Star Wars: A Ascensão Skywalker estreia com pior bilheteria da nova trilogia
“Star Wars: A Ascensão Skywalker” cumpriu a expectativa de uma bilheteria arrasadora em sua estreia no fim de semana. Entretanto, as críticas negativas que o longa recebeu ajudaram a diminuir o impacto vislumbrado pelo mercado. Na famosa metáfora do copo, ele está definitivamente mais cheio que vazio, mas poderia ter transbordado. A arrecadação de US$ 175,5 milhões passa longe de ser considerada irrisória. Afinal, é a terceira maior bilheteria de estreia já registrada no mês de dezembro na América do Norte. O detalhe é que as duas maiores foram “O Despertar da Força” (US$ 248 milhões em 2015) e “Os Últimos Jedi” (US$ 220 milhões em 2017). E isto torna “A Ascensão Skywalker” a pior bilheteria de estreia da nova trilogia – e a única a não largar com mais de US$ 200 milhões. Antes das críticas serem publicadas, a expectativa era que “A Ascensão Skywalker” faturasse US$ 215 milhões… O filme chegou a decepcionar em alguns mercados, como a China, onde a franquia nunca teve força – devido à falta de lançamento da trilogia original. Foram apenas US$ 12,6 milhões nos cinemas chineses. Com isso, o lançamento simultâneo em 52 países rendeu US$ 198 milhões, diante de uma projeção de até US$ 250 milhões. Também foi a menor abertura internacional da trilogia. Somando tudo, “A Ascensão Skywalker” atingiu US$ 373,5 milhões mundiais. Outras comparações negativas dentro da saga ficaram por conta das avaliações da crítica (57% – pior aprovação da trilogia e a segunda mais baixa de toda a franquia) e do público (B+ no CinemaScore, primeiro “Star Wars” a receber menos que a nota A). O Top 3 norte-americano se completou com “Jumanji: Próxima Fase”, que foi líder na semana passada, e “Frozen 2”, que está atualmente com US$ 1,1 bilhão mundiais, ainda atrás do primeiro filme e do recorde de “O Rei Leão” em arrecadação de animação. Já o outro grande lançamento da semana, “Cats”, foi um fracasso completo. Pode-se dizer que também cumpriu expectativas, diante das críticas mais viscerais do ano. “A pior coisa que aconteceu com gatos desde os cachorros” fez apenas US$ 6,6 milhões em seu estreia na América do Norte, abrindo em 4º lugar e gerando grande crise contábil, como fonte de prejuízo financeiro milionário para o estúdio Universal. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana na América do Norte, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Star Wars: A Ascensão Skywalker Fim de semana: US$ 175,5M Total EUA e Canadá: US$ 175,5M Total Mundo: US$ 373,5M 2. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 26,1M Total EUA e Canadá: US$ 101,9M Total Mundo: US$ 311,9M 3. Frozen 2 Fim de semana: US$ 12,3M Total EUA e Canadá: US$ 386,5M Total Mundo: US$ 1,1B 4. Cats Fim de semana: US$ 6,6M Total EUA e Canadá: US$ 6,6M Total Mundo: US$ 10,9M 5. Entre Facas e Segredos Fim de semana: US$ 6,1M Total EUA e Canadá: US$ 89,5M Total Mundo: US$ 185,5M 6. Escândalo Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 5,4M Total Mundo: US$ 5,4M 7. O Caso Richard Jewell Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA e Canadá: US$ 9,5M Total Mundo: US$ 9,5M 8. Queen & Slim Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 36,5M Total Mundo: US$ 36,5M 9. Natal Sangrento Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 7,2M Total Mundo: US$ 13,3M 10. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 101,9M Total Mundo: US$ 192,9M
“Não tenho vergonha”: Charlize Theron detalha o dia em que sua mãe matou seu pai
Durante a divulgação do filme “Escândalo”, que trata de assédio sexual no ambiente de trabalho do canal Fox News, a atriz Charlize Theron abordou seu próprio “escândalo” pessoal. Em entrevista ao site de notícias NPR, ela assumiu que “não se envergonha” de falar sobre o momento em que sua mãe matou seu pai para se defender. A atriz tinha 15 anos quando o pai alcoólatra atirou contra a porta do quarto onde ela estava escondida com a mãe. “Nenhuma das balas nos atingiu, o que é um milagre. Mas em legítima defesa, ela acabou com a ameaça”, contou, detalhando o que aconteceu. Charlize cresceu numa fazenda no interior de Johanesburgo, na África do Sul, com a mãe, Gerda, e o pai, Charles. Ela descreve o pai como um “homem muito doente” e diz que viver com um alcoólatra era “uma situação bastante desesperadora”. “A imprevisibilidade de viver com um dependente químico é algo que te marca para o resto da vida, mais do que aquele evento específico, que aconteceu numa noite”, diz. Ao falar sobre o que aconteceu, a atriz diz que o pai estava tão bêbado que “não deveria ter sido capaz de caminhar quando entrou em casa com uma arma.” “Minha mãe e eu estávamos no quarto, encostadas atrás da porta, e ele tentou forçar a entrada. Então, fizemos pressão, atrás da porta, para impedir que ele entrasse.” Segundo Charlize, o pai, então, deu um passo atrás e “simplesmente atirou contra a porta três vezes”. Por sorte, balas não atingiram mãe e filha. Foi então, diz a atriz, que a mãe “encerrou a ameaça, em legítima defesa”. Gerda não foi condenada, já que a Justiça entendeu que ela agiu em defesa própria e da filha. A atriz afirmou que não faz segredo da violência que vivenciou na família. Ao contrário. “Eu não tenho vergonha de falar sobre isso, porque acho que quanto mais falamos sobre essas coisas, mais percebemos que não somos os únicos a passar por isso”, diz. Vencedora do Oscar em 2004 (pelo filme “Monstro”), Charlize também abordou sua história de assédio, quando um diretor de cinema a tocou inapropriadamente, após convidá-la para um teste na casa dele. Charlize diz que ela pediu desculpas ao homem antes de deixar a residência, algo que a fez sentir “raiva” de si mesma. “Eu me culpei muito por não ter dito as coisas certas, por não ter feito todas aquelas coisas que a gente gostaria de acreditar que faria em situações assim”, disse, afirmando compreender o que sentiu Megyn Kelly, a apresentadora de TV que ela interpreta em “O Escândalo”. O filme, que também é estrelado por Nicole Kidman e Margot Robbie, conta a história das mulheres que trabalhavam na Fox News e que acusaram o então CEO da emissora, Roger Ailes, de assédio sexual. Charlize diz que o filme explora “a área cinzenta do assédio sexual”, similar ao que ela vivenciou na vida real. “Nem sempre se trata de abuso físico. Nem sempre é estupro”, explica. “Há um dano psicológico às mulheres, que são submetidas ao uso diário e casual de linguagem, toques ou ameaças de demissão. Essas são coisas que eu definitivamente vivenciei.”
Um Dia de Chuva em Nova York mostra desilusão de Woody Allen com a vida
Chegará o dia em que os filmes dos anos 2010 de Woody Allen serão revalorizados. Claro que isso só o tempo dirá, mas, a impressão que dá, vendo “Um Dia de Chuva em Nova York” (2019), é que o tom do filme lembra bastante o de algumas obras de Éric Rohmer ou de Hong Sang-soo. Não há um compromisso com o naturalismo nas interpretações, no ritmo das falas. No caso do filme de Allen, a velocidade dos acontecimentos é coerente com a agilidade dos diálogos. Há, como sempre, a projeção da própria persona de Woody Allen em seus personagens, e isso se vê em ambos os protagonistas. Enquanto Timothée Chalamet simboliza aquele aspecto mais amargo e pouco entusiasmado com a vida, ainda que não tanto quanto o protagonista de “Homem Irracional” (2015), que chegava ao niilismo, temos também a personagem entusiasmada, vivida com encanto por Elle Fanning. Ele vem de uma família abastada de Manhattan, embora não fique nada à vontade com suas origens e viva fugindo dos familiares e de uma festa que deveria estar presente; ela também vem de família rica, seu pai é um banqueiro em Tucson, Arizona, mas é alvo de chacota, por causa do lugar de origem, pelos amigos nova-yorquinos de Gatsby (personagem de Chalamet), que a consideram uma caipira. O filme começa com uma narração em voice-over por Gatsby, que confessa estar apaixonado por Ashleigh (Fanning), e isso lhe traz mais prazer de viver. Ela precisa ir a Nova York para entrevistar um famoso diretor de cinema para seu trabalho na faculdade e os dois partem para um par de dias em Manhattan. Gatsby tinha seus planos para o dia com Ashleigh: visitar museus, comer em bons restaurantes, passear bastante. Mas aí surgem alguns empecilhos, já que o diretor (Liev Schreiber), muito provavelmente por parecer atraído pela jovem estudante, decide dar-lhe um furo de reportagem, dizer o quanto está desgostoso com o projeto e ainda por cima mostrar uma prévia do novo filme, ainda em fase de produção. Uma oportunidade dessas Ashleigh não ia perder. E por isso vai adiando o encontro com o namorado, que vai sendo cada vez mais deixado de lado. As trajetórias de Gatsby e Ashleigh vão seguindo por caminhos opostos com relação ao encaminhamento de como ver a vida: enquanto ela parece uma criança em uma loja de doces à frente daquele universo hollywoodiano, com homens mais velhos da indústria bastante interessados sexualmente naquela jovem bela e com um figurino que lembra uma colegial, ela parece totalmente dona da situação, tanto por ser desejada até mesmo por um ator símbolo sexual (personagem de Diego Luna). Enquanto isso, sentindo uma falta enorme da namorada, Gatsby visita um set de filmagens de um amigo estudante de cinema e dá de cara com a irmã de uma ex-namorada, Chan (Selena Gomez), uma personagem atraente. Ele acaba participando do filme e a cena de beijo dos dois, num dos takes, é um dos pontos altos da temperatura erótica do filme. A outra cena boa, sensualmente falando, envolve a chegada de Ashleigh à casa do personagem de Diego Luna. Há quem veja a situação de Ahsleigh, ao final dessa situação, como humilhante, e talvez seja mesmo, mas há também algo de belamente erótico e perverso. Paralelamente, enquanto Ashleigh recebe uma bofetada ao ser exposta ao doce e ao amargo do showbizz hollywoodiano, Gatsby, ao ter uma conversa com a mãe, passa a ter uma ideia melhor de sua vida e de suas origens. Assim, “Um Dia de Chuva em Nova York” se torna um filme que apresenta uma visão agridoce da vida, num clima de desilusão que mistura parte do romantismo visto recentemente em “Magia ao Luar” (2014) com a amargura e a certeza de que a vida é que dá as cartas de “Café Society” (2016). Completando tudo isso, a fotografia linda do mestre Vittorio Storaro, que trabalhou com Allen no anterior “Roda Gigante” (2017), apresenta uma luz tão bela e tão própria do trabalho do cinematógrafo, que só é um pouco suavizada pela presença da chuva, símbolo das situações emocionalmente instáveis da vida de todos os personagens. Além do mais, não deixa de ser um alívio poder compartilhar mais uma vez o universo familiar e delicioso dos filmes de Allen, depois de tanta confusão causada pelas acusações de sua filha adotiva, que quase impediram o lançamento do filme, ao resgatar polêmicas da década de 1990 jamais comprovadas, mas revigoradas nesse momento de caça às bruxas. Mesmo agora, depois de ter entrado em um acordo com a Amazon, “Um Dia de Chuva em Nova York” segue inédito em seu país de origem. Enquanto isso, Allen já tem um novo filme em fase de pós-produção, rodado na Espanha.
O Escândalo será homenageado com prêmio especial da Associação dos Produtores dos EUA
A PGA, Associação dos Produtores dos Estados Unidos, anunciou que premiará o filme “O Escândalo” (Bombshell) com o Stanley Kramer Award 2020. O troféu especial é uma homenagem anual da associação à “produção, produtor ou outros indivíduos cuja conquista ou contribuição iluminam e aumentam a conscientização do público sobre importantes questões sociais”. Ele será entregue durante a premiação das melhores produções do ano, no dia 18 de janeiro, no Hollywood Palladium, em Los Angeles. “O Escândalo” reencena o clima de assédio sexual e as denúncias que abalaram o canal de notícias Fox News. A história já foi abordada na minissérie “The Loudest Voice”, mas o filme apresenta a trama sob a perspectiva das mulheres que apresentaram a queixa contra o homem mais poderoso do canal. O escândalo real aconteceu um ano antes das denúncias que acabaram com a carreira de Harvey Weinstein e originaram o movimento #MeToo. Quando veio à tona, em 2016, com acusações das mais famosas apresentadoras da Fox News, Gretchen Carlson e Megyn Kelly, o criador do canal, Roger Ailes, foi forçado a pedir demissão. E em seguida uma enchente de denúncias semelhantes vieram à tona, envolvendo outros profissionais da emissora. O âncora de maior prestígio da emissora, Bill O’Reilly, foi demitido logo em seguida. O filme acompanha a história das vítimas, vividas por Margot Robbie (“Eu, Tonya”), Nicole Kidman (“Lion”) e Charlize Theron (“Tully”). Kidman e Theron interpretam justamente Gretchen Carlson e Megyn Kelly. Robbie tem o papel de uma produtora executiva do canal, personagem criada especificamente para o longa, com o objetivo de concentrar uma série de situações reais. E Roger Ailes é interpretado por John Lithgow (“The Crown”). O tema é tão controvertido que o estúdio indie Annapurna Pictures desistiu de produzir o longa na véspera do começo das filmagens. Mas a Lionsgate imediatamente resgatou o projeto – e também lançou seu primeiro pôster. Veja abaixo. Ex-assistente de campanha dos presidentes americanos Richard Nixon, Ronald Reagan e George Bush, Roger Ailes fundou a Fox News em 1996, com o objetivo de oferecer conteúdo de forte tendência conservadora (quase extrema direita) para o ambiente do jornalismo televisivo do país. O executivo morreu em 2017, aos 77 anos, com a carreira e seu canal abalados pelo escândalo. Com roteiro de Charles Randolph (“A Grande Aposta”) e direção de Jay Roach (“Trumbo – Lista Negra”), “O Escândalo” estreia em 20 de dezembro nos Estados Unidos e apenas em 30 de janeiro no Brasil. Se ainda não viu, aproveite e veja abaixo o trailer do filme
Fuller House: Primeira parte da temporada final ganha trailer e data de estreia
A Netflix divulgou o trailer da “Parte A” da 5ª temporada de “Fuller House”, que marca o final da série. O vídeo também revela a data de estreia dos episódios – além de inaugurar uma nova e estranha nomenclatura alfabética para distinguir as metades da temporada na plataforma. “Fuller House” é uma continuação da clássica “Três É Demais” (Full House, no original) e gira em torno das filhas crescidas da atração original. As primeiras temporadas renderam algumas das maiores audiências da Netflix, segundo medições independentes, mas a produção dos novos episódios foi marcada por bastidores tumultuados. Jeff Franklin, o criador da atração, foi demitido no ano passado, após ser acusado de agressividade verbal e por fazer declarações inadequadas no set das gravações e na sala de roteiristas. Detalhes das condutas consideradas impróprias não foram revelados. E, para completar, a personagem de Lori Loughlin foi cortada da série, após a atriz ser envolvida no escândalo de fraude universitária, em que um grupo de pais ricos foi acusado de comprar vagas em faculdades conceituadas nos Estados Unidos para seus filhos. Ela ainda não foi sentenciada, mas deve pegar prisão. A série original dos anos 1980 acompanhava um pai (Bob Saget) que tinha que criar as três filhas (vividas por Candace Cameron Bure, Jodie Sweetin e as gêmeas Olsen em um papel compartilhado) com a ajuda de dois solteirões (John Stamos e Dave Coulier). Na continuação, uma das filhas, D.J., passa por uma situação similar. Viúva recente e mãe de três filhos – que no começo de “Fuller House” tinham 12, 7 anos e poucos meses de idade – , ela contará com o apoio de sua família para dar conta do recado. A personagem volta a ser vivida pela mesma atriz, Candace Cameron Bure, que tinha 10 anos de idade quando “Três É Demais” começou em 1987 e comemorou 18 ao final da atração, em 1995. O trio principal, desta vez, inclui ainda sua irmã roqueira Stephanie Tanner (Jodie Sweetin), que também virou mamãe na 4ª temporada, e sua melhor amiga Kimmy (Andrea Barber), que tem uma filha adolescente. As três são as novas adultas da atração, que passam a morar juntas no velho cenário da sitcom, com seus respectivos filhos. Além delas, “Fuller House” também traz participações dos adultos originais de “Três É Demais”, agora vivendo a crise da Terceira Idade, especialmente Bob Saget como o pai de D.J., que continua amigo dos personagens de Dave Coulier e John Stamos. Lori Loughlin vivia a Tia Becky, esposa de Jesse (John Stamos) e mãe de dois gêmeos, que ela deu à luz no final da série original. Apenas as gêmeas Olsen optaram por não participar do projeto, afirmando que desistiram de atuar e hoje direcionam suas carreiras para o universo da moda – onde são muito bem-sucedidas, por sinal. A primeira metade (Parte A) da 5ª temporada estreia em 6 de dezembro em streaming.
Astro de novelas argentinas se refugia no Brasil após ordem de prisão por estupro
A Interpol emitiu uma ordem de captura contra o ator Juan Darthés, astro veterano de novelas argentinas, que está atualmente no Brasil. Ele é acusado de estupro pela atriz Thelma Fardin (“Sou Luna”). Nascido em São Paulo, com o nome Juan Rafael Pacífico Dabul, o ator de 55 anos foi acusado formalmente pela Justiça da Nicarágua, onde o abuso teria acontecido, pelo crime de “estupro agravado”. Pouco após saber da denúncia, Dathés viajou ao Brasil. Nicarágua e Brasil não têm acordos de extradição. Há duas semanas, a Justiça nicaraguense pediu uma ordem de captura internacional à chefe da Interpol no país, que aceitou a solicitação. “Isso vem de uma justiça que é muito questionada não pela questão de Darthés, mas por todos os excessos e transgressões que tiveram em seus direitos individuais”, disse o advogado de Darthés, Fernando Burlando, ao canal Todo Noticias. Segundo a denúncia, o ator se aproveitou da “relação de confiança” com Fardin para cometer a agressão sexual em um hotel em Manágua, quando ela tinha 16 anos, durante a divulgação da novela infantil “Patinho Feio” (2007-2008), que ambos protagonizavam. O advogado de Darthés em Manágua, César Guevara, solicitou ao juiz do caso, Celso Urbina, que não efetuasse a ordem de captura contra o ator. Além disso, pediu ao juiz que investigasse o passado da atriz para descartar dúvidas sobre se ela sofreu abuso sexual ou não. Darthés também pediu para que a denunciante fosse chamada para esclarecer se, no passado, acusou algum ex-namorado da mãe – ou outros – de tentar abusar dela, e se ela já foi vítima de estupro ou outro tipo de violência. O juiz Urbina indeferiu, por enquanto, o pedido de investigação sobre o passado da atriz. Fardin acusou publicamente o ator em dezembro de 2018 em um vídeo no qual relatava o suposto estupro. Antes, viajou à Nicarágua para apresentar a denúncia. “No ano de 2009, estava em turnê com um programa infantil de muito sucesso. Eu tinha 16 anos, era uma menina. O único ator adulto que viajava conosco tinha 45 anos. Uma noite, ele começou a me beijar no pescoço, e eu disse ‘não. Ele agarrou a minha mão e me fez tocá-lo”, contou a atriz. A denúncia teve grande repercussão na Argentina. Em entrevista, o ator garantiu que nunca estuprou ninguém e que foi a própria atriz que tentou seduzi-lo, mas que ele disse “não”. Veja abaixo o vídeo da denúncia de Fardin, um dos casos mais impactantes da versão argentina do movimento #MeToo, batizada de #MiraComoNosPonemos.
Clive Owen viverá Bill Clinton na 3ª temporada de American Crime Story
O ator inglês Clive Owen (“Projeto Gemini”) vai interpretar Bill Clinton na próxima temporada de “American Crime Story”, que abordará o processo de impeachment contra o então presidente dos Estados Unidos, que aconteceu entre 1998 e 1999. Indicado ao Oscar em 2005 por sua performance em “Closer”, Owen vai contracenar com a atriz Beanie Feldstein (“Fora de Série”) no papel de Monica Lewinsky, a estagiária que teve um affair com o presidente e foi estopim do processo. O elenco ainda inclui Sarah Paulson (“American Horror Story”) como Linda Tripp, a mulher que gravou telefonemas em que Lewinsky admitia o caso com Clinton, e Annaleigh Ashford (“Masters of Sex”) como Paula Jones, que processou o ex-presidente por assédio sexual. O papel de Hillary Clinton, mulher do presidente, que continuou ao seu lado durante todo o escândalo sexual e o processo de impeachment, ainda não foi preenchido. A própria Monica Lewinsky é uma das produtoras da 3ª temporada da antologia premiada, que recebeu o título oficial de “Impeachment: American Crime Story”. A trama é baseada em “A Vast Conspiracy: The Real Sex Scandal That Nearly Brought Down a President”, best-seller de 2000 escrito por Jeffrey Toobin, mesmo autor do livro “The Run of His Life: The People v. O.J. Simpson”, que inspirou a bem-sucedida 1ª temporada da série. A adaptação foi feita por Sarah Burgess (“Compliance”) e dá sequência a duas temporadas muito premiadas, que abordaram o julgamento de O.J. Simpson e o assassinato de Gianni Versace. A produção é de Ryan Murphy, que também produz “American Horror Story” e “Pose” no mesmo canal pago americano, FX, além de “The Politician” e vários projetos novos na Netflix.
Manifestantes impedem première do novo filme de Polanski na França
Um grupo de cerca de 40 manifestantes bloqueou a entrada de um cinema que receberia a première de “An Officer and a Spy” (J’Accuse), novo filme de Roman Polanski, na noite de terça-feira (12/11) em Paris, resultando no cancelamento da exibição. Vestindo preto e equipado com sinalizadores vermelhos e cartazes com os nomes das mulheres que acusaram o diretor de estupro, o grupo se manifestou por cerca de uma hora em frente ao cinema Le Champo, até a sessão ser cancelada. Mas essa não foi a première principal do longa. A sessão de gala aconteceu na mesma hora no cinema UGC Normandie, nos Champs-Elysées, com a presença de Polanski, sem encontrar protestos semelhantes. Polanski foi recentemente acusado por um fotógrafa francesa, Valentine Monnier, de estuprá-la em seu chalé suíço em 1975. Ele negou as acusações por meio de seu advogado. Mas ela é a sexta mulher a acusar o diretor de violência sexual cometida nos anos 1970. O vencedor do Oscar vive na França desde que fugiu dos EUA em 1978, no meio de um julgamento em que se declarou culpado de fazer sexo com uma garota de 13 anos. Monnier disse que resolveu revelar o estupro justamente devido à estreia de “An Officer and a Spy” (J’accuse), em que Polanski filma um famoso erro judicial francês, o caso Dreyfus, em que um inocente é injustamente condenado por um crime que não cometeu. O diretor já teceu comentários comparando-se a Dreyfus. O longa foi lançado no Festival de Cinema de Veneza, onde venceu o Prêmio do Grande Júri. Na semana passada, o filme foi indicado a quatro European Film Awards pela Academia Europeia. Mas quanto mais prestígio conquista a obra, mais intensos se tornam os protestos. No início desta semana, o ator Jean Dujardin, indicado a Melhor Ator Europeu por “An Officer and a Spy”, cancelou uma entrevista com a principal emissora francesa, TF1, alegando que não queria responder perguntas sobre novas acusações contra Polanski. Também na terça-feira, embora sem mencionar Polanski pelo nome, a Associação Francesa de Cineastas, ARP, divulgou um comunicado dizendo que “apoia fortemente todas as vítimas de violência moral e sexual” e que “deve levar em conta que nossas profissões, pelo poder que exercem, podem abrir a porta a excessos repreensíveis ”. A declaração ainda avisa que a ARP “proporá ao próximo conselho de administração que, a partir de agora, qualquer membro considerado culpado de uma ofensa sexual seja excluído e que qualquer membro denunciado pelo mesmo motivo seja suspenso”. Polanski é membro da organização. “An Officer and a Spy” estreia comercialmente nesta quarta (13/11) na França, sob campanha de boicote de vários grupos de pressão. Não há previsão para seu lançamento no Brasil. Vale lembrar que manifestantes também impediram a première de outro filme europeu na semana passada, por motivos bem diferentes e num espectro político oposto na escala do radicalismo cultural. Manifestantes de extrema direita atacaram o público da estreia do premiado “And Then We Danced”, de Levan Akin, em Tbilisi, capital da Geórgia, por prestigiarem uma história de amor LGBTQIA+, entre dois jovens dançarinos georgianos de balé. Eles também querem impedir o filme vencedor de prêmios internacionais de ser exibido nos cinemas do país.
Segredos Oficiais pertence à melhor tradição dos thrillers políticos
“Segredos Oficiais” é um thriller político na tradição dos melhores produzidos pela Nova Hollywood nos anos 1970, mas com aquele toque de maior realismo das produções britânicas. O filme conta a história real de Katharine Gun, vivida com brilhantismo por Keira Knightley (“Colette”). Funcionária de uma agência de inteligência da Inglaterra, ela obteve um memorando bombástico que revelava uma tentativa dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido de pressionar os demais países para obter apoio da ONU à guerra contra o Iraque em 2003, tendo como principal desculpa a existência das notórias – e inventadas – “armas de destruição em massa”. O filme é narrado com uma maestria impressionante, ainda que de maneira bem clássica. Talvez o maior mérito seja do roteiro, que foi coescrito pelo diretor Gavin Hood e consegue amarrar bem todos os personagens, apresentados nos momentos certos, e costurar a trama complexa de uma forma envolvente. É interessante como certos filmes, mesmo tratando de eventos ocorridos com uma distanciamento temporal relativamente grande, ainda falam sobre o momento atual. Afinal, vazamentos de informações privilegiadas estampam cada vez mais manchetes de jornais. Mas Gun não é retratada como uma heroína. O filme a mostra como uma pessoa comum que sente a necessidade de agir para impedir uma guerra (infelizmente, os Estados Unidos iniciam o ataque, mesmo sem o apoio da ONU) e que tem sua vida virada do avesso ao tomar essa decisão. O risco não é só dela, que pode ser presa, mas para seu marido, por ser imigrante, que enfrenta ameaças de deportação. O enredo vai sendo tecido com cuidado e esmero. Após a apresentação da personagem de Keira Knightley e as ações fundamentais para que o memorando ganhe o mundo, somos apresentados aos jornalistas do The Observer, principalmente àquele que escreveria a história, Martin Bright (em interpretação de Matt Smith, de “The Crown”). Depois, entra em cena o advogado Ben Emmerson (Ralph Fiennes, de “O Grande Hotel Budapeste”), que será responsável pela defesa da jovem. O excelente trabalho dos atores e o modo como o filme lida de forma realista com o mundo dos jornais, o circo da mídia e todo o drama kafkiano enfrentado por Gun, contribui para que “Segredos Oficiais” não deva nada a outras obras recentes de denúncias jornalísticas, como “Spotlight – Segredos Revelados”, de Tom McCarthy, “Conspiração e Poder”, de James Vanderbilt, ou “The Post – A Guerra Secreta”, de Steven Spielberg. E para quem não conhece a história real de Katharine Gun, o melhor é não pesquisar nada, pois o final é surpreendente.
Woody Allen entra em acordo com a Amazon e encerra processo por quebra de contrato
O cineasta Woody Allen entrou em acordo com a Amazon para encerrar a disputa judicial que travava com a empresa. Na noite de sexta-feira (9/11), Allen retirou o processo que movia contra a produtora por rompimento de um contrato para a produção de quatro filmes e pela recusa em distribuir um filme que ele já havia terminado – “Um Dia de chuva em Nova York”. Os termos do acordo não foram divulgados. Em fevereiro, Allen havia processado duas unidades da Amazon, reivindicando que elas não poderiam ter rompido os planos de distribuição por conta de uma acusação “sem base” de que ele teria molestado sua filha Dylan Farrow. As acusações não são novas e o diretor sempre negou tudo, retrucando que resultam de lavagem cerebral promovida pela mãe da jovem, Mia Farrow. Allen não foi condenado quando o caso foi levado a tribunal nos anos 1990, durante a disputa da guarda das crianças, e nunca foi acusado de abuso por nenhuma atriz com quem trabalhou ao longo de meio século de carreira. Mas Dylan aproveitou o movimento #MeToo no final de 2017 para resgatar a história e conseguiu criar uma reação de repúdio generalizado, como se houvesse fato novo. Em sua ação, Allen argumenta que a Amazon já sabia da acusação quando fechou o contrato. A Amazon respondeu dizendo que a amplificação da denúncia pelo #MeToo mudou as condições do negócio, pois impedia o estúdio de recuperar qualquer investimento que fizesse no diretor. Numa moção para descartar parte do processo de Allen, os advogados da Amazon afirmaram: “Dezenas de atores e atrizes expressaram profundo pesar por terem trabalhado com Allen no passado, e muitos declararam publicamente que nunca trabalhariam com ele no futuro”. Isto realmente aconteceu. Mas passados dois anos, a maré mudou, aumentando a quantidade de astros que vieram à público defender Allen, dizendo-se dispostos a trabalhar com o diretor quando ele quisesse, como Scarlett Johansson em setembro passado e Jeff Goldblum nesta semana. Isto pôs por terra os argumentos da Amazon. Para completar, a empresa de Allen, Gravier Productions, conseguiu fechar diversos lançamentos internacionais para “Um Dia de chuva em Nova York”, obra que a Amazon bloqueou nos Estados Unidos, e já arrecadou US$ 11,5 milhões em cinemas em todo o mundo. No Brasil, o filme protagonizado Timothée Chalamet, Elle Fanning e Selena Gomez chega aos cinemas no dia 21 de novembro. O acordo deve liberar o filme para ser lançado na América do Norte. Allen também fechou uma parceria com a produtora espanhola Mediapro e já rodou um novo filme na Espanha, “Rifkin’s Festival”, atualmente em pós-produção para um lançamento em 2020.
Roman Polanki é alvo de nova denúncia de estupro cometido nos anos 1970
A fotógrafa francesa Valentine Monnier acusou publicamente o cineasta Roman Polanski de tê-la estuprado em 1975 na Suíça, quando ela tinha 18 anos. A denúncia foi publicada pelo jornal Le Parisien nesta sexta (8/11), a poucos dias da estreia do novo filme do diretor de 86 anos. Este, por sinal, teria sido o motivo dela decidir se manifestar. Monnier disse que resolveu revelar o estupro devido à estreia do filme “An Officer and a Spy” (J’accuse), em que Polanski filma um famoso erro judicial francês, o caso Dreyfus, em que um inocente é injustamente condenado por um crime que não cometeu. Polanski já teceu comentários comparando o seu caso com o de Dreyfus. “Não tinha qualquer relação com ele, pessoal ou profissional, só o conhecia”, relatou Monnier, que foi modelo em Nova York e participou de alguns filmes nos anos 1980, como “Três Homens e um Bebê”. “Foi de uma violência extrema, após esquiar, em seu chalé em Gstaad (Suíça), me agrediu até que me entreguei. Então me violentou me fazendo sofrer”. O advogado do cineasta, Hervé Temime, afirmou ao jornal Parisien que Polanski “nega firmemente qualquer acusação de estupro”, e destaca que fatos que teriam ocorrido há 45 anos “jamais foram levados ao conhecimento das autoridades”. A denunciante confirmou que jamais informou o crime – agora prescrito – à polícia. Ela foi a sexta mulher a acusar Polanski de estupro. O cineasta é considerado foragido pela justiça dos Estados Unidos, após se exilar na França em meio ao julgamento de 1977 em que se declarou culpado de ter mantido relações sexuais com Samantha Geimer, então com 13 anos. Ela foi compensada financeiramente por Polanski e ainda escreveu um livro sobre sua história, e nos últimos anos vem defendendo o diretor por considerar que ele cumpriu sua pena – ficou preso alguns dias nos anos 1970 e novamente em 2009, além de ficar impedido de trabalhar em Hollywood mulheres surgiram com denúncias de abuso sexual de décadas atrás. As denúncias anteriores também relataram casos acontecidos nos anos 1970. A atriz alemã Renate Langer, vista em “Amor de Menina” (1983) e “A Armadilha de Vênus” (1988), relatou ter sido estuprada duas vezes em 1972, quando ela tinha 15 anos e Polanski 39, também na casa do cineasta em Gstaad, na Suíça. Logo após o primeiro ataque, Polanski teria convidado Langer para figurar em seu filme “Que?”, como pedido de desculpas. O segundo abuso teria acontecido durante as filmagens, em Roma. A atriz revelou que, para se defender, chegou a jogar uma garrafa de vinho e outra de perfume no diretor. Outras acusações partiram da atriz britânica Charlotte Lewis (“O Rapto do Menino Dourado”), que denunciou ter sido estuprada em 1983, quando ela tinha 16 anos, de uma mulher identificada apenas como Robin, que acusa o diretor de tê-la estuprado nos anos 1970, também quando tinha 16 anos, e de Marianne Barnard, atacada em 1975 aos 10 anos de idade, durante uma sessão de fotos em que Polanski lhe pediu que posasse usando apenas um casaco de pele em uma praia de Los Angeles. A maioria das denúncias só veio à tona recentemente, durante o auge do movimento #MeToo, que Polanski chamou de “histeria coletiva” e “hipocrisia”. Por conta das novas denúncias, o cineasta foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que lhe premiou com o Oscar de Melhor Direção por “O Pianista”, em 2003. O novo filme do diretor, “An Officer and a Spy” (J’accuse), também foi premiado. Venceu o Grande Prêmio do Júri (Leão de Prata) do Festival de Veneza deste ano. A estreia está marcada para quinta-feira (13/11) na França, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Secretaria da Cultura é transferida para o Ministério do Turismo
Lembram quando o Brasil tinha Ministério da Cultura? Foi criado em 1985 pelo primeiro presidente civil após o fim da ditadura militar no Brasil. Antes, durante o período em que generais presidiam o país, ele era subordinado ao Ministério da Educação. Um dos primeiros atos do ex-capitão Jair Bolsonaro, ao assumir a presidência em janeiro, foi extinguir o Ministério, voltando a transformá-lo em apêndice de outro departamento, no caso o Ministério da Cidadania, invenção do atual mandatário de Brasília. Isso durou 300 dias. Nesta quinta (7/11), Bolsonaro jogou a atual Secretaria da Cultura em outra pasta, transformando-a em linha auxiliar do Ministério do Turismo. Também foram transferidas para o Turismo o Conselho Nacional de Política Cultural, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura e a Comissão do Fundo Nacional de Cultura e outras seis secretarias não especificadas, além de atribuições como a proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural, e regulação dos direitos autorais. Vale lembrar que o atual Ministro do Turismo é Marcelo Álvaro Antônio, denunciado pelo Ministério Público Federal por envolvimento no escândalo de corrupção que é chamado pelo próprio Bolsonaro de “laranjal” do PSL. O deputado Alexandre Frota aproveitou o decreto que oficializou a mudança para fazer piada nas redes sociais. “Com a ideia de Bolsonaro transferir a Secretaria de Cultura que estava na Cidadania para o Ministério do Turismo acho que o primeiro filme a ser realizado poderia ser o Meu Pé de ‘LARANJA’ Lima”, postou o político, aludindo tanto ao escândalo quanto à adaptação do famoso romance de José Mauro de Vasconcelos, lançado em 1968. Questionado sobre os motivos da transferência, a assessoria do Ministério Turismo disse à imprensa não ter detalhes ainda sobre a decisão do presidente, nem o nome de quem comandará a Secretaria, que, para completar, está sem chefia. Na quarta, o antigo Secretário de Cultura, o economista Ricardo Braga, foi exonerado do cargo para assumir um novo posto no governo. Braga assumiu a pasta da Cultura após Henrique Pires, que ocupou o mesmo cargo, pedir demissão em agosto. Na ocasião, Pires disse que preferia “cair fora” a “ficar e bater palma para censura”, aludindo à perseguição do governo à produções de temática LGBTQIA+. O descaso chamou atenção do atual Secretário da Cultura de São Paulo, que foi às redes sociais protestar. “Que absurdo a cultura do nosso país sendo tratada dessa forma. Atacada, sucateada, censurada. E agora, jogada como uma sub pasta de um ministério para outro”, escreveu Alexandre Youssef no Instagram. “A classe cultural precisa se levantar unida, para erguer a bandeira da nossa identidade nacional. É disso que se trata: cultura é identidade!” Ver essa foto no Instagram Que absurdo a cultura do nosso país sendo tratada dessa forma. Atacada, sucateada, censurada. E agora, jogada como uma sub pasta de um ministério para outro. Alvo da sanha de grupos obscurantistas raivosos. A classe cultural precisa se levantar unida, para erguer a bandeira da nossa identidade nacional. É disso que se trata: cultura é identidade! Precisamos estabelecer um novo modelo de desenvolvimento econômico e social para o Brasil, que tenha a cultura como eixo central. A hora é agora. ✊??? Uma publicação compartilhada por Alexandre Youssef (@aleyoussef) em 7 de Nov, 2019 às 5:21 PST
A Lavanderia é o mais novo mico de Steven Soderbergh
Steven Soderbergh é um cineasta talentoso, mas coloca sua imagem muitas vezes em risco ao apostar em trabalhos experimentais que não contribuem em nada para sua evolução ou do próprio cinema. Ele dificilmente se repete no filme seguinte, mas geralmente entrega uma decepção retumbante logo após acertar no alvo. É só lembrar das continuações de “Onze Homens e um Segredo” ou perceber que o diretor de “Traffic” e “Erin Brockovich” também fez “O Desinformante!”. Neste ano, Soderbergh lançou dois filmes pela Netflix. E se “High Flying Bird” deixou boa impressão, o horroroso “A Lavanderia” confirma que se trata de um diretor de altos e baixos. E olha que o roteiro de Scott Z. Burns reconstitui a queda do esquema de corrupção conhecido como “Os Papéis do Panamá”, que envolveu inclusive a Odebrecht num caso bastante repercutido aqui no Brasil. Mas em vez de se concentrar em um ponto ou personagem que represente o todo, Soderbergh prefere abraçar o mundo. Conta diversas historinhas que entrelaçam a teia tecida pela Mossack-Fonseca, empresa jurídica que foi o coração dessa podridão. No começo, até parece que a trama será guiada pela personagem de Meryl Streep, vítima do esquema após a trágica morte do marido (numa cena muito bem filmada). Mas ela é apenas o centro de um dos muitos “episódios” narrados pelos sócios criminosos Jürgen Mossack e Ramón Fonseca, interpretados respectivamente por Gary Oldman e Antonio Banderas. “A Lavanderia” é um belo exemplo de como causar uma quebra descomunal no ritmo de um filme. Isto acontece pela opção de Soderbergh de contrastar as aparições de Oldman e Banderas, que se divertem ao entregar interpretações caricaturais e exageradas, com a atuação visivelmente dramática de Meryl Streep. A dupla chega a esbarrar na canastrice, gritando, fazendo caretas e gesticulando de forma exacerbada, segundos depois da tela promover o sofrimento de Meryl. Não parece que o problema esteja no roteiro, mas sim na falta de foco de Soderbergh, que tenta resgatar o tom cômico desastrado de “O Desinformante!” com um coral de personagens digno de “Traffic”. Adam McKay conseguiu se sair bem nesse registro, em “A Grande Aposta”. Mas desta vez não deu certo. O equívoco foi tentar explicar o enredo complexo de maneira excessivamente didática, usando como “professores” os dois vilões irritantes que jamais engajam o espectador. Pelo contrário, repelem. Soderbergh pretendia mostrar que existem outras Mossack-Fonsecas por aí e que a corrupção está enraizada numa profundidade inimaginável. Porém, que mico! Beira o insuportável quando Gary Oldman entra em cena falando alto, gritando e emulando um sotaque patético. Difícil saber quantos aguentaram até o fim da história, após suas primeiras aparições em cena.







