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  • Série

    Sentença: Série estrelada por Camila Morgado ganha trailer

    18 de março de 2022 /

    A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o trailer de “Sentença”, sua mais nova série brasileira, que destaca Camila Morgado (“Bom Dia, Verônica”) no papel de uma advogada criminalista. Acreditando que todos têm direito à defesa, por pior que tenha sido o crime cometido, a protagonista assume um caso que chocou o país, de uma mulher que incendiou um policial. Mas ao defender a suposta assassina, ela se vê no meio de um caso maior, envolvendo o líder da maior facção criminosa do Brasil e pessoas misteriosas que o querem morto. Com seis episódios, a série produzida pela Cimarron Cine foi criada por Paula Knudsen (“Spectros”) e conta com direção da argentina Anahí Berneri (“Alanis”) e de Marina Meliande (“A Alegria”). O elenco ainda traz Fernando Alves Pinto (“Vou Nadar Até Você”), Lena Roque (“Quanto Vale Ou É Por Quilo?”), Rui Ricardo Diaz (“Impuros”), Heloisa Jorge (“Sob Pressão”), Lourinelson Vladmir (“Insânia”), Samya Pascotto (“Amarração do Amor”), Pedro Caetano (“Sem Fôlego”), Lucinha Lins (“O Rico e Lázaro”), Arthur Kohl (“O Mecanismo”), Bárbara Colen (“Bacurau”) e o estreante Victor Hugo Martins, entre outros.

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  • Série

    Hard: Carolina Ferraz está de olho no marido de Natália Lage no trailer da 3ª temporada

    5 de agosto de 2021 /

    A HBO Max divulgou o trailer da 3ª temporada da série de comédia brasileira “Hard”. Com direção geral de Rodrigo Meirelles (“Psi”, “Vade Retro”) e realizada em coprodução com a Gullane, a série é uma adaptação da atração francesa homônima e traz Natália Lage (“A Divisão”) como Sofia, uma dona de casa que, ao ficar viúva, descobre que o marido mentia sobre sua verdadeira profissão. Ela recebe como herança uma produtora pornô e precisa se adaptar à essa nova forma de sustentar a família. Na nova temporada, Sofia recebe uma proposta de investimento de uma nova personagem (Carolina Ferraz, de “Crô: O Filme”), que escolhe seu novo marido Antônio (Marcelo Paganotti, de “Hebe”) para estrelar uma superprodução pornô. O elenco também inclui Julio Machado (“Divino Amor”), Martha Nowill (“A Garota da Moto”), Fernando Alves Pinto (“A Vida Secreta dos Casais”) e Denise Del Vecchio (“Os Dez Mandamentos”). Os novos episódios estreiam no dia 15 de agosto.

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  • Filme

    Hard: Natália Lage é empresária pornô no trailer da 2ª temporada

    30 de janeiro de 2021 /

    A HBO divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada da série de comédia brasileira “Hard”. Com direção geral de Rodrigo Meirelles (“Psi”, “Vade Retro”) e realizada em coprodução com a Gullane, a série é uma adaptação da atração francesa homônima e já tem a 3ª temporada confirmada. Na trama, Natália Lage (“A Divisão”) vive Sofia, uma dona de casa que, ao ficar viúva, descobre que o marido mentia sobre sua verdadeira profissão. Ela recebe como herança uma produtora pornô e precisa se adaptar à essa nova forma de sustentar a família. Na nova temporada, Sofia é seduzida pelo mundo pornô realizando fantasias de suas clientes, mas ainda tem que lidar com os preconceitos da família e com a nova carreira de Marcello (Julio Machado, de “Divino Amor”). O elenco também traz Martha Nowill (“A Garota da Moto”), Fernando Alves Pinto (“A Vida Secreta dos Casais”) e Denise Del Vecchio (“Os Dez Mandamentos”). Os seis novos episódios estreiam no dia 21 de fevereiro.

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  • Série

    Hard: 2ª temporada da série “pornô” de Natália Lage ganha data de estreia

    7 de janeiro de 2021 /

    A 2ª temporada da série de comédia brasileira “Hard” ganhou data de estreia na HBO e na HBO Go: dia 21 de fevereiro. Com direção geral de Rodrigo Meirelles (“Psi”, “Vade Retro”) e realizada em coprodução com a Gullane, a série de seis episódios é uma adaptação da atração francesa homônima e já tem a 3ª temporada confirmada. Na trama, Natália Lage (“A Divisão”) vive Sofia, uma dona de casa que, ao ficar viúva, descobre que o marido mentia sobre sua verdadeira profissão. Ela recebe como herança uma produtora pornô e precisa se adaptar à essa nova forma de sustentar a família. Na nova temporada, Sofia é seduzida pelo mundo pornô realizando fantasias de suas clientes, mas ainda tem que lidar com os preconceitos da família e com a nova carreira de Marcello (Julio Machado, de “Divino Amor”). O elenco também traz Martha Nowill (“A Garota da Moto”), Fernando Alves Pinto (“A Vida Secreta dos Casais”) e Denise Del Vecchio (“Os Dez Mandamentos”).

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  • Filme

    Amazon está gravando séries com Camila Morgado e Danni Suzuki no Uruguai

    25 de novembro de 2020 /

    Com os índices de covid-19 controlados, o Uruguai virou um novo destino para a gravação de séries brasileiras. Depois de “Insânia”, da Fox, que será estrelada por Carol Castro (“Órfãos da Terra”), duas séries nacionais da Amazon se instalaram no país. A primeira foi “Criminal”, com Camila Morgado (“Bom Dia, Verônica”), que já vai terminar suas gravações em dezembro. E após esta experiência positiva, a produção de “Desjuntados”, que destaca Danni Suzuki (“Arcanjo Renegado”) em seu elenco, também alugou um estúdio em Montevidéu e contratou profissionais locais. As duas séries devem ser exibidas pela Amazon Prime Video em 2021, mas ainda não foram oficialmente anunciadas. Embora pouco se saiba sobre “Desjuntados”, “Criminal” trará Camila Morgado no papel de uma advogada, casada com o personagem do ator Fernando Alves Pinto (“A Vida Secreta dos Casais”). Mais detalhes devem ser divulgados em breve. Enquanto isso, Danni Suziki vive clima de férias uruguaias, “aproveitando os intervalinhos” com foto tiradas na praia de José Ignacio em seu Instagram. “Sempre que viajo a trabalho encontro formas de aproveitar o tempo livre pra conhecer outros lugares e fazer novos amigos! Gratidão imensa a Deus e ao universo por tantas oportunidades nessa vida!”, ela escreveu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por DANNI SUZUKI (@danisuzuki) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por DANNI SUZUKI (@danisuzuki) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por DANNI SUZUKI (@danisuzuki)

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  • Série

    Hard: Natália Lage herda produtora de vídeos adultos em trailer de nova série da HBO

    24 de abril de 2020 /

    A HBO divulgou o primeiro trailer de “Hard”, sua nova série de comédia brasileira, que traz Natália Lage (“A Divisão”) como herdeira de uma produtora de vídeos adultos. Na trama, a atriz vive Sofia, uma dona de casa que, ao ficar viúva, descobre que o marido mentia sobre sua verdadeira profissão. Ela recebe como herança uma produtora pornô e precisa se adaptar à essa nova forma de sustentar a família. A série é remake de uma produção francesa de mesmo nome e terá duração de três temporadas, com 6 episódios de 30 minutos em cada uma delas. Gravada em São Paulo com direção geral de Rodrigo Meirelles (“Psi”, “Vade Retro”), a atração também traz no elenco Julio Machado (“Divino Amor”), Martha Nowill (“A Garota da Moto”), Fernando Alves Pinto (“A Vida Secreta dos Casais”) e Denise Del Vecchio (“Os Dez Mandamentos”). “Hard” estreia na HBO no dia 17 de maio às 23h.

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  • Série

    Hard: Nova série brasileira da HBO ganha fotos e data de estreia

    14 de abril de 2020 /

    A HBO divulgou as primeiras fotos e a data de estreia de “Hard”, sua nova série de comédia brasileira. Estrelada por Natália Lage (“A Divisão”), a série é remake de uma produção francesa de mesmo nome e terá duração de três temporadas, com 6 episódios de 30 minutos em cada uma delas. Na trama, a atriz vive Sofia, uma dona de casa que, ao ficar viúva, descobre que o marido mentia sobre sua verdadeira profissão. Ela recebe como herança uma produtora de filmes pornô e precisa se adaptar à essa nova forma de sustentar a família. Gravada em São Paulo com direção geral de Rodrigo Meirelles (“Psi”, “Vade Retro”), a série também traz no elenco Julio Machado (“Divino Amor”), Martha Nowill (“A Garota da Moto”), Fernando Alves Pinto (“A Vida Secreta dos Casais”) e Denise Del Vecchio (“Os Dez Mandamentos”). “Hard” estreia na HBO no dia 17 de maio às 23h.

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  • Filme

    Para Minha Amada Morta: Aly Muritiba conta como se faz suspense com um filme autoral

    1 de abril de 2016 /

    “Para minha Amada Morta” estreou mundialmente no prestigiado Festival de San Sebastián (Espanha), foi premiado no Festival de Montreal (Canadá) e recebeu seis troféus no Festival de Brasília (incluindo Melhor Filme) antes de iniciar seu desafio comercial, com o lançamento nos cinemas nesta quinta-feira (31/3). O filme gira em torno de um homem que, após o desaparecimento da mulher, descobre um outro lado dela através de uma fita de VHS, e embarca numa jornada de aparente vingança. Nesta conversa exclusiva com o Pipoca Moderna, o diretor e roteirista Aly Muritiba analisou os temas centrais (a desconstrução do amor romântico idealizado, entre eles), os recursos estilísticos para contar a sua história e considerou “sorte” encontrar uma distribuidora para lançar no Brasil sua produção autoral. De resto, Muritiba já trabalha em novos projetos – uma adaptação literária da obra de Daniel Galera, “Barba Ensopada de Sangue”, outra do livro “Jesus Kid”, de Lourenço Muratelli, e “Ferrugem”, no qual é responsável por argumento, roteiro e direção. O filme traz uma espécie de duelo entre dois homens, onde a “amada morta” do título é uma espécie de peso “etéreo” que sufoca a vida dos protagonistas… Como é que surgiu a ideia para a história? Eu queria fazer um filme sobre projeção e idealização, sobre a criação da imagem que fazemos de alguém e que nos faz amar esta pessoa. No fim das contas, todo o argumento do filme parte deste ponto: quem é a pessoa que amamos? É possível conhecê-la ou apenas fazer uma ideia do que ela seja a partir de fragmentos de informações que, juntas, formam uma projeção, uma imagem que aprendemos a amar? A partir daí, criei esta trama sobre um sujeito que ama e idealiza profundamente uma mulher, cuja imagem é confrontada por um registro numa fita VHS. Em termos de abordagem, “Para minha Amada Morta” apresenta uma proposta de cinema de autor em função do ritmo, de alguns recursos típicos (fora de campo, fundo desfocado) e de intensidade, ao situar-se mais no diálogos que na ação. Ao mesmo tempo, roça o cinema de gênero com uma história de paixão, traição, investigação e vingança. Como pensou/geriu a combinação destes elementos? Pensando sob o ponto de vista do roteiro, “Para minha Amada Morta” parte de uma premissa bastante simples: o que uma pessoa faz ao descobrir algo que, de certo modo, contradiz tudo o que ele pensava sobre o maior amor de sua vida? A resposta a esta pergunta, óbvio, depende da natureza da descoberta. O que proponho, então, é fazer com que o espectador sinta primeiro o amor devotado por uma pessoa à outra. Então construo este outro a quem o amor é devotado baseando-me em reminiscências (a ausência da pessoa amada, que no meu filme está morta, é presentificada por objetos, roupas, fotos e vídeos) para assim fazer com que o espectador, sem que ele se dê conta, experimente a idealização da pessoa amada. E por ultimo proponho que o espectador descubra junto o personagem aquilo que é capaz de desconstruir a idealização e, portanto, o amor. Trocando em miúdos, eu faço com que o espectador esteja todo o tempo com o protagonista do filme, faço com que o espectador saiba tanto quanto o protagonista, sem, no entanto, saber qual será o próximo passo do protagonista. E esta manobra é muito característica do suspense: nunca saber qual o próximo passo, nunca conseguirmos nos antecipar aos eventos. Por outro lado, o meu protagonista, de posse da informação que deteriora a imagem que ele fazia de sua amada, parte numa espécie de investigação e reconstrução de fatos do passado, ações pertinentes ao thriller. No que diz respeito à direção, aí a questão foi mais no sentido de encontrar a melhor maneira de colocar no espaço este sujeito tão deslocado e perdido, que é o meu protagonista, e, ao mesmo tempo, trabalhar com a duração (ritmo da montagem) de modo a maximizar a sensação de suspensão. Enfim, estes elementos do cinema do gênero já estavam no roteiro, mas, para mim, fazer cinema de gênero apenas copiando os códigos não faz o menor sentido, não é excitante. Então, fui buscar no espectador que sou o tipo e filme que gostaria de ver, e me dei conta de que seria um filme em que eu fosse convidado a participar todo o tempo, criando, descobrindo, escrevinhando mesmo, sabe. E, para mim, isto passa pela longa duração dos planos, pelo quadro mais aberto permitindo a varredura, pelos silêncios e pelo extra-quadro. Daí o desafio tornou-se conjugar este roteiro tão marcadamente de gênero com um desejo de direção distinto. O filme também sugere questões complexas sobre o adultério, particularmente na perspetiva masculina. Um dos homens lida com a traição e com uma mulher que pode ser tanto vista como “liberal” quanto como “promíscua”; o outro tem uma mulher casta e submissa, que aceita o adultério da parte dele, mas que nunca receberia a mesma compreensão em contrapartida… Mas, no fim das contas, é um filme de amor. São homens que amaram de maneira muito distinta a mesma mulher, que foi capaz de amá-los profundamente ao mesmo tempo. O mesmo vale para a personagem da Raquel (Mayana Neiva), a esposa evangélica, onde o amor se realiza como perdão. Sabe, eu não costumo fazer julgamentos morais de meus personagens e acho que este é um péssimo caminho para que um roteirista enverede, mas se eu pudesse julgá-los agora, a posteriori, eu diria que a amada que dá nome ao filme é a personagem mais completa da trama, no sentido de que nasceu, amou e morreu. O ciclo dela foi completo, no sentido de termo, mas também de completude. Aos que ficaram é que sobrou o vazio, a falta, a saudade. Ou seja, ela era um baita ser humano, daqueles que amamos com todos os nossos músculos. Os “duelos” entre os dois atores principais rendem sequências memoráveis. Como foi a escolha deles, particularmente do Lourinelson Vladimir? O Lourinelson fez um filme pouco conhecido chamado “Curitiba Zero Grau” e foi ali que eu conheci seu trabalho. Ele é um baita ator, daqueles que dominam o palco e a plateia com poucos. Ao vê-lo atuar no cinema e depois nos palcos percebi que ele tinha a força de que eu precisava. No caso do Fernando Alves Pinto, bem, eu escrevi o papel para ele fazer. Não por acaso, o personagem carrega o nome do ator. O bacana é que o Nando tem uma ternura muito bela no olhar, no sorriso, que é o contrário do que tem o Louri, um sujeito mais bruto. São seres humanos muito sensíveis, mas de naturezas muito distintas. Um é ar, o outro é terra. E era exatamente desta combinação que eu precisava para construir estes embates. Os mercados mundiais de cinema ressentem-se de um monopólio na distribuição por poucas empresas que impõem um determinado tipo de cinema. Como é que vê a veiculação do filme no contexto da distribuição no Brasil? Distribuir filmes pequenos, autorais, é uma tarefa inglória, afinal o parque exibidor é formado por empresários, que até podem gostar de cinema, mas sua prioridade é o lucro, e, convenhamos, nossos filmes não dão lucro. Então encontrar pelo caminho uma empresa distribuidora como a Vitrine Filmes, que topa botar no mercado filmes como o meu, é como estar perdido no exterior com seu cartão de crédito bloqueado e encontrar um amigo. Como foi a passagem pelo Festival de San Sebastián? San Sebastian foi super importante para maturação do projeto. O “Para Minha Amada Morta” esteve lá em 2013, quando ainda era apenas um roteiro, no Foro de Coproducción, uma ação de mercado de cinema onde você discute seu projeto com profissionais da indústria, e voltou lá em 2014 para o Cine En Construccion, que é uma sessão onde se exibem filmes ainda em processo de finalização e se recebe feedbacks. Ter estado lá estas duas feitas foi ótimo para mim e para que o filme se tornasse o que se tornou, um filme maduro. Quando em 2015 eu fui, enfim, exibir o meu filme no Festival de San Sebastian, eu estava bem seguro do filme que levava, e a indústria já sabia o que esperar, o que é bom, pois assim as surpresas ficam reservadas ao público, que aliás, recebeu “Para Minha Amada Morta” de maneira muito calorosa. Veja Também a Crítica: PARA MINHA AMADA MORTA SUBVERTE AS REGRAS DO SUSPENSE

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  • Filme

    Para Minha Amada Morta subverte as regras do suspense

    31 de março de 2016 /

    Há uma mulher ausente cuja presença não se desvaneceu: ao mesmo tempo que se vê a sós com o filho pequeno, Fernando (Fernando Alves Pinto, de “2 Coelhos”) lida com essa falta de forma quase ritual enquanto arruma vestidos, sapatos, jóias. Até encontrar um presente envenenado, enquanto assiste as fitas de videocassete da “amada morta”… O que sucede a partir daí é uma trajetória com elementos de thriller, filmada sem qualquer relação com estes. Ainda bem. Em vez de uma banal e violenta caça a um “culpado”, o diretor baiano Aly Muritiba suspende o ritmo do seu filme e prefere explorar outras nuances. Mais eficazmente, ele recria a premissa do austríaco “Revanche” (2008), de Gotz Spielmann, onde a história baseava-se numa vingança que se dissolvia num jogo pausado de repetições do cotidiano enquanto o protagonista, identificado com o ponto de vista do espectador, sabia aquilo o que o seu oponente desconhecia. Provando que intensidade e emoção nada tem a ver com rapidez, Muritiba manipula com o máximo efeito recursos simples e corriqueiros no universo dos “cinemas de arte”, como o fora de campo (nos últimos anos usado com enorme inventividade no cinema romeno), criando grandes momentos de cinema em trechos onde os personagens principais enveredam por diálogos escorregadios e repletos de possibilidades. No melhor destes “embates”, ao meio do filme, o protagonista, de frente para a câmera, conversa com o seu oponente (Lourinelson Wladimir, de “Curitiba Zero Grau”, num trabalho globalmente extraordinário) alguns metros atrás e sempre fora de foco. A perspetiva e o subentendido permite ao diretor manter a tensão no auge. De resto, Muritiba joga bastante bem com as regras do suspense e da antecipação. Ainda que tropeçando em alguns momentos menos inspirados (com as intenções do protagonista, deslizando do ambíguo para o obtuso) e sequências inúteis (o passeio de carro de Fernando com a menina adolescente), ele volta a carga com um final à altura daquilo que a premissa prometeu. Veja Também a Entrevista: ALY MURITIBA CONTA COMO SE FAZ SUSPENSE COM UM FILME AUTORAL

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  • Filme

    Para Minha Amada Morta: Suspense brasileiro premiado ganha fotos e seu primeiro trailer

    4 de março de 2016 /

    A Vitrine Filmes e a Grafo Audiovisual divulgaram as fotos, o pôster e o trailer do suspense nacional “Para Minha Amada Morta”, primeiro longa de ficção de Aly Muritiba (documentário “A Gente”). Com clima tenso e inquietante, a prévia gira em torno de um viúvo (Fernando Alves Pinto, de “A Floresta que se Move”), que cuida de seu filho pequeno e ainda sente saudades de sua esposa, vendo e revendo gravações em vídeo da amada morta. Até que encontra um VHS desconhecido, em que a mulher aparece transando com outro homem. A descoberta lhe desperta ódio, sentimento de traição e desejo de vingança, levando-o rapidamente a descobrir a identidade do estranho e a se infiltrar em sua família, planejando seduzir a esposa e a filha do rival. O elenco também inclui Giuly Biancato (“Gol a Gol”) como a filha mais velha e o estreante Lourinelson Vladmir como o amante, ambos premiados como coadjuvantes no Festival de Brasília do ano passado. “Para Minha Amada Morta” venceu ao todo seis prêmios oficiais do Festival de Brasília, incluindo Melhor Direção, além do troféu Silver Zenith (segundo melhor filme de estreante) no Festival de Montreal de 2015. A estreia está marcada para 31 de março.

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