Joaquin Phoenix se emociona ao lembrar de seu irmão River Phoenix
Celebrado pela crítica internacional por sua interpretação como o vilão Coringa nos cinemas, o ator Joaquin Phoenix afirmou na noite de segunda (9/9), durante o Festival de Toronto, que interpretar o personagem dos quadrinhos foi uma das melhores experiências de sua carreira. Mas que jamais teria carreira se não fosse por seu irmão. “Honestamente, não foi uma decisão fácil [aceitar o papel] no começo. Mas algo estava me puxando para essa direção. (…) Isso começou a se tornar algo maior do que eu havia antecipado. Foi uma das melhores experiências da minha carreira”, disse Phoenix para a imprensa internacional. Durante sua fala, o ator parou para lembrar o que o levou até aquele ponto, agradecendo especialmente seu falecido irmão River Phoenix, a quem ele atribui seu sucesso. O astro contou que quando tinha 15 ou 16 anos seu irmão trouxe um vídeo do filme “Touro Indomável” (1980), estrelado por Robert De Niro, com quem contracenou pela primeira vez em “Coringa”, e o fez assistir duas vezes. Depois disso, River mandou que ele fosse atuar. “Ele não me pediu, ele me mandou. Eu sou grato a ele por isso, porque atuar tem me proporcionado uma vida incrível”, declarou emocionado. Considerado um dos melhores atores de sua geração, River Phoenix morreu de overdose em 1993 com apenas 23 anos de idade. Precoce, ele estrelou um punhado de clássicos, como “Conta Comigo” (1986), “O Preço de um Passado” (1988) e “Garotos de Programa” (1991).
As Golpistas surpreende e Jennifer Lopez é cotada para o Oscar
O Oscar 2020 pode se tornar o mais bizarro de todos os tempos. O menos incrível, a essa altura, é uma adaptação de quadrinhos da DC Comics, “Coringa”, do diretor de “Se Beber, Não Case”, ser considerada favorita ao troféu principal da Academia após sua vitória no Festival de Veneza. Chama mais atenção o nome de Adam Sandler ser cotado à indicação, em meio a elogios no Festival de Telluride por seu desempenho em “Uncut Gems”. E também, como se não bastasse, Jennifer Lopez aparecer como “oscarizável”, graças à repercussão da première de “As Golpistas” (Hustlers) no Festival de Toronto neste fim de semana. Consagrada com oito indicações ao troféu Framboesa de Ouro de Pior Atriz de Hollywood, a cantora está sendo incensada pela crítica como a líder de uma gangue de strippers no filme de Lorena Scafaria (“A Intrometida”). Comparado aos dramas criminais de Martin Scorsese pelas resenhas de Toronto, “As Golpistas” mostra as strippers lideradas por Lopez aplicando golpes em seus clientes, a maioria deles executivos de Wall Street, o centro financeiro dos Estados Unidos, durante a crise econômica do começo dos anos 2000. E não é uma comédia. O filme atingiu 94% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes, onde a maioria dos textos indexados concentram elogios para a atuação de Lopez. “Jennifer Lopez deveria concorrer ao Oscar”, escreveu o site The Daily Beast. “Jennifer Lopez será indicada para um Oscar”, previu Hunter Harris, do Vulture, em seu Twitter. “A performance de força total de Jennifer Lopez genuinamente merece consideração para prêmios”, refletiu o site IndieWire. “Performance nocauteadora de Jennifer Lopez”, ecoou o site Splash Report. “Jennifer Lopez feroz”, adjetivou o site Slash Film. E a revista Variety ampliou o coro, ao destacar “Jennifer Lopez como você nunca viu antes”. Até o momento, apenas o desempenho de Renée Zellweger em “Judy”, drama sobre os últimos dias de Judy Garland, vinha aparecendo nas previsões de Oscar de Melhor Atriz. A falta de papéis femininos com a mesma repercussão pode realmente colocar Jennifer Lopez no páreo. Kristen Stewart também chegou a gerar expectativas, mas o filme “Seberg”, em que interpreta Jean Seberg, não se mostrou à altura da Academia no festival canadense – mesmo com elogios à interpretação, ficou com apenas 55% no RT. Uma coisa é certa: com Jennifer Lopez, “Coringa” e Adam Sandler, a transmissão do Oscar 2020 ganharia seu perfil mais popular dos últimos anos. O que lhe daria potencial de concentrar a maior audiência da cerimônia nesta década. A Academia pode levar isso em consideração.
Filme em que Dakota Fanning vive “etíope” muçulmana gera polêmica nas redes sociais
A atriz Dakota Fanning virou alvo de uma curiosa polêmica nas redes sociais. O caso ganhou proporções porque a jovem atriz, que é loira e americana, estrela “Sweetness in the Belly” como uma refugiada muçulmana. Isto causou ultraje. Entretanto, grande parte dos protestos foram motivados por desinformação. Na adaptação do romance homônimo de Camilla Gibbs, Dakota vive Lilly Abdal, uma órfã britânica que passou a infância em Marrocos e na Etiópia antes de fugir para a Inglaterra e viver como uma refugiada em Londres. A personagem é descrita pela escritora como branca e loira. Exatamente como Dakota. O filme terá sua première mundial no sábado (7/9), durante o Festival de Toronto. E a divulgação da produção fez muita gente descobri-la nos últimos dias. Incluindo os ativistas. O Twitter virou uma espécie de fórum de guerreiros da justiça social, que resolveram atacar a artista por viver o papel de refugiada muçulmana. “Tantos atores muçulmanos por aí e vocês contratam… Dakota Fanning? E para viver uma etíope? Como é que é?”, escreveu um usuário contrariado. Mas nem todos os comentários negativos foram de pessoas desconhecidas. “Dakota Fanning já foi forçada a fugir de um país devastado pela guerra? Ela ora em direção a Meca cinco vezes por dia? Já dirigiu um Uber? Então, por que diabos ela foi escalada como refugiada muçulmana?”, publicou no Twitter a ativista Titania McGrath, que tem mais de 330 mil seguidores na rede social. Só que existe diferença entre documentário, quando se filma a experiência real de pessoas, e ficção, em que atores encenam histórias baseadas nessas experiências. “Dakota Fanning é uma mulher branca que interpreta uma mulher branca. Isso agora é inaceitável também? Os brancos simplesmente não podem mais participar de filmes?”, disparou em resposta o apresentador Matt Walsh, dono de uma conta com mais de 250 mil seguidores no Twitter. E que aparentemente leu o livro. Diante da polêmica, a própria atriz resolveu expor seu ponto de vista sobre o papel, na seção Stories de seu Instagram. “Só para esclarecer. No novo filme do qual faço parte, ‘Sweetness in the Belly’, não interpreto uma mulher etíope. Interpreto uma britânica abandonada pelos pais aos sete anos na África e viro muçulmana. Minha personagem, Lilly, viaja para a Etiópia e é pega no início da guerra civil. Posteriormente, ela é enviada para casa na Inglaterra, um lugar de onde ela é, mas nunca conheceu”. Dakota acrescentou que se trata de uma obra de ficção e não um documentário, é dirigido por um cineasta etíope e possui elenco africano. “Baseado em um livro de Camilla Gibb, este filme foi parcialmente produzido na Etiópia, é dirigido por um homem etíope (Zeresenay Berhane Mehari) e apresenta muitas mulheres etíopes. Foi um grande privilégio fazer parte desta história”. “O filme é sobre o que significa lar para as pessoas que se vêem deslocadas e para as famílias e comunidades que eles escolhem e que os escolhem”, completou a estrela. Após a explicação, os ultrajados ficaram confusos. Mas a produtora de TV Maya Dunphy resolveu ajudá-los a perceber como a polêmica nunca teve sentido. “Todo o ultraje gerado por Dakota Fanning interpretar uma etíope branca na versão cinematográfica de ‘Sweetness in the Belly’ é nonsense. Ela não tomou o papel de uma atriz negra. A personagem é branca no livro. Não deveria ser um grande esforço pesquisar sobre o assunto antes de se encher de raiva contra ele”. Mas a questão não se encerrou aí. Uma usuária muçulmana resolveu abordar o verdadeiro motivo da indignação. Não tem nada a ver com o papel ou com a atriz. O problema é Hollywood. “O problema deste filme não é Dakota Fanning. A questão é que a dor da experiência dos refugiados, da guerra civil e a beleza do Islã só se tornam aceitáveis para Hollywood quando a protagonista é uma mulher branca. Se você nos ferir, nós não sangramos?” “Sweetness in the Belly” ainda não tem previsão de estreia comercial.
Dois Papas: Crítica americana aposta em Oscar para o novo filme de Fernando Meirelles
O filme “Dois Papas” (The Two Popes), do brasileiro Fernando Meirelles, está sendo cotado para o Oscar pela imprensa americana. A produção foi considerada a grande surpresa do Festival de Telluride, ponto de partida para candidatos à premiação nos Estados Unidos, que iniciou na sexta (30/8) no interior do estado do Colorado. Exibido sem a mesma fanfarra que envolveu outros títulos “oscarizáveis”, deixou a crítica impressionada e rasgando elogios, tanto para seus protagonistas quanto para o roteiro e a direção. O consenso é que se trata do melhor filme internacional do diretor de “Cidade de Deus” (2002), muito melhor que “O Jardineiro Fiel” (2005), premiado com um Oscar (Melhor Atriz para Rachel Weisz). O longa aborda o período que precedeu a renúncia do Papa Bento 16, interpretado por Anthony Hopkins, e a relação dele com o Papa Francisco, vivido por Jonathan Pryce. Um dos elementos destacados é justamente a química entre os atores veteranos. “O que torna ‘Dois Papas’ um filme delicioso, além do roteiro divertido, é a possibilidade de ver os dois atores experientes se divertindo por duas horas. Hopkins e Pryce ilustram o que é realmente a arte de atuar. Não se trata apenas de ter carisma e cativar a audiência. Qualquer estrela do cinema pode fazer isso. Mas esses dois atores vão além. Não há nada que eles não possam fazer”, elogiou o site The Wrap. “Ancorado por duas performances impressionantes de Anthony Hopkins e Jonathan Pryce, o filme é um triunfo da escrita e também do cinema sem ostentação”, escreveu a revista The Hollywood Reporter. A qualidade dos diálogos entre os dois foi bastante festejada pla crítica americana. “O primeiro triunfo do filme é que os diálogos bem escritos entre os dois homens são completamente convincentes. Não há como saber o que poderia ter sido dito por esses dois homens muito diferentes, mas a partir de tudo o que sabemos sobre seus antecedentes, a troca de idéias parece muito plausível”, descreveu o site da THR. “Os conflitos são muitos — a visão de mundo é oposta, mas eles compartilham do amor a Deus e à Igreja. Boa parte de ‘Dois Papas’ é simplesmente um diálogo entre esses dois homens, salpicado de ótimas frases”, resumiu o site The Wrap. Apesar das longas conversas entre os personagens, a imprensa americana mostrou-se particularmente impressionada com o fato de o filme não ser teatral e conseguir prender a atenção. E os méritos são de Fernando Meirelles. “Esse diálogo não transforma o filme em uma conversa teatral, que seria mais adequada para o palco. Isso é por causa da direção rápida de Meirelles e o fato de a vida de Bergoglio ser revisitada em extensos flashbacks”, apontou o site The Playlist. A recepção calorosa da crítica ainda rendeu comparações com o vencedor do Oscar 2019. “‘Dois Papas’ surgiu de surpresa com o tipo de recepção emocional e entusiasmada que me fez lembrar de ‘Green Book’ no ano passado”, ponderou o site Deadline. O filme que venceu o Oscar em fevereiro passado também teve sua première em Telluride. Entusiasta da produção, Pete Hammond, o veterano crítico do Deadline, fez diversas previsões de Oscar para o longa, inclusive a inclusão tanto de Jonathan Pryce e Anthony Hopkins na categoria de Melhor Ator. “Como separá-los?”. Hammond ainda revelou que a maioria das pessoas com quem conversou elogiou o filme e ainda o considerou o melhor do festival. “’Este é o melhor filme que vi no festival’” foi um refrão comum. E ouvi esses elogios dos principais membros da Academia aqui na cidade, incluindo Sid Ganis e Kathleen Kennedy, que exaltaram seus louvores para mim”, contou o jornalista do Deadline. O problema para as pretensões de “Dois Papas” em relação ao Oscar é que se trata de uma produção da Netflix. Não bastasse a intolerância de alguns membros da Academia a filmes feitos para streaming, este ano a Netflix vem mais forte que qualquer outro estúdio em busca de indicações ao Oscar. “História de um Casamento”, com Adam Driver e Scarlett Johansson, também está sendo elogiadíssimo. E ainda há “O Irlandês”, épico de mais de três horas de Martin Scorsese, que vai abrir o Festival de Nova York, no fim do mês. O grande desafio de “Dois Papas”, bem como dos dois filmes citados, será convencer a Academia a abraçar o streaming. Neste sentido, a Netflix já acenou com lançamentos antecipados e mais longos no cinema para estas produções. Uma estratégia considerada importante para superar as ressalvas dos mais tradicionalistas. “Dois Papas” será exibido a seguir no Festival de Toronto, já na próxima segunda (9/9), onde encontrará a mídia televisiva e repercussão ainda maior. E se os elogios continuarem, será difícil a Academia resistir.
Dois Papas: Filme de Fernando Meirelles sobre a ascensão do papa Francisco ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Dois Papas” (The Two Pope). Dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”), o filme aborda a mais recente transição do poder no Vaticano, entre os papas Bento 16 e Francisco. A prévia mostra Anthony Hopkins (vencedor do Oscar por “O Silêncio dos Inocentes”) na pele do papa Bento 16 e Jonathan Pryce (o Alto Pardal de “Game of Thrones”) como o cardeal Bergoglio. Frustrado com a direção da Igreja, o cardeal Bergoglio pediu permissão ao papa Bento 16 para se aposentar em 2012. Em vez disso, tornou-se o seu sucessor, o papa Francisco. O roteiro de Anthony McCarten (indicado ao Oscar por “A Teoria de Tudo”) aborda a história real dessa transição, que aconteceu em meio a escândalos de pedofilia na Igreja Católica. A Netflix caracteriza o filme como uma “disputa entre a tradição e o progresso, a culpa e o perdão”, revelando “dois homens muito diferentes confrontando seus passados em busca de terreno comum, para forjar o futuro de um bilhão de seguidores em todo o mundo”. A produção será exibida nos festivais de Veneza e Toronto, e terá lançamento limitado nos cinemas em 27 de novembro, antes de estrear em streaming no dia 20 de dezembro.
Festival de Toronto homenageará Joaquin Phoenix com prêmio especial pela carreira
O Festival de Toronto anunciou que dará um prêmio especial para o ator Joaquin Phoenix pelo conjunto de sua obra. O prêmio será entregue na abertura do evento, que acontece entre 5 e 15 de setembro no Canadá. Em comunicado, Cameron Bailey, codiretor do festival, elogiou a carreira do ator e disse que o evento está honrado em “celebrar um artista deste calibre em nossa festa inaugural”. Além da homenagem, o Festival de Toronto exibirá a première norte-americana do novo filme de Phoenix, em que ele interpreta o papel título de “Coringa”. O filme fará sua estreia mundial poucos dias antes, no Festival de Veneza, que acontece entre 28 de agosto e 7 de setembro. A estreia de “Coringa” no Brasil está marcada para o dia 3 de outubro.
Dois Papas: Filme de Fernando Meirelles sobre a ascensão do papa Francisco ganha primeira foto
A Netflix divulgou a primeira imagem oficial de “Dois Papas” (The Two Pope). Dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”), o filme vai abordar a recente transição do poder no Vaticano entre Bento 16 e Francisco. A imagem mostra Anthony Hopkins (vencedor do Oscar por “O Silêncio dos Inocentes”) na pele do papa Bento 16, e Jonathan Pryce (o Alto Pardal de “Game of Thrones”) como o cardeal Bergoglio. Frustrado com a direção da Igreja, o cardeal Bergoglio pediu permissão ao papa Bento 16 para se aposentar em 2012. Em vez disso, tornou-se o seu sucessor, o papa Francisco. O roteiro de Anthony McCarten (indicado ao Oscar por “A Teoria de Tudo”) aborda a história real dessa transição, que aconteceu em meio a escândalos de pedofilia na Igreja Católica. A Netflix caracteriza o filme como uma “disputa entre a tradição e o progresso, a culpa e o perdão”, revelando “dois homens muito diferentes confrontando seus passados em busca de terreno comum, para forjar o futuro de um bilhão de seguidores em todo o mundo”. A produção foi anunciado como parte da seleção do Festival de Toronto, que será realizado entre 5 e 15 de setembro no Canadá, mas ainda não tem previsão de estreia na plataforma de streaming.
O Peso do Passado: Novo trailer registra elogios à interpretação de Nicole Kidman
A Annapurna Pictures divulgou o trailer final de “O Peso do Passado” (Destroyer), que destaca os elogios da crítica à atuação de Nicole Kidman (“Big Little Lies”), que foi indicada ao Globo de Ouro pelo papel. Na prévia, ela aparece irreconhecível, sob muita maquiagem, enquanto flashes mostram a jornada de sua personagem rumo à violência. No filme, ela interpreta uma detetive policial de Los Angeles, que na juventude se infiltrou em uma gangue no deserto da Califórnia com resultados trágicos. Vários anos depois, o líder do bando volta à tona, fazendo com que ela relembre o passado traumático e decida buscar vingança. As cenas se alternam entre o presente e flashbacks dos anos 1990, em que Kidman também aparece convincentemente jovem. Além de Kidman, quem também está irreconhecível é Sebastian Stan (“Vingadores: Guerra Infinita”), que vive o parceiro da protagonista. O elenco ainda inclui Bradley Whitford (“Corra!”), Tatiana Maslany (“Orphan Black”), Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”), Scoot McNairy (“Godless”) e a adolescente Jade Pettyjohn (“School of Rock”). A direção é de Karyn Kusama (“Garota Infernal”), que volta a se juntar com os roteiristas Phil Hay e Matt Manfredi após “O Convite” (2015). A première mundial aconteceu no Festival de Toronto 2018 e foi descrita como “impactante”, atingindo 84% de aprovação no Rotten Tomatoes. O lançamento comercial vai acontecer nesta terça (25/12) nos Estados Unidos, data que sugere pretensões ao Oscar. Mas o filme só chegará ao Brasil em 17 de janeiro.
Último filme do ex-casal Amber Heard e Johnny Depp tem segunda pior estreia de todos os tempos nos EUA
O último filme em que o ex-casal Amber Heard e Johnny Depp compartilhou as telas finalmente foi lançado nos Estados Unidos, cinco anos depois de sua filmagem e de intensas batalhas judiciais. O resultado de tanta luta foi um fracasso épico. Lançado em 613 cinemas dos Estados Unidos, “London Fields” arrecadou míseros US$ 160 mil. O valor representa a segunda pior estreia de todos os tempos para um lançamento amplo registrado pelo site especializado Box Office Mojo. O BOM considera lançamento amplo qualquer filme com distribuição em mais de 600 telas. Dentro deste critério, apenas um filme teve desempenho pior em todo o banco de dados da publicação, que cobre bilheterias desde 1980: o patriota “Proud American”, em 2008. Para completar o fiasco, “London Fields” obteve avaliação de 0% na média do Rotten Tomatoes. O filme foi rodado em 2013 e faria sua estreia mundial no Festival de Toronto de 2015. Mas o diretor Matthew Cullen barrou o lançamento ao renunciar à obra, denunciando alterações bizarras dos produtores Christopher Hanley e sua esposa, a roteirista Roberta Handley. Eles incluíram uma dublê de corpo de Amber Heard para que a produção tivesse cenas de nudez e sexo que não fizeram parte das filmagens originais. Ao saber disso, a atriz entrou com um processo contra os responsáveis. “As filmagens com a dublê de corpo inclui uma cena explícita de sexo pornográfico que Heard nunca teria aceitado em fazer”, garantiu o advogado da atriz na ocasião, juntando-se ao esforço do diretor para barrar o lançamento do filme por “fraude”. Os produtores responderam com seu próprio processo por perdas e danos, já que estariam sendo prejudicados financeiramente pela impossibilidade de lançar o longa. “London Fields” seria a estreia de Cullen no cinema, após se destacar fazendo videoclipes, como o de “Dark Horse”, de Katy Perry. A trama é uma adaptação do romance “Campos de Londres” de Martin Amis, publicado em 1989, e acompanha Nicola Six (papel de Amber), uma clarividente que tem uma premonição sobre seu assassinato iminente. Isto a leva a se envolver com três homens, tentando descobrir qual deles vai matá-la. O elenco inclui ainda Billy Bob Thornton, Jim Sturgess, Theo James, Jason Isaacs, Cara Delevingne e Jaimie Alexander, além do ex-marido de Amber, Johnny Depp, que topou fazer uma pequena figuração na época em que estava apaixonado. Os produtores acabaram entrando em acordo extra-judicial com a atriz e o diretor. Não está claro se as cenas polêmicas foram retiradas, mas é provável que sim, já que o filme foi vendido para a distribuidora independente GVN Releasing, especializada em lançamentos evangélicos, que, entretanto, não investiu em marketing, já que a estreia aconteceu sem grande alarde. Para dar noção do tamanho do fracasso, o terror “Suspiria” fez mais dinheiro que “London Fields” no fim de semana com um lançamento limitado em duas salas apenas. Não há previsão de lançamento do filme no Brasil.
Nicole Kidman surge irreconhecível e violenta no primeiro trailer de Destroyer
A Annapurna Pictures divulgou o primeiro trailer de “Destroyer”, que traz a atriz Nicole Kidman (“Big Little Lies”) irreconhecível. Ainda sem legendas, a prévia explora a tensão da trama, mostrando a jornada da protagonista rumo à violência. No filme, ela interpreta uma detetive policial de Los Angeles, que na juventude se infiltrou em uma gangue no deserto da Califórnia com resultados trágicos. Vários anos depois, o líder do bando volta à tona, fazendo com que ela relembre o passado traumático e decida buscar vingança. As cenas se alternam entre o presente e flashbacks dos anos 1990, em que Kidman aparece convincentemente jovem. Além de Kidman, quem também está irreconhecível é Sebastian Stan (“Vingadores: Guerra Infinita”), que vive o parceiro da protagonista. O elenco ainda inclui Bradley Whitford (“Corra!”), Tatiana Maslany (“Orphan Black”), Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”), Scoot McNairy (“Godless”) e a adolescente Jade Pettyjohn (“School of Rock”). A direção é de Karyn Kusama (“Garota Infernal”), que volta a se juntar com os roteiristas Phil Hay e Matt Manfredi após “O Convite” (2015). A première mundial aconteceu no Festival de Toronto 2018 e foi descrita como “impactante”, arrancando elogios rasgados da crítica. Alguns deles estão no trailer. “Destroyer” tem 84% de aprovação no Rotten Tomatoes. O lançamento comercial vai acontecer em 25 de dezembro nos Estados Unidos, data que sugere pretensões ao Oscar. Mas o filme só chegará ao Brasil um mês depois, em 31 de janeiro.
Festival de Veneza começa com mais prestígio e mais polêmicas que nunca
O Festival de Veneza começa nesta quarta (29/8) com o prestígio de ter premiado o último vencedor do Oscar e de ser o tapete vermelho mágico que mais vezes levou à consagração da Academia dos Estados Unidos neste século. Mas também com muitas polêmicas, as novas e as velhas de sempre. Enquanto seu diretor artístico Alberto Barbera celebra o número de talentos e astros que desfilarão pelo Lido até 8 de setembro, “tão grande que é impossível lembrar todos os nomes agora”, o cineasta Guillermo del Toro, vencedor do festival passado (e do Oscar) por “A Forma da Água” e presidente do júri deste ano, apelou para a organização do evento para que aumente o número de filmes dirigidos por mulheres. Pelo segundo ano seguido, a seleção principal do Festival de Veneza tem só um filme dirigido por mulher – “The Nightingale”, de Jennifer Kent. “Eu acho que o objetivo tem que ser 50% [de filmes dirigidos por mulheres] até 2020. Se conseguirmos alcançar até 2019, ainda melhor”, comentou Del Toro, durante a entrevista coletiva que deu início ao festival. “Esse é um problema de verdade, na nossa cultura em geral”. “Não é uma questão de estabelecer uma ‘cota’, mas uma questão de se sincronizar ao tempo em que vivemos, ao momento em que estamos tendo essa conversa. Eu acho que isso é necessário há décadas, senão séculos. Não é uma polêmica, é um problema de verdade”, concluiu. Barbera tinha dito que se demitiria se implementassem cotas no festival, justificando que qualidade não tem gênero. Mas até o Brasil já demonstrou que isso é falácia, ao apresentar os candidatos a representar o país no Oscar, numa lista com 40% de filmes dirigidos por mulheres. Além disso, o Festival de Toronto, que acontece quase simultaneamente a Veneza, fez o compromisso descrito por del Toro, de ter metade de sua programação preenchida por filmes de cineastas femininas até 2020. Mais que isso, está apoiando uma marcha de mulheres, com pautas de igualdade de direitos, durante sua programação. O problema de Veneza, festival mais antigo do mundo, é a cultura machista italiana, alimentada por séculos de educação católica. Por isso, enquanto mulheres se preparam para celebrar suas conquistas na América do Norte, outras mulheres planejam protestar contra a dificuldade de encontrar espaço no festival de cinema europeu. O choque de visões de mundo é enorme. Mas esta não é a única polêmica alimentada pela programação do Festival de Veneza. O evento também estendeu seu tapete para as produções da Netlix, apresentando seis no total, e nisso entrou em sintonia com Toronto, seu rival do outro lado do Atlântico. Ambos aceitaram a realidade dos fatos, de que a Netflix é hoje a maior produtora de filmes do mundo e, em busca por validação, tem investido em cineastas consagrados, de Martin Scorsese a Alfonso Cuarón. Enquanto Cannes se deixou intimidar pelo bullying dos donos de cinema, a ponto de barrar a Netflix de competir pela Palma de Ouro, Veneza terá produções de streaming disputando o Leão de Ouro. E, considerando o impacto obtido pelos filmes do festival italiano no Oscar, virou peça estratégica dos planos de dominação mundial da plataforma. Quando Ryan Gosling pisar no Lido para a première de “O Primeiro Homem”, de Damien Chazelle, que abrirá o festival, será um pequeno passo para o ator de Hollywood, mas um grande passo para o cinema mundial. Visto cada vez mais como marco inaugural da temporada de prêmios, para destacar quem tem potencial de Oscar, Veneza pode colocar “Roma”, produção da Netflix dirigida por Cuarón, na rota da consagração da Academia. E até comprovar que Lady Gaga é atriz e Bradley Cooper é diretor, com a colaboração dos dois em “Nasce uma Estrela”. O festival que começa nesta quarta apontará muitos rumos para o cinema nos próximos meses, mas nem por isso deixará de ser convocado a entrar em maior sintonia com os rumos do mundo em geral.
Destroyer: Nicole Kidman aparece irreconhecível na foto de seu novo filme
A Annapurna Pictures divulgou a primeira foto oficial de “Destroyer”, que traz a atriz Nicole Kidman (“Big Little Lies”) irreconhecível. No filme, ela interpreta uma detetive policial de Los Angeles, que na juventude se infiltrou em uma gangue no deserto da Califórnia com resultados trágicos. Vários anos depois, o líder do bando volta à tona, fazendo com que ela relembre o passado traumático para solucionar um novo crime. Além de Kidman, o elenco da produção inclui Sebastian Stan (“Vingadores: Guerra Infinita”), Bradley Whitford (“Corra!”), Tatiana Maslany (“Orphan Black”), Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”) e Scoot McNairy (“Halt and Catch Fire”). A produção volta a juntar a cineasta Karyn Kusama (“Garota Infernal”) com os roteiristas Phil Hay e Matt Manfredi, que trabalharam juntos em “O Convite” (2015). A première mundial esta marcada para o Festival de Toronto 2018 e o lançamento comercial vai acontecer em 25 de dezembro nos Estados Unidos, data que sugere pretensões ao Oscar. Ainda não há previsão para o Brasil.
Festival de Toronto inclui animação brasileira Tito e os Pássaros
O Festival de Toronto anunciou novos filmes em sua programação. E uma das novidades, dentro da seção Discovery (destinada a cineastas relativamente desconhecidos, apostas da curadoria), é a animação brasileira “Tito e os Pássaros”, de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto. O longa foi premiado no recente Festival Anima Mundi e destaque no Festival de Annecy, em junho, na França. Na animação, o menino Tito se junta ao pai para buscar a cura de uma doença misteriosa, que é contraída após uma pessoa tomar um susto. O evento contará ainda com duas coproduções brasileiras: “Diamantino”, dos portugueses Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, que venceu a mostra Semana da Crítica no Festival de Cannes, e “Sueño Florianópolis”, da argentina Ana Katz, com Andréa Beltrão e Marco Ricca no elenco, que venceu o Prêmio Especial do Júri no Festival Karlovy Vary. Além disso, os organizadores deram um tapa de luva de pelica no Festival de Veneza, que insiste em incluir poucos filmes de cineastas femininas em sua seleção, ao celebrar uma divisão igualitária de gênero na seções Discovery. “Este ano, 48% dos títulos em nossa seção de Descobertas será de diretoras. Espero que estejamos dando um sinal de que mudanças são inevitáveis no horizonte da indústria de cinema mundo afora”, afirmou Kerri Craddock, diretora de programação do TIFF, abreviatura em inglês do Festival Internacional de Cinema de Toronto.








