Red Rocket: Novo filme do diretor de “Projeto Flórida” ganha trailer
O estúdio indie A24 divulgou o pôster e o trailer de “Red Rocket”, novo filme do diretor Sean Baker, que volta a explorar as margens da sociedade com humor sombrio. Depois de acompanhar prostitutas transexuais em “Tangerine” (2015) e o cotidiano da filha pequena de uma prostituta adolescente em “Projeto Flórida” (2017), Baker conta a história de fracasso de um ator de filmes adultos, que retorna à sua cidade natal após se tornar veterano no ramo e deixar de ser convidado para novos trabalhos. De volta à cidadezinha texana onde vivem sua ex-mulher e sogra, ele tenta retomar a família disfuncional, mas logo conhece uma jovem chamada Strawberry, trabalhando como caixa em uma loja de donuts local, e se vê retomando antigos hábitos. O papel principal é desempenhado por Simon Rex, que foi modelo nos anos 1990, VJ da MTV e até rapper, além de atuar na franquia de comédias “Todo Mundo em Pânico”, enquanto o resto do elenco é composto por atores iniciantes ou pouco conhecidos, como a estreante Brenda Deiss, que vive Strawberry. “Red Rocket” teve première no Festival de Cannes em julho passado, venceu o Prêmio do Júri e o troféu da Crítica no Festival de Deauville, também passou nos festivais de Telluride, Nova York, Zurique e San Sebastian, tem exibição no Festival de Vancouver nesta terça (5/10) e chega no Festival de Londres na quinta (7/10). Já visto pelos principais críticos internacionais, atingiu 94% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Ou seja, é mais uma obra de Sean Baker que rende aplausos da imprensa especializada. A estreia comercial está marcada para 3 de dezembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
“Venom: Tempo de Carnificina” tem maior estreia da pandemia nos EUA
“Venom: Tempo de Carnificina” faturou US$ 90,1 milhões nas bilheterias da América do Norte, tornando-se a maior estreia nos EUA e Canadá desde março de 2020, quando a covid-19 criou restrições e afastou o público dos cinemas. A arrecadação do filme de super-herói da Sony rendeu cerca de US$ 30 milhões acima das expectativas de Hollywood, e ainda se tornou a primeira sequência da era pandêmica a superar o filme anterior, lançado antes da pandemia. O primeiro “Venom” abriu com US$ 80,3 milhões em 2018. O valor é tão alto que também resulta no segundo maior lançamento já feito durante o mês de outubro no mercado norte-americano, perdendo apenas para “Coringa”, que faturou US$ 96 milhões em 2019. “Com desculpas ao Sr. Twain, mas a morte do cinema foi muito exagerada”, disse em comunicado o diretor de cinema da Sony, Tom Rothman, parodiando uma frase famosa do escritor de “Tom Sawyer”, para comemorar o resultado. Graças ao sucesso do longa, a Cinemark, uma das três maiores redes dos EUA, relatou que teve seu maior fim de semana de outubro em todos os tempos. Até a estreia de “Venom: Tempo de Carnificina”, a maior abertura de três dias da pandemia pertencia à “Viúva Negra”, que fez quase US$ 81 milhões, seguida por “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Aneis”, com US$ 75,4 milhões (valor que chegou a US$ 94,7 milhões em quatro dias, com o feriado do Dia do Trabalho). Todas as maiores bilheterias são filmes de super-heróis, especificamente adaptações dos quadrinhos da Marvel. E com o lançamento atual, Venom também ingressou no MCU, estendendo a parceria entre a Sony e a Disney que originalmente se restringia aos filmes estrelados por Tom Holland (como o Homem-Aranha). O segundo filme de “Venom” também teve um bom desempenho em seu primeiro mercado internacional. Lançado na Rússia, fez US$ 13,8 milhões, a maior estreia já contabilizada pela Sony nesse mercado e a melhor de qualquer filme durante a pandemia. A estreia no Brasil está marcada oficialmente para quinta-feira (7/9), mas a Sony já começou a fazer pré-estreias pagas do longa no país. Vale reparar que “Venom: Tempo de Carnificina” não teve um grande estreia mundial simultânea para não enfrentar outro blockbuster, “007 – Sem Tempo para Morrer”, que também está batendo recordes de arrecadação no exterior (e vai estrear na próxima sexta nos EUA). Apesar do domínio do lançamento da Sony nas bilheterias, o mercado norte-americano também comemorou o desempenho de “A Família Addams 2”, que registrou a maior estreia de uma animação infantil na era da covid, ocupando o 2º lugar no fim de semana com US$ 18 milhões, apesar de também estar disponível de forma digital, via PVOD, nos Estados Unidos e Canadá. A decisão de lançamento simultâneo foi tomada pela MGM devido a preocupações constantes sobre a variante delta e à falta de vacinação em crianças menores de 12 anos. “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” se manteve na 3ª posição, somando US$ 6 milhões a seu total doméstico de US$ 206,1 milhões. Com isso, outra estreia da semana ficou sem ter muito o que comemorar. “The Many Saints of Newark”, prólogo da série “Família Soprano”, vendeu apenas US$ 5 milhões em ingressos e ficou no 4º lugar. Como todos os títulos de 2021 da Warner, o filme foi lançado simultaneamente na HBO Max. Não há previsão para estreia no Brasil. O musical “Querido Evan Hansen”, da Universal, completou o Top 5, caindo 67% em relação à sua estreia na semana passada, para juntar US$ 2,5 milhões. Fracasso de bilheterias, o filme fez ao todo US$ 11,8 milhões em 10 dias. O lançamento no Brasil vai acontecer em 11 de novembro. Para completar, o circuito limitado também comemorou um recorde, graças à performance do terror francês “Titane”, grande destaque do Festival de Cannes deste ano. Lançado em 562 cinemas dos EUA, fez US$ 515 mil para cravar a maior estreia de um filme vencedor da Palma de Ouro não falado em inglês no mercado norte-americano em todos os tempos.
Novo longa premiado de Joachim Trier ganha trailer
A distribuidora Neon divulgou o pôster e o trailer americanos de “The Worst Person in the World”, que rendeu o troféu de Melhor Atriz para a dinamarquesa Renate Reinsve no Festival de Cannes deste ano. O filme tem direção do cineasta dinamarquês Joachim Trier (“Mais Forte que Bombas”), que revelou Reinsve há dez anos no drama “Oslo, 31 de Agosto”. Descrita como uma comédia romântica às avessas, a trama gira em torno de Julie (Reinsve), uma jovem que navega nas águas turbulentas de sua vida amorosa, implodindo seu relacionamento estável enquanto luta para encontrar seu caminho. A Neon tem se destacado por distribuir nos EUA alguns dos filmes de maior prestígio internacional dos últimos anos, como “Retrato de Uma Jovem em Chamas” e nada menos que “Parasita”, vencedor do Oscar 2020, e está apostando na produção para o Oscar 2022. A première americana vai acontecer no sábado (25/9), no Festival de Nova York, mas ainda não há previsão de estreia comercial para o longa fora do mercado europeu.
Mario Camus (1935–2021)
O diretor espanhol Mario Camus, premiado nos festivais de Cannes e Berlim, morreu neste sábado (18/9) em Santander, na Espanha, aos 86 anos. Com uma carreira de quase seis décadas, Camus era autor de diversos clássicos do cinema espanhol. Seu primeiro longa, “Los Farsantes”, foi lançado em 1963. Três anos depois já estava disputando a Palma de Ouro do Festival de Cannes com “Con El Viento Solano”. Ele também dirigiu sucessos comerciais, como “Essa Mulher” (1969), estrelado pela diva Sara Montiel, e até o western spaghetti “A Cólera de Trinity” (1970), com o astro italiano Terence Hill. O reconhecimento internacional veio apenas nos anos 1980, após Camus passar pela TV e se reinventar com “A Colmeia” (1982), em que explorou os contrastes sociais entre os artistas marginalizados pela ditadura e a burguesia que prosperou em meio às barbaridades do governo de Francisco Franco. Aclamado pela crítica, o filme venceu diversos prêmios importantes, inclusive o Leão de Ouro do Festival de Berlim. “A Colmeia” era adaptação de um romance de Camilo José Cela e sua consagração inspirou o diretor a se especializar em filmagens de obras importantes. Um ano após vencer Berlim, ele recebeu uma menção especial do júri do Festival de Cannes por outra adaptação, “Os Santos Inocentes” (1984), baseado no livro de Miguel Delibes. Além disso, o festival francês também premiou sua dupla de intérpretes, Paco Rabal e Alfredo Landa. Uma de suas adaptações mais populares foi “A Casa de Bernarda Alba” (1987), baseada na célebre peça de Federico García Lorca, premiada no Goya, o Oscar espanhol. A partir dos anos 1990, porém, decidiu mudar de estratégia e passou a filmar suas próprias histórias, o que acabou sendo ótimo para sua carreira. Ele recebeu quatro indicações ao Goya de Melhor Roteirista, obtendo uma vitória por “Sombras en una Batalla” (1993). O sucesso como roteirista deu impulso a uma atividade paralela, levando-o a escrever para outros cineastas. Um de seus últimos trabalhos foi o roteiro de “Roma, Um Nome de Mulher” (2004), dirigido pelo argentino Adolfo Aristarain, que lhe renderam os prêmios finais de sua carreira, como Melhor Roteirista nos festivais de Havana (Cuba) e Toulouse (França), além de sua derradeira indicação ao Goya. Camus encerrou a filmografia com “El Prado de las Estrellas”, que escreveu e dirigiu em 2007. Quatro anos depois, foi convidado de volta ao Goya para receber uma grande homenagem, com um prêmio especial pelas realizações de sua vida artística.
Benedict Cumberbatch vira cowboy nas fotos do novo filme de Jane Campion
A Netflix divulgou cinco fotos de “The Power of the Dog”, novo filme de Jane Campion, primeira mulher a vencer a Palma de Ouro do Festival de Cannes – por “O Piano”, em 1993 – , que terá première mundial em 1 de setembro, na abertura do Festival de Veneza. As imagens destacam o primeiro papel de cowboy da carreira do ator inglês Benedict Cumberbatch (“Dr. Estranho”), além do jovem Kodi Smit-McPhee (“X-Men: Fênix Negra”) e do casal da vida real Kirsten Dunst (“Melancolia”) e Jesse Plemons (“Judas e o Messias Negro”). A trama adapta o romance homônimo de Thomas Savage sobre o relacionamento complicado entre dois irmãos, Phil (Cumberbatch) e George Burbank (Plemons). Quando George se casa secretamente com uma viúva (Dunst), seu irmão trava uma guerra implacável para destrui-la. Após abrir o Festival de Veneza, “The Power of the Dog” ainda será exibido nos festivais de Toronto, Nova York e Londres, antes de chegar ao streaming em dezembro. Writer-director Jane Campion is back with THE POWER OF THE DOG. Adapted from Thomas Savage's novel, Campion says the book "stayed with me a long time and it didn’t let me go." In select theaters November 17 and on Netflix December 1. pic.twitter.com/dZ96EZUh96 — NetflixFilm (@NetflixFilm) August 23, 2021
Annette: Filme premiado no Festival de Cannes ganha último trailer da Amazon
A Amazon divulgou o último trailer de “Annette”, filme de Leos Carax (“Os Amantes de Pont Neuf”) que abriu o Festival de Cannes neste ano. A prévia destaca o estilo surreal do cineasta francês em cenas de visual impactante e muita música. “Annette” é o primeiro filme falado em inglês de Carax, que venceu o troféu de Melhor Direção em Cannes. Originalmente concebida como uma ópera rock pela banda Sparks, que assina a trilha sonora original, também premiada no festival francês, a trama acompanha um ator de “stand up” e uma cantora da fama internacional, que formam um casal cercado de glamour. Mas o nascimento de sua primeira filha, Annette, uma “menina misteriosa com um destino excepcional” altera o rumo de suas vidas. Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) e Marion Cotillard (“Aliados”) vivem o casal central. A estreia está marcada para esta sexta (6/8) em circuito limitado nos EUA e no dia 20 na plataforma Amazon Prime Video em todo o mundo.
Sean Penn contracena com a própria filha no trailer de seu novo filme
A MGM divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Flag Day”, novo filme dirigido e estrelado por Sean Penn (“O Gênio e o Louco”). Trata-se de uma produção em família, em que ele dirige e contracena com seus filhos adultos, Dylan e Hopper Penn, frutos de seu matrimônio com Robin Wright (de “House of Cards”). Aos 28 anos, Dylan Penn (figurante em “Elvis & Nixon”) tem o maior destaque de sua carreira como protagonista da trama, uma filha com dificuldades para superar o legado carinhoso, mas sombrio do pai, um vigarista procurado pela polícia. A trama é uma adaptação do livro de memórias “Flim-Flam Man: The True Story of My Father’s Counterfeit Life” (2005), escrito por Jennifer Vogel. A adaptação está a cargo do roteirista Jez Butterworth (criador da série “Britannia”), com quem Penn trabalhou em “Jogo de Poder” (2010). O elenco de “Flag Day” também incluiu, entre outros, Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Ultimato”), Katheryn Winnick (a Lagertha de “Vikings”) e Bailey Noble (a Adilyn de “True Blood”). Como diretor, Sean Penn se destacou em filmes como “A Promessa” (2001) e “Na Natureza Selvagem” (2007), mas seu trabalho anterior atrás das câmaras, “A Última Fronteira” (2016), foi considerado um lixo, com míseros 4% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Por sinal, “A Última Fronteira” também marcou a estreia de Hopper Penn, dois anos mais novo que Dylan, como ator de longa-metragens. Exibido no Festival de Cannes, “Flag Day” também não teve boa acolhida entre a crítica internacional, atingindo apenas 35% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 20 de agosto nos EUA e não há previsão para o lançamento no Brasil.
Festival de Toronto vai exibir “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira
O Festival de Toronto anunciou nesta quarta (28/7) uma nova leva de filmes que serão exibidos em sua edição de 2021, que acontecerá entre os dias 9 e 18 de setembro em formato híbrido. Um dos mais importantes festivais de cinema do mundo, o evento canadense exibirá longas que foram destaque em Cannes, entre eles o brasileiro “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira. Elogiado pela crítica internacional durante a projeção francesa, o filme questiona o extremismo religioso na vida de uma comunidade e será exibido na mostra de Cinema Mundial Contemporâneo (Contemporary World Cinema). O Brasil ainda será representado por duas coproduções internacionais da RT Features, produtora de Rodrigo Teixeira: “Bergman Island”, da francesa Mia Hansen-Love, nas sessões especiais, e “Murina”, da croata Antoneta Alamat Kusijanović, na Contemporary World Cinema. Outros longas que foram destaques no Festival de Cannes também foram confirmados nas mostras paralelas, como “Drive My Car”, de Ryusuke Hamaguchi; “The Worst Person In The World”, de Joachim Trier; “Tre Piani”, de Nanni Moretti, e “Paris, 13th District”, de Jacques Audiard. Já a principal mostra do evento recebeu reforço de “Belfast”, filme de Kenneth Branagh com Judi Dench; “The Electrical Life of Louis Wain”, de Will Sharpe, com Benedict Cumberbatch e Claire Foy; “Noite Passada em Soho”, de Edgar Wright, com Anya Taylor-Joy; “The Mad Woman’s Ball”, dirigido e estrelado por Mélanie Laurent; e o documentário “Jagged”, sobre Alanis Morissette. As sessões especiais contarão ainda com “The Power of the Dog”, de Jane Campion, produção da Netflix selecionada para o Festival de Veneza; “Sundown”, do mexicano Michel Franco, também presente em Veneza; “The Eyes of Tammy Faye”, com Andrew Garfield e Jessica Chastain; e “Petite Maman”, da francesa Céline Sciamma. A lista completa de filmes pode ser encontrada no site do Festival de Toronto (https://www.tiff.net/).
Noomi Rapace é mãe de uma ovelha em trailer de terror premiado
O estúdio A24, de “A Bruxa” e “Hereditário”, divulgou pôsteres e o trailer de outro terror que está dando o que falar. Trata-se de “Lamb”, premiado na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes deste ano e com 85% de aprovação no site Rotten Tomatoes, em críticas que usam a palavra “perturbador” de forma elogiosa. A prévia introduz, com pouquíssimas palavras, a trama da produção, que acompanha um casal isolado numa fazenda de ovelhas da Islândia. Durante o parto de um dos animais, um filhote diferente vem à luz e passa a ser criado como filho do casal. Logo, o bebê começa a andar sobre duas patas. Primeiro filme dirigido por Valdimar Jóhannsson, que trabalhou nos efeitos das sci-fi “Prometheus”, “Rogue One” e “Guerra do Amanhã”, “Lamb” é estrelado por Noomi Rapace (também de “Prometheus”) e Hilmir Snaer Gudnason (“O Mar”). A estreia está marcada para 20 de agosto na Islândia, mas ainda não há previsão para o lançamento comercial no resto do mundo.
Titane: Veja o trailer intenso do vencedor do Festival de Cannes 2021
A Altitude Films divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Titane”, da cineasta francesa Julia Ducournau, que neste fim de semana venceu a Palma de Ouro como Melhor Filme do Festival de Cannes 2021. O filme radicaliza o estilo repulsivo de “Raw”, longa de estreia de Ducournau que deu muito o que falar ao ser lançado na seção Semana da Crítica de Cannes em 2016. A trama combina terror corporal, filme de serial killer feminina, fetiche sexual por carros e é estrelado pelo veterano Vincent Lindon (“O Valor de um Homem”) e a estreante Agathe Rousselle. “Titane” foi apenas o segundo longa dirigido por uma mulher a conquistar a Palma de Ouro. Antes dela, somente a neozelandesa Jane Campion tinha realizado a façanha, ao vencer em 1993 por “O Piano”. Já em cartaz na França, onde teve lançamento comercial um dia depois de sua première em Cannes, o filme vai chegar ao Brasil pela plataforma de streaming MUBI.
MUBI vai exibir filme vencedor do Festival de Cannes 2021
A plataforma de streaming MUBI adquiriu os direitos de exibição internacional de “Titane”, que neste fim de semana foi premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2021. Continuação da trama canibal de “Raw”, filme que deu muito o que falar ao ser lançado na seção Semana da Crítica de Cannes em 2016, a produção combina terror corporal, filme de vingança feminina e obsessão por carros, além de ter sido indiscutivelmente a obra mais radical da competição de Cannes deste ano. “Titane” também foi apenas o segundo filme dirigido por uma mulher, a cineasta francesa Julia Ducournau, a conquistar a Palma de Ouro. Antes dela, somente a neozelandesa Jane Campion tinha realizado a façanha, ao vencer em 1993 por “O Piano”. Além do grande vencedor do festival, a MUBI também vai distribuir em streaming o Melhor Filme da mostra paralela Um Certo Olhar, o drama russo “Unclenching the Fists”, de Kira Kovalenko – mais uma obra de cineasta feminina. Outros filmes incluídos no pacote de compras da MUBI na Crosette incluem o drama “Lingui”, do chadiano Mahamat-Saleh Haroun, “Lamb”, do islandês Valdimar Jóhannsson, que também foi premiado na mostra paralela, e “Memoria”, do tailandês Apichatpong Weerasethakul, vencedor do Prêmio do Júri de Cannes. A MUBI fará os lançamentos simultaneamente em todos os países em que atua, inclusive no Brasil.
Spike Lee se desculpa por gafe no Festival de Cannes
O cineasta Spike Lee cometeu uma gafe durante a entrega dos prêmios do Festival de Cannes neste domingo (17/7), ao anunciar a Palma de Ouro de “Titane”, de Julia Ducournau, logo no começo da cerimônia – e não no final do evento, como é tradição. Em um momento de confusão durante o evento, Spike Lee, que presidia o júri da competição, antecipou-se e deixou escapar o maior segredo da noite. O erro aconteceu quando a anfitriã da cerimônia, a atriz francesa Doria Tillier, lhe fez uma pergunta que o levou a revelar quem tinha sido o vencedor. Ao perceber a reação de todos, Lee pediu a Dillier que falasse em inglês para evitar mais mal-entendidos. Exibido ao vivo na TV francesa pelo Canal+, a situação constrangeu os demais integrantes do júri e fez a equipe de “Titane” exultar na plateia. O diretor chegou a abordar o deslize mais tarde na cerimônia, quando finalmente veio a hora de revelar o vencedor. “Em 63 anos de vida, aprendi que as pessoas têm uma segunda chance, essa é a minha segunda chance”, disse ele. “Peço desculpas por bagunçar tudo. Tirou muito do suspense da noite, eu entendo, mas não foi de propósito.” Durante a entrevista coletiva que se seguiu à premiação, ele voltou a comentar seu vacilo. “Eu não tenho desculpas. Eu errei”, assumiu diante da imprensa. “Sou um grande fã de esportes. Então, é como o cara no final do jogo de basquete que erra o último lance livre ou o cara que erra o chute a gol. ” Lee contou que se comunicou com os representantes do festival para expressar seu arrependimento: “Fui muito específico ao falar ao povo de Cannes e pedir-lhes desculpas. Eles disseram para esquecer”. “Amamos cinema e foi uma grande honra para nós fazer parte do júri”, continuou. “Este ano, especialmente, depois da pandemia. Isso é histórico. Além de eu ter f*dido a premiação, foi histórico. ” Veja abaixo o momento da gafe. Spike Lee a accidentellement révélé le film gagnant de la Palme d'or au Festival de Cannes.😅pic.twitter.com/lVgTmHWKOV — Infos Séries (@SeriesUpdateFR) July 17, 2021
Cachorros de Tilda Swinton vencem a Palma Canina do Festival de Cannes
A atriz Tilda Swinton vai levar um prêmio inusitado do Festival de Cannes 2021 para casa. Ela recebeu a Palma Canina em nome de Dora, Rosie e Snowbear, seus três cães da raça springer spaniel. A Palm Dog é uma premiação independente que destaca todos os anos a melhor atuação canina do festival francês. Os cães de Swinton “atuaram” junto com sua dona no filme “The Souvenir Part II”, de Joanna Hogg, apresentado na seção paralela Quinzena de Realizadores. O filme é continuação de “The Souvenir”, premiado em 2019 nos festivais de Sundance e Londres. “Vão ficar muito orgulhosos!”, disse a atriz britânica como “representante” dos cachorros, que ficaram em sua casa na Escócia. “The Souvenir Part II” não é a primeira incursão dos cachorros da atriz nas artes dramáticas. Eles já protagonizaram até sua própria produção. Em 2018, Swinton dirigiu um vídeo de 6 minutos estrelado pelos astros caninos ao som de uma composição erudita de Handel. Além deles, o júri da Palm Dog também destacou o trabalho da cadela Sophie em “Red Rocket, de Sean Baker, e do cachorro pastor Panda em “Lamb”, de Valdimar Jóhannsson. Os dois diretores estiveram presentes para receber os prêmios. Entre os vencedores mais famosos da Palma Canina, vale lembrar de Uggie, o cachorro da raça Jack Russell que roubou o coração do público no filme vencedor do Oscar “O Artista” (2011), e o pitbull de Quentin Tarantino, que aparece em “Era uma vez em… Hollywood” (2019).












