Industry: Série da HBO sobre o mercado financeiro ganha primeiro trailer legendado
A HBO divulgou seis fotos e o primeiro trailer legendado de “Industry”, série sobre os bastidores do mercado financeiro. A prévia tem muita tensão, computadores, pílulas e vômitos, indo da celebração dos grandes negócios à depressão pelo mau desempenho e receio de desemprego. Além disso, o vídeo dá destaque para uma jovem afro-americana idealista (Myha’la Herrold), que acredita que ao seguir carreira nesse setor será julgada apenas por seus méritos e capacidade de atingir bons resultados. Ela é uma das personagens de 20 e poucos anos que tentam se estabelecer nesse mercado, onde fortunas são feitas da noite para o dia, e onde as poucas vagas são disputadas por uma geração obcecada por sucesso. Sob pressão, eles disputam espaço em um dos maiores estabelecimentos financeiros de Londres, num trabalho marcado por uma cultura de sexo, drogas e conflitos de ego. Criada pelos roteiristas Mickey Down e Konrad Kay (“Hoff the Record”), com produção e direção de Lena Dunham (criadora de “Girls”), “Industry” é gravada no Reino Unido e conta com um grande elenco, formado por Myha’la Herrold (“Modern Love”), Marisa Abela (“Cobra”), Harry Lawtey (“Carta ao Rei”), Priyanga Burford (“Avenue 5”), David Jonsson (“Deep State”), Nabhaan Rizwan (“1917”), Conor MacNeill (“A Batalha das Correntes”), Freya Mavor (“The ABC Murders”), Will Tudor (“Humans”) e Ken Leung (“Inumanos”).
Bilheterias: Mulan implode e Tenet supera US$ 200 milhões
“Tenet” e “Mulan” são atualmente os principais lançamentos de Hollywood em cartaz no mercado internacional, nos países onde os cinemas já se encontram abertos. E ambos surpreenderam seus estúdios por conta de desempenhos inesperados, mas em sentidos contrários. A Disney fez tudo para agradar – ou, ao menos, não desagradar – o governo chinês para lançar “Mulan” naquele país. Sem se manifestar após declarações de Liu Yifei, a Mulan, contra o movimento pró-democracia de Hong Kong e ao incluir créditos finais que elogiam autoridades chinesas de uma região submetida à esterilização e reeducação forçadas, o estúdio viu se alastrarem campanhas de boicote ao filme em Taiwan, Hong Kong, Singapura e Tailândia. Mas a aposta de que a bilheteria chinesa compensaria tudo isso resultou equivocada. A verdade é que os esforços do estúdio para recuperar seu investimento foram sabotados em todas as etapas pelos poderosos de Pequim. “Mulan” só conseguiu liberar seu lançamento junto aos censores duas semanas antes da estreia prevista, ficando com pouco tempo para a divulgação. Além disso, segundo as agências de notícias, os principais meios de comunicação do país foram proibidos de cobrir a estreia e de fazer críticas independentes sobre o filme. Mas não ficou nisso. O Global Times, jornal do regime e único órgão de imprensa autorizado a criticar o longa, atacou o “baixo nível artístico” e “incompreensão da cultura chinesa” da produção, decretando que isso teria levado “ao fracasso de Mulan na China”. “O filme foi rejeitado devido à sua representação hipócrita, que falhou em ressoar com o público chinês”, afirmou a publicação antes das bilheterias abrirem na sexta (11/9), dia da estreia. O resultado anteclimático agora tem números. “Mulan” faturou US$ 23,2 milhões em seu fim de semana de estreia a China, abrindo em 2º lugar, atrás do blockbuster local “The Eight Hundred”. No resto do mundo, o filme fez só US$ 5,9 milhões. Assim, somando-se os locais em que o lançamento aconteceu na semana passada, o filme atingiu um total de US$ 37,6 milhões. Para recuperar os mais de US$ 200 milhões gastos em sua produção, a Disney está apostando no mercado digital, com distribuição em VOD premium (o estúdio chama de Premier Access) no Disney+ (Disney Plus) nos EUA. Entretanto, em três meses o longa estará disponível de graça para os assinantes da plataforma. “Tenet”, por outro lado, segue lotando cinemas. Ficou em 3º lugar em seu segundo fim de semana na China, mas já soma US$ 50,8 milhões no mercado local. Só nos últimos três dias, a produção da Warner faturou mais que a estreia de “Mulan”, com US$ 38,3 milhões mundiais – somando no montante US$ 6,7 milhões da América do Norte. Além da China, mais quatro países renderam bilheteria maior que a americana para “Tenet” entre sexta e domingo (13/9): Reino Unido (US$ 16,4 milhões), França (US$ 13,2 milhões), Alemanha (US$ 11,4 milhões) e Coréia do Sul (US$ 10,3 milhões). Na soma completa de suas bilheterias, desde o lançamento em 26 de agosto na Europa, “Tenet” já faturou US$ 207 milhões em todo o mundo. Em outros tempos, esses rendimentos representariam um fracasso colossal para uma produção com seu custo – também orçada em torno de US$ 200 milhões. Mas em tempos de covid-19, são números que o mercado comemora. A Warner espera lançar “Tenet” em 15 de outubro no Brasil, mas “Mulan” saiu do calendário de estreias nacionais, possivelmente porque deve chegar diretamente em streaming por aqui.
Bilheteria de Tenet mostra nova ordem mundial do cinema, com a China no topo
Depois de meses de adiamento, “Tenet” finalmente estreou nos EUA, gerando estimados US$ 20,2 milhões no fim de semana. Em outros tempos, essa abertura representaria um fracasso colossal para uma produção com seu custo – orçada em torno de US$ 200 milhões. Mas em tempos de covid-19, são números que o mercado começa a achar aceitáveis, enquanto pondera se um dia voltará a faturar as antigas fortunas. Com o público temeroso e salas ainda em processo de reabertura nos EUA, o desempenho de “Tenet” foi considerado razoável pelos analistas ouvidos pelas publicações americanas especializadas. É bem melhor, por exemplo, que a abertura de “Os Novos Mutantes”, que fez US$ 7 milhões em 2,4 mil telas na semana passada. Com os US$ 3,5 milhões deste fim de semana, o filme de super-heróis chegou a US$ 12,3 milhões de faturamento em dez dias, bem abaixo do que “Tenet” faturou em apenas quatro dias, entre quinta e este domingo (6/9). “Tenet” conseguiu chegar a 2,8 mil cinemas em todo o país, quantidade distante das 4 mil salas que costumam servir de base de lançamento para blockbusters na América do Norte. Isto porque, no momento, apenas 65% dos multiplexes estão em funcionamento e alguns dos principais mercados, como Nova York, Los Angeles, Seattle e São Francisco, continuam fechados. Mesmo as salas abertas enfrentam limitação no número de assentos como prevenção contra a pandemia, além de baixa procura por ingressos. Mais que nunca, isto significa que Hollywood se tornou dependente de sucessos internacionais. E, no exterior, o filme de Christopher Nolan está tendo um desempenho muito melhor. “Tenet” faturou US$ 78,3 milhões nos últimos três dias, graças principalmente à estreia na China, onde seu lançamento rendeu US$ 30 milhões desde sexta (4/9). A China está bem à frente dos EUA na reestruturação do mercado, com cinemas abertos e lotados na maioria das cidades, dentro da “nova normalidade”. Tanto que já rendeu um blockbuster local, o épico de guerra “The Eight Hundred”, que neste fim de semana superou os US$ 300 milhões de arrecadação. Com a soma da arrecadação global, “Tenet” também tem números de blockbuster, superando a marca de US$ 150 milhões em bilheteria ao redor do mundo desde seu lançamento europeu em 26 de agosto. É o melhor resultado para uma produção americana desde março, quando os cinemas fecharam devido à pandemia. Mas os números também retratam uma nova ordem mundial do mercado cinematográfico, em que os EUA perderam definitivamente sua primazia para a China. Uma situação em que filmes chineses, como “The Eight Hundred”, superam lançamentos hollywoodianos para assumir o topo das bilheterias como os maiores blockbusters do mundo. Não há previsão para “The Eight Hundred” chegar ao Brasil, mas o país será o último do mundo a receber “Tenet”. Em parte porque os cinemas ainda não reabriram nas principais capitais, mas também porque o país foi um dos mais afetados pela pandemia, graças a uma postura negacionista de desgoverno, que levou à falta de uma política sanitária federal e até mesmo de um Ministro da Saúde, no auge da crise. O último adiamento colocou a data de estreia nacional do filme da Warner em 15 de outubro.
Charlie Sheen estaria gravando vídeos de aniversário para pagar contas
Charlie Sheen, que durante sua participação na série “Two and a Half Men” foi o ator mais bem pago da TV americana, arrecadando cerca de US$ 1,7 milhão por episódio, hoje vende vídeos personalizados para os fãs. De acordo com o tabloide britânico Mirror, o ator usa o site Cameo para comercializar os vídeos com mensagens de aniversário, casamento ou outras comemorações, por US$ 440 cada. Sem nenhum trabalho como ator desde 2018, esta atividade teria se tornado sua principal fonte de rendimentos. Mas o jornal encontrou um aspecto positivo na atual fase do astro. Apesar da “crise financeira”, o ator está com boa de saúde e sóbrio há dois anos. O vício de Charlie em drogas e álcool veio à tona em 2011, após surtos, e foi o motivo de sua demissão de “Two and a Half Men”. Em 2015, ele revelou que havia sido diagnosticado com HIV quatro anos antes. Depois disso, ele se retirou dos holofotes. Charlie Sheen tem cinco filhos. Sam e Lola Paula ProfitRose são filhas do casamento do ator com a atriz Denise Richards. Bob e Max nasceram da união com a socialite Brooke Mueller. E Cassandra Jade é fruto do relacionamento dele com Paula Speers.
Tenet e Mulher-Maravilha 1984 sofrem novos adiamentos no Brasil
Com os cinemas ainda fechados na maioria dos estados do Brasil, a Warner decidiu comunicar o adiamento oficial de suas próximas estreias, “Tenet” e “Mulher-Maravilha 1984”. O filme de Christopher Nolan, que já estreou em vários países e chega nesta quinta (3/8) aos cinemas americanos, sofreu novo adiamento, remarcado de 24 de setembro para 15 de outubro. Como esta era a data prevista para o lançamento nacional de “Mulher-Maravilha 1984”, o longa da heroína também precisou ser remanejado, sendo transferido para 5 de novembro. Os planos iniciais previam que “Tenet” chegaria em 23 de julho no Brasil. Desde então, a Warner já adiou quatro vezes a exibição, sempre atrasando a estreia em algumas semanas. Só que, de “pulinho” em “pulinho”, o filme vai estrear quase três meses depois da data originalmente prevista, devido à pandemia de coronavírus. Apesar da reação divisiva da crítica, o site Rotten Tomatoes colocou sua credibilidade em cheque por ignorar as resenhas negativas e considerar como positivas diversas críticas cheias de ressalvas, mantendo a nota do filme elevada até sua estreia internacional, quando faturou US$ 53 milhões em cerca de 40 países no fim de semana passado. Desde então, as opiniões negativas começaram a ser acrescentadas e a nota do filme despencou, de 83% para 77% de aprovação. Ainda assim, mantém-se elevada, considerando o tom geral. “O que diabos foi isso?”, sintetizou a resenha do New York Post, incluída nesta quarta (2/9). Promovido como um grande mistério, o filme é, aparentemente, daqueles que precisam de explicação mesmo depois do espectador terminar de assisti-lo. Confirmando comentários do próprio elenco de que o filme é difícil de entender, as resenhas apontam que o roteiro é o ponto fraco da produção. A trama foi mantida em segredo durante toda a divulgação, explicada apenas numa sinopse que afirma: “Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo, o protagonista (John David Washington, de “Infiltrado na Klan”) precisa partir em uma missão dentro do mundo da espionagem internacional, que irá revelar algo além do tempo. Não é viagem no tempo. É inversão.” O texto nem se dá ao trabalho de nomear o personagem principal. Já as situações vistas no trailer incluem balas que disparam na direção contrária dos tiros e carros que capotam de trás pra frente, numa espécie de “efeito rewind”, que questiona a linearidade do tempo e lembra que o diretor responsável é o mesmo de “A Origem” (2010) e “Interestelar” (2014). O elenco também inclui Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, além de dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). Curiosamente, “Mulher-Maravilha 1984” deveria ter sido exibido antes de “Tenet” no Brasil. Originalmente previsto para 4 de junho, o lançamento sofreu três adiamentos e agora será lançado quatro meses depois do planejamento inicial. Nos EUA, o filme segue com previsão de estreia em 4 de outubro. A direção é novamente de Patty Jenkins e, além da volta a atriz Gal Gadot como a personagem-título, o longa ainda contará com o retorno de Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Apesar deste enredo também ter pouco detalhes revelados, os atores Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) vivem os vilões, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord.
Crítica americana considera Os Novos Mutantes “pior X-Men de todos os tempos”
Devido à falta de sessões de imprensa e boicote de alguns veículos por conta desta decisão da Disney, as críticas a “Os Novos Mutantes” só começaram a ser publicadas após a estreia nos EUA. De três resenhas (duas deles espanholas) compiladas pelo site Rotten Tomatoes até sexta (28/9), o número saltou para 38 neste domingo (30/9). E a maioria é negativa. Na média, o filme atingiu apenas 32% de aprovação. Embora isto seja bem melhor que os 22% alcançados por “X-Men: Fênix Negra” no ano passado, o número cai para 14% na lista dos críticos considerados “top” – a grande imprensa – , ficando abaixo dos 18% de “Fênix Negra” nesta categoria. A atriz Maisie Williams, conhecida como a Arya de “Game of Thrones” e que interpreta a heroína Rahne Sinclair/Lupina em “Os Novos Mutantes”, chegou a ironizar o comentário mais arrasador, compartilhando em suas redes sociais a crítica da revista Forbes, intitulada “‘Os Novos Mutantes’ é o pior filme de X-Men de todos os tempos”. Junto da resenha, ela acrescentou a mensagem: “Parece um filme obrigatório, compre suas entradas agora mesmo”. O massacre coletivo incluiu definições desabonadoras, como “filme de terror medroso” (The New York Times) e “com poucas novidades” (The Hollywood Reporter). Mas, em meio ao desprezo generalizado, há uma constatação de que não se trata de um desastre completo. “Re-filmado, recortado e de alguma forma resgatado da obscuridade total, o filme de Josh Boone não é tão ruim. Infelizmente, também não é bom”, apontou a revista Variety. “É o tipo de filme que muitos fãs certamente vão querer gostar e, embora cumpra essa promessa modesta, certamente não vai além disso”, concordou o site The Wrap. Mas mesmo pouco encorajadores, os comentários da crítica sugeriram que a Disney não abandonasse os personagens, especialmente os femininos (Lupina, Magia e Miragem), que teriam mostrado grande potencial e poderiam brilhar numa história melhor e num filme decente. “Dá pra ver facilmente esses três jovens se juntando à crescente gama de super-heroínas do Marvel Studio”, destacou o Hollywood Reporter. Lançado na sexta-feira, “Os Novos Mutantes” teve uma das piores bilheterias de super-heróis da Marvel neste século, com apenas US$ 7 milhões de arrecadação nos EUA, onde os cinemas dos principais estados (Califórnia e Nova York) ainda estão fechados devido à pandemia de covid-19. O filme não tem previsão de estreia no Brasil. Sounds like a must see! 🧚🏼♀️ Get your tickets now ✨ https://t.co/4fqry3JAse — Maisie Williams (@Maisie_Williams) August 28, 2020
Tenet surpreende com US$ 53 milhões de bilheteria internacional
A aposta da Warner num lançamento internacional de “Tenet” antes da normalização do mercado americano deu certo. O filme de Christopher Nolan atingiu uma abertura de US$ 53 milhões na bilheteria de cerca de 40 países, incluindo o Canadá. Os números representam um bom presságio para o estúdio, que vai lançar a produção nos Estados Unidos, China e outros mercados a partir de quinta (3/9). E são bem melhores do que as projeções mais otimistas do mercado, considerando que este é o primeiro grande filme de Hollywood a ser lançado em todo o mundo durante a pandemia de coronavírus – a outra superprodução da semana, “Os Novos Mutantes”, foi distribuída apenas nos EUA. O resultado de “Tenet” surpreende principalmente porque, longe da normalidade, muitos cinemas continuam fechados, os que estão abertos têm restrição de público e, mesmo com máscaras e outras medidas de proteção, os espectadores ainda receiam voltar às salas de projeção. Considerada uma estreia encorajadora e promissora, o desempenho de “Tenet” também está sendo comemorado por estúdios rivais da Warner, que começam a ver uma luz no fim do túnel – ou nos mercados internacionais – para retomar seus cronogramas de lançamentos. A celebração rendeu, inclusive, um comunicado oficial da Warner, assinado pelo presidente do estúdio, Toby Emmerich. “Começamos de maneira fantástica internacionalmente e não poderíamos estar mais satisfeitos. Christopher Nolan apresentou mais uma vez um filme digno de um evento que exige ser visto na tela grande, e estamos entusiasmados com o fato de que o público em todo o mundo está tendo a oportunidade de ver ‘Tenet'”, escreveu o executivo. “Obrigado aos nossos parceiros de exposição pelos seus esforços incansáveis em reabrir os seus cinemas de forma segura e socialmente distanciada. Dadas as circunstâncias sem precedentes deste lançamento global, sabemos que estamos correndo uma maratona, não uma corrida, e esperamos uma longa exibição para este filme por muitas semanas em todo o mundo”, acrescentou. Apesar desse otimismo, a experiência na Coreia do Sul também serve de alerta. Após uma boa abertura local, as salas foram esvaziadas devido ao aumento de casos de covid-19, fazendo a Disney suspender seus planos para “Mulan” e “Os Novos Mutantes” no país. A estreia de “Tenet” no Brasil está prevista para 24 de setembro, após novo adiamento. Mas, por enquanto, apenas os cines drive-in estão funcionando normalmente no país.
Os Novos Mutantes tem uma das piores bilheterias de super-heróis do século
“Os Novos Mutantes” chegou aos cinemas com uma das piores bilheterias de um filme de super-heróis da Marvel neste século, ao estrear em plena pandemia de coronavírus na América do Norte. Mesmo assim, arrecadou US$ 7 milhões em 2,4 mil telas, o que poderia ser considerado razoável nestas condições – além de evitar o último lugar no ranking negativo, encabeçado por “Era uma Vez um Deadpool” (US$ 2,6 milhões) e “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” (US$ 4,2 milhões). Último filme de super-heróis da Marvel produzido pela ex-Fox, “Os Novos Mutantes” foi a primeira grande produção lançada com exclusividade nos cinemas nos últimos cinco meses. Mas o mercado ainda não está normalizado. Apenas 62% das salas estão abertas nos EUA, e isso não inclui Nova York e Califórnia, que continuam sem funcionar. Como se não bastasse a covid-19, algumas salas que deveriam abrir adiaram os planos devido à ameça de um furacão no sul dos EUA. Por conta disso, os números vêm, principalmente, de sessões no Canadá, onde o lançamento precisou disputar o público com “Tenet”. A Disney fez a estreia sabendo que teria prejuízo e apenas para cumprir cláusula contratual que a obrigava a colocar o filme em cartaz. Com orçamento de US$ 100 milhões, a produção não vai se pagar e será mais um prejuízo contabilizado na conta da sua aquisição da Fox no ano passado. Os valores, porém, podem ser amortizados com o lançamento em VOD premium, o que deve significar uma janela mais curta entre as telas. O thriller “Unhinged”, com Russell Crowe, ficou em 2º lugar nas bilheterias, atingindo US$ 2,6 milhões. Há duas semanas em cartaz, o longa já soma US$ 8,8 milhões em exibição em 2,3 mil telas. O Top 3 se completa com a estreia de “Bill & Ted: Encare a Música”, que arrecadou US$ 1 milhão, apesar de ter sido lançada simultaneamente em VOD premium. A comédia foi distribuída em apenas mil cinemas, mas bombou no circuito dos drive-ins. Os cinemas começaram a abrir para valer no fim de semana passado nos EUA e a expansão continua, apesar dos casos de covid-19 não darem sinais de diminuição. Algumas cidades da Califórnia já permitiram a retomada dos negócios na segunda (31/8), antecipando a chegada a “Tenet” no próximo fim de semana. Mas, apesar da retomada, as salas estão operando com capacidade reduzida para promover o distanciamento social, além de implementarem uma série de protocolos de segurança, incluindo a exigência de que funcionários e espectadores usem máscaras faciais. Segundo uma pesquisa da Disney, apenas 40% dos espectadores se sentiram confortáveis com as restrições nesta volta aos cinemas.
Guillermo del Toro fecha contrato para criar séries e filmes na Netflix
O cineasta Guillermo del Toro, vencedor do Oscar por “A Forma da Água” (2017), assinou um contrato de exclusividade de vários anos com a Netflix, para desenvolver novos projetos para a plataforma de streaming. Os detalhes do negócio não foram revelados, mas ele é encarado como garantia de uma buscada liberdade criativa para o diretor. Do ponto de vista da Netflix, a contratação também representa a capacidade de apresentar obras de um autor considerado criador de universos e capaz de gerar sucessos em vários gêneros, faixas etárias e formatos, da animação ao terror. O acordo, que envolve filmes e séries, fará com que del Toro se envolva com os projetos não apenas no nível de produção, mas também como roteirista e diretor. Ele já tem vários projetos na Netflix, principalmente no espaço de animação. O cineasta criou a trilogia “Contos de Arcadia”, que teve sua terceira saga lançada no início de agosto, e também é o criador da vindoura série de terror “Guillermo del Toro Presents 10 After Midnight”. Além disso, desenvolve uma animação gótica inspirada em “Pinóquio”, que, junto do anúncio do contrato, apresentou seus dubladores (mais sobre isso neste link). Após “A Forma da Água” vencer o Oscar, a Fox Searchlight, que produziu o longa, chegou a oferecer a Del Toro a possibilidade de ser curador de um selo de filmes fantásticos no estúdio. Mas, desde então, a Disney comprou a Fox, mudou o nome do estúdio para Searchlight e nunca mais se falou desse negócio na imprensa. Del Toro é sabidamente desgostoso de sua relação com os estúdios de seus primeiros filmes, lamentando, entre outras coisas, não ter podido fazer “Hellboy 3” nem filmar “Nas Montanhas da Loucura”, de H.P. Lovecraft, numa produção que seria estrelada por Tom Cruise.
Cinemas brasileiros vão reabrir com festival de blockbusters clássicos
Os cinemas brasileiros estão se preparando para uma possível reabertura a partir de setembro. Mas isso não vai acontecer com lançamentos atuais, apesar de a data ser propícia para receber “Mulan” e “Tenet”. Os distribuidores e exibidores querem, primeiro, reconquistar a confiança do público, e para isso estão programando sessões iniciais com sucessos conhecidos. Batizada de festival De Volta para o Cinema, a iniciativa tem o objetivo de estimular a volta do público com sessões a preços acessíveis. O projeto contará com 24 filmes divididos em oito temas dentro dos gêneros de ação, comédia, ficção científica, terror, fantasia, suspense e drama com ingressos de R$ 10,00 para salas convencionais e R$ 20,00 para salas VIP, além da meia-entrada. A princípio, o chamado “festival” está programado para estrear no dia 3 de setembro. Isto é daqui a duas semanas. Entretanto, não há sinais claros de parte das autoridades para que os cinemas possam abrir nesta data nos principais mercados do país. Manaus foi a primeira grande cidade a autorizar o retorno da atividade, em agosto. No Rio de Janeiro, há expectativa de autorização para a reabertura em setembro. Mas São Paulo segue sem previsão, a espera do avanço das fases de quarentena. Caso a data não possa ser cumprida em muitos locais, a ideia é manter a programação do festival de acordo com a abertura das salas em cada cidade do país, entrando em cartaz sempre na primeira semana de abertura de cada local. Nesta reabertura, as salas funcionarão com público reduzido, com espaço de duas poltronas livres entre os espectadores, para garantir o distanciamento social. Os espaços também disponibilizarão álcool em gel ao longo do percurso do cliente. Além disso, os intervalos entre as sessões serão ampliados e as salas higienizadas – incluindo as poltronas, corrimões e guarda-copos. As máscaras serão obrigatórias desde a entrada do espaço e todos terão suas temperaturas medidas. Apesar disso, a iniciativa gerou protestos nas redes sociais. Um tuíte sobre o projeto na conta de Érico Borgo, um dos idealizadores do festival, disparou comentários negativos de usuários, que argumentaram ser irresponsável reabrir os cinemas enquanto os números da pandemia continuam elevados no país. Já outros argumentaram que vários ramos de negócios já tiveram autorização de reabrir (com ou sem medidas de segurança), e que isso serviria para ajudar exibidores em situação financeira complicada após meses de fechamento. Veja os filmes selecionados para o festival “De Volta Para o Cinema” abaixo, divididos por categorias. A Fantástica Lista de Clássicos Pop “Superman: O Filme” “Os Caça-Fantasmas” “Matrix” “De Volta Para o Futuro” A Lista do Espanto “Invocação do Mal” “O Exorcista” (Versão do Diretor) “O Iluminado” “Tubarão” A Sociedade das Sagas “Harry Potter e a Pedra Filosofal” “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” “Crepúsculo” A Vingança dos Geeks “Os Vingadores” “Batman: O Cavaleiro das Trevas” “Homem-Aranha no Aranhaverso” Curtindo a Família Adoidado “Divertida Mente” “Minions” “Turma da Mônica: Laços” “ET – O Extraterrestre” Dias de Identidade “Corra!” “Mulher-Maravilha” “Pantera Negra” Sob o Domínio do Drama “O Palhaço” “Os Bons Companheiros” Tropa de Risos “Até Que a Sorte nos Separe” “Fala Sério, Mãe!” “Minha Mãe É uma Peça”
Crise na DC Universe: Séries da plataforma vão para a HBO Max
Sem encomendar nenhuma produção nova desde a renovação de “Titãs” para a 3ª temporada, a plataforma DC Universe vai encerrar sua programação original e seu conteúdo será deslocado para a HBO Max. Os boatos de que a AT&T, nova dona da Warner, não tinha interesse no serviço foram confirmados por Jim Lee, publisher da DC Comics, em entrevista ao The Hollywood Reporter. “O conteúdo original que está no DCU está migrando para o HBO Max. Sinceramente, essa é a melhor plataforma para esse conteúdo. A quantidade de conteúdo que você junta, não apenas da DC, mas da WarnerMedia em geral, é enorme e é a melhor proposta de valor, se eu tiver permissão para usar esse termo de marketing. Achamos que é o lugar certo para isso”, ele disse ao THR. Das seis produções originais do DC Universe, duas já foram oficialmente para a HBO Max: “Patrulha do Destino” (Doom Patrol) e “Harley Quinn” (a animação da Arlequina). Agora, “Titãs” (Titans), exibida internacionalmente pela Netflix, e a série animada “Justiça Jovem” (Young Justice), ambas renovadas para novas temporadas, terão seus episódios inéditos também levados à nova plataforma. Mas a HBO Max vai ficar sem “Stargirl”, que terá seu segundo ano de produção exibido com exclusividade na rede The CW. “Stargirl” mostrou sua 1ª temporada na CW e na DC Universe. Sua saída da plataforma, na negociação com a CW, já apontava a crise. Entretanto, os boatos começaram muito antes, com o cancelamento inesperado e repentino de “Monstro do Pântano” (Swamp Thing) um dia após a estreia. Ninguém entendeu nada, mas foi nesta época que surgiram os comentários de que a AT&T já tinha tomado a decisão de encerrar o projeto de séries da DCU. Apesar deste esvaziamento, a DCU não será totalmente encerrada. Ela vai continuar com mudanças, passando a oferecer apenas quadrinhos digitais, além de servir de fórum para os fãs. “Em relação à comunidade e todo o conteúdo de quadrinhos, algo como 25 mil títulos diferentes, e a forma como a plataforma se conectou com os fãs 24 horas por dia, sempre haverá uma necessidade disso. Portanto, estamos animados para transformar a DCU e teremos mais notícias sobre como ela será em breve. Definitivamente, a DCU não vai embora”, explicou Lee. A mudança estaria relacionada aos US$ 153 bilhões em dívidas da AT&T, resultantes de sua compra da Warner. Recentemente, a empresa de telecomunicações demitiu vários chefões da empresa, desde o editor-chefe da DC Comics até o presidente da WarnerMedia Entertainment, além de ter fechado divisões como a DC Direct, responsável pelas mercadorias e colecionáveis da DC, e realizado o esvaziamento da plataforma DC Universe. Há boatos, também, de que o Crunchyroll, plataforma de animes, estaria à venda. Especulações apontam que o desempenho da HBO Max, grande aposta da AT&T ao comprar a Warner, não decolou como previsto.
Warner estaria planejando vender Crunchyroll
Após bater a marca de 70 milhões de assinantes, a Crunchyroll pode ser vendida pela WarnerMedia. Segundo afirma a Variety, a AT&T, que comprou a Warner e todo o seu acervo, quer vender a plataforma de animes por cerca de US$ 1 bilhão para ajudar a pagar algumas dívidas. A Sony Entertainment, que tem uma plataforma similar, a Funimation, seria a principal candidata na negociação. Mas não é a única empresa interessada na plataforma. A AT&T teria cerca de US$ 153 bilhões em dívidas, resultantes de sua compra da Warner. Recentemente, a empresa de telecomunicações demitiu vários chefões da empresa, desde o editor-chefe da DC Comics até o presidente da WarnerMedia Entertainment, além de ter fechado divisões como a DC Direct, responsável pelas mercadorias e colecionáveis da DC, e causado o esvaziamento da plataforma DC Universe. Especulações apontam que o desempenho da HBO Max, grande aposta da AT&T ao comprar a Warner, não decolou como previsto. Recentemente, a Crunchyroll anunciou uma nova leva de animes originais, incluindo “Tower of God” e “God of Highschool”. A plataforma conta com mais de mil títulos em seu catálogo e mais de 30 mil episódios, mas das 70 milhões de assinaturas que ostenta, apenas 3 milhões são pagas. Vale observar que nem a Warner nem a Sony confirmaram estar negociando a Crynchyroll.
Warner implode DC Comics na véspera da DC FanDome
A duas semanas do evento mundial DC FanDome, a WarnerMedia causou um abalo sísmico na editora DC Comics, demitindo um terço de sua equipe editorial, incluindo o Editor-Chefe Bob Harras e alguns editores de grandes títulos, como Mark Doyle (Batman), Bryan Cunningham (O Relógio do Juízo Final) e Andy Khouri (Harleen). Este último foi o mentor do lançamento do selo Black Label, que aposentou a Vertigo (divisão adulta da DC). Além disso, Jim Lee, lendário ilustrador de diversas histórias da casa, perdeu o cargo de Chefe-Criativo e, segundo apurou o site ComicBook, deverá ser substituído por um gerente “do mundo do e-sports”. Sabe-se lá porquê. Mas os cortes não se limitaram à editora. Também afundaram um pouco mais a plataforma de streaming DC Universe, que teve a maioria de sua equipe demitida. “A DC Universe morreu na largada, com a aquisição da Warner pela AT&T”, disse uma fonte não identificada ao site The Hollywood Reporter, lembrando que o foco dos novos donos da Warner é concentrar todo seu conteúdo no serviço de streaming HBO Max. Lançada antes da conclusão da venda da Warner, em maio de 2018, a DC Universe lançou as séries “Titãs”, “Patrulha do Destino”, “Stargirl”, “Monstro do Pântano”, “Justiça Jovem” e “Harley Quinn” (Arlequina). Alguns desses programas já começaram a ser transmitidos na HBO Max. E “Stargirl” trocou o streaming pela rede The CW. Outra vítima do massacre econômico foi a DC Direct, fabricante de mercadorias e colecionáveis da empresa. A divisão foi fechada depois de 22 anos, com suas atividades incorporadas pela Warner Bros. Consumer Products. A DC não fez comentários sobre a implosão de seus negócios. Mas será curioso ver o que a editora irá comemorar no DC FanDome, sua primeira grande convenção de fãs, que deverá ser realizada no dia 22 de agosto em clima de fim de festa. De todo modo, vale observar que os cortes também atingiram as divisões de cinema e séries da companhia, levando à demissão de pesos-pesados como Robert Greenblatt, presidente da WarnerMedia Entertainment, Kevin Reilly, diretor de conteúdo da WarnerMedia, e Keith Cocozza, vice-presidente executivo de marketing e comunicações, que trabalhou na empresa por 19 anos. As demissões podem ter causa na crise econômica gerada pela pandemia de coronavírus, mas também refletem a chegada de um novo presidente-executivo na WarnerMedia, Jason Kilar, ex-CEO da Hulu, que foi escolhido pela AT&T em abril para lançar – e priorizar – a HBO Max.











