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    Vazamento de diálogos privados de Sergio Moro vai virar filme

    12 de julho de 2019 /

    O depoimento de Glenn Greenwald no Senado Federal, que aconteceu na quinta-feira (11/7), foi acompanhado por cinegrafistas estrangeiros com equipamentos cinematográficos, que registraram imagens da audiência pública. Uma produtora confirmou à imprensa brasileira que estava trabalhando em uma produção independente iniciada havia pouco tempo. Ao fim da reunião, o próprio Glenn confirmou a informação ao blog Entre Quatro Poderes. “Sim. Estamos trabalhando nisso. Por enquanto, estamos só registrando algumas imagens e depois veremos como aproveitá-las.” O longa seguiria o modelo de “Democracia em Vertigem”, documentário impressionista de Petra Costa, que reflete a narrativa petista da história recente do Brasil. Por sinal, Greenwald foi um dos nomes que a diretora agradeceu nos créditos de seu documentário. A nova obra seria focada na divulgação dos diálogos privados entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, capturados do aplicativo Telegram, e faria uma crítica à Operação Lava Jato. Será a segunda vez que uma reportagem de Greenwald vira filme. Seu trabalho na divulgação do programa secreto americano de vigilância da internet virou “Cidadãoquatro” (2014), vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2015. Na ocasião, o vazamento de informações tinha nome e sobrenome: Edward Snowden, ex-agente da NSA que denunciou e entregou material sigiloso para as reportagens. Desta vez, porém, a fonte de Greenwald é misteriosa e apenas se especula sua verdadeira motivação. Neste sentido, o filme poderia revelar muito, caso não se configure em material partidário. O tema parece sob medida para a cineasta americana Laura Poitras, diretora de “Cidadãoquatro” e também de “Risk” (2016), que igualmente aborda vazamentos de informações sigilosas, via WikiLeaks.

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    Relançamento de Vingadores: Ultimato joga estreias da semana no circuito limitado

    11 de julho de 2019 /

    O relançamento de “Vingadores: Ultimato” é a estreia mais ampla desta quinta (11/7), um caso nunca visto antes de filme que volta sem nunca ter saído de cartaz e de versão estendida que não estende um segundo sequer da trama. Mas graças a esse caça-níquel e aos blockbusters em exibição, as verdadeiras estreias da semana foram praticamente restritas ao circuito limitado. Entre as novidades, “Atentado ao Hotel Taj Mahal” tem o maior lançamento. Conhecido no resto do mundo como “Hotel Mumbai”, o longa transforma em suspense a reconstituição dramática de um ataque terrorista que aconteceu em 2008 num dos hotéis mais luxuosos da Índia, repleto de estrangeiros. O bom elenco internacional destaca Dev Patel (“Lion”), Armie Hammer (“Me Chame pelo Seu Nome”) e Nazanin Boniadi (“Counterpart”). Elogiado pela crítica americana, tem 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. O resto da programação se restringe a três lançamentos europeus e um documentário brasileiro, que é, na verdade, o melhor da lista. “Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar”, do veterano cineasta pernambucano Marcelo Gomes, retrata a rotina de uma cidadezinha no agreste conhecida por suas confecções de jeans, onde todos são obcecados pelo trabalho. Por vezes, parece uma obra de ficção. Mas seus personagens são reais. Exibido no Festival de Berlim, foi premiado no recente É Tudo Verdade. Outro lançamento premiado, o drama francês “Inocência Roubada”, reflete sobre o trauma do abuso infantil numa mulher adulta. Estreia do casal de diretores Andréa Bescond e o ator Eric Métayer, venceu o César de Melhor Roteiro e Atriz Coadjuvante (Karin Viard). Entretanto, é o outro francês, “Amor à Segunda Vista”, que tende a conquistar mais público. A história do homem que vai parar numa realidade paralela, em que o amor de sua vida nem sabe que ele existe, é uma comédia romântica fantasiosa. O estilo tem dominado produções nacionais recentes, mas o diretor Hugo Gélin (de “Uma Família de Dois”) evita clichês para divertir com criatividade. Por fim, o infantil alemão “A Pequena Travessa” é a última opção. Literalmente. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Atentado ao Hotel Taj Mahal | EUA | Thriller Mumbai, Índia, 2008. Um grupo de terroristas chega à cidade de barco, disposto a promover uma série de ataques em locais icônicos da cidade. Um deles é o luxuoso hotel Taj Mahal, bastante conhecido pela quantidade de estrangeiros e artistas que nele se hospedam. Quando os ataques começam, o humilde funcionário Arjun (Dev Patel) tenta ajudar todos a se protegerem, enquanto David (Armie Hammer) e Zahra (Nazanin Boniadi) buscam algum meio de retornar ao quarto em que estão hospedados, já que nele está seu bebê e Sally (Tilda Cobham-Hervey), sua babá. Amor à Segunda Vista | França | Comédia Do dia para a noite, Raphael (François Civil) acorda em um universo paralelo onde ele nunca conheceu Olivia (Joséphine Japy), o amor da sua vida. Agora ele precisa reconquistar a sua esposa, mesmo sendo um completo estranho para ela. Enquanto Raphael tenta entender exatamente o que aconteceu, ele corre contra o tempo para não perdê-la. Inocência Roubada | França | Drama Aos oito anos, Odette (Andréa Bescond) gostava de pintar e desenhar, como todo criança inocente. Eventualmente, ela também brincava com os adultos, por isso não recusou participar de uma “guerra de cócegas” com um homem mais velho, amigo de seus pais. Anos depois, Odette é uma adulta assombrada pelos traumas da infância, algo que ela vem tentando esquecer através da dança, atividade que ela pratica profissionalmente. A Pequena Travessa | Alemanha | Infantil Lilli Susewind (Malu Leicher) tem a habilidade de falar com animais, mas, fora seus pais, ninguém sabe deste segredo. Quando ela conhece Jess (Aaron Kissiov), um menino divertido e misterioso de sua nova escola, decide contar para ele. Juntos, os dois precisam achar um filhote de elefante que foi roubado do zoológico da cidade. Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar | Brasil | Documentário Na cidade de Toritama, considerada um centro ativo do capitalismo local, mais de 20 milhões de jeans são produzidas anualmente em fábricas caseiras. Orgulhosos de serem os próprios chefes, os proprietários destas fábricas trabalham sem parar em todas as épocas do ano, exceto o carnaval: quando chega a semana de folga, eles vendem tudo que acumularam e descansam em praias paradisíacas.

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    Fãs de Michael Jackson processam acusadores de Deixando Neverland por difamação

    4 de julho de 2019 /

    Grupos de fãs de Michael Jackson resolveram processar as duas supostas vítimas que denunciaram abuso do cantor no documentário da HBO “Deixando Neverland”. Trata-se de uma ação simbólica, com indenização fixada em um euro, contra Wade Robson e James Safechuck por “macularem a imagem” do astro pop, que não pode se defender. Os fã-clubes Michel Jackson Community, MJ Street e On the Line processaram os homens por difamação em Orléans, no norte da França. O advogado que deu entrada na ação, Emmanuel Ludot, comparou as alegações dos acusadores a um “genuíno linchamento” de Jackson, que morreu em 2009. A decisão de abrir o processa na França se deve às leis de difamação do país oferecem proteção contra essa ofensa até depois da morte, ao contrário dos sistemas legais do Reino Unido e dos Estados Unidos. Robson e Safechuck não se manifestaram e nem procuraram advogados para tratar do caso. Além desse processo simbólico, há uma ação legal dos herdeiros de Michael Jackson contra a HBO, que busca indenização de US$ 100 milhões, mas tem sido derrotada em suas primeiras etapas na justiça americana. “Deixando Neverland” registrou uma das maiores audiências de documentários da HBO em sua estreia em março. A produção dirigida por Dan Reed traz acusações de abuso sexual contra o cantor Michael Jackson, por meio dos testemunhos de Wade Robson e James Safechuck, que eram crianças na época em que os supostos incidentes aconteceram.

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    Homem-Aranha: Longe de Casa é o grande lançamento da semana nos cinemas

    3 de julho de 2019 /

    Os cinemas brasileiros voltam a ser monopolizados por uma produção de super-heróis. “Homem-Aranha: Longe de Casa” estreia nesta quinta-feira em 1,6 mil salas, após bater recordes de arrecadação na China e nos Estados Unidos. Bastante elogiado pela crítica internacional, o filme é continuação direta do blockbuster “Vingadores: Ultimato” e mostra o herói (Tom Holland) ainda processando os eventos recentes, crise existencial potencializada para chegada de Mysterio (personagem vivido por Jake Gyllenhaal). Com muitas reviravoltas – algumas óbvias para os leitores dos quadrinhos clássicos – e uma surpresa inesperada para os fãs da trilogia original do Aranha, é tão bom quanto o divertido “Homem-Aranha: Volta ao Lar” e mais um blockbuster garantido para o MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Todos os demais lançamentos da semana são restritos ao circuito limitado – isto é, só entram em cartaz em um punhado (ou menos) de cidades. O melhor da programação alternativa é o drama “A Árvore dos Frutos Selvagens”, do célebre cineasta turco Nuri Bilge Ceylan (“Era uma Vez na Anatólia”, “Winter Sleep”). Exibido no Festival de Cannes, tem ritmo lento, mas compensa com uma fotografia e conteúdo primorosos, ao usar a experiência de um jovem, que retorna para sua pequena comunidade após a faculdade, como reflexão sobre a vida na Turquia moderna – e no mundo. Atingiu 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O resto da seleção inclui um documentário sobre o diretor brasileiro Neville D’Almeida (“A Dama do Lotação”) e três longas franceses. O destaque desta lista é a comédia “Um Homem Fiel”, segundo longa dirigido pelo ator Louis Garrel, que segue os passos do pai (o cineasta Philippe Garrel) ao filmar o tema favorito do cinema francês: a infidelidade. O próprio Garrel assina o roteiro e também se escalou no papel principal para ser disputado por sua esposa, Laetitia Casta, e a jovem filha do ator Johnny Depp, Lily-Rose Depp. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Homem-Aranha: Longe de Casa | EUA | Super-Heróis A Árvore dos Frutos Selvagens | Turquia | Drama Sinan (Doğu Demirkol) é um jovem apaixonado por literatura que sempre sonhou em se tornar um grande escritor. Ao retornar para o vilarejo em que nasceu, ele faz de tudo para conseguir juntar dinheiro e investir na sua primeira publicação. O problema é que seu pai deixou uma dívida que atrapalhará os seus planos. Um Homem Fiel | Comédia | França Nove anos depois de deixá-lo pelo seu melhor amigo, a agora viúva Marianne (Laetitia Casta) volta para o jornalista Abel (Louis Garrel). Porém, o que parece um belo recomeço logo se mostra bem mais complicado e Abel se vê enrolado em um monte de drama, como as maquinações do estranho filho de Marianne e a questão de afinal o que aconteceu com o ex marido dela. Cézanne e Eu | Drama | França A história de amizade e rivalidade entre o pintor Paul Cézanne (Guillaume Canet) e o escritor Émile Zola (Guillaume Gallienne). Paul é rico. Emile é pobre. Mas dessa união irá surgir uma amizade que resiste ao tempo e às diferenças sociais. Os amigos, que se conheceram no colégio Saint Joseph, aprenderam desde crianças a compartilharem tudo um com o outro. Mas, na busca por realizar seus sonhos, os dois vão aprender a enfrentar os desafios da vida e, principalmente, sobre o valor da verdadeira amizade. Boas Intenções | Comédia | França Isabelle (Agnès Jaoui) dedica todo o seu tempo ao trabalho humanitário, ajudando imigrantes, doando roupa, preparando comida e ministrando aulas de francês para estrangeiros. Um dia, quando uma professora mais jovem aparece no mesmo centro onde ela dá aulas, Isabelle começa a se sentir ultrapassada. Enquanto se envolve numa competição com a novata, começa a negligenciar o marido e os filhos, criando outros problemas para solucionar além da miséria no mundo. Neville D’Almeida: Cronista da Beleza e do Caos | Brasil | Documentário Através de entrevistas, raras imagens de arquivo e um vasto material iconográfico, esse documentário busca resgatar a vida e o trabalho do cineasta Neville D’Almeida, desde a era do Cinema Marginal até o presente. Responsável por grandes sucessos como “A Dama da Lotação” e “Os Sete Gatinhos” e premiado em inúmeros festivais, Neville ainda assim teve muitos problemas com a censura durante o regime militar e também com o que ele chama de “ditadura dos editais”.

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    Turma da Mônica, Pets 2 e Annabelle 3 disputam as bilheterias de cinema da semana

    27 de junho de 2019 /

    Os cinemas recebem três candidatos a blockbuster nesta quinta-feira (27/6), que devem travar uma disputa acirrada nas bilheterias. Dois deles são lançamentos infantis. O outro é um terror com crianças e boneca. O destaque é, sem dúvidas, “Turma da Mônica – Laços”, primeiro filme live-action baseado nos personagens de quadrinhos de Mauricio de Sousa. Deveria estar, inclusive, em mais salas. Mas pesou a força da multinacional Universal, que colocou a animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2” na maior quantidade de cinemas. O filme dirigido por Daniel Resende (de “Bingo: O Rei das Manhãs”) é melhor que o desenho animado e tem muito mais apelo para o público brasileiro. Para os mais crescidinhos, “Annabelle 3: De Volta para Casa” chama atenção por parecer praticamente “Invocação do Mal 3”. A trama resgata o casal Warren (Vera Farmiga e Patrick Wilson) e mostra o que acontece quando sua filha pequena (a precoce Mckenna Grace) precisa passar uma noite sozinha com a babá adolescente na casa da família, cheia de artefatos malignos como a própria Annabelle. O resultado é “uma noite no museu”… do terror. O circuito limitado exibe mais três longas brasileiros e uma produção francesa. Entre eles, está um dos melhores filmes de 2019. Não há elogios capazes de fazer justiça a “Divino Amor”, novo filme de Gabriel Mascaro (“Boi Neon”), que tem impressionantes 100% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. Visionário, o longa foi filmado antes da eleição de Jair Bolsonaro, mas previu um país de futuro extremamente conservador. A trama se passa em 2027, após o Carnaval perder a primazia para a festa evangélica do Amor Supremo, uma espécie de rave cristã que marca a espera pela segunda vinda de Jesus. Neste futuro, equipamentos eletrônicos reforçam a proibição de aborto ao escanear mulheres grávidas e pastores fazem plantão em drive-thrus da fé, para aconselhar crentes em tudo. Provocador. Instigante. “Handmaid’s Tale” brasileiro. Muitos adjetivos mais. Outra alternativa aos filmes de shopping, o envolvente longa francês “Cyrano Mon Amour” conta a história dos bastidores da peça “Cyrano de Bergerac”, escrita por Edmond Rostand no final do século 19. Mais fantasia que cinebiografia, o lançamento também é um exemplar bastante ilustrativo dos critérios bizarros que marcam a “tradução” dos títulos de filmes no Brasil. A obra que chega por aqui com nome francês se chama… “Edmond”… na França! Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Turma da Mônica – Laços | Brasil | Infantil Floquinho, o cachorro do Cebolinha (Kevin Vechiatto), desapareceu. O menino desenvolve então um plano infalível para resgatar o cãozinho, mas para isso vai precisar da ajuda de seus fiéis amigos Mônica (Giulia Benite), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira). Juntos, eles irão enfrentar grandes desafios e viver grandes aventuras para levar o cão de volta para casa. Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 | EUA | Animação Nova York. A vida de Max e Duke muda bastante quando sua dona tem um filho. De início eles não gostam nem um pouco deste pequeno ser que divide a atenção, mas aos poucos ele os conquista. Não demora muito para que Max se torne superprotetor em relação à criança, o que lhe causa uma coceira constante. Quando toda a família decide passar uns dias em uma fazenda, os cachorros enfrentam uma realidade completamente diferente com a qual estão acostumados. Annabelle 3: De Volta para Casa | EUA | Terror Quando Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) deixam sua casa durante um fim de semana, a filha do casal, a pequena Judy Warren (Mckenna Grace), é deixada aos cuidados de sua babá (Madison Iseman). Mas as duas entram em perigo quando a maligna boneca Annabelle, aproveitando que os investigadores paranormais estão fora de jogo, anima os letais e aterrorizantes objetos contidos na Sala dos Artefatos dos Warren. Divino Amor | Brasil | Sci-Fi Joana (Dira Paes) trabalha como escrivã em um cartório e, profundamente religiosa e devota à ideia da fidelidade conjugal, sempre tenta demover os casais que volta e meia surgem pedindo o divórcio. Tal situação sempre a deixa à espera de algum reconhecimento, pelos esforços feitos. Entretanto, a situação muda quando ela própria enfrenta uma crise em seu casamento. Cyrano Mon Amour | França | Drama Em 1897, Edmond Rostand (Thomas Solivérès) não tem nem 30 anos de idade ainda, mas já tem dois filhos e muitos anseios. Desesperado por trabalho e há dois anos sem conseguir escrever nada, ele oferece ao renomado Benoît-Constant Coquelin (Olivier Gourmet) uma nova peça, uma comédia heroica a ser entregue na época das festas. Só tem um problema, ele ainda não a escreveu. Esta peça viria a ser o clássico “Cyrano de Bergerac”. O Olho e a Faca | Brasil | Drama Roberto (Rodrigo Lombardi) trabalha numa base de petróleo e passa longos meses afastado da esposa e dos dois filhos. Nos momentos de distância, inicia um relacionamento com outra mulher. Um dia, Roberto recebe uma promoção no emprego, forçando-o a ficar ainda menos presente para a família e os amigos. Blitz | Brasil | Drama Depois de ter sido acusado do assassinato de uma jovem durante uma Blitz em uma escola, a vida do Cabo Rosinha (Rui Ricardo Dias) começa a desmoronar completamente. Enquanto habitantes da cidade onde mora se revoltam contra ele, sua esposa corre contra o tempo para descobrir o que realmente aconteceu antes que a situação traga consequências fatais.

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    Democracia em Vertigem reflete impasses do cinema militante no Brasil

    24 de junho de 2019 /

    Lamento profundamente discordar da grande onda de encantamento e comoção em torno de “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, mas gostaria de propor uma reflexão sobre porque esse filme me pareceu tão insatisfatório. Gostaria de começar lançando uma pergunta: a quem esse filme se destina? Petra tem como objetivo promover uma análise panorâmica sobre as transformações políticas de nosso país. Como um país que guiava em direção à democracia, enfrentou, em tão pouco tempo, uma descontinuidade abrupta, a ponto de a diretora considerar que a democracia foi na verdade “um sonho efêmero”? A base dessa pergunta já revela os pressupostos políticos da realizadora. A questão não é propriamente “de que lado ela (ou o filme) está” mas quais os métodos utilizados pelo filme para dar forma ao seu discurso. E o que o desenvolvimento desse discurso provoca como reflexão sobre o curso de nosso país. Pois bem: a partir dessa ambição panorâmica a nível macro, Petra adiciona um elemento típico de sua filmografia – uma análise pessoal, como uma espécie de documentário em primeira pessoa. Contemplar a presença da morte, do fracasso ou da culpa já estava presente no seu anterior “Elena” (2012). O desafio de “Democracia” é então articular o drama familiar individual em primeira pessoa com a observação macro dos rumos políticos do país. Na dimensão individual, Petra lança alguns elementos. O principal deles é a sua própria voz-over, que se afasta das imponentes “vozes-de-deus” em tom “branco” e preenche a camada sonora com um perfil humano comum. O segundo é a reflexão sobre o choque de perspectivas entre seus pais, antigos militantes de esquerda (sua mãe chegou a ser presa no mesmo local de Dilma), e a tradição de seus avós, ricos empresários da Andrade Gutierrez, uma das empresas denunciadas na Lava Jato. Petra então é herdeira direta desses dois grupos opostos que fracassaram – os militantes de esquerda e a elite empresarial brasileira. No entanto, os impasses dessa filiação não são aprofundados de fato pela realizadora. “Democracia em Vertigem” não é uma reflexão sobre a posição de classe da realizadora ou sobre o fracasso de uma geração, aos moldes de filmes que trabalham as fissuras da linguagem documental, aprofundando e complexificando suas cicatrizes, como “Os Dias com Ele” (2012), de Maria Clara Escobar, um duro acerto de contas da própria realizadora com seu pai, ou mesmo “Santiago” (2007) e “No Intenso Agora” (2017), de João Moreira Salles. A inclusão do elemento familiar ou íntimo acaba servindo na verdade como mero entremeio para a principal função do filme: a construção de uma narrativa sobre as transformações do regime político brasileiro, ou ainda, a perda de legitimação do Partido dos Trabalhadores e a ruptura da tradição democrática. A forma como Petra constrói essa narrativa macropolítica articula as imagens de arquivo com a própria narração de Petra, que, por boa parte do filme, meramente ilustra e costura o que as imagens em si não conseguem propor. Assim, a voz-over, mais do que investir no documentário em primeira pessoa, funciona como alicerce para a corroboração da construção de uma narrativa (um discurso) sobre o país. É ela quem no fundo apresenta o que é o filme. A forma didática e linear, com relações de causa-e-efeito forçadas, sem grandes sutilezas, desvela uma narrativa sem grandes novidades em relação ao discurso hegemônico da esquerda. São raros os momentos em que o filme procura inserir camadas de cinza ou questionamentos sobre algumas contradições e paradoxos internos do PT. São raros os momentos em que o filme reflete sobre a própria produção dessas imagens, sobre suas lacunas ou fissuras. Um deles, notável exceção, ocorre durante a posse de Dilma, quando Lula, Dilma e Marisa descem a rampa do Planalto, com a companhia de Temer. Nesse momento, o filme promove uma leitura dessa imagem como um certo prenúncio do impeachment, visto o nítido isolamento de Temer em relação aos outros três corpos. Em outro deles, Dilma confidencia a Lula, no momento imediatamente após a confirmação do resultado da sua primeira eleição como presidente: “você que inventou essa”. Nesses momentos, parece que o filme escapa de sua vocação apriorística e se abre para as dobras e os paradoxos das imagens. São momentos em que o filme se liberta da necessidade de corroborar um discurso e mergulha em simplesmente olhar para as imagens e tentar entender o que elas dizem, suas camadas e hiatos. Sinto falta no filme de Petra que ela realmente olhe para as imagens, antes de manuseá-las como função no interior da narrativa. Ou seja, as imagens parecem que estão aprisionadas diante do discurso prévio da realizadora. Petra lida com essas imagens sem deixá-las respirar ou falar por si mesmas, mas as mostra apenas se servem como testemunha ou elemento de acusação, ou ainda como mera peça de uma grande tapeçaria, como se realizasse uma narrativa típica do cinema clássico, mas com imagens que não lhe pertencem. O que sobrevive do filme de Petra não é sua narrativa de costura forçada, em grande máquina industrial, simulando um look semicaseiro, mas os pequenos momentos em que as imagens, sorrateiras e traiçoeiras, se libertam do arremedo totalizante da realizadora e se deixam revelar em suas bordas e lacunas. Mas aqui volto a pergunta inicial: a quem o filme se destina? Pela exposição minuciosa dos grandes temas já exaustivamente apresentados pela grande imprensa, como um grande resumo jornalístico, sem apresentar grandes novidades ou reflexões mais aprofundadas, me parece que o filme se destina primordialmente para um público que não tem muita intimidade com o desenrolar dos fatos, especialmente para o público estrangeiro. Ainda mais pelo fato de o filme ser produzido e distribuído mundialmente pela Netflix, a suspeita se reforça. Alguns poderiam estranhar o fato de uma empresa internacional – que se movimenta para aprovar a regulação do VOD no país, ainda em suspenso, favoravelmente a seus interesses comerciais, inclusive articulando sua inclusão no Conselho Superior de Cinema – produzir um filme com um discurso claramente oposto ao governo no poder. Mas “Democracia em Vertigem” é o outro lado de “O Mecanismo” – série de José Padilha que causou polêmica ao tratar, por meio da ficção, os acontecimentos da Lava Jato de forma um tanto caricata e irresponsável, como um mero thriller policial. É o avesso que confirma a regra, já que, no fundo, o que a empresa busca, para além de sua inclinação ideológica, é a realização de produtos que gerem dinheiro. E o valor, no mundo do capitalismo cognitivo, está diretamente relacionado com o quanto de buzz o filme consegue movimentar nas mídias, nas redes sociais, de uma classe média pronta para consumir esses produtos. Ou seja, a ideologia do capital é o próprio capital. Pois se a democracia está em vertigem, em crise ou em risco, “Democracia em Vertigem” nunca se põe verdadeiramente em risco, nunca provoca de fato o espectador para as contradições de seu momento histórico ou para o papel e a função das imagens. Meramente ilustrativo sobre um discurso firmemente sustentado a priori, descrito pela narração em over, “Democracia” arrola um conjunto de tautologias, repetindo para o público de esquerda os mantras já fartamente conhecidos por ele. Concluo então pensando como pode ser o cinema político. No mundo de grandes dualismos em que vivemos, a política no cinema não deve ser dissociada da questão da liberdade. O fracasso de “Democracia em Vertigem” é que o projeto tautológico da realizadora raramente estimula que o espectador veja o mundo com seus próprios olhos. Guiando-o pelas mãos a partir de uma identificação com a própria posição da realizadora, o público (de esquerda) de “Democracia em Vertigem” passeia pela narrativa confortavelmente, como se estivesse descorporificado, com se flanasse pelas belas imagens de Brasília a bordo de um dos drones que sobrevoam a paisagem. Há aqueles que criticam a posição de Petra analisando as contradições de seu “lugar de fala”, que exacerba sua leitura classista dos acontecimentos – ou seja, a diretora, mesmo filha de militantes, permanece seguramente ancorada no seu lugar de privilégio. Mas nem recorro a esse ponto. Para além da falta de coerência entre a articulação entre o íntimo e o coletivo, destinada aos brasileiros e estrangeiros da “esquerda do Netflix”, o grande problema de “Democracia” está na superficialidade de sua visão de país. Problema que também perpassa, ou atravessa, um elemento crucial, tipicamente cinematográfico: sua falta de ousadia, sua incapacidade de sonhar, sua atrofia em imaginar aquilo que as imagens e os discursos prontos não respondem de supetão. No fundo, a tautologia de “Democracia em Vertigem”, ao construir uma narrativa fechada dos vilões que surrupiaram o poder, reflete a falta de um projeto político-estético para o cinema de esquerda do país de hoje – ou ainda, os impasses de certo cinema militante hoje no país. Por isso, o que me espanta não é propriamente o filme realizado por Petra mas especialmente a recepção – rápida e instantânea – que o filme atingiu num certo público – em especial cineastas e artistas de esquerda. Uma adesão instantânea que bloqueia os paradoxos do discurso apresentado pelo filme. Uma reação que me parece refletir um certo “desespero”, como se esse filme fosse uma âncora, bússola ou mapa, para mostrar à sociedade que é preciso acreditar nessa narrativa para que possamos sobreviver à loucura ou à tormenta. Mais interessante que o filme tem sido acompanhar a recepção de “Democracia em Vertigem”. A comoção em torno do filme acaba evidenciando a profunda falta de perspectivas e a crise de pensamento da hegemonia da esquerda brasileira. Se quisermos virar o jogo, precisamos de narrativas melhores.

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    O Barato de Iacanga vence o festival In-Edit Brasil

    23 de junho de 2019 /

    O filme “O Barato de Iacanga”, de Thiago Mattar, foi anunciado como vencedor do prêmio do júri do Festival In-Edit Brasil 2019, realizado em São Paulo e focado em documentários musicais. Com imagens raras de shows, “O Barato de Iacanga” resgata o lendário Festival de Águas Claras, que teve quatro edições realizadas entre 1975 e 1984 numa fazenda em Iacanga, no interior paulista. Considerado o “Woodstock brasileiro”, o evento reuniu artistas como Os Mutantes, João Gilberto, Gonzaguinha, Gilberto Gil, Som Nosso de Cada Dia, Egberto Gismonti, Raul Seixas, Alceu Valença e Jorge Mautner. E sofreu perseguição da ditadura militar por conta de sua influência hippie – com amor e drogas livres. A pesquisa de material do diretor, em busca de registros considerados perdidos, durou 10 anos. Com a vitória, “O Barato de Iacanga” será exibido também na edição 2019 do In-Edit em Barcelona e no circuito internacional dos festivais In-Edit. O júri do In-Edit Brasil ainda concedeu um prêmio especial para “Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos”, dirigido por Daniela Broitman, que também ficou com o Prêmio do Público. Veja abaixo o trailer do principal vencedor.

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    Toy Story 4 é o principal lançamento da semana nos cinemas

    20 de junho de 2019 /

    “Toy Story 4” é a grande estreia de cinema desta quinta (20/6). Elogiadíssimo pela crítica internacional – 98% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes – , o longa supera qualquer ceticismo diante da suspeita de caça-níquel e surpreende por oferecer uma conclusão à altura da franquia animada, que a maioria já supunha fechada com chave de ouro no filme anterior. Vai disputar e possivelmente vencer o Oscar de Melhor Animação. Mais dois filmes americanos completam a programação dos shopping centers. Tanto a comédia “Casal Improvável” quanto o drama musical “Espírito Jovem” são bons lançamentos em seus gêneros. Mas não apresentam grandes novidades. Seth Rogen já formou casal improvável com outra loira refinada em “Ligeralmente Grávidos” (2007), enquanto “O Ídolo” (2015) acompanhou um candidato mais interessante de reality musical, que não só era pobre como vinha da região conflagrada da Faixa de Gaza. De todo modo, vale destacar que Elle Fanning realmente canta (como Taron Egerton em “Rocketman”) as músicas de “Espírito Jovem”, ao tentar vencer o programa de calouros que pode transformá-la numa popstar. O padrão elevado de qualidade da semana aumenta ainda mais com os lançamentos do circuito limitado. Os dois dramas franceses são ótimos, de cineastas premiados e de temática atual. “Maya”, de Mia Hansen-Løve, acompanha um jornalista traumatizado que tenta superar seu sequestro por terroristas na Síria, enquanto “Graças à Deus”, de François Ozon, é o filme mais corajoso já feito sobre denúncias de pedofilia na Igreja Católica. A obra de Ozon dá nomes verdadeiros e conta uma história real, que ainda está se desdobrando na França, sem rodeios e sem temer processos dos padres envolvidos, que ameaçaram o diretor, antes de serem condenados na Justiça pelos abusos retratados. O que o filme mostrou repercutiu depois das sessões. E ainda rendeu ao cineasta o Grande Prêmio do Juri no Festival de Berlim deste ano. Filmaço – com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. O último drama da lista é o brasileiro “Deslembro”, que também é parcialmente falado em francês. A trama acompanha mãe e filha exiladas na França, que voltam ao Brasil com a abertura política dos anos 1980. A menina, porém, odeia a mudança e não entende nada da situação, achando que o pai é considerado desaparecido apenas porque saiu de casa e não voltou mais. A obra escrita e dirigida por Flávia Castro venceu os prêmios do público e da crítica no Festival do Rio passado e o Festival de Biarritz, na França. Sua abordagem é especialmente indicada para a geração que não vivenciou a ditadura, mas quer entender o período que as redes sociais reinventam com filtros ideológicos. A programação ainda inclui três documentários, um deles do veterano cineasta italiano Nanni Moretti, “Santiago, Itália”, que revela como a Embaixada da Itália em Santiago serviu de abrigo para dezenas de refugiados durante o golpe militar de Augusto Pinochet no Chile, em 1973. Confira abaixo todas as estreias com seus respectivos trailers e sinopses. Toy Story 4 | EUA | Animação Agora morando na casa da pequena Bonnie, Woody apresenta aos amigos o novo brinquedo construído por ela: Garfinho (Forky), baseado em um garfo de verdade. O novo posto de brinquedo não o agrada nem um pouco, o que faz com que Garfinho fuja de casa. Decidido a trazer de volta o atual brinquedo favorito de Bonnie, Woody parte em seu encalço e, no caminho, reencontra Betty (Bo Peep), que agora vive em um parque de diversões. Casal Improvável | EUA | Comédia O jornalista investigativo Fred Flarsky (Seth Rogen) se demite após receber a notícia de que o site para qual trabalha foi vendido para um grande conglomerado de mídia, liderado por Parker Wembley (Andy Serkis). Para se animar depois de perder o emprego, Fred vai a uma festa com seu amigo Lance (O’Shea Jackson Jr.) e acaba reencontrando sua antiga babá, Charlotte Field (Charlize Theron), que, atualmente, é Secretária de Estado americana e está prestes a concorrer à presidência. Cansada de ser assessorada por profissionais que não a conhecem, Charlotte decide contratar Fred para escrever seus discursos de campanha. Um romance improvável surge entre eles, causando uma inesperada reação em cadeia. Espírito Jovem | EUA | Drama Violet (Elle Fanning) é uma garota adolescente que sonha em virar popstar e escapar no vilarejo rural onde mora junto da mãe desajustada. Quando o concurso Teen Spirit passa por sua cidade, ela decide se arriscar, entre centenas de garotas. Aos poucos, Violet recebe a ajuda de Vlad (Zlatko Buric), cantor de ópera bósnio e decadente, e começa a superar as etapas do concurso. Mas conforme a fama se aproxima, a garota deve repensar suas prioridades e enfrentar os perigos da fama. Graças a Deus | França | Drama Um dia, Alexandre (Melvil Poupaud) toma coragem para escrever uma carta à Igreja Católica, revelando um segredo: quando era criança, foi abusado sexualmente pelo padre Preynat (Bernard Verley). Os psicólogos da Igreja tentam ajudar, mas não conseguem ocultar o fato de que o criminoso jamais foi afastado do cargo, pelo contrário: ele continua atuando junto às crianças. Alexandre então publica a sua carta, o que logo faz aparecer muitas outras denúncias de abuso contra o mesmo padre, além da conivência do cardeal Barbarin (François Marthouret), que sempre soube dos crimes, mas nunca tomou providências. Juntos, Alexandre, François (Denis Ménochet) e Emmanuel (Swann Arlaud) criam um grupo de apoio para aumentar a pressão na justiça por providências. Mas eles terão que enfrentar todo o poder da cúpula da Igreja. Maya | França | Drama Gabriel (Roman Kolinka) é um repórter francês de 30 anos que construiu sua carreira no jornalismo por meio da perigosa cobertura de guerras. Resgatado após meses preso num cativeiro na Síria, ele se afasta do trabalho para se reencontrar na Índia, onde passou parte da infância. Deslembro | Brasil | Drama O Rio de Janeiro não é nada familiar para Joana (Jeanne Boudier), adolescente que teve o pai como prisioneiro político durante os anos de ditadura no Brasil. Ela passou quase toda a sua vida em Paris, cidade onde o resto de sua família se exilou. Tendo sido decretada a Lei da Anistia, a menina agora está, a contragosto, de volta a sua cidade natal. As memórias amargas de tempos difíceis vêm à tona, causando um forte desconforto. Santiago, Itália | Itália | Documentário Durante um dos mais duros golpes militares da história do Chile, responsável por derrubar o presidente Allende e instituir uma sanguinária ditadura no país, a embaixada italiana tornou-se uma das protagonistas da situação. Muitos dos opositores buscaram abrigo no local e rapidamente conseguiram também asilo. Relatos do Front | Brasil | Documentário Enquanto o Rio de Janeiro vive um de seus momentos mais difíceis em relação a segurança pública, aqueles que convivem diariamente com a violência e o medo da morte fazem de tudo para que consigam sobreviver mais um dia. De policiais militares até simples moradores: todos são vítimas de um problema que é analisado por sociólogos, historiadores e advogados, na tentativa de entender como esta guerra começou. Depois do Fim | Brasil | Documentário Um senhor de 90 anos, percebendo o quão perto está o fim de sua vida, relembra todos os anos de sua caminhada como comandante de trens e as histórias que seu pai contava sobre as ferrovias na cidade de Santa Maria. Entre bons momentos nostálgicos e memórias tristes, este homem conta sua história.

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  • Filme

    Novo “documentário” de Bob Dylan na Netflix é trollagem de Martin Scorsese

    17 de junho de 2019 /

    Martin Scorsese trollou o público e a crítica com seu novo filme. Boa parte das entrevistas incluídas no documentário “Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese” não são verídicas. São gravações de personagens fictícios ou histórias inventadas para a produção. O filme traz Sharon Stone e outros famosos fazendo relatos fantasiosos sobre seus supostos envolvimentos com a turnê de Bob Dylan retratada no longa. Mas Sharon Stone não viu os shows, muito menos se juntou à excursão na adolescência para cair na pegadinha de que “Just Like a Woman” (de 1966) tinha sido feito para ela. Entre outras histórias, o atual CEO da Paramount Pictures também não foi promotor da aventura musical de 1975. Os relatos são o que se costuma chamar de mentiras. Ou atuações, quando as mentiras seguem um roteiro. Há, inclusive, depoimentos de pessoas que simplesmente não existem. Um dos entrevistados, Jack Turner (na verdade, o ator Michael Murphy), é o protagonista da minissérie “Tanner ’88″, uma das primeiras produções da HBO, dirigida pelo cineasta Robert Altman em 1988. Outro, Stefan van Dorp, supostamente um diretor de cinema europeu que foi contratado para documentar a turnê de Bob Dylan nos anos 1970, é de fato Martin von Haselberg, marido da atriz Bette Midler. “Não estamos chamando-o de documentário”, explicou Margaret Bodde, uma das produtoras, ao ser questionada pela imprensa americana sobre o lançamento. A palavra “Story” realmente faz parte do título do filme. Mas o release oficial da Netflix chama o longa de “parte documentário, parte filme de show e parte sonho febril”. Enquanto a palavra documentário está logo no começo da definição, a palavra ficção não pode ser vista em “parte” alguma. “Sonho febril” é uma figura poética e não uma classificação de gênero. Por conta disso, muitas críticas já publicadas consideraram a obra como um relato autêntico, um documentário real da turnê Rolling Thunder Revue, que Dylan realizou entre 1975 e 1976. A turnê foi folclórica por incluir cidades que normalmente não faziam parte da rota dos grandes shows, no interiorzão americano, e por também ter virado uma “caravana musical”, que levava, entre os músicos da banda, artistas tão diferentes quanto as cantoras folk Joan Baez e Joni Mitchel e a punk Patti Smith, sem esquecer do ex-Byrds Roger McGuinn, o ex-Beatle Ringo Starr e o ex-Spiders from Mars Mick Ronson, além do poeta Allen Ginsberg e os atores Sam Shepard, Dennis Hopper e Bette Midler. Alguns aparecem em registros da época e em depoimentos para o filme. O próprio Dylan concedeu entrevista para a produção, rompendo um longo isolamento auto-imposto. Notavelmente recluso, o músico raramente fala com a imprensa. Mas Scorsese não é imprensa. E o filme não é realmente um documentário, no sentido jornalístico que se atribui ao gênero. Scorsese já tinha feito um trabalho documental bastante elogiado sobre Dylan há 14 anos, no épico “No Direction Home”, dedicado à carreira do cantor. Não há informações sobre o que teria motivado o cineasta a fazer um mockumentário desta vez. Nem explicações sobre a falta de avisos sobre o conteúdo parcialmente falso do projeto. Em vez disso, há teorias. E o filme do diretor Todd Haynes, “Não Estou Lá” – uma ficção que conta a história de Bob Dylan sem a presença de Dylan, mas repleta de suas múltiplas personalidades, inventadas pelo cantor ao longo de sua trajetória. Interessante reparar que, nos shows registrados pela “parte documentário” do filme, Dylan aparece com o rosto pintado com maquiagem branca de mímico, como a dizer que aquilo tudo era encenação. E, não, a banda Kiss não inspirou esse visual, porque essa é outra mentira do filme, diretamente da boca que canta “Too Much of Nothing”. Ou seja, mesmo depoimentos que poderiam ser reais também incluem ficção. Levou quase cinco décadas, mas Scorsese pegou a deixa da mímica do cantor em 1975. Graças a isso, “Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese” é mais uma invenção da carreira de Bob Dylan.

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  • Filme

    Novo Homens de Preto é a maior e a pior estreia de cinema da semana

    13 de junho de 2019 /

    Saturado de blockbusters, o circuito cinematográfico recebe apenas seis estreias nesta quinta (13/6). “MIB: Homens de Preto – Internacional” é a maior delas – chega em quase 600 cinemas. Mas todas as outras são melhores. O lançamento do novo “Homens de Preto” é simultâneo com os Estados Unidos, onde foi destruído pela crítica – apenas 31% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Enquanto os três primeiros longas se estabeleceram como comédias com elementos de ficção científica, o novo é um filme típico de ação com alienígenas genéricos e piadinhas pontuais. Sobram explosões. E falta Will Smith. Se aquele aparelhinho de apagar memórias funcionasse, até a dupla de “Thor: Ragnarok” (Chris Hemsworth e Tessa Thompson) ia querer apagar esse deslize de suas filmografias, que já se espera fracassar nas bilheterias. O suspense “Obsessão” (Greta, no original) saiu-se com 60% no RT, ao evocar os clones de Hitchcock dos anos 1980. Traz Chloë Grace Moretz como uma jovem ingênua que, ao cometer um ato altruísta, cai na armadilha de uma viúva solitária, interpretada pela francesa Isabelle Huppert (indicada ao Oscar por “Elle”). A direção é do irlandês Neil Jordan, com um Oscar por “Traídos pelo Desejo” (1992) – mas nos últimos dez anos só fez televisão. A metade americana da programação inclui ainda “Fora de Série” (Booksmart), uma comédia indie adolescente com 97% de aprovação e um bom desempenho nas bilheterias. Estreia da atriz Olivia Wilde (“Tron: O Legado”) na direção, surpreendeu a ponto de ser considerado uma espécie de “Superbad: É Hoje” (2007) feminino. A trama acompanha duas nerds que resolvem jogar tudo pra cima no último dia da escola, após passarem todo o Ensino Médio concentradas apenas nos estudos para entrar em boas faculdades. Com os mesmos 97%, “Eu Não Sou uma Bruxa” rendeu uma rara inscrição do Reino Unido na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar. Isto porque é falado em idioma nativo de Zâmbia, onde a trama se passa. A história dramática, contada com toques de humor desconcertante, acompanha uma menina de 8 anos acusada de ser bruxa e tirada da sua aldeia, sem nunca ter feito nada para merecer esse tratamento. Venceu vários festivais, foi premiado no BAFTA e no BIFA (equivalentes ao Oscar e ao Spirit britânicos) e consagrou a diretora estreante Rungano Nyoni. Mas o grande destaque do circuito limitado é o espanhol “Dor e Glória”, novo filme de Pedro Almodóvar, que rendeu o prêmio de Melhor Ator para Antonio Banderas no recente Festival Cannes. Ele vive um alter-ego do diretor, lidando com os sentimentos do título, evocados em lembranças, conquistas e ressentimentos. A obra atingiu 90% no Rotten Tomatoes – que preferiu a comédia teen e a tragédia da menina de Zâmbia. Para completar, até o terror da semana é muito bem cotado. “A Lenda de Golem” tem os mesmos 90% de aprovação de “Dor e Glória” no Rotten Tomatoes, algo raro para o gênero. A produção isralense é caprichada, com belíssima fotografia e clima arrepiante, sem se valer de sustos fáceis, mas das entranhas da cultura cabalística para arrepiar. Confira abaixo os trailers e as sinopses dos seis filmes que entram em cartaz. MIB: Homens de Preto – Internacional | EUA | Fantasia Quando criança, Molly (Tessa Thompson) presenciou a abordagem de dois agentes do MIB em seus pais, apagando a memória deles sobre a súbita aparição de um extraterrestre. Como estava escondida, a garota não foi atingida. Obcecada pelos mistérios do universo, ela cresceu com o sonho de ingressar no MIB. Após muita pesquisa, ela consegue descobrir a sede da agência e lá se candidata a uma vaga, sendo aceita por O (Emma Thompson). Ainda em experiência e renomeada como agente M, ela é enviada a Londres para investigar algo estranho que tem ocorrido na agência local. É quando conhece o agente H (Chris Hemsworth), de grande renome pelos seus feitos no passado, mas com uma certa arrogância e displicência na execução do trabalho. Obsessão | EUA | Suspense Frances (Chloë Grace Moretz) é uma jovem cuja mãe acaba de falecer. Recém-chegada em Manhattan e cheia de problemas com o pai, ela divide apartamento com a amiga Erica (Maika Monroe) e trabalha como garçonete de um luxuoso restaurante. Um dia, voltando para casa, Frances encontra uma bolsa abandonada em um dos assentos do metrô e, ao devolvê-la, acaba iniciando uma amizade improvável com a dona do acessório, uma senhora viúva chamada Greta (Isabelle Huppert). Os problemas começam a surgir quando Frances percebe que a necessidade de atenção de Greta é muito mais perigosa do que ela imaginava. Fora de Série | EUA | Comédia Duas grandes amigas conhecidas por serem os maiores prodígios da escola estão prestes a terminar o ensino médio. Faltando poucos dias para o grande momento, elas percebem que estão arrependidas por terem estudado tanto e se divertido tão pouco. Determinadas a não passar por todo esse tempo sem nenhuma diversão, elas decidem compensar os últimos quatro anos perdidos em apenas uma noite. Dor e Glória | Espanha | Drama Salvador Mallo (Antonio Banderas) é um melancólico cineasta em declínio que se vê obrigado a pensar sobre as escolhas que fez na vida quando seu passado retorna. Entre lembranças e reencontros, ele reflete sobre sua infância na década de 1960, seu processo de imigração para a Espanha, seu primeiro amor maduro e sua relação com a escrita e com o cinema. Eu Não Sou uma Bruxa | Reino Unido, Zâmbia | Drama Devido a um incidente banal em sua vila, a menina de 8 anos Shula (Maggie Mulubwa) é acusada de bruxaria. Depois de um rápido julgamento, a garota se torna culpada e é levada em custódia pelo Estado, sendo exilada para um campo de bruxas no meio do deserto. No local, ela passa por uma cerimônia de iniciação em que aprende as regras da sua nova vida como bruxa. Como as outras residentes, ela é amarrada em uma grande árvore, sendo ameaçada de ser amaldiçoada e de se transformar em uma cabra caso corte a fita. A Lenda de Golem | Israel | Terror Desde que perderam um bebê, o que Hanna (Hani Furstenberg) e seu marido Benjamin (Ishai Golan) mais querem é tentar ter outro filho. Para tal, ela conta com a fé que tem em Deus, e por isso estuda diariamente a Torá, mesmo que na comunidade aonde viva essa prática seja restrita aos homens. Quando uma epidemia assola a região e a culpa recai imediatamente sobre os judeus, Hanna tenta usar de seu misticismo para convocar um golem, sem saber que a criatura é muito mais perigosa do que pensa.

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  • Filme,  Música

    Festival Cine-Edit Brasil faz festa de documentários musicais com filmes e shows

    12 de junho de 2019 /

    O Festival Cine-Edit Brasil chega a sua 11ª edição nesta quarta (12/6) em São Paulo, fazendo um panorama abrangente da produção de documentários musicais no país e no mundo. Até 25 de junho, o evento vai exibir, ao todo, 57 filmes em cinco salas – Spcine Olido, CCSP, Cinemateca e Matilha Cultural, com entrada gratuita, e no CineSESC, com ingressos a R$ 12. Também estão programadas sessões especiais do lançamento da série “História Secreta do Pop Brasileiro”, de André Barcinski, sobre músicas da Xuxa, Gretchen e as picaretagens que fizeram sucesso nos anos 1970 e 1980. Sem esquecer de atividades paralelas, como uma Feira de Vinil e muitos shows, que levam o festival a ocupar novos espaços, como a Sala Olido, Sala Adoniran Barbosa (CCSP), Cine Joia, Blue Note São Paulo e Z Largo da Batata. O fato de se tornar um projeto de fôlego, com expansão para mais locais e com shows de alguns dos artistas documentados, demonstra seu fortalecimento, mesmo tão próximo do É Tudo Verdade, o festival de documentários mais proeminente do Brasil – que acontece em abril, sempre lançando muitos filmes musicais. O longa de abertura é “My Generation”, um passeio pela era mod de Londres nos anos 1960, guiado pelo ator Michael Caine, com depoimentos de Paul McCarney, Roger Daltrey, Marianne Faithfull, Lulu e outros. A seleção internacional inclui mais 20 títulos de diversos países, a maioria produções inéditas no Brasil e sem previsão de estreia no circuito comercial, que abordam artistas tão diferentes quanto Joan Jett, Miles Davis, New Order, Ryuichi Sakamoto, Agnostic Front, Elvis Presley, Luther Pendergrass e Suede, além de gravadoras históricas, como Trojan e Blue Note, referências do reggae e do jazz, e até a lendária discoteca Studio 54, de Nova York. A lista nacional é ainda mais eclética, com diversas estreias nacionais. Há obras sobre artistas como Alceu Valença, Arrigo Barnabé, Dorival Caymmi, Arnaldo Antunes, Clementina de Jesus, Edy Star, grupo Rumo, A Grande Trepada, Nação Zumbi e também sobre gravadoras nacionais, como a Deck Discos, e movimentos musicais, do underground indie de “Guitar Days – An Unlikely Story of Brazilian Music”, à história da música eletrônica nacional, em “Eletronica:Mentes”, sem esquecer de “O Barato de Iacanga”, que lembra o lendário Festival de Iacanga, responsável por juntar em 1975 Os Mutantes, Som Nosso de Cada Dia e Jorge Mautner. Entre os curtas, destacam-se registros de artistas femininas, como “Beat É Protesto – O Funk Pela Ótica Feminina” e “Feito por Elas”, sobre bandas de rock femininas do underground paulistano. A programação completa, com todos os títulos, horários e endereços, pode ser conferida no site oficial.

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  • Filme

    Love, Antosha: Documentário sobre a vida de Anton Yelchin ganha trailer emocionante

    12 de junho de 2019 /

    O documentário “Love, Antosha”, sobre a vida “inacabada” e a carreira de Anton Yelchin, teve o seu primeiro pôster e um trailer emocionante revelado. É de partir o coração, como sugere o cartaz. O ator conhecido por interpretar Chekov nos novos filmes da franquia “Star Trek” faleceu em 2016, vítima de um acidente automobilístico bizarro dentro de sua própria casa. Ele foi encontrado por amigos esmagado por seu carro no muro de sua residência, em San Fernando Valley, na grande Los Angeles. Tinha apenas 27 anos. Nascido na Rússia em 1989, Yelchin se mudou para os Estados Unidos com a família aos seis meses de idade. E deu início à uma carreira intensa aos 10 anos, em um papel na série “E.R. — Plantão Médico”. Um ano depois, atuou ao lado de Anthony Hopkins no filme “Lembranças de um Verão” (2001). E nunca mais parou – até a morte precoce. O longa é dirigido por Garret Price, mas traz muitas cenas filmadas pelo próprio ator. Além de materiais do arquivo de Yeltchin, o filme traz depoimentos da família, de diversos atores com quem trabalhou, como Chris Pine, Simon Pegg, Kristen Stewart, Willem Dafoe, Jodie Foster, John Cho, Ben Foster, Jennifer Lawrence, Zoe Saldana e Nicolas Cage, e de diretores, como J.J. Abrams, Joe Dante, Drake Doremus – e muitos outros. Durante a première no Festival de Sundance, “Love, Antosha” atingiu 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A estreia comercial está marcada para 2 de agosto nos Estados Unidos. Não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme,  Música

    In-Edit protesta contra decreto de liberação de armas em vídeo oficial do festival

    11 de junho de 2019 /

    O vídeo que divulga o In-Edit Brasil, Festival Internacional do Documentário Musical que começa na quarta (12/6) em São Paulo, traz um mensagem embutida contra o Projeto de Decreto n° 9785, de 2019, que facilita a venda de armas de fogo para a população brasileira. A peça traz imagens de quatro músicos que perderam suas vidas após receberem tiros: Sabotage, MC Daleste, Speedfreaks e Evaldo Rosa. Eles aparecem em meio de imagens de munição, com os rostos formados por uma montagem de balas. Sabotage foi morto por quatro tiros, em São Paulo, em janeiro de 2003, aos 29 anos, após provocar uma revolução no rap nacional com seu primeiro álbum solo, “Rap é Compromisso”, além de ter atuado nos filmes “Carandiru” e “O Invasor”. MC Daleste foi morto durante uma apresentação, em Paulínia, em 2013, aos 20 anos. Um dos precursores do funk paulista, ajudou a popularizar o gênero com canções como “Angra dos Reis”, “Água na Boca” e “Mina de Vermelho”. Speedfreaks foi encontrado em um valão, com marcas de tiros, em Niterói, em 2010, aos 36 anos. Considerado um dos pioneiros do hip-hop no Rio de Janeiro, gravou com Black Alien, Planet Hemp, Fernanda Abreu e Marcelo D2, entre outros, e teve canções remixadas por artistas como Afrika Bambaataa e Fat Boy Slim. Evaldo Rosa teve o carro alvejado por mais de 200 tiros, dados por militares do Exército, em frente ao quartel de Guadalupe, no Rio de Janeiro, quando passeava com sua família em abril passado, aos 51 anos. Era cavaquinista no grupo de pagode Remelexo da Cor. Todos eles deixaram um vazio enorme em suas famílias e no mundo artístico. Com esta ação, o In-Edit Brasil pretende convidar a sociedade a refletir melhor sobre o decreto e também se posicionar em pesquisa do Portal e-Cidadania do Senado Federal – este é o link para para dar sua opinião. Veja o vídeo abaixo.

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