The Handmaid’s Tale: 2ª temporada ganha primeira imagens
A premiada série “The Handmaid’s Tale”, vencedora do Emmy 2017 e do Globo de Ouro 2018, teve as primeiras imagens de sua 2ª temporada divulgadas pela plataforma de streaming Hulu. As fotos registram a protagonista June/Offred (Elisabeth Moss) ensanguentada, além de cenas de trabalhadoras rurais nas colônias e aias em trajes pretos, refletindo o luto durante um funeral. Em entrevista para a revista Entertainment Weekly, o showrunner Bruce Miller adiantou que os novos episódios adentrarão território inexplorado, já que ultrapassarão a trama do livro original, “O Conto da Aia”. Ele e os roteiristas trabalharam com a escritora da obra, Margaret Atwood, para desenvolver ainda mais o mundo da série. “Margaret e eu começamos a falar sobre a forma da 2ª temporada já na metade da 1ª”, disse Miller. Entre as novidades, os próximos episódios irão explorar a vida dos refugiados (como Moira, vivida por Samira Wiley) que conseguiram escapar de Gileade, bem como os que foram exilados para as colônias (uma das fotos) e as áreas poluídas e contaminadas da América do Norte. A 2ª temporada estreia em abril na plataforma americana Hulu, um mês depois da temporada inaugural finalmente chegar no Brasil – via canal pago Paramount.
A Forma da Água, de Guillermo del Toro, vence o Critics Choice 2018
O Critics Choice Awards entregou seus prêmios na noite de quinta (11/1) em Los Angeles, numa cerimônia apresentada pela atriz Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse). E os resultados foram muito parecidos com a premiação de domingo passado (7/11), o Globo de Ouro 2018, que também é um prêmio de críticos. A principal diferença ficou por conta dos discursos menos engajados, das roupas mais coloridas e do troféu principal, de Melhor Filme. Enquanto os críticos estrangeiros preferiram “Três Anúncios para um Crime”, os americanos premiaram “A Forma da Água”, fantasia de Guillermo Del Toro produzida pela Fox Searchlight, que teve direito a recado para a Disney no discurso do produtor J. Miles Dale: “Eu não sei se Bob Iger [CEO da Disney] está aí ou não. Não tenho certeza do que vai acontecer. Mas não estrague isso”. Del Toro ainda venceu o troféu de Melhor Direção, repetindo a conquista do Globo de Ouro. Também foram iguais os resultados de Melhor Ator e Atriz de Drama, conquistados, respectivamente, por Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) e Frances McDormand (“Três Anúncios de um Crime”). E James Franco (“Artista do Desastre”) voltou a vencer como Melhor Ator de Comédia. Enfrentando denúncias de assédio, que surgiram após sua premiação no Globo de Ouro, Franco não compareceu ao evento dos críticos e seu troféu acabou recebido por Walton Goggins (“Vice Principals”) em seu nome. A Melhor Atriz de Comédia foi Margot Robbie (“Eu, Tonya”), marcando uma diferença em relação aos críticos estrangeiros, que preferiram Saoirse Ronan (“Lady Bird”). Já os coadjuvantes foram os mesmos de domingo: Allison Janney (“Eu, Tonya”) e Sam Rockwell (“Três Anúncios de um Crime”). A maior divergência, porém, ficou por conta da vitória de “Doentes de Amor” como Melhor Comédia. O filme nem tinha sido indicado ao Globo de Ouro. Por conta disso, “Lady Bird”, que venceu a categoria no domingo, acabou sem nenhum troféu do Critics Choice. O prêmio dos críticos também inclui produções cinematográficas de outros gêneros, assim “Corra!” venceu como Melhor Terror ou Sci-Fi e “Mulher-Maravilha” como Melhor Filme de Ação. Além disso, a intérprete da heroína, Gal Gadot, foi homenageada no evento, mantendo o empoderamento feminino na pauta da temporada. Entre os prêmios televisivos, houve ainda maior coincidência. Apenas um troféu importante foi diferente. Ted Danson (“The Good Place”) venceu como Melhor Ator de Comédia, em vez de Aziz Ansari (“Master of None”). Os demais nomes foram basicamente uma reprise do Globo de Ouro: “Handmaid’s Tale” como Melhor Série e Atriz (Elisabeth Moss) de Drama, “The Marvelous Mrs. Maisel” como Melhor Série e Atriz (Rachel Brosnahan) de Comédia, “Big Little Lies” como Melhor Minissérie, Atriz (Nicole Kidman), Atriz Coadjuvante (Laura Dern) e Ator Coadjuvante (Alexander Skarsgård) de Minissérie, além dos prêmios de Sterling K. Brown (“This Is Us”) como Melhor Ator de Série Dramática e Ewan McGregory (“Fargo”) como Melhor Ator de Minissérie. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. PREMIAÇÃO DO CRITICS CHOICE AWARDS 2018 CINEMA MELHOR FILME “A Forma da Água” MELHOR DIRETOR Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) MELHOR ATOR Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) MELHOR ATRIZ Frances McDormand (“Três Anúncios de um Crime”) MELHOR ATOR EM COMÉDIA James Franco (“Artista do Desastre”) MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA Margot Robbie (“Eu, Tonya”) MELHOR ATOR COADJUVANTE Sam Rockwell (“Três Anúncios de um Crime”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Allison Janney (“Eu, Tonya”) MELHOR REVELAÇÃO Brooklynn Prince (“Projeto Flórida”) MELHOR ELENCO “Três Anúncios de um Crime” MELHOR ROTEIRO ADAPTADO James Ivory (“Me Chame pelo seu Nome”) MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Jordan Peele (“Corra”) MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Roger Deakins “Blade Runner 2049”) MELHOR FIGURINO Mark Bridges (“Trama Fantasma”) MELHOR MONTAGEM Paul Machliss e Jonathan Amos (“Em Ritmo de Fuga”) e Lee Smith (“Dunkirk”) MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Paul Denham Austerberry, Shane Vieau e Jeff Melvin (“A Forma da Água”) MELHOR TRILHA SONORA Alexandre Desplat (“A Forma da Água”) MELHOR CANÇÃO “Remember Me” (“Viva – A Vida é uma Festa”) MELHORES EFEITOS VISUAIS “Planeta dos Macacos – A Guerra” MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO “O Destino de uma Nação” MELHOR ANIMAÇÃO “Viva – A Vida É uma Festa” MELHOR COMÉDIA “Doentes de Amor” MELHOR FILME DE AÇÃO “Mulher-Maravilha” MELHOR FILME DE TERROR OU SCI-FI “Corra!” MELHOR FILME ESTRANGEIRO “Em Pedaços” (Alemanha) TELEVISÃO MELHOR SÉRIE DE DRAMA “The Handmaid’s Tale” MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA Sterling K. Brown (“This Is Us”) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA David Harbour (“Stranger Things”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”) MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA “The Marvelous Mrs. Maisel” MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA Ted Danson (“The Good Place”) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA Walton Goggins (“Vice Principals”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA Mayim Bialik (“The Big Bang Theory”) MELHOR SÉRIE LIMITADA “Big Little Lies” MELHOR TELEFILME “The Wizard of Lies” MELHOR ATOR EM TELEFILME OU SÉRIE LIMITADA Ewan McGregory (“Fargo”) MELHOR ATRIZ EM TELEFILME OU SÉRIE LIMITADA Nicole Kidman (“Big Little Lies”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM TELEFILME SÉRIE LIMITADA Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM TELEFILME SÉRIE LIMITADA Laura Dern (“Big Little Lies”) MELHOR SÉRIE ANIMADA “Rick and Morty” MELHOR TALK SHOW “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon” MELHOR REALITY SHOW DESESTRUTURADO “Born This Way” MELHOR REALITY SHOW ESTRUTURADO “Shark Tank” MELHOR REALITY SHOW DE COMPETIÇÃO “The Voice” MELHOR APRESENTADOR DE REALITY SHOW RuPaul (RuPaul’s Drag Race”)
Três Anúncios para um Crime e Big Little Lies são os grandes vencedores do Globo de Ouro 2018
O filme “Três Anúncios para um Crime” e a série “Big Little Lies” foram as produções mais premiadas do Globo de Ouro 2018. Ambas receberam quatro prêmios, inclusive os de Melhor Filme e Melhor Série Limitada (definição já ultrapassada com a encomenda de uma 2ª temporada). Mas o que marcou a premiação foi seu tom politizado, assumidamente feminista. Da abertura do comediante Seth Meyers aos agradecimentos, passando pelo forte discurso da homenageada da noite, a atriz Oprah Winfrey, e pelos evidentes trajes pretos enfocados durante 99% da transmissão, os temas da inclusão racial, igualdade sexual, empoderamento feminino e a reação firme contra o assédio pontuaram todo evento. De forma condizente com estre clima, as principais vitórias refletiram os temas da noite. “Três Anúncios para um Crime” conta uma história de estupro e assassinato, que policiais homens pouco se esforçam para investigar, fazendo a mãe da vítima tomar uma atitude radical. Além de Melhor Filme de Drama, venceu os troféus de Melhor Roteiro (escrito pelo diretor Martin McDonaugh), Atriz (Frances McDormand) e Ator Coadjuvante (Sam Rockwell). “Big Little Lies” segue linha paralela, ao denunciar abusos e violência doméstica. Junto do Globo de Ouro de Melhor Série Limitada, venceu os troféus de Atriz (Nicole Kidman), Ator (Alexander Skarsgard) e Atriz Coadjuvante (Laura Dern) de Série Limitada. Entre as séries de drama e comédia, as mais premiadas também destacaram temática feminista. A sci-fi “The Handmaid’s Tale”, sobre um futuro distópico em que as mulheres perdem seus direitos, venceu como Melhor Série e Atriz de Drama (Elisabeth Moss), enquanto “The Marvelous Mrs. Maisel”, em que uma mulher troca a vida doméstica pelo sucesso como comediante nos anos 1950, levou os prêmios de Melhor Série e Atriz de Comédia (Rachel Brosnahan). Diante deste zeitgeist inescapável, destoaram o fato de a presidente da Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood, responsável pela premiação, ser a única a subir ao palco com vestido colorido – vermelho! – e os comentários de Natalie Portman e Barbra Streissand sobre a ausência de mulheres na disputa dos prêmios de direção. Em toda a história do Globo de Ouro, Streissand foi única a vencer como cineasta. E este ano os indicados foram todos “diretores homens”, como fez questão de ressaltar Portman, ao apresentar o prêmio ao vencedor, Guillermo del Toro, por “A Forma da Água”. Entretanto, o vencedor da categoria de Melhor Filme de Comédia, “Lady Bird”, foi escrito e dirigido por uma mulher, a atriz Greta Gerwig. “Lady Bird” também rendeu o prêmio de Melhor Atriz de Comédia para Saoirse Ronan, e consagrou-se, com seus dois troféus, como o segundo filme mais premiado da noite, num empate com “A Forma da Água”. Outros troféus importantes incluem o de Melhor Ator de Comédia para James Franco (“O Artista do Desastre”), Melhor Ator de Drama para Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”), Melhor Filme Estrangeiro para o alemão “Em Pedaços” e Melhor Animação para “Viva – A Vida É uma Festa”. Confira abaixo a lista completa da premiação. Vencedores do Globo de Ouro 2018 TELEVISÃO Melhor Série – Drama “The Handmaid’s Tale” Melhor Série – Comédia/Musical “The Marvelous Mrs. Maisel” Melhor Série Limitada/Telefilme “Big Little Lies” Melhor Ator – Drama Sterling K. Brown (“This Is Us”) Melhor Atriz – Drama Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Ator – Comédia/Musical Aziz Ansari (“Master of None”) Melhor Atriz – Comédia/Musical Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Melhor Ator – Série Limitada/Telefilme Ewan McGregor (“Fargo”) Melhor Atriz – Série Limitada/Telefilme Nicole Kidman (“Big Little Lies”) Melhor Ator Coadjuvante – Série/Série Limitada/Telefilme Alexander Skarsgard (“Big Little Lies”) Melhor Atriz Coadjuvante – Série/Série Limitada/Telefilme Laura Dern (“Big Little Lies”) CINEMA Melhor Filme – Drama “Três Anúncios para um Crime” Melhor Filme – Comédia/Musical “Lady Bird – A Hora de Voar” Melhor Diretor Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) Melhor Ator – Drama Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) Melhor Atriz – Drama Frances McDormand (“Três Anúncios Para um Crime”) Melhor Ator – Comédia/Musical James Franco (“Artista do Desastre”) Melhor Atriz – Comédia/Musical Saoirse Ronan (“Lady Bird”) Melhor Ator Coadjuvante Sam Rockwell (“Três Anúncios Para um Crime”) Melhor Atriz Coadjuvante Allison Janney (“Eu, Tonya”) Melhor Filme de Animação “Viva – A Vida é uma Festa” Melhor Filme Estrangeiro “Em Pedaços” (Alemanha) Melhor Roteiro Martin McDonaugh (“Três Anúncios para um Crime”) Melhor Trilha Sonora Original Alexandre Desplat (“A Forma da Água”) Melhor Canção Original “Remember Me”, Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez (“Viva – A Vida é uma Festa”)
The Square simplifica o que Buñuel já transformou em clássicos
Nas premiações em festivais, “The Square – A Arte da Discórdia” vem se mostrando imbatível. Venceu a Palma de Ouro deste ano em Cannes, foi considerado o melhor de 2017 no European Film Awards e será o provável favorito ao Oscar de Filme Estrangeiro, mas toda essa festividade não esconde as contradições que o filme oferece. Na sessão prévia para os jornalistas havia uma parte entusiasmada saudando como obra-prima, assim como um grupo se reservava o direito de fechar a cara e sair do cinema em silêncio. Nem tanto o céu, nem tanto o inferno. “The Square”, em princípio, funciona bem como sátira da crise de valores políticos sociais e culturais que andam assolando nosso mundinho, mas, no decorrer, o que parece incisivo, descamba para o usual. Como muito do que é produzido hoje, o filme é oportunista e conveniente. Oportunista, porque trata o mal-estar europeu em lidar com o drama dos refugiados como se fosse um “case” publicitário, e conveniente pelo modo como ligeiramente escamoteia a questão social para centrar-se no papel que a arte adquiriu dentro dos museus no século 21. Está tudo interligado? Não, cada assunto merece uma discussão à parte. O diretor sueco Ruben Östlund, que antes criou outro sucesso, “Força Maior” (2014), sobre uma avalanche nos Alpes, agora desloca sua atenção para mais perto de casa. “The Square” desenvolve-se em Estocolmo, onde um curador do museu, Christian (Claes Bang), manobra suas exposições na vanguarda da arte moderna. É um sujeito fino, suave, e o filme é projetado para desconstruí-lo. Perto do começo, ele é roubado e se diverte com o fato de ser feito de bobo. Duas horas depois, Christian se arrasta no meio da chuva, vasculhando sacos de lixo quase como um mendigo. O título refere-se a um trabalho instalado no pátio do museu: um pequeno quadrado vazio delimitado por uma luz de neon. Na placa, a artista refere-se a obra como “um santuário de confiança”, onde quem entrar, deve compartilhar direitos e obrigações iguais. Parece um pouco vago? O que um quadrado vazio é capaz de ativar no público? A conceito em si é de grande beleza. É um quadrado no chão, mas podia ser um papel em branco, um cartaz, uma tela de cinema. O diretor Östlund usa os limites da figura geométrica, para demonstrar como se comporta o pacato cidadão do século 21. Na visão de Östlund, pensamos de uma forma, mas agimos de outra, muito diferente. O idioma que descreve a instalação sugere que o estado natural da humanidade tende para o equilíbrio e a justiça – ou que estes podem pelo menos ser alcançados como ideia. Mas quando esse pensamento é levado para o mundo real, é claro, o caos ocorre e, através de suas vinhetas um tanto calculadas, que a trama avança. Seja por meio de uma cena de encontro sexual onde um preservativo usado torna-se uma questão de disputa e desconfiança impagáveis, ou numa discussão da diretoria do Museu, onde a todo momento se fala em arte, mas quase ninguém parece interessado no produto, e sim em debater sua repercussão. Christian pensa em si mesmo como uma pessoa decente e justa. Mas sua visão de si mesmo é seletiva. Quando ele está se sentindo bem, ele dá dinheiro aos mendigos; Quando está preocupado e distraído, ele os ignora. Ele é um progressista boa praça e justo em teoria, mas quando as pessoas menos privilegiadas que ele cometem a injustiça de enfrentá-lo, ele se irrita e esbraveja. No fundo, sua preocupação maior reside em administrar os grupos de pressão que giram em volta, as panelinhas, para manter seu status quo. Que o ator Claes Bang consiga transformar este protagonista num sujeito encantador, mesmo que o filme interrogue seu privilégio e sua própria natureza, certamente é uma conquista. Outro ponto admirável e que rende bem em “The Square” é o potencial de encenador de Östlund. O diretor tem um domínio de quadro, de tempo, de comicidade fabulosos. É muito estimulante como ele associa imagens de “quadrados” no filme todo, até mesmo a espiral de uma escada, a certa altura, sugere que o personagem está preso num cercado. Östlund também tem uma predileção para criar cenas provocativas, que alguns espectadores vão adorar. Seus alvos maiores são os limites da correção política e a pompa pequeno burguesa. O ataque mais delicioso que desfere, acontece num jantar de gala de museu. O evento é interrompido por um homem que finge ser um primata (interpretado por Terry Notary, o dublê americano que viveu o macaco Rocket na trilogia “Planeta dos Macacos”). A experiência primeiro é tomada por todos como divertida mas, eventualmente, o artista extrapola os limites e, então, as pessoas furiosas, esquecem-se dos bons modos e partem para espancá-lo com selvageria. A cena reitera algumas das questões-chave no coração de “The Square”: quando deixado para seus próprios dispositivos, a humanidade encontra equilíbrio ou se desintegra em agressores? Ou numa sociedade moderna, onde se estabelece a fronteira da civilização? Claro, nada disso é novo. Luis Buñuel desferiu ataques muito mais obscenos a tradição em seus clássicos “O Anjo Exterminador” (1962) e “O Discreto Charme da Burguesia” (1972). “The Square” tem uma maneira incrivelmente clara e simplificada de fazer as mesmas perguntas.
Vencedor da Palma de Ouro, The Square discute o que é arte no mundo atual
Em 1917, o dadaísta Marcel Duchamp colocou num museu uma das suas mais famosas obras, A Fonte, que nada mais era do que um urinol virado de cabeça para baixo. Considerado polêmico por muitos na época, este ato suscitou diversas discussões acerca da natureza da arte e do papel do artista – discussões que perduram até hoje. O filme sueco “The Square – A Arte da Discórdia”, grande vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2017, retoma essa percepção polêmica da arte, por meio uma abordagem bem-humorada, criticando de maneira ávida não apenas aqueles que produzem arte, mas também quem a aprecia e, principalmente, aqueles que a expõe. Escrito e dirigido por Ruben Östlund (do ótimo “Força Maior”), o longa-metragem acompanha a rotina de Christian (Claes Bang), o curador de um conceituado museu que se prepara para receber uma exposição intitulada The Square (o quadrado). Visando atrair um grande público para a exposição, o museu realiza coquetéis para convidados da alta sociedade – que parecem mais interessados na comida do que no conteúdo da exposição – e contrata dois jovens publicitários “especializados” em marketing digital – que querem, a qualquer custo, criar um conteúdo viral. Desta forma, a exposição surge apenas como uma desculpa para que possamos conhecer melhor a rotina daqueles indivíduos. Vivendo no alto de um pedestal de arrogância, Christian defende as peças que expõe como sendo a “arte de hoje”, ou até mesmo a “arte do futuro”. Sua erudição, porém, é uma fachada, já que logo no início ele não consegue sequer explicar à jornalista americana Anne (Elisabeth Moss) o significado de um texto que ele próprio escreveu. Já em outro momento, ele sugere remontar uma peça danificada, ignorando completamente a “aura” da arte e o fato de ela ser a expressão única e inimitável do artista. Ou seja, essas supostas “pessoas cultas” viram alvo do humor sagaz do cineasta, uma vez que elas habitam um mundo próprio, longe da realidade. Permitindo-se bizarrices como levar um cachorro ao local de trabalho ou invadir um castelo durante uma noite de bebedeira, os habitantes desse universo paralelo vivem num mundo muito diferente do restante da população, em especial daqueles menos favorecidos. São mundos distintos, que não se misturam. E o diretor expõe essa diferença ao mostrar como a população nem quer entrar em alguns espaços do museu ou só entra para tirar selfies ao lado das peças, ou ainda ao destacar a dificuldade de um faxineiro para limpar o ambiente de uma exibição feita de montes de sujeira. Quanto mais baixa for a condição social, menos visível o povo se torna para essa alta sociedade, e é preciso um esforço muito grande para ser notado pelos cidadãos “importantes” – o homem com Síndrome de Tourette que atrapalha uma entrevista é um exemplo irônico disso. Assim, embora o garotinho que exige um pedido de desculpas após ter sido acusado injustamente de roubo receba um mínimo de atenção, os mendigos que se enfileiram nas calçadas são ignorados até mesmo pela população mais simples, pois ninguém repara naquele que está abaixo na escada social. O arco dramático do personagem principal se completa quando ele começa a notar essas pessoas. Christian é visto como um sujeito pedante durante quase toda a projeção, e Östlund destaca isso por meio dos pequenos detalhes, como ao mostrá-lo ensaiando um discurso de tal forma que este pareça improvisado, vestindo as luvas antes de cometer um “delito” ou quando, durante o sexo, seu olhar foge do rosto da garota e foca no lustre do teto. Mas quando as coisas começam a fugir do seu controle, ele sai da sua zona de conforto e sua figura até então inabalável, como uma estátua de mármore, torna-se confusa e sem nexo, tal qual aquelas peças que ele exibe em seu museu. Apesar de essa “redenção” soar um pouco exagerada, como a tentativa de trazer humanidade a um ser inanimado, é preciso levar em conta que até mesmo quando o protagonista tem que – literalmente – se arrastar pelo lixo, o cineasta enquadra essa cena de tal maneira que parece ter se inspirado no conceito de “estetização da pobreza” – o que, por sua vez, é algo bastante elitista. Assim, “The Square – A Arte da Discórdia” apresenta um olhar ácido sobre o mundo da arte e seus habitantes. E se sua crítica social parece um pouco didática em alguns momentos, isso não o impede de ser um excelente longa, pois as discussões que suscita vão além do que é dito no filme e estão presentes no mundo da arte há muito tempo – e no mundo real, como demonstram manchetes sobre performances de homens nus no Brasil.
Vídeo anuncia estreia da 2ª temporada de The Handmaid’s Tale em abril
A plataforma Hulu divulgou o primeiro teaser da 2ª temporada de “The Handmaid’s Tale”, que informa que a Melhor Série de Drama do Emmy 2017 volta com episódios inéditos em abril de 2018. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”, a série se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar a sociedade a explorar as mulheres férteis como propriedade do estado. Elizabeth Moss (da série “Mad Men”) venceu o Emmy de Melhor Atriz pelo papel de Offred, uma das últimas mulheres férteis, forçada à servidão sexual para cumprir seu papel no repopulamento do planeta. Na história, ela é obrigada a transitar entre comandantes, suas esposas cruéis e outros tipos perigosos, lidando com todos com um único objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. Para isso, conta com a ajuda de sua melhor amiga, vivida por Samira Wiley (série “Orange Is the New Black”), que passa pelo mesmo tipo de treinamento e serve como conexão de Offred com sua vida anterior a todo essa humilhação. O ator Joseph Fiennes (“Ressurreição”) também tem destaque como o Comandante Fred Waterford, um dos fundadores da sociedade distópica. E o elenco ainda inclui Max Minghella (“Amaldiçoado”), Yvonne Strahovski (série “Chuck”), Ever Carradine (série “Major Crimes”), Madeline Brewer (série “Hemlock Grove”), Ann Dowd (série “The Leftovers”) e Alexis Bledel (série “Gilmore Girls”). As duas últimas também foram premiadas com o Emmy, respectivamente como Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Atriz Convidada de Série de Drama. A adaptação foi criada por Bruce Miller (roteirista da série “The 100”), premiado com o Emmy de Melhor de Roteiro de Série Drama. Diretora do piloto e de mais dois episódios, Reed Morano também venceu seu Emmy, na categoria de Melhor Direção de Série de Drama. Ainda inédita no Brasil, a produção foi adquirida pelo canal pago Paramount, que só deve começar a exibi-la no início de 2018.
Vencedora do Emmy, The Handmaid’s Tale será exibida no Brasil
Inédita no Brasil,“The Handmaid’s Tale” deixará de ser um hit exclusivo da pirataria nacional. Um dia após vencer o Emmy como Melhor Série de Drama de 2017, o canal Paramount, que pertence ao grupo Viacom, anunciou ter adquirido os direitos de exibição da atração no país. A data de estreia ainda não foi divulgada. O Paramount Channel Brasil já exibe produções da Netflix, como “House of Cards” e “Orange Is the New Black”, mas com “The Handmaid’s Tale” passa a trazer uma série de streaming que ainda não estava disponível oficialmente para os espectadores brasileiros. Será sua primeira série inédita. “The Handmaid’s Tale” é uma produção da MGM Television para o serviço de streaming Hulu, que não existe no Brasil. Curiosamente, o Hulu é uma joint venture de quatro grandes estúdios de Hollywood, mas a Paramount não é um deles. A aquisição coincide com uma estratégia internacional de rebranding da Viacom, que a partir de janeiro irá relançar o canal pago Spike como Paramount TV nos Estados Unidos. No Brasil, o canal substituiu o VH1 no final de 2014 – mas o VH1 HD continua no ar. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”, a trama se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar a sociedade a explorar as mulheres férteis como propriedade do estado. Elizabeth Moss (da série “Mad Men”) venceu o Emmy de Melhor Atriz pelo papel de Offred, uma das últimas mulheres férteis, forçada à servidão sexual para cumprir seu papel no repopulamento do planeta. Na história, ela é obrigada a transitar entre comandantes, suas esposas cruéis e outros tipos perigosos, lidando com todos com um único objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. Para isso, conta com a ajuda de sua melhor amiga, vivida por Samira Wiley (série “Orange Is the New Black”), que está passando pelo mesmo tipo de treinamento e que serve como conexão de Offred com uma vida anterior a todo essa humilhação. O ator Joseph Fiennes (“Ressurreição”) também tem destaque como o Comandante Fred Waterford, um dos fundadores da sociedade distópica. E o elenco ainda inclui Max Minghella (“Amaldiçoado”), Yvonne Strahovski (série “Chuck”), Ever Carradine (série “Major Crimes”), Madeline Brewer (série “Hemlock Grove”), Ann Dowd (série “The Leftovers”) e Alexis Bledel (série “Gilmore Girls”). As duas últimas também foram premiadas com o Emmy, respectivamente como Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Atriz Convidada de Série de Drama. A adaptação foi criada por Bruce Miller (roteirista da série “The 100”), premiado com o Emmy de Melhor de Roteiro de Série Drama. Diretora do piloto e de mais dois episódios, Reed Morano ainda venceu seu Emmy, na categoria de Melhor Direção de Série de Drama. A 2ª temporada começa a ser gravada nos próximos dias.
The Square: Comédia sueca que venceu a Palma de Ouro ganha trailer americano em busca do Oscar
A Magnolia Pictures divulgou o pôster e o trailer americanos de “The Square”, comédia sueca que venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2017. Como estratégia de divulgação, a prévia destaca a participação da atriz americana Elisabeth Moss (série “The Handmaid’s Tale”) e os elogios da imprensa do país à produção, enquanto explora a discussão do que, afinal de contas, é arte, com cenas absurdas e surreais. Em tom de humor negro, a trama acompanha o curador de um importante museu de arte contemporânea de Estocolmo, vítima de um pequeno incidente que desencadeia uma série de situações vexaminosas. Em seu intertexto, “The Square” também embute uma crítica social, ao fazer um contraponto entre o ambiente elitista das galerias de arte e a realidade das ruas europeias, cheias de imigrantes e desempregados. Além de Elisabeth Moss, o elenco internacional destaca o dinamarquês Claes Bang (série “Bron/Broen”, que é a versão original de “The Bridge”), o inglês Dominic West (série “The Affair”) e o dublê americano Terry Notary (o King Kong de “Kong: A Ilha da Caveira”), que mostra como se interpreta um macaco sem os efeitos que normalmente acompanham seu desempenho na franquia “Planeta dos Macacos” (onde vive o macaco Rocket). A obra venceu o recente Festival de Cannes sem estar entre as mais baladas do evento, mas o diretor Ruben Östlund já tinha causado boa impressão com seu filme anterior, “Força Maior” (2014), exibido e premiado na seção Um Certo Olhar três anos antes. Candidato da Suécia a uma vaga no Oscar 2018, na categoria de Melhor Filme de Língua Estrangeira, “The Square” estreou em 25 de agosto em seu país de origem e chega em 25 de outubro nos Estados Unidos, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
The Square: Filme vencedor do Festival de Cannes 2017 ganha primeiro trailer
A TriArtFilm divulgou o trailer de “The Square”, filme sueco que venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2017. A prévia combina inglês e sueco e não tem legendas em português, mas permite explorar o contexto com cenas absurdas e surreais. Em tom de humor negro, a trama acompanha o curador de um importante museu de arte contemporânea de Estocolmo, vítima de um pequeno incidente que desencadeia uma série de situações vexaminosas. Em seu intertexto, “The Square” também embute uma crítica social, ao fazer um contraponto entre o ambiente elitista das galerias de arte e a realidade das ruas europeias, cheias de imigrantes e desempregados. O elenco inclui o dinamarquês Claes Bang (série “Bron/Broen”, que é a versão original de “The Bridge”), a americana Elisabeth Moss (série “Mad Men”), o inglês Dominic West (série “The Affair”) e o dublê americano Terry Notary (o King Kong de “Kong: A Ilha da Caveira”), que mostra como se interpreta um macaco sem os efeitos que normalmente acompanham seu desempenho na franquia “Planeta dos Macacos” (onde vive o macaco Rocket). A obra não era das mais badaladas de Cannes, mas o diretor Ruben Östlund já tinha causado boa impressão no festival com seu filme anterior, “Força Maior” (2014), exibido e premiado na seção Um Certo Olhar há três anos. “The Square” estreia em 25 de agosto na Suécia e no Reino Unido, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
The Handmaid’s Tale vira maior sucesso da Hulu e é renovada para 2ª temporada
A plataforma de streaming Hulu anunciou a renovação da série sci-fi distópica “The Handmaid’s Tale”, que teve seus primeiros episódios disponibilizados na semana passada. A atração vai retornar para uma 2ª temporada em 2018. Como a Netflix e outros serviços de vídeo sob demanda, a Hulu não divulga informações de audiência, mas a estreia de “The Handmaid’s Tale” foi um sucesso retumbante entre a crítica, com 98% de aprovação no site Rotten Tomatoes, além de ter conquistado grande repercussão nas redes sociais. Mesmo sem dar números, a Hulu afirma que a estréia da série foi assistida por mais espectadores do que qualquer outra de seu catálogo. “A resposta que tivemos de ‘The Handmaid’s Tale’ em apenas uma semana desde sua estréia foi absolutamente incrível”, disse Craig Erwich, diretor de conteúdo original da Hulu, em um comunicado. “‘The Handmaid’s Tale’ é exatamente o tipo de narrativa emocionante e estimulante que queremos trazer para os telespectadores.” Para a Hulu, que tem investido fortemente em conteúdo original nos últimos dois anos, a série é a primeira que gera tanta atenção quanto as produções de seus concorrentes mais famosos, Netflix e Amazon. Tudo indica que “The Handmaid’s Tale” atrairá para a plataforma o mesmo tipo de atenção que “House of Cards” e “Transparent” trouxeram para seus rivais. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”, a trama de “The Handmaid’s Tale” se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar a sociedade a explorar as mulheres férteis como propriedade do estado. A adaptação foi criada por Bruce Miller (roteirista da série “The 100”) e traz Elizabeth Moss como a protagonista Offred, forçada à servidão sexual para, na condição de uma das últimas mulheres férteis, cumprir seu papel na repopulamento do planeta. Assim, ela é obrigada a transitar entre comandantes, suas esposas cruéis e outros tipos perigosos, lidando com todos com um único objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. Para isso, conta com a ajuda de sua melhor amiga, vivida por Samira Wiley (série “Orange Is the New Black”), que está passando pelo mesmo tipo de treinamento e que serve como conexão de Offred com uma vida anterior a todo essa humilhação. O ator Joseph Fiennes (“Ressurreição”) também tem destaque como o Comandante Fred Waterford, um dos fundadores da sociedade distópica. E o elenco ainda inclui Max Minghella (“Amaldiçoado”), Alexis Bledel (série “Gilmore Girls”), Yvonne Strahovski (série “Chuck”), Ever Carradine (série “Major Crimes”), Madeline Brewer (série “Hemlock Grove”) e Ann Dowd (série “The Leftovers”).
Vídeos apresentam os personagens da série distópica The Handmaid’s Tale
O serviço de streaming Hulu divulgou sete vídeos destacando os personagens da série sci-fi “The Handmaid’s Tale”, uma das mais esperadas do ano. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”, a trama se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar a sociedade a explorar as mulheres férteis como propriedade do estado. Elizabeth Moss vive Offred, forçada à servidão sexual para, na condição de uma das últimas mulheres férteis, cumprir seu papel na repopulamento do planeta. Assim, ela é obrigada a transitar entre comandantes, suas esposas cruéis e outros tipos perigosos, lidando com todos com um único objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. Para isso, conta com a ajuda de sua melhor amiga, vivida por Samira Wiley (série “Orange Is the New Black”), que está passando pelo mesmo tipo de treinamento e que serve como conexão de Offred com uma vida anterior a todo essa humilhação. O ator Joseph Fiennes (“Ressurreição”) também tem destaque como o Comandante Fred Waterford, um dos fundadores da sociedade distópica. E o elenco ainda inclui Yvonne Strahovski (série “Chuck”), Alexis Bledel (série “Gilmore Girls”), Max Minghella (“Amaldiçoado”), O-T Fagbenle (série “Looking”), Ever Carradine (série “Major Crimes”), Madeline Brewer (série “Hemlock Grove”) e Ann Dowd (série “The Leftovers”). A adaptação foi criada por Bruce Miller (roteirista da série “The 100”) e a estreia está marcada para esta quarta (26/4) nos EUA. A crítica americana já viu e as resenhas extremamente positivas renderam 98% de aprovação no site Rotten Tomatoes.
História real do lutador que inspirou o filme Rocky ganha trailer legendado
A California Filmes divulgou o trailer legendado de “Punhos de Sangue” (Chuck). Com direção do canadense Philippe Falardeau (“O que Traz Boas Novas”), o drama indie traz Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Chuck Wepner, boxeador amador de Nova Jersey que aguentou 15 assaltos em uma luta de pesos-pesados contra Muhammad Ali em 1975, derrubando o campeão uma vez antes de ser derrotado. A luta inspirou Sylvester Stallone a escrever “Rocky” (1976). “Rocky” se tornou icônico, ganhou continuações e foi entronizado na cultura pop, mas a vida de Chuck não teve direito a revanche vitoriosa. Sua façanha acabou esquecida. Apesar do tom melancólico, a prévia também inclui momentos doces e engraçados. A história é real e Stallone admitiu a inspiração, inclusive precisou entrar em um acordo judicial com o lutador, que o processou por não ter cumprido as promessas de pagamento feitas pelos direitos de sua trajetória. Além de estrelar o filme, Schreiber escreveu o roteiro. O elenco também inclui Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), Ron Perlman (“Círculo de Fogo”), Elisabeth Moss (série “Mad Men”) e Morgan Spector (série “Pessoa de Interesse”) como Stallone. “Punhos de Sangue” terá première mundial na sexta (28/4), no Festival de Tribeca, e estreia comercialmente na próxima semana nos EUA. No Brasil, o lançamento está marcado para 25 de maio.
História real do lutador que inspirou o filme Rocky ganha fotos e primeiro trailer
A IFC divulgou as fotos e o trailer de “Chuck”, que vai virar “Punhos de Sangue” em “tradução” brasileira. Com direção do canadense Philippe Falardeau (“O que Traz Boas Novas”), o drama indie traz Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Chuck Wepner, boxeador de Nova Jersey que aguentou 15 assaltos em uma luta de pesos-pesados contra Muhammad Ali em 1975, derrubando o campeão uma vez antes de ser derrotado. A luta inspirou Sylvester Stallone a criar Rocky. A história é real e Stallone admitiu a inspiração, mas precisou entrar em um acordo judicial com o lutador, que o processou por não ter cumprido as promessas de pagamento feitas antes do lançamento de “Rocky”. O Chuck do título original, entretanto, acabou esquecido, vivendo à sombra do lutador da ficção. A história é melancólica, mas a prévia também inclui momentos doces e engraçados. Além de Schreiber, que inclusive escreveu o roteiro, o elenco inclui Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), Ron Perlman (“Círculo de Fogo”), Elisabeth Moss (série “Mad Men”) e Morgan Spector (série “Pessoa de Interesse”) como Stallone. O filme terá première no Festival de Tribeca, em 28 de abril, e estreia na semana seguinte nos EUA. No Brasil, o lançamento está marcado para 25 de maio.








