Mãe diz que Gil do Vigor foi aprovado no PhD nos EUA
Gil do Vigor, economista e ex-participante do “BBB 21”, foi aprovado no PhD pela Universidade de Davis, nos Estados Unidos. A confirmação veio por meio de sua mãe, Jacira Santana. Em entrevista ao Gshow nesta segunda (24/7), ela afirmou: “Ele passou! Deu tudo certo. Ele vai explicar depois, mas passou. Está tudo ok”. A notícia coincide com uma celebração de Gil em suas redes sociais, onde publicou uma mensagem de gratidão: “Eu tô muito feliz! Ahm Deus de aliança! Deus de promessa. Ele não nos abandona e ele é fiel! O meu Deus nunca falhará!”. Atualmente, Gil está em Portugal com sua mãe, que foi presenteada com a viagem pelo filho. Os dois estão comemorando a aprovação e retornam ao Brasil nesta terça-feira (25/7). Controvérsia na prova A aprovação veio após uma controvérsia envolvendo a prova de microeconomia do ex-BBB. Gil havia sido inicialmente reprovado e, ao solicitar a revisão da prova, descobriu que nove páginas estavam faltando. O economista relatou o ocorrido à universidade, que não encontrou as páginas faltantes e decidiu que ele deveria refazer a prova. Em um desabafo nas redes sociais, Gil expressou sua frustração com a situação: “É um descaso que escancara diversas outras questões, mas por mais que queiram, eles não vão conseguir me parar. Sou Gilberto Nogueira e estou onde estou por mérito dos meus estudos. E não vou desistir do meu sonho e da educação!”. Apesar da frustração inicial, Gil decidiu refazer a prova. Em um post no Twitter, ele compartilhou: “Bom dia! Sobre o PhD, recebi a confirmação que preciso refazer a prova, mesmo que verificado a falha quanto as páginas perdidas. Como diz o ditado, o que não me mata, me torna mais forte!”. Eu tô muito FELIZ! Aaaahhh Deus de aliança Deus de promessa. Ele não nos abandona e ELE É FIEL!!! O meu Deus nunca falhará! — GIL DO VIGOR (@GilDoVigor) July 23, 2023
Sue Johanson, do programa “Falando de Sexo”, morre aos 93 anos
Sue Johanson, famosa educadora sexual canadense, faleceu nesta quinta-feira (29/6) aos 93 anos. Ela ficou conhecida por apresentar diversos programas televisivos com quadros de conselhos sexuais. De acordo com a CBC News, Johanson morreu em uma casa de repouso em Ontário, no Canadá, onde estava cercada por sua família. A notícia foi confirmada pelo representante da apresentadora. Na televisão, ela ganhou popularidade pela forma direta como falava abertamente sobre sexo para jovens e adultos. Seu programa de maior destaque era o “Talk Sex”, que foi exibido no Brasil pela GNT nos anos 2000. Transmitido originalmente entre 2002 e 2008, o programa permitiu que um público global pudesse se beneficiar de seus conselhos esclarecedores. Sucesso no Brasil Em 2005, Sue visitou o Brasil para conferir o sucesso de seu programa no país – rebatizado de “Falando de Sexo” no GNT. Aprovando a fama de ser “a vovó que fala de sexo na TV”, ela disse, em entrevista ao jornal O Globo, que somente passou a abordar o tema do sexo sem tabu depois dos 50 anos de idade. “Só na década de 1980, quando passei a trabalhar numa clínica para adolescentes e a responder às dúvidas dos jovens, decidi me especializar em sexo. Achei que se os esclarecesse do meu jeito, com humor, seria melhor. Ninguém reclamou, e continuei.” Desmistificando tabus sexuais Nascida em Toronto, no Canadá, ela começou sua trajetória profissional como enfermeira. Nos anos 1980, ela criou uma clínica de controle de natalidade na escola de sua filha, onde oferecia suporte aos jovens da instituição. Depois, ganhou destaque ao apresentar o programa “Sunday Night Sex Show”, transmitido ao vivo na rádio Toronto a partir de 1984. Devido à popularidade da atração, o programa acabou ganhando uma versão televisiva, também ao vivo, que foi ao ar entre 1996 e 2005. E o sucesso gerou novas produções e uma fama de escala mundial. Conquistando fãs ao redor do mundo, a apresentadora chamava atenção ao não hesitar em abordar assuntos considerados tabus ou polêmicos, colocando sua missão de educar e desmistificar temas sem julgamento em primeiro lugar. Ao longo dos anos, ela colaborou de forma carismática em quebrar barreiras e promover uma conversa aberta sobre sexualidade.
Gil do Vigor lança canal no YouTube com aulas de matemática para o Enem
O economista Gil do Vigor, ex-participante do “BBB 21”, vai lançar um canal no YouTube com aulas de matemática preparatórias para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Chamado “Matemática do Vigor”, o projeto visa oferecer apoio a pessoas sem condições financeiras para frequentar um curso pré-vestibular privado. O conteúdo será baseado nas matérias que mais caíram no Enem nos últimos cinco anos. Segundo ele, o canal terá mais de 40 aulas sobre assuntos como razão, proporção e trigonometria. O projeto ainda contará com distribuição gratuita de apostila online com 200 exercícios para prática. O economista já adianta que levará muita leveza e sua tradicional “cachorrada” para suas aulas. “Nas gravações, tento passar conhecimento daquele meu jeito divertido. Espero que as pessoas aproveitem tanto quanto eu”, disse. Morando nos Estados Unidos para concluir seu doutorado na Universidade de Califórnia, Gil do Vigor declarou estar ansioso para a estreia. Ele esteve no Brasil para gravar parte das aulas e deve voltar ao país para elaboração das restantes. Formado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, Gil afirmou que precisou estudar por conta própria para ingressar na instituição. Ele revela que, devido a isso, sente vontade de fazer com que mais pessoas possam conquistar o mesmo grau de ensino. “A educação mudou minha vida. A universidade pública e a Lei de Cotas me transformaram. Sempre pensei em como poderia retribuir isso à sociedade, e o canal foi a forma que encontrei. O intuito é dar esperança e mostrar haver possibilidade de um futuro melhor para todos”, afirmou. O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes após o término do Ensino Médio. Desde o início dos anos 2000, a prova é porta de entrada para o Ensino Superior através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As notas também podem ser aproveitadas em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep O canal será lançado na próxima segunda-feira, dia 5 de junho, mesma data em que iniciam-se as inscrições para o Enem. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por GIL DO VIGOR (@gildovigor)
Democratização do cinema no Brasil vira tema do ENEM
O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2019 foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Segundo divulgado pelo INEP neste domingo (3/11), os candidatos deveriam elaborar um texto dissertativo de até 30 linhas sobre o assunto. A escolha do tema foi considerado uma surpresa para os professores de cursinhos, mas a repercussão foi positiva, já que o cinema é algo com o que qualquer candidato pode relacionar com o seu dia a dia. Chama atenção, nessa escolha, o fato de o governo brasileiro ter declarado guerra ao cinema no Brasil, via fim de apoios de estatais à eventos cinematográficos, colocando em risco a realização de festivais importantes. O Anima Mundo e o Festival do Rio precisaram recorrer a vaquinhas virtuais de financiamento coletivo para realizarem suas edições neste ano. Além disso, o governo também limou o apoio financeiro à divulgação de filmes brasileiros no exterior, quer intervir na Ancine para decidir que filmes podem ou não podem ser feitos, e suspendeu edital de produções com temática LGBTQIA+, numa atitude de confronto que fez o secretário de Cultura denunciar censura e pedir demissão. As questões da prova já foram alvo de polêmicas com o atual presidente. No ano passado, já eleito, Jair Bolsonaro criticou uma pergunta que tratava do “dialeto secreto” utilizado por gays e travestis e disse que sua gestão no Ministério da Educação “não tratará de assuntos dessa forma”. A questão à qual Bolsonaro se refere está no caderno de linguagens. Nela, o teste mostrou um texto sobre “pajubá, o dialeto secreto dos gays e travestis” e questionava o candidato quanto aos motivos que faziam a linguagem se caracterizar como “elemento de patrimônio linguístico”. “Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de travesti, não tem nada a ver, não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis”, disse Bolsonaro na ocasião.
Cannes: Cristian Mungiu mostra a força irresistível da corrupção
O romeno Cristian Mungiu já tem uma Palma de Ouro, por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (2007), uma obra-prima sobre o horror da vida sob os escombros do comunismo, cujo título descreve um aborto. Ele também foi premiado em Cannes pelo roteiro de “Além das Montanhas” (2012), em que a crença religiosa leva uma jovem à morte. Cineasta que dá cores vivas a um mundo repleto de tons de cinza, ele volta a focar escolhas morais em situações limite em seu novo drama, “Graduation” (“Bacalaureat” no original e “formatura” em tradução literal). O filme gira em torno de um pai dedicado e médico de uma pequena cidade da Transilvânia, chamado Romeo (vivido por Adrian Titieni, de “Instinto Materno”), que preparou a filha (Maria-Victoria Dragus, de “A Fita Vermelha”) para ganhar uma bolsa de estudo para estudar na Inglaterra. Mas, às vésperas dos exames finais do colegial, ela sofre um ataque sexual, desmorona e põe em risco os planos de estudar longe da Romênia. Diante do problema, o pai se desespera e apela para formas de garantir a aprovação da filha, num país marcado pela corrupção e distribuição de propinas, mesmo que isso comprometa todos os princípios que ele ensinou para a menina. Para complicar ainda mais, há uma operação policial contra a corrupção no país – uma Lava Jato romena. A história de “Graduation”, como toda a obra de Mungiu, vem da experiência de viver numa sociedade atrasada por décadas de burocracia comunista, mas encontra enorme ressonância no mundo contemporâneo. A citação à Lava Jato já demonstra como o filme se aproxima da realidade do Brasil, mostrando a universalidade do tema proposto. “A história de Romeo é também uma história sobre uma sociedade e suas instituições”, explicou Mungiu, durante a entrevista coletiva no festival. “Há uma relação entre compromisso, corrupção, educação e pobreza?”, ele questiona, mostrando o debate político que a trama é capaz de inspirar. Ao colocar seus personagens diante de escolhas morais, transfere as mesmas perguntas ao espectador. “O filme fala de um pai que escolhe o que acha ser o melhor para a filha, se é aprendendo a viver no mundo real ou a lutar da forma que for possível para mudar esse mundo”. O cineasta filma tudo com grande naturalismo, sem histeria, como um registro sóbrio de uma realidade social. E foca o mundo inteiro. “Esta história não fala somente da Romênia, mas de uma forma de fazer certas coisas, de como deixamos o comércio entrar em nossas vidas. Espero que seja um filme universal”, ele conclui.




