Documentário “O Território”, sobre luta de tribo da Amazônia, é premiado no Emmy
O documentário “O Território”, sobre a luta do povo indígena Uru-Eu-Wau-Wau para defender sua terra na Amazônia, foi premiado com o Emmy no domingo (7/1), em cerimônia realizada no Peacock Theater, em Los Angeles. O evento fez parte do fim de semana inaugural da premiação da TV americana, conhecido como Creative Arts Emmy. A produção da National Geography venceu a categoria de Mérito Excepcional em Filmagem de Documentário. Dirigido pelo americano Alex Pritz, “O Território” acompanha a comunidade Uru-Eu-Wau-Wau na luta contra o desmatamento ilegal na Amazônia e as invasões de garimpeiros e madeireiros em sua área protegida na floresta tropical. Os protagonistas do documentário, Bitaté-Uru-Eu-Wau-Wau e Ivandeide Bandeira (também conhecida como Neidinha) receberam o prêmio na companhia dos produtores Txai Suruí e Gabriel Uchida. Influenciadora e integrante da Juventude Indígena de Rondônia, Suruí usou um manto com a frase: “A floresta grita por socorro”. “Esse é o reconhecimento da nossa luta e dos povos indígenas. Rondônia no topo, os povos indígenas também lá no topo”, comentou Bitaté, emocionado ao segurar a estatueta do Emmy, considerado o Oscar da televisão. Disponível na plataforma Disney+, “O Território” foi duplamente premiado no Festival de Sundance do ano passado, com o Prêmio do Público e um Prêmio Especial do Júri na competição internacional do evento. Além disso, o diretor Alex Pritz foi consagrado com o prêmio Cinema Eye de Melhor Estreia do ano em documentário. Emmy 2024 O Creative Arts Emmy aconteceu ao longo de dois dias, no sábado e domingo, totalizando quase 100 troféus antes da transmissão televisiva dos premiação considerada “principal”. Apenas o chamado Primetime Emmy, marcado para a próxima segunda-feira (15/1), é televisado. No Brasil, a cerimônia dos Primetime Emmys será exibida pelo canal pago TNT e pela plataforma HBO Max.
Ed Sheeran ganha seu primeiro Emmy por música de “Ted Lasso”
O Creative Arts Emmys, votação preliminar do Emmy dedicada às chamadas “categorias técnicas”, premiou Ed Sheeran com seu primeiro Emmy na noite de sábado (6/1), pela Melhor Música Original da TV em 2023. Sheeran foi reconhecido pela canção “A Beautiful Game”, apresentada no final da 3ª temporada de “Ted Lasso”. O artista, que não estava presente em Los Angeles para receber o prêmio, concorreu com faixas das séries “Ginny & Georgia”, “The L Word: Generation Q”, “The Marvelous Mrs. Maisel”, outra faixa de “Ted Lasso” e o telefilme “Weird: The Al Yankovic Story”. O prêmio homenageia uma canção ou trilha criada especificamente para um programa de televisão. No ano passado, o vencedor foi Cinco Paul, que escreveu material original para “Schmigadoon!”. “Ted Lasso” no Creative Arts Emmys A série “Ted Lasso” também foi premiada com o troféu de melhor ator convidado em série de comédia para Sam Richardson. A comédia da Apple TV+ é um sucesso no Emmy, acumulando 61 indicações ao todo e 13 vitórias até o momento. A cerimônia do Creative Arts acontece ao longo de dois dias, com nova leva de prêmios no domingo (7/1), totalizando quase 100 troféus (na maioria técnicos) antes da transmissão televisiva dos chamados Primetime Emmys, marcada para 15 de janeiro. Veja abaixo a cena em que a música de Ed Sheeran foi usada em “Ted Lasso”.
Andre Braugher, astro de “Brooklyn Nine-Nine”, tem causa da morte revelada
O ator Andre Braugher, astro de “Brooklyn Nine-Nine”, teve a causa de sua morte revelada quinta-feira (14/12). Ele morreu na segunda-feira (11/12), aos 61 anos, pegando os fãs de surpresa. Na ocasião, a informação que circulou era que ele tinha enfrentado uma “breve doença”. Segundo um representante do ator, ele morreu vítima de um câncer de pulmão, que tinha descoberto há poucos meses. Destaques da carreira Com uma longa carreira, iniciada em 1989 com o aclamado filme “Tempo de Glória”, ele se destacou na pele do Detetive Frank Pembleton em “Homicídio” (Homicide: Life on the Street), série policial que foi ao ar de 1993 a 1998 na rede americana NBC. Conhecida por seu realismo, complexidade narrativa e desenvolvimento profundo de personagens, a atração estabeleceu um novo padrão para dramas policiais na televisão e foi fundamental para lançar Braugher como protagonista, rendendo-lhe reconhecimento crítico e um Emmy de Melhor Ator em Série Dramática em 1998. Ele ainda venceu um segundo Emmy em 2006 pela minissérie “Thief” do canal pago FX, vivendo o líder de uma equipe de ladrões profissionais, e estrelou várias séries, com destaque para a comédia “Men of a Certain Age”, exibida de 2009 a 2011 pela TNT, num papel que lhe rendeu mais duas indicações ao Emmy. Entretanto, seu papel mais lembrado veio tarde em sua carreira o Capitão Raymond Holt de “Brooklyn Nine-Nine” (também conhecida como “Lei e Desordem” na TV aberta). A série se passava na 99ª delegacia do Departamento de Polícia de Nova York no Brooklyn e seguia as aventuras cômicas de um grupo diversificado de detetives. O personagem de Braugher era um comandante sério, metódico e notavelmente estoico, conhecido por seu humor seco e personalidade sem emoções aparentes. A representação de Holt como um homem negro, gay e comandante de polícia foi amplamente elogiada por quebrar estereótipos e aumentar a representatividade na televisão. E sua interação com o imaturo, mas talentoso detetive Jake Peralta, interpretado por Andy Samberg, tornou-se central para a dinâmica da série, proporcionando momentos hilários e, às vezes, tocantes. Braugher recebeu quatro indicações ao Emmy por esse desempenho. Últimos trabalhos Depois disso, ele ainda filmou “Ela Disse” e entrou na série “The Good Fight” no ano passado. No longa, viveu Dean Baquet, editor executivo do New York Times na época da reportagem que revelou o escândalo de Harvey Weisntein – e deu início ao movimento #MeToo. Na série, interpretou Ri’Chard Lane, um advogado poderoso e carismático, que lhe permitiu explorar temas de ética, justiça e poder dentro do universo jurídico criado por Michelle e Robert King como spin-off da premiada “The Good Wife”. Ele ainda foi escalado em 2023 como protagonista masculino na série “The Residence”, um drama de mistério e assassinato ambientado na Casa Branca. Produção da Netflix, a série começou a ser gravada no início do ano, mas acabou sofrendo interrupção devido a greves em Hollywood, e não está claro como será seu desenvolvimento após a morte do ator. Andre Braugher era casado desde 1991 com a atriz Ami Brabson, com quem atuou em “Homicide”, e deixa três filhos.
Ator de “Black-ish” vai apresentar premiação do Emmy
O ator Anthony Anderson foi anunciado como o apresentador da 75ª cerimônia do Emmy, marcada para 15 de janeiro. O anúncio surge após o adiamento do evento devido às greves que afetaram Hollywood em 2023. Anderson, que também atua como produtor, acumula 11 indicações ao Emmy por sua atuação e produção na série de comédia “Black-ish”. Ele também é conhecido por seu papel na série “Law & Order”, como o detetive policial Kevin Bernard. Em um comunicado, Anderson expressou entusiasmo em apresentar a premiação: “Depois dos recentes desafios do nosso setor, podemos voltar ao que amamos: nos vestirmos bem e nos homenagearmos. E não há melhor momento de celebração para reunir a comunidade criativa do que o marco do 75º Emmy Awards”. Ele ainda brincou sobre sua escolha como apresentador, citando a indisponibilidade de Taylor Swift para o papel. Allison Wallach, presidente de programação da Fox Entertainment, responsável pela transmissão do evento, mencionou que Anderson é um “ajuste natural” para o papel de apresentador, destacando sua experiência recente no comando de “We Are Family”, um game show musical onde substituiu Jamie Foxx. A cerimônia do Emmy vai acontecer às 22h (horário de Brasília) do dia 15 de janeiro, no Peacock Theatre, localizado no complexo L.A. Live, em Los Angeles.
Andre Braugher, astro de “Brooklyn Nine-Nine”, morre aos 61 anos
O ator Andre Braugher, conhecido por seu trabalho em séries como “Homicídio” e “Brooklyn Nine-Nine”, faleceu na segunda-feira (11/12) aos 61 anos, informou seu representante na noite de terça (12/11). Ele morreu após sofrer uma breve doença não especificada. Nascido em Chicago em 1º de julho de 1962, Braugher se formou na Universidade de Stanford e na Juilliard School. Ele iniciou sua carreira atuando frequentemente em produções do Public Theater Shakespeare in the Park em Nova York, interpretando diversos papéis em adaptações de Shakespeare. Carreira cinematográfica A carreira cinematográfica começou em 1989 com um personagem marcante no aclamado filme “Tempo de Glória”, dirigido por Edward Zwick. Neste filme, Braugher interpretou Thomas Searles, um homem negro livre que se junta ao primeiro regimento de soldados negros da União durante a Guerra Civil Americana. O papel foi significativo não só para o início da carreira do ator, mas também por sua representação histórica e poderosa de um momento crítico na história dos Estados Unidos. Após o sucesso de “Tempo de Glória”, Braugher continuou a fazer escolhas interessantes e diversificadas em sua carreira cinematográfica. Ele atuou em “As Duas Faces de um Crime” de 1996, um thriller jurídico onde atuou ao lado de Richard Gere e Edward Norton. No mesmo ano, participou de “Todos a Bordo” de Spike Lee, que narrava a história de um grupo de homens negros em viajam de Los Angeles para Washington, D.C., para uma marcha histórica pelos Direitos Civis nos anos 1960. A versatilidade do artista ficou ainda mais evidente em filmes como “Cidade dos Anjos” de 1998, no qual desempenhou um papel secundário em um romance sobrenatural estrelado por Nicolas Cage e Meg Ryan, e nas produções seguintes, como a sci-fi “Alta Frequência” e o musical “Duetos”, ambos de 2000. Ele ainda viveu o capitão do navio do filme de desastre “Poseidon” (2006) e atuou na adaptação de quadrinhos “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” (2007) e no thriller de espionagem “Salt” (2010), estrelado por Angelina Jolie. No entanto, foi na TV que sua carreira deslanchou. A revolução de “Homicide” A ascensão de Braugher na telinha começou na pele do Detetive Frank Pembleton em “Homicídio” (Homicide: Life on the Street), série policial aclamada que foi ao ar de 1993 a 1998 na rede americana NBC. Conhecida por seu realismo, complexidade narrativa e desenvolvimento profundo de personagens, a atração estabeleceu um novo padrão para dramas policiais na televisão e foi fundamental para lançar Braugher como protagonista, rendendo-lhe reconhecimento crítico e um Emmy de Melhor Ator em Série Dramática em 1998. “Homicídio” teve um impacto significativo na forma como os dramas policiais eram retratados na televisão, influenciando produções posteriores como “A Escuta (The Wire), criada pelo mesmo roteirista-produtor, David Simon. A série foi elogiada por não romantizar o trabalho policial, apresentando-o de maneira crua e autêntica. Seu foco no trabalho de equipe e nas interações entre os personagens, em vez de apenas nos aspectos procedimentais dos casos, representou uma mudança significativa em relação aos dramas do gênero feitos até então. A série acabou no ano da consagração do ator, e ele buscou mostrar sua versatilidade nos programas seguintes, atuando em diversos gêneros e formatos televisivos. Outros papéis premiados Braugher estrelou como o protagonista na série “Gideon’s Crossing” de 2000-2001, interpretando um médico baseado em um personagem da vida real. Entre 2002 e 2004, assumiu o papel de Mike Olshansky em “Hack”, produção da CBS sobre um ex-policial de Filadélfia que se torna motorista de táxi. Ele foi conquistar seu segundo Emmy em 2006 pela minissérie “Thief” do canal pago FX, vivendo o líder de uma equipe de ladrões profissionais. Também estrelou a comédia “Men of a Certain Age”, exibida de 2009 a 2011 pela TNT, num papel que lhe rendeu mais duas indicações ao Emmy. E ainda teve participações recorrentes na série médica “House”, entre 2004 e 2012. A popularidade com “Brooklyn Nine-Nine” Seu papel mais lembrado veio tarde em sua carreira. Ao viver o Capitão Raymond Holt em “Brooklyn Nine-Nine” (também conhecida como “Lei e Desordem” na TV aberta), Braugher atingiu sua maior popularidade. A série, que estreou em 2013 e continuou até 2021, destacou a habilidade do ator para combinar humor sutil com uma atuação dramática sólida, tornando seu personagem um favorito entre os fãs. “Brooklyn Nine-Nine” se passava na 99ª delegacia do Departamento de Polícia de Nova York no Brooklyn e segue as aventuras cômicas de um grupo diversificado de detetives. O personagem de Braugher, Capitão Holt, é um comandante sério, metódico e notavelmente estoico, conhecido por seu humor seco e personalidade sem emoções aparentes. A representação de Holt como um homem negro, gay e comandante de polícia foi amplamente elogiada por quebrar estereótipos e aumentar a representatividade na televisão. E sua interação com o imaturo, mas talentoso detetive Jake Peralta, interpretado por Andy Samberg, tornou-se central para a dinâmica da série, proporcionando momentos hilários e, às vezes, tocantes. Braugher recebeu quatro indicações ao Emmy por esse desempenho. Últimos trabalhos Depois disso, ele ainda filmou “Ela Disse” e entrou na série “The Good Fight” no ano passado. No longa, viveu Dean Baquet, editor executivo do New York Times na época da reportagem que revelou o escândalo de Harvey Weisntein – e deu início ao movimento #MeToo. Na série, interpretou Ri’Chard Lane, um advogado poderoso e carismático, que lhe permitiu explorar temas de ética, justiça e poder dentro do universo jurídico criado por Michelle e Robert King como spin-off da premiada “The Good Wife”. Ele ainda foi escalado em 2023 como protagonista masculino na série “The Residence”, um drama de mistério e assassinato ambientado na Casa Branca. Produção da Netflix, a série começou a ser gravada no início do ano, mas acabou sofrendo interrupção devido a greves em Hollywood, e não está claro como será seu desenvolvimento após a morte do ator. Andre Braugher era casado desde 1991 com a atriz Ami Brabson, com quem atuou em “Homicide”, e deixa três filhos.
Nicholas Hoult é confirmado como Lex Luthor em “Superman: Legacy”
O cineasta e chefão do DC Studios James Gunn oficializou em seu Instagram que Nicholas Hoult (“X-Men: Apocalipse”) interpretará o supervilão Lex Luthor em “Superman: Legacy”. “Sim, finalmente posso responder, Nicholas Hoult é Lex Luthor em Superman: Legacy, e eu não poderia estar mais feliz”, ele escreveu junto de uma foto em que aparece abraçado com o ator. ” Saímos para jantar ontem à noite para celebrar e debater como podemos criar um Lex que será inesquecível e diferente de tudo o que já foi visto. ‘Mas, James, ouvimos isso há semanas, por que você não disse que era verdade?’ Porque, apesar de estarmos discutindo, [o contrato] foi finalizado há poucos dias, e eu não quero falar algo que não seja certo. Enfim, ao Lex (e ao Nicholas!), um dos meus personagens favoritos do DCU”, ele completou. No cinema, Luthor já foi interpretado por Gene Hackman (em “Superman: O Filme” e suas sequências dos anos 1980), Kevin Spacey (em “Superman: O Retorno”) e Jesse Eisenberg (em “Batman v Superman: A Origem da Justiça”). Recomeço da DC nos cinemas “Superman: Legacy” será o primeiro filme do reboot cinematográfico da DC, e também marcará o primeiro projeto de James Gunn como diretor de cinema e co-diretor da DC Studios. Escrito e dirigido por Gunn, o filme tem seu elenco liderado por David Corenswet (“Pearl”) como Clark Kent/Superman e Rachel Brosnahan (“A Maravilhosa Sra. Meisel”) como a repórter Lois Lane, além de outros super-heróis da Liga da Justiça nunca antes vistos no cinema: Nathan Fillion (“The Rookie”) como Guy Gardner, um dos Lanternas Verdes da Terra, Isabela Merced (“Transformers: O Último Cavaleiro”) como a Mulher-Gavião, Edi Gathegi (“Vingança e Castigo”) como o Senhor Incrível e Anthony Carrigan (“Barry”) como o Metamorfo. Além destes, a atriz venezuelana María Gabriela De Faría (da série “Deadly Class”) foi anunciada na quarta-feira passada (15/11) como intérprete da vilã Angela Spica, a Engenheira, Conforme a primeira sinopse da Warner Bros., o longa contará a história da “jornada do Superman para reconciliar sua herança kryptoniana com sua criação humana como Clark Kent de Smallville, Kansas. Ele é a personificação da verdade, da justiça e do jeito americano, guiado pela bondade humana em um mundo que vê a bondade como antiquada”. A trama seria inspirada em “Superman: Grandes Astros”, uma graphic novel de Grant Morrison que mostrou o herói dividido entre sua “herança kryptonita” e seu lado mais humano. Recentemente, James Gunn também sugeriu influência de “Superman: As Quatro Estações”, que conta a adolescência de Clark Kent na cidade de Smallville. Essa minissérie escrita por Jeph Loeb e desenhada por Tim Sale também é considerada a maior influência na série “Smallville”. A estreia de “Superman: Legacy” está marcada para julho de 2025. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por James Gunn (@jamesgunn)
Norman Lear, gênio da TV americana, morre aos 101 anos
O lendário produtor e roteirista de televisão Norman Lear, criador de séries pioneiras como “Tudo em Família”, “Good Times”, “Maude”, “Os Jeffersons” e “One Day at a Time”, que abordaram pela primeira vez questões sociais como racismo, mães solteiras e aborto na televisão dos Estados Unidos, morreu na terça-feira (5/12) de causas naturais em sua casa, em Los Angeles, aos 101 anos. Vencedor de seis prêmios Emmy por seu trabalho na televisão, Lear também era conhecido por seu empenho em favor de causas progressistas e trabalhou de forma ativa até os 90 anos. Começo de carreira com indicação a Oscar A jornada de Norman Lear no mundo do entretenimento começou longe dos holofotes da televisão. Nascido em 27 de julho de 1922, em New Haven, Connecticut, Lear iniciou sua carreira após a 2ª Guerra Mundial, onde serviu na Força Aérea dos Estados Unidos. Após o serviço militar, ele mergulhou no mundo do entretenimento como agente de imprensa em Nova York, mas rapidamente transitou para a escrita de comédias. Seu primeiro grande trabalho foi como escritor para Dean Martin e Jerry Lewis no “The Colgate Comedy Hour”, um programa televisivo no início dos anos 1950. Norman estreou como roteirista de cinema em 1963, adaptando uma peça de Neil Simon no filme “O Bem Amado” (Come Blow Your Horn), estrelada por Frank Sinatra. O sucesso do filme estabeleceu um parceria entre o escritor e o diretor Bud Yorkin, que teve como ponto alto “Divórcio à Americana” (1967), comédia sobre um casal, interpretado por Dick Van Dyke e Debbie Reynolds, que se encontra em um processo turbulento de divórcio. Conseguindo equilibrar o humor com uma crítica social aguda, refletindo as mudanças culturais da época, o roteiro do então jovem Norman recebeu uma indicação ao Oscar, consagrando o escritor. Ele também escreveu a comédia “Quando o Strip-Tease Começou” (The Night They Raided Minsky’s, 1968), dirigida por William Friedkin (de “O Exorcista”), antes de cometer uma ousadia. Em 1971, Norman comandou seu único filme como diretor, “Uma Cidade Contra o Vício” (Cold Turkey), sátira sobre uma cidade cujos habitantes decidem parar de fumar para ganhar um desafio corporativo e o prêmio em dinheiro associado. Crítica mordaz à indústria do tabaco e à cultura do consumismo americano, o filme dividiu opiniões e encerrou a carreira cinematográfica do roteirista, mas desde então virou cult e ganhou reconhecimento por sua abordagem direta na discussão de questões sociais, um tema recorrente em muitos de seus trabalhos posteriores na televisão. A revolução de “Tudo em Família” Nesse meio tempo, Norman levou sua parceria criativa com Bud Yorkin para os negócios. Juntos, eles fundaram a Tandem Productions, que se tornou a plataforma para o desenvolvimento das séries do roteirista, combinando visão criativa com experiência de produção. Norman também estava no lugar certo na hora certa. No início dos 1970, houve uma mudança significativa no panorama da televisão americana. As redes estavam buscando conteúdos mais relevantes e realistas que refletissem as mudanças sociais e culturais da época. Então, Norman teve a ideia de adaptar a série britânica “Till Death Us Do Part” para o público americano, com foco em questões sociais relevantes. Lear e Yorkin adaptaram o conceito, trazendo para o centro da produção questões de racismo, sexismo e política, temas até então pouco explorados na TV. E, claro, a princípio houve hesitação das redes em aceitar uma série com temáticas tão polêmicas. A ABC inicialmente pegou o projeto, mas depois o abandonou devido ao seu conteúdo controverso. Mas a CBS, sob a nova liderança do executivo Robert Wood, queria modernizar sua programação e se mostrou mais aberta a assumir riscos. Norman apresentou sua versão do sitcom britânico, rebatizado como “Tudo em Família” (All in Family) à CBS, que aceitou produzir a série, reconhecendo seu potencial para conectar-se com as mudanças da época. “Tudo em Família” (All in the Family) estreou em 12 de janeiro de 1971 e rapidamente se tornou um marco na televisão americana. Os episódios giravam em torno da família Bunker, liderada por Archie Bunker, interpretado por Carroll O’Connor. Archie é um trabalhador de classe média, morador do bairro Queens, em Nova York, e notoriamente conservador, preconceituoso e de mentalidade fechada, refletindo as tensões sociais e políticas da época. Archie Bunker foi concebido como um retrato da classe trabalhadora americana da época, resistente às mudanças sociais e culturais que estavam ocorrendo nos Estados Unidos. Ele frequentemente expressava suas visões através de declarações racistas, sexistas e homofóbicas. A genialidade da série estava justamente em usar o personagem para satirizar e desafiar essas visões, expondo a ignorância e o absurdo de seus preconceitos. Apesar de suas falhas, Archie também era retratado como um personagem capaz de evolução e mudança, o que contribuiu para a profundidade e relevância da série. Com sua abordagem única e um humor afiado, “Tudo em Família” foi não apenas um sucesso de audiência, mas também um veículo para discussões sociais profundas. E, de quebra, venceu quatro vezes o Emmy, como Melhor Série Estreante e Melhor Série de Comédia. O universo de Norman Lear na TV Norman acabou criando um universo televisivo em torno do sucesso de “Tudo em Família”, expandido através de vários spin-offs. Este universo refletia e comentava a complexidade da sociedade americana da época. O melhor é que nada parecia forçado, já que os personagens foram introduzidos na série principal, causando repercussão suficiente para que se ramificassem em suas próprias narrativas. Por exemplo, a personagem Maude Findlay apareceu pela primeira vez em “Tudo em Família” como a prima liberal de Edith Bunker, antes de se tornar a protagonista de sua própria série, “Maude”, que estreou em 1972 e foi protagonizado por Bea Arthur no papel-título. A série destacou-se por abordar temas controversos, incluindo um episódio memorável sobre o aborto, um assunto raramente discutido na televisão naquela época. Cada spin-off abordava temas sociais do seu próprio ponto de vista único. Enquanto “Tudo em Família” se concentrava no conservadorismo e nas visões de mundo de Archie Bunker, “Maude” explorava questões feministas e liberais. Já “Good Times” e “Os Jeffersons” focavam em famílias afro-americanas, trazendo à tona questões de racismo e ascensão social. “Good Times” era tecnicamente um spin-off de um spin-off. A série surgiu em 1974 a partir de “Maude”, de onde veio a personagem Florida Evans (papel de Esther Rolle), que era a empregada da família Findlay. Florida e seu marido James Evans (interpretado por John Amos) eram os personagens centrais, vivendo em um conjunto habitacional em Chicago com seus três filhos. Eles não eram da classe média como os anteriores e lidavam com questões de pobreza, racismo e sonhos de ascensão social. Com personagens memoráveis como J.J., interpretado por Jimmie Walker, “Good Times” combinou comédia com um retrato realista dos desafios enfrentados pelas famílias negras urbanas. Mais bem-sucedida de todas as séries derivadas, “Os Jeffersons” estreou em 1975 e teve uma notável duração de 11 temporadas. A produção focava uma família afro-americana de classe média que se muda para um bairro de elite. George e Louise Jefferson, interpretados por Sherman Hemsley e Isabel Sanford, foram introduzidos em “Tudo em Família” como vizinhos de Archie e Edith Bunker. Inicialmente, George Jefferson foi concebido como um contraponto a Archie Bunker – ambos eram personagens orgulhosos e teimosos, mas com pontos de vista políticos e sociais opostos. Esta dinâmica proporcionou momentos de confronto e humor, refletindo as tensões raciais e de classe da sociedade americana. Em sua série própria, os Jeffersons se mudam para um apartamento de luxo em Manhattan após o sucesso dos negócios de limpeza a seco de George. Os episódios acompanhavam as aventuras e desafios da família em seu novo ambiente, inovando ao apresentar na TV uma família negra bem-sucedida financeiramente, e ainda ainda assim tendo que lidar com racismo e preconceito contra sua ascensão social. Pioneira em vários sentidos, a série ainda abordou relações interraciais e até questões de identidade de gênero. A última atração desse universo foi “Archie Bunker’s Place”, lançada em 1979 como uma continuação direta de “Tudo em Família”, com Archie Bunker gerenciando um bar. “Archie Bunker’s Place” tentou manter o espírito original, mas com uma abordagem um pouco mais suavizada. Outras Criações Notáveis Além dessas séries icônicas, Lear foi responsável por outras produções de sucesso, como “Sanford and Son”, uma adaptação americana da série britânica “Steptoe and Son”, e “One Day at a Time”, uma sitcom que abordou a vida de uma mãe solteira e seus dois filhos. “One Day at a Time” só durou menos que “Os Jeffersons”. Ambas foram lançadas no mesmo ano e tiveram mais de 200 episódios produzidos, mas “Os Jeffersons” ficou um ano a mais no ar, até 1985. A trama acompanhava Ann Romano, uma mãe recém-divorciada interpretada por Bonnie Franklin, que enfrentava os desafios de criar sozinha suas duas filhas adolescentes, Julie e Barbara Cooper, interpretadas por Mackenzie Phillips e Valerie Bertinelli, respectivamente. O que tornou “One Day at a Time” única na época foi seu foco em uma mãe solteira e as questões que ela enfrentava, uma premissa rara na televisão dos anos 1970. A série abordava temas como feminismo, namoro, violência doméstica e problemas financeiros, tudo sob a perspectiva de uma família liderada por mulheres. Após o sucesso estrondoso na décadas de 1970, Norman Lear deixou de lado os roteiros para se concentrar na produção. Neste papel, ele esteve envolvido em filmes icônicos como “A Princesa Prometida” (1987) e “Tomates Verdes Fritos” (1991), que se tornaram clássicos cult, além da popular série “Vivendo e Aprendendo” (The Facts of Life), que também teve mais de 200 episódios produzidos nos anos 1980. Recentemente, ele ainda se envolveu no remake de “One Day at a Time”, lançado em 2017 com uma nova abordagem e relevância para o público contemporâneo. A nova versão reimaginou a trama com um contexto latino, centrando-se em uma família cubano-americana. Inicialmente produzida pela Netflix, a série durou quatro temporadas seguindo Penelope Alvarez, uma mãe solteira e veterana do exército, interpretada por Justina Machado, que cria sua filha radical Elena e seu filho sociável Alex com a ajuda de sua mãe cubana tradicional, Lydia, interpretada pela vencedora do Oscar Rita Moreno. Além disso, ao longo da série, adolescente Elena (interpretada por Isabella Gomez) passa por um processo de autodescoberta e, eventualmente, se assume como lésbica. Tributos e legado Sua ousadia criativa e importância para a TV é considerada tão grande que o Sindicato dos Produtores dos EUA (PGA) batizou um prêmio com seu nome. O “Prêmio de Realização de Carreira Norman Lear” é uma homenagem concedida a produtores de televisão que demonstraram uma conquista vitalícia notável em sua profissão. Entre muitos outros tributos, ele também foi homenageado por instituições como o Television Hall of Fame e o Peabody Award, em reconhecimento ao seu trabalho pioneiro. Os tributos a Norman Lear enfatizam seu impacto profundo, com sua morte emocionando diversas personalidades e entidades nos EUA. A People for the American Way, organização que Norman co-fundou, destacou seu uso da cultura para gerar conversas e promover mudanças positivas. O Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA) destacou seu compromisso com a justiça social, reconhecendo sua habilidade de usar o humor para combater o racismo e os preconceitos. Rob Reiner, que trabalhou em “Tudo em Família” e dirigiu “A Princesa Prometida”, o chamou de “segundo pai” e expressou profunda gratidão e admiração pelo genial criador. O apresentador Jimmy Kimmel descreveu Lear como alguém cuja “coragem, integridade e bússola moral inigualável” o tornaram “um grande americano, um herói em todos os sentidos”. Jane Fonda destacou seu impacto significativo no “rosto e alma da comédia americana” e sua importância pessoal para muitos, incluindo ela mesma. E George Clooney refletiu que sua morte aos 101 anos foi “cedo demais”. Ele prestou homenagem ao artista como “o maior defensor da razão do mundo” e um “amigo querido” de sua família, além de reconhecê-lo como um gigante. Até Bob Iger, CEO da Walt Disney Company, enfatizou o “impacto monumental e legado” de Lear, reconhecendo-o como um ícone e uma das mentes mais brilhantes da história da...
Novo filme de Superman define intérprete de Jimmy Olsen
O diretor James Gunn definiu o intérprete de Jimmy Olsen, fotógrafo do Planeta Diário e melhor amigo de Clark Kent em “Superman: Legacy”. O escolhido foi o ator Skyler Gisondo, conhecido pelas séries “Santa Clarita Diet” e “The Righteous Gemstones”. O ator já tem experiência em filmes de super-heróis, tendo vivido o irmão de Gwen Stacy (Emma Stone) nos filmes de “O Espetacular Homem-Aranha”. A produção também definiu a atriz e modelo portuguesa Sara Sampaio (“A Sombra”) como Eve Teschmacher, a assistente letal do vilão Lex Luthor. Recomeço da DC nos cinemas “Superman: Legacy” será o primeiro filme do reboot cinematográfico da DC, e também marcará o primeiro projeto de James Gunn como diretor de cinema e co-diretor da DC Studios. Escrito e dirigido por Gunn, o filme tem seu elenco liderado por David Corenswet (“Pearl”) como Clark Kent/Superman e Rachel Brosnahan (“A Maravilhosa Sra. Meisel”) como a repórter Lois Lane, além de outros super-heróis da Liga da Justiça nunca antes vistos no cinema: Nathan Fillion (“The Rookie”) como Guy Gardner, um dos Lanternas Verdes da Terra, Isabela Merced (“Transformers: O Último Cavaleiro”) como a Mulher-Gavião, Edi Gathegi (“Vingança e Castigo”) como o Senhor Incrível e Anthony Carrigan (“Barry”) como o Metamorfo. Além destes, a atriz venezuelana María Gabriela De Faría (da série “Deadly Class”) foi anunciada na quarta-feira passada (15/11) como intérprete da vilã Angela Spica, a Engenheira, e Nicholas Hoult estaria em negociação final para viver Lex Luthor. Conforme a primeira sinopse da Warner Bros., o longa contará a história da “jornada do Superman para reconciliar sua herança kryptoniana com sua criação humana como Clark Kent de Smallville, Kansas. Ele é a personificação da verdade, da justiça e do jeito americano, guiado pela bondade humana em um mundo que vê a bondade como antiquada”. A trama seria inspirada em “Superman: Grandes Astros”, uma graphic novel de Grant Morrison que mostrou o herói dividido entre sua “herança kryptonita” e seu lado mais humano. Recentemente, James Gunn também sugeriu influência de “Superman: As Quatro Estações”, que conta a adolescência de Clark Kent na cidade de Smallville. Essa minissérie escrita por Jeph Loeb e desenhada por Tim Sale também é considerada a maior influência na série “Smallville”. A estreia de “Superman: Legacy” está marcada para julho de 2025.
Ator de X-Men negocia viver Lex Luthor no novo filme de Superman
Plot twist no Universo Cinematográfico da DC (DCU). O ator Nicholas Hoult (“X-Men: Apocalipse”), que foi cotado para viver Superman no novo filme da DC, abriu negociações para estrelar a produção como seu vilão principal, Lex Luthor. Segundo o site The Hollywood Reporter, as conversas começaram antes mesmo da greve dos atores em Hollywood. Já na época em que disputava o papel do herói, muitos apontavam que o ator também era considerado para o papel de Luthor. Procurado, o estúdio Warner Bros. não quis comentar a notícia. Recomeço da DC nos cinemas “Superman: Legacy” será o primeiro filme do reboot cinematográfico da DC, e também marcará o primeiro projeto de James Gunn como diretor de cinema e co-diretor da DC Studios. Escrito e dirigido por Gunn, o filme tem seu elenco liderado por David Corenswet (“Pearl”) como Clark Kent/Superman e Rachel Brosnahan (“A Maravilhosa Sra. Meisel”) como a repórter Lois Lane, além de outros super-heróis da Liga da Justiça nunca antes vistos no cinema: Nathan Fillion (“The Rookie”) como Guy Gardner, um dos Lanternas Verdes da Terra, Isabela Merced (“Transformers: O Último Cavaleiro”) como a Mulher-Gavião, Edi Gathegi (“Vingança e Castigo”) como o Senhor Incrível e Anthony Carrigan (“Barry”) como o Metamorfo. Além destes, a atriz venezuelana María Gabriela De Faría (da série “Deadly Class”) foi anunciada na quarta-feira passada (15/11) como intérprete da vilã Angela Spica, a Engenheira, Conforme a primeira sinopse da Warner Bros., o longa contará a história da “jornada do Superman para reconciliar sua herança kryptoniana com sua criação humana como Clark Kent de Smallville, Kansas. Ele é a personificação da verdade, da justiça e do jeito americano, guiado pela bondade humana em um mundo que vê a bondade como antiquada”. A trama seria inspirada em “Superman: Grandes Astros”, uma graphic novel de Grant Morrison que mostrou o herói dividido entre sua “herança kryptonita” e seu lado mais humano. Recentemente, James Gunn também sugeriu influência de “Superman: As Quatro Estações”, que conta a adolescência de Clark Kent na cidade de Smallville. Essa minissérie escrita por Jeph Loeb e desenhada por Tim Sale também é considerada a maior influência na série “Smallville”. A estreia de “Superman: Legacy” está marcada para julho de 2025.
Atriz venezuelana será vilã do novo filme do Superman
A atriz venezuelana María Gabriela De Faría (da série “Deadly Class”) foi anunciada nesta quarta-feira (15/11) como intérprete da vilã Angela Spica, a Engenheira, no filme “Superman: Legacy”. A Engenheira é conhecida por usar poderes derivados da nanotecnologia, imbuída em seu corpo. Criada por Warren Ellis e Bryan Hitch, ela é a segunda personagem da DC a adotar o nome de A Engenheira e foi introduzida pela primeira vez em “The Authority”, do selo Wildstorm, em 1999. No filme, ela deve integrar um grupo de supervilões ainda não revelados. Recomeço da DC nos cinemas “Superman: Legacy” será o primeiro filme do reboot cinematográfico da DC, e também marcará o primeiro projeto de James Gunn como diretor de cinema e co-diretor da DC Studios. Escrito e dirigido por Gunn, o filme tem seu elenco liderado por David Corenswet (“Pearl”) como Clark Kent/Superman e Rachel Brosnahan (“A Maravilhosa Sra. Meisel”) como a repórter Lois Lane, além de outros super-heróis da Liga da Justiça nunca antes vistos no cinema: Nathan Fillion (“The Rookie”) como Guy Gardner, um dos Lanternas Verdes da Terra, Isabela Merced (“Transformers: O Último Cavaleiro”) como a Mulher-Gavião, Edi Gathegi (“Vingança e Castigo”) como o Senhor Incrível e Anthony Carrigan (“Barry”) como o Metamorfo. Conforme a primeira sinopse da Warner Bros., o longa contará a história da “jornada do Superman para reconciliar sua herança kryptoniana com sua criação humana como Clark Kent de Smallville, Kansas. Ele é a personificação da verdade, da justiça e do jeito americano, guiado pela bondade humana em um mundo que vê a bondade como antiquada”. A história seria inspirada em “Superman: All Stars”, uma graphic novel de Grant Morrison que mostrou o herói dividido entre sua “herança kryptonita” e seu lado mais humano. A estreia está marcada para julho de 2025.
Robert Butler, diretor dos pilotos de “Batman” e “Star Trek”, morre aos 95 anos
Robert Butler, que dirigiu os pilotos de algumas das séries mais cultuadas da TV americana entre os anos 1960 e 1990, morreu em 3 de novembro em Los Angeles, anunciou sua família neste fim de semana. Ele tinha 95 anos. Butler dirigiu os capítulos iniciais de “Batman”, “Jornada nas Estrelas” (Star Trek), “Guerra Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroe), “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), “A Gata e o Rato” (Moonlighting) e “Lois e Clark: As Novas Aventuras do Superman”. Ele também co-criou a série “Jogo Duplo” (Remington Steele), estrelada por Pierce Brosnan, além de também dirigir seu piloto. Depois de se formar em inglês pela UCLA, Robert Stanton Butler conseguiu um emprego como recepcionista na CBS em Hollywood e rapidamente subiu na hierarquia para secretário de produção, gerente de palco e depois assistente de direção em séries de antologias ao vivo como “Climax!” e “Playhouse 90”. Ele teve sua primeira chance como diretor num episódio de 1959 da comédia “Hennesey”, estrelado por Jackie Cooper, e seguiu por vários programas populares, incluindo “O Paladino do Oeste” (Have Gun – Will Travel), “Bonanza”, “O Homem do Rifle”, “O Fugitivo”, “Os Intocáveis”, “O Homem de Virgínia” (The Virginian) e “Além da Imaginação” (The Twilight Zone). O piloto perdido no espaço Curiosamente, seu primeiro piloto foi rejeitado. Mas entrou para a história da TV assim mesmo. Depois de dirigir dois episódios do drama militar “O Tenente”, de Gene Roddenberry, em 1963 e 64, o produtor lhe apresentou naquele ano o roteiro de “The Cage”, episódio piloto original de “Jornada nas Estrelas”, que trazia Jeffrey Hunter como o Capitão Pike, ao lado de Leonard Nimoy como Sr. Spock. Os executivos da rede NBC gostaram do visual apresentado, mas não entenderam nada. Então pediram para Rodenberry recriar a série, que finalmente foi ao ar com um novo piloto em 1966. As cenas do piloto original de 1964, porém, não foram descartadas e trechos acabaram indo ao ar num episódio de duas partes sobre a primeira tripulação da nave Enterprise, exibido em 1966. Anos depois, a fama do capítulo perdido levou a seu lançamento em vídeo. E, décadas ainda mais tarde, “The Cage” serviu como base para o lançamento da série “Star Trek: Strange New Worlds”, que estreou em 2022. O diretor teve mais sorte com seu piloto seguinte, “Guerra Sombra e Água Fresca” em 1965. A série sobre prisioneiros de um campo de concentração nazista precisava encontrar o tom certo para fazer rir – apesar do tema – , e Butler encontrou a forma perfeita de ridicularizar nazistas e fazer a produção virar um enorme sucesso. Santa inovação No ano seguinte, ele foi chamado para dirigir o episódio inaugural da produção mais hypada da época: “Batman”. Ele levou 21 dias para filmar o elogiado episódio piloto de Batman (dividido em duas partes de meia hora que foram ao ar em 12 e 13 de janeiro de 1966), empregando câmeras portáteis e tomadas de “ângulo holandês”, que mostravam o vilão O Charada (Frank Gorshin) e seus capangas em ambientes “inclinados” (afinal, eles eram tortos). A abordagem foi considerada revolucionária para TV e a série estrelada por Adam West (Batman) e Burt Ward (Robin) virou um fenômeno pop. Passeio pela Disney Em 1969, Butler estreou no cinema com “O Computador de Tênis”, uma comédia da Disney estrelada pelo jovem Kurt Russell. Ele reprisou a dose em “O Chimpanzé Manda-Chuva” de 1971, nova produção da Disney com Russell, e na continuação do primeiro filme, “Invencíveis e Invisíveis”, de 1972. Mas não se afastou da TV, comandando episódios de várias séries clássicas, como “Missão: Impossível”, “Havaí 5-0”, “Lancer”, “Cimarron”, “Kung Fu”, “Columbo” e “Os Waltons”, que lhe rendeu seu primeiro prêmio do Sindicado dos Diretores (DGA), além de telefilmes populares, como “A História de James Dean” (1976) e “The Blue Knight” (1973), drama policial estrelado por William Holden, pelo qual recebeu seu primeiro Emmy. Foram dois, na verdade: Melhor Diretor de Drama e Diretor do Ano. Bagunçando a estética televisiva Butler voltou a dirigir um piloto marcante em 1981, quando foi convocado a transformar o roteiro de “Chumbo Grosso”, de Steven Bochco e Michael Kozoll, numa série policial como nunca tinha se visto. Ele declarou que queria que os episódios parecessem “bagunçados”, inspirando-se numa estética documental para registrar o cotidiano agitado de uma delegacia de polícia. “Lembro-me do operador de câmera buscar imagens tradicionais, no estilo clássico de Hollywood que eu comecei a odiar, e tive que fazer uma lavagem cerebral nele para deixar tudo uma bagunça”, disse Butler numa entrevista de 2011 publicada no site do Sindicado dos Diretores dos EUA (DGA). “O truque era fazer com que parecesse real, vivo, obsceno, congestionado. Enchemos as ruas com carros abandonados e pichações. Sugerimos muito bem a crise da cidade”. Michael Zinberg, vice-presidente de desenvolvimento da NBC na época, disse que o piloto “foi a exibição mais convincente que já vi. Isso matou a sala. Por melhor que fosse o roteiro, só quando Bob Butler colocou as mãos nele é que virou ‘Chumbo Grosso’. Se tivessem contratado qualquer outro diretor, não teríamos aquela série.” A estética de “Chumbo Grosso” causou enorme impacto na TV americana, inspirando produções que viriam décadas depois na TV paga, e o trabalho de Butler foi reconhecido com seu terceiro Emmy, além de um novo DGA Award. Outros trabalhos marcantes Com o piloto de “A Gata o Rato”, estrelado por Cybill Shepherd e Bruce Willis como detetives particulares em 1985, Butler conseguiu sua única indicação ao Emmy na categoria de Comédia. Ele também é creditado como co-criador de “Jogo Duplo”, por ter sugerido a premissa, centrada numa mulher (Stephanie Zimbalist) determinada a dirigir uma agência de detetives, que, para ser levada a sério, decide inventar um superior masculino fictício, chamado Remington Steele (o futuro James Bond, Pierce Brosnan). Sua última indicação ao Emmy foi pelo piloto de “Lois e Clark: As Novas Aventuras do Superman” em 1993, que misturou a ação dos quadrinhos do Superman com elementos de soup opera romântica. Sua carreira foi homenageada pelo Sindicato dos Diretores com dois prêmios por suas realizações, em 2001 e 2015. “Poucos diretores mudaram tanto a face da televisão quanto Bob – seu impacto no meio é verdadeiramente imensurável, e essa perda para nosso Sindicato é profundamente sentida”, disse o presidente da DGA, Lesli Linka Glatter, em um comunicado. “À vontade em qualquer gênero, os pilotos de Bob estabeleceram a aparência de várias séries seminais, incluindo ‘Guerra Sombra e Água Fresca’, ‘Batman’ e ‘Jornada nas Estrelas’. Seu trabalho inovador em ‘Chumbo Grosso’ trouxe à vida a coragem e a realidade de um ambiente urbano, combinando seu estilo visual único com performances evocativas, que ele conseguiu de um elenco incomparável, mudando para sempre a trajetória e o estilo das séries do gênero”, completou a diretora.
Piper Laurie, atriz de “Carrie, a Estranha”, morre aos 91 anos
A atriz Piper Laurie, indicada três vezes ao Oscar, morreu na manhã deste sábado (14/10) em Los Angeles, aos 91 anos. Sua agente, Marion Rosenberg, revelou que a atriz já não gozava de boa saúde há algum tempo. Início da carreira Piper Laurie, nascida Rosetta Jacobs em 22 de janeiro de 1932 em Detroit, iniciou sua trajetória no cinema ainda na adolescência. Aos 17 anos, foi descoberta por agentes da Universal Pictures e fez sua estreia no filme “Os Noivos de Mamãe” (1950), atuando como filha de Ronald Reagan. Nos anos seguintes, Laurie foi vista em diversos filmes de aventura e romance, fazendo par com Tony Curtis em “O Príncipe Ladrão” (1951), “O Filho de Ali Babá” (1952), “…E o Noivo Voltou” (1952) e “A um Passo da Derrota” (1954), além de Rock Hudson em “Sinfonia Prateada” (1952) e “A Espada de Damasco” (1953), e Tyrone Poweer em “O Aventureiro do Mississippi” (1953). Mas, insatisfeita com os papéis superficiais que lhe eram oferecidos, decidiu romper o contrato com a Universal e mudar-se para Nova York. Performance de Oscar Depois de fazer algumas participações na TV, ela voltou às telas com “Desafio à Corrupção” (1961), onde contracenou com Paul Newman. No filme, ela deu vida à Sarah Packard, uma jovem alcoólatra que se envolvia com o protagonista Eddie Felson, interpretado por Newman, que enfrenta diversos adversários na mesa de bilhar enquanto lida com questões pessoais e emocionais. O longa dirigido por Robert Rossen virou um clássico do cinema, explorando temas de ambição, redenção e a natureza corrosiva do sucesso. A química entre Laurie e Newman foi um dos pontos altos da obra. Um dos momentos marcantes é quando Laurie expressa ao personagem de Newman: “Olha, eu tenho problemas e acho que talvez você tenha problemas. Talvez seja melhor nos deixarmos em paz”. A performance lhe rendeu sua primeira nomeação ao Oscar e a única como Melhor Atriz. Pausa na carreira Após o sucesso de “Desafio à Corrupção”, Piper Laurie casou-se com o escritor Joseph Morgenstern e, juntos, mudaram-se para Woodstock, no interior de Nova York. Durante esse período, Laurie dedicou-se à criação da filha do casal, Anne Grace, e ao estudo de escultura. Retorno triunfal A atriz só retornou à atuação na década de 1970, com outra atuação marcante em “Carrie, a Estranha” (1976) dirigido por Brian De Palma. Laurie interpretou Margaret White, a mãe religiosamente fanática da protagonista Carrie, vivida por Sissy Spacek. A relação tumultuada entre mãe e filha foi um dos pilares da narrativa, contribuindo para a atmosfera opressora e trágica do filme. A performance intensa de Laurie lhe rendeu nova indicação ao Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Nos anos seguintes, ela voltou a explorar o terror em “Ruby, A Amante Diabólica” (1977) e estrelou o drama romântico “Tim – Anjos de Aço” (1978), em que fez par com o ainda novato Mel Gibson, antes de mergulhar de vez na TV. Dez anos depois de “Carrie”, a atriz voltou a mostrar seu talento em “Filhos do Silêncio” (1986), onde interpretou a mãe da personagem principal, interpretada por Marlee Matlin. No filme, Laurie retrata as tensões e desafios enfrentados por famílias que lidam com deficiências auditivas, oferecendo uma atuação sensível e impactante, que lhe rendeu nova indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Carreira televisiva Piper Laurie também foi nomeada nove vezes ao Emmy ao longo de sua carreira, vencendo uma vez. Seu triunfo veio com o telefilme “A Promessa” de 1986, onde ela interpretou uma antiga paixão do personagem de James Garner. Entre seus papéis televisivos notáveis destacam-se a participação na minissérie “Os Pássaros Feridos” (“The Thorn Birds”, 1983), um fenômeno de audiência, que lhe rendeu indicação de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie, e seu papel na série “Twin Peaks” (1990-1991) como Catherine Martell, uma mulher astuta e poderosa, que no ano seguinte retornou à série disfarçada de homem, uma jogada audaciosa que demonstrou sua capacidade de Laurie de mergulhar profundamente em seus personagens. Esta performance rendeu à atriz duas de suas nove indicações ao Emmy. Ela também teve participações notáveis em séries populares como “Frasier”, “Plantão Médico”, “O Toque de Um Anjo”, “Will & Grace” e “Law and Order: SVU”. Últimos filmes Paralelamente, a atriz continuou a atuar em filmes, especialmente do gênero terror, como “Trauma” (1993), do mestre italiano Dario Argento, e “Prova Final” (1998), do então novato Robert Rodriguez, e “Bad Blood” (2012), entre outros. Seu último papel cinematográfico foi em “White Boy Rick” (2018), como a avó do personagem-título, um informante do FBI que se tornou traficante de drogas. Entre outras curiosidades de sua vida pessoal e profissional, destaca-se o fato de Laurie ter revelado em sua autobiografia de 2011, “Learning to Live Out Loud”, que perdeu a virgindade para Ronald Reagan e que teve um affair com Mel Gibson, sendo este último quando ela tinha o dobro da idade do ator.
Krysten Ritter é clonada no teaser do spin-off de “Orphan Black”
O canal pago americano AMC divulgou o primeiro teaser de “Orphan Black: Echoes”, spin-off da premiada série de clones “Orphan Black”. A prévia mostra Krysten Ritter (“Jessica Jones”) despertando sem memórias após um “procedimento” e descobrindo clones iguais a ela. Exibida de 2013 a 2017, “Orphan Black” girava em torno de um grupo de mulheres que descobria ser clones da mesma pessoa, após serem separadas e criadas em diferentes localidades, em meio a uma conspiração envolvendo grupos rivais numa guerra pelo controle da experiência. A continuação não traz de volta as “sisters” originais do “clone club” – ou “sestras” como dizia a clone russa – que foram interpretadas, de forma impressionante, pela mesma atriz: a canadense Tatiana Maslany, em uma dezena de papéis diferentes. Em vez disso, a atração contará outra história passada no mesmo universo. Produção, sinopse e elenco Criada por Anna Fishko (roteirista de “Fear the Walking Dead”), “Orphan Black: Echoes” vai seguir um novo grupo de mulheres interpretadas por Ritter, enquanto elas entram na vida umas das outras e embarcam em uma jornada para desvendar o mistério de sua identidade. Além de estrelar, Ritter também produz a série ao lado de Fishko e John Fawcett, co-criador da série original. O elenco ainda conta com Avan Jogia (“Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City”), Keeley Hawes (“Finding Alice”), James Hiroyuki Liao (“The Dropout”), Jonathan Whittaker (“The Expanse”) e Reed Diamond (“Agentes da SHIELD”). “Orphan Black: Echoes” será lançada em 2024, ainda sem data específica.











