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  • Série

    Wagner Moura estaria cotado para viver Aécio Neves na série da Lava-Jato

    17 de abril de 2016 /

    Um rumor espalhado pelo site de celebridades F5 diz que o ator Wagner Moura (série “Narcos”) estaria cotado para viver Aécio Neves na série da Lava-Jato. Não há fonte ou declaração que sustente a informação. Mas há vários motivos para desconfiar do boato. Wagner Moura tem mesmo uma ótima relação profissional com o cineasta José Padilha, criador da nova série. Os dois trabalharam juntos nos filmes da “Tropa da Elite” e atualmente estão envolvidos na série “Narcos”, produção de Padilha estrelada por Moura. O papel seria uma participação especial, ou seja, uma aparição pequena, do tipo que não tende a ser dispensada com a desculpa do conflito de agenda. Entretanto, há controvérsias políticas em jogo e, especulação por especulação, Moura teria motivos para dizer “não”. Nos últimos dias, ele tem se manifestado publicamente sobre o Impeachment de Dilma Rousseff, assumindo o lado dos que falam em golpe – o discurso fomentado pelo PT. Aécio, obviamente, representa o extremo oposto deste espectro político. Mas também é óbvio que atuar não significa tomar partido de um personagem. Moura não virou bandido nem passou a defender traficantes ao interpretar Pablo Escobar em “Narcos”. Nem sequer aprendeu com a trama da série, na qual seu personagem participou de uma eleição, mas encontrou um Congresso com coragem para destituí-lo, uma polícia federal firme e um judiciário intransigente, que impediram a Colômbia de ser governada por bandidos. De fato, ao contrário do que viveu na série, ele se posicionou, em vídeo, contra a “politização” da Operação Lava-Jato. Infelizmente, essa postura não combina com alguém que aceitaria participar de uma série que tende a valorizar o esforço policial que desbaratou a maior rede de corrupção já vista no mundo. O próprio Padilha tem uma visão contrária ao discurso de Moura sobre a Lava-Jato. “Toda vez que alguém fala dos indícios avassaladores contra Lula, um petista diz que o PSDB também rouba. Tenta-se transformar tudo numa questão ideológica. Mas tudo é caso de polícia”, ele resumiu, em uma entrevista à revista Veja. Padilha começa a gravar a série ainda este ano para exibição no Netflix em 2017. A 1ª temporada terá 13 episódios, com roteiros de Elena Soares, que escreveu “Filhos do Carnaval” para a HBO. Outros dois atores que participaram dos dois “Tropa de Elite”, Milhem Cortaz e Maria Ribeiro, também estariam cotados para a produção, segundo o F5. ​

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  • Série

    Netflix vai produzir a série de José Padilha sobre a Lava-Jato

    16 de abril de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix confirmou que produzirá a série sobre a Operação Lava-Jato criada, produzida e dirigida pelo cineasta José Padilha (“Tropa de Elite”). Padilha já havia falado do projeto, revelando que pretendia buscar uma parceria internacional. Agora, o parceiro está definido. “Esse projeto vai narrar a operação policial em si e mostrar detalhes sobre o maior esquema de corrupção já visto no Brasil. Era fundamental que a série fosse produzida com imparcialidade, e a Netflix é com certeza o melhor parceiro para que isso possa ser concretizado”, afirmou o diretor no comunicado que anunciou a atração. Erik Barmack, vice-presidente de Originais Internacionais da Netflix, aproveitou o comunicado para também elogiar o talento do cineasta, com quem já tem uma relação bem-sucedida por meio da série “Narcos”. “A Netflix reconhece o talento de José Padilha em transformar os eventos atuais ainda em constante evolução em narrativas atraentes, e ele está bem posicionado para documentar este momento importante na história do Brasil”, afirmou. Ainda sem título, a série será escrita por Elena Soares (“Xingu” e série “Filhos do Carnaval”) e rodada no Brasil. Será a segunda produção do Netflix realizada no país, após a ainda inédita série sci-fi “3%”, que será lançada no final do ano. Atualmente, Padilha prepara a 2ª temporada de “Narcos” para o Netflix e desenvolve uma atração sobre a história das gangues das prisões americanas, intitulada “The Brand”, para o canal pago Showtime. Além disso, vaidirigir o filme de ação “Entebbe”, sobre uma operação histórica de combate ao terrorismo.

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  • Filme

    Pedro Almodóvar abandona divulgação de seu novo filme após aparecer no escândalo dos Panama Papers

    6 de abril de 2016 /

    O diretor espanhol Pedro Almodóvar resolveu cancelar sua participação na divulgação de seu novo filme, “Julieta”, que estreia nesta sexta-feira (8/4) na Espanha. Embora o luto pela morte da atriz Chus Lampreave pudesse justificar um recolhimento do cineasta, a nota oficial da produtora El Deseo, de Almodóvar e seu irmão Augustín, apontou uma causa menos nobre: o vazamento dos documentos conhecidos como “Panama Papers”. Segundo o comunicado, as exibições do filme para a imprensa, bem como as coletivas e fotos com o diretor foram canceladas por causa da “prioridade informativa” de questões não relacionadas a “Julieta”. É que o nome dos irmãos Almodóvar aparece entre os 11,5 milhões de documentos vazados do escritório panamenho Mossak Fonseca, especializado na criação de empresas offshore. Esse tipo de empresa pode ser absolutamente legal, mas, muitas vezes, alimenta esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio em paraísos fiscais. Entre 1991 e 1994, Pedro e Augustín Almodóvar foram os proprietários da Glen Valley Corporation, criada pelo escritório Mossak Fonseca nas Ilhas Virgens Britânicas, consideradas um paraíso fiscal. O irmão menos famoso assumiu a responsabilidade pela parte administrativa do negócio. “Desde que fundamos a El Deseo, Pedro e eu dividimos as responsabilidades de forma clara. Eu controlo tudo que se refere à administração, e ele se dedica a todos os aspectos criativos. Lamento o dano que a imagem pública de meu irmão vem sofrendo, provocado única e exclusivamente pela minha falta de experiência nos primeiros anos de nossa empresa familiar”, declarou Augustín, em uma nota divulgada na segunda-feira (5/4). As atrizes Emma Suárez e Adriana Ugarte, protagonistas de “Julieta” continuarão a participar da divulgação do filme, que ainda não tem data de estreia no Brasil.

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  • Filme

    Conspiração e Poder revela-se o anti-Spotlight, desnudando o mau jornalismo

    31 de março de 2016 /

    Boa parte das resenhas de “Spotlight – Segredos Revelados” chamou atenção para o fato de que aquele jornalismo investigativo, que demanda tempo para apurar uma reportagem à fundo, era uma espécie em extinção nestes dias de imediatismo online. Pois “Conspiração e Poder” se qualifica como o anti-“Spolight”. Também inspirado numa reportagem verídica da década passada, o longa, que marca a estreia na direção do roteirista James Vanderbilt (“O Espetacular Homem-Aranha”), mostra o que acontece quando a pressa para se produzir uma reportagem, visando sair na frente da concorrência com um furo exclusivo, vira um desserviço ao público. “Conspiração e Poder” dramatiza os bastidores de uma reportagem de 2004, produzida para o programa “60 Minutes” do canal CBS, apresentado, na época, por Dan Rather (Robert Redford, de “Capitão América 2”), uma espécie de lenda nos telejornais dos Estados Unidos, que emanava credibilidade no ar desde os anos 1960. Imagine uma denúncia do “Fantástico” na época de Sergio Chapelin para se ter a dimensão do impacto de uma notícia exibido no programa. Um escândalo em potencial, envolvendo o histórico de George W. Bush na Guarda Nacional, que teria aproveitado seus parentes importantes para evitar servir durante a Guerra do Vietnã – quando o alistamento era compulsório – , chega às mãos da produtora do programa, a jornalista Mary Mapes (Cate Blanchett, de “Carol”), que, pressionada a tomar uma decisão rápida, decide priorizar o deadline do programa sobre a checagem de fatos. O resultado vai ao ar sem o tempo necessário para sua apuração. E se prova calunioso. Num caso típico de mau julgamento, Mary, que havia vencido um prêmio por sua denúncia de abusos cometidos por militares americanos na prisão iraquiana de Abu Ghraib, teve sua ideologia explorada para cair numa cilada. Acreditando ser capaz de mudar os rumos da vindoura eleição presidencial com a informação exclusiva, sua decisão teve efeito inverso, fortalecendo o candidato do Partido Republicano, conforme a notícia começa a ser refutada pelos fatos, questionada primeiramente por blogs e depois por outras redes de televisão. Sem checar a intenção de sua fonte, a produtora fez sensacionalismo básico, queimou seu programa e acabou com a longa carreira de Rather, além de ter ajudado, por tabela, a eleger Bush como Presidente dos EUA. Mary Mapes nunca mais trabalhou com telejornalismo. Mas escreveu um livro sobre o caso, que é a base do filme. Por isso, seu ponto de vista domina a história, que busca, a todo o instante, justificar suas ações, a ponto de querer insinuar que a verdadeira conspiração foi desacreditar a reportagem. Bulshit das grossas, mas não deixa de ser ilustrativo de uma tendência: quando pego numa mentira, jornalistas insistem em seu ponto de vista até que isso comece a parecer verdade. Entretanto, ainda que o jornalismo imparcial seja um mito propagado por donos de empresas jornalísticas, o Jornalismo profissional é real e tem regras muito claras. E quando elas não são seguidas, alguém paga por isso – uma pessoa física, não a própria empresa, como demonstra o filme. É importante reparar, sobretudo, como “Conspiração e Poder” foi ofuscado por “Spotlight” nos cinemas americanos. Fez ridículos US$ 2,5 milhões durante toda a sua exibição, entre outubro e fevereiro, contra os US$ 44,4 milhões de “Spotlight”. Além disso, “Conspiração e Poder” não foi indicado a prêmio algum. Nem sequer a performance de Cate Blanchett chamou atenção, colocada para escanteio por suas diversas indicações por “Carol”, na temporada de premiações passada. Já “Spotlight” venceu o Oscar de Melhor Filme do ano. Filmes sobre vencedores têm, é verdade, maior apelo que filmes sobre perdedores. Mas as derrotas embutem lições melhores, como qualquer filósofo de botequim é capaz de demonstrar. Por isso, se o jornalismo idealizado ganha os prêmios, o mau jornalismo rende os melhores filmes, como “Abutre” em 2013. Embora “Conspiração e Poder” não chegue a tanto – não vai virar clássico ou cult – , ao menos joga uma luz necessária sobre as conspirações que se escondem por trás das manchetes das notícias. Sem esquecer que um filme que junta Robert Redford e Cate Blanchett merece, nem que seja durante a projeção de seus créditos, alguns aplausos.

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  • Filme

    Margot Robbie viverá a polêmica patinadora Tonya Harding em cinebiografia

    23 de março de 2016 /

    A atriz Margot Robbie (“O Lobo de Wall Street”) vai estrelar “I, Tonya”, cinebiografia da patinadora olímpica Tonya Harding, informou o site Deadline. Apesar de ter disputado os Jogos Olímpicos e conquistado a Medalha de Prata no Campeonato Mundial de Patinação de 1991, Harding ficou mais conhecida após se envolver num ataque, planejado por seu marido, contra a rival Nancy Kerrigan, durante o treinamento para o Campeonato dos Estados Unidos de 1994, em Detroit. Harding acabou banida do esporte, mas fez dinheiro vendendo uma sex tape de sua noite de núpcias e participando de lutas de boxe. O roteiro de “I, Tonya” foi escrito por Steven Rogers (“O Natal dos Coopers”), mas ainda não há um diretor definido. Segundo o Deadline, Robbie quer participar da escolha do cineasta. Uma das atrizes mais valorizadas da atualidade, Margot Robbie será vista a seguir em dois prováveis blockbusters, “A Lenda de Tarzan”, com estreia agendada para 21 de julho, e “Esquadrão Suicida”, que chega aos cinemas em 4 de agosto.

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  • Série

    Roteirista de Tropa de Elite vai trabalhar na série de José Padilha sobre a Operação Lava-Jato

    22 de março de 2016 /

    Ex-capitão do BOPE e comentarista de segurança pública da TV Globo há seis anos, Rodrigo Pimentel vai trocar a televisão brasileira pela produção de séries americanas. Ele irá trabalhar no novo projeto do diretor José Padilha, ajudando a escrever o roteiro de uma série sobre a Operação Lava-Jato. Segundo adiantou a coluna Radar, do site da revista Veja, o projeto seria para o Netflix. O serviço de streaming já possuiu uma relação profissional com Padilha, inaugurada com a bem-sucedida série “Narcos”, produzida pelo cineasta brasileiro. Rodrigo Pimentel também já foi parceiro de outros trabalhos de Padilha, tendo aparecido no documentário “Ônibus 174” (2002), do qual se tornou produtor associado, e escrito o livro “Elite da Tropa”, que inspirou o filme “Tropa de Elite” (2007). Ele também coescreveu, com Padilha e Bruno Mantovani, o roteiro do longa de 2007 e a história de sua continuação, “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro” (2010). Muitos acreditam, inclusive, que ele seja a inspiração do lendário Capitão Nascimento.

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  • Série

    José Padilha vai fazer série americana sobre a Lava-Jato

    20 de março de 2016 /

    O cineasta José Padilha quer transformar a Operação Lava-Jato numa série policial americana. O diretor, que se especializou em filmes e séries sobre crime e corrupção, vê na investigação sobre as entranhas da política brasileira todos os ingredientes de uma série envolvente, com apelo internacional. Ao contrário de Wagner Moura, que estrelou os dois “Tropa de Elite” e a série “Narcos”, produções comandadas por Padilha, o diretor acredita que a Lava-Jato “não tem viés político nenhum”. Enquanto Moura defende que a politização da investigação ameaça a democracia, Padilha diz que, ao contrário, são os roubos cometidos em nome de um partido que fraudam o processo democrático. “Toda vez que alguém fala dos indícios avassaladores contra Lula, um petista diz que o PSDB também rouba. Tenta-se transformar tudo numa questão ideológica. Mas tudo é caso de polícia”, ele resumiu, em entrevista à revista Veja. Padilha, que vive nos Estados Unidos com a mulher e o filho de 12 anos, contou à Veja que seu projeto sobre a Lava-Jato será baseada em um livro ainda inédito, composto por entrevistas com os envolvidos no escândalo. “O objetivo é narrar a operação policial em si e mostrar inúmeros detalhes esclarecedores que a própria imprensa desconhece”, ele adiantou. Como a série será uma produção internacional, ela terá título em inglês. Padilha trabalha com o nome provisório de “Jet Wash”, mas isso deve mudar, já que, nos Estados Unidos, a tradução literal não faz sentido. Lá, lava-jato é Car Wash – título de uma famosa comédia dos anos 1970. Atualmente, Padilha prepara a 2ª temporada de “Narcos” para o Netflix e desenvolve uma atração sobre a história das gangues das prisões americanas, intitulada “The Brand”, para o canal pago Showtime. Além disso, vaidirigir o filme de ação “Entebbe”, sobre uma operação histórica de combate contra o terrorismo.

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  • Série

    House of Cards: Frank Underwood está se divertindo com o escândalo político do Brasil

    18 de março de 2016 /

    O Twitter oficial da série política “House of Cards” publicou um post em que o Presidente Frank Underwood (Kevin Spacey) aparece rindo, sob a legenda: “Vendo as notícias de hoje da cobertura do Brasil”. Criada por Beau Willimon (roteirista de “Tudo pelo Poder”), “House of Cards” acompanha a trajetória de um político corrupto e violento, que se mostra capaz das artimanhas mais perversas, sem receio de sujar as mãos, para se tornar presidente dos EUA. Não é à toa sua admiração recente pela política brasileira. A série estreou sua ótima 4ª temporada em 4 de março e já se encontra renovada para a 5ª temporada no Netflix. Watching today's Brazilian news coverage. pic.twitter.com/ojlEjXuVje — House of Cards (@HouseofCards) 16 de março de 2016

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  • Filme

    Spotlight denuncia um dos maiores escândalos do século em homenagem ao bom e velho jornalismo

    8 de janeiro de 2016 /

    Um dos filmes mais incensados pela crítica americana em 2015, favorito a diversos prêmios da temporada, “Spotlight – Segredos Revelados” chega aos cinemas em sintonia com estes tempos de denúncias de esquemas de corrupção em grandes corporações e no governo, mas também das revelações pessoais em redes sociais, de gente disposta a compartilhar a sua própria experiência como vítima de abuso sexual na infância ou na adolescência. O longa de Tom McCarthy trata de um escândalo específico, trazido à luz pela imprensa americana em 2002: o número alarmante de ocorrências de padres católicos que abusaram sexualmente de crianças em suas paróquias. A trama acompanha o trabalho investigativo de um grupo de repórteres do jornal The Boston Globe, que tem início com a chegada de um novo editor, interessado no caso de abuso de um padre local, abafado pela Igreja. Puxando o fio da meada, a investigação chega a novos casos e passa a ganhar proporções assustadoras, envolvendo dezenas de sacerdotes e vítimas. Mas nenhum caso tivera repercussão até então, graças ao trabalho de advogados, acordos financeiros e pressão social. Impressionados com a descoberta, os repórteres decidem enfrentar a poderosa Igreja Católica, revelando uma sordidez que repercute até os dias de hoje, levando até o Papa Francisco a se manifestar. Além da trama relevante, “Spotlight” materializa uma realização técnica admirável. A fotografia, de Masanobu Takayanagi, dá profundidade de campo a ambientes de trabalho reduzidos, como a redação do jornal, e a cenografia, figurino etc. também não ficam atrás. A reconstituição é fidedigna e feita de forma discreta e sóbria, evocando a estética elegante de clássicos do jornalismo político, como “Todos os Homens do Presidente”, de Alan J. Pakula, e “Rede de Intrigas”, de Sidney Lumet, ambos de 1976, com direito a toda a carga de urgência e suspense que obras como essas requerem. Para completar, o elenco é formado por artistas de peso como Michael Keaton (“Birdman”), Mark Ruffalo (“Os Vingadores”), Rachel McAdams (“Questão de Tempo”), Brian d’Arcy James (série “Smasht”), Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) e John Slattery (série “Mad Men”), intérpretes da equipe que sacrifica a vida pessoal pela dedicação ao trabalho. De fato, é curioso como os cônjuges dos jornalistas praticamente não aparecem em cena, sinalizando a obsessão pela notícia que marca a vida desses profissionais. O filme também apresenta seu caso como um símbolo de resistência, diante do fechamento ou demissões em massa que vêm acontecendo nos jornais, devido à popularização dos sites da internet. O fato é que a nova mídia não demonstrou, até agora, interesse em bancar investigações ao longo de meses de pesquisa e aprofundamento como a realizada pela equipe de “Spotlight”. A perda dos jornais, representaria a perda da informação. Portanto, “Spotlight” supre duas funções: o de filme-denúncia e de filme-homenagem ao estilo de jornalismo old school e às pessoas que o fazem/faziam. Mas é mesmo como filme-denúncia que a obra de Tom McCarthy se mostra mais contundente, ao revelar uma instituição religiosa insuspeita como uma espécie de máfia, capaz de esconder todas as fontes, comprar advogados ou oferecer altas somas em dinheiro em troca do silêncio. Troque a religião por partido político, e a história também pode servir de paradigma para iluminar outras lamas profundas.

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  • Etc

    Bill Cosby tem mandato de prisão expedido em caso de abuso sexual

    30 de dezembro de 2015 /

    O comediante americano Bill Cosby, de 78 anos, teve um mandado de prisão expedido nesta quarta-feira (30/12), acusado de drogado e abusado sexualmente de uma ex-funcionária da Universidade de Temple em 2004, informou a revista People. O ator se apresentou à justiça e pagou uma fiança de US$ 1 milhão para responder ao processo em liberdade. Ele teve que entregar seu passaporte e precisará se apresentar diante de um tribunal para a audiência preliminar do caso, marcada para 14 de janeiro Trata-se da primeira acusação de crime sexual levada adiante contra o comediante, que entre 2014 e 2015 enfrentou um grande escândalo, após mais de 50 mulheres revelarem casos de abuso praticados por Cosby ao longo de sua carreira. De acordo com a People, a vítima que conseguiu levar o caso adiante é Andrea Constand, de 42 anos, que atualmente trabalha como massagista em Ontário, no Canadá. Ela não comentou o assédio, que teria acontecido numa mansão do humorista na Pensilvânia, mas uma de suas advogadas agradeceu à justiça. “Obviamente, nós agradecemos pela expressão de confiança”, afirmou Dolores Troiani. “Vamos ver o que acontece. Esperamos que a justiça seja feita. Vamos cooperar totalmente.” Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, o promotor-assistente Kevin Steele anunciou o início do processo. “O senhor Cosby foi indiciado por agressão indecente com agravante”, declarou. “Na noite em questão, o senhor Cosby insistiu para que ela [Andrea Constand] tomasse pílulas dadas por ele além de vinho. Seu efeito a tornou incapaz de mover-se e de responder a suas investidas. Ele então cometeu uma agressão indecente agravada contra ela”, explicou Steele. Para piorar a situação, a vítima era homossexual. No processo, Andrea se refere ao humorista como um “narcisista” que não percebeu que ela era lésbica. Duas semanas antes do mandato de prisão, no dia 14 de dezembro, Bill Cosby abriu seu próprio processo por difamação contra sete das 50 mulheres que o acusaram de abuso. O ator rotulou as acusações de “malvadas, oportunistas, falsas e difamatórias”, e de serem “uma mera tentativa para conseguir dinheiro” e “arruinar” sua reputação. Segundo a advogada de Cosby, as acusações “lhe causaram e continuam lhe causando dor substancial e danos a sua reputação, contratos empresariais, vergonha, mortificação, danos a suas propriedades, empresas, comércio, profissão e ocupação”. “O senhor Cosby alega sem rodeios que ele não drogou e não abusou sexualmente das acusadas e que cada uma delas publicou, maliciosamente e com pleno conhecimento, comentários falsos e acusações desde 2014 até hoje, em uma tentativa de prejudicar sua reputação e extrair benefícios pecuniários”, afirmou Monique. O advogado que representa as sete mulheres, Joseph Cammarata, por sua vez, rotulou o movimento de “jogada básica de qualquer advogado”, e destacou que Cosby apenas iniciou ações contra sete delas, quando há dezenas de outras mulheres que o processaram. A edição de julho da revista New York Magazine chegou a reunir 35 acusadoras, com idades entre 20 e 80 anos, e de profissões tão diversificadas quanto garçonetes e jornalistas, que teriam sido estupradas por Cosby desde os anos 1970. Muitas destas acusações já prescreveram aos olhos da lei. Bill Cosby já foi referência de humor televisivo, experimentando grande sucesso entre as décadas de 1960 e 1980, principalmente pelo sucesso do programa “The Cosby Show”, exibido pela rede NBC, no qual interpretava um pai de família conservador. A atriz brasileira Sonia Braga chegou a participar da série em 1986.

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    Favorito ao Oscar, Spotlight ganha trailer legendado e pôster nacional

    14 de dezembro de 2015 /

    A Sony Pictures divulgou o pôster nacional e o trailer legendado de “Spotlight – Segredos Revelados”, docudrama que vem se destacando na temporada de premiações e é favorito à indicações no Oscar 2016. A prévia resume a trama e é uma porrada, com elementos de suspense intenso e drama catártico, ao som de “Dear God”, clássico da banda XTC. Baseado em fatos reais, o filme apresenta a investigação jornalística que revelou o escândalo de pedofilia na Igreja católica americana, levada adiante por um time de repórteres do jornal Boston Globe, conhecido como Spotlight. Enfrentando a Igreja e advogados para fazer entrevistas e descobertas, os jornalistas conseguiram provas de centenas de casos de pedofilia, abalando as estruturas do catolicismo mundial, e foram premiados com o Prêmio Pulitzer de Serviço Público “por sua corajosa e abrangente cobertura do abuso sexual dos padres, um esforço que quebrou um sigilo, causou reações em nível local, nacional e internacional, e produziu mudanças na Igreja Católica”. No filme, os jornalistas são interpretados por Mark Ruffalo (“Os Vingadores”), Michael Keaton (“RoboCop”), Rachel McAdams (“Questão de Tempo”), Brian d’Arcy James (série “Smasht”), Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) e John Slattery (série “Mad Men”). O forte elenco também inclui Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Billy Crudup (“Watchmen”) e Len Cariou (série “Blue Blood”). A direção é de Thomas McCarthy (“Trocando os Pés”), que também escreveu o roteiro em parceria com Josh Singer (“O Quinto Poder”), e o filme já venceu o Gotham Awards e a predileção da crítica, que o elegeu como melhor do ano em várias listas. Já em cartaz em circuito limitado nos EUA, “Spotlight” estreia no Brasil em 7 de janeiro.

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    Scarlett Johansson pode estrelar filme sobre escândalo na indústria dos games

    17 de novembro de 2015 /

    A história do escândalo conhecido como Gamergate, que abalou o mundo dos games com acusações de corrupção e comportamento machista, vai virar filme. E pode ser estrelado pela atriz Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), que, segundo o site Deadline, é uma das maiores interessadas no projeto. A trama será baseada no livro ainda inédito “Crash Override: How To Save The Internet From Itself”, em que a designer de games Zoe Quinn lembra o que lhe aconteceu. A controvérsia começou quando Quinn, criadora do game “Depression Quest”, foi acusada no blog de um ex-namorado de ter mantido relacionamentos com jornalistas em troca de críticas positivas. A acusação fez surgir a hashtag #gamergate e alimentou o ódio destrutivo das redes sociais, com Quinn e outras mulheres do meio chegando a receber ameaças de morte. O ataque foi tão virulento que acabou levantando o debate sobre as próprias redes sociais, numa discussão que foi muito além da acusação original, revelando um universo machista, beirando a misoginia. A ex-presidente da Sony Amy Pascal adquiriu os direitos da história em um leilão envolvendo diversos estúdios e canais de TV. E já encomendou o roteiro. As estreantes Rebecca Angelo e Lauren Schuker foram encarregadas da adaptação. O livro “Crash Override: How To Save The Internet From Itself” só vai chegar às livrarias dos EUA em setembro de 2016. Já o filme não tem ainda cronograma de filmagem, muito menos previsão de estreia.

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    Leonardo DiCaprio vai produzir filme sobre o escândalo da Volkswagen

    13 de novembro de 2015 /

    O escândalo da montadora alemã Volkswagen, que admitiu ter instalado um dispositivo para fraudar os resultados dos dados de emissões de poluentes em 11 milhões de veículos no mundo, vai virar um filme da Paramount Pictures produzido por Leonardo DiCaprio. Segundo o site da revista Variety, DiCaprio irá trabalhar em parceria com Jennifer Davisson, por meio de sua companhia Appian Way. Os dois já produziram juntos longas como “A Órfã” (2009), “Tudo pelo Poder” (2011), “A Garota da Capa Vermelha” (2011) e “Aposta Máxima” (2013). A trama será baseada em livro ainda inédito do jornalista Jack Ewing, do jornal The New York Times, que detalhará o escândalo que abalou a indústria automotiva mundial e pode render multas de até US$ 18 bilhões para a Volkswagen. Ele já vendeu os direitos da publicação para a Paramount. Ainda não foram anunciados diretor, roteirista, elenco nem previsão sobre quando a o filme chegará aos cinemas. Leonardo DiCaprio será visto a seguir nos cinemas no western “O Regresso”, dirigido pelo mexicano Alejandro González Iñárritu (“Birdman”), que tem estreia marcada para 4 de fevereiro no Brasil.

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