“Amor, Sublime Amor” lidera bilheterias sem lotar cinemas nos EUA
O musical “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg, estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA. Mas seu desempenho deixou claro para Hollywood que o gênero não tem mais o mesmo apelo da sua era de ouro. Inspirados pela boa repercussão de “La La Land” há cinco anos, os estúdios lançaram diversos musicais em 2021. Nenhum teve grande retorno comercial. O filme de Spielberg abriu com US$ 10,5 milhões em 2,8 mil cinemas, enquanto os estúdios 20th Century e Disney estimavam vender pelo menos US$ 15 milhões de ingressos nos EUA e Canadá. No exterior, a recepção do público foi ainda pior, com US$ 4,4 milhões em um punhado de grandes mercados, totalizando um início global de US$ 14,9 milhões, bem atrás dos US$ 25 milhões que a Disney previa. A baixa adesão não se deu por falta de incentivo da crítica. “Amor, Sublime Amor” atingiu 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, com elogios rasgados e afirmações exageradas de que se trata de um filme melhor que a adaptação original do musical da Broadway, vencedora de nada menos que 10 Oscars em 1962. O problema foi simplesmente se tratar de um musical. A análise etária das bilheterias norte-americanas indicou que mais de um terço do público tinha acima de 55 anos, demonstrando de uma vez por todas que musicais não atraem os jovens que geram blockbusters. Em comparação com outros musicais deste ano, “Amor, Sublime Amor” estreou acima de “Querido Evan Hansen” (US$ 7,4 milhões), mas atrás de “Em um Bairro de Nova York” (US$ 11,5 milhões). E saiu-se bem melhor que o desastre de “Cats” (US$ 6,6 milhões) no ano passado. Com um orçamento estimado em US$ 100 milhões, o filme de Spielberg tende a dar grande prejuízo, somando-se a outros fiascos financeiros que fazem a Disney lamentar a aquisição da antiga 20th Century Fox. Mas ainda há esperanças de que a temporada de premiações dê sobrevida ao longa, que deve ser indicado ao Oscar. A melhor notícia para a Disney é que o estúdio fez dobradinha nas bilheterias, com a animação “Encanto” em 2º lugar. O desenho, que também é um musical, fez US$ 9,4 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz e já soma US$ 71 milhões no mercado doméstico. Em todo o mundo, a produção chegou a US$ 151 milhões. A Disney também ocupa o 5º lugar com “Eternos”, bastante duradouro no ranking, que rendeu mais US$ 3,1 milhões. Lançado há seis semanas, o longa dirigido por Chloé Zhao já ultrapassou a arrecadação de “Viúva Negra” e está prestes a atingir US$ 400 milhões mundiais. Os demais filmes do Top 5 são “Ghostbusters: Mais Além” e “Casa Gucci”, que fizeram US$ 7,1 e 4 milhões, respectivamente, entre sexta e este domingo (12/12) nos EUA e Canadá.
“007 – Sem Tempo para Morrer” chega nas locadoras digitais
A maior bilheteria e o vencedor do primeiro festival de 2021 são os principais novidades das locadoras digitais. Mas também há boas descobertas aguardando quem buscar opções inéditas nos cinemas brasileiros, desde um filme brutal de máfia canadense até terrores sangrentos feitos para rir, todos com ampla aprovação da crítica internacional. Confira abaixo 10 dicas para a sessão pipoca deste fim de semana. 007 – Sem Tempo para Morrer | Apple TV, Google Play, Microsoft Store, YouTube O último filme de Daniel Craig do papel de James Bond se tornou a maior bilheteria de Hollywood em 2021 e em toda a pandemia. O desempenho confirma o 25º lançamento da franquia oficial do agente secreto como um projeto especial: uma despedida em grande estilo, com o retorno de vários personagens dos filmes anteriores para concluir a trajetória iniciada em 2006 com “Cassino Royale”. O fecho da saga também consagra Craig como o mais sentimental dos intérpretes do personagem, o espião que amava, sem abrir mão das cenas de ação mirabolantes, o vilão de gibi e as Bond girls boas de briga que caracterizam a franquia. Com a diferença que agora uma das supostas Bond girls também é uma 007. Sinal dos tempos e uma boa forma de sinalizar a transição para uma nova era. No Ritmo do Coração | Apple TV, Google Play, Looke, YouTube O drama vencedor do Festival de Sundance deste ano gira em torno de um dilema de partir o coração. Na história, uma adolescente (Emilia Jones, de “Locke & Key”) de família surda se vê dividida entre perseguir sua paixão pela música ou servir de conexão entre seus pais e o mundo auditivo, como a única capaz de impedir a falência da família. Além de vencer dois troféus de Melhor Filme (do Júri e do Público), a obra de Siân Heder (“Tallulah”) também conquistou prêmios de Melhor Elenco e Melhor Direção no principal festival de cinema independente dos EUA. E Emilia Jones ainda venceu o troféu de Revelação do ano no Gotham Awards, premiação de cinema independente de Nova York. Esta atriz tem um futuro brilhante pela frente. Mafia S.A. | Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Imagine os filmes de máfia de Martin Scorsese passados no Canadá. Assim como “O Irlandês”, esta também é uma história real, que aconteceu em Montreal na década de 1990, época em que a família siciliana Paterno controlava o submundo do crime. Tutto va bene, até que um capanga do capo di tutti capi começa a subir na hierarquia. Os “capinhos” se sentem incomodados e iniciam uma guerra violenta. Melhor filme do quebequense Daniel Grou (“7 Dias”), tem 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. Sabor do Desejo | Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Produção dinamarquesa passada no mundo da haute cuisine, traz Nikolaj Coster-Waldau (“Game of Thrones) como um chef obcecado, que coloca em risco seu amor, família e carreira por um sonho intangível: conseguir uma estrela Michelin, o auge da consagração culinária. Horror Sangrento | NOW Divertido terrir de zumbi, que inclui crítica social para refrescar um gênero de poucas novidades. Quando a epidemia zumbi dizima a maior parte da população da Terra, os habitantes de uma comunidade isolada em uma reserva indígena descobrem-se os únicos humanos imunes à praga. Logo, as pessoas das cidades vizinhas começam a fugir para a reserva em busca de refúgio, criando conflito. Turno de 12 horas | Vivo Play A comédia sangrenta acontece durante um turno de 12 horas em um hospital de Arkansas, EUA, onde uma enfermeira viciada em drogas e sua prima exemplar enfrentam criminosos do mercado negro durante um assalto mortal. Estrela de terrores feministas, a atriz Brea Grant (de “Lucky – Uma Mulher de Sorte”) foi para trás das câmeras e venceu o troféu de Melhor Roteiro no Festival Fantasia, em Montreal, Canadá, além de receber incentivos da crítica (90% de aprovação no Rotten Tomatoes) em seus primeiros passos como cineasta. Zero e Uns | Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Vivo Play, YouTube Abel Ferrara não é um diretor para todos os gostos. “Zero e Uns” é típico de sua filmografia, violento e abstrato, que alguns adoram e outros não conseguem terminar. A trama acompanha um soldado em Roma, vivido por Ethan Hawke, que supostamente tenta impedir um ataque terrorista iminente. Ele tem um irmão gêmeo, também vivido por Hawke, que é torturado por terroristas nos EUA. E tudo isso acontece após Ethan Hawke, o ator, apresentar a história central como um projeto em desenvolvimento e em busca de financiamento. Lamaçal | NOW, Vivo Play Um bom drama argentino sobre traumas e monstros da vida real. A trama se passa durante férias em família que deveriam ser divertidas, mas tomam outro rumo quando um reencontro inesperado traz à tona os traumas de infância de um adulto. Nesse processo, ele inicia um perturbador retorno às paisagens de sua infância, levando consigo a esposa e o filho pequeno. Amigo Arrigo | NOW, Vivo Play Pearl Jam Twenty | Apple, Google, YouTube Dois documentários musicais completam a seleção. Dirigido por Junior Carone e Alain Fresnot (ambos de “Desmundo”), o filme dedicado a Arrigo Barnabé resgata a criatividade da vanguarda paulista dos anos 1980. Já o longa americano lembra a geração grunge dos 1990, celebrando os primeiros 20 anos da banda liderada por Eddie Vedder – que agora já tem três décadas de estrada. Feito em 2011, “Pearl Jam Twenty” tem direção de ninguém menos que Cameron Crowe, cineasta de “Quase Famosos” e “Jerry Maguire”.
“Encanto” lidera bilheterias do Brasil pela segunda semana
A animação “Encanto” repetiu sua liderança nas bilheterias brasileiras pela segunda semana consecutiva. A produção da Disney foi vista por 210,7 mil espectadores e arrecadou R$ 3,74 milhões entre quinta e domingo (5/12) no país, de acordo com levantamento da consultoria Comscore. A Disney, na verdade, fez dobradinha com “Eternos” em 2ª lugar. O filme de super-heróis faturou mais R$ 2,75 milhões com a venda de 143,4 mil ingressos. O pódio foi completado por uma das principais estreias da semana, “Resident Evil: Bem-vindo a Racoon City”, que levou 116,8 mil espectadores aos cinemas e rendeu R$ 2,07 milhões. Ao todo, os cinemas receberam 704,6 mil espectadores no primeiro fim de semana de dezembro, uma redução de 15% em relação ao público da semana passada. Veja abaixo a lista com os 10 filmes mais vistos no Brasil no fim de semana, segundo a Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 2-5/12:1. Encanto2. Eternos3. Resident Evil: Bem Vindo a Racoon City4. Casa Gucci5. Clifford: O Gigante Cão Vermelho6. Ghostbusters7. King Richard8. Missão Resgate9. Venom10. Vigaristas em Hollywood — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) December 6, 2021
“Encanto” lidera bilheterias dos EUA pela segunda semana
Sem nenhum lançamento novo de estúdio tradicional nos cinemas, os filmes mais vistos da América do Norte neste fim de semana foram praticamente os mesmos da semana passada. A animação musical “Encanto” liderou as bilheterias dos EUA e Canadá pelo segundo fim de semana consecutivo, arrecadando U$ 12,7 milhões com exibição em cerca de 4 mil cinemas nos últimos três dias. Ao todo, a produção da Disney soma US$ 58 milhões no mercado doméstico e US$ 116,1 milhões em todo o mundo. O melhor desempenho internacional vem da América Latina, especialmente da Colômbia, país em que se passa a trama, onde já somou US$ 5,9 milhões. Na Europa, a contabilidade é encabeçada pela França, com US$ 6,5 milhões. “Ghostbusters: Mais Além” manteve o 2º lugar com mais US$ 10,2 milhões de ingressos vendidos. Após três fins de semana, seu faturamento doméstico está em US$ 102,2 milhões e o mundial em US$ 145,1 milhões. Igualmente na mesma posição, “Casa Gucci” fez mais US$ 6,8 milhões, totalizando US$ 33,6 milhões locais e US$ 67,2 milhões mundiais. O maior mercado internacional da produção é o Reino Unido, onde o filme estrelado por Lady Gaga já faturou US$ 7 milhões. A única novidade do Top 5 foi um lançamento religioso, “Christmas with the Chosen: The Messengers”, que somou US$ 4,1 milhões graças às bilheterias do interior dos EUA. Com um lançamento na quarta (1/12), o filme chegou ao todo a US$ 9 milhões, resultado que a distribuidora evangélica Fathom anunciou como a maior abertura da história da empresa.
Filmes: Conheça as novidades da semana nas locadoras digitais
As locadoras digitais são reforçadas pelas estreias de bons filmes brasileiros, numa programação que também destaca o último título da franquia “Uma Noite do Crime” (The Purge) e suspenses psicológicos europeus de tramas intrigantes. Confira abaixo as 10 principais novidades nas plataformas de VOD para assistir no fim de semana. A Nuvem Rosa | Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube A elogiada estreia da gaúcha Iuli Gerbase, filha do cineasta Carlos Gerbase (“Menos que Nada”), é uma ficção científica que antecipou as quarentenas causadas pelo coronavírus. Escrita em 2017 e filmada em 2019, acompanha um casal de desconhecidos que, após uma noite de sexo casual, acorda no dia seguinte sob lockdown, quando uma misteriosa nuvem rosa passa a cobrir o mundo, matando quem sai nas ruas. Com a sorte de estar numa casa bem abastecida de alimentos, eles passam os dias, os meses e até os anos presos um com o outro, enquanto os efeitos da quarentena mundial são acompanhados pela TV, videoconferência e redes sociais. Impressionantemente premonitório, venceu o Grand Prix do Festival de Sofia, na Bulgária, e foi aclamada pela imprensa americana durante sua passagem pelo Festival de Sundance, atingindo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Galeria Futuro | Google, NOW A comédia é besteirol, mas o tema é sério: a decadência do comércio no centro antigo das grandes metrópoles. O filme mostra o fechamento de uma galeria comercial do centro do Rio, que já representou o luxo, mas hoje vive às moscas graças à negócios que não atraem mais ninguém, como uma locadora de vídeo, uma loja de fotografia e um estande de truques de mágica. Mas quando o prédio está prestes a ser comprado por uma Igreja Evangélica, os comerciantes descobrem centenas de comprimidos misteriosos guardados nos fundos de uma loja, que viram febre e atraem clientes loucos pelo “barato” da felicidade instantânea. Claro que isso também atrai a atenção de traficantes. Com direção de Fernando Sanches (“A Pedra da Serpente”) e Afonso Poyart (“Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo”), destaca Marcelo Serrado (“Crô em Família”), Otávio Müller (“Segunda Chamada”), Ailton Graça (“Carcereiros”) e Luciana Paes (“3%”) como protagonistas. L.O.C.A. | Apple, Google, NOW, Vivo, YouTube Outra comédia brasileira que diverte com uma pauta importante, “L.O.C.A.” questiona os estereótipos que são usados para minimizar os problemas femininos, usando o humor para fazer o espectador perceber como são ridículas as situações que muitas mulheres passam na vida real. Na trama, Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”) vive uma mulher desvalorizada no amor e no trabalho, que tem uma reviravolta ao descobrir um grupo de ajuda para outras na sua situação. Com o apoio de Debora Lamm (“Muita Calma Nessa Hora”) e Roberta Rodrigues (“Tô de Graça”), ela passa a assumir o controle de sua vida. Roteiro e direção são de Cláudia Jouvin (“Um Homem Só”). Uma Noite de Crime: A Fronteira | Apple, Google, Looke, NOW, Vivo, YouTube Anunciado como o fim da franquia “The Purge”, o filme mostra a anarquia inevitável quando o toque do fim da Noite do Expurgo é ignorado por um grupo de mascarados, que continua cometendo crimes e violências sem parar. Desde que o primeiro filme escrito e dirigido por James DeMonaco foi lançado em 2013, a premissa distópica, sobre a permissão legal da prática de violência durante 24h de cada ano, rendeu mais quatro longas e uma série de TV com duas temporadas. No elenco da despedida estão Josh Lucas (“O Segredo: Ouse Sonhar”), Ana de la Reguera (“Army of the Dead: Invasão em Las Vegas”), Cassidy Freeman (“Longmire”), Will Patton (“Minari”) e Leven Rambin (“Jogos Vorazes”). Guerra sob a Terra | Apple, Google, Looke, Vivo, YouTube O drama de guerra britânico conta a história real das batalhas travadas em túneis, entre as trincheiras e sob a terra de ninguém do front europeu da 1ª Guerra Mundial. A trama mostra como uma equipe de mineiros ingleses é convocada para cavar túneis até as trincheiras alemãs, enquanto os inimigos desenvolvem plano similar. Trata-se de uma missão praticamente suicida que costuma ser lembrada em seus aspectos trágicos na série “Peaky Blinders”. Estreia na direção de J.P. Watts, atingiu 80% de aprovação no Rotten Tomatoes. Inimiga Perfeita | Apple, Google, NOW, Vivo, YouTube O primeiro filme falado em inglês do espanhol Kike Maíllo é um suspense psicológico com mulher fatal, que se constrói de forma lenta, mas inescapável. Uma garota falante se aproxima de um arquiteto de sucesso em sua viagem para o aeroporto de Paris, mas o encontro, que parece casual, tem uma reviravolta sinistra quando ele se vê interessado nas muitas histórias aparentemente fantasiosas que ela conta, especialmente a que envolve uma pessoa que ela teria matado. 86% no Rotten Tomatoes. Preparativos para Ficarmos Juntos por Tempo Indefinido | Apple, Google, NOW, Vivo, YouTube Mais um suspense europeu dramático, o filme da húngara Lili Horvát (“The Wednesday Child”) acompanha uma neurocirurgiã conceituada de 40 anos, que se apaixona e deixa sua brilhante carreira nos EUA para trás para retornar a Budapeste e começar uma nova vida com o homem de sua vida. O detalhe é que, ao chegar lá, o tal homem diz que nunca a viu antes. Vencedor de 11 prêmios em festivais internacionais, atingiu 88% no Rotten Tomatoes e foi escolhido como representante da Hungria na busca de uma vaga no Oscar passado. Meu Fim. Seu Começo | Vivo Play Estreia da alemã Mariko Minoguchi na direção, o drama explora o sentimento do déjà vu e fez muito sucesso no circuito dos festivais internacionais. Na trama, Saskia Rosendahl (de “Lore”) se apaixona à primeira vista no metrô em um dia chuvoso, mas sua história de amor é interrompida no começo, quando o homem é baleado em um assalto e acaba morrendo nos seus braços. Na busca por suporte e estabilidade, ela acaba se envolvendo com um estranho, mas tem a sensação de que já o conhece. Sombra | Apple, Google, Looke, NOW, Vivo, YouTube Baseado em fatos reais, o drama do português Bruno Gascon (“Carga”) acompanha uma família abalada pelo desaparecido do filho de 11 anos. O roteiro destaca quatro épocas diferentes como estágios de luto, desde o ano do desaparecimento em 1998 até uma espécie de resolução em 2013. Dreamland – Sonhos e Ilusões | Apple, Google, Looke, Vivo, YouTube Margot Robbie (a Arlequina de “Aves de Rapina”) vive uma criminosa em fuga da polícia pelo interior rural dos EUA durante os anos 1930, era da Grande Depressão e dos gângsteres americanos. Em seu caminho, está um jovem que sonha escapar de sua pequena cidade no Texas, interpretado por Finn Cole (o Michael de “Peaky Blinders”). Quando ele a encontra ferida em sua fazenda, fica dividido entre reivindicar a valiosa recompensa por seu paradeiro e sua crescente atração por ela. O romance criminal de época tem direção de Miles Joris-Peyrafitte, que venceu um prêmio especial do Festival de Sundance por sua estreia indie, “Como Você É” (2016), e o elenco ainda inclui Travis Fimmel (“Vikings”), Garrett Hedlund (“Mudbound”), Kerry Condon (“Better Call Saul”), a menina Darby Camp (“Big Little Lies”) e a voz de Lola Kirke (“Mistress America”).
Filmes: “Marighella” é principal estreia de streaming da semana
A programação de filmes das plataformas de streaming está ótima nesta semana, com destaque para a chegada de “Marighella” na Globoplay e “Ataque dos Cães” na Netflix. Mas há outras boas opções, entre aventuras épicas, desenhos animados, dramas premiados e documentário de rock. Veja abaixo as 10 principais indicações para o fim de semana online. Marighella | Globoplay Maior bilheteria do cinema brasileiro em 2021, o filme que marca a estreia na direção do ator Wagner Moura (“Narcos”) recupera a história de Carlos Marighella, guerrilheiro comunista que pegou em armas contra a ditadura militar. Retratado como um herói na obra, em interpretação magistral de Seu Jorge (“Irmandade”), Marighella é considerado um simples bandido pelos negacionistas da ditadura, que atualmente ocupam cargos públicos e, de acordo com o diretor, chegaram a tentar censurar a produção, dificultando seu lançamento o máximo que puderam. Por conta disso, o filme rodado em 2017 e que teve pré-estreia mundial no Festival de Berlim de 2019, demorou dois anos para conseguir estrear no Brasil. Comparado às obras dos grandes cineastas do cinema engajado dos anos 1960 e 1970, o filme atingiu 88% de aprovação da crítica norte-americana, na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. Ataque dos Cães | Netflix Western dirigido por Jane Campion, primeira mulher a vencer a Palma de Ouro do Festival de Cannes – por “O Piano”, em 1993 – e que acrescentou em sua estante o troféu de Melhor Direção no Festival de Veneza deste ano por esta nova obra, “Ataque dos Cães” é um “Brokeback Mountain” desalmado e trancado muito mais fundo no armário. A trama explora o poder intimidador do protagonista, um homem bruto encarnado pelo ator inglês Benedict Cumberbatch (“Dr. Estranho”) no primeiro papel de cowboy de sua carreira, e o desespero da personagem de Kirsten Dunst (“Melancolia”) diante do bullying que ele pratica contra seu filho, vivido por Kodi Smit-McPhee (“X-Men: Fênix Negra”). Só que perseguição maldosa embute um subtexto gay, tanto do interesse do vilão em sua vítima quanto do medo do jovem perceber sua verdade. Por extensão, o filme também coloca em questão todo o gênero clássico do western, repleto de machões que desdenham da franqueza das mulheres e vivem sempre acompanhados de outros homens. Venceu o Festival de San Sebastián e soma 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ágora | MUBI O épico histórico de Alejandro Amenábar (“Os Outros”) sobre Alexandria, uma das cidades mais importantes de todos os tempos, conjectura os motivos que levaram o grande conhecimento guardado em sua biblioteca a ser destruído de forma violenta. Ataque aos intelectuais e intolerância religiosa marcam uma trama típica de aventura de época, mas que também inspira reflexão, especialmente pelo fato de os vilões serem cristãos fanáticos. Com 11 prêmios internacionais, o filme destaca em seu elenco Rachel Weisz (“A Favorita”) e Oscar Isaac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”). Viagem ao Topo do Mundo | Netflix A animação dramática francesa acompanha a busca obsessiva de um fotojornalista pela verdade sobre a primeira expedição ao Monte Evereste, em busca de um alpinista estimado que desapareceu. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme marca a estreia na direção de Patrick Imbert, animador dos ótimos “Abril e o Mundo Extraordinário” (2015) e “Ernest & Célestine” (2012). Diário de um Banana | Disney+ Graças ao sucesso dos livros infantis – 250 milhões de cópias vendidas – e dos filmes live-action lançados entre 2010 e 2017, a história criada por Jeff Kinney já é bem conhecida. A versão animada adapta o primeiro livro, reintroduzindo Greg Heffley, um garoto magricela, mas ambicioso, com uma imaginação ativa e grandes planos para se tornar rico e famoso. Mas para isso precisa conseguir sobreviver ao ensino fundamental primeiro. Perseguido e constantemente humilhado, ele acredita que essa fase um dia vai passar, mas não se conforma de ver seu melhor amigo Rowley levar a vida tranquilamente e ter sucesso em tudo, mesmo sem tentar! A Fita Cassete | Netflix Comédia dramática passada nos anos 1990 sobre uma adolescente tímida e ignorada, que descobre uma mixtape antiga de seus pais falecidos e, ao acidentalmente destrui-la, decide encontrar cada música obscura do k7. A jornada a leva se aproximar da garota rebelde da escola, que a convence que não basta ouvir as músicas, é preciso viver o que elas pregam. Logo, elas formam uma banda, com maquiagem gliter exagerada e se achando tão grunge quanto os Titãs na época. A atriz Gemma Brooke Allen, que viveu a versão criança de Mary Elizabeth Winstead em “Kate”, tem o papel principal, e o elenco ainda destaca Julie Bowen (“Modern Family”) como sua vó incrivelmente jovem. Um Crush para o Natal | Netflix O primeiro filme gay de Natal da Netflix traz Michael Urie (de “Ugly Betty”) como um rapaz que convence o melhor amigo (o estreante Philemon James) a fingir ser seu namorado durante o feriado com sua família, especificamente para evitar que a mãe (Kathy Najimy, de “Abracadabra”) encha seu saco por estar solteiro. Só que a mãe já tinha planejado um encontro às cegas com Luke Macfarlane (de “Killjoys”) e ele pode ter estragado sua chance com o novo e interessante pretendente. Ao mesmo tempo, os parentes tentam mostrar para Peter que seu melhor amigo pode ser o melhor namorado de sua vida. Noite #1 | Filmica Nossos Entes Queridos | Filmica Os dois primeiros longas de Anne Émond chegam ao streaming numa mini retrospectiva de um dos novos talentos do cinema canadense, especialmente da região do Quebec, que tem como idioma principal o francês. Premiado nos festivais de Toronto e Vancouver, o filme de estreia, “Noite #1” (2011), acompanha uma ficada de uma noite, que surpreende por virar uma noitada de conversas e reflexão entre um casal de desconhecidos. Já “Nossos Entes Queridos” reflete o impacto da morte de um pai na vida dos filhos, muitos anos depois do acontecido, e rendeu a Émond o prêmio Jutra (do cinema quebequense) de Melhor Direção. Woodstock 99: Peace, Love, and Rage | HBO Max O Festival de Woodstock entrou para História como ponto alto da era hippie, mas seus organizadores perderam uma fortuna em 1969 quando o evento foi invadido por centenas de milhares de jovens, que não pagaram um centavo de ingressos. Trinta anos depois, eles resolveram recuperar o investimento com um novo festival musical, apelando para a mítica em torno do nome Woodstock. Mas em vez de três noites de paz, amor e música, o evento de 1999 entrou para a História por outros motivos, com exploração financeira, cenas de violência e até denúncia de estupro. Assim como 30 anos atrás, marcou época tanto pelo rock quanto o que aconteceu longe de seus palcos.
“Clifford” e “Resident Evil” são as maiores estreias de cinema
Os cinemas recebem 11 estreias nesta quinta (2/12), mas apenas duas chegam no circuito mais amplo do Brasil: o filme infantil “Clifford – O Gigante Cão Vermelho” e o terror baseado em videogame “Resident Evil – Bem-Vindo a Raccoon City”, que estreiam em cerca de 500 telas cada. Eles não são as melhores opções da semana. Mas os filmes com apelo de Oscar receberam distribuição limitada, com disponibilidade no circuito de arte de São Paulo, Rio e poucas cidades mais. Pelo menos, um deles já poderá ser visto em duas semanas em todo o pais – na Netflix. Confira abaixo todas as estreias e seus respectivos trailers. Clifford – O Gigante Cão Vermelho Sucesso entre as crianças nos EUA, o filme conta a origem do cachorro vermelho gigante criado em 1963 pelo autor de livros infantis Norman Bridwell (1928–2014) e diverte com os problemas causados por seu tamanho descomunal. Apesar do entusiasmo do público (nota A no CinemaScore), que já garantiu a encomenda de uma continuação, a crítica achou medíocre (52% no Rotten Tomatoes), lembrando que os roteiristas são os mesmos dos dois filmes live-action dos “Smurfs” e a direção é do responsável por “Alvin e os Esquilos: Na Estrada”. Resident Evil – Bem-Vindo a Raccoon City A tentativa de relançar “Resident Evil” nos cinemas com um enredo mais fiel aos games valoriza, ironicamente, os filmes estrelados por Milla Jovovich. Destruído pela crítica (28% no Rotten Tomatoes) e com bilheteria pífia, o reboot é game over na primeira fase. King Richard – Criando Campeãs Will Smith nunca buscou com tanta vontade uma indicação ao Oscar como neste filme, que conta a história real de perseverança do pai que possibilitou o sucesso das irmãs Venus e Serena Williams, primeiras tenistas negras campeãs mundiais. O drama edificante conta como Richard Williams lutou contra todas as expectativas raciais para apostar no talento das filhas, realizando o que diziam ser impossível. Dirigido por Reinaldo Marcus Green (“Monstros e Homens”), atingiu 91% no Rotten Tomatoes com muitos elogios para o desempenho do astro. A Mão de Deus Produção da Netflix que chega aos cinemas em lançamento limitado, a nova obra do italiano Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional por “A Grande Beleza”, levou o Leão de Prata do Festival de Veneza deste ano. Passada em Nápoles, na Itália, a trama inspira-se na juventude do diretor, quando Diego Maradona eletrizou a cidade como jogador do Napoli e se tornou campeão mundial pela seleção argentina. Foi durante a Copa do Mundo de 1986 que o craque marcou o gol que batiza o longa, usando a “mão de deus” (dele próprio, Maradona) para vencer a Inglaterra. Ao mesmo tempo, Maradona também salvou a vida de Sorrentino, sem nunca saber. O filme conta como isto aconteceu. Falling – Ainda Há Tempo O primeiro longa dirigido por Viggo Mortensen, indicado ao Oscar de Melhor Ator por “Green Book”, traz o astro como um homem gay casado que recebe o pai conservador em sua residência para ajudá-lo a lidar com os sintomas de Alzheimer. Visões de mundo colidem e discussões sérias são travadas, que percutem em muito drama e renderam o troféu Sebastiane, prêmio LGBTQIAP+ do Festival de San Sebastián. Selvagem Em clima de projeto estudantil, o longa de Diego da Costa registra uma ocupação de escola e traz muitos discursos engajados, além das participações da sumida Lucélia Santos e do rapper Rincón Sapiencia. Foi premiado em festivais fora do circuito mais tradicional do país, inclusive no Guarnicê, um dos mais antigos festivais brasileiros, realizado em São Luís, Maranhão. Vigaristas em Hollywood A comédia sobre golpistas veteranos que tentam um último golpe segue à risca a obrigação de incluir Morgan Freeman em seu elenco. Este é o terceiro filme similar estrelado pelo ator, que começou a mania das comédias de “ação” com velhinhos ao virar espião aposentado em “RED: Aposentados e Perigosos” em 2010. Outro detalhe também constante nesse tipo de trama é a péssima repercussão junto à crítica (33%, neste caso). A história gira em torno de produtores de cinema endividados que armam um esquema de seguros com um astro de cinema envelhecido. Robert De Niro e Tommy Lee Jones completam o elenco central. Que Mal Eu Fiz a Deus? 2 Sequência inferior da mediana comédia francesa de 2014, tem o tipo de humor popular que faz sucesso no Brasil, especialmente na TV. Na trama, quatro genros anunciam que vão mudar de país e os sogros imaginam como impedir. Nheengatu – O Filme A programação se completa com a estreia de três documentários, dos quais se destacam os dois trabalhos que focam o Brasil profundo. Premiado no Festival de Coimbra, “Nheengatu – O Filme” acompanha uma jornada do diretor português José Barahona pelo Rio Negro em busca de uma linguagem perdida, que os portugueses impuseram aos nativos brasileiros durante a colonização. Encontra índios aculturados e ponderando a extinção diante do avanço do garimpo ilegal em suas terras. Wild – Rede Selvagem Em clima de “A Máfia dos Tigres” brasileiro, a obra de Dener Giovanini segue um jornalista investigativo em contato com um dos maiores traficantes de animais silvestres do Brasil, revelando os bastidores dramáticos dessa atividade ilegal, que movimenta bilhões de dólares todos os anos e que coloca em risco de extinção diversas espécies. Mostra-me o Pai Por fim, “Mostra-me o Pai” é uma produção evangélica americana com agenda específica sobre o significado da família e paternidade.
Estreia de “Encanto” lidera as bilheterias brasileiras
A estreia de “Encanto” redeu a maior bilheteria do Brasil entre quinta e domingo (28/11). A produção animada da Disney foi vista por 270 mil espectadores e vendeu R$ 4 milhões em ingressos. A posição foi a mesma obtida pelo filme nos EUA neste fim de semana. O sucesso de “Encanto” tirou outra produção da Disney, “Eternos”, do topo do ranking, onde ficou por três fins de semana consecutivos. Apesar de cair para o 2º lugar, o filme de super-heróis da Marvel continuou lotando cinemas, atraindo 227 mil pessoas e arrecadando R$ 3,4 milhões. “Casa Gucci”, que assim como “Encanto” estreou na quinta (18/11), foi o terceiro filme mais visto, com 132 mil espectadores e faturamento de R$ 2,7 milhões. O longa estrelado por Lady Gaga também abriu em 3º nas bilheterias da América do Norte. Vale ainda observar que, em seu último fim de semana antes do lançamento em streaming, “Marighella” ocupou o 7º lugar, levando 12,7 mil pessoas aos cinemas para somar mais R$ 210 mil em sua arrecadação. Veja abaixo o Top 10 dos filmes mais vistos do país, segundo a consultoria Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 26-29/11:1. Encanto2. Eternos3. Casa Gucci4. Ghosbusters5. A Sogra Perfeita6. Venom7. Mariguella8. Clifford (pré estréia)9. Familia Adams 210. Noite Passada em Soho — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 29, 2021
“Encanto” é maior estreia animada da pandemia nos EUA
A nova animação da Disney, “Encanto”, foi o filme mais visto dos EUA no feriadão do Dia de Ação de Graças. A produção com músicas de Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”) liderou as bilheterias da América do Norte com US$ 40,3 milhões, valor que representa o melhor começo da era pandêmica para um título de animação. Este montante foi atingida graças à estratégia de lançamento antecipado na quarta-feira (24/11), justamente para aproveitar o tradicional feriado americano, que caiu na quinta. Portanto, é um valor de cinco dias. Em relação à arrecadação de sexta à domingo (28/11), “Encanto” somou US$ 27 milhões. Trata-se de um faturamento três vezes maior que o lançamento animado anterior da Disney nos cinemas, “Raya e o Último Dragão”, que abriu com US$ 8,5 milhões em março passado. E US$ 10 milhões acima da maior bilheteria do gênero durante a pandemia – “A Família Addams 2”, com US$ 17 milhões em outubro. A diferença em relação aos lançamentos anteriores é que o novo desenho da Disney foi o primeiro título de animação a receber distribuição exclusiva nos cinemas desde o começo da pandemia, graças ao avanço da vacinação entre as crianças nos EUA. Globalmente, “Encanto” começou com US$ 70 milhões, demonstrando que sua trama latina (os personagens são colombianos) teve apelo mundial. O filme agradou em cheio ao público e à crítica. Seu recepção positiva foi representada pela nota A no CinemaScore, pesquisa feita após a saída dos cinemas nos EUA, e nos 92% de aprovação na média do Rotten Tomatoes – continuando o legado de alta qualidade que caracteriza as produções do mais tradicional estúdio de animação de Hollywood. Apesar de não contar com o mesmo entusiasmo da crítica (62% no Rotten Tomatoes), “Casa Gucci” também registrou recordes de arrecadação para seu gênero. Foram US$ 21,8 milhões no feriadão e US$ 14,2 milhões no fim de semana, ambos recordes para um lançamento dramático focado no público adulto durante a pandemia. Analistas do mercado creditam esse desempenho ao apelo da estrela Lady Gaga entre todas as faixas etárias. O valor, porém, deixou “Casa Gucci” em 3º lugar, atrás de “Ghostbusters – Mais Além”, que faturou US$ 35,3 milhões desde quarta e US$ 24,5 milhões nos últimos três dias. Em dez dias, a continuação de “Os Caça-Fantasmas” produzida pela Sony já soma US$ 87,8 milhões na América do Norte e US$ 115,7 milhões mundiais. Em compensação, o estúdio amargou um grande fracasso com o reboot de “Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City”, que teve uma estreia de US$ 8,8 milhões em cinco dias e US$ 5,3 milhões no fim de semana. O filme de terror abriu em 5º, atrás de “Eternos”, da Marvel. Um verdadeiro fiasco em comparação ao sucesso dos filmes anteriores estrelados por Milla Jovovich. Logo abaixo do Top 10, a MGM/United Artists comemorou com comunicados à imprensa o desempenho de “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson, chamando atenção para seus recordes. Lançado em apenas quatro telas – três em Nova York e uma em Los Angeles – , suas sessões exclusivas com projeção de 70 mm atraíram o maior número de pessoas por sala desde o início da pandemia – ou o maior número de todos os tempos, segundo o estúdio – , rendendo US$ 84 mil por cinema. Por sinal, esta arrecadação representou um recorde histórico para um cinema específico: a melhor receita de fim de semana do tradicional Regency Village de Los Angeles em 25 anos. O montante de US$ 335 mil da estreia de “Licorice Pizza” chegou até a bater aberturas anteriores dos filmes de Paul Thomas Anderson, como “Vício Inerente” de 2014 (US$ 328 mil em cinco cinemas), “Trama Fantasma” de 2017 (US$ 216 mil em quatro cinemas) e “Sangue Negro” de 2007 (US$ 190,7 mil em dois cinemas). A crítica foi em peso aplaudir o longa, que atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim) e de Cooper Hoffman (filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman) como atores de cinema. O pai do jovem estrelou cinco filmes de Anderson, que, por sua vez, dirigiu oito clipes das irmãs Haim. A má notícia em meio ao feito de “Licorice Pizza” é que ele só vai estrear no Brasil em 20 de janeiro.
Filmes online: “Venom” e os lançamentos de locação digital
Super-heróis, dramas premiados, terrores brasileiros e shows clássicos de rock são as principais novidades das locadoras digitais, que também recebem “Duna” – igualmente disponibilizado em streaming, sem custo adicional. O principal título é “Venom – Tempo de Carnificina”, que chega para locação após trazer o público de volta aos cinemas. Quem preferiu esperar para assistir na segurança e conforto do lar, tem a opção de se divertir com um filme que se leva bem menos a sério que as demais produções da Marvel. Veja outras dicas abaixo. Venom – Tempo de Carnificina | Amazon, Apple, Google, Looke, Microsoft, NOW, Vivo, YouTube Filme mais visto nos cinemas brasileiros desde o começo da pandemia, o segundo “Venom” foi o primeiro blockbuster dirigido pelo ator Andy Serkis (o macaco Caesar dos filmes de “O Planeta dos Macacos”), que opta por reforçar o que deu certo no primeiro longa: a convivência forçada do protagonista (Tom Hardy) com o alienígena simbionte que batiza a franquia. O tom é de “pastelão” – com direito a ketchup na cara. Mas as gracinhas ficam um pouco de lado quando o novo vilão aparece em cena. O “Tempo de Carnificina” do título completo se refere ao personagem introduzido na cena pós-créditos do primeiro filme (vivido por Woody Harrelson), que na continuação se transforma em outro simbionte assassino, apropriadamente batizado de Carnificina. Por sinal, a cena pós-crédito de “Venom – Tempo de Carnificina” também tem um desenvolvimento importante, com provável conexão com “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”. Duna | Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, NOW, Vivo Play Com opção de VOD, “Duna” também está disponível em streaming – incluído no preço da assinatura normal da HBO Max. Seja qual for sua preferência, o ideal é não vê-lo num celular e sim na maior tela possível, que valorize seu visual de tirar o fôlego. A cenografia, a profundidade de campo, a ambição, tudo é gigantesco no filme de Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”). Adaptação do clássico sci-fi escrito originalmente por Frank Herbert em 1965 – e levado pela primeira vez às telas em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”) – , a trama de “Duna” acompanha uma família aristocrática que assume a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo e que só existe no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. O elenco reunido para materializar essa história é tão grandioso quanto a escala da produção, com destaque para Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) como Paul Artreides, Jason Momoa (o “Aquaman”), Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”). Mas atenção: “Duna” também é uma história sem fim. Villeneuve adaptou apenas a primeira metade do livro de Frank Herbert e vai concluir a história em mais um filme (já confirmado). Onde Fica o Paraíso | Amazon, Apple, Google, Looke, Microsoft, NOW, Vivo, YouTube Gemma Arterton (“João e Maria: Caçadores de Bruxas”) vive uma pesquisadora solitária e reclusa num pequeno vilarejo inglês, que tem sua vida alterada quando, durante o auge da 2ª Guerra Mundial, recebe a missão de cuidar de um jovem fugitivo dos bombardeios nazistas em Londres. A inocência e a curiosidade do menino despertam nela lembranças de um passado que estava enterrado. Com muitos elogios para a performance de Arterton, o longa de estreia da diretora Jessica Swale atingiu 78% de aprovação no Rotten Tomatoes. Os Esquecidos | Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube A diretora ucraniana Daria Onyshchenko (do premiado “Eastalgia”) mergulha nas manchetes de guerra de seu país, ao explorar a relação entre uma professora e um estudante em meio à ocupação da cidade de Luhansk por separatistas russos. Premiado em festivais europeus e pela Academia Ucraniana de Cinema, “Os Esquecidos” é uma homenagem à resistência contra a opressão, numa disputa territorial que está longe de terminar. Sin Señas Particulares | Vivo Play Outra história extraída dos noticiários atuais, “Sin Señas Particulares” acompanha a odisseia de uma mãe, que parte em viagem desesperada em busca do filho, supostamente morto enquanto tentava cruzar a fronteira para os Estados Unidos. Reflexão sobre a tragédia contemporânea da imigração ilegal, o primeiro longa da cineasta Fernanda Valadez tem 99% de aprovação no Rotten Tomatoes e venceu nada menos que 26 prêmios internacionais, incluindo o prêmio do público do Festival de Sundance e nove troféus da Academia Mexicana de Cinema – entre eles, o Ariel (o Oscar mexicano) de Melhor Filme em 2021. O Novelo | Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Vencedor do Prêmio do Público e de Melhor Ator (Nando Cunha) no Festival de Gramado deste ano, o primeiro longa de Cláudia Pinheiro acompanha cinco irmãos que mal lembram do pai e perderam a mãe cedo, transformando o mais velho num pai substituto. Já adultos, recebem a notícia de que um homem em coma numa UTI pode ser seu pai desaparecido. Reunidos na sala de espera do Hospital, eles mergulham em seus conflitos e memórias, enquanto passam o tempo fazendo tricô aprendido na infância. E esta é a única tradição que os une, já que se revelam completamente diferentes. Adaptação da peça homônima de Nanna De Castro, “O Novelo” usa linguagem cinematográfica para revelar a história de cada um, transformando cada fio de trajetória em reflexões sobre o papel do homem no mundo contemporâneo. O Tio | Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Descascado | Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Dois filmes do cineasta paulista André Borelli. Em comum, “O Tio” (2020) e “Descascado” (2021) integram um universo sombrio de torturas físicas e psicológicas, em que personagens inocentes são enredados em tramas de falsos simpáticos, na verdade mal-intencionados. Ambos são terrores incômodos, que como os dois lançamentos anteriores do diretor (“Quase Livres” e “O Poço”) conseguem extrair o máximo da condição de produções independentes com a presença de poucos personagens e situações de confinamento. É quase uma marca autoral, já reconhecida no circuito dos festivais internacionais de cinema fantástico. Bruce Springsteen: The Legendary 1979 No Nukes Concerts | NOW Pink Floyd: Pulse | Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Dois documentários de shows clássicos completam a seleção, mostrando o começo de uma lenda e o final de outra. “Bruce Springsteen: The Legendary 1979 No Nukes Concerts” reúne as melhores apresentações de Springsteen no Madison Square Garden, em shows que marcaram sua estreia no ativismo político em 1979 – num protesto contra a energia nuclear após o meltdown de Three Mile Island. A ironia é que as apresentações mostram a E Street Band em sua forma mais bombástica e incendiária. Trata-se de um momento importante e pouco conhecido da transformação de Springsteen num dos roqueiros mais aclamados de seu tempo. “Pink Floyd: Pulse” também foi um marco histórico e chegou a virar disco ao vivo. Mas enquanto o álbum reuniu trechos de vários shows da turnê “The Division Bell”, o filme é o registro de um único show daquela época, realizado em 1994 em Earls Court, Londres, com o repertório integral do disco “Dark Side of the Moon”. Trata-se de uma das últimas performances oficiais da banda, àquela altura já sem Roger Waters, que se separou ao fim da turnê. Depois disso, eles só se reuniram em concertos beneficentes.
Filmes online: “Duna” e as estreias de streaming
“Duna” é a grande estreia de streaming da semana. Mas com um detalhe: quem não for assinante da HBO Max também poderá vê-lo, pagando mais caro que a assinatura mensal, numa das muitas plataformas de VOD que passam a oferecer sua locação digital simultaneamente nesta sexta (26/11). Entre os demais dicas, há dois filmes de Natal e muitos lançamentos premiados no circuito dos festivais, com destaque para “Annette”, musical que conquistou dois troféus do Festival de Cannes deste ano e que é inédito no circuito oficial dos cinemas brasileiros. Veja abaixo 10 sugestões para aproveitar o melhor do streaming no fim de semana. Duna | HBO Max Maior sucesso cinematográfico da Warner durante a pandemia, “Duna” chega “de graça” ao streaming – incluído no preço da assinatura normal da HBO Max – para ser conferido de preferência numa Smart TV de tela gigante, que valorize seu visual de tirar o fôlego. A cenografia, a profundidade de campo, a ambição, tudo é gigantesco, babilônico. Escrita originalmente por Frank Herbert em 1965 e levada pela primeira vez às telas em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”), a trama de “Duna” acompanha uma família aristocrática que assume a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, que só existe no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Se em primeiro plano há uma grande aventura, em segundo subsiste uma crítica ao colonialismo e à cobiça, com paralelos nos dias de hoje à crise energética e às disputas viscerais pelo mercado entre as grandes corporações. O elenco reunido para materializar essa história é tão grandioso quanto a escala da produção, com destaque para Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) como Paul Artreides, Jason Momoa (o “Aquaman”), Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”). Mas atenção: “Duna” também é uma história sem fim. O diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”) adaptou apenas a primeira metade do livro de Frank Herbert e vai concluir a história em mais um filme – ou dois, pois planeja fazer a adaptação do livro seguinte, “O Messias de Duna”. Annette | MUBI Primeiro filme falado em inglês de Leos Carax (“Os Amantes de Pont Neuf”), que venceu o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes neste ano, é um musical que destaca o estilo surreal do cineasta francês em cenas de visual impactante e muita música. Originalmente concebida como uma ópera rock pela banda Sparks, que assina a trilha sonora original, também premiada no festival francês, a trama acompanha Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) como um arista de “stand up” e Marion Cotillard (“Aliados”) como uma cantora da fama internacional, que formam um casal cercado de glamour. Mas o nascimento de sua filha Annette, uma “menina misteriosa com um destino excepcional”, altera o rumo de suas vidas. The Trouble with Being Born | MUBI Uma das tramas de ficção científica mais provocadoras dos últimos tempos, “The Trouble with Being Born”, premiado no Festival de Berlim do ano passado, acompanha Elli, um robô androide com forma de criança, programada com memórias que significam tudo para seus donos, mas nada para ela. A trama traz o ponto de vista da máquina e choca a princípio com imagens de sexualização infantil, que sugerem abuso da relação entre dono e “filha” – e as insinuações de incesto foram suficientes para o Festival de Melbourne desistir de exibir o filme da cineasta austríaca Sandra Wollner (“The Impossible Picture”) em sua programação. Mas este é só o começo da história. Num impulso de fuga, Elli vai parar nas mãos de outra proprietária, assumindo outro visual e relacionamento tóxico. Trata-se, ao final, de uma parábola moral, que vai além de um óbvio comentário sobre os efeitos desumanizadores da tecnologia. Ferida | Netflix A estreia da atriz Halle Berry na direção é um mergulho no mundo das lutas profissionais femininas. Além de estar atrás das câmeras, ela também estrela a produção no papel de Jackie Justice, uma lutadora de MMA fracassada, que abandonou o filho recém-nascido seis anos atrás. Sua vida tem uma reviravolta quando o pequeno Manny inesperadamente retorna para sua vida e ela se vê precisando sustentar a criança. Com seu currículo sem brilho, a forma de fazer isso é dar a volta por cima, num esforço para retomar a carreira e o prestígio em lutas contra estrelas jovens do esporte. Para as filmagens, a atriz de 55 anos treinou com a brasileira Cris Cyborg, lutadora profissional e campeã de MMA. O treino foi puxado, mas ela encerrou a preparação para o papel com uma barriga tanquinho – “não há melhor sensação”, chegou a postar no Instagram. Reação em Cadeia | Amazon Prime Video Márcio Garcia se arrisca como diretor de thriller de ação em seu primeiro “filme brasileiro” – após rodar dois longas nos EUA – e o resultado surpreende. Mesmo sem orçamento hollywoodiano, “Reação em Cadeia” tem sequências decentes de perseguição de carros sem efeitos especiais exorbitantes. Mas seu grande trunfo é o roteiro escrito em parceria entre o diretor, Thiago Dottori (dos dois filmes da “Turma da Mônica”) e Bráulio Mantovani (dos dois “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus”). Com uma trama que aborda crime e corrupção, entrega um retrato autêntico da podridão política no Brasil. O protagonista (Bruno Gissoni) é o auditor fiscal de uma empresa que, sem querer, depara-se com um grande esquema de corrupção que abastece o sistema político brasileiro. A situação envolve o crime organizado e coloca sua família em risco. Mas, ao contrário dos filmes de ação de Hollywood, o herói não resolve a parada armando-se até os dentes. Sua principal arma é a inteligência com que enfrenta as ameaças e reviravoltas do enredo, traçando um plano para retomar sua vida normal. Chega no sábado (27/11) na Amazon. O Fim do Mundo | Filmicca Espécie de “Cidade de Deus” português, filmado com atores não profissionais, “O Fim do Mundo” acompanha um jovem de 18 anos que passou os últimos 8 em uma unidade de internação de menores e tenta retomar sua vida na Reboleira, uma favela de Lisboa. Seus amigos de infância continuam lá, assim como os cariocas e as festas. Mas também o tráfico e inimigos jurados. Buscar o equilíbrio é ainda mais difícil conforme as escavadeiras começam a demolir o bairro e todos tentam se agarrar a sonhos, sejam românticos ou violentos. Melhor Filme Português do IndieLisboa do ano passado, o segundo longa de Basil da Cunha fez bastante sucesso no circuito dos festivais internacionais, revelando um universo pouco visto no cinema europeu, e que já tinha aparecido no primeiro filme do diretor luso-suíço, “Até Ver a Luz”, no já distante ano de 2013. Tirem o Sorriso do Rosto | Filmicca Aclamado pela crítica ao passar nos festivais de Berlim e Tribeca, a estreia do diretor americano Daniel Patrick Carbone acompanham dois irmãos enquanto amadurecem abruptamente pelo choque da morte de um amigo. Perturbados de uma forma que não conseguem entender, eles buscam refúgio longe da cidade, enquanto ponderam os mistérios da natureza e a própria mortalidade. Ao filmar esta jornada, Carbone entrega um retrato belamente fotografado do interior rural americano sob a ótica distorcida da juventude. Natal em 8 Bits | HBO Max Um dos mais divertidos filmes de temática natalina deste ano, “Natal em 8 Bits” gira em torno das desventuras de um adolescente do final dos anos 1980 para conseguir o presente de seus sonhos: a última palavra em consoles de videogame, o Nintendo Entertainment System. Mesmo tendo o pedido de Natal recusado pela família, ele não desiste e entra num concurso repleto de desafios para ganhar o grande prêmio. A história lembra a conhecida epopeia do menino de “Uma História de Natal” (1983), mas também compartilha do humor doce e irônico de “A Princesa Prometida” (1987), na forma como Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”) conta a história para sua filha, jurando que tudo é verdade e aconteceu em sua infância. Sem falar que é repleto de referências da década mais pop de todas. Um Menino Chamado Natal | Netflix A qualidade dos efeitos e o bom elenco diferenciam esta fantasia dos muitos títulos natalinos lançados pela Netflix neste final do ano. A história se revela conforme Maggie Smith (“Downton Abbey”) conta para um grupo de crianças como o Natal realmente começou, quando um menino chamado Nicholas e seu rato falante embarcaram numa jornada impossível em busca de um pouco de mágica. Com roteiro e direção de Gil Kenan (“Poltergeist – O Fenômeno”), o elenco também inclui Kristen Wiig (“Mulher-Maravilha 1984”), Sally Hawkins (“A Forma da Água”), Toby Jones (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Jim Broadbent (“Harry Potter”) e o menino estreante Henry Lawfull. Becoming Cousteau | Disney+ Premiado no Festival de Londres, este documentário celebra a carreira e realizações, mas também lembra as tragédias que marcaram a vida do famoso explorador e ambientalista Jacques Cousteau (1910–1997). Ele próprio foi um documentarista premiado – vencedor de três Oscars – , que por muitos anos teve seu nome associado às maiores aventuras submarinas da vida real, além de ter sido responsável por invenções importantes e despertado a paixão oceanográfica em várias gerações que cresceram assistindo a seus programas televisivos, como “O Mundo Submarino de Jacques Custeau”, “A Odisséia de Custeau” e tantos outros – fez até uma série dedicada à exploração dos rios da Amazônia nos anos 1980.
Cinemas recebem animação da Disney, Lady Gaga e candidato brasileiro ao Oscar
Os cinemas renovam a programação com opções bem variadas nesta quinta-feira (25/11), com destaque para um desenho animado da Disney, a volta de Lady Gaga aos papéis dramáticos, uma comédia com Cacau Protásio e o candidato brasileiro a uma vaga no Oscar. Entre as estreias de circuito limitado, ainda há filmes premiados em festivais importantes, como Gramado e Veneza, além de uma produção da Netflix. Confira os detalhes abaixo. Encanto Com distribuição mais ampla, “Encanto” é a segunda incursão animada da Disney pelo universo latino, após “Viva – A Vida é uma Festa” (Coco), em 2017. Concebida pelo compositor Lin-Manuel Miranda, gira em torno dos Madrigal, uma família extraordinária que mora numa casa mágica nas montanhas da Colômbia. Cada integrante da família é abençoada com um dom único, desde superforça até o poder de curar. Exceto Mirabel. E quando a magia começa a entrar em colapso, é justamente ela, a única Madrigal sem poderes sobrenaturais, que se torna a última esperança de seus parentes excepcionais. Embora a perspectiva cultural latina ainda seja novidade para a Disney, o produto final é típico do estúdio: divertido, musical e lindamente animado. A produção também confirma a supervalorização de Lin-Manuel Miranda em Hollywood. “Encanto” é o quarto filme com suas digitais em 2021 – após “Em um Bairro em Nova York”, “Tick, Tick…Boom!” e outra animação, “Vivo: Um Amigo Show”. Já a direção está a cargo de Byron Howard e Jared Bush, co-diretores de “Zootopia”, em parceria com Charise Castro Smith – que faz sua estreia na função após uma carreira como roteirista de séries (de “Devious Maids” à “Maldição da Residência Hill”). Casa Gucci O veterano cineasta Ridley Scott (“Gladiador”) estreia no gênero “true crime”, mas o resultado parece mais um melodrama de novela sobre o mundo dos ricos e famosos. “Casa Gucci” também oferece paralelos aos filmes de máfia, com luta fraticida pelo poder, traições, informantes policiais, assassinos profissionais e atores americanos forçando sotaque italiano. Apesar disso, é um filme sobre uma grife do mercado de luxo. A produção é centrada no maior escândalo dos bastidores da grife Gucci, envolvendo Maurizio Gucci, vivido por Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), e sua esposa Patrizia Reggiani, personagem de Lady Gaga. Eles foram casados por 12 anos, entre 1973 e 1985, e tiveram duas filhas. Até o herdeiro milionário trocá-la por uma mulher mais nova – disse que ia viajar a negócios e nunca mais voltou. Como vingança, Patrizia encomendou o assassinato do ex-marido a um matador profissional. O papel de Reggiani marca o primeiro projeto de Lady Gaga no cinema desde “Nasce Uma Estrela” (2018), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz – além da conquista do troféu de Melhor Canção Original por “Shallow”. E, de forma impressionante, ela ofusca os colegas, que incluem Jeremy Irons (“Watchmen”), Al Pacino (“O Irlandês”), Salma Hayek (“Dupla Explosiva 2: E a Primeira-Dama do Crime”) e um irreconhecível Jared Leto (“Esquadrão Suicida”) careca. Sua performance marca de tal forma a produção que ameaça trazer o camp (o estilo cafona americano) de volta à moda. Deserto Particular Premiado no Festival de Veneza, “Deserto Particular” foi escolhido para tentar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2022. O novo drama de Aly Muritiba (“Ferrugem”) lida com aquilo que o diretor chama de “os afetos masculinos no Brasil contemporâneo” e traz Antonio Saboia (“Bacurau”) como protagonista, no papel de um policial curitibano que se relaciona virtualmente com uma moradora do sertão da Bahia. Profissional exemplar, ele comete um erro e é afastado de sua função, colocando sua carreira e honra em risco. Não vendo mais sentido em continuar vivendo em Curitiba, ele parte em busca da namorada virtual, que desaparece misteriosamente, sendo surpreendido ao encontrar o personagem de Pedro Fasanaro (“Onde Nascem os Fortes”). Bastante aplaudido ao ser exibido em Veneza, o longa venceu o prêmio do público ao ser exibido na mostra paralela Venice Days e o recente Festival Mix Brasil em São Paulo. A Sogra Perfeita A nova comédia da diretora Cris D’Amato (“SOS Mulheres ao Mar”) oferece protagonismo a Cacau Protásio, mais até que em “Amarração do Amor”, lançado no começo do ano, e não lhe falta carisma para brilhar fora da turma do “Vai que Cola”. Com humor simples, mas eficaz, Protásio vive Neide, dona de um salão de beleza de periferia, que desenvolve um plano para tirar o filho adulto folgado (Luis Navarro) de sua casa. Como uma mistura de cupido e pigmalião, ela consegue transformar uma nova e ingênua funcionária (Polliana Aleixo), recém-chegada do interior, na mulher da vida do rapaz, até que um mal-entendido muda sua disposição. O ponto alto é ver a atriz viver uma mulher empoderada e dona de si, após ser estereotipada como doméstica em outras produções. Pena a participação “especial” de Rodrigo Sant’anna como um gay muito estereotipado ir na contramão desse tom progressista. O Novelo Vencedor do Prêmio do Público e de Melhor Ator (Nando Cunha) no Festival de Gramado deste ano, o primeiro longa de Cláudia Pinheiro acompanha cinco irmãos que mal lembram do pai e perderam a mãe cedo, transformando o mais velho num pai substituto. Já adultos, recebem a notícia de que um homem em coma numa UTI pode ser seu pai desaparecido. Reunidos na sala de espera do Hospital, eles mergulham em seus conflitos e memórias, enquanto passam o tempo fazendo tricô aprendido na infância. E esta é a única tradição que os une, já que se revelam completamente diferentes. Adaptação da peça homônima de Nanna De Castro, “O Novelo” usa linguagem cinematográfica para revelar a história de cada um, transformando cada fio de trajetória em reflexões sobre o papel do homem no mundo contemporâneo. Imperdoável Neste lançamento da Netflix que chega primeiro aos cinemas, a estrela americana Sandra Bullock (“Gravidade”) vive um melodrama “imperdoável”, segundo as críticas impiedosas da imprensa norte-americana, que lhe deram apenas 39% de aprovação no Rotten Tomatoes. A história é remake de uma minissérie britânica (“Unforgiven”) de 2019, e a necessidade de refilmá-la leva a questionar se a distância de dois anos foi uma enormidade para o público esquecê-la. Num papel que lembra o de Sônia Braga na novela “Dancing Days”, Sandra Bullock sai da prisão, após cumprir pena de 20 anos por homicídio, mas tem dificuldades em se reintegrar a uma sociedade que se recusa a perdoar seu passado. Julgada por quase todos à sua volta, a protagonista se senta sozinha e desamparada, e sua única esperança de redenção é reencontrar a irmã mais nova, de quem foi forçada a se separar ao ser trancafiada na prisão. Só que o casal que tem a guarda da menina, vivido por Vincent D’Onofrio (“Demolidor”) e Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”), não está disposto a deixar a criminosa entrar em suas vidas. Madre Drama espanhol premiado de 2019, “Madre” acompanha o trauma causado pelo desaparecimento do filho da protagonista. Ele tinha seis anos de idade, quando, em uma ligação, disse que estava perdido em uma praia na França e não conseguia encontrar o seu pai. Dez anos depois, Elena mora nesta mesma praia, onde gerencia um restaurante e está finalmente se recuperando da tragédia, quando conhece um adolescente francês que a lembra muito o filho. Os dois embarcam em uma estranha relação, em meio a muita desconfiança. Intérprete da mãe do título, Marta Nieto conquistou o troféu de Melhor Atriz da mostra Horizontes no Festival de Veneza. Meu Querido Supermercado Cravos A programação se completa com dois documentários brasileiros, que compartilham um detalhe em comum. Tali Yankelevich, que assina a direção de “Meu Querido Supermercado”, sobre o cotidiano de funcionários de um supermercado, editou e roteirizou “Cravos”, que conta a história de três artistas da família Cravo. Realizado em 2019, “Meu Querido Supermercado” foi o primeiro longa dirigido por Yankelevich e acabou premiado nos EUA, no Indie Memphis Film Festival. “Cravos” foi produzido um ano antes, com direção de Marco Del Fiol, e centra sua narrativa no fotógrafo Christian Cravo em viagem pela África, enquanto vive o luto pela morte do pai, Cravo Neto, ícone da fotografia brasileira, e desavenças com o avô, Cravo Junior, mestre da escultura modernista.
“007 – Sem Tempo para Morrer” vira maior sucesso de Hollywood na pandemia
Uma semana depois de superar a marca de US$ 700 milhões de arrecadação, “007 – Sem Tempo para Morrer” ultrapassou “Velozes e Furiosos 9” nas bilheterias mundiais para se tornar o maior sucesso de Hollywood na pandemia. O filme da MGM/Universal chegou a US$ 733 milhões neste domingo (21/11), deixando para trás os US$ 721 milhões da franquia estrelada por Vin Diesel, consagrando de vez a despedida do ator Daniel Craig do papel de 007. O mais impressionante no desempenho do longa é que a maior parte de sua arrecadação vem de fora dos EUA. A América do Norte é responsável por “apenas” US$ 154 milhões do faturamento, enquanto o restante, US$ 579 milhões, vem do exterior. Isto também faz de de “007 – Sem Tempo para Morrer” a produção de Hollywood mais bem-sucedida no mercado internacional em toda a pandemia. O maior faturamento externo vem do Reino Unido, onde o filme atingiu a 5ª maior bilheteria de todos os tempos, com US$ 128 milhões. Na Alemanha (US$ 72 milhões até o momento), “007 – Sem Tempo para Morrer” ocupou o 1º lugar por seis semanas consecutivas, tornando-se o maior sucesso distribuído pela Universal no país. A litas também inclui US$ 60 milhões da China, US$ 32 milhões da França e US$ 22 milhões da Holanda, onde o filme liderou as bilheterias por sete semanas e tornou-se a 4ª maior bilheteria da História do país. Entre outros destaques, a abertura da Austrália no fim de semana passado foi a maior do mercado desde dezembro de 2019 (e atualmente já rende US$ 15 milhões). Michael De Luca e Pamela Abdy, chefões da MGM, emitiram um comunicado para celebrar o sucesso descomunal. “Estamos muito entusiasmados em ver o público retornando aos cinemas em todo o mundo e por seu apoio contínuo à experiência cinematográfica. Depois de um longo atraso, estamos especialmente gratos em saber que ‘007 – Sem Tempo para Morrer’ entreteve tantos cinéfilos em todo o mundo”, diz o texto assinado em conjunto, antes de entrar nos agradecimentos aos parceiros da produção. “Junto com nossos parceiros da Eon, Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, todos nós da MGM somos gratos às equipes da Universal Pictures, United Artists Releasing e em nossos equipes internacionais da MGM por seus enormes esforços para atingir este grande marco com ‘007 – Sem Tempo para Morrer’. Essa conquista é um reconhecimento a Daniel Craig, todo o elenco, bem como a nosso diretor Cary Fukunaga, produtores e equipe por fazer um filme incrível. Estendemos nossos agradecimentos aos nossos exiborer e parceiros promocionais por permanecerem firmes em seu apoio ao filme”, conclui o comunicado.










