divulga abertura do remake de “Vale Tudo” com homenagem a Gal Costa
Nova versão da novela estreia na segunda e traz atualização das imagens clássicas da abertura original
Odete Roitman vai demorar quase um mês para aparecer no remake de “Vale Tudo”
Débora Bloch entra na trama em abril, coincidindo com o aniversário de 60 anos da TV Globo
Débora Bloch revela visual de Odete Roitman em “Vale Tudo”
A atriz viverá a icônica vilã de novela no remake da Globo, que estreia em março
Marcos Pasquim revela crise nos bastidores de “Babilônia” por beijo lésbico
Ator conta que cena de Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg gerou mudanças de roteiro e clima tenso nos estúdios da Globo
Remake de “Vale Tudo” vai destacar trama lésbica censurada em 1988
Manuela Dias promete desenvolver romance entre Laís e Cecília, cortado pela censura, na nova versão da novela que estreia em 2025
Globoplay erra história da Globo em propaganda de novelas
Plataforma ignora Janete Clair e chama "Água Viva" de primeiro "quem matou" da TV brasileira
Manuela Dias pode mudar “quem matou Odete Roitman” no remake de “Vale Tudo”
Em postagem nas redes sociais, a autora responsável pela nova versão sugere alterações no mistério da novela clássica
Fernanda Torres será vilã Odete Roitman no remake de “Vale Tudo”
A atriz retorna às novelas após quase quatro décadas na produção que celebrará os 60 anos da Globo
Autora de “Amor de Mãe” fará remake de “Vale Tudo”
A autora Manuela Dias, conhecida por seu trabalho em “Amor de Mãe” e “Justiça”, foi escolhida pela TV Globo para atualizar o clássico da teledramaturgia brasileira “Vale Tudo”. O projeto, antes em desenvolvimento, agora tem luz verde dos Estúdios Globo e deve estrear no primeiro semestre de 2025, ocupando o horário nobre da emissora. A atualização Escrita originalmente por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, “Vale Tudo” se consagrou como um marco da televisão brasileira em 1988. A decisão de trazer Manuela Dias para o projeto baseia-se na percepção de que ela consegue tanto preservar o estilo e o teor crítico de Gilberto Braga quanto atualizá-los para a contemporaneidade. “Manuela já trabalha nos primeiros argumentos pedidos pela empresa e faz pesquisas em relação ao original”, afirmou Amauri Soares, líder dos Estúdios Globo. A produção O processo de seleção para o elenco e equipe técnica ainda está em andamento. José Luiz Villamarim, diretor de dramaturgia diária da Globo, ficará responsável pela definição desses nomes. Ao contrário da versão original que continha 204 capítulos, a nova produção será mais enxuta, embora o número exato de episódios não tenha sido divulgado. O remake de “Vale Tudo” surge também como uma estratégia de mercado. A versão de 1988 possui imagens muito escuras, o que recentemente dificultou sua reexibição em TV aberta e sua venda para o mercado internacional. A nova versão tem o potencial não só de reavivar o interesse do público brasileiro como também de ser um produto atrativo para compradores internacionais. A novela já passou por três reprises: uma na Globo em 1992, e duas no canal Viva em 2010 e 2018. Em 2022, houve uma tentativa de incluí-la no Vale a Pena Ver de Novo, mas a baixa qualidade das imagens fez com que os planos fossem descartados. Enredo icônico O enredo de “Vale Tudo” segue a trajetória de Raquel, originalmente interpretada por Regina Duarte, que é abandonada pelo marido e precisa criar sua filha Maria de Fátima, vivida por Glória Pires. Mas enquanto Raquel quer sempre fazer a coisa certa, Maria de Fátima quer cortar caminhos e se dar bem. Para isso, é influenciada pela vilã Odete Roitmann, vivida por Beatriz Segall. O clímax da novela ocorre em torno do assassinato da vilã. O suspense em torno de “quem matou Odete Roitmann?” marcou a história da teledramaturgia brasileira. Em relação à estreia, se tudo ocorrer como planejado, o público poderá acompanhar a nova versão de “Vale Tudo” no primeiro semestre de 2025, no horário das 21 horas, onde a novela original também foi exibida. Tags: .
Ator de “Verdades Secretas” acusa Gilberto Braga de assédio
O ator Felipe de Carolis, conhecido por sua atuação na novela “Verdades Secretas” (2015), fez sérias denúncias em suas redes sociais, envolvendo um dos nomes mais famosos da teledramaturgia brasileira. De Carolis acusou o renomado autor Gilberto Braga (1946-2021) de assediá-lo por cinco anos, período que se iniciou quando o ator tinha apenas 19 anos. “Quando você vai d* para mim?”, teria dito Gilberto em uma mensagem direcionada a Felipe, conforme a denúncia do ator. Felipe respondeu na época: “Você errou o destinatário da sua mensagem”. Em um desabafo intenso, o ator prosseguiu detalhando as alegações de assédio. “Com 19 anos, denunciei que o autor da novela tinha enfiado a mão na minha calça — fui demitido no dia seguinte. Mesmo tendo quebrado um quadro na cabeça dele [Braga], para me defender, o filho da p* continuou por mais cinco anos atrás de mim no Facebook”. Corrupção no teatro musical O desabafo de Felipe de Carolis, no entanto, não se restringiu apenas às acusações de assédio. O ator, que também possui uma carreira ativa no teatro musical, relatou que, aos 28 anos, denunciou um dos maiores esquemas de corrupção no segmento. Como resposta, teria sido ameaçado por um segurança da produtora com uma arma. “Virou silêncio”, lamentou o ator. Embora também tenha mencionado “Verdades Secretas 2” em seu depoimento, Felipe preferiu não se aprofundar na questão, apontando que ainda existem dúvidas a serem esclarecidas. Ele fez questão de ressaltar que a TV Globo não está envolvida nos casos citados, mas sim pessoas que trabalham e trabalhavam na emissora. Em suas palavras finais, o ator incentivou seus colegas a também se pronunciarem. “Tá chegando a hora de jogar a m* no ventilador de uma vez, para ver se meus colegas tomam coragem de fazer o mesmo que eu. Todo mundo sabe!” Repercussão e lembrança a Gilberto Braga As denúncias de Felipe repercutem no cenário do entretenimento brasileiro. Gilberto Braga é considerado um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, tendo assinado novelas como “Escrava Isaura” (1976), “Dancin’ Days” (1978), “Vale Tudo” (1988) e “Celebridade” (2003). O autor faleceu em 2021, aos 75 anos, após enfrentar uma grave doença. Veja abaixo um print dos Stories de Felipe de Carolis com a denúncia contra o escritor.
Dennis Carvalho, ex-diretor da Globo, é internado em estado grave
O ex-galã e diretor da rede Globo Dennis Carvalho está internado com uma infecção generalizada no hospital Copa Star, localizado no Rio de Janeiro. O estado de saúde do artista é considerado grave. Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o ator se encontra com um quadro de septicemia, também conhecido como “sepse” ou “sépsis”. A doença é desencadeada após uma resposta inflamatória sistêmica, geralmente causadas por bactérias que infectam a corrente sanguínea. Entre os principais sintomas estão febre alta, baixa produção de urina, confusão mental, além de respiração e ritmo cardíaco alterados. Como o sistema de defesa do organismo libera mediadores químicos que espelham a inflamação, o paciente pode sofrer de disfunções ou falência de múltiplos órgãos por falta de oxigênio nas células e tecidos. Dennis Carvalho era um dos principais nomes de direção de novelas da rede Globo, mas teve seu contrato encerrado em setembro após ser colocado na “geladeira” há algum tempo. Ele entrou nos cortes promovidos pela emissora como forma de reduzir o orçamento. A proposta é manter contratos somente com quem possui planos a longo prazo nos canais da Globo ou na plataforma Globoplay. O primeiro contato de Dennis com a televisão aconteceu aos 11 anos de idade, quando ele participou de um teste para entrar no elenco da novela “Oliver Twist” (1955), da extinta TV Paulista. A partir daí, fez inúmeros teleteatros e foi crescendo como ator nas novela da TV Tupi. Contratado da rede Globo desde 1975, ele teve sua primeira aparição no canal censurada. Carvalho deveria participar da primeira versão da novela “Roque Santeiro” (1964), que foi proibida e não passou dos primeiros ensaios durante a Ditadura Militar. Mas ele logo se destacou em participações no elenco da série “Malu Mulher” (1979) e em novelas que marcaram época, como “Pecado Capital” (1975), “Locomotivas” (1977), “Te Contei” (1978), “Feijão Maravilha” (1979), “Brilhante” (1981), em que interpretou Inácio, o primeiro possível protagonista gay da Globo – a ditadura proibiu o uso da palavra gay – , além da versão definitiva de “Roque Santeiro” (1985), “Brega e Chique” (1987) e muitas outras. A estreia de Carvalho como diretor da Globo foi na trama das sete “Sem Lenço, Sem Documento” (1977) e continuou ininterruptamente até meados de 2018, com a direção da novela “Segundo Sol” (2018), seu último trabalho. Nessa trajetória, comandou grandes clássicos da teledramaturgia brasileira, como “Roda de Fogo” (1986), “Vale Tudo” (1988), “O Dono do Mundo” (1991), “Fera Ferida” (1994), “Celebridade” (2003), “Paraíso Tropical” (2007), “Lado a Lado” (2012), etc. Carvalho foi um parceiro de longa data do falecido autor Gilberto Braga (1945-2021) e, juntos, conduziram “Dancin’ Days” (1978), “Paraíso Tropical” (2007), “Insensato Coração” (2011), entre outros. Graças a essa parceria, aceitou o arriscado papel de Inácio em “Brilhante”, que na época poderia acabar com sua carreira de galã. Como ator, foram 28 novelas, além de 9 filmes e uma participação histórica na peça teatral “Hair” (1970). Além disso, Carvalho encarou a direção de mais de 40 produções divididas entre novelas, minisséries e programas especiais. Para completar, o artista também trabalhou como dublador. Sua voz é lembrada até hoje nas reprises de clássicos televisivos. Como dublador, Carvalho deu vida a Roger “Race” Bannon da animação “Jonny Quest”, ao cabo Rusty da série “Rin Tin Tin”, o Jerry de “O Túnel do Tempo” e até o Capitão Kirk de “Jornada nas Estrelas”. Dennis Carvalho foi casado seis vezes – com a professora de educação física Maria Tereza Schimidt e as atrizes Christiane Torloni, Monique Alves, Tássia Camargo, Ângela Figueiredo e Deborah Evelyn – e é pai dos gêmeos Leonardo Carvalho (ator) e Guilherme (já falecido), e das meninas Tainá e Luíza.
Maria Lúcia Dahl (1941-2022)
A atriz Maria Lúcia Dahl, que marcou época no cinema brasileiro, morreu nesta quinta (16/6) no Rio de Janeiro, de causa não informada aos 80 anos. Ela sofria de Alzheimer e estava internada no Retiro dos Artistas desde o início de 2020. Carioca, filha de família tradicional, ela conheceu seu primeiro marido quando morava na Itália – o cineasta Gustavo Dahl, com quem compartilhava o amor pelo cinema. A educação nas melhores escolas também a levou a querer trabalhar com Cultura, abrindo caminho para que se transformasse numa das maiores musas do cinema nacional – e da contracultura brasileira. Ela estreou nas telas em “Bahia de Todos os Santos”, drama de 1960 dirigido por José Hipolito Trigueirinho Neto, mas só foi repetir a experiência cinco anos depois, no clássico “Menino de Engenho” (1965), de Walter Lima Jr. Depois disso, porém, emendou um filme atrás do outro, cruzando as fronteiras entre o Cinema Novo, o Cinema Marginal e o cinema comercial. Para ficar só nos anos 1960, a lista inclui o segundo longa de Cacá Diegues, “A Grande Cidade ou As Aventuras e Desventuras de Luzia e Seus 3 Amigos Chegados de Longe” (1966), o primeiro filme de Daniel Filho, “Pobre Príncipe Encantado” (1969), e os clássicos “Cara a Cara”, de Júlio Bressane, e “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade. Sem esquecer de “O Bravo Guerreiro” (1969), primeira e única vez em que foi dirigida pelo marido, Gustavo Dahl. Vivendo tudo o que tinha direito na era das grandes loucuras, experimentou um casamento aberto, que acabou em divórcio no fim dos anos 1960, quando se apaixonou pelo líder estudantil Marcos Medeiros. Junto do segundo marido, acabou se engajando no movimento contra a ditadura militar, sofreu ameaças e fugiu do país com a ajuda da irmã, hoje figurinista da Globo, Marilia Carneiro. Ela viveu exilada em Paris, onde teve a filha Joana, que criou sozinha. Por volta dessa época, a morte do pai fez a família perder a estabilidade financeira, o que a a trouxe de volta ao Brasil em meados nos anos 1970, buscando retomar a carreira na televisão. Passando a dividir a tela grande com a tela da Globo, participou de novelas como “O Espigão” (1974), “Gabriela” (1975), “Espelho Mágico” (1977) e “Dancin’ Days” (1978), a primeira produção das oito de Gilberto Braga, com quem depois desenvolveu uma parceria bem-sucedida em novo formato. Ao mesmo tempo, consolidou-se como símbolo sexual da era das pornochanchadas, emendando produções de títulos bastante sugestivos – de “Deixa, Amorzinho… Deixa” (1975) a “O Gosto do Pecado” (1980), com destaque para “A Árvore do Sexo” (1977) e “Mulher Objeto” (1981), ambos dirigidos por Silvio de Abreu (hoje mais conhecido por suas novelas). Na década passada, a revista TPM lembrou que ela foi a única mulher capaz de circular com a mesma desenvoltura entre o clubes privados da elite carioca e os estúdios da pornochanchada. Filmes mais tradicionais também não faltaram no período, como “Um Homem Célebre” (1974), de Miguel Faria Jr., e “Guerra Conjugal” (1975), de Joaquim Pedro de Andrade, além da parceria com Antônio Calmon, iniciada em 1977 com “Revólver de Brinquedo”. Os dois trabalharam juntos em cinco filmes consecutivos no curto espaço de dois anos – até “Eu Matei Lúcio Flávio” (1979). Mas por volta da consagração de “Eu Te Amo” (1981), de Arnaldo Jabor, o cinema nacional entrou em crise, levando-a fortalecer sua presença na TV. Ela fez principalmente novelas leves com tons de humor, como “Ti Ti Ti” (1985), “Cambalacho” (1986), “Bambolê” (1987), “Salsa e Merengue” (1996) e “Aquele Beijo” (2006). A exceção foi sua única novela das oito, “Torre de Babel” (1998), numa participação especial para o velho parceiro Silvio de Abreu. A atriz também integrou o elenco das minisséries mais famosas de Gilberto Braga: “Anos Dourados” (1986), “O Primo Basílio” (1988) e “Anos Rebeldes” (1992). A partir da retomada do cinema brasileiro em meados dos anos 1990, Maria Lúcia retomou sua primeira paixão, aumentando sua filmografia com “Veja Esta Canção” (1994), de Cacá Diegues, “Quem Matou Pixote?” (1995), de José Joffily, e outros, até “O Gerente” (2011), do veterano Paulo César Saraceni. Na fase final de sua carreira, ainda demonstrou novos talentos, assinando o roteiro de “Vendo ou Alugo” (2013), comédia dirigida por Betse de Paula, que lhe rendeu o prêmio de melhor roteirista no Festival Cine-PE. Por sinal, ela também escreveu cinco livros e manteve uma coluna no antigo Jornal do Brasil por 20 anos. Sua última aparição nas telas foi no documentário “Marcos Medeiros Codinome Vampiro” (2018) sobre seu segundo marido. Marcos Medeiros foi preso, torturado e exilado na Europa, onde iniciou uma carreira como curtametragista de vanguarda (e roteirista do clássico documentário de Glauber Rocha “História do Brasil”), antes de falecer em 1997, após uma longa internação no Pinel. Maria Lúcia Dahl teve com ele sua única filha, Joana Medeiros, também atriz. E foi com ela que fez um dos ensaios nus mais famosos da Playboy brasileira, em 1985. Detalhe: Joana tinha apenas 14 anos.












