“Candyman” é destaque entre 10 estreias de cinema
O período de fechamento dos cinemas durante a pandemia causou acúmulo de títulos e a programação desta quinta (26/8) contém nada menos que 10 filmes em busca de público. Trata-se da maior quantidade de lançamentos desde março de 2010, quando o circuito foi paralisado, e coincide com a saída de cartaz de uma dezena de outros títulos. O terror “A Lenda de Candyman” e o infantil “Pedro Coelho 2 – O Fugitivo” tem a melhor distribuição, seguido pelo thriller “Infiltrado”. Dos três, a retomada da franquia clássica de horror dos anos 1990 causa maior impacto, graças à atualização temática e uma trama de viés social e racial – características da produção de Jordan Peele (diretor de “Corra!”, “Nós” e novo mestre do terror). “Pedro Coelho 2” aprimora o humor e a fofura do primeiro. E “Infiltrado” traz Jason Statham em ritmo de vingança, retomando sua antiga parceria com o diretor Guy Ritchie, que o transformou em ator em 1998. Dentre as estreias em circuito limitado há nada menos que cinco títulos brasileiros. O grande destaque cinéfilo é “Nuvem Rosa”, estreia da gaúcha Iuli Gerbase, que venceu o Grand Prix do Festival de Sofia, na Bulgária, e foi aclamada pela imprensa americana durante sua passagem pelo Festival de Sundance. O filme da filha do cineasta Carlos Gerbase (“Menos que Nada”) é uma ficção científica que antecipou as quarentenas causadas pelo coronavírus. Escrito em 2017 e filmado em 2019, sua trama acompanha um casal de desconhecidos que, após uma noite de sexo casual, acorda no dia seguinte sob lockdown, quando uma misteriosa nuvem rosa passa a cobrir o mundo, matando quem sai nas ruas. Com a sorte de estar numa casa bem abastecida de alimentos, eles passam os dias, os meses e até os anos presos um com o outro, acompanhando os efeitos da quarentena mundial forçada pela TV, videoconferência e redes sociais. Por coincidência, outro filme com título colorido também chama atenção na programação: “Um Animal Amarelo”, de Felipe Bragança, que venceu nada menos que cinco prêmios no Festival de Gramado do ano passado. Comparado ao clássico “Macunaíma” (1969) e bastante elogiado por críticos nacionais, acompanha a crise existencial de um cineasta que questiona como filmar num país que está perdendo sua identidade. E estas são apenas metade das opções. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana, acompanhadas por seus respectivos trailers. À exceção dos três primeiros, os demais filmes só entram em cartaz nas maiores cidades. A Lenda de Candyman | EUA | Terror Pedro Coelho 2 – O Fugitivo | EUA | Infantil Infiltrado | EUA | Thriller Nuvem Rosa | Brasil | Sci-Fi Um Animal Amarelo | Brasil, Portugal, Moçambique | Drama Lamento | Brasil | Suspense Homem Onça | Brasil | Drama Encarcerados | Brasil | Documentário Edifício Gagarine | França | Drama A Candidata Perfeita | Arábia Saudita | Drama
“O Poderoso Chefinho 2” e “O Homem nas Trevas 2” estreiam em 65% dos cinemas
A semana tem o maior número de estreias de cinema da pandemia, nada menos que 11 filmes, mas apenas duas sequências chegam em grande circuito. A animação “O Poderoso Chefinho 2 – Negócios da Família” e o suspense “O Homem nas Trevas 2” ocupam 65% de todas as salas em funcionamento. O primeiro foi um fracasso de público e crítica em seu lançamento nos EUA em julho. O segundo estreia nesta sexta no mercado norte-americano sem repercussão na imprensa – as críticas ficaram embargadas até a véspera, o que nunca é bom sinal. Quem viu os primeiros longas já sabe o que esperar. As duas continuações repetem a mesma premissa dos filmes originais, acrescentando uma menina ao lado dos protagonistas de cada trama. Ou seja, o desenho dos bebês espiões agora conta com uma bebezinha e o cego sinistro cuida de uma adolescente ao ter a casa invadida novamente. Enquanto isso, um verdadeiro festival de cinema acontece no circuito limitado, com lançamentos do chinês Zhang Yimou, do grego Costa-Gavras e do chileno Pablo Larrain restritos às maiores cidades do país. O melhor é “Shadow”, show expressionista de sombras, luzes e artes marciais do mestre Yimou, que venceu “apenas” 38 prêmios internacionais e tem 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas “Ema”, primeiro musical de Larrain, também merece atenção por sua beleza estética, além de encontrar uma forma original de abordar trauma. Já “Jogo do Poder” aborda a crise econômica grega com discussões tão excitantes quanto uma aula de Economia, além de fazer uma hagiografia política e oferecer soluções maniqueístas que contrastam com a lembrança dos filmes revolucionários de Costa-Gavras nos anos 1970. Entre os demais títulos, há cinco produções brasileiras, incluindo duas coproduções com parceiros do Mercosul. O destaque é justamente um desses filmes, “O Empregado e o Patrão”, do uruguaio Manolo Nieto, que foi bastante elogiado ao ser exibido na mostra Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes deste ano. Confira abaixo todos os trailers das 11 estreias desta quinta-feira (12/8) nos cinemas brasileiros. O Homem nas Trevas 2 | EUA | Suspense O Poderoso Chefinho 2 – Negócios da Família | EUA | Animação Shadow | China | Ação Ema | Chile | Drama Jogo do Poder | França, Grécia | Drama O Labirinto | Itália | Suspense Dois + Dois | Brasil | Drama A Outra Pele | Brasil, Argentina | Drama O Empregado e o Patrão | Uruguai, Brasil, Argentina | Drama Luana Muniz – Filha da Lua | Brasil | Documentário Cavalo | Brasil | Documentário
“O Esquadrão Suicida” estreia em mais cinemas que “Viúva Negra”
A principal estreia de cinema da semana é também uma das melhores adaptações de quadrinhos da DC Comics. Escrito e dirigido por James Gunn (de “Guardiões da Galáxia”), “O Esquadrão Suicida” só lembra o primeiro “Esquadrão Suicida” na escalação de quatro personagens, que repetem os mesmos atores. De resto, é impressionante que a DC tenha dado tanta liberdade ao diretor para fazer o que faz na tela. Aparentemente, o estúdio aprendeu com “Coringa” que o segredo desses filmes é a liberdade criativa. E Gunn ficou livre e solto para fazer o filme trash mais caro de todos os tempos. Egresso da Troma, produtora do super-herói do lixo, “O Vingador Tóxico”, Gunn mostra como um grande orçamento pode ser usado para replicar o estilo sangrento e desbocado dos títulos de diversão barata de era do VHS. Seu “O Esquadrão Suicida” é “O Vingador Tóxico” da DC Comics, e deixa “Deadpool” parecendo filme para crianças. É, em suma, uma grande diversão que Gunn jamais poderia criar na Marvel. Com lançamento em 1,6 mil salas (maior que “Viúva Negra”), o blockbuster da Warner deixa pouco espaço para as demais estreias, que acontecem em circuito limitado. A programação traz mais seis filmes, todos brasileiros (incluindo coproduções), espremidos em poucos cinemas. “Abe”, estrelado pelo ator mirim Noah Schnapp (o Will de “Stranger Things”), é a opção mais acessível. Ele vive o personagem do título, que sonha ter um jantar sem brigas com a mãe israelense e o pai palestino. Aprendendo a cozinhar com um chef de cozinha brasileiro (Seu Jorge, de “Irmandade”), que faz acarajé nas feiras gastronômicas de Nova York, seu plano é servir uma refeição tão boa que acabe com todas as discussões. Dirigido por Fernando Grostein Andrade (de “Quebrando o Tabu” e “Coração Vagabundo”), agradou a crítica americana (70% no Rotten Tomatoes) e até venceu alguns prêmios em festivais menores dos EUA. Entre os cinéfilos, o título mais esperado é “Piedade”, de Cláudio Assis (“Febre do Rato”), premiado no Festival de Brasília e que comprova que Cauã Reymond é realmente um senhor ator, além de mostrar o talento que todos já conhecem de Matheus Nachtergaele. Com cenas fortes de relacionamento homoafetivo, o longa aumenta a voltagem da filmografia do diretor pernambucano, sempre erótica, violenta e voltada às margens sociais. Cinema para adultos, que ainda destaca a icônica Fernanda Montenegro. Mas a verdade é que todos os títulos merecem atenção. Exibido no Festival de Berlim, “Vento Seco”, de Daniel Nolasco (de vários curtas LGBTQIAP+), vai ainda mais longe na temática gay com belíssima fotografia – embora algumas imagens busquem repelir o olhar. “Doutor Gama”, de Jeferson Dê (“M-8: Quando a Morte Socorre a Vida”), oferece praticamente uma lição de História sobre a vida de Luiz Gama, ex-escravo que se tornou um dos maiores abolicionistas do Brasil. “O Diabo Branco” marca a estreia do ator Ignacio Rogers (“Estuário”) com a fórmula do terror de viagem ao interior. E ainda há um documentário sobre a Mangueira, assinado pela veterana Ana Maria Magalhães, estrela de vários clássicos dos anos 1970, que iniciou uma carreira paralela de cineasta desde aquela época. Veja abaixo os trailers de todas as estreias da semana. O Esquadrão Suicida | EUA | Super-Heróis Abe | EUA, Brasil | Drama Piedade | Brasil | Drama Doutor Gama | Brasil | Drama Vento Seco | Brasil | Drama O Diabo Branco | Argentina, Brasil | Terror Mangueira em 2 Tempos | Brasil | Documentário
Estreias: “Jungle Cruise”, “Tempo” e “Dupla Explosiva 2” chegam aos cinemas
Lutando contra a queda de público e da temperatura, sem esquecer a nova variante delta, os cinemas brasileiros decidiram simular normalidade com três grandes lançamentos simultâneos. Baseado num dos passeios mais antigos da Disneylândia, “Jungle Cruise” se inspira em várias aventuras clássicas, de “Uma Aventura na África” (1951) à “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008), passando por “Tudo por uma Esmeralda” (1984) e a franquia “Piratas do Caribe”. E se não consegue ser melhor que os títulos originais, a química dos astros Dwayne Johnson e Emily Blunt distrai de um possível desastre. Tem cara de Sessão da Tarde e está saindo simultaneamente em streaming pela Disney+, com um preço bem salgado para temperar a pipoca em casa. Cotação RT (Rotten Tomatoes): 66% “Tempo”, o novo terror de M. Night Shyamalan, oferece uma premissa instigante, que literalmente morre na praia. Uma praia isolada, cercada por falésias, em que turistas são aterrorizados por um inesperado envelhecimento em ritmo acelerado. Em poucos minutos, crianças viram jovem adultos, enquanto os pais começam a enrugar e ninguém consegue deixar o local. Depois de alguns minutos no cinema, a sensação do público pode se tornar a mesma. RT: 50% “Dupla Explosiva 2 e a Primeira-Dama do Crime” volta a juntar o guarda-costas traumatizado vivido por Ryan Reynolds com o matador debochado interpretado por Samuel L. Jackson. Mas desta vez dá mais destaque à Salma Hayek, quase secundária no primeiro filme (de 2017) como esposa do matador. Mesmo com este elenco – e mais Antonio Banderas como vilão – tudo explode no pior sentido. RT: 25% O circuito limitado ainda recebe quatro títulos, com destaque para o russo “Caros Camaradas! Trabalhadores em Luta”, obrigatório para quem ainda romanceia o comunismo. Rodado em preto e branco pelo veterano mestre Andrey Konchalovskiy, parece filme de época, mas é bastante atual diante dos acontecimentos recentes em Cuba, ao mostrar como burocratas soviéticos massacraram trabalhadores grevistas nos anos 1960 – história real. Consagrado com o Prêmio Especial do Júri do Festival de Veneza passado, tem nada menos que 95% no RT. A programação se completa com três produções nacionais: “Rodantes”, filmado por Leandro Lara entre zonas de garimpo e prostituição de Rondônia, “O Buscador”, longa de estreia do ator Bernardo Barreto centrado numa reunião de família, e “Ana. Sem Título”, uma experiência híbrida de drama com linguagem documental de Lúcia Murat, em busca de uma personagem perdida da História do Brasil. Jungle Cruise | EUA | Aventura Tempo | EUA | Terror Dupla Explosiva 2 e a Primeira-Dama do Crime | EUA | Ação Caros Camaradas – Trabalhadores em Luta | Rússia | Drama Rodantes | Brasil | Drama Ana. Sem Título | Brasil | Drama O Buscador | Brasil | Dramédia
“Um Lugar Silencioso – Parte II” ocupa 85% dos cinemas nesta quinta
Quatro filmes chegam aos cinemas nesta quinta (22/7). Mas para o público casual pode parecer que há apenas uma estreia, porque a exibição de “Um Lugar Silencioso – Parte II” toma conta de 85% das telas disponíveis. Trata-se de domínio de mercado superior ao demonstrado por “Viúva Negra”, que apesar de liderar as bilheterias há duas semanas será despejado de várias salas para dar lugar ao terror. A continuação do filme de 2018 desembarca no Brasil quase dois meses após ser exibida com sucesso nos EUA, quando iniciou a lenta retomada do mercado cinematográfico. Na época, quebrou vários recordes da pandemia, posteriormente superados por “Velozes e Furiosos 9” e “Viúva Negra”. Foi também recebido de braços abertos por críticos ansiosos por uma boa estreia, atingindo 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Um exagero compreensível diante da falta de opções. Mas o filme é inferior ao primeiro. John Krasinski, que volta à direção, chega a repetir o mesmo truque de edição várias vezes para apresentar ações simultâneas, numa abordagem de Hitchcock para iniciantes. A trama revela o destino da esposa (Emily Blunt) do personagem de Krasinski (falecido no primeiro filme) e seus filhos, que agora incluem um bebê, em fuga das criaturas que reagem ao menor barulho com força extrema. Em sua jornada, a família acaba cruzando com novos personagens, entre eles os vividos por Cillian Murphy (“Peaky Blinders”) e Djimon Hounsou (“Capitã Marvel”), em busca de refúgio. Mas o desfecho é menos satisfatório, provavelmente levando em conta os planos para entender a franquia em mais filmes. Os lançamentos do circuito limitado são dois dramas europeus e uma produção nacional, todos premiados. “Slalom – Até o Limite” aborda o tema polêmico do abuso e assédio de menor em esporte olímpico. Ainda que esquiadores disputem os Jogos de Inverno, a presença das Olimpíadas no noticiário deixa a produção francesa em evidência. E até lembra casos que aconteceram com ginastas brasileiras – em 2018, 40 atletas acusaram o ex-técnico da seleção brasileira de abuso sexual. Baseado em experiências da própria diretora Charlène Favier, que foi atleta antes de estrear no cinema, o longa foi selecionado para o cancelado Festival de Cannes do ano passado e premiado no Festival de Deauville. “Irmãos à Italiana” é o título esquisito de “Padrenostro” no Brasil. O longa do italiano Claudio Noce rendeu a Copa Volpi de Melhor Ator no Festival de Veneza passado para Pierfrancesco Favino, o Padrenostro, pai do menino protagonista do filme. Além da atuação, a fotografia também é notável, ao retratar a vida reclusa no campo de uma família alvo de atentados nos anos 1970. O foco da trama, porém, é a amizade repentina do filho com outro garoto que surge do nada, e que pode ser real, imaginário, amigo de verdade ou mal-intencionado. A programação se completa com “Música para Quando as Luzes se Apagam”. Filmado há quatro anos no Rio Grande do Sul, o longa foi premiado nos festivais do Rio, Brasília, Sheffield (Inglaterra) e Nyon (Suiça). Até hoje único longa dirigido por Ismael Caneppele (também ator, escritor e roteirista de “Os Famosos e os Duendes da Morte” e “Verlust”), apresenta-se como um híbrido documental sobre a vida de uma jovem real de Lageado, que se abre em reflexões identitárias para uma artista famosa (Julia Lemertz), quando esta chega ao local para produzir uma obra. Apesar da premissa, a filmagem foi toda à base de improvisos para câmeras ligadas o tempo inteiro, resultando num trabalho experimental que ganhou coesão na montagem. Veja abaixo os trailers de todas as estreias desta quinta nos cinemas. Um Lugar Silencioso – Parte II | EUA | Terror Slalom – Até o limite | França, Bélgica | Drama Irmãos à Italiana | Itália | Drama Música para Quando as Luzes se Apagam | Brasil | Drama
Novo “Space Jam” é principal estreia desta quinta nos cinemas
O híbrido animado “Space Jam: O Novo Legado” é o principal lançamento desta quinta (15/7) nos cinemas, ocupando 650 telas com a missão de manter o “legado” do primeiro filme, que marcou o encontro de Pernalonga com Michael Jordan na década de 1990. A história é praticamente a mesma, com LeBron James escalado para liderar um time formado pelos Looney Tunes num jogo de basquete espacial. Mudaram alguns detalhes – em vez de salvar o mundo, o objetivo agora é salvar vida do filho do atleta – e o visual dos desenhos, desta vez criado por CGI (animação computadorizada), refletindo a evolução tecnológica dos últimos 25 anos. Além disso, há mais sinergia em relação às propriedades da Warner. Mas o principal apelo da produção é assumidamente a nostalgia do original. O curioso é que, embora muitos lembrem de “Space Jam” de forma saudosa, o filme de 1996 não foi uma unanimidade crítica, com apenas 44% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A continuação foi considerada ainda pior, abrindo com 38%, uma cotação muito ruim, que dificulta sua luta nas bilheterias contra o blockbuster “Viúva Negra”, que no último fim de semana se tornou o maior sucesso do cinema desde “Star Wars: A Ascensão Skywalker” em 2019. “Viúva Negra” ainda ocupa a maioria dos cinemas no Brasil, após um lançamento com o dobro de telas na quinta passada – 1,4 mil salas. Não só isso: “Velozes e Furiosos 9” também continua em cartaz e “Um Lugar Silencioso – Parte 2” entrou em pré-estreias. Refletindo a disputa por espaço, a semana tem apenas mais duas estreias: um documentário português sobre o choque cultural pós-Revolução dos Cravos nos anos 1970 e um drama francês carregado de metalinguagem, ambos em circuito limitado. Lançado no Festival de Cannes de 2019, “Sibyl” revela um set de filmagens pelo olhar de uma psicóloga ambiciosa, descortinando um triângulo entre um par romântico que já ficou junto na vida real e a diretora que namora o ator principal. O filme de Justine Triet tem como principal atrativo o excelente elenco formado por Virginie Efira (“Elle”), Adèle Exarchopoulos (“Azul É a Cor mais Quente”), Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”) e Sandra Hüller (“Toni Erdmann”). Produzido no mesmo ano, “Prazer, Camaradas!” foi exibido no Festival de Londres de 2019. Confira abaixo os trailers dos três filmes que entram em cartaz no fim de semana. Space Jam – Um Novo Legado | EUA | Animação Sibyl | França | Drama Prazer, Camaradas! | Portugal | Documentário
“Viúva Negra” estreia em 75% dos cinemas do Brasil
“Viúva Negra” é a grande estreia dos cinemas neste fim de semana, ocupando 1,4 mil salas – ou cerca de 75% do parque exibidor atualmente em funcionamento no país. O circuito claramente aposta nos fãs da Marvel para retomar as lotações esgotadas. Só que vai enfrentar a concorrência direta do próprio filme em streaming. A produção está sendo disponibilizada na plataforma Disney+ a partir de sexta-feira (9/7) por um preço extra. Quanto a mais? A bagatela de R$ 69,90, além da assinatura mensal do serviço. O valor elevado, inclusive, tende a fazer muitos darem preferência à sessão de cinema, apesar da pandemia. O filme tem recebido críticas entusiasmadas e está com 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. É considerado mais um acerto do Marvel Studios e confirmação da grande capacidade de Kevin Feige, o chefão do estúdio, para encontrar cineastas independentes capazes de surpreender ao trabalhar com blockbusters. Dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), a trama é um flashback passado entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”, e acompanha Natasha (Scarlett Johansson) após fugir dos EUA por ter ajudado o Capitão América. Além de cenas intensas de ação, o filme ainda transforma Yelena Belova, a personagem de Florence Pugh (“Midsommar”), em nova favorita dos fãs. À margem das grande redes, a programação exibe mais seis filmes. Os destaques são o premiado drama europeu “O Charlatão”, da renomada cineasta polonesa Agnieszka Holland (“Filhos da Guerra”), sobre a história verídica de um curandeiro gay em conflito com o regime soviético, o romance português “Pedro e Inês”, que atravessa séculos e vai da era medieval ao futuro, e um documentário brasileiro sobre o falecido ator Flávio Migliaccio. Confira abaixo os trailers de todas as estreias. Viúva Negra | EUA | Aventura O Charlatão | República Tcheca, Polônia | Drama Pedro e Inês | Portugal | Romance Knives and Skin | EUA | Drama Chico Ventana Também Queria Ter um Submarino | Uruguai | Fantasia Hava, Maryam, Ayesha | Afeganistão | Drama Migliaccio – O Brasileiro em Cena | Brasil | Documentário
“Os Croods 2” é a principal estreia de cinema da semana
A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” é a principal estreia da semana, chegando a quase 700 cinemas brasileiros sete meses após seu lançamento nos EUA. A crítica americana achou melhor que o primeiro (76% de aprovação no Rotten Tomatoes) e, com US$ 171 milhões arrecadados em todo o mundo, chegou até a ser considerado um dos raros sucessos da pandemia. E é mesmo bem divertido. Na trama, a família cro-magnon original encontra a primeira família metrossexual (ou neolítica), que é bem mais avançada, com conhecimentos agrícolas, mas também preocupações com a aparência – da barba hipster bem cultivada aos chinelos de estilo havaianas. A versão em português traz as vozes de Juliana Paes e Rodrigo Lombardi, enquanto a dublagem original em inglês volta a reunir o elenco formado por Nicolas Cage (“A Cor que Caiu do Espaço”), Emma Stone (“La La Land”), Ryan Reynolds (“Deadpool”), Catherine Keener (“Corra!”), Clark Duke (“A Ressaca”) e Cloris Leachman (“Eu Só Posso Imaginar”) em seu último papel, como a vovó. As novidades ficam por conta de Peter Dinklage (“Game of Thrones”), Leslie Mann (“Não Vai Dar”) e Kelly Marie Tran (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) como os dubladores da família Betterman (ou, em português, os Bem Melhores). Escrito pelos irmãos Dan e Kevin Hageman (roteiristas de “Hotel Transilvânia” e “Uma Aventura Lego”), o filme marca a estreia na direção de Joel Crawford, que trabalhou no departamento artístico dos três “Kung Fu Panda” e “Uma Aventura Lego 2”. A programação alternativa consiste apenas de um documentário sobre a trajetória do grupo musical Rumo, um dos destaques da chamada Vanguarda Paulistana dos anos 1980, que marcou época entre elogios da crítica e premiações. Confira os trailers abaixo. Os Croods 2: Uma Nova Era | EUA | Animação Rumo | Brasil | Documentário
“Velozes e Furiosos 9” ocupa 90% dos cinemas brasileiros
O lançamento de “Velozes e Furiosos 9” deve ocupar 90% das salas de cinema do país nesta quinta (24/6), num cenário que resume tanto a ansiedade do circuito por um blockbuster capaz de trazer o público de volta quanto o abandono de qualquer vestígio de regulamentação do mercado pela Ancine. Dirigido por Justin Lin, que retorna à saga após um hiato de dois filmes, o longa tem algumas das cenas mais mirabolantes de toda a franquia. Com 65% de aprovação no Rotten Tomatoes, agradou menos que os anteriores, mas mesmo assim vem fazendo sucesso entre o público, já tendo faturado US$ 300 milhões no mercado internacional. Os fãs parecem não se cansar das manobras fisicamente impossíveis e dos enredos absurdos. Desta vez, um personagem tido como morto aparece como se nada tivesse acontecido, o vilão é um irmão do protagonista, que ninguém tinha mencionado nos oito longas anteriores, e os personagens saem em disparada até na Lua! A principal novidade é justamente a introdução de John Cena (“Bumbleblee”) como o vilão da vez, que também é o irmão-surpresa de Dominic Toretto, vivido por Diesel. Outro destaque é a presença de Anitta na trilha sonora – que rendeu até capa na revista Billboard para a brasileira. No circuito limitado, a principal estreia é “Os Melhores Anos de uma Vida”, terceiro filme de Claude Lellouch com os personagens de “Um Homem, uma Mulher”, cult romântico de 1966, que volta a reunir os atores Jean-Louis Trintignant e Anouk Aimée. A programação se completa com três dramas brasileiros: “Noites de Alface”, primeiro longa de Zeca Ferreira, que desenvolve um mistério em torno do envelhecimento e a solidão, “Anna”, de Heitor Dhalia (“Tungstênio”), sobre a obsessão de um diretor teatral com uma montagem de Shakespeare, e “4×100 – Correndo por um Sonho”, de Tomas Portella (“Operações Especiais”), fábula de união e superação esportiva que acabou atropelada pela realidade – não houve Olimpíada em 2020 e o lançamento do próprio filme, feito em 2019, foi adiado pela pandemia. Veja abaixo os trailers dos cinco lançamentos de cinema da semana. Velozes e Furiosos 9 | EUA | Ação Os Melhores Anos de uma Vida | França | Drama Noites de Alface | Brasil | Drama Anna | Brasil | Drama 4×100 – Correndo por um Sonho | Brasil | Drama
Estreias de cinema destacam terror, musical e cinema brasileiro
Os cinemas recebem seis lançamentos nesta quinta (17/6). “Espiral – O Legado de Jogos Mortais”, continuação da franquia “Jogos Mortais”, é o mais popular. O filme é o segundo desde o suposto “Final” da franquia e tem como curiosidade o fato de ser estrelado e produzido pelo comediante Chris Rock (“Lá Vêm os Pais”). Na trama, um serial killer sádico inspira-se em Jigsaw para levar adiante novos assassinatos brutais. O detalhe é que, desta vez, seus alvos são policiais. Já o melhor filme é “Em um Bairro de Nova York”, adaptação do espetáculo da Broadway “In the Heights” (título original), de Lin-Manuel Miranda (autor do fenômeno “Hamilton”). Trata-se de uma história romântica, que explora a experiência latina nos EUA sem uma cena sequer de violência – ao contrário de “Amor, Sublime Amor”, por exemplo. Focada no tema dos sonhos dos imigrantes, a trama otimista é contagiante e inspira cenas de tirar o fôlego. Mas seu apelo é menor do que acredita a Warner, porque traz cantoria do começo ao fim, o que exige um tipo especifico de público, acostumado com o teatro musical. A programação também coloca em cartaz dois dramas brasileiros. Vencedor de dois troféus em Gramado, “Veneza” tem direção de Miguel Falabella (“Polaróides Urbanas”) e Hsu Chien Hsin (“Quem Vai Ficar com Mário”) e conta a história de Gringa, uma cafetina que, na velhice, sonha reencontrar o único homem que amou. O título se refere à cidade italiana que seria o destino desse amor de juventude. A célebre atriz espanhola Carmen Maura (“Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”) vive a versão idosa de Gringa, enquanto Macarena García (“Branca de Neve”) interpreta a Gringa jovem. O filme ainda tem uma história de transfobia que contrasta com seu clima sonhador. Já “Helen” marca a estreia do diretor Andre Meirelles Collazzo e, apesar do título nomear uma menina que quer presentear a avó (a grande Marcelia Cartaxo), seu grande personagem é o bairro do Bixiga, em São Paulo. A lista se completa com o drama britânico “Algum Lugar Especial”, premiado no Festival de Varsóvia e feito para partir corações com sua história sobre um pai terminal (James Norton) que quer dar um futuro para o filho pequeno, e a comédia francesa “A Boa Esposa” em que Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) interpreta uma viúva antiquada, professora de prendas domésticas, que precisa virar uma mulher moderna para sobreviver. Em um Bairro de Nova York | EUA | Musical Espiral – O Legado de Jogos Mortais | EUA | Terror Veneza | Brasil | Drama Algum Lugar Especial | Reino Unido | Drama A Boa Esposa | França | Comédia Helen | Brasil | Drama
Cinemas recebem animação, drama premiado e quatro filmes brasileiros
Os exibidores de cinema apostam em “Spirit – O Indomável” para manter a tendência de aumento no público durante mais um fim de semana. A produção da DreamWorks Animation tem a maior distribuição desta quinta (10/6), chegando a cerca de 300 salas. Infelizmente, também é uma das animações mais fracas do estúdio, uma reciclagem da reciclagem. O filme é uma adaptação da série “Spirit Riding Free” da Netflix, que por sua vez era inspirada no longa animado “Spirit: O Corcel Indomável” (2002). Só que a obra original, indicada ao Oscar, não tinha garotinhas galopando, mas índios. A nova versão troca o contexto histórico-cultural por uma trama com DNA de fábula de princesinha. Com direção de Elaine Bogan (“Como Treinar o Seu Dragão – A Série”) e do brasileiro Ennio Torresan (chefe de arte de “Abominável”), o longa acompanha a menina Lucky Prescott, que tem sua vida alterada para sempre ao se mudar da cidade grande para um pequeno vilarejo fronteiriço, onde se torna amiga de um cavalo selvagem chamado Spirit. Em circuito limitado, o destaque é “First Cow – A Primeira Vaca da América”, que só não apareceu no Oscar porque seu pequeno estúdio, A24, não tinha dinheiro para fazer campanha conjunta para dois títulos e optou por “Minari”. Mesmo assim, o novo longa da diretora Kelly Reichardt (“Certas Mulheres”) venceu nada menos que 24 prêmios e foi eleito pelos críticos de Nova York como o melhor filme do ano passado. A trama gira em torno de um padeiro habilidoso (John Magaro) em viagem para o Velho Oeste que encontra uma verdadeira conexão com um imigrante chinês também em busca de sua fortuna. Juntos, eles percebem que podem ficar ricos ao transformar o leite da primeira vaca da região em biscoitos. Infelizmente, a vaca não é deles. E o que se segue é uma fábula sobre amizade, capitalismo e sustentabilidade. A programação ainda inclui o drama alemão “Eu Estava em Casa, Mas…”, que rendeu o Urso de Prata do Festival de Berlim à diretora Angela Schanelec (“Uma Tarde Qualquer”) e é uma verdadeira aula sobre a técnica cinematográfica. Mas… o que chama realmente atenção no leque de opções é o lançamento simultâneo de quatro longas brasileiros de ficção. A maior expectativa recai sobre “Acqua Movie”, primeiro longa do premiado pernambucano Lírio Ferreira desde “Sangue Azul” em 2014. O road movie é passado no mesmo universo do cult “Árido Movie” (2005), com fotografia e elenco impressionantes. Um contraste enorme com “AmarAção”, cheio de problemas, que é quase cinema de guerrilha pela falta de recursos evidentes. Mas em termos de narrativa coesa são as comédias bobas que se saem melhor. O tema sobrenatural de “Missão Cupido” é realmente para não se levar a sério e rende boa diversão, enquanto “Quem Vai Ficar com Mário?” parte de uma premissa com pontos de conexão com “A Gaiola das Loucas” para, além de fazer rir, ajudar a refletir sobre preconceito sexual. Veja abaixo os trailers de todos os lançamentos. Spirit – O indomável | EUA | 2021 First Cow – A Primeira Vaca da América | EUA | 2020 Acqua Movie | Brasil | 2020 Quem Vai Ficar com Mário? | Brasil | 2020 Missão Cupido | Brasil | 2020 AmarAção | Brasil, França, Israel | 2020 Eu Estava em Casa, Mas | Alemanha, Sérvia | 2020
“Invocação do Mal 3” e mais três filmes estreiam nos cinemas
O terceiro “Invocação do Mal” é a principal estreia desta quinta (3/6) nos cinemas. Anunciado como o mais assustador da franquia, ele é o contrário do que promete sua campanha de marketing: o mais fraco da trilogia. Faz diferença ser o primeiro sem direção de James Wan. Em seu lugar está Michael Chaves, que fez sua estreia no universo de “Invocação do Mal” com o fraquíssimo terror “A Maldição da Chorona” (2019). “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” se sustenta no bom desempenho de Patrick Wilson e Vera Famiga como o casal de investigadores sobrenaturais Ed e Lorraine Warren, e no fato de sua trama ser baseada numa história real: um caso de assassinato por suposta possessão demoníaca que foi levado ao tribunal dos Estados Unidos. Estruturado como um episódio de “Law & Order”, o filme assusta bem menos que os anteriores, especialmente após a série “Evil” apresentar história similar. A programação da semana se completa com mais três lançamentos. E logicamente o mais fraco ocupa mais salas. “Alice e Peter – Onde Nascem os Sonhos” volta a trazer Angelina Jolie numa história relacionada à fábulas encantadas. Na trama, a estrela de “Malévola” é casada com David Oyelowo (“Selma”) e eles são pais de três crianças. Quando uma delas morre em um acidente, os sobreviventes Peter e Alice se refugiam da depressão em suas imaginações, que os leva, respectivamente, para a Terra do Nunca e o País das Maravilhas. Mas o melodrama supera a fantasia e a moral da história passa longe de ser fabulosa. No circuito limitado, “Verão de 85” tem direção de François Ozon e, mesmo sem virar um novo cult do cineasta francês, tem 80% de aprovação dos críticos americanos do Rotten Tomatoes. A história, passada na mesma época de “Me Chame pelo Seu Nome”, acompanha um romance gay adolescente e suas consequências. Por fim, “Cine Marrocos” é a obra favorita da crítica. Documentário sobre a ocupação de um cinema abandonado no centro de São Paulo, o filme de Ricardo Calil (“Narciso em Férias”) entra em cartaz dois anos após vencer o festival É Tudo Verdade de 2019. Ótimo jornalista que virou excelente cineasta, Calil convida os atuais moradores do local – sem tetos e imigrantes – a reencenar trechos dos filmes que foram exibidos ali, décadas antes. O resultado conquistou notas máximas de várias publicações que cobriram o festival. Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio | EUA | Terror Alice e Peter – Onde Nascem os Sonhos | EUA | Fantasia Verão de 85 | França | Drama Cine Marrocos | Brasil | Documentário
Cruella é a principal estreia de cinema da semana
A programação de cinema desta quinta (27/5) destaca a estreia de “Cruella”, que entra em cartaz em cerca de 700 salas de exibição. A produção é a fábula mais sombria já feita pela Disney, superando “Malévola”, mas não é um “Coringa” como muitos imaginaram após os primeiros trailers. O ponto alto é o visual, especialmente por se passar no mundo da moda, e a performance das duas atrizes principais. Concebido como um prólogo de “101 Dálmatas”, o longa se passa nos anos 1970, em Londres, e apresenta Cruella, vivida por Emma Stone (“La La Land”) como uma estilista punk em ascensão (pense em Vivienne Westwood), que planeja se vingar de sua antiga chefe interpretada por Emma Thompson (“MIB: Homens de Preto – Internacional”), enquanto começa a desenvolver uma fascinação por peles de animais — especialmente de, é claro, dálmatas. A história foi concebida por Kelly Marcel (“Cinquenta Tons de Cinza”), que retorna ao universo das fábulas da Disney após assinar “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013), e Aline Brosh McKenna, responsável por “O Diabo Veste Prada” (2006), de onde vêm as referências fashion. Mas o roteiro final foi assinado por Dana Fox (“Megarromântico”) e Tony McNamara (“A Favorita”). A direção é de Graig Gillespie (“Eu, Tonya”) e, por curiosidade, a atriz Glenn Close, que viveu a vilã em dois filmes live-action dos “101 Dálmatas” nos anos 1990, também está na equipe como produtora executiva do projeto. A estreia acontece simultaneamente nos cinemas e na Disney+ (por um custo adicional, além da mensalidade da plataforma). Por coincidência, o segundo filme com maior distribuição é estrelado pela intérprete de “Malévola”. “Aqueles Que Me Desejam a Morte” marca a volta de Angelina Jolie às tramas dramáticas após um longo período como estrela de filmes infantis. No thriller de ação, a atriz vive uma bombeira traumatizada. Em vigília contra incêndio numa reserva florestal, ela acaba resgatando um garoto em fuga e passa a ser perseguido por assassinos fortemente armados, que não vacilam em colocar fogo na floresta para eliminá-los. As cenas de perseguição com o pano de fundo de um grande incêndio na região florestal de Montana são o destaque da produção, roteirizada e dirigida por Taylor Sheridan, criador da série “Yellowstone”. “Aqueles Que Me Desejam a Morte” é o terceiro filme dirigido por Sheridan e o primeiro após “Terra Selvagem”, premiado em Cannes em 2017. Ele já foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original por “A Qualquer Custo” (2016). A semana também tem a estreia comercial de “Alvorada”, que é mais um documentário sobre o Impeachment de Dilma Rousseff, e a mediana comédia francesa “Alice e o Prefeito”. Confira abaixo os trailers de todos os títulos em cartaz. Cruella | EUA | 2021 Aqueles que Me Desejam a Morte | EUA | 2021 Alice e o Prefeito | França | 2019 Alvorada | Brasil | 2021












