Missão Impossível: Tom Cruise xinga equipe por não seguir protocolos de covid-19 em áudio vazado
Tom Cruise está levando extremamente a sério os protocolos de prevenção à covid-19. O jornal inglês The Sun revelou na terça (15/12) um áudio em que o ator critica membros da equipe britânica de “Missão: Impossível 7” por não seguirem os procedimentos de segurança adequados. O vazamento permite ouvir Cruise reclamar com vigor após alguns membros do grupo se amontoaram em torno de um monitor, sem manter o distanciamento de dois metros, conforme recomendado por especialistas, a fim de evitar a transmissão do novo coronavírus. “Eu não quero ver isso de novo, nunca. E se você não fizer isso [distanciamento], você será demitido. Se eu vir você fazer de novo, você vai embora”, disse Cruise no áudio. O ator e produtor tem sido um defensor tanto da experiência cinematográfica quanto da retomada das filmagens em meio à pandemia do coronavírus. No áudio, Cruise observa que tem falado com contatos em Hollywood sobre como “Missão: Impossível” e seus protocolos de segurança podem servir de modelo para o resto da indústria. “Eles estão lá em Hollywood fazendo filmes agora por nossa causa. Porque eles acreditam em nós e no que estamos fazendo”, diz Cruise no áudio. “Fico ao telefone com todos os estúdios da noite, seguradoras, produtores e eles estão nos olhando e nos usando [como modelo] para fazer seus filmes.” O ator ainda avisou que se algum membro da equipe vir alguém que não esteja seguindo os protocolos de segurança, seus nomes devem ser informados a Matt Spooner, que é o supervisor de covid-19 no set. “Missão: Impossível 7” foi, de fato, a primeira grande produção a retomar as filmagens durante a pandemia. Após interromper as filmagens em fevereiro, seguindo a suspensão generalizada de produções cinematográficas no começo da pandemia, o longa foi reiniciado em setembro, demonstrando a possibilidade de se filmar seguindo protocolos de segurança. Vários outros filmes seguiram sua deixa e o setor, aos poucos, reviveu suas atividades. Apesar disso, e com toda a dedicação de Cruise, “Missão: Impossível 7” precisou ser paralisado por alguns dias durante o registro de cenas em Veneza, na Itália, por contaminação de covid-19 no set. Após uma curta quarentena, os trabalhos foram recomeçados e o lançamento segue programado para 19 de novembro de 2021. Ouça como o ator ficou revoltado com a equipe britânica.
John le Carré (1931 – 2020)
O escritor John le Carré, ex-espião britânico que se tornou o mais famoso escritor de best-sellers de espionagem, morreu na noite de sábado (12/12) em Cornwall, na Inglaterra, depois de uma curta doença, aos 89 anos. Seu verdadeiro nome era David John Moore Cornwell e ele teve um relacionamento difícil com seu pai, que cumpriu pena de prisão por fraude e foi sócio dos famosos gângsteres gêmeos britânicos, os irmãos Kray. Ainda jovem, ingressou no serviço de inteligência do Exército britânico, passando a ser agente do MI6, o Serviço Secreto de Sua Majestade, durante os anos 1960 na Alemanha Ocidental. Ele escreveu seu primeiro romance, “A Call for the Dead”, enquanto trabalhava na Alemanha. Mas o MI6 não o deixou publicar o livro com seu próprio nome, então ele virou John le Carré. “Só Deus sabe por que ou de onde tirei esse nome”, disse ele ao The New York Times. Com o passar dos anos, Le Carré começou a minimizar sua carreira de espião, evitando trazer à tona suas missões secretas. “Nos velhos tempos, era conveniente me apresentar como um espião que virou escritor”, disse ele. “Mas eu não era nada disso. Sou um escritor que, quando era muito jovem, passou alguns anos ineficazes, mas extremamente formativos, na inteligência britânica.” Ao todo, ele escreveu 23 romances com seu famoso pseudônimo entre 1961 e 2013, além de vários livros de não-ficção e contos e três roteiros. Boa parte de seus livros destacaram o personagem George Smiley, um oficial da agência de inteligência britânica conhecida como “o Circo”. “Com a possível exceção de JK Rowling, nenhum escritor vivo exerce o mesmo domínio sobre a imaginação britânica como John le Carré e seus romances de Smiley”, escreveu o jornal The Guardian em 2014. Seu primeiro grande sucesso foi “O Espião que Saiu do Frio” (1963), que também se tornou sua primeira obra adaptada para o cinema, em 1965, pelo diretor Martin Ritt. O filme trazia Richard Burton como um espião enviado à Alemanha com a missão de fingir traição para disseminar desinformação, mas que acabava relutando em se tornar apenas uma engrenagem numa grande conspiração. “O Homem que Veio do Frio” ainda trouxe a primeira encarnação física de George Smiley, vivido por Rupert Davies. Ao longo do tempo, alguns intérpretes bem mais famosos viveram o personagem, com destaque para Alec Guinnes na TV e Gary Oldman no cinema. Depois da primeira adaptação, vieram mais oito filmes baseados nos livros do escritor: “A Guerra no Espelho” (1970), “A Garota do Tambor” (1984), “A Casa da Rússia” (1990), “O Alfaiate do Panamá” (2001), “O Jardineiro Fiel” (2005), que foi dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, “O Espião Que Sabia Demais” (2011), “O Homem Mais Procurado” (2014) e “Nosso Fiel Traidor” (2016). As obras de Le Carré também viraram minisséries de sucesso da TV britânica, entre elas “Tinker Tailor Soldier Spy” (adaptação de “O Espião Que Sabia Demais”, de 1979), “Smiley’s People” (1982), “A Perfect Spy” (1987) e as recentes “The Night Manager” (“O Gerente da Noite”, 2017) e “The Little Drummer Girl” (“A Garota do Tambor”, 2018). Além disso, a BBC trabalha atualmente numa nova versão de “O Espião que Saiu do Frio” para a televisão. Ao longo da carreira, Le Carré evitou escrever roteiros, mas acabou assinando uma adaptação televisiva de seu livro “A Murder of Quality”, em 1991, e um episódio de 1970 da antologia de teleteatro da BBC “Armchair Theatre”. Por outro lado, ele fez várias participações especiais nas adaptações em seus textos, aparecendo em “A Garota do Tambor”, “O Espião Que Sabia Demais” e “O Homem Mais Procurado”, além das duas minisséries mais recentes.
Ana De Armas vai estrelar thriller de ação dos diretores de Vingadores: Ultimato
A atriz cubana Ana De Armas (“Blade Runner 2049”) será a protagonista feminina do thriller de ação “The Gray Man”, dos diretores Joe e Anthony Russo (“Vingadores: Ultimato”), que promete ser o filme mais caro já produzido pela Netflix. Ela é o terceiro nome confirmado no elenco, após o anúncio do projeto com os atores Ryan Gosling (“La La Land”) e Chris Evans (também de “Vingadores: Ultimato”) nos papéis principais. “The Gray Man” será o segundo filme dirigido pelos Russo após quebrarem todos os recordes de arrecadação com “Vingadores: Ultimato”, no ano passado. Antes da pandemia de covid-19, eles voltaram a se reunir com Tom Holland, o Homem-Aranha, no drama criminal “Cherry”, que está atualmente em pós-produção. O novo projeto vai custar mais de US$ 200 milhões, maior orçamento já gasto pela Netflix num único filme. Segundo o Deadline, a aposta é alta para transformar a produção no começo de uma franquia “no nível de James Bond”. A presença de Ana De Armas até ajuda a empurrar nesta direção, já que ela será a nova Bond girl de “007 – Sem Tempo para Morrer”. Inspirado no livro de estreia de Mark Greaney, publicado em 2009, “The Gray Man” vai trazer Gosling como um assassino de aluguel e ex-agente da CIA, que é caçado ao redor do mundo por um ex-colega de agência (Evans). Desde a publicação de “The Gray Man”, o matador já apareceu em outras quatro aventuras literárias. A mais recente, “One Minute Out”, foi publicada em fevereiro deste ano nos EUA.
Gal Gadot vai estrelar e produzir nova franquia de ação
A atriz Gal Gadot, intérprete da Mulher-Maravilha no cinema, vai estrelar uma nova franquia, desta vez no mundo da espionagem. Ela será a protagonista de “Heart of Stone”, que a Skydance Media pretende explorar em várias continuações. O filme é descrito como uma versão feminina de “Missão: Impossível” e “007”. “Heart of Stone” tem roteiro do autor de quadrinhos Greg Rucka (criador de “The Old Guard”, da Netflix) em parceria com Allison Schroeder (“Estrelas Além do Tempo”), e será dirigido por Tom Harper (“The Aeronauts”). Além de estrelar, Gadot também coproduzirá o filme por meio de sua empresa Pilot Wave. Gadot será vista a seguir em “Mulher Maravilha 1984”, que estreia em 17 de dezembro no Brasil, além de “Morte no Nilo” e “Red Notice”, já inteiramente filmados, mas ainda sem previsão de lançamento. Ela também vai estrelar o filme “Cleópatra”, com direção de Patty Jenkins (da franquia “Mulher-Maravilha”).
Queen Sono: Netflix cancela sua primeira série africana
A Netflix cancelou sua primeira série africana original, “Queen Sono”, após ter anunciado a renovação da produção para a 2ª temporada em maio passado. Como as gravações ainda não começaram, a atração não terá novos episódios e se encerrará com apenas uma temporada. O streamer não detalhou as razões por trás de sua decisão, mas os custos e a logística podem ter sido determinantes. Série de espionagem, a trama seria filmada em vários países do continente africano em sua 2ª temporada, o que seria desafiador durante a pandemia. Em uma nota sobre o cancelamento, o diretor e criador Kagiso Lediga sugeriu que a decisão estaria relacionada à pandemia. “Escrevemos uma bela história que se estendeu por todo o continente, mas infelizmente não pôde ser executada nestes tempos difíceis”, disse ele, acrescentando no Twitter que a série foi “outra baixa de 2020”. Já a Netflix descreveu o fim da série como uma “decisão difícil”. “Tomamos a decisão difícil de não avançar com a 2ª temporada de ‘Queen Sono'”, disse a plataforma em comunicado. “Estamos extremamente orgulhosos da equipe da Diprente por compartilhar sua visão audaciosa e trazê-la à vida com a Netlflix. Um enorme obrigado aos nossos fãs em todo o mundo pelo amor partilhado pela nossa primeira série africana original. A Netflix também é grata aos incríveis esforços demonstrados pelo elenco e equipe na criação desta série para nossos membros ao redor do mundo. Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com a indústria criativa da África do Sul para continuar a produzir histórias ‘Made in South Africa’ mais convincentes.” A série sul-africana era estrelada por Pearl Thusi (a Dayana Mampasi de “Quantico”), que vivia o papel-título, uma espiã altamente treinada de uma agência governamental, que assume sua missão mais perigosa enquanto enfrenta mudanças em sua vida pessoal. Pearl Thusi já tinha trabalhado em 2018 com o diretor e a produtora da série, Diprente Films, no romance “Mais uma Página” (Catching Feelings), também distribuído pela Netflix. Mas vale destacar que “Queen Sono” quase não foi divulgada no Brasil. A plataforma não disponibilizou trailer nacional em sua página no YouTube. Se, por conta disso, você não conheceu a série, saiba que há várias outras atrações que a Netflix não divulga e que são canceladas sem público de forma corriqueira. Veja abaixo o trailer internacional da série.
As Agentes 355: Filme com Lupita Nyong’o, Jessica Chastain e Penélope Cruz é adiado pra 2022
Bastou a Diamond Films divulgar o primeiro trailer nacional de “As Agentes 355” (The 355) para seu estúdio original, a Universal, decidir adiar o lançamento da produção. A estreia estava marcada para 14 janeiro no Brasil, um dia antes da data originalmente prevista para o lançamento nos EUA, mas agora o thriller de ação só vai chegar aos cinemas americanos em 12 de janeiro. A data não está errada. Não foi antecipação de um par de dias, mas o adiamento de um ano completo, para janeiro de 2022. Era óbvio que isso ia acontecer. Os governos estaduais dos EUA estão aumentando as restrições, sugerindo a retomada do isolamento social e limitando os horários de funcionamento do comércio, devido ao aumento exponencial do contágio de coronavírus, que está batendo recordes no país. Ao mesmo tempo, os estúdios, depois de abandonar o calendário de estreias de 2020, já começaram a adiar seus filmes do primeiro trimestre de 2022, jogando as estreias para bem depois da metade do ano que vem. A tendência só estende o desespero dos exibidores, que não têm títulos atrativos para programar e convencer o público a voltar aos cinemas. “As Agentes 355” é um filme de ação que reúne um grande elenco feminino, formado pela americana Jessica Chastain (“X-Men: Fênix Negra”), a alemã Diane Kruger (“Em Pedaços”), a mexicana/queniana Lupita Nyong’o (“Pantera Negra”), a espanhola Penélope Cruz (“Dor e Glória”) e a chinesa Fan Bingbing (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). As estrelas são o grande atrativo do projeto, que ainda conta com Sebastian Stan (“Vingadores: Ultimato”) e Edgar Ramirez (“Wasp Network”), mas vale observar que a francesa Marion Cotillard (“Assassin’s Creed”) chegou a ser cotada e preferiu fazer algo melhor. Na trama, espiãs de diferentes agências internacionais resolvem se aliar para enfrentar um “inimigo invisível” em comum. Na teoria, a premissa promete uma aventura mundial, com cinco atrizes de primeira linha representando espiãs de agências internacionais rivais, que se unem e superam suspeitas e conflitos enquanto lutam para impedir que uma organização global lance o mundo ao caos. Ao longo da jornada, as ex-rivais tornam-se companheiras e uma nova irmandade de espionagem, de codinome 355, é formada. Já na prática, o roteiro foi escrito por Theresa Rebeck (do infame “Mulher-Gato”) e a direção ficou a cargo de Simon Kinberg em seu segundo trabalho oficial na função, após o abissal “X-Men: Fênix Negra”. Para completar, os dois resolveram fazer um filme de tom seríssimo, mas não faltou quem achasse palhaçada escalar Penélope Cruz novamente como colombiana. Houve protestos contra a tendência de Hollywood de dar a europeus papéis de latino-americanos. Ficou curioso? Veja o trailer legendado abaixo e arranje um bom lugar na sombra para esperar sentado pela estreia nos cinemas.
Trailer legendado traz Jessica Chastain, Lupita Nyong’o e Penélope Cruz como espiãs
A Diamond Films divulgou o trailer legendado de “As Agentes 355” (The 355), filme de ação que reúne um grande elenco feminino, formado pela americana Jessica Chastain (“X-Men: Fênix Negra”), a alemã Diane Kruger (“Em Pedaços”), a mexicana/queniana Lupita Nyong’o (“Pantera Negra”), a espanhola Penélope Cruz (“Dor e Glória”) e a chinesa Fan Bingbing (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). As estrelas são o grande atrativo do projeto, que ainda conta com Sebastian Stan (“Vingadores: Ultimato”) e Edgar Ramirez (“Wasp Network”), mas vale observar que a francesa Marion Cotillard (“Assassin’s Creed”) chegou a ser cotada e preferiu fazer algo melhor. Na trama, espiãs de diferentes agências internacionais resolvem se aliar para enfrentar um “inimigo invisível” em comum. Apesar da ameaça aparentemente ser um hacker, a missão envolve muitos tiros e discussões de relação das personagens. Na teoria, a premissa promete uma aventura mundial, com cinco atrizes de primeira linha representando espiãs de agências internacionais rivais, que se unem e superam suspeitas e conflitos enquanto lutam para impedir que uma organização global lance o mundo ao caos. Ao longo da jornada, as ex-rivais tornam-se companheiras e uma nova irmandade de espionagem, de codinome 355, é formada. Já na prática, o roteiro foi escrito por Theresa Rebeck (do infame “Mulher-Gato”) e a direção ficou a cargo de Simon Kinberg em seu segundo trabalho oficial na função, após o abissal “X-Men: Fênix Negra”. Para completar, os dois resolveram fazer um filme de tom seríssimo, mas não faltou quem achasse palhaçada escalar Penélope Cruz novamente como colombiana. Houve protestos contra a tendência de Hollywood de dar a europeus papéis de latino-americanos. A estreia está marcada para 14 janeiro no Brasil, sujeita a alterações, como todos os lançamentos atuais.
Paramount suspende estreia de thriller de ação estrelado por Michael B. Jordan
A Paramount tirou o filme de ação “Sem Remorso”, estrelado por Michael B. Jordan (“Pantera Negra”), de seu cronograma de estreias. O longa deveria ter sido lançado em outubro, mas, devido à pandemia, teve seu lançamento adiado para 26 de fevereiro de 2021. Agora, segundo apurou o Hollywood Reporter, deve sair direto em streaming, porque a Paramount estaria negociando com a Amazon a disponibilização exclusiva do filme na plataforma Prime Video. O acordo preferencial com a Amazon levaria em conta a parceria já existente em torno da série “Jack Ryan” e o fato de “Sem Remorso” compartilhar o mesmo universo daquela produção. Na trama, Jordan interpreta o espião da CIA John Clark, personagem de livros do autor Tom Clancy, o criador de Jack Ryan. O filme será o primeiro a abordar a origem do personagem, que surgiu como coadjuvante das aventuras de Jack Ryan, antes de passar a protagonizar suas próprias histórias. Por conta desse começo, inclusive, ele já tinha aparecido no cinema: foi interpretado por Willem Dafoe e Liev Schreiber em dois filmes de Ryan, respectivamente “Perigo Real e Imediato” (1994) e “A Soma de Todos os Medos” (2002). “Sem Remorso” é baseado no livro homônimo, publicado em 1993, que conta como o ex-Navy SEAL John Kelly mudou de identidade e se tornou tão letal, ao iniciar uma vingança brutal após sua namorada ser morta por um traficante de drogas nos Estados Unidos. A produção foi escrita por Taylor Sheridan e dirigida por Stefano Sollima, que antes trabalharam juntos em “Sicario 2: Dia do Soldado”. O elenco ainda inclui Jamie Bell (“Quarteto Fantástico”), Cam Gigandet (“Sete Homens e um Destino”), Jodie Turner-Smith (“The Last Ship”), Brett Gelman (“Stranger Things”), Luke Mitchell (“Agents of SHIELD”), Colman Domingo (“Fear the Walking Dead”) e Jack Kesy (“The Strain”).
Tenet irrita com explicações, mas fascina com ação
A decisão da Warner de lançar “Tenet” nos cinemas mesmo com os índices de contaminação ainda altos e com o público temeroso de pisar em uma sala de exibição foi arriscada. Com isso, o filme do diretor Christopher Nolan tornou-se o único “blockbuster” do semestre, já que houve uma rejeição a “Os Novos Mutantes” – um filme bem simpático e que mereceria um pouco mais de consideração. Começar o texto falando de loucura de lançar “Tenet” em plena pandemia contrasta com o fato de Nolan ser reconhecido como um diretor cerebral. Em seus filmes, quem fica com os neurônios pegando fogo é o público. E se as pessoas acharam “A Origem” (2010) e “Interestelar” (2014) complicados, “Tenet” eleva essa complexidade a uma outra escala. Quando se acha que está começando a entender a trama, Nolan apresenta novas cenas para deixar o espectador perdido novamente. Mas é preciso respeitar um cineasta que é capaz de fazer um filme caro como este, de difícil compreensão, sem um protagonista do nível de Leonardo DiCaprio (“A Origem”) ou Matthew McConnaughey (“Insterestelar”), e seu estúdio apostar que isso atrairia um número considerável de espectadores em plena pandemia. “Tenet” é um filme que faz o público variar sua reação ao longo da projeção. Dá para se irritar com as explicações sobre as balas reversas, depois achar fascinante a história de um mundo reverso e ficar bastante impressionado com as cenas de ação, e em especial com o som, com a qualidade de som do filme, que numa sala IMAX é estrondoso. A trilha sonora, a cargo do sueco Ludwig Göransson, lembra algumas bandas de rock industrial, como o Ministry. É possível embarcar na proposta de Nolan: um diretor com uma fascinação absoluta pelo tempo, e que vem brincando com isso de maneira cerebral ao longo de toda sua filmografia, talvez desde a sua obra de estreia. Lembremos que em Nolan até o sonho é racionalizado, vide “A Origem”. Até porque, com “Tenet”, ele reforça sua posição como um dos cineastas mais determinados a realizar ficção científica da maneira mais séria possível. Ou seja, trazendo conceitos científicos reais, de física e química, para a construção de uma trama complexa. O problema (ou seria a solução?) é que ele não quis fazer um filme de ficção científica, mas uma espécie de thriller de espionagem à moda de James Bond, com o mérito de trazer um protagonista negro e cheio de carisma. John David Washington foi uma grande aposta, já que seu papel de maior destaque até então tinha sido “Infiltrado na Klan”, de Spike Lee, um filme mais direcionado ao circuito alternativo. Aqui ele incorpora um James Bond meio perdido, mas que nunca abandona a elegância. Sempre com um terno chique, mesmo quando está às voltas com lutas braçais com criaturas vindo do futuro. O fato de o protagonista (ele não tem nome no filme) estar tão perdido quanto o espectador não deixa de ser um alento. Aliás, é curioso que, na época da divulgação do filme, contou-se que nem o elenco entendeu a história de “Tenet”. Então, quando vemos os personagens dialogando sobre conceitos complicados de uma maneira até um tanto robótica, a impressão é que Nolan realmente não se importou muito com a preparação dos atores, mais interessado na mise-en-scène, como Alfred Hitchcock tempos atrás. As cenas que mais se aproximam de uma sensação dramática ou minimamente sentimental vem da personagem de Elizabeth Debicki, que interpreta a esposa do personagem de Kenneth Branagh, um homem que tem em suas mãos o destino do universo. Uma das sequências mais empolgantes do filme, inclusive, acontece quando os dois coadjuvantes estão em um barco. Por outro lado, as cenas de ação mais ambiciosas, como as perseguições rodoviárias, parecem um pouco engessadas. Mas ainda assim funcionam como um alívio para o cérebro nas duas horas e meia de duração que, acredite se quiser, passam voando.
Netflix vai lançar primeira série estrelada por Arnold Schwarzenegger
A Netflix fechou contrato para exibir a primeira série estrelada por Arnold Schwarzenegger, superando vários candidatos interessados em transmitir a atração produzida pela Skydance Television. Ainda sem título, a série foi criada por Nick Santora (criador de “Scorpion”), e trará o astro de 73 anos como um pai de família que se envolve em uma trama global de espionagem ao lado da filha. A personagem feminina será vivida por Monica Barbaro, que estrela a vindoura continuação de “Top Gun”. O negócio foi fechado apenas com uma apresentação preliminar e antes do roteiro do piloto ser finalizado, apurou o site The Hollywood Reporter. Além de estrelar, Schwarzenegger é um dos produtores da atração, ao lado de Santora e executivos da Skydance. A Skydance já tem uma tradição de parceria com Schwarzenegger. Juntos, fizeram os dois últimos filmes da franquia “O Exterminador do Futuro” – “Gênesis” (2015) e “Futuro Sombro” (2019). Ainda em fase de desenvolvimento, a série só deve estrear em 2022.
Série do espião juvenil Alex Rider é renovada na semana da estreia no Brasil
A Amazon anunciou nesta terça (10/11) que a série teen de espionagem “Alex Rider”, baseada nos famosos best-sellers de mesmo nome, terá 2ª temporada. A decisão foi tomada três dias antes do lançamento da produção nas América Latina e do Norte, programado para sexta-feira (13/11), e se baseia no desempenho no Reino Unido, Austrália e Alemanha, onde teve uma estreia antecipada. Enquanto a 1ª temporada foi baseada no segundo livro do espião juvenil, “Desvendando Point Blanc”, em que ele é enviado para investigar uma escola de elite frequentada por filhos de bilionários, os próximos episódios serão baseados em “O Ataque da Águia”, o quarto romance da franquia. Na trama, Alex Rider está disposto a aproveitar as férias no litoral da França na companhia de Sabina, sua nova amiga, para esquecer de vez os perigos que viveu enquanto “trabalhava’ para o Serviço Secreto Britânico. Mas Yassen Gregorovich, o assassino de aluguel que matou seu tio, também está na praia. E o próximo alvo dele é o pai de Sabina, um jornalista. Alex começa a investigar o matador e uma das pistas o leva, estranhamente, a um personagem acima de qualquer suspeita – Damian Cray, astro da música pop, ativista de causas humanitárias e empresário de sucesso. Desta vez, porém, Alex está por conta própria – ele tentou avisar o Serviço Secreto sobre Gregorovich e sua ligação com Damian Cray, mas foi ignorado. Por isso, para entender o que está acontecendo e agir, só terá como armas sua inteligência e suas habilidades físicas. “Eu não poderia estar mais contente com o retorno em relação à 1ª temporada de ‘Alex Rider’, e estou emocionado que a aventura continuará com ‘Eagle Strike’, uma das minhas histórias favoritas”, disse Anthony Horowitz, autor da franquia e produtor executivo da série, em comunicado. Desenvolvida pelo roteirista Guy Burt (de “Os Borgias” e “Beowulf: Return to the Shieldlands”), a série tem produção da Sony e traz Otto Farrant (das minisséries “Guerra e Paz” e “The White Queen”) como Alex Rider, o adolescente de Londres que, sem saber, foi treinado desde a infância para fazer parte do perigoso mundo da espionagem. Lançada em 2001, a franquia literária continua a ser publicada até hoje – o 12º livro, intitulado “Nightshade”, chegou nas livrarias internacionais neste ano. Veja abaixo o trailer da 1ª temporada.
Hayley Atwell se diverte em vídeo de bastidores de Missão: Impossível 7
As filmagens de “Missão: Impossível” foram retomadas em Veneza, após paralisação de duas semanas no final de outubro, devido a testes positivos de covid-19 no set da produção. Mas apesar do atraso do cronograma e todas as medidas de segurança e higiene implantadas para a continuidade dos trabalhos, o clima nos bastidores parece bem descontraído. Pelo menos, é o que sugere a atriz Hayley Atwell (a agente Carter da Marvel), que compartilhou em seu Instagram um momento divertido, em que brinca de deslizar em um escorregador que encontrou perto das locações. “Gravação noturna. Encontrei um escorregador. Escorreguei”, relatou a atriz no Instagram. Poucas horas antes disso acontecer, ela tinha escrito que estava “seguindo todos os protocolos para que possamos continuar a filmar com segurança e respeito”. A atriz também agradeceu “cada segundo dessa experiência extraordinária e o ano de treinamento que fiz para chegar aqui”. Nas cenas flagradas nesta semana, ela apareceu pulando entre barcos nos canais da cidade, acompanhada por Tom Cruise. Além deles, outros integrantes dos filmes também estão no local. Ao lado de Tom Cruise como o agente Ethan Hunt, as continuações trazem de volta Rebecca Ferguson e Simon Pegg, intérpretes de Ilsa Faust e Benji Dunn, e Vanessa Kirby, recentemente introduzida como Alanna Mitsopolis/Viúva Branca. Quem também volta é Henry Czerny (mais conhecido pelo papel de vilão da série “Revenge”), que viveu Eugene Kittridge, diretor da Força Missão: Impossível (IMF, na sigla em inglês) no primeiro longa, de 1996. Já as novidades incluem ainda Shea Whigham (também de “Agent Carter”) e Pom Klementieff (“Guardiões da Galáxia”). Este elenco está trabalhando em dois longas da franquia simultaneamente. Ambos foram escritos e estão sendo dirigidos por Christopher McQuarrie, que reassume as funções após o sucesso dos dois últimos lançamentos da franquia, “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015) e “Missão: Impossível – Efeito Fallout” (2018). A Paramount marcou as estreias norte-americanas de “Missão: Impossível 7” para 19 de novembro de 2021 e do filme seguinte, “Missão: Impossível 8”, para 4 de novembro de 2022. Ver essa foto no Instagram Night shoot. Found a slide. Slidded. #missionimpossible #behindthescenes Uma publicação compartilhada por Hayley Atwell (@wellhayley) em 8 de Nov, 2020 às 6:32 PST Ver essa foto no Instagram Returning from our night shoot around 7am this morning here in majestic Venice. Following all protocols so we may continue to film safely and respectfully. I appreciate every second of this extraordinary experience and the year of training I did to get here. #missionimpossible #fitforpurpose Uma publicação compartilhada por Hayley Atwell (@wellhayley) em 8 de Nov, 2020 às 6:18 PST
Filme da Viúva Negra parte de premissa similar à série The Americans
Os trailers de “Viúva Negra” apresentaram os personagens centrais do filme como uma família disfuncional, mas agora o livro oficial da produção (“Black Widow: The Official Movie Special Book”) – que não teve o lançamento adiado como o longa – explicou o que realmente está por trás disso. Em uma declaração publicada no livro, o ator David Harbour (“Stranger Things”), intérprete de Alexei Shostakov/Guardião Vermelho, revelou que eles conviveram como uma família falsa durante os anos 1990, com o objetivo de realizar espionagem nos EUA. A premissa é a mesma da série premiada “The Americans”, sobre um casal de espiões comunistas que se passa por uma típica família americana – no caso da série, nos anos 1980. “[A] conexão entre ele e a Viúva Negra é que eles foram reunidos como uma família de espiões nos EUA nos anos 1990”, conta Harbour. “Então, a personagem de Rachel Weisz, Melina, era meio que a mãe, Alexei era o pai e Natasha e Yelena eram seus filhos pequenos.” Rachel Weisz (“A Favorita”) interpreta Melina Vostokoff/Dama de Ferro e Florence Pugh é Yelena Belova, assassina que passou pelo mesmo treinamento da heroína e que deve continuar o legado da Viúva Negra no MCU (Universo Cinematográfico Marvel). Nos quadrinhos, as duas e o Guardião Vermelho se alternaram entre aliados e inimigos de Natacha Romanov, a Viúva Negra, vivida por Scarlett Johannson no cinema. Harbour também confirmou que o filme terá uma cena de flashback para estabelecer esse relacionamento. “Vemos isso no início do filme, e eles funcionam como uma família”, disse o ator. “Então eles se conhecem há muito tempo e perderam o contato por quase 20 anos. E quando se reencontram, Alexei tem um conhecimento profundo sobre Natasha, de uma certa forma que ninguém mais tem sobre quando ela era criança. Ele a tirou da Sala Vermelha e também a colocou de volta na Sala Vermelha porque ele acreditava nesta causa.” “Viúva Negra” tem roteiro de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”) e direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”). Originalmente previsto para 30 de abril no Brasil, o filme passou por vários adiamentos devido à pandemia de coronavírus e agora deve estrear, com um ano de atraso, em maio de 2021. Veja abaixo o trailer que ressalta o relacionamento familiar dos personagens.












