Disney planeja diminuir lançamentos de filmes da Fox
O fracasso das produções recentes da Fox acenderam sinal vermelho na Disney. Em conferência com acionistas na terça-feira (6/8), o CEO da Disney, Bob Iger, prometeu cortes e mudanças no cronograma de lançamentos do estúdio recém-adquirido. O fracasso de todos os filmes da Fox em 2019, de “Alita: Anjo de Combate” a “X-Men: Fênix Negra”, fez a Disney sofrer uma perda de US$ 170 milhões no período fiscal, mesmo com o sucesso das produções da Marvel. E Iger foi claro a respeito disso. “Um dos grandes problemas foi que o desempenho do estúdio da Fox ficou abaixo do que costumava ser, e muito abaixo de onde esperávamos que ficasse quando fizemos a aquisição”, disse o executivo, para justificar o prejuízo de sua divisão cinematográfica. Por enquanto, Iger não deve mudar os planos de lançamento das continuações de “Avatar”, de James Cameron, e as produções do selo independente Fox Searchlight. Mas todos os demais projetos serão reavaliados. A ideia, segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, é diminuir os lançamentos da Fox, que no ano passado produziu 12 longa-metragens (sem contar os títulos da Fox Searchlight e da agora extinta Fox 2000), passando o montante total para 5 filmes anuais. Entretanto, o estúdio não ficaria ocioso, produzindo pelo menos mais 5 filmes por ano para a plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). “Provavelmente levará um ano ou dois anos antes que possamos ter um impacto – obviamente, há filmes que já estão em produção. Estamos todos confiantes de que vamos ser capazes de mudar a sorte da Fox e você verá esses resultados em alguns anos”, acrescentou o executivo. Iger também reforçou que os filmes dos X-Men e do Quarteto Fantástico, que eram lançados pela Fox, serão agora integrados ao MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês) e estarão sob responsabilidade de Kevin Feige, não fazendo mais parte da lista de produções daquele estúdio.
Netflix perde US$ 17 bilhões em um dia e é processada por acionistas
A Netflix tomou um tombo financeiro na sexta-feira e ele pode ficar ainda maior, após um de seus acionistas se manifestar nesta segunda (22/7) por meio de um processo coletivo (class action) contra a empresa. O problema foi precipitado pelo relatório financeiro do desempenho da companhia no segundo trimestre de 2019, que registrou dados bem abaixo do esperado. Ao todo, 2,7 milhões de pessoas se juntaram à base de usuários norte-americanos do serviço de streaming no trimestre. Mas, em vez de aumento, esse número na verdade reflete queda em relação ao período passado e é praticamente metade do total previsto pela própria plataforma – 5 milhões de novas assinaturas no período. Foi a primeira vez em oito anos que a Netflix registrou uma queda significativa de assinantes nos Estados Unidos, com cerca de 130 mil pessoas abandonando o serviço nos últimos três meses. Esse resultado fez as ações da empresa caírem até 13%, número registrado horas depois do anúncio do relatório, levando a uma desvalorização de nada menos que US$ 17 bilhões em um único dia. Um dos investidores da Netflix, Johan Wallerstein, decidiu processar a empresa, o CEO Reed Hastings e o CFO Spencer Neumann em nome de todos os acionistas que tomaram prejuízo com a queda das ações. Em seu processo, ele cita uma carta de 16 de abril que projetava o citado aumento de 5 milhões de novos membros no trimestre, apesar do aumento no preço da assinatura, e a garantia de crescimento e valorização da plataforma. Declarações que o advogado do acionista chama de “materialmente falsas e/ou enganosas” por esconder que a Netflix não seria capaz de obter o número prometido e até perderia assinantes americanos, mesmo tendo informações suficientes de que isso aconteceria. O aumento no preço das assinaturas não foi o único fator que afastou os usuários. A Netflix também vem perdendo grande parte de sua biblioteca, com a decisão dos estúdios de não renovar seus acordos de exibição. Antigos provedores de conteúdo, Disney/Fox, Universal e Warner vão lançar suas próprias plataformas para concorrer com a Netflix e estão retirando seus filmes e séries do catálogo do serviço, além de deixar de negociar novos projetos. Com isso, a Netflix ficou com poucos produtos de marcas estabelecidas, que facilitam a identificação e interesse do público – algo que a Disney+ (Disney Plus) terá de sobra em seu lançamento. Mesmo produzindo mais de 100 séries e filmes novos por ano, a empresa tem dificuldades de tornar seus produtos conhecidos. As exceções são poucas, como “Stranger Things” e “Bird Box”. O que demonstra a insensatez de sua decisão de cancelar as séries da Marvel que ainda poderia fazer, apenas para retalhar a Disney. A própria empresa considera que seu cronograma de lançamentos do trimestre não foi tão bombástico quanto muitos fãs poderiam esperar. É por isso que está abrindo os cofres para fechar acordos por direitos de franquias, como “As Crônicas de Nárnia” e “The Witcher”. Mas o endividamento cada vez maior também se torna preocupante com a desvalorização de seu negócio e a chegada de uma concorrência muito forte em 2020.
Provedora NET passa a fazer parte da Claro
A operadora de TV paga e banda larga NET passou a ser oficialmente parte da Claro. Os serviços residenciais de TV por assinatura, telefonia e banda larga da operadora de TV foram incorporados ao portfólio da Claro, consolidando a oferta multisserviço da marca. Um vídeo foi disponibilizado para divulgar a novidade. Veja abaixo. “A Claro, que é líder em telecomunicações na América Latina e a operadora que mais cresce no mercado móvel brasileiro, passa agora a deter também a liderança em TV por assinatura e banda larga no país. Ao concentrar os investimentos e atuação mercadológica, fica ainda maior e mais forte, com presença global e portfólio completo de serviços”, disse o presidente da Claro, José Antônio Félix, em comunicado. Isto significa que agora a NET virou uma marca do portfólio da Claro, dando nome aos serviços voltados ao segmento residencial. Os planos e canais de atendimento da NET permanecerão os mesmos, e as lojas, sites e aplicativos serão atualizados para facilitar a interação do assinante. A mudança acontece quatro anos após a fusão iniciada em 2015 entre as duas empresas. Mas antes disso, desde 2011, Claro e Net já eram parceiras e ofereciam a oferta Combo Multi. A incorporação da Net faz parte da estratégia da Claro para a chegada iminente da telefonia 5G, a nova tecnologia de conectividade móvel que permitirá velocidades muito maiores, com tempo de resposta muito menor. “Estamos juntando conteúdo, tecnologia de ponta, fibra óptica e mobilidade, um passo fundamental e definitivo para preparar a Claro para continuar levando o novo para os nossos clientes. O mundo continuará evoluindo numa velocidade sem precedentes, assim como nossas soluções”, afirma Marcio Carvalho, diretor de Marketing da Claro.
Spielberg, Guillermo Del Toro e Sam Raimi vão produzir séries para nova plataforma
Criada especificamente para celulares, a plataforma de streaming Quibi está desenvolvendo um portfólio impressionante de séries. O nome do aplicativo vem da junção das primeiras sílabas das palavras “quick” (ligeiro) e “bites”. Jeffrey Katzenberg, o fundador da DreamWorks Animation, é o responsável pela iniciativa, que tem como diferencial produzir episódios de menor duração. Seus capítulos terão de 7 a 10 minutos. O que vai na contra-mão dos novos hábitos de consumo do público, que tem se atirado em longas maratonas de séries. A aposta é em outra característica atual: o baixo nível de atenção e foco de quem navega por celular. Por isso, pretende oferecer conteúdo fast, que pode ser devorado em qualquer local. O detalhe é que o recheio deste Quibi contém muitas calorias. Em outras palavras, as séries encomendadas são superproduções. Por exemplo: Steven Spielberg vai produzir uma série de terror que só poderá ser vista à noite pelo aplicativo. Outras séries em desenvolvimento são terrores de Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) e Sam Raimi (“Evil Dead”), um drama sobre suicídio do cineasta Peter Farrelly (“Green Book”), um thriller de ação com Liam Hemsworth (“Jogos Vorazes”), um drama policial produzido por Antoine Fuqua (“O Protetor”), uma comédia estrelada e produzida por Anna Kendrick (“Um Pequeno Favor”), uma ficção científica com Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”) e Emily Mortimer (“Chernobyl”), uma comédia musical com Darren Criss (“Glee”), uma produção de super-heróis de Doug Liman (“No Limite do Amanhã”), uma adaptação do filme “Marcação Cerrada” (1999), um remake da série clássica “O Fugitivo” (1963), atrações não reveladas dos diretores Stephen Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) e Paul Feig (“Um Pequeno Favor”), entre muitos projetos. O Quibi também deve oferecer outros tipos de atrações, como programas de notícias e reality shows – já estão confirmados um reality de luta livre feminina, um programa de moda de Tyra Banks (produtora-apresentadora de “America’s Next Top Model”) e remakes de “Punk’d” e “Singled Out”, da MTV. A plataforma conseguiu um aporte de US$ 1 bilhão de investidores como Sony Pictures, Disney, Warner Bros., Time Warner, MGM e Alibaba, e pretende oferecer 125 conteúdos semanais e 7 mil ao longo de seu primeiro ano. O interesse dos estúdios reflete uma aposta no formato, apesar da dificuldade encontrada até aqui para emplacar séries desse formato e exclusivas de dispositivos móveis – veja-se a falta de repercussão dos lançamentos do Snapchat. A conferir, em 2020.
Deborah Secco revela ter perdido dinheiro com o filme Bruna Surfistinha
A atriz Deborah Secco disse em entrevista ao programa TV Fama, da Rede TV, que perdeu dinheiro com “Bruna Surfistinha” (2011). Isto porque decidiu pagar do próprio bolso parte do orçamento para estender o período de filmagens. “As pessoas não sabiam, é uma coisa que eu acho que não tem sido divulgada. Estávamos no meio das filmagens e eu queria mais uma semana de filmagens, só que não tinha dinheiro para filmar. Então eu falei: ‘Quanto é para mais essa semana?’ e banquei, virando sócia do filme”, revelou. Deborah disse que o filme não deu lucro e ela levou prejuízo. “Banquei o filme e a gente não teve lucro. Foi um filme diferente do que todo mundo fala. Leio sempre na internet que falam: ‘Nossa, ela deve estar ganhando muito dinheiro’, mas, no final das contas, eu perdi dinheiro com o Bruna [Surfistinha]”, contou. Mas ela garante que a experiência valeu a pena e ajudou sua carreira. “Ganhei muito em realização artística e crescimento de imagem. Talvez naquele momento eu não tivesse noção do investimento que estava fazendo, mas eu estava investindo nessa revolução da minha carreira”. Veja a entrevista abaixo.
Homem-Aranha: Longe de Casa bate recorde de faturamento com publicidade mundial
Os US$ 580M (milhões) de bilheteria mundial de “Homem-Aranha: Longe de Casa” não foram a única arrecadação conquistada pelo filme do super-herói da Marvel até o momento. O lançamento também estabeleceu um novo recorde em Hollywood por conta de sua receita publicitária, com US$ 288M arrecadados com licenciamentos e product placements. O valor supera os cerca de US$ 200M de “Vingadores: Ultimato” e é 106% superior ao total de mídia promocional de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (US$ 140M) com pagamentos de mais de 30 marcas diferentes. A fortuna publicitária supera o orçamento completo da produção (US$ 180M) e mais gastos de marketing com a divulgação do filme. O que significa que “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” já chegou aos cinemas totalmente pago e sua bilheteria representa lucro livre para a Sony e a Disney, parceiras no “investimento”. Além do recorde financeiro, “Homem-Aranha: Longe de Casa” também registra a maior exposição já vista para um filme, como resultado de mais de US$ 2 bilhões injetados em publicidade “alternativa”, feita por parceiros e exposta em cerca de 1,7 milhões de pontos varejistas, mais de 40 anúncios diferentes para produtos associados e incontáveis impressões em embalagens, atividades sociais e eventos de marca, entre outras iniciativas. Ubíquo, o Homem-Aranha pode ser visto atualmente em caixas de pizzas da Papa John, voando num vídeo de segurança da United Airlines, em mais de 500 milhões de latas e garrafas de refrigerantes e embalagens de refeição do Burger King. Algumas campanhas chegam a contar com participação do próprio ator Tom Holland, como o comercial da Audi em que Peter Parker (Holland) leva um carro elétrico “secreto” da marca para a feira de ciências da sua escola. O carro também recebeu exposição no filme, assim como a United Airlines, que é a empresa aérea que leva a turma de escola de Peter para a Europa – e por conta disso incluiu o herói no vídeo de segurança que está sendo exibido para seus passageiros atuais. A marca de salgadinhos Doritos também adotou o personagem numa campanha global, que inclui desde exibição do Homem-Aranha em suas embalagens até conteúdo digital exclusivo, com um jogo online. E a empresa de refrigerante Dr. Pepper chegou a lançar um novo sabor exclusivo – seu primeiro em cinco anos – para acompanhar o filme. O Homem-Aranha ainda está ajudando a vender uma grande variedade de produtos da Kellogg’s, Dunkin Donuts, KFC, Danone, bolachinhas, chocolates, água mineral, televisões e até cadernetas de poupança bancárias, sem esquecer campanhas de turismo em Nova York e na Europa, com direito aos passeios do herói no filme. A campanha global inclui atividades na China, Singapura, Itália, México, Espanha, França, Reino Unido e até no Brasil, onde Burger King lançou uma campanha de mídia e produtos, como um menu infantil e outras atrações temáticas.
Aladdin ultrapassa US$ 900 milhões de bilheteria mundial
“Aladdin” atingiu novas alturas com seu tapete voador nesta sexta-feira (5/7), ao ultrapassar a marca de US$ 900 milhões de bilheteria mundial. A arredação transforma o longa num dos mais-bem sucedidos remakes live-action da Disney, atrás apenas de “A Bela e a Fera” (2017), “Mogli – O Menino Lobo” (2016) e “Alice no País das Maravilhas” (2010), todos com mais de US$ 1 bilhão de faturamento. Ressaltando o atual domínio da Disney, “Aladdin” também virou o terceiro maior lançamento do ano, tanto na América do Norte quanto no mundo inteiro, superado somente por outros dois títulos do mesmo estúdio: “Vingadores: Ultimato” e “Capitã Marvel”. O sucesso do filme ainda registrou um recorde pessoal na carreira do ator Will Smith, que interpreta o Gênio da Lâmpada na produção. No final de junho, a arrecadação do longa ultrapassou o montante de “Independence Day” (1996) para se tornar a maior bilheteria da carreira do ator. Dirigido por Guy Ritchie (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), “Aladdin” continua nos cinemas.
Bohemian Rhapsody transformou Queen na maior banda de rock de 2019
Sem lançar um hit desde a década de 1990, Queen se transformou na banda de rock mais bem-sucedida de 2019. Tudo graças ao filme “Bohemian Rhapsody”. Um balanço de meio do ano da Nielsen Music divulgado nesta quinta-feira (27/6) revelou que a trilha sonora de “Bohemian Rhapsody”, que venceu quatro prêmios no Oscar, foi o título de rock de melhor venda nos primeiros seis meses de 2019. E o detalhe é que a compilação “Greatest Hits 1”, do Queen, ficando em 2º lugar. O Queen vendeu mais de 731 mil álbuns – mais do que qualquer outro artista do gênero – e teve mais de 1,3 milhão de downloads digitais, segundo a Nielsen. Em fevereiro, o Queen se tornou a primeira banda de rock a abrir a cerimônia do Oscar, em Hollywood, com uma performance ao vivo de “We Will Rock You” e “We Are the Champions”. A performance de Lady Gaga e do ator e diretor Bradley Cooper nos palcos do Oscar de seu dueto “Shallow”, do filme “Nasce uma Estrela”, também fez as vendas aumentarem. A balada romântica teve 648 mil músicas digitais baixadas até agora no ano, de acordo com o relatório. O filme biográfico de Elton John, “Rocketman”, também levou a um aumento de 138% nas vendas de álbuns do cantor e compositor britânico na primeira semana após o lançamento do filme nos cinemas, em 31 de maio. O relatório usou dados de vendagens registradas entre 4 de janeiro e 20 de junho.
Ações da Disney disparam com anúncio da Disney+ (Disney Plus) – e Netflix sofre queda
Wall Street reagiu com entusiasmo à apresentação da Disney+ (Disney Plus). Sem participação de astros famosos, ao contrário da apresentação da Apple+, os planos da Disney para o streaming convenceram o mercado de ações norte-americano pela clareza, com datas, preços, projeções, descrição de conteúdo e até uma demonstração da interface de seu aplicativo – tudo que faltou ao evento da Apple, realizado duas semanas antes. Como resultado, as ações da Disney amanheceram em alta nesta sexta (12/4), subindo impressionantes 10% em 24 horas. Enquanto isso, as ações da Netflix, que domina o mercado de streaming, sofreram uma queda de 3%. Além da clareza, um dos pontos mais celebrados pelos investidores foi o preço da assinatura mensal do Disney+ (Disney Plus), anunciado como US$ 6,99 ao mês, bem mais barata que o pacote básico da Netflix (US$ 8,99). Quando Bob Iger, o CEO da Disney, pronunciou o valor no evento realizado na noite de quinta (madrugada desta sexta, pelo fuso horário brasileiro), houve um burburinho coletivo no local, um estúdio da empresa em Burbank, na Califórnia. “Estamos começando a partir de uma posição de força, confiança e otimismo desenfreado”, afirmou Iger durante a presentação. E os investidores concordaram. A Disney revelou que gastará mais de US$ 1 bilhão em conteúdo original para alimentar a plataforma de streaming com séries, programas e filmes exclusivos em 2020, quantia que pretende aumentar para até US$ 2,5 bilhões por ano de investimento. Pode não parecer muito diante dos US$ 15 bilhões que a Netflix deve gastar em 2019, mas o conglomerado de Bob Iger não precisa pagar direitos de licenciamento para montar seu conteúdo, nem direitos autorais para adaptar franquias que já possui, o que faz com que seus dólares produzam mais que o dinheiro da Netflix. Iger e a CFO da Disney, Christine McCarthy, também assumiram que o lançamento causará prejuízo para a empresa durante cinco anos, mirando 2024 como o ano em que o negócio deverá começar a dar lucro. Caso as ações da Disney se mantenham em alta, o prazo pode se tornar bem menor.
Disney anuncia data, preço e detalhes de seu projeto de streaming
A Disney divulgou seus planos oficiais para o streaming, num evento para investidores e imprensa realizado na noite de quinta (sexta no Brasil, 12/4, pela diferença do fuso horário) num estúdio da empresa em Burbank, na Califórnia – o mesmo usado para a filmagem do “Mary Poppins” original. O projeto consiste no lançamento de um pacote com três serviços: ESPN+ com esportes, Hulu com programação adulta e Disney+ (Disney Plus) para toda a família. Destes três, apenas o Disney+ (Disney Plus) ainda não está disponível. Mas finalmente ganhou uma data de lançamento. O Disney+ (Disney Plus) será lançado em 12 de novembro nos Estados Unidos. A apresentação da plataforma, comandada pelo CEO Bob Iger, veio acompanhada da confirmação de que o serviço será internacional, com a expectativa de chegar a outros países em 2020. Outro detalhe importante foi divulgado: seu preço. Custará apenas US$ 6,99 ao mês – ou, com desconto, será oferecido por uma assinatura anual de US$ 66,90 nos Estados Unidos. O valor é bem mais em conta que o preço da assinatura mais barata da Netflix – US$ 8,99 ao mês. A maior parte da programação do Disney+ (Disney Plus) será preenchida pela vasta biblioteca de títulos da empresa. Já em seu lançamento, o serviço contará com 18 filmes da Pixar, 13 clássicos animados da Disney que estão fora de circulação há tempos, todos os filmes de “Star Wars” e dos super-heróis da Marvel, inclusive, em primeira mão, a estreia de “Capitão Marvel” e “Vingadores: Ultimato” em streaming, cerca de 250 horas de programação da National Geographic, 100 produções originais do Disney Channel, 660 episódios de “Os Simpsons” e produções exclusivas criadas especificamente para a plataforma, . Entre as produções exclusivas, incluem-se uma versão live-action de “A Dama e o Vagabundo”, além de séries derivadas de “Star Wars”, dos filmes da Marvel e da Fox, dos desenhos da Pixar e dos telefilmes da Disney – casos, por exemplo, de “The Mandalorian”, passada numa galáxia distante, produções com Loki, Feiticeira Escarlate e Visão, Gavião Arqueiro, Soldado Invernal e Falcão, séries animadas baseadas nos quadrinhos de “O Que Aconteceria Se” (What If) e no filme de “Monstros S.A.”, sem esquecer de uma continuação de “Com Amor, Simon” e um spin-off de “High School Musical”. Para começar, estão previstas oito séries originais live-action, cinco atrações animadas, 14 produções de variedades (documentários, reality shows, especiais) e seis filmes exclusivos, que estão sendo produzidos visando disponibilidade no lançamento do serviço. A Disney está investindo US$ 1 bilhão na produção desse conteúdo exclusivo para a plataforma. Não parece muito diante dos US$ 15 bilhões que a Netflix deve gastar em 2019, mas o conglomerado de Bob Iger não precisa pagar direitos de licenciamento para montar seu conteúdo, nem direitos autorais para adaptar franquias que já possui, o que faz com que seus dólares produzam mais que o dinheiro da Netflix. A expectativa, porém, é que a empresa perca milhões de dólares até a plataforma se tornar lucrativa, numa curva que só deve mudar após cinco anos de expansão. Neste período, a Disney+ (Disney Plus) continuará investindo cada vez mais em produções exclusivas. Antes mesmo de lançar o serviço, a Disney assumiu que espera perder cerca de US$ 150 milhões em taxas de licenciamento, que deixarão de entrar em seus cofres após encerrar seu relacionamento com a Netflix. E diz já ter perdido cerca de US$ 1 bilhão ao investir em tecnologia e na montagem de seu negócio de streaming, com custos que devem crescer muito mais quando a Disney+ (Disney Plus) começar a operar. O evento também contou com uma breve demonstração do aplicativo Disney+ (Disney Plus) (veja um vídeo abaixo), que oferece aos usuários a opção de navegar pelo serviço por marca – por exemplo, Marvel ou Star Stars. Os assinantes da Disney+ (Disney Plus) poderão criar perfis com experiências personalizadas com base em seus produtos favoritos. E o serviço também inclui controle dos pais com restrição por idade. Por enquanto, Disney+ (Disney Plus), ESPN+ e Hulu serão oferecidos separadamente aos assinantes, mas os planos incluem, num futuro próximo, o lançamento de um pacote com assinaturas para os três produtos com desconto. Para viabilizar esse projeto em todo o mundo, a Disney também planeja implementar, finalmente, a distribuição global da Hulu, que hoje é restrita ao mercado americano. Com isso, deverá encerrar o licenciamento das produções exclusivas do serviço para terceiros – no Brasil, por exemplo, “The Handmaid’s Tale” está sendo disponibilizada pela Globoplay.
Chefão da Netflix desdenha esforços de streaming de Disney e Apple: “atrasados”
O executivo Ted Sarandos, chefe de programação da Netflix, provocou as concorrentes Apple e Disney ao desdenhar de seus esforços para lançar um serviço de streaming, dizendo que as empresas estão chegando “atrasadas para a festa”. Sarandos abordou os rivais ao responder um questionamento do site Deadline, durante um evento da empresa nos Estados Unidos, uma espécie de “Netfest” em que projetos da empresa foram apresentados à imprensa. A princípio, ele foi diplomático, dizendo: “Eu não tenho como saber exatamente o que eles estão fazendo até lançarem algo. Eu preciso reservar meu julgamento e meus comentários até isto acontecer”. Mas não se conteve, ao complementar a resposta. “O que eu posso dizer é que há anos estamos competindo com 500 canais a cabo, e mesmo assim estamos em quase todas as casas do mundo”, acrescentou. “No fim das contas, é só um aumento na mesa de competidores, e eles estão atrasados para a festa”. Sarandos ainda argumentou que a escala global da Netflix é sua principal vantagem em relação aos competidores. As plataformas novatas da Apple e da Disney devem se lançadas, num primeiro momento, apenas nos EUA. E a Netflix já está produzindo séries no mundo inteiro para diferentes audiências globais. “O que precisamos fazer é exportar tanto conteúdo de Hollywood quanto conteúdo do restante do mundo”, disse o executivo, que ainda destacou o acerto da estratégia com um exemplo concreto. “Às vezes, conseguimos algo como ‘La Casa de Papel’, que é um hit global no mesmo nível de ‘Stranger Things'”.
Netflix aumenta preços de assinaturas no Brasil
Os assinantes brasileiros da Netflix terão que pagar mais para ter acesso ao acervo de filmes e séries da empresa. O serviço de streaming anunciou nesta quinta-feira (14/3) um aumento nos preços em todas as suas modalidades de serviços para os usuários do país. Os novos preços ficaram assim: Plano básico (uma tela, sem HD): de R$ 19,90 para R$ 21,90 Plano padrão (duas telas, HD): de R$ 27,90 para R$ 32,90 Plano premium (quatro telas, Ultra HD): de R$ 37,90 para R$ 45,90 Segundo a empresa, os novos preços passam a valer já a partir desta quinta-feira no Brasil. Esta é a primeira vez desde 2017 que a Netflix reajusta preços no país. Na ocasião anterior, a empresa encareceu os planos padrão e premium, mas manteve inalterado o plano básico, além de oferecer promoções para usuários mais antigos. Assim como em 2017, o aumento também é maior que a inflação registrada no período. “Mudamos nossos preços de tempos em tempos para continuar investindo no melhor do entretenimento, além de melhorar a experiência da Netflix para nossos membros no Brasil”, disse a empresa em comunicado. O aumento no Brasil acontece logo após a Netflix fazer reajuste de preços nos Estados Unidos. Em janeiro, os planos ficaram entre 13% e 18% mais caros por lá.
Ashton Kutcher ficou milionário graças a Uber, Airbnb e Spotify
Ashton Kutcher ficou milionário com investimentos em marcas do novo milênio. Segundo a revista Business Insider, o ator da série “The Ranch”, da Netflix, possui uma fortuna estimada em US$ 250 milhões. Mas esse dinheiro não veio de suas atuações em séries e filmes. A revista financeira assegura que a fortuna foi acumulada porque o ator é um grande visionário no que diz respeito a investimentos. Ele sabe muito bem quando investir em alguma empresa ou projeto, com o qual pode lucrar no futuro. O ator, que já interpretou Steve Jobs no cinema, investe em companhias como Uber, Airbnb, Skype, Foursquare e Spotify, além de ter sua própria produtora de cinema, e um fundo de investimento que inaugurou em 2015. De acordo com a Business Insider, somente com o Uber, em que ele investiu US$ 500 mil no começo do projeto, Kutcher teria embolsado 100 vezes o valor inicial. O mesmo aconteceu com Airbnb. “Seu segredo é que ele só investe no que conhece e confia”, diz a publicação.











