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  • Série

    Diane Kruger vai interpretar Marlene Dietrich em série biográfica

    30 de setembro de 2022 /

    A atriz Diane Kruger (“As Agentes 355”) vai estrelar a minissérie “Marlene”, sobre Marlene Dietrich, uma das maiores atrizes da história do cinema. Baseada na biografia “My Mother Marlene”, escrita pela filha de Dietrich, Maria Riva, a série vai narrar a vida de Dietrich, seus amores, sua carreira, sua história como imigrante alemã em Hollywood e como mãe. “Marlene” foi criada e será dirigida pelo cineasta Fatih Akin, com quem Kruger já trabalhou no filme “Em Pedaços” (2017), que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. O projeto marcará a estreia de Akin no comando de uma série de TV, algo que ele definiu como sendo “o maior desafio da minha carreira cinematográfica”. “É a continuação da minha colaboração de sucesso com Diane Kruger. Não há escalação melhor do que ela”, disse o cineasta, em entrevista ao site Variety. “Marlene não era apenas um ícone cinematográfico, mas uma mulher no exílio, imigrante alemã nos EUA, combatente da resistência e muito mais.” Kruger afirmou que “com o talento e a capacidade de Fatih de ver a alma de uma pessoa, tenho certeza de que ele não apenas filmará uma série sobre o ícone e estrela mundial Marlene Dietrich, mas, acima de tudo, desenhará o retrato de uma mulher única em uma época incomum.” Morta em 1992, aos 90 anos, Marlene Dietrich foi um dos grandes ícones do cinema clássico, tendo trabalhado com cineastas consagrados como Josef von Sternberg (em “O Anjo Azul”), Alfred Hitchcock (“Pavor nos Bastidores”), Billy Wilder (“Testemunha de Acusação”), Orson Welles (“A Marca da Maldade”) e Stanley Kramer (“Julgamento em Nuremberg”). “Marlene” terá cinco episódios e ainda não tem previsão de estreia. Diane Kruger será vista a seguir no filme neonoir “Marlowe”, dirigido por Neil Jordan (“Obsessão”) e estrelado por Liam Neeson (“Assassino Sem Rastro”), que chega aos cinemas americanos em 2 de dezembro.

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  • Filme

    Tudo é feio, grotesco e violento em O Bar Luva Dourada

    11 de agosto de 2019 /

    Um dos grandes méritos de “O Bar Luva Dourada”, o novo trabalho do alemão Fatih Akin (“Em Pedaços”), é conseguir contar a história de um psicopata levando o espectador para um universo que muito se assemelha a um inferno na Terra, ao mais fundo que um ser humano pode chegar. Não apenas o drama do assassino alemão Fritz Honka (Jonas Dassler, soterrado em uma camada de próteses para compor a figura disforme do personagem), mas também as figuras que frequentam o tal bar que dá título ao filme. A fotografia do filme, sem muitos filtros embelezadores, ajuda a tornar tudo muito feio. Assim, as mulheres que se prostituem no lugar são senhoras idosas dependentes de álcool que transam por uma ou mais doses. É assim que algumas delas vão parar na casa fétida de Honka. O mau cheiro se deve ao cheiro dos corpos das vítimas em estado de putrefação. Ele, por ser visto como um homem muito feio, é rejeitado por algumas mulheres. Outras não veem isso como um problema. O filme já começa com uma cena em que Honka tenta se desfazer do corpo de uma delas, cortando em pedaços com um serrote. As imagens não são muito gráficas como em “A Casa que Jack Construiu”, de Lars von Trier, ou outros filmes mais explícitos, mas o mal estar é constante devido ao caráter grotesco das cenas e principalmente do próprio personagem, que responde com ainda mais violência sempre que se mostra frustrado sexualmente. Importante lembrar que a única personagem que aparece em um registro de beleza de modelo é uma moça loira que Honka encontra e que passa a povoar os seus sonhos. Diferente do que acontece em um outro filme de serial killer recente, “Ted Bundy – A Irresistível Face do Mal”, de Joe Berlinger, que faz com que o público simpatize com o assassino, o psicopata de “O Bar Luva Dourada” é totalmente despido de glamour. É ridicularizado em sua busca por mulheres que não consegue ter, no seu físico corcunda e em seu estrabismo, nas suas tentativas de ter uma ereção com fotos de mulheres nuas estampadas na parede de sua casa para penetrar, em vão, suas clientes/vítimas, e no modo violento com que trata em especial uma das mulheres que chega em sua casa para trabalhar para ele. Ainda assim, há um olhar humano do diretor para o próprio Honka e principalmente para os outros personagens, todos eles solitários, desvalidos, alcoólatras, esquecidos pelo resto da humanidade. O Bar Luva Dourada parece uma espécie de oposto ao que se chama de oásis. Mesmo quando o filme muda de tom e Honka arranja um emprego de vigilante, as novas pessoas que se apresentam também são almas muito tristes, embora a ambientação mude positivamente, com uma luz mais clara no ambiente de trabalho. Fatih Akin havia filmado algumas cenas do passado de Honka, de modo a mostrar os abusos que ele sofreu na infância, mas depois resolveu retirar essas cenas da edição final por achar que isso soava como uma desculpa para uma pessoa se tornar um assassino serial. Assim, o filme não tem essa preocupação em contar uma história do personagem nos moldes tradicionais, mas apenas de um determinado recorte no tempo. Por mais que saiamos do cinema sem saber direito se gostamos ou não do filme, o importante é que suas imagens não sairão com muita facilidade da nossa memória.

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  • Filme

    Diretor alemão de Em Pedaços vai estrear em Hollywood com remake do terror Chamas da Vingança

    30 de junho de 2018 /

    O cineasta alemão de origem turca Fatih Akin vai fazer sua estreia em Hollywood com uma nova adaptação do romance “A Incendiária” (Firestarter), de Stephen King, publicado em 1980. Uma das principais inspirações da série “Stranger Things”, o livro já rendeu um filme clássico em 1984, intitulado “Chamas da Vingança” no Brasil. A trama gira em torno de uma menina chamada Charlie, que foi originalmente vivida por Drew Barrymore aos 9 anos de idade. Filha de um homem submetido a experiências científicas na faculdade, ela nasceu com poderes pirocinéticos – em suma, a capacidade de criar fogo com a mente. Quando uma agência governamental descobre as habilidades da criança, pai e filha precisam fugir se não quiserem ser capturados e estudados. A história também teve uma adaptação televisiva, o fraco telefilme “Vingança em Chamas” (2002), produzido para o canal pago americano SyFy, e quase virou série de TV no canal pago TNT em 2014, mas este projeto não foi adiante. A produção quase virou o terceiro longa dirigido pelo roteirista Akiva Goldsman, após o péssimo “Um Conto do Destino” (2014) e o fraco “Stephanie” (2017), igualmente sobre uma menina superpoderosa. Goldsman também escreveu a fraquíssima adaptação de “A Torre Negra”, de Stephen King, e isso acabou pesando contra sua definição. Mas ele será produtor do filme, ao lado de Martha de Laurentiis, produtora do filme de 1984, e Jason Blum, dono do estúdio Blumhouse. Akin, por sua vez, é um dos cineastas mais notáveis do cinema europeu atual, venceu o Globo de Ouro 2018 de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “Em Pedaços” (2017) e sua filmografia inclui outras produções premiadas como “Contra a Parede” (2004), “Do Outro Lado” (2007) e “Soul Kitchen” (2009). O diretor alemão trabalhará com um roteiro de Scott Teems (série “Rectify”) e produção do estúdio Universal, que levará o filme aos cinemas em data ainda não divulgada.

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  • Filme

    Em Pedaços transforma o ressurgimento da ameaça nazista em thriller

    24 de março de 2018 /

    Um thriller assustador, provocador, que faz pensar… e muito. “Em Pedaços”, trabalho do cineasta alemão de ascendência turca Fatih Akin, mexe fundo na ferida do preconceito, no papel da justiça, na violência que gera mais violência, no dilema moral que se apresenta em situações desesperadoras. Muito bem realizado, com um diretor que não só sabe filmar bem, mas sabe o que quer e que debates impulsionar. Foi reconhecido pelo Globo de Ouro e pelo Critics’ Choice Awards como o Melhor Filme Estrangeiro do ano e Diane Kruger foi premiada como Melhor Atriz em Cannes. Foi, ainda, o indicado pela Alemanha para entrar na corrida do Oscar, mas ficou de fora da lista final. A personagem Katja, em brilhante desempenho de Diane Kruger, vê o mundo desabar aos seus olhos quando concretiza que perdeu tudo o que dava sentido à sua existência. Alemã, casada com um turco e com um filho de 7 anos que adorava, vê a vida deles ceifada por uma bomba, colocada no escritório do marido num dia em que o menino estava lá com o pai. Ela descobrirá que a morte brutal não foi atentado de nenhum muçulmano radical, como se pretendia, não tinha a ver com imigrantes ou com bandidos vindos de fora. Foi um produto genuinamente alemão, tão loiro quanto ela: um grupo de neonazistas. Envolvia até uma bela jovem alemã, que ela havia visto estacionar sua bicicleta no local do escritório. Como Katja lidará com essa situação demolidora é o que o filme desenvolverá, numa narrativa pra lá de envolvente e que mantém o suspense até o final. Provoca reações na plateia, que convidam a uma conversa daquelas de pensar na vida, nas sociedades do mundo atual, nos rumos da própria humanidade, nas nossas escolhas e nos nossos destinos. Nas contingências da existência, enfim. O fato de abordar crimes praticados por neonazistas é muito oportuno, num momento em que o mundo parece fazer uma inflexão pela extrema direita e as diversas expressões do fascismo têm sobressaído de onde menos se espera.

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  • Filme

    Trailer legendado de Em Pedaços destaca interpretação premiada de Diane Kruger

    18 de dezembro de 2017 /

    A Imovision divulgou o trailer legendado do suspense alemão “Em Pedaços” (In the Fade), um dos filmes mais aplaudidos do Festival de Cannes 2017, que rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Diane Kruger (“Bastardos Inglórios”). A prévia mostra como ela vai da felicidade com a família ao desespero, após seu marido turco e filho serem vítimas de um atentado de neonazistas. Na trama, depois do período de luto e espera por justiça, a protagonista se cansa das desculpas da polícia e decide procurar vingança. Dirigido pelo alemão Fatih Akin (“Soul Kitchen”), que é filho de imigrantes turcos, o longa ilumina a outra face do terrorismo na Europa, que tem olhos azuis e ataca muçulmanos. A trama foi inspirada por atentados cometidos pelo NSU, um grupo neonazista que explodiu diversas bombas contra imigrantes desde 1999. Além do prêmio em Cannes, “Em Pedaços” concorre ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira, Já em cartaz na Alemanha, o filme estreia em 23 de dezembro nos Estados Unidos e apenas em 8 de fevereiro no Brasil.

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    Diane Kruger se desespera em fotos e trailer de suspense alemão aplaudido em Cannes

    26 de maio de 2017 /

    A Pathé divulgou o pôster, cinco fotos e o primeiro trailer do suspense alemão “In the Fade” (Aus dem Nichts), um dos filmes mais aplaudidos do Festival de Cannes 2017. A prévia revela o momento em que a personagem de Diane Kruger (“Bastardos Inglórios”) descobre que o marido e o filho foram vítimas de um atentado de neonazistas. O desespero de sua interpretação é impressionante e arrancou elogios da crítica internacional, durante o festival. Na trama, depois do período de luto e espera por justiça, a protagonista se cansa das desculpas da polícia e decide procurar vingança. Dirigido pelo alemão Fatih Akin (“Soul Kitchen”), que é filho de imigrantes turcos, “In the Fade” ilumina a outra face do terrorismo na Europa, que tem olhos azuis e ataca muçulmanos. A trama foi inspirada por atentados cometidos pelo NSU, um grupo neonazista que já explodiu diversas bombas contra imigrantes desde 1999. A estreia está marcada para 23 de novembro na Alemanha e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Diane Kruger enfrenta o terrorismo de olhos azuis no Festival de Cannes

    26 de maio de 2017 /

    “In the Fade”, do alemão Fatih Akin (“Soul Kitchen”), trouxe os problemas do mundo real para o Festival de Cannes. Filme mais abertamente político deste ano, aborda a guinada de intolerância à direita que toma conta da Europa, efeito secundário do terrorismo islâmico, para mostrar que o terror também tem olhos azuis. O filme traz Diane Kruger (de “Bastardos Inglórios”) como a esposa de um ex-traficante de drogas de origem turca e mãe de um menino de 6 anos, que sobrevive a um atentado neonazista no local onde trabalham. Com a morte do marido e filho, ela quer a condenação dos assassinos, seja pela Justiça, seja pelas próprias mãos. A imigração na Alemanha é um tema constante da filmografia de Akin, que é filho de imigrantes turcos, assim como o pop/rock ocidental. Mas este é o filme em que mais claramente se posiciona contra a xenofobia. O terrorismo de “In the Fade” não é praticado por imigrantes aliciados pelo Estado Islâmico, mas por aqueles que são contra esses grupos. “O cinema me dá a possibilidade de dialogar com meus pesadelos”, disse Akin na entrevista coletiva, em que apareceu usando uma camiseta da banda Queens of Stone Age, em homenagem ao guitarrista Josh Homme, que assina a trilha sonora do filme. “Vivemos em um mundo globalizado, e esse mundo tem medo das pessoas. A globalização tem um lado bom e outro ruim”, completou. O cineasta inspirou-se nos atentados cometidos contra estrangeiros que acontecem na Alemanha desde 1999 pelo NSU, um grupo neonazista que já explodiu diversas bombas. Revelou também ter se inspirado em histórias reais de casos em que imigrantes eram mortos e a polícia sempre procurava indícios de que usavam drogas para justificar os crimes como guerra de gangues. É o que acontece em seu filme, quando os policiais apontam que a explosão pode ter sido uma questão muçulmana, curda ou de criminalidade ligada ao tráfico. Mas Katja, a personagem de Kruger, tem certeza de que não é nada disso. Kruger esperava a chance de atuar em um filme de Akin desde que se conheceram há alguns anos em um evento. Mas o protagonista de “In the Fade”, originalmente, seria um homem. “Mas quando você começa a escrever um roteiro, novas camadas vão sendo incorporadas, aí surgiu a história da mãe”, explicou o diretor. “Mas como não queria usar as escolhas previsíveis entre as atrizes alemãs, aí me lembrei da conversa com Diane e a convidei”, explicou Akin. A parceria acabou sendo positiva para a atriz, que teve sua interpretação elogiada pela crítica, mais, inclusive, que o próprio filme. “É um papel que me deu medo”, contou Kruger. “O que mais me interessou é que é sobre um ato terrorista. Hoje ouvimos a cada dia novos números sobre mortos, assim como as histórias daqueles que ficam. E Katja me tocou muito: como é possível se viver diante desse horror?” A atriz disse que se sentiu desafiada pelo filme. “Houve cenas difíceis de gravar, de viver. As cenas de luto, de extremo sofrimento, era algo quase insuportável. Vivi algo terrível. Não trabalhei desde então”, declarou. “É uma personagem muito diferente de mim. Mas disse sim a tudo o que Akin me pedia. Era apenas ele quem poderia fazer esse filme. Infelizmente, acho que esse longa faz parte da nossa atualidade”, concluiu.

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