Kevin Spacey ressurge falando em suicídio em vídeo de Natal
Kevin Spacey manteve sua tradição de aparecer, feito Grinch, com um vídeo novo no Natal. Pelo terceiro ano consecutivo, o ator de “House of Cards”, que foi exilado de Hollywood após diversas acusações de abusos sexuais, deu as caras para assustar com uma mensagem pouco natalina, desta vez comentando sobre suicídio. “Tantos me procuraram para falar sobre as coisas terem ficado tão ruins para eles que pensaram em tirar suas próprias vidas. A qualquer um que esteja lutando ou contemplando essa ideia, por favor, não dê esse passo”, diz Spacey no vídeo. Na mensagem gravada em um parque, ele pede, sem máscara de proteção, que as pessoas se cuidem, procurem ajuda e ainda deseja um feliz 2021 para os espectadores. “Neste momento, durante este feriado e além, mesmo que você não sinta, há pessoas por aí que entendem e podem ajudar, porque você não está sozinho. Só quero desejar um Feliz Natal a todos, um ótimo 2021 e diga a todos aqueles que podem estar sofrendo que fica melhor. Tudo fica melhor”, finaliza. Vale lembrar que, horas após a mensagem mórbida de Spacey no ano passado, sugerindo matar com bondade, um dos acusadores do ator cometeu suicídio. O escritor norueguês Ari Behn se suicidou no Natal passado aos 47 anos. Ex-marido da princesa da Noruega Martha Louise, Behn era um autor de peças de teatro reconhecido em seu país e, em 2017, denunciou Spacey por tê-lo apalpado durante um evento do Prêmio Nobel da Paz. No mesmo ano, o escritor e a princesa Martha Louise se divorciaram, um acontecimento inédito na família real norueguesa. Depois da morte do acusador, o processo contra o ator acabou cancelado na corte de Los Angeles. Spacey também teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. As acusações surgirem após um colega de Spacey, Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”) relatar ao site Buzzfeed que tinha sido assediado sexualmente por ele em 1986, quando tinha 14 anos. Desde então, as denúncias se multiplicaram. O ator chegou a ser investigado por oficiais do Departamento de Abuso Infantil e Ofensas Sexuais de Los Angeles, que coletaram um total de seis denúncias. Mas prescrição e falta de provas impediram todos os casos de ir a julgamento. Por conta disso, ele não foi condenado e ainda brincou no vídeo do ano passado que 2019 “foi um ano muito bom”. As reviravoltas que o livram de julgamento parecem vir de um roteiro da série “House of Cards”, em que Spacey interpretava o presidente corrupto e implacável dos Estados Unidos, capaz de dar um destino trágico a todos que cruzassem seu caminho. Por sinal, ele também foi acusado de assédio por integrantes dessa produção e acabou demitido pela Netflix. Por isso, mesmo escapando da justiça, Spacey viu sua carreira desmoronar nos últimos três anos Vencedor de dois Oscars, ele se encontra desempregado e sem perspectivas de voltar à ativa, tendo sido demitido de vários projetos. O repúdio é tão alto que o ator teve sua presença apagada em seu último trabalho, o drama “Todo o Dinheiro do Mundo”. O diretor Ridley Scott chamou o ator Christopher Plummer às pressas, após as filmagens, para refazer as cenas de Spacey e o substituto foi até indicado ao Oscar. Spacey ainda chegou a filmar uma cinebiografia do escritor Gore Vidal para a Netflix, que preferiu arquivar o filme e assumir o prejuízo a lançá-lo após os escândalos virem à tona, o que demonstra a falta de perspectivas para a retomada de sua carreira.
Sarah Paulson mostra sua transformação para American Crime Story
A atriz Sarah Paulson (a “Ratched”) compartilhou em suas redes sociais o primeiro vislumbre de sua transformação em Linda Tripp para a 3ª temporada de “American Crime Story”, intitulada “Impeachment”. Tripp foi a funcionária do Departamento de Defesa dos EUA que gravou secretamente conversas de Monica Lewinsky, a estagiária que teve um caso com Bill Clinton, que quase resultaram no impeachment do presidente americano. Ao lado da foto, Paulson disse que as gravações da série já começaram. Além da atriz, o elenco destaca Beanie Feldstein (“Fora de Série”) como Monica Lewinsky, Annaleigh Ashford (“Má Educação”) como Paula Jones e Clive Owen (“Projeto Gemini”) como Bill Clinton. A trama é baseada em “A Vast Conspiracy: The Real Sex Scandal That Nearly Brought Down a President”, best-seller de 2000 escrito por Jeffrey Toobin, mesmo autor do livro “The Run of His Life: The People v. O.J. Simpson”, que inspirou a bem-sucedida 1ª temporada da série. A adaptação foi feita por Sarah Burgess (“Compliance”) e dá sequência a duas temporadas muito premiadas da série desenvolvida pelos produtores Ryan Murphy e Brad Falchuk para o canal pago FX – as anteriores abordaram o julgamento de O.J. Simpson e o assassinato de Gianni Versace. A equipe da 3ª temporada ainda inclui a própria Monica Lewinsky, creditada como coprodutora. “Impeachment: American Crime Story” seguirá as perspectivas de três personagens femininas: Lewinsky, Tripp e Paula Jones, que processou Clinton por assédio sexual. Ainda não há previsão para a estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sarah Paulson (@mssarahcatharinepaulson)
Atriz de Fuller House inicia dois meses de prisão por fraude
A atriz Lori Loughlin, a Tia Becky de “Três É Demais” e a continuação “Fuller House”, apresentou-se nesta sexta (30/10) em uma prisão federal em Dublin, na Califórnia (EUA), onde vai cumprir dois meses de detenção por subornar uma faculdade e mentir no formulário de inscrição de suas filhas para que elas fossem admitidas entre os alunos da instituição. Loughlin foi condenada em agosto, mais de um ano depois do caso vir a público, e também teve que pagar uma multa de US$ 150 mil e deverá cumprir 150 horas de serviço comunitário. Seu marido também foi preso. Mossimo Gionnulli acabou caracterizado no processo como a parte do casal mais ativamente envolvida no suborno e pegou pena maior: 5 meses de prisão, com multa de US$ 250 mil e 250 horas de trabalho comunitário. As penas resultaram de negociação com a promotoria. A admissão de culpa evitou o julgamento do casal e livrando-os do processo por outros dois crimes, além de receberem uma sentença relativamente branda. Loughlin e Giannulli foram acusados de pagar meio milhão de dólares para garantir que suas duas filhas entrassem na University of Southern California (USC) como integrantes da competitiva equipe de remo da universidade, um esporte que as meninas nunca praticaram. Inicialmente, Loughtlin relutou em admitir o crime. Por meio de seus advogados, ela e o marido alegavam que os US$ 500 mil pagos em favor das filhas eram “uma doação legítima” para a instituição. O casal só mudou de ideia após acompanhar o julgamento de outra personalidade famosa pega no escândalo, que envolve 55 famílias, e ver as vantagens da cooperação. A também atriz Felicity Huffman, de “Desperate Housewives”, declarou-se culpada por ter desembolsado US$ 15 mil para melhorar a pontuação da prova de vestibular de uma de suas filha, e passou apenas 11 dias em uma prisão na Califórnia. Ela teve uma das menores sentenças do processo, porque decidiu se declarar culpada desde o início. Rapidamente condenada, ela foi liberada em outubro do ano passado. O organizador do esquema, William “Rick” Singer, recebeu mais de US$ 25 milhões para subornar treinadores e funcionários que participavam dos processos de admissão nas faculdades, de acordo com os promotores. Ele se declarou culpado e cooperou com as autoridades durante todo o processo, também buscando diminuição de pena. Antes de receber a sentença, Loughlin afirmou que tomou uma “decisão horrível”. “Concordei em participar de um plano para dar às minhas filhas uma vantagem injusta no processo de admissão à faculdade. Ao fazer isso, ignorei minha intuição e me permiti fazer algo amoral”, afirmou.
A Prima Sofia explora liberdade feminina com atriz que viveu escândalo sexual
Alguns filmes que envolvem o público pela trama acabam por se tornar ainda mais interessantes por detalhes de seus bastidores. É o caso da escalação de Zahia Dehar em “A Prima Sofia”, novo drama de Rebecca Zlotowski, diretora do charmoso e torto “Além da Ilusão” (2016). A hiper-sexualização da personagem de Dehar, beirando o vulgar, é o elemento principal da forma como o filme registra a liberdade sexual feminina, a falta de pudor e a vontade amoral de se entregar aos prazeres. Ela escandaliza e mexe frontalmente com o machismo do público. Nisto lembra um filme de algumas décadas atrás, “A Mulher Pública” (1984), de Andrzej Zulawski. Mas a polêmica em torno do filme, ao menos na França, deu-se principalmente por Dehar ter se tornado bastante conhecida no país como garota de programa. Ela virou notícia em 2010 durante os escândalos que envolveram dois jogadores da seleção francesa de futebol, Franck Ribéry e Karim Benzema, que foram acusados de pagá-la por serviços sexuais quando ela ainda tinha 17 anos. Os jogadores se livraram de condenação por afirmar que não sabiam que ela era menor de idade. Mas ela não lamenta a exposição, que acabou ajudando sua carreira, transformando-a em modelo, designer e agora atriz no filme de Zlotowski. Seu papel em “A Prima Sofia” guarda muita similaridade com as páginas do noticiário de sua vida real, trazendo referências que são mais bem apreciadas por quem conhece os bastidores do caso. No filme, ela vive a prima do título, que surge na cidade de Cannes de surpresa para visitar a jovem Naïma (a estreante Mina Farid), de 16 anos, que a recebe com muita alegria e entusiasmo. Há algo nessa prima que veio de Paris que fascina Naïma, como seu sex appeal, sua tranquilidade em se expor de topless e também seu ar de liberdade, que ela expressa o tempo todo em seu desejo de aproveitar a vida – uma vontade tatuada acima do bumbum, com a frase em latim “Carpe diem”. Num determinado momento, quando as duas estão tomando sol na praia, dois rapazes surgem atraídos pelo corpo exuberante de Sofia. E a garota não se importa com a admiração. Ao contrário: chega a deixá-los desconfortáveis com sua sexualização, ao aproximar a mão de um deles de seu seios e falar como sua pele é macia, especialmente em outra parte de seu corpo. O comportamento da prima deixa Naïma escandalizada, mas aos poucos a jovem começa a olhá-la como um exemplo de vida. A prima Sofia é uma típica bad girl – em entrevista, Zahia Dehar disse adorar as bad girls, por serem mais fortes e mais livres que qualquer mulher – e a percepção da rejeição social a seu comportamento é muito clara no filme. Isto se manifesta em olhares e comentários toda vez que Sofia passa com seus trajes provocantes, seja um vestido totalmente transparente para a noite, seja um vestido leve e florido, como o que ela usa para ir a um palacete na Itália, com os rapazes que ela conhece. As cenas na Itália são deliciosas por lidarem com a questão do julgamento social – o preconceito. Em determinado momento, Sofia decide se manifestar num roda de pessoas ricas, dizendo que aquele lugar lhe fazia lembrar Marguerite Duras. Uma das mulheres (Clotilde Courau) ri e desconfia que aquela garota com jeito de prostituta não sabe nada da escritora, e decide perguntar quais seus livros preferidos de Duras. Mas o que enriquece a cena é outro detalhe de bastidores, já que Courau é casada com o Príncipe de Veneza e uma integrante real da elite italiana, em mais um acerto de casting de Zlotowski. “A Prima Sofia” é também um conto sobre a brutalidade masculina, ainda que narre isso de maneira relativamente leve – em comparação, por exemplo, a “20 Anos”, de Fernando Di Leo, que mostra a violência despertada pela liberdade sexual feminina de maneira infinitamente mais impactante. Entretanto, por mais que Sofia atraia as atenções, o filme é na verdade sobre Naïma, do quanto ela aprende naquele breve período de férias de verão, que aproveitará para sua vida, para o seu futuro. Nisto, encontram-se semelhanças com o clássico “A Colecionadora” (1967), de Éric Rohmer, que tem sido citado em algumas críticas. E tem mesmo tudo a ver.
Cineasta é expulso do Festival de San Sebastian por se recusar a usar máscara de proteção
O cineasta americano Eugène Green (“A Religiosa Portuguesa”), que construiu sua carreira na indústria cinematográfica da França, foi expulso do Festival de Cinema Internacional de San Sebastian após um “incidente desagradável” na noite de quarta (23/5), em que ele criou problemas de segurança para os organizadores do evento. Durante a première de seu filme “Atarrabi et Mikelats”, ele se recusou a atender cinco pedidos diferentes para usar máscara de proteção no tapete vermelho e no começo da sessão. Quando a projeção começou, ele foi convidado a se retirar do cinema. De acordo com um comunicado do festival, “na noite de quarta-feira, 23, no cinema Príncipe 9, durante a exibição de ‘Atarrabi et Mikelats’, ocorreu um incidente desagradável. O diretor do filme, Eugène Green, foi solicitado até cinco vezes pela equipe do Festival para colocar a máscara e usá-la corretamente. Por fim, devido à falta de colaboração, a direção do Festival pediu-lhe que saísse do teatro. Dois agentes da Polícia Basca o informaram que ele será processado e poderá receber uma multa”. “O Festival suspendeu o credenciamento de Eugène Green, que perdeu o status de convidado do evento por seu desrespeito às medidas acordadas com as autoridades sanitárias e com os funcionários do Festival e por colocar a saúde dos espectadores e de sua equipe de filmagem em risco durante e após a exibição”. Assim como aconteceu durante o Festival de Veneza, a realização do Festival de San Sebastian segue protocolos rígidos de prevenção contra a pandemia de coronavírus. Já premiado em diversos festivais, como Locarno, Londres, Sevilla, Gijón, Portland e IndieLisboa, Eugène Green se tornou o primeiro cineasta a ser expulso de um festival de cinema de primeira linha por desrespeito a regras de segurança e higiene.
Danny Masterson começa a ser julgado por estupro nos EUA
O ator Danny Masterson, das séries “That ’70s Show” e “The Ranch”, fez sua primeira aparição no tribunal de Los Angeles, na sexta (18/9), para se defender das acusações de estupro movidas contra ele por três mulheres. Masterson chegou a ser preso em junho, mas pagou fiança de US$ 3,3 milhões para participar do julgamento em liberdade. Por meio de seu advogado, o ator declarou-se inocente e alegou que as acusações contra ele eram “políticas”, devido a sua ligação com a Igreja da Cientologia. Segundo o site Page Six, o advogado Tom Mesereau acusou a promotora distrital do condado de Los Angeles, Jackie Lacey, de apresentar as acusações com o objetivo de chamar atenção para si mesma, na véspera de eleições para ser reconduzida a seu posto, marcadas para novembro. “Houve repetidas tentativas de politizar este caso”, disse Mesereau, que também defendeu Michael Jackson contra alegações de má conduta sexual em um caso anterior. “Ele é absolutamente inocente e vamos provar isso.” O advogado de defesa também tentou impedir que câmeras pudessem entrar no tribunal, alegando que a presença da mídia seria prejudicial não só a Masterson, mas também aos jurados em potencial. Mas o juiz do Tribunal Superior, Miguel T. Espinoza, não só permitiu a cobertura da mídia como negou um pedido da defesa para colocar o caso em segredo de justiça, permitindo a polícia, promotores e testemunhas em potencial de revelar informações à imprensa. A defesa ainda apresentou documentos solicitando que a ação penal contra a Masterson fosse rejeitada por ser insuficiente e por ter prescrito. Uma audiência sobre o assunto será realizada na próxima aparição do ator no tribunal, marcada para o dia 19 de outubro. A prisão de Masterson aconteceu após uma investigação de três anos que resultou num raro processo contra um astro de Hollywood na era #MeToo. Apesar de dezenas de investigações, a maioria não resultou em nenhuma acusação, devido à falta de evidências ou por prescrição pela passagem de muito tempo. Mas o caso é muito anterior ao escândalo de Harvey Weinstein que originou o #MeToo. As primeiras denúncias contra o ator foram encaminhadas para a polícia no começo da década passada. Segundo o site Huffington Post, as autoridades não puderam agir na época devido à interferência da igreja da Cientologia, da qual o ator é adepto. As mulheres que o acusavam também eram integrantes da igreja, que tem como regra proibir colaboração com a polícia. De acordo com o relato do site, a instituição mobilizou 50 seguidores para darem testemunhos escritos favoráveis a Masterson e contrários às acusadoras. Além disso, o arquivo com os depoimentos e acusações formais desapareceu misteriosamente no começo do processo, fazendo com que a promotoria tivesse que recomeçar todo o caso do zero. Com isso, o caso só foi reaberto em 2017, após “evidências incriminadoras” terem sido recebidas pela promotoria. Quatro mulheres teriam tomado coragem para ir adiante com a denúncia após a atriz Leah Remini (série “King of Queens”) expor na TV abusos supostamente cometidos por integrantes da Igreja da Cientologia. O caso de Masterson apareceu na série que ela apresenta na TV paga americana – e a própria Remini compareceu à corte para acompanhar o julgamento nesta sexta. Uma das denúncias, porém, não foi levada adiante pela promotoria por ter prescrito. Masterson sempre negou veementemente todas as acusações. Mas após as acusações se tornarem públicas, ele foi demitido pela Netflix da série “The Ranch”, que co-estrelava com Ashton Kutcher. O vice-promotor distrital Reinhold Mueller, da Divisão de Crimes Sexuais, que está processando o caso, disse que todos os supostos crimes atuais ocorreram na casa do ator, entre 2001 e 2003. Se condenado, Masterson pode enfrentar uma possível sentença máxima de 45 anos de prisão.
Kate Winslet se diz arrependida de filmar com Woody Allen e Roman Polanski
A atriz Kate Winslet disse ter se arrependido de trabalhar com os diretores Woody Allen e Roman Polanski. A declaração foi dada em entrevista publicada pela revista Vanity Fair. Em 2011, ela ela estrelou “Deus da Carnificina”, de Polanski, e, em 2017, “Roda Gigante”, dirigido por Allen. “O que eu estava fazendo?”, disse Winslet à revista. Vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “O Leitor” (2009), ela ainda comentou que acha “inacreditável” que os dois cineastas “tenham sido respeitados e donos de um amplo prestígio na indústria do cinema por tanto tempo”. “Tenho de assumir a responsabilidade de ter trabalhado com os dois. É muito vergonhoso”, desabafou a atriz, que ainda lamentou não poder voltar no tempo. Apesar dessa adesão à narrativa de Ronan Farrow, que já comparou seu pai ao produtor Harvey Weinstein, condenado pelo abuso de várias mulheres, a verdade é que Woody Allen é um caso bem diferente de Roman Polanski. Ele é alvo de uma campanha de difamação movida por seus filhos, Dylan e Ronan Farrow, que sob influência da mãe Mia Farrow (inimiga mortal de Allen), pressionam parceiros de negócios e atores a abandoná-lo, como Winslet fez agora. A pressão acontece pelas redes sociais, com ameaças de cancelamento a quem não aderir, e partem das acusações contra o diretor por um suposto abuso cometido em Dylan quando ela tinha sete anos, em 1992, em plena fase de separação entre Allen e Mia Farrow e o escândalo de seu relacionamento com a enteada da ex-mulher. O caso foi investigado pela Justiça americana não uma, mas duas vezes na ocasião, e em ambas a conclusão foi pela inocência do diretor. Ninguém mais o acusa de nada e nenhuma atriz, inclusive Winslet, cita qualquer inconveniência de sua parte durante seus trabalhos. Atualmente, o diretor tem duas filhas de 20 e 21 anos com sua esposa Soon Yi (a enteada de Mia) que o adoram. Polanski, por sua vez, admitiu sua culpa e chegou a ser preso por estuprar uma menina de 13 anos em 1977, fugindo dos EUA para a França (de onde não pode ser extraditado), antes da sentença final. Após o movimento #MeToo, várias outras mulheres, inclusive atrizes, acusaram o diretor de ter abusado delas nos anos 1970, quando também eram menores ou muito jovens. Após as novas denúncias, o diretor franco-polonês foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, mas venceu o César (o Oscar francês) deste ano por “O Oficial e o Espião”, alimentando o desconforto de atrizes francesas. Já Woody Allen continua membro da Academia. Ele chegou a dizer que temia ver o #MeToo transformado em caça às bruxas, mas ninguém o acusou de nada novo desde que o movimento enquadrou vários diretores, produtores e astros poderosos de Hollywood. Simplificando: Roman Polanski admite culpa, fugiu da Justiça e recebeu várias outras acusações de abuso sexual. Woody Allen se diz inocente, enfrentou a Justiça, foi julgado inocente e nunca mais foi acusado de nenhum abuso.
Ator de Star Trek: Discovery processa Kevin Spacey por assédio
O ator Anthony Rapp, primeiro homem a acusar publicamente Kevin Spacey (vencedor de dois Oscars, por “Os Suspeitos” e “Beleza Americana”) de assédio sexual em 2017, resolveu levar a queixa à justiça. A iniciativa acontece três anos após ele se pronunciar pela primeira vez sobre o caso, que ocorreu quando era menor de idade. A denúncia do intérprete do oficial Paul Stamets de “Star Trek: Discovery” foi responsável pelo efeito-dominó que levou diversas homens a denunciar Spacey. Como resultado, o ator foi demitido da série “House of Cards” e do filme “Todo o Dinheiro do Mundo”, teve contratos encerrados e passou a se defender de processos. Spacey vinha se livrando das ações na Justiça por conta de coincidências mórbidas. Após um jovem desistir do primeiro processo contra ele, o ator evitou comparecer ao tribunal devido à morte de dois acusadores: um massagista, que teria morrido de câncer, e o ex-marido da princesa da Noruega, que se suicidou. Rapp revelou originalmente que os dois se conheceram em 1986, quando ambos apareceram em peças da Broadway e ele tinha apenas 14 anos. Uma noite, Spacey o convidou para uma festa em seu apartamento. Mas ele ficou entediado e preferiu assistir TV no quarto de Spacey, até que percebeu que era o único que ainda estava no apartamento com o ator, que tinha 26 anos na época. O ator de “Star Trek” afirmou que Spacey tentou forçá-lo sexualmente. “Ele ficou em cima de mim”, contou, em entrevista ao site Buzzfeed há três anos, dizendo que conseguiu escapar e ir para casa. Agora, de acordo com o site TMZ, Rapp encontrou um segundo homem disposto a acusar Spacey. O denunciante, que está sendo mantido no anonimato, alega que também tinha 14 anos de idade quando o ator tentou convencê-lo a fazer sexo. Enquanto Rapp diz que conseguiu fugir das investidas de Spacey, o novo acusador afirma que o ator só o deixou em paz depois que ele concordou em fazer sexo oral nele. O processo detalha como o incidente “deixou feridas psicológicas” nos dois denunciantes. Rapp chega a dizer que se afastou da atuação por anos por causa do acontecido. Procurados pelo TMZ, os advogados de Spacey se recusaram a comentar a acusação.
The Chi é renovada para 4ª temporada
O canal pago americano Showtime anunciou a renovação de “The Chi”, série dramática estrelada pelo ator-mirim Alex R. Hibbert, revelação de “Moonlight”, para sua 4ª temporada. O terceiro ano foi encerrado em agosto, com 399 mil telespectadores ao vivo. A audiência reflete a estabilidade do programa, com números praticamente iguais ao do segundo ano, visto por 398 mil. “A cada temporada, a autêntica narrativa de ‘The Chi’ ressoa mais profundamente com seu público crescente e dedicado”, disse Gary Levine, presidente de entretenimento da Showtime Networks Inc., por meio de comunicado. “[A criadora da série] Lena Waithe, junto com [o showrunner] Justin Hillian, exploram as alegrias e a tristeza da vida no South Side [bairro de Chicago] de uma forma que é única na televisão, e nós apreciamos a perspectiva de continuar essa exploração com eles.” Em uma declaração separada, Waithe disse: “Esta série definitivamente me levou a uma jornada. Um aprendizado, cura e crescimento. Eu não sabia como essa temporada seria recebida, mas o nível de engajamento e entusiasmo dos fãs tem sido fantástico.” O tom de incerteza se refere à polêmica de bastidores que levou à demissão de Jason Mitchell (“Straight Outta Compton”) ao final da 2ª temporada. Seu personagem, um dos protagonistas das primeiras temporadas, sumiu da trama após denúncias contra o comportamento do ator nos sets em relação às mulheres. Ele foi acusado de ser desrespeitoso com as colegas e até com as chefes. Criada por Lena Waithe, vencedora do Emmy 2017 de Melhor Roteiro de Comédia por “Master of None”, “The Chi” também tem produção do rapper Common (“Selma”), de Elwood Reid (criador de “The Bridge”) e do cineasta Rick Famuyiwa (“Dope – Um Deslize Perigoso”). A serie estreou em janeiro de 2018 nos Estados Unidos, com 87% de aprovação da crítica. O título é uma abreviatura de Chicago e a série se passa na região mais pobre daquela cidade, acompanhando um grupo de residentes que se vê ligados por acaso. Além do menino de “Moonlight”, o elenco ainda inclui Jacob Latimore (“Sleight”), Ntare Guma Mbaho Mwine (“Rainha de Katwe”), Yolonda Ross (série “The Get Down”), Armando Riesco (série “Bull”) e Tiffany Boone (série “The Following”).
Polanski perde processo para reverter expulsão da Academia
O cineasta Roman Polanski, que foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA por acusações de ter tido relações sexuais com menores, perdeu hoje uma ação judicial em que buscava ser reintegrado à organização. O diretor de “Chinatown” e “O Bebê de Rosemary” argumentou que não teve direito ao devido processo pela Academia quando esta decidiu expulsá-lo sob um novo código de conduta elaborado em resposta a alegações de abuso sexual contra dezenas de homens na indústria do entretenimento. A juíza Mary H. Strobel, do Tribunal Superior de Los Angeles, escreveu em sua decisão que Polanski teve “a oportunidade de apresentar qualquer evidência que considerasse relevante” para a Academia, incluindo um longo documento de seu advogado e uma declaração em vídeo. Polanski, que tem cidadania francesa e polonesa, fugiu dos Estados Unidos em 1978 depois de confessar ter estuprado uma menina de 13 anos e nunca mais voltou, continuando sua carreira na França. Nos últimos anos, várias outras mulheres o acusaram de má conduta sexual naquele período, mas o diretor, que assumiu a culpa da primeira denúncia, nega as novas acusações. Em sua defesa, o cineasta de 87 anos sustenta ter vencido um Oscar em 2003, por “O Pianista”, anos depois do caso ser conhecido. Na ocasião, ter assumido a culpa não foi considerado relevante para sua consagração, mas agora, sem nenhuma outra novidade no caso, além dos pedidos da vítima para deixarem Polanski em paz, ele foi simplesmente expulso. Após esta expulsão, Polanski ainda foi premiado como Melhor Diretor no César (o Oscar francês) por seu filme mais recente, “O Oficial e o Espião”. Este prêmio causou revolta em várias atrizes e arrastou a Academia Francesa para a maior crise de sua existência.
Lori Loughlin é condenada a dois meses de prisão em escândalo de fraude universitária
A atriz Lori Loughlin foi condenada nesta sexta-feira (21/8) a dois meses de prisão e ao pagamento de U$$ 150 mil após se declarar culpada no julgamento do grande escândalo de subornos pagos por pais ricos para que seus filhos entrassem em universidades prestigiadas dos EUA. O juiz federal de Boston, Nathaniel Gorton, seguiu as recomendações do promotor federal de Massachusetts ao impor a pena durante uma audiência que durou cerca de 30 minutos, organizada por videoconferência devido à pandemia. A atriz de 56 anos, conhecida por seu papel como tia Becky na série televisiva “Três É Demais”, exibida nos anos 1980 e 1990, e sua recente continuação “Fuller House”, na Netflix, ficará em liberdade condicional por dois anos após ser libertada da prisão, e terá que cumprir 100 horas de serviço comunitário. Durante a audiência, Loughlin derramou algumas lágrimas enquanto pedia perdão por sua “decisão horrível”. “Segui um plano para dar às minhas filhas uma vantagem injusta”, admitiu. A sentença já era esperada desde maio, quando a atriz e seu marido, o estilista Mossimo Giannulli, fizeram um acordo com a promotoria para se declararem culpados pelo crime de fraude bancária. Giannulli, de 57 anos, foi condenado a cinco meses de prisão e, assim como sua esposa, deve se apresentar à prisão em 19 de novembro. Sua sentença inclui o pagamento de US$ 250 mil e 250 horas de serviço comunitário, além de dois anos de liberdade condicional após deixar a prisão. A admissão de culpa evitou o julgamento do casal e livrando-os do processo por outros dois crimes, além de receberem uma sentença relativamente branda. Loughlin e Giannulli foram acusados de pagar meio milhão de dólares para garantir que suas duas filhas entrassem na University of Southern California (USC) como integrantes da competitiva equipe de remo da universidade, um esporte que as meninas nunca praticaram. O organizador do esquema, William “Rick” Singer, recebeu mais de US$ 25 milhões para subornar treinadores e funcionários que participavam dos processos de admissão nas faculdades, de acordo com os promotores. Ele se declarou culpado e cooperou com as autoridades durante todo o processo. A atriz Felicity Huffman, de “Desperate Housewives”, também envolvida no escândalo, declarou-se culpada por ter desembolsado US$ 15 mil para melhorar a pontuação da prova de vestibular de uma de suas filha, e passou apenas 11 dias em uma prisão na Califórnia. Ela teve uma das menores sentenças do processo, porque decidiu se declarar culpada desde o início. Rapidamente condenada, ela foi liberada em outubro do ano passado. Já Loughtlin relutou em admitir o crime. Por meio de seus advogados, ela e o marido alegavam que os US$ 500 mil pagos em favor das filhas eram “uma doação legítima” para a instituição. O casal só mudou de ideia após acompanhar o julgamento de Huffman e ver as vantagens da cooperação. Das 55 pessoas acusadas pelo escândalo, 41 já se declararam culpadas e, em troca, conseguiram reduzir suas sentenças, passando somente alguns meses de prisão.
Caso com atriz derruba chefões da Warner e da Universal
Charlotte Kirk ostenta no seu currículo uma façanha curiosa, ao se tornar supostamente responsável pela queda de dois dos executivos mais poderosos de Hollywood. Pouco mais de um ano após Kevin Tsujihara ser forçado a se demitir da presidência da Warner Bros. em meio a denúncias de que ele teria usado sua posição para ajudar a atriz a conseguir papéis, após ter feito sexo com ela, foi a vez de Ron Meyer, vice-presidente do conglomerado NBCUniversal, ter o mesmo destino. Embora o nome de Charlotte Kirk não tenha sido oficialmente apresentado, Meyer perdeu seu emprego nesta terça (18/8), após 25 anos na companhia, por um caso extraconjugal que o colocou sob chantagem. Várias publicações americanas apuraram que a mulher misteriosa do affair era a mesma responsável pela queda de Tsujihara. A notícia do afastamento de Meyer foi compartilhada por Jeff Shell, CEO da NBCUniversal, em comunicado aos funcionários. “Estou escrevendo para compartilhar algumas notícias infelizes. No final da semana passada, Ron Meyer informou à NBCUniversal que ele agiu de uma maneira que acreditamos não ser consistente com as políticas ou valores de nossa empresa”, diz o texto do CEO. “Com base na divulgação dessas ações por Ron, concluímos mutuamente que Ron deveria deixar a empresa, com efeito imediato. Agradecemos a Ron por seus 25 anos de serviço e por suas contribuições significativas para a NBCUniversal.” Meyer teria revelado o relacionamento a seus chefes após sofrer chantagem. “É com o coração pesado que anuncio minha saída da NBCUniversal”, disse Meyer em seu texto. “Recentemente, revelei para minha família e para a empresa que fiz um acordo, sob ameaça, com uma mulher de fora da empresa que havia feito falsas acusações contra mim. É uma mulher com quem tive um caso muito breve e consensual há muitos anos atrás. Fiz esta divulgação porque outras partes souberam do acordo e continuamente tentaram me extorquir para pagar-lhes dinheiro ou então implicariam falsamente a NBCUniversal, que não tinha nada a ver com este assunto, e fariam falsas alegações sobre mim. Depois de revelar este assunto à empresa, decidimos mutuamente que eu deveria deixar meu cargo de vice-presidente da NBCUniversal. Passei 25 anos ajudando a crescer e apoiando uma empresa incrível em um trabalho que adoro. É das pessoas desta empresa que terei mais saudades. Lamento o que aconteceu e lamento por todas as pessoas em minha vida que posso ter decepcionado, especialmente e mais importante, a minha família.” No caso de Tsujihara, mensagens de texto mostraram que ele fez lobby para que Kirk fosse contratada para filmes da Warner, um abuso de poder que levou à sua demissão. Mas, com Meyer, a projeção profissional de Kirk na Universal não se mostrou aparente. O escândalo que derrubou Tsujihara e agora Meyer ilustra o outro lado do “teste de sofá”, o costume de troca de favores sexuais para fechar negócios e avançar carreiras em Hollywood. Porque a atriz envolvida sabia exatamente o que ia acontecer e o que poderia conseguir ao ter sexo com os executivos – o oposto das denúncias de sexo forçado contra Weinstein que originaram o movimento #MeToo. Tudo começou quando Charlotte Kirk se envolveu com o produtor James Packer em 2013. Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, a atriz foi instada por Packer, em mensagem de texto, a ir a um encontro no quarto de hotel de Kevin Tsujihara, que já era um dos executivos mais poderosos da Warner e poderia ajudaria sua carreira. Ainda de acordo com o THR, na manhã seguinte ela relatou a Packer que Tsujihara não quis nem conversar, só “f****”. Três dias depois, Tsujihara e Packer fecharam um negócio de US$ 450 milhões, criando uma parceria de produção entre o estúdio de cinema Warner Bros. e a RatPac-Dune Entertainment, empresa de Packer e do cineasta Brett Ratner (que atualmente enfrenta processos por assédio sexual). A relação de Tsujihara com a atriz aconteceu quando ele já era casado com Sandy Tsujihara, com quem tem dois filhos. Sabendo disso, Charlotte Kirk passou a enviar mensagens para Tsujihara exigindo papéis em filmes da Warner. Um dos textos, que foi publicado pela THR dizia: “Você está muito ocupado, eu sei, mas quando estávamos naquele hotel fazendo sexo você disse que iria me ajudar. Quando você simplesmente me ignora, como está fazendo agora, faz com que eu me sinta usada. Você vai me ajudar como disse que faria?”. Kirk foi escalada em pequenos papéis em dois filmes da Warner: “Como Ser Solteira” (2016) e “Oito Mulheres e um Segredo” (2018). E, de acordo com documentos obtidos pela THR, fez testes para vários outros projetos na Warner e na produtora Millenium de Avi Lerner. Os textos publicados mostram que, ao longo do tempo, Kirk ficou cada vez mais agitada porque não estava conseguindo tantos papéis quanto imaginou. Até que Brett Ratner resolveu assumir o controle da situação, mandando seu advogado Marty Singer intermediar um acordo que daria à atriz preferência para participar de testes, além de lhe garantir uma aparição em um filme dirigido por Ratner. Quem revelou isso foi o advogado à revista. O acordo proposto nunca foi assinado, segundo Singer, porque o próprio Ratner viu sua carreira implodir. Diretor de “X-Men: O Confronto Final” (2006) e da trilogia “A Hora do Rush”, ele foi acusado por seis mulheres de assédio sexual. Entre as vítimas estavam as atrizes Olivia Munn e Natasha Henstridge, que detalharam suas experiências ao jornal Los Angeles Times, durante o auge do movimento #MeToo. Com o escândalo, a atriz Gal Gadot teria condicionado sua participação na sequência de “Mulher-Maravilha” ao afastamento de Ratner da produção. Assim, o acordo milionário entre a Ratpac-Dune e a Warner foi cancelado. A acusação de chantagem feita por Meyer sugere que um terceiro está envolvido na extração de dinheiro em troca de silêncio. Como Tsujihara, Meyer era um dos homens mais poderosos de Hollywood quando se envolveu com Kirk. Mas ela não conseguiu papel em nenhuma produção da Universal. Charlotte Kirk terminou recentemente duas filmagens: o terror britânico “The Reckoning”, de Neil Marshall, e a comédia indie “Nicole and O.J.”, que marcam seus primeiros papéis como protagonista. Sobre o primeiro filme, vale observar que Kirk chama o diretor Neil Marshall de seu “amor” no Instagram, em meio a várias fotos que demonstram a proximidade do casal.
Atores confirmam denúncias de maus tratos no programa de Ellen DeGeneres
A produção do “Ellen DeGeneres Show” virou alvo de acusações de maus tratos, assédio e de ser um ambiente tóxico para seus empregados numa reportagem do site Buzzfeed com entrevistas de ex-funcionários. A situação chegou a ponto do estúdio Warner iniciar uma investigação interna, encerrada na quinta-feira (30/7) com promessas de mudanças e justificativas da própria DeGeneres. Entretanto, as declarações apenas alimentaram denúncias no Twitter, desta vez de artistas famosos. A manifestação da Warner tinha o objetivo de encerrar a controvérsia. “Embora nem todas as alegações tenham sido corroboradas, estamos desapontados por as principais conclusões da investigação indicarem algumas deficiências relacionadas ao gerenciamento diário do programa”, afirmou o estúdio no comunicado divulgado na quinta. “Identificamos várias mudanças na equipe, juntamente com as medidas apropriadas para resolver os problemas levantados, e estamos dando os primeiros passos para implementá-las. A Warner Bros. e Ellen DeGeneres estão todos comprometidos em garantir um local de trabalho baseado no respeito e na inclusão. Estamos confiantes de que esse curso de ação nos levará ao caminho certo a seguir no programa. ” Por sua vez, Ellen DeGeneres tentou se justificar, afirmando num comunicado que a causa dos problemas seria resultado dela delegar demais aos produtores e estar distante dos bastidores. Ela afirmou “não ser capaz de ficar por dentro de tudo”. “Quem me conhece sabe que é o oposto do que eu acredito e do que eu esperava para o nosso programa”, ela escreveu. Mas algumas pessoas que a conhecem decidiram romper o silêncio após estas declarações, trazendo à tona as primeiras denúncias de convidados do programa, que até então não tinham se manifestado. O comediante Brad Garrett (“Single Parents”), que apareceu seis vezes no “Ellen DeGeneres Show”, tuitou que era de “conhecimento comum” que a equipe era “tratada horrivelmente” pela própria DeGeneres. Ele afirmou: “Conheço mais de uma [pessoa] que foi tratada horrivelmente por ela”, acrescentando que os problemas denunciados vinham “do topo”. A acusação foi reforçada pela atriz Lea Thompson (“Sierra Burgess É uma Loser”), que replicou a denúncia com uma mensagem afirmando que se tratava de “História verdadeira”. Outros dois convidados, que não quiseram revelar a identidade, disseram ao site Page Six que os produtores exigiam que as pessoas bajulassem DeGeneres ao vivo. “Elogie Ellen, diga a ela que grande fã você é”, lembrou uma das fontes. Um dos entrevistados, que esteve na atração há três anos, revelou ter ficado desconfortável ao receber aquelas orientações. Os comentários se alinham a rumores que circulam em torno de DeGeneres há anos – e que a reportagem do Buzzfeed sobre as condições de trabalho do programa evitaram abordar. Se os tuítes de Garrett e Thompson abrirem uma avalanche de denúncias, a própria realização do programa diurno de Ellen DeGeneres, no ar desde 2003 na TV americana, pode ser colocada em risco. Notas sobre um suposto cancelamento e até mesmo provável vontade de DeGeneres de desistir do programa já começaram a aparecer em publicações especializadas em fofoca neste fim de semana… Sorry but it comes from the top @TheEllenShow Know more than one who were treated horribly by her. Common knowledge. DeGeneres Sends Emotional Apology to Staff – Variety https://t.co/D0uxOgyyre — Brad Garrett (@RealBradGarrett) July 31, 2020 True story. It is. — Lea Thompson (@LeaKThompson) July 31, 2020










