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  • Filme

    Novas fotos destacam todos os personagens centrais de Logan

    12 de fevereiro de 2017 /

    A 20th Century Fox divulgou cinco novas fotos de “Logan”, o terceiro filme solo de Wolverine. As imagens destacam todos os personagens centrais da trama: o próprio Logan (Hugh Jackman), a jovem mutante X-23 (Dafne Keen), o Professor Xavier (Patrick Stewart), o morlock Caliban (Stephen Merchant), o vilão Donald Pierce (Boyd Holbrook) e o cientista Dr. Zander Rice (Richard E. Grant), que nos quadrinhos é responsável pela experiência que resultou no clone feminino de Wolverine. O roteiro é de Michael Green (“Lanterna Verde”) e do estreante David James Kelly, e a direção está mais uma vez a cargo de Mangold, responsável pelo filme anterior, “Wolverine – Imortal” (2013). A estreia está marcada para 2 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Berlim: Continuação de Trainspotting troca a juventude pela crise da meia-idade

    10 de fevereiro de 2017 /

    Uma das sessões mais disputadas do Festival de Berlim, a exibição de “T2 Trainspotting” dividiu opiniões. Muitos esperavam uma retomada da ousadia do primeiro longa, com suas viagens aterrorizantes de heroína, mas, 20 anos depois, a continuação é quase uma sombra do original, mas nem por isso deixa de ser divertido. De certo modo, faz todo o sentido, inclusive narrativamente. “O primeiro longa juntou um ótimo tema e um roteiro excelente com o momento exato, o zeitgeist perfeito. Não dá para conseguir isso de novo, foi único”, considerou Jonny Lee Miller, intérprete de Simon, aka Sick Boy, durante o encontro com a imprensa internacional. “Eu mesmo só me interessei pelo novo projeto porque não seria ‘uma continuação’ típica… Até porque parece mais uma ‘post-mortem’ daquele universo”, brincou. De fato, “T2 Trainspotting” não tem o mesmo frescor, porque todos os envolvidos estão na meia-idade, tanto atrás das câmeras quanto na própria ficção. O tempo passou e o reencontro de personagens, atores, roteirista e diretor se dá em clima de nostalgia. As referências a eventos de 1996 surgem quase como memorabilia. Mas um filme é fruto do outro, e o cineasta Danny Boyle busca manter a continuidade estética entre as duas produções, optando pelo mesmo fluxo de imagens inspirados na estética de videoclipe, que parecia tão moderna na época do Britpop. Curiosamente, boa parte das críticas foram focadas nesta opção estética, centrada em movimentos de câmera “espertos” e visual “vibrante”, que mais parecem exercícios de estilo que uma estrutura a serviço da história. Mas há, sim, uma boa história captada pelas câmeras, da qual se ri muito. Na entrevista coletiva do festival, Boyle explicou que queria fazer um novo filme que fosse independente do original, mas achou difícil escapar da herança de “Trainspotting”. Ele revelou que o roteirista John Hodge escreveu um roteiro perfeitamente decente, baseado em parte no romance “Porno”, de Irvine Welsh, que é a sequência literária do primeiro filme. “Mas eu nem sequer me preocupei em enviá-lo para os atores”, disse. Isto porque o cineasta queria algo mais pessoal, que convencesse o elenco original a retornar. Ele precisava que o filme refletisse a passagem de tempo não só dos personagens, mas de todos os envolvidos. E assim se trancou com Hodge numa casa em Edimburgo, respirando o clima escocês para imaginar um reencontro com Renton, Sick Boy, Begbie e Spud na mesma cidade, mas numa época radicalmente diferente. “O filme é sobre a angústia do avançar da idade, é sobre questões envolvendo a masculinidade”, explica o diretor. “Era essencial que os atores trouxessem seus próprios conflitos pessoais com essas questões aos personagens”. Boyle acrescenta que até as mudanças tecnológicas dos últimos anos foram incorporadas na produção. “Muitas coisas mudaram no modo de se fazer cinema daquela época para cá. O mais importante é que as câmeras ficaram muito menores”, repara. “Com os aparelhos de hoje, você consegue captar em uma cena alguns detalhes que antes você sequer poderia imaginar enquanto escrevia o roteiro do filme. E também é possível acessar as performances dos atores de maneira diferente.” Mas mudanças também aconteceram durante as filmagens, afetando o mundo de todos os envolvidos. “Estávamos filmando quando aconteceu o Brexit, e foi um choque especial estar na Escócia” – que votou contra a saída do Reino Unido da União Européia – , contou Boyle. Talvez por reflexo disso, o filme é bem mais europeu que o primeiro, que foi todo concentrado em Edimburgo. Desta vez, há cenas na Holanda e na Romênia. Boyle também se dedicou a selecionar uma trilha sonora marcante, como a do primeiro filme, inclusive referenciando as duas músicas mais fortes do original, “Lust for Life”, de Iggy Pop, que ganhou um cover de Prodigy, e “Born Slippy”, refeita numa versão mais lenta pela própria banda Underworld. Mas, no lugar do Britpop de Blur, Elastica e Primal Scream, incluiu a nova geração de bandas britânicas, como Young Fathers e Fat White Family. Vale observar que os críticos britânicos foram os que mais gostaram do filme.

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  • Filme

    Berlim: Richard Gere acusa Trump de disseminar o ódio e o medo

    10 de fevereiro de 2017 /

    A competição do Festival de Berlim 2017 ainda não empolgou. Após as palmas comedidas para “Django”, na abertura do evento, o remake americano “The Dinner” teve recepção gélida em sua sessão para a imprensa, na tarde desta sexta (10/2), mas rendeu uma entrevista coletiva repleta de tiradas políticas de seu astro, Richard Gere (“O Exótico Hotel Marigold 2”), repercutidas no mundo inteiro. Baseado num romance do holandês Herman Koch, já filmado em 2013, “The Dinner” é a segunda parceria consecutiva entre Gere e o cineasta israelense-americano Oren Moverman, após o drama de sem-teto “O Encontro”, de 2014. Como o título adianta, a trama se passa durante um jantar de família. Nele, dois irmãos estremecidos, vividos pelo astro e Steve Coogan (“Philomena”), e suas respectivas mulheres, Rebecca Hall (“Homem de Ferro 3”) e Laura Linney (“Sully”), discutem as consequências de um crime cometido por seus filhos. O personagem de Gere é um político que pode perder tudo se o caso vier à tona. Preenchido por retórica interminável, a trama debate até doença mental e racismo, e inclui um flashback em que os irmãos visitam Gettysburg, na Pensilvânia, onde ocorreu a mais famosa batalha da Guerra Civil americana, no século 19. “Aquele local é o mais sangrento da história dos Estados Unidos. É a metáfora para o pecado original na sociedade americana: irmãos lutando contra irmãos”, disse o diretor, na entrevista coletiva realizada no festival. O tema serviu para Gere se posicionar publicamente contra a política migratória do governo de Donald Trump, fazendo um paralelo entre a trama e a decisão do presidente dos EUA de impedir o ingresso nos Estados Unidos de imigrantes de setes países de população muçulmana e erguer um muro na fronteira com o México. “É um filme sobre o medo, e como o medo leva as pessoas a cometer coisas horríveis”, disse Gere. “Hoje, nos Estados Unidos (terroristas e refugiados) significam a mesma coisa”, lamentou o ator, para quem esta associação de ideias “é a pior coisa feita por Trump”. “Antes tínhamos empatia por um refugiado. Era alguém a quem dávamos atenção, queríamos ajudar, a quem queríamos dar um teto”, declarou o ator, que é budista e conhecido por defender os direitos Humanos e a causa tibetana. “Infelizmente, temos líderes que atiçam o medo, e esse medo nos leva a fazer coisas terríveis”, retomou. “O número de crimes motivados por ódio nos Estados Unidos aumentou muito desde que ele foi eleito”. Perguntado sobre o que faria caso estivesse em um jantar com o presidente americano, o ator de 67 anos riu da possibilidade. “Eu não estaria nesse jantar. Nem seria convidado.”

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  • Música

    Berlim: Django abre o festival em ritmo de jazz e política

    9 de fevereiro de 2017 /

    O Festival de Berlim 2017 deu a largada em sua maratona de cinema nesta quinta (9/2), em clima de jazz, afinação política e sob aplausos contidos, com a exibição de “Django”. O filme de abertura, dirigido pelo estreante Etienne Comar, conta a história do lendário guitarrista de jazz Django Reinhardt (1910-1953), belga de origem cigana (interpretado pelo ator francês de origem argelina Reda Kateb), que fugiu dos nazistas na 2ª Guerra Mundial, durante a ocupação da França pelos nazistas. Segundo o diretor do Festival de Berlim, Dieter Kosslick, o “perigo constante, a fuga e as atrocidades cometidas contra sua família não foram capazes de fazê-lo parar de tocar”. Apesar de estreante, Comar é um conhecido roteirista e produtor de obras como “Homens e Deuses” (2010), “Timbuktu” (2014) e “Meu Rei” (2015). Ele conheceu o trabalho de Django Reinhardt por intermédio de seu pai, fã do músico, que foi grande inovador e vanguardista musical. “Procurei evitar o modelo tradicional de cinebiografia, daqueles que cobrem todo o período da vida de um personagem, para me concentrar nessa janela de tempo bastante específica, em que a música adquire um papel importante na tomada de consciência política de Django. Ao mesmo tempo, quis fazer um paralelo entre a tragédia dos refugiados de guerra da época e os refugiados de hoje”. Os paralelos são, de fato, evidentes. Há fortes conexões entre o nazismo e alguns dos temas mais polêmicos no debate político atual, que incluem, obviamente, a crise dos refugiados do Oriente Médio e a proibição de entrada nos EUA de cidadãos de sete países específicos. “Eu queria mostrar um músico em um período complexo da história”, explicou o diretor. “E enquanto tomava esta via, percebi que havia muitos paralelos – refugiados, a maneira que você pode proibir pessoas de viajar…” Comar acrescentou que o tema do filme recai sobre a liberdade que a arte, no caso a música, pode proporcionar durante a repressão, e justamente por conta disso é a primeira coisa a ser atacada por regimes totalitários e terroristas. “Não é nenhum segredo que a propaganda nazista tentou criar regras para conter o jazz, que misturava todos os tipos de culturas diferentes”, disse ele. “Promotores da pureza, os nazistas discriminavam o jazz por ser um gênero nascido de uma mistura de diferentes culturas, em especial daquela desenvolvida por descendentes de negros africanos nos EUA, e por isso considerada arte degenerada. Espero que a mensagem seja entendida”. O cineasta ainda ressaltou a importância da arte em períodos tumultuados. “Declarações nem sempre funcionam. Mas quando se faz isso através da arte, o resultado é muito impressionante”, acrescentou. A crítica internacional, porém, não achou a estreia de Comar tão impressionante assim. Com mais boas intenções que conteúdo, não deve ameaçar os principais concorrentes do Leão de Ouro. “Django” faz parte da competição oficial do festival, que inclui o brasileiro “Joaquim”, cinebiografia de Tiradentes dirigida por Marcelo Gomes. Além deste, outros sete longa-metragens brasileiros serão exibidos na programação da Berlinale 2017, nas mostras Panorama, Geração e Fórum: o documentário “No Intenso Agora”, de João Moreira Salles, e as ficções “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, “Vazante”, de Daniela Thomas, “Pendular”, de Júlia Murat, “Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira, “As Duas Irenes”, de Fábio Meira, e “Rifle”, de Davi Pretto, que foi a última adição do evento. O Festival de Berlim acontece até o dia 19 de fevereiro na capital alemã.

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    Logan ganha dois comerciais com cenas inéditas da selvageria de X-23

    5 de fevereiro de 2017 /

    A 20th Century Fox divulgou os primeiros comerciais de “Logan”, o terceiro filme solo de Wolverine. Repletas de cenas inéditas, as prévias destacam a selvageria de X-23 (Dafne Keen), a clone mirim de Wolverine, que o Professor Xavier (Patrick Stewart) prevê que se tornará mais poderosa que o próprio Logan (Hugh Jackman). Um dos vídeos também destaca um aviso de Caliban (Stephen Merchant) sobre a diminuição do fator de cura do herói. O filme encontra Wolverine no futuro, envelhecido e recrutado pelo Professor X para uma última missão: salvar X-23, que é perseguida pelo grupo de mercenários do vilão Donald Pierce (Boyd Holbrook), denominados Carniceiros (Reavers). O roteiro é de Michael Green (“Lanterna Verde”) e do estreante David James Kelly, e a direção está mais uma vez a cargo de Mangold, responsável pelo filme anterior, “Wolverine – Imortal” (2013). A estreia está marcada para 2 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Clique nas imagens para ampliá-las e aproveite e veja o mais recente trailer legendado aqui.

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    Nova sinopse de Logan confirma ligação entre Wolverine e X-23

    3 de fevereiro de 2017 /

    A organização do Festival de Berlim 2017 divulgou uma nova sinopse de “Logan”, que detalha a ligação de Wolverine com a pequena e poderosa jovem mutanta vista nas artes e prévias da produção, e ainda revelou a duração do longa, que terá 135 minutos (ou seja, 2h15). A primeira sinopse oficial dizia: “Num futuro próximo, um cansado Logan (Hugh Jackman) cuida do doente Professor Xavier (Patrick Stewart) escondido na fronteira do México. Mas sua tentativa de ficar isolado do mundo e de seu legado termina quando uma jovem mutante surge, sendo perseguida por forças obscuras”. Já a sinopse do festival alemão é bem mais detalhada: “Em 2024, a população mutante foi reduzida drasticamente e os X-Men se separaram. Logan, cujo poder de regeneração está enfraquecendo, se entregou ao álcool e ganha a vida como motorista. Certo dia, uma estranha pede que ele leve uma garota chamada Laura (Dafne Keen) até a fronteira canadense e à princípio ele recusa, mas muda de ideia ao descobrir que o Professor Xavier aguarda há anos pela menina. Extraordinariamente habilidosa em lutas, Laura se parece com Wolverine em vários aspectos e é perseguida por sinistras figuras que trabalham para uma poderosa corporação. Seu DNA contém o segredo que a conecta a Logan e uma implacável perseguição tem início.” A descrição reforça a conexão da trama com os quadrinhos e desenhos animados, nos quais Laura Kinney é mais conhecida como X-23, um clone juvenil do Wolverine. “Logan” terá sua première mundial no Festival de Berlim, onde será exibido fora de competição no dia 17 de fevereiro. A estreia no Brasil está marcada para o dia 2 de março, e Hugh Jackman revelou nas redes sociais que virá a São Paulo divulgar o lançamento.

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  • Filme

    As Duas Irenes: Drama brasileiro selecionado para o Festival de Berlim ganha primeiro teaser

    1 de fevereiro de 2017 /

    A Vitrine Filmes divulgou o teaser do drama “As Duas Irenes”, selecionado para o Festival de Berlim, que marca a estreia de Fabio Meira (co-roteirista de “De Menor”) na direção. A prévia mostra as duas protagonistas do longa, duas meio-irmãs chamadas Irene. Suas intérpretes, Priscila Bittencourt e Isabela Torres, também estreiam no cinema, selecionadas entre 200 candidatas. Rodado em Goiás, a produção acompanha uma jovem que descobre outra filha de seu pai. No elenco, também estão Marco Ricca (“Chatô – O Rei do Brasil”), Susana Ribeiro (“Mulheres no Poder”) e Inês Peixoto (“Redemoinho”). Selecionado para a mostra Gerações, do Festival de Berlim, “As Duas Irenes” ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

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  • Filme

    Maggie Gyllenhaal e Diego Luna serão jurados do Festival de Berlim

    1 de fevereiro de 2017 /

    A atriz americana Maggie Gyllenhaal (“O Ataque”) e o ator mexicano Diego Luna (“Rogue: Uma História Star Wars”) farão parte do júri internacional do Festival de Berlim. Por coincidência, os dois já trabalharam juntos anteriormente, na comédia “171” (2004). Além deles, o comitê que definirá o vencedor do Urso de Ouro da edição de 2017 do festival incluiu o produtor tunisiano Dora Bouchoucha Fourati (“Tempo de Espera”), o artista plástico islandês Olafur Eliasson, a atriz alemã Julia Jentsch (“Uma Mulher contra Hitler”) e o cineasta chinês Wang Quan’an (“O Casamento de Tuya”), além do presidente do júri Paul Verhoeven (“Elle”). Ao todo, a competição principal do festival alemão selecionou 18 filmes, entre eles o brasileiro “Joaquim”, cinebiografia de Tiradentes dirigida por Marcelo Gomes (“Era Uma Vez Eu, Verônica”). Além de “Joaquim”, outros sete longa-metragens brasileiros farão parte da programação do festival, numa participação recorde do país. São eles: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, “Vazante”, de Daniela Thomas, “Pendular”, de Júlia Murat, “Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira, “As Duas Irenes”, de Fábio Meira, e o documentário “No Intenso Agora”, de João Moreira Salles, que serão exibidos em mostras paralelas. O Festival de Berlim 2017 vai acontecer entre os dias 9 e 19 de fevereiro na capital alemã.

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  • Filme

    Novo filme de Laís Bodansky entra no Festival de Berlim, que terá recorde de brasileiros

    25 de janeiro de 2017 /

    O Festival de Berlim anunciou a inclusão de mais dois filmes brasileiros em sua programação. A nova leva, revelada nesta quarta-feira (25/1), acrescenta o longa “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, e o curta “Vênus – Filó, a Fadinha Lésbica”, de Sávio Leite. Os dois filmes se juntam a uma seleção recorde de filmes brasileiros no festival alemão, um dos mais importantes do mundo. Ao todo, oito longa-metragens farão parte do evento, incluindo o documentário “No Intenso Agora”, de João Moreira Salles, e as ficções “Vazante”, de Daniela Thomas, “Pendular”, de Júlia Murat, “Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira, “As Duas Irenes”, de Fábio Meira, “Rifle”, de Davi Pretto, e “Joaquim”, cinebiografia de Tiradentes dirigida pelo cineasta Marcelo Gomes, que participará da mostra competitiva. O filme de Laís Bodanzky (“As Melhores Coisas do Mundo”) entrou na mostra Panorama. “Como Nossos Pais” tem Maria Ribeiro (“Tropa de Elite”) como protagonista e conta a história de uma mulher em conflito diante da criação dos filhos, os objetivos profissionais e a relação conturbada com a mãe. Em comunicado, a diretora comemorou a oportunidade de exibir seu filme para o público internacional. “A estreia mundial é sempre muito importante para um filme, porque define o rumo que ele pode tomar. Ter a oportunidade de exibir ‘Como Nossos Pais’ em um festival da linha A como o de Berlim é realmente uma grande conquista”, afirmou Laís, que também comemorou o recorde de filmes brasileiros no festival. “Fico muito feliz de fazer parte desse momento.” Já o curta de Sávio Leite é uma animação inspirada num poema de Hilda Hilst, que leva o mesmo nome, sobre uma fada que “vestia-se como rapaz para enganar mocinhas”. O Festival de Berlim 2017 vai acontecer entre os dias 9 e 19 de fevereiro na capital alemã.

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    Documentário de José Moreira Salles é selecionado para o Festival de Berlim

    17 de janeiro de 2017 /

    Mais um filme brasileiro foi selecionado para o Festival de Berlim. O documentário “No Intenso Agora”, escrito e dirigido por João Moreira Salles, foi incluído na mostra Panorama, tornando-se o sexto longa-metragem nacional incluído na programação do evento alemão. Salles lançou seu último documentário, “Santiago” há dez anos. “Apesar da distância, tenho a impressão de que são filmes aparentados. Não me refiro apenas ao aspecto pessoal dos documentários, mas também ao modo como eles foram realizados”, escreveu o diretor em um comunicado divulgado à imprensa. “‘Santiago’ talvez seja sobre o pai, enquanto ‘No Intenso Agora’ é sobre a mãe”, completou. O documentário, produzido pela Videofilmes, reúne cenas históricas das rebeliões ocorridas na década de 1960 em todo o mundo. Da China, vieram imagens feita pela mãe do diretor, em filmes caseiros rodados em 1966 durante a fase inicial da Revolução Cultural. Os demais registros são de 1968, da revolta estudantil em maio em Paris, das forças soviéticas dando fim à Primavera de Praga e de protestos no Rio de Janeiro, entre outros. O documentário vai se juntar a outros dois filmes brasileiros anteriormente selecionados para a mostra Panorama: “Vazante”, de Daniela Thomas, e “Pendular”, de Júlia Murat. Além destes, o cinema brasileiro também estará representado na mostra competitiva, por meio de “Joaquim”, cinebiografia de Tiradentes dirigida pelo cineasta Marcelo Gomes (“Era uma Vez Eu, Veronica”), e também na seção Generation, dedicada a filmes com temáticas e protagonistas adolescentes, com “Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira, e “As Duas Irenes”, de Fábio Meira. O Festival de Berlim 2017 vai acontecer entre os dias 9 e 19 de fevereiro na capital alemã.

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  • Filme

    Logan e continuação de Trainspotting terão première mundial no Festival de Berlim

    10 de janeiro de 2017 /

    Dois dos filmes mais esperados do começo do ano, “Logan”, terceiro filme solo do herói Wolverine, e “T2 – Traisnpotting”, continuação do cultuado “Trainspotting” (1996), farão suas première mundiais em fevereiro, na programação do Festival de Berlim. Os dois filmes serão exibidos fora de competição, em sessões especiais no evento, que acontece entre 9 e 19 de fevereiro na capital da Alemanha. Para ver trailers e mais informações sobre os longas clique nos links em seus títulos. As últimas novidades da programação do evento foram comunicadas nesta terça (10/1) pelos organizadores do festival, e entre elas ainda se destaca o anúncio da inclusão de “Joaquim”, filme sobre Tiradentes do diretor Marcelo Gomes, na mostra competitiva do Urso de Ouro.

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  • Filme

    Filme sobre Tiradentes vai disputar o Urso de Ouro no Festival de Berlim

    10 de janeiro de 2017 /

    O filme “Joaquim”, cinebiografia de Tiradentes dirigida pelo cineasta Marcelo Gomes (“Era uma Vez Eu, Veronica”), foi selecionado para a mostra competitiva do Festival de Berlim. O longa está entre os dez títulos anunciados nesta terça-feira (10/1) pela organização do festival alemão, como complemento da lista dos concorrentes ao Urso de Ouro em 2017. A inclusão de “Joaquim” acontece dois anos após “Praia do Futuro”, de Karim Aïnouz, ter sido o último representante do país na competição. Curiosamente, Gomes e Aïnouz são parceiros, tendo trabalhado juntos em “Madame Satã” (2002), “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005) e “Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo” (2009). “Joaquim” surgiu inicialmente como parte de um projeto de coproduções da Televisão Espanhola (TVE), realizado em homenagem ao bicentenário das revoluções sul-americanas. Além do filme de Tiradentes, representando o Brasil, fizeram parte do plano original “José Marti: O Olho do Canário” (2010), do cubano Fernando Pérez (“Últimos Dias em Havana”), “Hidalgo – A História Jamais Contada” (2010), do mexicano Antonio Serrano (“Macho”), “Revolução: A Cruzada de San Martin” (2011), do argentino Leandro Ipiña (série “Exodo”), “Artigas – La Redota” (2011), do uruguaio César Charlone (série “3%”), e “Libertador” (2013), uma cinebiografia de Simon Bolivar feita pelo venezuelano Alberto Arvelo (“Habana, Havana”). Mas aí veio a crise financeira europeia, e “Joaquim” precisou ser feito com recursos próprios, enquanto outros projetos jamais saíram do papel – um filme chileno sobre Bernardo O’Higgins e um peruano a respeito de Tupac Amaru, por exemplo. A história de Tiradentes já rendeu vários filmes, entre eles o marcante “Os Inconfidentes” (1972), dirigido por José Pedro de Andrade e com José Wilker no papel principal. Mas o personagem foi explorado até em novelas, interpretado por Carlos Zara em “Dez Vidas” (1969) e por Thiago Lacerda na recente “Liberdade, Liberdade” (2016). O filme de Marcelo Gomes tem como diferencial forcar-se mais nas viagens de Tiradentes por Minas Gerais e Rio de Janeiro e no caldeirão de ideias que formou a consciência política do alferes Joaquim José da Silva Xavier, vivido por Julio Machado (“Trago Comigo”). O roteiro foi feito em parceria com João Dumans (“A Cidade onde Envelheço”), segundo declarou o pernambucano Gomes, para ter um “olhar mineiro”. O cinema brasileiro venceu duas vezes o Urso de Ouro com “Central do Brasil”, em 1998, e “Tropa de Elite”, em 2008. O presidente do júri deste ano será o cineasta holandês Paul Verhoeven, atualmente em cartaz nos cinemas com “Elle”, que venceu os Globos de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz (Isabelle Huppert) e foi um dos 15 melhores filmes lançados em circuito limitado no Brasil em 2016. Além de “Joaquim”, o Brasil será representado por mais quatro longas nas mostras paralelas do festival: “Vazante”, de Daniela Thomas, e “Pendular”, de Júlia Murat, na mostra Panorama, “Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira, e “As Duas Irenes”, de Fábio Meira, na mostra Generation, além do curta “Estás vendo Coisas”, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca. O Festival de Berlim ocorrerá entre 9 e 19 de fevereiro na capital da Alemanha.

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  • Música

    Cinebiografia do guitarrista Django Reinhardt vai abrir Festival de Berlim

    5 de janeiro de 2017 /

    A organização do Festival de Berlim anunciou que sua edição de 2017 será aberta por “Django”, cinebiografia francesa sobre o lendário guitarrista de jazz Django Reinhardt. O filme também integrará a competição oficial do Urso de Ouro. “Django” é o primeiro longa-metragem dirigido por Etienne Comar, roteirista e produtor de obras como “Homens e Deuses” (2010), “Os Sabores do Palácio” (2012) e “Meu Rei” (2015). O ator francês de origem argelina Reda Kateb (“A Hora Mais Escura”) interpreta o papel principal, numa trama centrada na fuga de Reinhardt da Paris ocupada pelos nazistas, em 1943. Segundo o diretor do Festival de Berlim, Dieter Kosslick, o “perigo constante, a fuga e as atrocidades cometidas contra sua família não foram capazes de fazê-lo parar de tocar.” Reinhardt foi perseguido pelos nazistas por sua origem cigana. O presidente do júri deste ano será o cineasta holandês Paul Verhoeven, atualmente em cartaz nos cinemas com “Elle”, que concorre ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e foi um dos 15 melhores filmes lançados em circuito limitado no Brasil em 2016. O Festival de Berlim ocorrerá entre 9 e 19 de fevereiro de 2017 na capital da Alemanha, e contará com a exibição de quatro longa-metragens brasileiros.

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