Tom Hardy vai viver Al Capone em filme do diretor de Quarteto Fantástico
O ator Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”) vai viver o famoso gângster Al Capone em “Fonzo”, filme em que o diretor Josh Trank tentará dar a volta por cima após “Quarteto Fantástico” (2015). Segundo o site Deadline, o roteiro também é de autoria de Trank. O título é uma referência a outro apelido de Capone, cujo nome real era Alphonse Gabriel Capone. A trama vai encontrá-lo no fim da vida, aos 47 anos, já preso há uma década e sofrendo sintomas de demência, quando lembranças de sua origem violenta e brutal sobrepõem-se à sua situação atual. Hardy já tentou viver Al Capone antes, em “Cicero”, filme que nunca chegou a ser produzido. Recentemente, ele também deu vida aos irmãos Kray, célebres gângsteres britânicos dos anos 1960, no filme “Lendas do Crime” (2015). “Fonzo” ainda não tem previsão de estreia
Rebecca Ferguson vai estrelar drama de época filmado na China
A atriz sueca Rebecca Ferguson, que foi alçada ao estrelato após coestrelar “Missão Impossível: Nação Fantasma”, será a protagonista da aventura de época “The Lady and The Panda”. Segundo o site da revista Variety, a produção é baseada numa história real e terá filmagens na China já em novembro, com direção de Justin Chadwick (“Mandela: O Caminho para a Liberdade”). O filme vai contar a história de Ruth Harkness, a primeira pessoa a levar um panda da China até os EUA. Ela era uma socialite de Nova York que foi surpreendida com a morte inesperada do marido explorador, em 1936. Ao lado do guia Quentin Young, ela embarca para o país asiático, onde resgata um bebê panda órfão. O animal acabou se tornando um sucesso em solo americano. Em alta em Hollywood, Rebecca Fergunson também será a protagonista da sci-fi “Life”, ao lado de Ryan Reynolds e Jake Gyllenhaal, do suspense “The Snowman”, com Michael Fassbender, do musical “The Greatest Showman on Earth”, com Hugh Jackman, e deve voltar a fazer dupla com Tom Cruise no sexto filme da franquia “Missão Impossível”.
Casey Affleck vai caçar Robert Redford em filme do diretor de Meu Amigo o Dragão
O ator Casey Affleck, que está cotado para o Oscar por seu desempenho em “Manchester à Beira-Mar”, vai contracenar com um veterano vencedor da estatueta da Academia, Robert Redford, em “The Old Man and the Gun”. A informação é do site da revista Variety. O filme tem direção de David Lowery, que curiosamente dirigiu Affleck em “Amor Fora da Lei” (2013) e Redford no recente “Meu Amigo o Dragão” (2016). A produção é um drama criminal baseado na vida real de David Grann, papel que será vivido por Redford. Grann escapou de 18 prisões durante sua vida, a última vez aos 70 anos. O filme mostrará essa última aventura do criminoso, que acabou fazendo o público torcer por ele. Casey Affleck, por sua vez, vai interpretar o detetive que o caçou. O roteiro também é de Lowery e não há previsão para a estreia.
Silêncio: Novo filme de Martin Scorsese ganha fotos oficiais
“Silêncio”, o novo filme de Martin Scorsese, ganhou sete fotos oficiais, que destacam o elenco e o período da trama, além de registrar uma imagem do próprio diretor. Adaptação do romance homônimo de Shusaku Endo, o filme acompanha padres jesuítas portugueses, que viajam ao Japão feudal para localizar seu mentor e espalhar o evangelho do cristianismo no século 17. Estrelado por Liam Neeson (“Busca Implacável”), Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) e Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”), o longa chegará aos cinemas americanos em 23 de dezembro, em distribuição limitada, visando atender as regras do Oscar. O lançamento mais amplo acontece em janeiro. A produção vem sendo desenvolvida por Scorsese dá décadas e a perspectiva de lançamento ou não neste ano era uma das grandes dúvidas em relação à disputa do Oscar 2017. Os dois últimos filmes do cineasta, “O Lobo de Wall Street” e “Hugo”, receberam um total de 16 indicações ao Oscar.
A Economia do Amor: Bérénice Bejo tenta se divorciar em trailer legendado de drama francês
A Imovision divulgou o trailer legendado do drama francês “A Economia do Amor”, em que um casal decidido a se separar encontra dificuldades para acertar as contas da partilha de bens e se vê estendendo a convivência. No filme, o cineasta Joachim Lafosse (“Os Cavaleiros Brancos”) examina os aspectos financeiros do divórcio, destacando o impacto econômico de uma separação. Curiosamente, trata-se do segundo divórcio cinematográfico recente da atriz Bérénice Bejo, que estrelou “O Passado”, de Asghar Farhadi, em 2013. No novo longa, ela tenta se separar de Cédric Kahn (“Um Amor à Altura”), certa de que o amor acabou após 15 anos de casamento, mas o marido não sai de casa e, além do estresse de discutir detalhes da separação, ainda precisa lidar com o tempo que cada um deve passar com as filhas pequenas. Exibido na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes deste ano, “A Economia do Amor” tem estreia prevista para 24 de novembro no Brasil.
Crosscurrent: Premiado drama sobrenatural chinês ganha trailer belíssimo
A Chengcheng Films divulgou o belíssimo trailer do drama sobrenatural chinês “Crosscurrent”, que venceu o Urso de Prata de Melhor Contribuição Artística no último Festival de Berlim, conferido ao diretor de fotografia Mark Lee Ping Bin. Conhecido por filmes de fotografia deslumbrante – “A Assassina”, “Amor à Flor da Pele” e até o francês “Renoir” – , Ping Bin superou-se na nova obra, com um visual que a prévia em tela pequena não tem como fazer justiça. O filme tem direção de Yang Chao (“Passages”) e combina imagens de tirar o fôlego com fantasia, poesia e História para criar um universo mágico complexo. Durante uma longa viagem fluvial pelo famoso rio Yangtze, que vai desde a metrópole de Xangai até as montanhas tibetanas cobertas de neve, o protagonista (Qin Hao) se depara com uma bela mulher (Xin Zhilei), que aparece com uma identidade diferente em cada porto registrado num livro de poesia. Conforme sua intimidade com a mulher cresce, ele percebe que ela gradualmente se torna mais jovem enquanto ele viaja pelo rio. E isso o leva a questionar se ela é real, sobrenatural ou se ele está viajando no tempo, já que cidades há muito tempo desaparecidas começam a reaparecer em seu caminho. “Crosscurrent” dividiu a crítica americana pelo ritmo lento e pelo caráter metafórico, que apresenta a mulher como símbolo da natureza do rio Yangtze, considerado o berço da civilização chinesa. A estreia acontece nesta sexta (28/10) em circuito limitado nos EUA e não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Indignação: Logan Lerman sofre por amor e repressão em trailer legendado de drama de época
A Sony divulgou 18 fotos, o pôster e o trailer legendado de “Indignação”, drama de época baseado no livro homônimo de Philip Roth (“Revelações”), que marca a estreia na direção do roteirista e produtor James Schamus, grande parceiro do cineasta Ang Lee em filmes como “O Tigre e o Dragão” (2000), “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005), “Desejo e Perigo” (2007) e “Aconteceu em Woodstock” (2009). A prévia destaca um clima sufocante e uma interpretação contida, porém surpreendente, do jovem Logan Lerman (“Corações de Ferro”). A trama se passa em 1951, quando Marcus (Lerman), um jovem judeu de Nova Jersey, ingressa na Universidade Winesburg, em Ohio. Entre novas experiências, Marcus terá que lidar com o conservadorismo na faculdade, além de anti-semitismo e forte repressão sexual, que afetará seu relacionamento com uma jovem. O elenco também destaca Sarah Gadon (“Drácula: A História Nunca Contada”) e Tracy Letts (série “Homeland”). Além de dirigir o longa, James Schamus assina o roteiro, que é a segunda adaptação de Philip Roth com lançamento marcado para o fim do ano – a outra é “Pastoral Americana”. Exibido nos festivais de Sundance e do Rio, “Indignação” chega aos cinemas brasileiros no dia 3 de novembro de 2016.
Oliver Stone vem ao Brasil para o lançamento de Snowden
O diretor americano Oliver Stone vem ao Brasil para divulgar seu mais novo filme, “Snowden – Herói ou Traidor”, anunciou a Disney, distribuidora da produção no país. O cineasta participará de uma pré-estreia do longa, na qual receberá convidados e fãs. A data do evento não foi divulgada, mas deverá ser na primeira semana de novembro. “Snowden” tem lançamento em circuito nacional marcado para 10 de novembro. Conhecido por abordar temas controversos e políticos em filmes como “Salvador – O Martírio de um Povo” (1986), sobre a guerra civil em El Salvador, e “Platoon”, que mostra os horrores da guerra do Vietnã e rendeu ao diretor prêmio no Oscar, Globo de Ouro e BAFTA, Oliver Stone também filmou cinebiografias de vários presidentes americanos e fez um documentário chapa branca sobre Hugo Chavez, “Mi Amigo Hugo” (2014). No novo trabalho, ele conta a história de Edward Snowden, responsável por denunciar as técnicas ilegais de vigilância da NSA, agência de segurança dos Estados Unidos. O filme cobre desde o começo da carreira de Snowden como recruta do exército aos 20 anos, sua integração à CIA aos 22 e sua promoção para a divisão de informática do NSA aos 26, até o ato que o transformou no homem mais procurado do mundo aos 29, ao denunciar o maior esquema institucionalizado de espionagem já visto. Snowden copiou e divulgou para a imprensa o programa secreto americano de espionagem indiscriminada da internet e telefonia celular, que, desrespeitando o direito à privacidade, vigiou desde pessoas comuns a governos estrangeiros. O escândalo o levou a ser considerado traidor pelo governo americano, precipitando sua fuga do país e uma perigosa caçada internacional. O papel é vivido por Joseph Gordon-Levitt (“A Travessia”). Em setembro, Stone chegou a revelar, em entrevista à agência de notícias Reuters, que pensou em recusar o convite para fazer o filme. “Não queria fazer, não queria problemas”, disse na ocasião. Ele contou ter mudado de ideia depois de conhecer Snowden na Rússia. O diretor esteve em 2010 no Brasil para lançar outro filme, o documentário “Ao Sul da Fronteira”, em que entrevistou os governantes populistas da América do Sul, antes dos escândalos de corrupção e dos fracassos econômicos levarem a uma mudança radical no mapa geopolítico da região. Na ocasião, ele se disse admirador de Lula, a quem entrevistou para o filme, e defendeu sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz, por defender o direito do Irã de produzir material radioativo.
Temporada de premiações é aberta com as indicações do Gotham Awards
A temporada de premiações do cinema americano foi inaugurada com a primeira lista de indicados a troféus do ano. Voltado ao reconhecimento da produção independente, o Gotham Awards divulgou os filmes de concorrem a seus prêmios. E o drama “Manchester à Beira-Mar”, de Kenneth Lonergan, se destacou com quatro indicações. “Manchester à Beira-Mar” vai disputar categorias de Melhor Filme, Ator (Casey Affleck), Roteiro (Lonergan) e Ator Revelação (Lucas Hedge). O filme é queridinho da crítica, situação atestada pelo trailer que destaca elogios rasgados. A trama gira em torno do personagem de Affleck, que é obrigado a cuidar do sobrinho após a morte do pai do garoto, apesar de ter abandonado sua família há muito tempo atrás. Seu principal concorrente é “Moonlight”, de Barry Jenkins, que obteve três indicações nas mesmas categorias: Melhor Filme, Roteiro (Jenkins) e Revelação (todo o elenco). Além dos dois longas, a disputa de Melhor Filme ainda inclui “Paterson”, de Jim Jarmusch, “Certas Mulheres”, de Kelly Reichardt, vencedor do Festival de Londres, e “Jovens, Loucos e Mais Rebeldes!!”, de Richard Linklater, que estreou nos cinemas brasileiros neste fim de semana. A cerimônia de premiação do Gotham Awards acontece em 28 de novembro, em Nova York, bem antes da estreia de diversos candidatos em potencial ao Oscar, que chegam aos cinemas na época do Natal. Mas vale observar que os dois últimos vencedores do Gotham Awards também venceram o Oscar: “Spotlight” (2015) e “Birdman” (2014).
É Apenas o Fim do Mundo: Drama premiado com Marion Cotillard e Léa Seydoux ganha primeiro trailer legendado
A Califórnia Filmes divulgou o trailer legendado de “É Apenas o Fim do Mundo”, primeiro filme do cineasta canadense Xavier Dolan estrelado por atores franceses. E que atores! Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”) tem o papel principal, como um jovem que decide reencontrar a família, após muitos anos, para comunicar que irá morrer. A prévia é toda narrada de seu ponto de vista, imaginando como se dará o encontro com a família interpretada por Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”), Marion Cotillard (“Macbeth”), Vincent Cassel (“Em Transe”) e Nathalie Baye (“Uma Doce Mentira”). Adaptação da peça homônima de Jean-Luc Lagarce, o filme foi premiado com o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes (considerado o prêmio de 2º lugar da competição). Apesar do elenco francês, o filme foi escolhido como representante do Canadá na busca por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A estreia está marcada para 24 de novembro no Brasil, dois meses após a estreia no Canadá e na França.
I, Daniel Blake: Vencedor do Festival de Cannes 2016 ganha novo trailer
A IFC divulgou o trailer americano de “I, Daniel Blake”, filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano. A prévia apresenta a trama dramática, que acompanha um velho marceneiro (Dave Johns, em seu primeiro filme) durante sua peregrinação pela burocracia da previdência social na Inglaterra, encontrando apenas desrespeito e desumanidade. “I, Daniel Blake” foi a segunda Palma de Ouro da carreira do cineasta inglês Ken Loach, que também saiu premiado do Festival de Cannes com o drama histórico “Ventos da Liberdade” (2006). Em seu discurso neste ano, o cineasta de 79 anos criticou o neoliberalismo que “deixa milhões na miséria”, dizendo-se desconfortável com o fato de receber a honraria em um ambiente glamouroso como o de Cannes, em contraste com as condições de vida daqueles que inspiraram seu filme. A estreia está marcada para esta sexta (21/10) no Reino Unido e apenas em dezembro nos EUA. O filme foi exibido no Festival do Rio, mas ainda não há previsão para seu lançamento comercial no Brasil.
Big Little Lies: Veja o trailer da minissérie que reúne Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley
A HBO americana divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Big Little Lies”, minissérie que reúne as atrizes Reese Witherspoon (“Belas e Perseguidas”), Nicole Kidman (“Segredos de Sangue”) e Shailene Woodley (“Divergente”) sob a direção do cineasta Jean-Marc Vallée (“Clube de Compra Dallas”). Como se fosse pouco, o elenco ainda inclui Alexander Skarsgård (“A Lenda de Tarzan”), Laura Dern (“Livre”), Adam Scott (série “Parks and Recreation”), Zoe Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e James Tupper (série “Revenge”). O elenco cinematográfico trai o plano original, que era transformar o livro “Big Little Lies”, de Liane Moriarty, num filme, que Reese e Nicole estrelariam. Mas com o envolvimento do roteirista e produtor David E. Kelley (série “The Crazy Ones”), a ideia foi levada para o mercado televisivo e acabou fisgando o interesse da HBO. A trama conta as histórias de três mulheres (Reese, Nicole e Shailene) que moram em Pirriwee, na Austrália, que sofrem consequências de relacionamento abusivos e se conhecem por terem os filhos matriculados na mesma escola. Suas vidas acabam se conectando de uma maneira inesperada, com consequências dramáticas. A estreia vai acontecer em 2017, em data ainda não não marcada.
Terra Estranha deixa o suspense secar no deserto australiano
Habitada por um calor que não dá trégua, animais peçonhentos bizarros e paisagens desoladoras, a Austrália sempre se mostrou um cenário perfeito para a encenação de histórias que buscam desvendar o instinto humano, as desigualdades de uma sociedade e o quanto a nossa pequenez é capaz de devastar todo um território. Portanto, “Terra Estranha” não é um nome genérico para batizar a estreia de Kim Farrant na direção de um longa-metragem. Temos aqui uma história que se (des)constrói a partir de um desaparecimento, com contornos muito distintos aos de “Um Grito no Escuro” (1988), um aussie drama com Meryl Streep e Sam Neill sempre rememorado quando se fala do que é produzido na terra dos cangurus. Matthew e Catherine Parker (Joseph Fiennes e Nicole Kidman) são os pais de Tommy e Lilly (Nicholas Hamilton e Maddison Brown), ambos às voltas com as descobertas nem sempre agradáveis da adolescência. O histórico dos Parker foi para a lama assim que o relacionamento de Lilly com o seu professor veio à tona, com este quase morrendo pelas mãos de Matthew. Restou a eles a mudança para uma cidade insossa, com fácil acesso a uma série de regiões desérticas e montanhosas. A dinâmica familiar se dissipou e o sentimento, como bem aponta Lilly, é a de que cada um vive encarcerado. Fica evidente que algo está errado com cada membro desta família quando Catherine acorda em um dia como qualquer outro sem que os filhos estejam na cama. Eles não foram à escola e todos os vizinhos afirmam que não os viram durante o período matutino. Matthew viu que ambos pularam a cerca do quintal durante a madrugada, mas nada fez para impedi-los a abandonarem o lar. Vem literalmente a tempestade de areia, um anúncio das tragédias que vão testar o casal. Nem um pouco satisfeito em acompanhar as investigações sobre o desaparecimento pelo detetive David (interpretado por Hugo Weaving), a dupla de roteiristas Fiona Seres e Michael Kinirons insere algumas insinuações sobre o caráter de cada personagem. Se David é capaz de eliminar evidências que podem comprometer Burtie (Meyne Wyatt), o filho de sua namorada (Lisa Flanagan), o que esperar dos Parker? A truculência ou completa passividade de Matthew importunam e alguns comportamentos de Catherine a denunciam como uma versão adulta de Lilly, uma jovem de 15 anos preenchida por uma libido incontrolável. Quase ninguém parece saber exatamente o que está fazendo em “Terra Estranha”, uma vez que Kim Farrant farta a todos com inúmeras sugestões que só tornam penosa uma experiência que quase totaliza duas horas de duração. As belas panorâmicas captadas pelo diretor de fotografia P.J. Dillon não têm qualquer ressonância em uma narrativa que sequer se soluciona entre quatro paredes e há até mesmo flertes com misticismos locais para incrementar a história. Resta o grito desesperador de Nicole Kidman, que ecoa na penumbra da terra estranha, implorando por uma resolução, que infelizmente se desenha do modo mais insatisfatório possível.












