O Retorno de Mary Poppins leva o espectador à era de ouro de Hollywood
Se atualmente a Disney quer transformar suas animações em filmes live-action, o próprio Walt pensou ao contrário quando decidiu adaptar o livro de P.L. Travers em live-action com cara de animação. “Mary Poppins” ainda é a maior referência em termos de mistura de atores e desenhos da Disney. Não há nada igual com tamanha qualidade. E independentemente de qualquer coisa, o clássico de 1964 e Julie Andrews permanecem eternos, irretocáveis e encantadores até hoje. Por isso mesmo, sua primeira continuação não poderia arriscar nada muito diferente, exceto uma homenagem emocionante ao original e, consequentemente, uma viagem ao tempo dos musicais de outra era de Hollywood. Ou seja, trilhando o caminho da nostalgia sem deixar de dar sequência aos eventos narrados no original. Por isso, “O Retorno de Mary Poppins” parece o mesmo filme de antigamente. Lembra sua estrutura de roteiro e um cinema “classudo” que não volta mais, porém alguns pontos técnicos e narrativos foram devidamente atualizados. A transição foi muito bem feita (com amor) e continua uma história mágica como deve ser, mas com uma Emily Blunt maravilhosa, uma deusa como a Mary Poppins deste século, que só pode ter deixado Julie Andrews orgulhosa. Esse filme é sua consagração definitiva como atriz e estrela de cinema. Isso não quer dizer que “O Retorno de Mary Poppins” não tenha novidades em relação ao longa de 1964. No longa original de Robert Stevenson, a babá vivida por Julie Andrews faz as crianças agirem como crianças e não como pequenos adultos, enquanto mostra a um homem a importância de ser pai. No filme de Rob Marshall, a babá, agora interpretada por Emily Blunt, volta a fazer o mesmo com as crianças, mas o principal foco é mostrar que ser adulto não significa necessariamente matar a criança que existe dentro de você. Se a estrutura é praticamente a mesma, além dos cenários reproduzidos com o máximo de fidelidade, deixando a impressão proposital de que o tempo não passou, até as músicas de “O Retorno de Mary Poppins” são boas, assim como os números musicais. Destaque para “A Cover is Not the Book” e “Trip a Little Light Fantastic”, que provam o quanto Emily Blunt e Lin-Manuel Miranda nasceram para cantar e dançar juntos e com figurinos exuberantes, da mesma forma que Julie Andrews e Dick Van Dyke. O veterano ator e dançarino, por sinal, tem uma breve e emocionante participação na sequência, sapateando, claro, aos 93 anos de idade. Os mais velhos podem ir às lágrimas devido ao saudosismo e, embora o público infantil de hoje seja muito diferente da época de “Mary Poppins”, as crianças também podem embarcar na magia só pela grandiosidade em cena, embora tanta dança e cantoria possa parecer um tanto cansativo para a geração mais acostumada com explosões de games e de filmes de super-heróis. De todo modo, é possível reparar que, ao contrário do lançamento de 1964, um filme infantil para espectadores de todas as idades, o novo “Mary Poppins” mirou mesmo os adultos que amam o clássico, levando em consideração a mensagem para que ele não esqueça que foi criança um dia. É claro que “O Retorno de Mary Poppins” está longe de ser perfeito. O filme não precisava de um vilão e toda a sequência com Meryl Streep parece ter sido concebida só para contar com… a participação de Meryl Streep. Mas o diretor dos musicais “Chicago” (2002), “Nine” (2009) e “Caminhos da Floresta” (2014) conseguiu entregar seu melhor filme ao relembrar que o cinema ainda pode reviver sua era de ouro sem trair sua evolução natural – como unir animação tradicional com CGI, musicais à moda antiga com uma narrativa moderna e efeitos práticos com digitais.
Conheça duas músicas da trilha de O Retorno de Mary Poppins
A Disney divulgou as primeiras duas músicas da trilha sonora de “O Retorno de Mary Poppins”. “The Place Where Lost Things Go” é uma balada interpretada por Emily Blunt, que vive a personagem-título nessa nova versão. Vale lembrar que a atriz já tinha revelado seus dotes vocais numa produção anterior da Disney, “Caminhos da Floresta” (2014). Já “Trip a Little Light Fantastic” traz Lin-Manuel Miranda como a voz principal. Conhecido pelo musical “Hamilton”, o ator também já cedeu seu talento para a Disney em outra oportunidade, como compositor das canções de “Moana: Um Mar de Aventuras” (2016). No novo filme, ele interpreta Jack, um “ascendedor de lâmpadas”, profissional que antigamente ascendia as luminárias da rua, e aprendiz de aprendiz de Bert, personagem do filme original e um dos melhores amigos de Poppins. “O Retorno de Mary Poppins” se passa em Londres, durante os anos 1930, e encontra Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), as crianças de quem Mary foi babá há muitos anos, já adultos. Michael mora com seus três filhos e sua governanta (Julie Walters) e, depois de uma tragédia pessoal, ele vê a babá mágica retornar para ajudar sua família. Só que, dessa vez, ela vem acompanhada de um amigo muito especial, Jack (Lin-Manuel Miranda). A trama terá ainda Meryl Streep no papel de Topsy, a excêntrica prima de Mary Poppins, além de Colin Firth e até Dick Van Dyke, intérprete do simpático limpador de chaminés Bert no filme de 1964, numa aparição especial. Com direção de Rob Marshall (“Caminhos da Floresta”), o longa chega em 20 de dezembro ao Brasil, um dia depois dos Estados Unidos.
Personagens de O Retorno de Mary Poppins ganham pôsteres individuais
A Disney divulgou uma coleção de pôsteres dos personagens que acompanham a volta de Mary Poppins ao cinema. Além da protagonista, agora vivida por Emily Blunt (“A Garota no Trem”), os cartazes trazem os personagens vividos por Lin-Manuel Miranda (“A Estranha Vida de Timothy Green”), Meryl Streep (“Mamma Mia!”), Colin Firth (“Kingsman: O Círculo Dourado”) e Julie Walters (“As Aventuras de Paddington”) “O Retorno de Mary Poppins” se passa em Londres, durante os anos 1930, e encontra Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), as crianças de quem Mary foi babá há muitos anos, já adultos. Michael mora com seus três filhos e sua governanta (Julie Walters) e, depois de uma tragédia pessoal, ele vê a babá mágica retornar para ajudar sua família. Só que, dessa vez, ela vem acompanhada de um amigo muito especial, Jack (Lin-Manuel Miranda), responsável por acender as luzes da cidade. Juntos, eles ajudam a família a recuperar a alegria que tinham antes. A trama terá ainda Meryl Streep no papel de Topsy, a excêntrica prima de Mary Poppins, além do citado Colin Firth e até Dick Van Dyke, intérprete do simpático limpador de chaminés Bert no filme de 1964, numa aparição especial. Com direção de Rob Marshall (“Caminhos da Floresta”), o longa chega em 20 de dezembro ao Brasil, um dia depois dos Estados Unidos.
Novo trailer de O Retorno de Mary Poppins mantém a magia do clássico dos anos 1960
A Disney divulgou um novo trailer da volta de Mary Poppins ao cinema. A prévia mostra a personagem, agora vivida por Emily Blunt (“A Garota no Trem”), reencontrando a família Banks, com direito ao velho truque do clássico original: um mergulho (literal, no caso) em cenas que mesclam atores e animação tradicional (2D) em números musicais. “O Retorno de Mary Poppins” se passa em Londres, durante os anos 1930, e encontra Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), as crianças de quem Mary foi babá há muitos anos, já adultos. Michael mora com seus três filhos e sua governanta (Julie Walters) e, depois de uma tragédia pessoal, ele vê a babá mágica retornar para ajudar sua família. Só que, dessa vez, ela vem acompanhada de um amigo muito especial, Jack (Lin-Manuel Miranda), responsável por acender as luzes da cidade. Juntos, eles ajudam a família a recuperar a alegria que tinham antes. A trama terá ainda Meryl Streep no papel de Topsy, a excêntrica prima de Mary Poppins, além de Colin Firth e até Dick Van Dyke, intérprete do simpático limpador de chaminés Bert no filme de 1964, numa aparição especial. Com direção de Rob Marshall (“Caminhos da Floresta”), o longa chega em 20 de dezembro ao Brasil, um dia depois dos Estados Unidos.
John Krasinski confirma que está escrevendo a continuação de Um Lugar Silencioso
O ator, diretor e roteirista John Krasinski confirmou que está desenvolvendo a história da continuação de “Um Lugar Silencioso”, um dos melhores filmes de terror do ano, após relutar em reviver a experiência daquele filme. A continuação foi confirmada em abril pelo presidente da Paramount Pictures, Jim Gianopoulos, mas Krasinski afirma ter pedido para que o estúdio buscasse outras pessoas para a produção. Ele contou, durante uma palestra na noite de quarta (17/10), no Silver Screen Theatre em Los Angeles, que pretendia se afastar, porque via “Um Lugar Silencioso” como algo único: o único trabalho que ele compartilhou com a esposa, a atriz Emily Blunt. Mas os US$ 334 milhões arrecadados pelo longa fizeram com que a Paramount insistisse. “Então eu tive essa pequena ideia para a continuação e comentei com o produtor Andrew Form”, disse Krasinski. “E ele me disse para pensar sobre isso um pouco mais. E então eu pensei: ‘Isso pode realmente funcionar’. Foi assim que acabei me envolvendo de novo e estou escrevendo a sequência”. Ainda não há previsão de estreia para a continuação. Krasinski também está desenvolvendo uma ficção científica intitulada “Life on Mars” – como a famosa música de David Bowie – , que ele pretende dirigir.
Trailer mostra que a volta de Mary Poppins ao cinema inclui seus velhos truques mágicos
A Disney divulgou um novo pôster e o primeiro trailer da volta de Mary Poppins ao cinema. A prévia mostra como a personagem, agora vivida por Emily Blunt (“A Garota no Trem”), vem trazer mágica novamente para a família Banks, com direito ao velho truque do clássico original: um mergulho (literal, no caso) em cenas que mesclam atores e animação tradicional (2D). “O Retorno de Mary Poppins” se passa em Londres, durante os anos 1930, e encontra Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), as crianças de quem Mary foi babá há muitos anos, já adultos. Michael mora com seus três filhos e sua governanta (Julie Walters) e, depois de uma tragédia pessoal, ele vê a babá mágica retornar para ajudar sua família. Só que, dessa vez, ela vem acompanhada de um amigo muito especial, Jack (Lin-Manuel Miranda), responsável por acender as luzes da cidade. Juntos, eles ajudam a família a recuperar a alegria que tinham antes. A trama terá ainda Meryl Streep no papel de Topsy, a excêntrica prima de Mary Poppins, além de Colin Firth e até Dick Van Dyke, intérprete do simpático limpador de chaminés Bert no filme de 1964, numa aparição especial. Com direção de Rob Marshall (“Caminhos da Floresta”), o longa chega em 20 de dezembro ao Brasil, um dia depois dos Estados Unidos.
Emily Blunt e Dwayne Johnson comemoram final das filmagens de Jungle Cruise
A Disney divulgou um vídeo para anunciar o final das filmagens de “Jungle Cruise”, com os atores Emily Blunt e Dwayne “The Rock” Johnson comemorando a realização com a equipe técnica nos bastidores a produção. As filmagens duraram apenas três meses, mas ainda há pela frente um longo percurso até o lançamento nas telas, com várias etapas de pós-produção. “Jungle Cruise” é inspirado na atração homônima, umas mais antigas da Disneylândia, inaugurada em 1955, onde as pessoas viajam a bordo de um barco pitoresco pelo rio de uma selva povoada por animais e tribos “selvagens”. A data é significativa, porque explica o traje de The Rock. É praticamente o mesmo figurino de Humphrey Bogart em “Uma Aventura na África” (1951), clássico que foi até referenciado pelo ator em vídeo anterior das filmagens. Já Emily Blunt está com uma roupa de “aventureira” similar à vestida por Kathleen Turner em “A Jóia do Nilo” (1985). Estes filmes devem ser as grandes influências do roteiro, escrito pela dupla Glenn Ficarra e John Requa (“Golpe Duplo”) em parceria com Michael Green (“Logan”). O filme tem direção de Jaume Collet-Serra (“O Passageiro”) e estreia prevista apenas para outubro de 2019.
Disney é criticada por escalar ator hetero para viver primeiro personagem gay assumido do estúdio
Após Scarlett Johansson ser “convencida” a desistir de interpretar um transexual no cinema, por pressão do movimento LGBTQIA+, é a vez da Disney ser criticada nas redes sociais por ter escolhido um ator heterossexual para interpretar o primeiro grande personagem abertamente gay de seus filmes. O ator inglês Jack Whitehall (da série “Fresh Meat”) confirmou em seu perfil no Instagram que estará em “Jungle Cruise”, aventura inspirada num passeio da Disneylândia, que será estrelada por Dwayne Johnson e Emily Blunt. Segundo o tabloide inglês The Sun, o personagem será “afetado, exagerado e engraçado”. Em vez de comemorar a “ousadia” da Disney ao finalmente incluir um personagem gay num de seus filmes infantis – após 97 anos de produções – , o público LGBTQIA+ apontou o contrário, a falta de ousadia da Disney ao escalar um ator heterossexual para o papel. “Amo Jack Whitehall, mas eles seriamente não podiam ter escolhido alguém que é gay de verdade?”, escreveu uma pessoa. “Não é que seja um problema escalar um fantástico aliado heterossexual para um papel gay, mas é que há tantos atores gays sub-representados em todos os papéis por aí… então eu acho que isso é fantástico, mas também um pouco triste”, apontou o comediante James Barr. “Se não deixaram a Scarlett Johansson interpretar um homem trans, então não deveriam deixar o Jack Whitehall viver um homem gay. Especialmente se você considerar que há centenas de gays assumidos em Hollywood que são melhores atores do que ele”, disse outra pessoa. Além disso, a descrição do personagem dada ao jornal The Sun por uma fonte só fez a indignação crescer nas redes. “Sério, Disney? Seu primeiro personagem gay de peso vai ser vivido por um homem branco e heterossexual e perpetuar estereótipos? Que erro, esse navio devia afundar”, protestou outro no Twitter. “Jungle Cruise” tem roteiro da dupla Glenn Ficarra e John Requa (“Golpe Duplo”) em parceria com Michael Green (“Logan”), direção de Jaume Collet-Serra (“O Passageiro”) e estreia prevista apenas para outubro de 2019.
Dwayne Johnson e Emily Blunt aparecem no primeiro vídeo de bastidores de Jungle Cruise
A Disney divulgou um vídeo de bastidores de “Jungle Cruise”, o próximo passeio da Disneylândia a virar filme – antigamente, filmes de sucesso é que viravam atrações de parques temáticos, mas “Piratas do Caribe” inverteu essa ordem. A prévia não revela muito, mas sugere o clima inamistoso dos personagens, já que Emily Blunt reclama o tempo inteiro da intrusão de Dwayne Johnson, numa “brincadeirinha” roteirizada. O mais interessante, na verdade, são as duplas citadas por “The Rock” como exemplos para seus papéis: Katharine Hepburn e Humphrey Bogart – e vale reparar que ele veste praticamente a mesma roupa que Humphrey Bogart em “Uma Aventura na África” (1951) – e Kathleen Turner e Michael Douglas – de “Tudo por uma Esmeralda” (1984) e “A Jóia do Nilo” (1985). Estes filmes devem ser as grandes influências do roteiro, escrito pela dupla Glenn Ficarra e John Requa (“Golpe Duplo”) em parceria com Michael Green (“Logan”). “Jungle Cruise” é um das atrações mais antigas da Disneylândia, inaugurada em 1955, onde as pessoas viajam a bordo de um barco pitoresco pelo rio de uma selva povoada por animais e tribos “selvagens”. É bem provável, portanto, que “Uma Aventura na África” (1951) tenha sido uma das inspirações de sua concepção. A Disney já transformou outros passeios de seus parques temáticos em filmes. Teve sucesso com “Piratas do Caribe” (2003), mas experimentou muitos fracassos, como “Beary e os Ursos Caipiras” (2002), “Mansão Mal-Assombrada” (2003) e “Tomorrowland” (2015). O filme tem direção de Jaume Collet-Serra (“O Passageiro”) e estreia prevista apenas para outubro de 2019.
Produtor já planeja terceiro filme da franquia Sicario com Emily Blunt
“Sicario: Dia do Soldado”, continuação do thriller “Sicario: Terra de Ninguém”, ainda chegou aos cinemas, mas o produtor Trent Luckinbill já está planejando o terceiro longa da franquia. “Esse novo filme deixa a porta mais aberta para um terceiro, porque queremos continuar nesse universo. Eu diria que os fãs com certeza podem aguardar um terceiro filme. Todo mundo está disposto a fazer”, ele disse em entrevista ao site ScreenRant. Por “todo mundo”, ele inclui não apenas o roteirista Taylor Sheridan e o elenco da continuação, liderado por Josh Brolin e Benicio Del Toro, como também a atriz Emily Blunt, estrela do primeiro “Sicario”, que ficou de fora do segundo longa. “Eu acho que Taylor Sheridan deve ter algumas ideias a respeito disso, mas estamos abertos para esse mundo e adoraríamos trazer Emily de volta”, Luckinbill acrescentou, desta vez em entrevista ao site CinemaBlend. “Nós ainda não desenvolvemos o roteiro, mas seu retorno realmente faria sentido. Somos todos fãs do filme e chegamos à mesma conclusão: que seria incrível vê-la de novo. Então, estamos agilizando essas conversas agora”. Orçado em US$ 30 milhões, o primeiro “Sicario”, dirigido por Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”), não se pagou nas bilheterias, rendendo apenas US$ 46 milhões nos EUA e um total de US$ 84 milhões em todo o mundo. Mas encantou a crítica e teve três indicações ao Oscar 2016: Melhor Edição de Som, Trilha Sonora e Fotografia. A sequência, com direção de Stefano Sollima, do filme “Suburra” (2015) e da série “Gomorrah”, tem estreia marcada para 28 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Trailer e cena da continuação de Sicario destacam clima de guerra
A Sony divulgou uma coleção de pôsteres internacionais, uma cena inédita e um novo trailer explosivo de “Sicario 2: Soldado”, continuação do suspense policial “Sicario: Terra de Ninguém” (2015). A prévia tem clima de filme de guerra e é repleta de ação, transportando o clima de combate ao terrorismo no Oriente Médio para o deserto mexicano, conforme o grupo de operações especiais comandado por Josh Brolin (“Deadpool 2”) ataca membros de um poderoso cartel de drogas. Mas uma reviravolta da trama faz o principal soldado da missão, o matador vivido por Benicio Del Toro, entrar em conflito com as ordens dos americanos. O elenco também inclui Catherine Keener (“Corra!”), Isabela Moner (“Transformers: O Último Cavaleiro”), Jeffrey Donovan (série “Shut Eye”), Matthew Modine (série “Stranger Things”), Christopher Heyerdahl (série “Van Helsing”), Manuel Garcia-Rulfo (“Assassinato no Expresso do Oriente”) e Ian Bohen (série “Teen Wolf”). Quem não volta é a personagem de Emily Blunt, que, segundo o roteirista Taylor Sheridan, completou sua história no primeiro filme. Outra mudança acontece na direção. No lugar do canadense Dennis Villeneuve (“Blade Runner 2049”), entrou o italiano Stefano Sollima, do filme “Suburra” (2015) e da série “Gomorrah”. Orçado em US$ 30 milhões, o primeiro “Sicario” não se pagou nas bilheterias, rendendo apenas US$ 46 milhões nos EUA e um total de US$ 84 milhões em todo o mundo. Mas encantou a crítica e teve três indicações ao Oscar 2016: Melhor Edição de Som, Trilha Sonora e Fotografia. A sequência tem estreia marcada para 28 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Um Lugar Silencioso é uma aula de cinema brilhante e assustadora
Quem diria que John Krasinski, um ator mais conhecido por seu papel numa série de comédia (“The Office”), seria capaz de entregar um filme tão espetacular como diretor? “Um Lugar Silencioso” passa longe de ser comédia. É um filme de terror – e bastante assustador como raramente conseguem fazer atualmente –, realizado com amor e respeito não somente pelo gênero, mas principalmente pelas regras básicas da origem da sétima arte erguida através da harmonia entre imagem, som e trilha. Remete aos filmes mudos de mais de 100 anos atrás, mas executa essa inspiração em um equilíbrio perfeito com o que entendemos ser o cinema dos dias de hoje, mais comercial e direcionado a um público essencialmente jovem, que se distrai fácil e está atrás de um consumo rápido e prazeroso ao mesmo tempo. “Um Lugar Silencioso” surpreende por ser uma aula de cinema de quem jamais suspeitaríamos. Basicamente, basta você saber que o filme acompanha uma família tentando sobreviver num futuro em que a humanidade foi dizimada por criaturas que não sabemos de onde vieram e o que realmente são. Sabe-se apenas que elas são cegas e, por isso, guiadas pelo som. De forma brilhante, o filme começa sem explicar nada verbalmente. É tudo muito visual, desde à introdução, que registra o próprio John Krasinski ao lado de Emily Blunt (sua esposa na vida real, em seu primeiro trabalho juntos) e os filhos do casal buscando (em silêncio) suprimentos antes de voltar para casa. Conduzido por Krasinski, o excelente trabalho da diretora de fotografia Charlotte Bruus Christensen (“A Garota no Trem”) capta primeiro os cenários, depois vultos nas sombras, revelados posteriormente pela luz como membros da família citada. E, só nos minutos seguintes, descobrimos de maneira terrivelmente impactante o que assusta aquela gente e motiva o silêncio geral. É quando surge o título do filme na tela, assim como a certeza de que ninguém ali está seguro. E já nessa introdução se dá uma aula de roteiro e direção, tanto pela evolução da narrativa quanto na apresentação de personagens e o desenvolvimento crescente do suspense. É cinema à moda antiga, clássico, porque confia na inteligência da plateia, no silêncio, nas imagens, nas linguagens de sinais expressadas pelos atores e no terror de que o som pode surgir aqui e ali a qualquer momento. Ora num volume baixíssimo, dando a incômoda impressão de que na verdade não ouvimos nada e foi coisa da nossa imaginação, ora num repentino estouro em volume máximo para impactar e provar o quanto o som é importante num filme, embora Krasinski queira mostrar também o mesmo peso em relação à ausência de palavras e efeitos sonoros. E é na linha tênue que separa o silêncio e o som que reside a beleza e o horror de “Um Lugar Silencioso” como espetáculo. Sem falas, Krasinski consegue quebrar um vício atual que emburrece o cinema, ao contar sua história sem diálogos expositivos, voltando a atenção do espectador para as imagens que falam por si. Em poucos segundos, o filme explica o que precisamos saber sobre os monstros usando apenas recortes de jornais, além de fotos, anotações e impressões presas na parede. Krasinski também é objetivo e sutil ao revelar que a personagem de Emily Blunt está grávida. E econômico, sem precisar se repetir para dar o recado, sendo que um belo exemplo está na cena final. E os olhares dos atores de um elenco incrível dizem muito mais que quaisquer palavras. Também é um filme moderno, entretenimento veloz e furioso, que nem por isso menospreza seu público. Vai direto ao ponto, com uma duração de 1h30, e não dá a mínima chance do espectador mais apressado ou com déficit de atenção reclamar. Mesmo com a escassez de diálogos, a tensão é construída de forma crescente, ininterrupta e insuportável. Ou seja, são poucos os momentos em que podemos respirar entre as várias cenas nervosas. Algumas sequências alcançam o medonho, como o momento em que Emily Blunt (em uma de suas melhores atuações) tira seu bebê do “berço” e seu movimento é acompanhado pela criatura emergindo lentamente da água. Krasinski disse que “Tubarão”, de Steven Spielberg, foi uma de suas inspirações para fazer este filme. E ele acerta ao deixar claro que inspirar não é copiar, porque não lembramos do clássico de 1975 em momento algum enquanto assistimos a “Um Lugar Silencioso”, mas o clima e o tom, desde a sensação de medo e a utilização de som e música para orquestrar suas intenções, são realmente bastante similares. Mais que o terror, “Um Lugar Silencioso” se conecta com o público por ser um filme sobre família e mostrar os sacrifícios que somos capazes de fazer por quem amamos de verdade, além de servir de metáfora para um mundo aterrorizante e real, no qual a repressão tenta manter a todos em silêncio. Assim como Jordan Peele, com “Corra!”, o melhor filme de terror de 2017, Krasinski demonstra que não se pode subestimar comediantes que resolvem assustar o público, dando razão a quem tem medo de palhaços. Dificilmente “Um Lugar Silencioso” será superado por outro exemplar do gênero em 2018.
Stephen King elogia Um Lugar Silencioso: “Trabalho extraordinário”
O terror “Um Lugar Silencioso” conquistou a crítica americana em sua estreia neste fim de semana, mas um comentário em particular será guardado com especial carinho por John Krasinski, que estrela, escreveu e dirigiu o filme. Ninguém menos que o escritor Stephen King (“It – A Coisa”) foi ao Twitter rasgar elogios à produção. “É um trabalho extraordinário. Atuação maravilhosa, mas a coisa principal é o silêncio, e como faz o alcance da câmera se expandir como poucos filmes conseguiram”, escreveu King. O filme está atualmente com 96% de aprovação da crítica, com apenas seis críticas negativas num total de 167 resenhas, mas atinge 100% entre os críticos que o Rotten Tomatoes considera elite – de jornais e revistas. Em sua avant-première no Festival SXSW, foi aplaudido de pé. O terror é o terceiro filme dirigido por Krasinski, após as comédia indies “Brief Interviews with Hideous Men” (2009) e “Família Hollar” (2016), e marca a primeira vez que ele contracena com sua esposa na vida real, a atriz Emily Blunt (“Sicario”). Os dois vivem os pais de uma família em fuga, que se afasta da civilização para viver no mais completo silêncio, numa fazenda isolada. O motivo do silêncio são criaturas terríveis, que invadiram o planeta e reagem ao menor barulho. Considerado o melhor terror do ano, até este momento, o filme também estreou no Brasil na quinta-feira (5/4) A QUIET PLACE is an extraordinary piece of work. Terrific acting, but the main thing is the SILENCE, and how it makes the camera's eye open wide in a way few movies manage. — Stephen King (@StephenKing) April 6, 2018









