“Shang-Chi” vira filme mais bem-sucedido da pandemia na América do Norte
Líder das bilheterias pelo quarto fim de semana consecutivo, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” faturou mais US$ 13,3 milhões para atingir um total de US$ 196,5 milhões nos EUA e Canadá. A quantia transformou a produção da Marvel/Disney no filme mais bem-sucedido da pandemia no mercado norte-americano. O montante superou com folga a arrecadação de “Viúva Negra”, que liderava o ranking com US$ 183,4 milhões. Mas o filme de Scarlett Johansson continua na frente na soma mundial. “Shang-Chi” tem US$ 166,9 milhões no exterior, totalizando US$ 363,4 milhões em todo o mundo, contra US$ 378 milhões globais de “Viúva Negra”, que foi lançada simultaneamente na Disney+. O bloqueio do lançamento na China, que vetou a produção devido à opiniões do astro Simu Liu sobre o país, impediu o filme do herói antigamente conhecido como Mestre do Kung Fu de atingir maior faturamento internacional. Apesar do sucesso norte-americano, o longa nem de longe ameaça o domínio global de “Velozes & Furiosos 9”, maior blockbuster de 2021, com US$ 716,5 milhões de ingressos vendidos ao redor do mundo. Mas “Shang-Chi” demonstra ter fôlego para acrescentar ainda muitos milhões em sua conta. Neste fim de semana, sua bilheteria foi quase o dobro da obtida pelo segundo filme melhor colocado, o musical da Universal “Querido Evan Hansen”, que rendeu US$ 7,5 milhões. Principal estreia de sexta passada (24/9), a adaptação da Broadway amargou rejeição da crítica, atingindo apenas 33% de aprovação no Rotten Tomatoes. O fracasso acontece num ano que experimenta excesso de lançamentos musicais, tanto nos cinemas quanto em streaming. Culpa de “La La Land”. A realidade das bilheterias tem demonstrado que o desempenho do filme de 2016 foi pontual e não um retorno à era de ouro dos musicais de Hollywood. Lançado poucos meses após o desastre de “Cats”, “Em um Bairro de Nova York”, adaptação da peça de Lin-Manuel Miranda, também chegou durante a pandemia e se saiu um pouco melhor, com um faturamento inicial de US$ 11,5 milhões, mas atingiu apenas US$ 29,8 milhões no mercado interno – ainda que com uma diferença: estreou simultaneamente na HBO Max. O desastre de “Querido Evan Hansen” deixa claro que aquilo que funciona no palco não tem garantia nas telas. A produção da Universal tentou repetir o fenômeno da montagem de 2016, premiada com seis troféus Tony (o Oscar do teatro), ao escalar o mesmo ator, Ben Platt, no papel principal. Só que, agora com 27 anos, ele foi ridicularizado por tentar passar por estudante do Ensino Médio na versão cinematográfica. O pódio das bilheterias norte-americanas se completa com “Free Guy – Assumindo o Controle”. A comédia fantasiosa estrelada por Ryan Reynolds faturou US$ 4,1 milhões em seu sétimo fim de semana, atingindo um total doméstico de US$ 114,1 milhões. Globalmente, o filme está com US$ 317,4 milhões graças à diferença feita pelo lançamento chinês, que responde por US$ 94 milhões da conta. O terror “A Lenda de Candyman” e o drama “Cry Macho – O Caminho para a Redenção”, estrelado e dirigido por Clint Eastwood, fecham o Top 5 com US$ 2,5 milhões e US$ 2,1 milhões de arrecadação no fim de semana, respectivamente.
“Shang-Chi” segue no topo das bilheterias com US$ 320 milhões mundiais
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” manteve a liderança das bilheterias dos EUA e Canadá pelo terceiro fim de semana seguido. Ainda exibido em 4 mil cinemas, o filme da Marvel/Disney arrecadou US$ 21,7 milhões nos últimos três dias, elevando seus rendimentos a US$ 176,9 milhões no mercado doméstico. Com isso, “Shang-Chi” se tornou o segundo lançamento de maior bilheteria do ano na América do Norte, atrás apenas da “Viúva Negra”. Mas, ao contrário do filme estrelado por Scarlett Johansson, o longa com Simu Liu teve lançamento exclusivo nos cinemas e deve ultrapassar a bilheteria total de US$ 183 milhões de “Viúva Negra” até o próximo fim de semana. No mundo inteiro, a produção do herói antigamente conhecido como Mestre do Kung Fu arrecadou US$ 320,6 milhões até o momento (mais US$ 20,3 milhões vieram do exterior neste fim de semana), apesar de não ter sido lançado na China, maior mercado cinematográfico do mundo, por censura política. Outro lançamento da Disney ocupa o 2º lugar. “Free Guy – Assumindo o Controle” continua a mostrar fôlego em seu sexto final de semana, caindo apenas 7% em relação à semana passada. A comédia de ação estrelada por Ryan Reynolds faturou mais US$ 5,2 milhões para tingir o total doméstico de US$ 108,5 milhões. Melhor que isso, o filme se tornou um fenômeno na China. Graças aos US$ 85,6 milhões vindos do mercado chinês, está prestes a cruzar os US$ 300 milhões mundiais. A principal estreia da semana, “Cry Macho”, do diretor Clint Eastwood, ficou em 3º lugar nos EUA, faturando US$ 4,5 milhões de 3,9 mil cinemas. O neo-western dividiu a crítica, com 52% de aprovação e se tornou o terceiro lançamento consecutivo da Warner a fracassar nas bilheterias domésticas, após “Maligno” e “Caminhos da Memória”. Todos estes títulos têm em comum o fato de terem sido lançados simultaneamente na HBO Max nos EUA. E o mesmo vai acontecer com o esperado “Duna”, que já começou a ser exibido (exclusivamente nos cinemas) em alguns países neste fim de semana. O lançamento internacional de “Duna” chegou ao todo, em 24 mercados, onde o filme assumiu o 1º lugar e rendeu US$ 36,8 milhões, um desempenho acima das expectativas para a superprodução dirigida por Denis Villeneuve. As melhores performances foram na Rússia (US$ 7,6 milhões), França (US$ 7,5 milhões) e Alemanha (US$ 4,9 milhões). A estreia da sci-fi no Brasil vai acontecer apenas em 21 de outubro, um dia antes do lançamento nos EUA.
Sócio do Espaço Itaú também assume cinema fechado em Salvador
Assim como aconteceu com o complexo do Espaço Itaú Cinema em Porto Alegre, o cinema de Salvador, fechado na quinta-feira (16/9), voltará a ser abertas em breve sem a marca, mas com a mesma equipe de programação. Adhemar Oliveira passará a operar tanto o cinema Glauber Rocha, em Salvador, como o cinema do Bourbon Shopping Country, em Porto Alegre, sob uma nova denominação. Em Salvador, Oliveira trabalhará em sociedade com Claudio Marques, fundador e principal coordenador do Panorama Internacional Coisa de Cinema, que era o responsável pelo Espaço Itaú Cinema local. Já Oliveira, que também é diretor de programação do circuito Cinearte – com uma sala em São Paulo e outra em Belo Horizonte – , foi o mentor do Espaço Banco Nacional de Cinema, fundado em 1993 em São Paulo, que se tornou o embrião do projeto Espaço Itaú Cinema. Os dois cinemas permanecerão fechados para a realização de obras e mudanças necessárias (troca de programação visual, adequação de sistemas digitais, etc) com reabertura prevista para breve. Neste meio tempo, Oliveira também buscará fechar novas parcerias comerciais. Apesar da mudança de denominação, a programação dos novos cinemas pretendem dar continuidade ao “espírito de conjugar todas as cinematografias do mundo, do cinema comercial aos filmes independentes europeus e brasileiros, mantendo os projetos que formam novas plateias (clube do professor, escola no cinema) e difundindo cultura para todas as idades”, de acordo com comunicado. A iniciativa preservará dois dos três complexos fechados pelo Espaço Itaú Cinema. Junto dos cinemas de Porto Alegre e Salvador, o circuito também perdeu salas em Curitiba, numa “reestruturação” que redireciona seus serviços para o streaming Itaú Cultural Play. Apesar dos fechamentos, o circuito Espaço Itaú Cinema continua com cinco complexos em funcionamento, três nas cidades de São Paulo e os demais no Rio de Janeiro e Brasília, totalizando 40 salas.
Sócio do Espaço Itaú vai assumir cinema fechado em Porto Alegre
O programador e sócio do Espaço Itaú Cinema, Adhemar Oliveira, vai assumir a operação de um dos cinemas da franquia fechados nesta quinta-feira (16/9). A assessoria de imprensa Trombone informou que ele passará a operar o cinema do Bourbon Shopping Country, em Porto Alegre, com uma nova denominação. O cinema permanecerá fechado para a realização de obras e mudanças necessárias (troca de programação visual, adequação de sistemas digitais, etc) com reabertura prevista para breve. Neste meio tempo, Oliveira também buscará fechar novas parcerias comerciais. Apesar da mudança de denominação, a programação do novo cinema pretende dar continuidade ao “espírito de conjugar todas as cinematografias do mundo, do cinema comercial aos filmes independentes europeus e brasileiros, mantendo os projetos que formam novas plateias (clube do professor, escola no cinema) e difundindo cultura para todas as idades”, de acordo com o comunicado. Adhemar Oliveira também é diretor de programação do circuito Cinearte – com uma sala em São Paulo e outra em Belo Horizonte – e tem vasta experiência cineclubista, como programador do antigo Cineclube Bexiga, em São Paulo, do Cineclube Macunaíma e até do Grupo Estação, no Rio de Janeiro. Além disso, foi o mentor do Espaço Banco Nacional de Cinema, fundado em 1993 em São Paulo, que se tornou o embrião do Espaço Itaú Cinema. Sua iniciativa preservará um dos complexos fechados pelo Espaço Itaú Cinema. Junto do cinema de Porto Alegre, o circuito também perdeu salas em Curitiba e Salvador, numa “reestruturação” que redireciona seus serviços para o streaming Itaú Cultural Play. Apesar dos fechamentos, o circuito Espaço Itaú Cinema continua com cinco complexos em funcionamento, três nas cidades de São Paulo e os demais no Rio de Janeiro e Brasília, totalizando 40 salas.
Espaço Itaú de Cinema fecha salas de Curitiba, Porto Alegre e Salvador
O Espaço Itaú de Cinema, responsável por diversas salas de cinema no Brasil, anunciou o fechamento de várias salas nesta quinta (19/6). Responsável por levar cinema de arte aos cinéfilos em seis das maiores capitais do país, o Espaço deixará de atuar em metade deste circuito, saindo de Curitiba, Porto Alegre e Salvador. Por enquanto, seguem funcionando os cinemas de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, mas os atuais fechamentos antecipam uma guinada para os negócios digitais. Chamando o encolhimento do circuito nacional de “reestruturação”, a empresa afirmou em comunicado que intensificará esforços no serviço de streaming Itaú Cultural Play, que, vale lembrar, não é voltado especificamente ao audiovisual. Leia abaixo a íntegra do comunicado: “Queridos cinéfilos, Em tempos de adaptação aos novos formatos de exibição e com o objetivo de ampliarmos e complementarmos o acesso a uma programação diversa de filmes para espectadores de todo o país, temos algumas mudanças para comunicar a vocês. A partir de hoje, 16/09, nos despedimos das nossas unidades de Curitiba, Porto Alegre e Salvador. Nas cidades de São Paulo (Augusta, Frei Caneca e Shopping Bourbon), Rio de Janeiro e Brasília, nossas unidades seguem em funcionamento defendendo e fortalecendo aquilo que mais acreditamos: a experiência única proporcionada pelas salas de cinema. Sabemos que vai levar um tempo para nos acostumarmos a estas mudanças, mas seguiremos sempre juntos. Com a chegada do Espaço Itaú também no streaming, em parceria com a plataforma @itaucultural Play, teremos a possibilidade de levar uma programação variada de filmes a cinéfilos de cidades onde jamais imaginamos chegar. Ao longo dos próximos meses, intensificaremos nossa atuação no digital, com projetos que contam com a curadoria do Itaú Cinemas, a exemplo da #MostraUgoGiorgetti, que celebra os 20 anos de nossa unidade Frei Caneca e segue em cartaz na Itaú Cultural Play até outubro. Nosso mais sincero agradecimento aos cinéfilos de Curitiba, Porto Alegre e Salvador, que sempre frequentaram nossas salas com assiduidade e dedicação, e nos ajudaram a fazer destes cinemas muito mais do que espaços de lazer, mas também de encontros, debates e aprendizado. Sentiremos saudades, mas ainda levaremos muito de nós até vocês. Com carinho, Equipe Itaú Cinemas”
“Shang-Chi” ultrapassa US$ 250 milhões mundiais
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” manteve-se imbatível no topo das bilheterias dos EUA e Canadá em seu segundo fim de semana em cartaz. Exibido em 4,3 mil cinemas, o filme da Marvel/Disney arrecadou surpreendentes US$ 35,8 milhões nos últimos três dias, elevando seus rendimentos a US$ 145,6 milhões no mercado doméstico. O desempenho representa o maior segundo fim de semana de todo o período da pandemia, superando os US$ 25,8 milhões de “Viúva Negra”. A diferença de resultados dá razão à Scarlett Johansson em sua disputa contra a Disney. A atriz argumenta que o lançamento simultâneo em streaming prejudicou as bilheterias de seu longa, e a queda de arrecadação foi realmente dramática após a estreia. Já “Shang-Chi”, que é exclusivo dos cinemas, manteve uma arrecadação forte. O filme também se manteve em 1º lugar em vários países do mundo, incluindo o Brasil, Austrália, França, Alemanha, Coréia, Itália, México, Rússia, Espanha e Reino Unido. O sucesso do novo herói da Marvel é tão impressionante que precisou só de 10 dias, em plena pandemia, para cruzar os US$ 250 milhões mundiais. O montante internacional está em US$ 112 milhões, o que rende um total exato de US$ 257,6 milhões em todo o mundo. E isto sem o mercado chinês, que não deve receber “Shang-Chi” por censura política. Os números reforçam a decisão da Disney de encerrar sua experiência com o Premier Access, seu PVOD na Disney+, e voltar a realizar lançamentos apenas no cinema, ainda que com uma janela bem menor de exclusividade – 45 dias, em vez dos 90 de antes da pandemia. A Disney, por sinal, também ocupa o 2º lugar nas bilheterias norte-americanas. “Free Guy – Assumindo o Controle” continua a mostrar fôlego, ultrapassando a marca de US$ 100 milhões de faturamento doméstico neste domingo (12/9), com um cume de US$ 101,8 milhões até o momento. No mundo inteiro, o valor está em US$ 276,5 milhões graças ao lançamento na China, que já rendeu US$ 76,3 milhões até o momento. A principal estreia da semana, o terror “Maligno” da Warner, abriu apenas em 3º lugar, com US$ 5,57 milhões em 3,5 mil telas nos EUA. Disponibilizado também na HBO Max, o filme não teve o desempenho esperado, especialmente diante das críticas positivas que costumam impulsionar bilheterias de terror – teve 74% de aprovação no Rotten Tomatoes. Somando as arrecadações internacionais, chegou a US$ 15,1 milhões em todo o mundo. O Top 5 ainda inclui outro terror, “A Lenda de Candyman”, com US$ 4,8 milhões em seu terceiro fim de semana para um total doméstico de US$ 48 milhões, e outra produção da Disney, “Jungle Cruise”, que fez US$ 2,4 milhões para um total doméstico de US$ 109,9 milhões após sete semanas nos cinemas.
Disney anuncia fim de lançamentos simultâneos em streaming, mas impõe derrota aos cinemas
A Disney anunciou o fim de sua experiência com lançamentos híbridos. Após o processo de Scarlett Johansson contra a estreia simultânea de “Viúva Negra” nos cinemas e no Premier Acess (um PVOD) da Disney+, e do sucesso de “Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis” nas bilheterias, os próximos filmes do estúdio serão lançados primeiro nos cinemas, antes de estarem disponíveis em streaming. Com isso, o filme de animação “Encanto” estreará nos cinemas no dia 24 de novembro e não aparecerá na plataforma Disney+ até 24 de dezembro. Todos os demais lançamentos previstos para 2021, como “O Último Duelo” de Ridley Scott, “Eternos” de Chloé Zhao e “Amor, Sublime Amor” de Steven Spielberg, terão ao menos 45 dias de exclusividade nas salas de cinema. O circuito exibidor dos EUA considerou a decisão uma vitória. Anteriormente, a Associação Nacional de Donos de Cinemas dos Estados Unidos (NATO, na sigla em inglês) chegou a divulgar um comunicado agressivo contra a Disney, apontando que “Viúva Negra” teve uma queda de 67% de arrecadação em sua segunda semana em cartaz por não ser um lançamento exclusivo dos cinemas. Argumentos deste comunicado foram utilizados no processo movido por Johansson contra o estúdio. Mas a verdade é que os donos de cinemas, que se dizem felizes agora, perderam a disputa. E perderam muito. O anúncio da Disney consolida a janela de 45 dias de exibição e se segue à iniciativas anteriores da Warner e da Paramount no mesmo sentido. Antes da pandemia, porém, a exclusividade dos cinemas durava o dobro do tempo: 90 dias. Há anos, Hollywood tentava diminuir o tempo de exclusividade dos filmes nos cinemas, mas os exibidores nunca permitiram, ameaçando boicotar quem ousasse lançar em vídeo qualquer filme antes dos 90 dias tradicionais. No começo da pandemia, quando a Universal tirou “Trolls 2” do circuito cinematográfico norte-americano e celebrou um dos maiores faturamentos de VOD de todos os tempos, as grandes redes peitaram o estúdio com ameaças contra suas futuras produções. O tom mudou muito desde então e agora as redes comemoram cortar pela metade sua janela anteriormente intocável. Trata-se de uma vitória de Hollywood, que em dois anos – e com a ajuda da pandemia – mudou de forma radical sua relação com os donos de cinema. O lançamento de várias plataformas ligadas aos estúdios tirou do circuito cinematográfico seu poder de barganha, consolidando uma alternativa mais viável que as salas de exibição para levar conteúdo ao público. A troca de paradigma fragilizou a posição dos cinemas, que agora comemoram perder “apenas” metade de seu antigo poder.
“Shang-Chi” é terceira maior estreia do ano no Brasil
A estreia de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, o novo filme da Marvel, ajudou a levar o público de volta aos cinemas brasileiros, interrompendo uma tendência de queda preocupante na venda de ingressos no país. O circuito nacional movimentou 776,3 mil pessoas e arrecadou R$ 14,7 milhões em bilheteria entre quinta e domingo (5/9), segundo dados da Comscore. O número corresponde a um aumento de 58% em relação à comercialização de ingressos da semana passada. Deste total, 498 mil viram o lançamento da Marvel, que arrecadou R$ 9,5 milhões nas bilheterias. Trata-se da terceira maior abertura do ano, atrás só de “Velozes e Furiosos 9” (679,7 mil espectadores) e “Viúva Negra” (621,2 mil). De fato, “Shang-Chi” teve mais público neste fim de semana que a soma total de espectadores de todos os filmes exibidos na semana passada – 492 mil. Vale lembrar que a Disney distribuiu o longa em 90% das salas disponíveis no circuito exibidor. Para dar uma medida do impacto desta distribuição, o segundo maior público do período pertenceu a “After — Depois do Desencontro”, que teve módicos 49 mil espectadores – ou cerca de 10% da audiência de “Shang-Chi”. Os números da adaptação de quadrinhos tendem a crescer ainda mais, porque só registram o número de ingressos vendidos até domingo. Com o feriado de terça (7/9), mais pessoas devem frequentar as salas brasileiras. Veja abaixo o Top 10 das bilheterias nacionais, segundo levantamento da Comscore. #Top10 #filmes #bilheteria #cinema 2-5/SET:1. Shang Chi – A Lenda dos Dez Aneis2. After – Depois do Desencontro3. Patrulha Canina (pré estreia)4. Infiltrado5. Free Guy6. Esquadrão Suicida7. Poderoso Chefinho 28. Pedro Coelho 29. A Lenda de Candyman10. Uma Noite de Crime — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) September 6, 2021
Estreia de “Shang-Chi” só perde pra “Viúva Negra” nos EUA
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” está comemorando a segunda maior estreia do ano nos EUA e Canadá, atrás apenas de outra produção da Marvel, “Viúva Negra”. Faturou US$ 71,4 milhões em 4,3 mil salas, enquanto o filme de Scarlett Johansson fez US$ 80,3 milhões. Mas a diferença entre as duas produções é maior. “Viúva Negra” foi distribuída simultaneamente nos cinemas e na Disney+ – e a atriz abriu processo contra o estúdio por causa disso – , somando ainda mais US$ 60 milhões em valores digitais. Já o primeiro longa com protagonistas asiáticos do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) foi “um teste” para verificar como o mercado reagiria a um lançamento da Marvel exclusivo do circuito cinematográfico em meio a mais uma onda da pandemia. Além de dar à Disney uma comparação para levar aos tribunais contra Johansson, o desempenho se mostrou bastante positivo para o mês de setembro, que geralmente recebe poucos blockbusters e por isso costuma ser dominado por filmes de terror. Não por acaso, apenas dois outros títulos tiveram estreia melhor nesse mês que o longa estrelado pelo pouco conhecido Simu Liu, “It – A Coisa” (2017) e sua continuação de 2019. Como na segunda-feira (6/9) é feriado do Dia do Trabalho nos EUA, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” também deve estabelecer um recorde em sua estreia. A expectativa é que ele chegue a US$ 83,5 milhões no período de quatro dias, mais que o dobro da marca de melhor fim de semana do Dia do Trabalho anterior, que pertencia ao remake de “Halloween” com US$ 30,6 milhões ao longo de quatro dias em 2007. “Ao quebrar os recordes de bilheteria do Dia do Trabalho com uma história de origem nova para muitos fãs, ‘Shang-Chi’ deu uma declaração enfática: as pessoas realmente querem voltar ao cinema”, disse Rich Gelfond, CEO da Imax, em um comunicado. “É claro que uma ótima produção somada a um lançamento cinematográfico exclusivo segue sendo uma fórmula vencedora de bilheteria, e este filme inovador lançou com sucesso uma nova e excitante jornada cinematográfica para a Marvel e um grande sucesso de bilheteria para a indústria”, completou. O interesse do público no filme foi estimulado por críticas positivas, que chegaram a 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, e comentários ruidosos nas redes sociais a respeito das cenas pós-créditos, com participações especiais que colocam Shang-Chi à frente dos próximos acontecimentos do MCU. E o sucesso não foi restrito à América do Norte. O lançamento internacional também impulsionou o primeiro super-herói asiático da Marvel ao 1º lugar de vários países, especialmente no Reino Unido, onde seus US$ 7,7 milhões representaram a maior bilheteria de estreia de toda a pandemia na região. Outros mercados em que a abertura foi notável incluem Coreia do Sul (com US$ 6,5 milhões), França (US$ 4,3 milhões), Rússia (US$ 3,2 milhões) e Japão (US$ 2,8 milhões). Ao todo, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” faturou US$ 127,6 milhões em todo o mundo, marca que também ficou abaixo dos US$ 149 milhões de arrecadação global de “Viúva Negra” em seu primeiro fim de semana nos cinemas. O resto das bilheterias manteve-se bem distante desses valores. Ao perder a liderança, o terror “A Lenda de Candyman” fez US$ 10,44 milhões, seguido por “Free Guy – Assumindo o Controle” com US$ 8,7 milhões, “Patrulha Canina – O Filme” com US$ 4 milhões e “Jungle Cruise” com US$ 3,9 milhões. E vale reparar que neste bolo há mais duas produções da Disney.
Aumenta a queda de público nos cinemas do Brasil
O público dos cinemas brasileiros continua caindo, após o mercado sugerir uma recuperação. O passar das semanas demonstrou que os picos eram exceção e ligados ao lançamento de três blockbusters apenas: “Velozes e Furiosos 9”, “Viúva Negra” e “O Esquadrão Suicida”. Ao todo, 491,6 mil espectadores foram aos cinemas e gastaram R$ 9,1 milhões na compra de ingressos no último fim de semana passado, segundo dados da consultoria Comscore. Os números representam a terceira queda consecutiva. Em comparação com o fim de semana passado, quando 517,7 mil pessoas foram aos cinemas, a queda foi de 5%. Números semelhantes de público e bilheteria foram registrados no mês de junho. Vale lembrar que o recorde de público da pandemia aconteceu no fim de semana de estreia de “Viúva Negra”, quando 1 milhão de ingressos foram vendidos. Desde então, as vendas desabaram mais de 50%. “Free Guy – Assumindo o Controle”, novo filme de Ryan Reynolds, foi o título mais visto pela segunda semana consecutiva. O longa levou 100 mil pessoas aos cinemas e gerou R$ 1,9 milhão em ingressos vendidos. Já veterano no ranking, “O Esquadrão Suicida” foi o segundo filme com maior público no período, com 93,2 mil espectadores e R$ 1,7 milhão em bilheteria. “A Lenda de Candyman”, por sua vez, não conseguiu repetir no Brasil o sucesso que teve nos Estados Unidos, onde abriu em 1º lugar. A estreia do terror não passou do 5º lugar, com R$ 849 mil de bilheteria. Antes dele, aparecem ainda o lançamento “O Infiltrado”, filme de ação com Jason Statham, que fez R$ 1,5 milhão, e a animação “O Poderoso Chefinho 2”, com R$ 1,2 milhão arrecadados. Veja abaixo o Top 10 das bilheterias brasileiras, segundo a Comscore. #Top10 #filmes #bilheteria #cinema FinalSem 26-9/8:1. Free Guy 2. Esquadrão Suicida3. Inflitrado 4. Poderoso Chefinho 25. A Lenda de Candyman6. Pedro Coelho 27. Velozes e Furiosos 98. O Homem das Trevas 29. Space Jam10. Caminhos da Memória — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) August 30, 2021
“A Lenda de Candyman” lidera bilheterias dos EUA
O terror “A Lenda de Candyman” abriu em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá, com US$ 22,37 milhões em 3.569 cinemas, superando as expectativas do mercado, que não apostava num desempenho tão bom para um filme proibido para menores – com classificação “R” nos EUA, para maiores de 17 anos. Dirigido por Nia DaCosta, que atualmente filma a continuação de “Capitã Marvel”, a produção é uma espécie de sequência espiritual do terror homônimo de 1992, lançado no Brasil com um título ligeiramente diferente, “O Mistério de Candyman”, e recebeu críticas bastante elogiosas, atingindo 85% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas o público internacional não teve a mesma reação. Apesar de ter sido lançado em 51 países diferentes, sua receita no exterior não passou de US$ 5,2 milhões para atingir um total mundial de US$ 27,6 milhões. Com um orçamento de US$ 25 milhões, o longa precisa triplicar sua arrecadação para ser considerado um lançamento cinematográfico lucrativo. O sucesso do terror derrubou “Fee Guy – Assumindo o Controle” para o 2º lugar em seu terceiro fim de semana em cartaz. A comédia fantasiosa estrelada por Ryan Reynolds arrecadou US$ 12,7 milhões nos últimos três dias, caindo apenas 31% em relação à semana passada. Ao todo, a produção da Disney/20th Century Studios já vendeu US$ 78 milhões em ingressos na América do Norte e, com seu lançamento na China, chegou a mais de US$ 100 milhões no exterior, revelando-se um dos raros blockbusters da pandemia. Somando todas as receitas, o longa faturou US$ 180 milhões. Em 3º lugar ficou a animação infantil “Patrulha Canina – O Filme” em seu segundo fim de semana, com US$ 6,6 milhões. Contando seus 10 dias de exibição, a adaptação da série animada do Nickelodeon fez US$ 24 milhões, apesar de também estar disponível para os assinantes da Paramount+. A estreia no Brasil está marcada para 9 de setembro. “Jungle Cruise” atingiu uma marca importante no 4º lugar, ao render mais US$ 5 milhões e ultrapassar os US$ 100 milhões nas bilheterias domésticas. Em todo o mundo, o valor está em US$ 187 milhões após um mês em cartaz. O Top 5 da América do Norte fecha com “O Homem nas Trevas 2”, que fez US$ 2,8 milhões e atingiu uma bilheteria doméstica de US$ 24,5 milhões. O faturamento mundial está em US$ 35,3 milhões em três semanas.
“Viúva Negra” é liberado para todos os assinantes da Disney+
“Viúva Negra” saiu do Premier Access e foi liberado para todos os assinantes da Disney+ nesta quarta (25/8). Um dos maiores sucessos mundiais do período da pandemia, o filme ficou disponível “de graça” para quem tem a assinatura do serviço após motivar um processo judicial de Scarlett Johansson contra a Disney por quebra contratual. A atriz alega que, ao lançar o filme simultaneamente nos cinemas e no seu streaming, o estúdio prejudicou a arrecadação do filme e, por consequência, a percentagem a que ela tinha direito nas bilheterias. Graças à troca de acusações dos dois lados, a situação praticamente garantiu que o longa é a última aparição da atriz no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) como Natasha Romanoff, o que torna o aspecto emocional de sua história ainda mais tocante para os fãs. Dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), “Viúva Negra” é um flashback passado entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”, e acompanha Natasha após fugir dos EUA por ter ajudado o Capitão América. Na trama, a heroína busca refúgio no Leste Europeu com sua “família” russa, formada pelos personagens vividos por Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). O lançamento em Premier Access, o PVOD da Disney+ (basicamente, uma locação digital mais cara – ou “premium”), tinha garantido uma receita de US$ 125 milhões até a véspera do fim de semana passado. Nos cinemas, o filme do Marvel Studios somou US$ 369 milhões mundiais. Com o acréscimo do streaming, os valores chegam a US$ 494 milhões. Mas como os números da Disney+ foram apresentados antes do fim de semana, a totalização já deve ter ultrapassado os US$ 500 milhões.
“Free Guy” lidera bilheterias em meio à queda de público nos cinemas do Brasil
“Free Guy – Assumindo o Controle” foi o filme mais visto do fim de semana no país, mas público dos cinemas brasileiros caiu 26% em relação à semana passada. O novo filme de Ryan Reynolds levou 141 mil pessoas aos cinemas e arrecadou R$ 2,7 milhões, tirando a liderança de “O Esquadrão Suicida”. Mas a diferença foi pequena. A adaptação de quadrinhos teve 137,9 mil espectadores e rendeu R$ 2,5 milhões em ingresso vendidos. Ao todo, o circuito cinematográfico recebeu 517,7 mil pessoas e faturou R$ 9,7 milhões em bilheteria entre quinta e domingo, segundo dados da consultoria Comscore. No mesmo período da semana passada, 702 mil pessoas foram aos cinemas. Com isso, o mercado reverte aos números de junho. Entre os dias 10 e 13 daquele mês, foram registrados 558,7 mil espectadores nos cinemas e R$ 10,2 milhões em bilheteria. Veja abaixo a lista da Comscore com as 10 maiores bilheterias do país no último fim de semana. #Top10 #filmes #bilheteria #cinema 19 -22/81. Free Guy – Assumindo o Controle2. Esquadrão Suicida3. Poderoso Chefinho 24. Homem das Trevas 25. Velozes e Furiosos 96. Caminhos da Memória7. Space Jam8. Um Lugar Silencioso 29. Jungle Cruise10. Tempo — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) August 23, 2021











