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    Diretora de Democracia em Vertigem ataca “nazismo” de Bolsonaro no New York Times

    25 de janeiro de 2020 /

    A cineasta Petra Costa, que disputa o Oscar com seu documentário “Democracia em Vertigem”, assinou um artigo editorial publicado na sexta-feira (24/1) no jornal The New York Times, com duras críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro, acusado de promover uma “guerra cultural”, assumir atitudes nazistas e tentar impor um “fascismo tropical”. Petra Costa entrevistou Bolsonaro para seu filme, que faz parte de uma guerra de narrativas sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, ao apresentar o PT como vítima, não cúmplice da corrupção que sempre existiu, mas que tomou dimensões nunca antes vistas na História deste país durante os governos de Lula e Dilma. “Em 2016, eu entrevistei Bolsonaro sobre seus planos para o setor cultural e ele reclamou que nenhum filme brasileiro era bom o suficiente para ser premiado com uma indicação ao Oscar. Na semana passada, no entanto, ele desprezou nossa indicação dizendo ‘para quem gosta do que urubu come, é um bom filme’. Em seguida, ele admitiu não ter visto o filme, mas isso não impediu que a legião de trolls que o seguem nas redes sociais de papaguear a acusação de que o filme era fake news”, escreveu Petra. A cineasta lembrou que a campanha de Bolsonaro à Presidência da República foi marcada por fake news. “Mais de 98% dos seus eleitores foram expostos a uma ou mais manchetes falsas durante a campanha e quase 90% acreditavam que elas eram verdadeiras, segundo estudo da organização Avaaz. O seu governo dominou a arte de manipular a verdade”, afirmou. Em seguida, a diretora citou ataques ao Carnaval e tentativas de censura a livros escolares e projetos do audiovisual com temática LGBTQIA+ como exemplos da “guerra cultural” decretada por Bolsonaro. “O líder do governo caracterizou o Carnaval brasileiro, uma grande fonte de orgulho em nossa cultura, como uma festa degenerada. Alguns de nossos maiores artistas foram atacados, livros escolares estão sendo reescritos e recursos foram cortados para séries e projetos cinematográficos sobre temas LGBTQ. Mais de 30 obras de arte foram censuradas, autocensuradas ou canceladas”. Para Petra, essa agressão à Cultura “atingiu novos patamares em dezembro quando a produtora Porta dos Fundos foi atacada com coquetéis Molotov por conta de seu episódio satírico ‘A Primeira Tentação de Cristo’, que retrata Jesus como homossexual”. Segundo ela, a situação atual no Brasil remete aos “anos mais duros da ditadura militar”. Remete também ao nazismo, como evidenciado pela política cultural levada à cabo pelo ex-secretário da Cultura Roberto Alvim, demitido por plagiar discurso do ideólogo do nazismo Joseph Goebbels. “Creio que ele foi demitido não porque o governo condena suas opiniões e sim porque foi demasiado explícito sobre opiniões que ambos compartilham. Este é apenas um exemplo de como a democracia brasileira se aproxima do abismo”, opinou. Ela ainda encontrou outros paralelos entre Bolsonaro e a administração de Hitler na Alemanha nazista. “É interessante que Lügenpresse, ou ‘imprensa mentirosa’, foi um slogan amplamente usado na Alemanha durante o terceiro Reich para descreditar qualquer jornalista que discordasse da posição do governo”. Por fim, Petra Costa fala que não “há luz no fim do túnel desta guerra cultural que procura censurar os valores liberais e progressistas e desconstruir a verdade para impor um fascismo tropical”. “Como aponto em ‘Democracia em Vertigem’, a elite se cansou do jogo da democracia. A história do nazismo mostra que as elites que se calaram diante do avanço do autoritarismo acabaram sendo engolidas por ele. A extinção é o preço da omissão”, conclui a diretora.

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    Novo documentário de Karim Aïnouz é selecionado para o Festival de Berlim

    23 de janeiro de 2020 /

    O documentário “Nardjes A.”, novo trabalho do diretor Karim Aïnouz (“A Vida Invisível”), foi selecionado pela organização do Festival de Berlim. O longa, que acompanha a argelina Nardjes durante um protesto pacífico em seu país, foi selecionado para a mostra Panorama do evento, que acontece entre 20 de fevereiro e 1º de março. Diz a sinopse: “Argélia, fevereiro de 2019. Um levante pacifista popular irrompe contra a candidatura do presidente Bouteflika para um quinto mandato, culminando em uma revolução. Nardjes, uma jovem argelina, participa do movimento para expressar a esperança de seu povo. Filmado em 8 de março de 2019, Dia Internacional da Mulher, o filme traça um retrato da ativista no momento em que ela se junta a milhares de manifestantes nas ruas de Argel, em luta para derrubar um regime que os silenciou por décadas. Nós a seguimos, enquanto seu país inteiro indicava estar caminhando para um futuro melhor.” Aïnouz já participou do Festival de Berlim com o documentário “Aeroporto Central” (2018) e o drama “Praia do Futuro” (2014), e no ano passado venceu a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, com “A Vida Invisível”, também selecionado pelo Brasil para disputar indicação ao Oscar. “Nardjes A.” foi rodado em sua primeira visita à Argélia, terra natal de seu pai. Em comunicado, o diretor afirmou que sua intensão foi criar um filme “ousado, alto, barulhento, rápido e voraz, como as manifestações foram e continuam sendo”, mas com foco mais pessoal, através da perspectiva de um dia na vida de Nardjes. A obra ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Além do filme de Karim Aïnouz, a mostra Panorama também vai exibir mais dois longas de cineastas brasileiros: a ficção “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, que acompanha um músico da Nigéria que viaja a São Paulo em busca do irmão, e o documentário “O Reflexo do Lago”, de Fernando Segtowick, sobre a vida de uma comunidade sem energia elétrica, localizado ao lado da maior usina hidrelétrica na Amazônia.

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    Favorito ao Oscar, 1917 é a principal estreia de cinema da semana

    23 de janeiro de 2020 /

    O grande favorito ao Oscar 2020 finalmente estreia no Brasil. Vencedor do Globo de Ouro e do prêmio do Sindicato dos Produtores dos EUA, “1917” é o principal destaque da programação de cinema desta semana. Dirigido pelo inglês Sam Mendes (“007 Contra Spectre”), que vem vencendo todos os prêmios possíveis por seu trabalho, o longa conquistou 89% de aprovação no Rotten Tomatoes e disputa 10 Oscars, dominando as categorias técnicas pela destreza cinematográfica com que apresenta sua narrativa num plano contínuo – isto é, com a ilusão de que o filme não tem cortes. Este truque também faz com que a ação aconteça em tempo real, transportando o público para as trincheiras do front europeu da 1ª Guerra Mundial. Repleto de explosões, correrias, desabamentos, saltos impossíveis e coragem diante da morte certa, “1917” acompanha dois soldados britânicos encarregados de enfrentar bombas e o tiroteio inimigo para entregar uma mensagem que pode salvar milhares de vidas, inclusive a de um irmão deles. O elenco é encabeçado por George McKay (“Capitão Fantástico”) e Dean-Charles Chapman (“Game of Thrones”), como os dois soldados da sinopse. Seu comandante é vivido por Colin Firth (vencedor do Oscar por “O Discurso do Rei”) e ainda há participações de Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”), Mark Strong (“Shazam!”) e Richard Madden (outro de “Game of Thrones”). Também indicado ao Oscar, “Um Lindo Dia na Vizinhança” tem como destaque a participação de Tom Hanks, que concorre como Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação de Fred Rogers, apresentador de programa infantil que durante décadas ensinou o público a ser mais otimista e feliz. O drama gira em torno de uma entrevista que um jornalista cínico (Matthew Rhys, de “The Americans”) precisa realizar com a famosa celebridade, no fim dos anos 1980, e tem 95% de aprovação no RT. O lançamento com maior distribuição, porém, não é nenhum dos dois, mas a animação “Um Espião Animal”, que vai chegar a mais de 500 cinemas sem seu principal atrativo: as vozes originais de Will Smith (“Esquadrão Suicida”) e Tom Holland (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”). A aposta é que crianças não se importam com a dublagem americana – embora o estúdio tenha pago uma fortuna por esse detalhe descartável. Ao transformar Will Smith num pombo, o estúdio Blue Sky – de “A Era do Gelo”, “Rio” e “Ferdinando” – ainda mantém sua tradição de lançar animações de animais falantes. A média é de 76% no RT. Há ainda outra opção que utiliza animação, “O Filme do Bruno Aleixo”, produção híbrida portuguesa, com passagens live-action e humor surreal. Bruno Aleixo é um personagem animado muito popular em Portugal, ativo na internet e na TV do país há cerca de 12 anos. O cachorro-urso de pelúcia resolve que, após ter seu programa de TV, deve estrelar seu próprio filme e decide consultar seus amigos sobre como transformar sua vida numa cinebiografia, o que serve de mote para a criação de esquetes engraçados. Como não foi lançado nos EUA, não tem cotação no RT, mas atingiu nota 8,2 do público no IMDb. O circuito limitado também traz o elogiadíssimo “Antologia da Cidade Fantasma”, considerado o melhor filme do canadense Denis Côté (“Vic+Flo Viram um Urso”). Apesar da premissa de terror sobrenatural, a história é apresentada como um drama. Numa cidadezinha em que nada acontece, um acidente de carro fatal inicia um ciclo de perturbações. Pessoas estranhas começam a aparecer ao redor da cidade, observando os moradores à distância, em cada vez maior número, e o tempo parece não passar como deveria. Altamente atmosférico, conquistou 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Quem preferir terror mais tradicional, pode ainda sofrer “A Maldição de Mary”, pior filme da carreira do ator Gary Oldman (vencedor do Oscar por “O Destino de Uma Nação”), com apenas 4% no RT. Três filmes nacionais completam a programação, com destaque para a inversão realizada em “A Divisão”. Na contramão da recente mania de transformar filmes em minisséries da Globo, com enxertos de cenas extras, “A Divisão” leva para o cinema a série homônima, disponibilizada em cinco episódios na Globo Play, cortando cerca de 1 hora de sua narrativa. Para completar, o documentário “Adoniran – Meu Nome é João Rubinato” foi o filme de abertura do festival É Tudo Verdade de dois anos atrás. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com todos os títulos, suas sinopses e trailers. 1917 | EUA | Guerra Os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) são jovens soldados britânicos durante a 1ª Guerra Mundial. Quando eles são encarregados de uma missão aparentemente impossível, os dois precisam atravessar território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem que pode salvar mais de 1300 colegas de batalhão. Um Lindo Dia na Vizinhança | EUA | Drama Fred Rogers (Tom Hanks) foi o criador do Mister Rogers’ Neighborhood, um programa infantil de TV muito popular que durou décadas, desde os anos 1960, nos Estados Unidos. Em 1998, Tom Junod (Matthew Rhys), até então um cínico jornalista investigativo, aceitou escrever o perfil de Rogers para a revista Esquire. Durante as entrevistas para a matéria, Junod mudou não só sua visão em relação ao seu entrevistado como também sua visão de mundo, iniciando uma inspiradora amizade com o apresentador. Um Espião Animal | EUA | Animação Quando um evento inesperado acontece, Lance Sterling (voz de Will Smith), o melhor espião do mundo, precisa unir forças com o inventor Walter (voz de Tom Holland) para salvar o dia. O Filme do Bruno Aleixo | Portugal | Comédia Bruno Aleixo é alguma coisa entre um cachorro e um urso de pelúcia. O personagem de animação português que ganhou fama por uma web-série de comédia chamada “Os Conselhos que Vos Deixo” ganha seu próprio filme. Na obra cômica, ao decidir criar a própria autobiografia, Bruno procura inspiração entre amigos para escrever o texto. Antologia da Cidade Fantasma | Canadá | Drama Em uma pequena e distante cidade do interior do Canadá, um homem morre em um acidente de carro sob circunstâncias misteriosas. Enquanto os poucos habitantes do local permanecem relutantes em debater as possíveis causas da tragédia, a família do falecido e o prefeito Smallwood começam a perceber estranhos e atípicos eventos que mudam suas concepções de realidade. A Possessão de Mary | EUA | Terror David (Gary Oldman) é um capitão de colarinho azul que luta para melhorar a vida de sua família. Estranhamente atraído por um navio abandonado que está em leilão, David impulsivamente compra o barco, acreditando que será o bilhete de sua família para a felicidade e a prosperidade. Mas logo depois que eles embarcam em sua jornada inaugural, eventos estranhos e assustadores começam a aterrorizar David e sua família, fazendo com que se voltem um contra o outro e duvidem de sua própria sanidade. A Divisão | Brasil | Drama No Rio de Janeiro da década de 1990, uma onda de sequestros assola a cidade maravilhosa. Quando o secretário de segurança e o chefe da polícia encarregam três policiais corruptos de tirar a cidade dessa situação, a Delegacia Antissequestro precisa entrar em ação para enfrentar o repetitivo número de casos envolvendo sequestros e mudar o cenário carioca. O Melhor Verão das Nossas Vidas | Brasil | Comédia Três melhores amigas são aprovadas para participar da final de um famoso festival de música. Porém, elas descobrem que estão de recuperação na escola e precisam arranjar uma maneira de comparecer ao festival em Guarujá sem que seus pais descubram. Adoniran – Meu Nome é João Rubinato | Brasil | Documentário Adoniran Barbosa, autor de sucessos como “Trem das Onze” e “Saudosa Maloca”, carrega o título de maior sambista paulista de todos os tempos. A cidade de São Paulo era a personagem principal de suas canções e radionovelas. Através de imagens de arquivos raras e nunca vistas antes, o compositor e cantor paulistano, que faleceu em 1982, é redescoberto pelo público.

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    Miss Americana: Taylor Swift revela trailer de filme sobre sua carreira

    22 de janeiro de 2020 /

    A cantora Taylor Swift divulgou em suas redes sociais o trailer e o pôster do documentário sobre sua carreira, que será lançado pela Netflix. Intitulado “Miss Americana”, o filme apresenta as mudanças que a artista sofreu ao longo da carreira, comentadas por meio de depoimentos exclusivos, em que Taylor aparece despenteada, com maquiagem básica, roupas amassadas e disposta a soar o mais confessional possível. “Executivos de gravadoras me diziam que uma boa menina não impõe suas opiniões às pessoas. Uma boa menina sorri, acena e diz ‘obrigada'”, narra ela na prévia, explicando porque resolveu sumir por um ano, mudar radicalmente sua imagem e descobrir sua verdadeira voz. “Eu tinha que desconstruir um sistema inteiro, jogar fora e rejeitá-lo”. Dirigido por Lana Wilson (“The Departure”), “Miss Americana” terá sua première mundial no primeiro dia do Festival de Sundance, que começa nesta quinta-feira (23) em Park City, Utah, nos EUA. O documentário também lançará uma faixa inédita da cantora, “Only The Young”. A estreia em streaming está marcada para 31 de janeiro.

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    Spike Jonze vai dirigir documentário dos Beastie Boys para a Apple

    16 de janeiro de 2020 /

    A Apple anunciou a produção de um documentário sobre a banda de hip-hop The Beastie Boys, que será dirigido pelo cineasta Spike Jonze (“Ela”). Em suas redes sociais, a Apple descreveu a produção como “uma história íntima e pessoal da banda e 40 anos de amizade numa experiência de documentário ao vivo”. A parte ao vivo é uma incógnita, mas Jonze tem se especializado em realizações ao vivo, desde clipes (Arcade Fire e Lady Gaga) a programas de premiação (YouTube Music Awards). Segundo comunicado, “o filme mistura perfeitamente um show ao vivo e um documentário para criar um novo formato, um documentário ao vivo. Isso faz sentido? Fará mais sentido quando você ver o trailer”. Os Beastie Boys Mike Diamond (Mike D) e Adam Horovitz (Ad-Rock) serão responsáveis pelo roteiro. O terceiro integrante da banda, Adam Yauch (MCA), faleceu em 2012 de câncer. Jonze tem uma longa relação com a banda, iniciada em 1994 como diretor de vários de seus clipes, como “Sabotage” e “Sure Shot”. “Devo muito ao Beastie Boys”, disse o cineasta em comunicado. “É um privilégio me reunir com eles de novo para ajudar a contar sua história.” Intitulado “Beastie Boys Story”, a produção será lançada nos cinemas exclusivamente no circuito IMAX, em 3 de abril, e chegará na plataforma Apple TV+ em 24 de abril. Ver essa foto no Instagram An intimate, personal story of their band and 40 years of friendship in a live documentary experience. #BeastieBoysStory, a new film directed by Spike Jonze and written by Mike Diamond and Adam Horovitz along with Jonze, will come to Apple TV+ on April 24. Uma publicação compartilhada por Apple TV (@appletv) em 15 de Jan, 2020 às 10:06 PST

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    Estreias: Jumanji domina circuito em plena temporada do Oscar

    16 de janeiro de 2020 /

    “Jumanji: Próxima Fase” é o maior lançamento da semana, monopolizando 1,4 mil telas nesta quinta (16/1), apesar da programação incluir filmes indicados ao Oscar. A comédia de aventura com Dwayne “The Rock” Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan chega aos cinemas brasileiros um mês depois do lançamento nos Estados Unidos, com a missão prioritária de faturar milhões e tirar a distância para o primeiro filme, mais bem-sucedido. Assim como aconteceu com “Frozen 2”, o Brasil é o último país do mundo a exibir a produção dos estúdios Sony, que já faturou mais de US$ 670 milhões nas bilheterias mundiais – cerca de US$ 300 milhões a menos que o longa anterior. Mas não foi só a bilheteria que se mostrou inferior. A crítica norte-americana também achou a continuação pior que o longa de 2017, com registro de 66% de aprovação no Rotten Tomatoes – contra 76% de “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”. As demais estreias da semana tem tom dramático e disputam espaço no circuito limitado. Dois títulos concorrem ao Oscar, dois tentaram concorrer ao Oscar e o último é uma produção de 17 anos atrás. “O Escândalo” disputa três Oscars, com destaque para as indicações das atrizes Charlize Theron e Margot Robbie, nos papéis de jornalistas assediadas pelo chefão da Fox News. Apesar da boa vontade da Academia, o longa do diretor Jay Roach, baseado no escândalo real que derrubou Roger Ailes, não se tornou uma unanimidade crítica. Tem 68% de aprovação no Rotten Tomatoes, um pouco mais que a série “The Loudest Voice” (54%) que conta a mesma história, mas centrada no fundador do canal de notícias. O francês “Os Miseráveis” é muito superior. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, e com 84% no Rotten Tomatoes, denuncia abusos policiais num bairro negro e pobre de Paris, combinando o engajamento de um drama social com a tensão de um thriller criminal. Venceu o Prêmio do Júri do Festival de Cannes. O holandês “Instinto” e o costarriquenho “O Despertar das Formigas” também disputaram vagas na categoria de Filme Internacional do Oscar 2020, mas não conseguiram vaga entre os cinco indicados. O filme centro-americano ainda venceu a competição latina do Festival de Gramado. Completa a programação “A Melhor Juventude”, drama italiano premiadíssimo de 2003 – venceu a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, e seis troféus David di Donatello (o Oscar italiano), inclusive como Melhor Filme daquele ano. Além disso, tem 93% no Rotten Tomatoes e a fama de ser uma “obra prima”. Mas mesmo com esse currículo era considerado um desafio para o mercado brasileiro. A dificuldade de exibição se deve à sua longa duração: o filme tem seis horas de projeção! Até o circuito limitado tem seus… limites. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com todos suas sinopses e trailers. Jumanji: Próxima Fase | EUA | Aventura Tentado em revisitar o mundo de Jumanji, Spencer (Alex Wolff) decide consertar o jogo de videogame que permite que os jogadores sejam transportados ao local. Logo o quarteto formado por Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), Moose Finbar (Kevin Hart), Shelly Oberon (Jack Black) e Ruby Roundhouse (Karen Gillan) ressurge, agora comandado por outras pessoas: os avôs de Spencer e Fridge (Danny DeVito e Danny Glover) assumem as personas de Bravestone e Finbar, enquanto o próprio Fridge (Ser’Darius Blain) agora está sob a pele de Oberon. O Escândalo | EUA | Drama Um gigante do telejornalismo e antigo CEO da Fox News, Roger Ailes (John Lithgow) tem seu poder questionado e sua carreira derrubada quando um grupo de mulheres o acusa de assédio sexual no ambiente de trabalho. Os Miseráveis | França | Drama Stéphane (Damien Bonnard) é um jovem que acaba de se mudar para Montfermeil e se junta ao esquadrão anti-crime da comuna. Colocado no mesmo time de Chris (Alexis Manenti) e Gwada (Djibril Zonga), dois homens de métodos pouco convencionais, ele logo se vê envolvido na tensão entre as diferentes gangues do local. Instinto | Holanda | Drama Nicoline (Carice van Houten), uma psicóloga experiente, inicia um novo emprego em uma instituição penal, apesar de ter resolvido nunca mais voltar à psiquiatria. Ela conhece Idris (Marwan Kenzari), um homem inteligente com um distúrbio de personalidade antissocial e narcisista, que cometeu uma série de crimes sexuais graves. Após cinco anos de tratamento, ele está prestes a conseguir sua primeira liberdade condicional desacompanhada. O Despertar das Formigas | Costa Rica, Espanha | Drama Vivendo sua rotina da maneira mais regrada e tranquila possível, uma mãe de meia-idade residente no interior da Costa Rica educa suas filhas para que no futuro elas tenham o mesmo comportamento. Mas quando um evento a faz parar para refletir a respeito da vida que leva, ela passa a vagarosamente odiar o seu dia a dia. A Melhor Juventude | Itália | Drama A saga de uma família italiana desde o fim dos anos 1960 até o início dos anos 2000. Os irmãos Nicola (Luigi Lo Cascio) e Matteo Carati (Alessio Boni) dividem os mesmos sonhos, esperanças, leituras e amizades até o dia em que conhecem Giorgia (Jasmine Trinca), uma garota com distúrbios psíquicos. Nicola começa a militar no movimento estudantil e, mais tarde, se torna um psiquiatra, enquanto Matteo abandona os estudos e entra na polícia. O percurso dos dois e do resto da família é apresentado paralelamente a acontecimentos importantes da história recente da Itália: a inundação de Florença, a luta contra a máfia e os grandes jogos de futebol da seleção nacional.

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    Oscar 2020: Bolsonaro chama Democracia em Vertigem de “porcaria”

    14 de janeiro de 2020 /

    O presidente Jair Bolsonaro finalmente comentou em público o que achou da indicação do documentário brasileiro “Democracia em Vertigem” ao Oscar 2020. Na entrada do Palácio da Alvorada, onde cumprimentou um grupo de eleitores nesta terça (14/1), ele classificou o filme da cineasta Petra Costa como ficção, lixo e porcaria. “Ah, não, pera. Ficção. Para quem gosta do que o urubu come, é um bom filme”, afirmou o presidente, sugerindo tratar-se de lixo (que o urubu come). Perguntado pela Folha se havia assistido ao documentário para fazer esse comentário, ele disse que não ia “perder tempo com uma porcaria dessas”. Apesar dessa opinião, Bolsonaro está no filme. Ele concedeu uma entrevista exclusiva para a equipe da produção quando era deputado federal, que foi incluída no trabalho final. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT.

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    Petra Costa comemora indicação de Democracia em Vertigem – e Leonardo DiCaprio – nas redes sociais

    13 de janeiro de 2020 /

    A cineasta Petra Costa, diretora do documentário “Democracia em Vertigem”, representante solitário do Brasil no Oscar 2020, comemorou a indicação de seu filme em inglês e português nas redes sociais. Dizendo-se extasiada – e também “in ecstasy” – , ela escreveu no Twitter, em inglês: “Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias”. E exaltou: “Long live Brazilian cinema!”. O post ganhou versão bilíngue no Instagram, com texto ampliado. “Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo, e acredito que é por meio de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar”, ela acrescentou. Conversando com os seguidores do Twitter, a diretora adiantou que, se puder, pretende aproveitar a cerimônia da Academia para encontrar e pedir desculpas a Leonardo DiCaprio pelos ataques feitos por Jair Bolsonaro. “Eu diria “i’m sorry” (desculpas) a Leonardo DiCaprio em nome do povo brasileiro e agradeceria por tudo que ele tem feito pelo meio ambiente e pela Amazônia”. E acrescentou um “thank you”, num outro post em inglês voltado ao ator americano. “Adoraria que você visse nossa ‘Democracia em Vertigem’ para entender melhor como as chamas são acesas”, disse. As declarações, claro, renderam muitos comentários, à esquerda e à direita. “Democracia em Vertigem” vai competir no Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, quatro dos documentários mais falados e premiados de 2019 – outros favoritos, como “Apollo 11” e “One Child Nation”, não conseguiram indicações. A seu favor conta o cenário político dos Estados Unidos, em que o presidente Donald Trump também enfrenta um processo de impeachment, mas vale reparar que, em outras disputas importantes, como o Gotham e o IDA Documentary Awards, o filme de Petra Costa perdeu para os adversários atuais. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Ver essa foto no Instagram Estamos absolutamente emocionados e extasiados por nossos colegas terem reconhecido a urgência deste filme, e honrados por estarmos na companhia de documentários tão importantes. Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias. Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo, e acredito que é por meio de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar. Gracias a todos que nos ajudaram, a cada passo, a construir essa história. ****************** We are absolutely thrilled and delighted that our colleagues have recognized the urgency of this film and humbled to be in the company of such important storytelling. In a time where the far right is spreading like an epidemic we hope this film can help us all understand how crucial it is to protect our democracies. We are at a time where the personal has become utterly political for so many around the world and I believe it is through stories, language and documentaries that civilizations begin to heal. Thank you, from the bottom of my heart, to all who believed in this story and helped us through every step to bring it to life. Uma publicação compartilhada por Petra Costa (@petracostal) em 13 de Jan, 2020 às 8:01 PST We are in ecstasy for @TheAcademy’s recognition of the urgency of ours #TheEdgeOfDemocracy. In a time in which the far right is spreading like an epidemic, we hope our film can help us understand how crucial it is to protect our democracies. Long live Brazilian cinema! pic.twitter.com/8JasYIaDQQ — Petra Costa (@petracostal) January 13, 2020 Eu diria “i’m sorry” (desculpas) a @LeoDiCaprio em nome do povo brasileiro e agradeceria por tudo que ele tem feito pelo meio ambiente e pela Amazônia https://t.co/FtQ9ef7UVe — Petra Costa (@petracostal) January 13, 2020 Thank you @LeoDiCaprio for all that you have been doing for the Amazon. I would love for you to see our #TheEdgeOfDemocracy to further understand how the flames were lit. pic.twitter.com/qx9qn18LGQ — Petra Costa (@petracostal) January 13, 2020

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    Casal Obama comemora sua primeira indicação ao Oscar

    13 de janeiro de 2020 /

    Em sua estreia como produtores de cinema, o ex-presidente dos EUA Barack Obama e sua esposa Michelle Obama conquistaram sua primeira indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Documentário, por “Indústria Americana”. O filme, que narra o que aconteceu quando os funcionários de uma empresa chinesa assumiram o controle de uma fábrica abandonada da General Motors, lançou a produtora do casal, Higher Ground, e foi disponibilizado pela Netflix Felizes com a repercussão de seu trabalho, o casal Obama comemorou a indicação nas redes sociais. “Fico feliz em ver ‘Indústria Americana’ indicado para o Oscar de Melhor Documentário. É o tipo de história que não vemos com bastante frequência e é exatamente o que Michelle e eu esperamos alcançar com a Higher Ground. Parabéns aos cineastas incríveis e toda a equipe!”, escreveu o ex-presidente. “Muito emocionados que Julia Reichert, Steven Bognar e todas as pessoas incríveis por trás da ‘Indústria Americana’ foram nomeadas para o Oscar de Melhor Documentário! Estamos muito orgulhosos deles e impressionados com o talento deles para contar histórias”, completou a ex-primeira dama dos EUA. Dirigido por Julia Reichert e Steven Bognar, “Indústria Americana” vai disputar o Oscar de Melhor Documentário com o brasileiro “Democracia em Vertigem”, também distribuído pela Netflix, além de “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, inéditos no Brasil. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Glad to see American Factory’s Oscar nod for Best Documentary. It’s the kind of story we don’t see often enough and it’s exactly what Michelle and I hope to achieve with Higher Ground. Congrats to the incredible filmmakers and entire team! — Barack Obama (@BarackObama) January 13, 2020 So thrilled that Julia Reichert, Steven Bognar, and all of the incredible people behind #AmericanFactory are nominated for the Best Documentary Oscar! We’re so proud of them and amazed by their talent for storytelling. See for yourself now on @Netflix. pic.twitter.com/pLEE5zg0gr — Michelle Obama (@MichelleObama) January 13, 2020

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    Oscar 2020: Secretário de Cultura do Brasil diz que indicação de Democracia em Vertigem é “guerra cultural”

    13 de janeiro de 2020 /

    Como era de se esperar, o governo Bolsonaro não gostou nada da indicação de “Democracia em Vertigem” ao Oscar 2020. O secretário Especial de Cultura do governo Federal, Roberto Alvim, ironizou a inclusão do filme de Petra Costa na categoria de Melhor Documentário. “Se fosse na categoria ficção, estaria correta a indicação”, afirmou à coluna de Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo, nesta segunda (13/1). “Isso só mostra como a guerra cultural está sendo travada não só aqui, mas em âmbito internacional”, completou Alvim, aludindo, possivelmente ao comunismo de Hollywood – uma pauta dos anos 1950, onde a paranoia americana via comunistas debaixo da cama. “Democracia em Vertigem” chegou aos EUA pelo Festival de Sundance, em janeiro de 2019, e desde então vem chamando atenção da imprensa americana, conquistando 96% de aprovação entre os críticos top do Rotten Tomatoes – todos comunistas, pelo visto – e destaque na temporada de premiações. Ele foi indicado ao Critics’ Choice Documentary Awards, ao Gotham Awards e ao IDA Documentary Awardss. E vai disputar o Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, filmes tão comunistas quanto seus países, Estados Unidos e a Macedônia, na Europa. O macarthismo anacrônico de Alvim consegue ser mais parcial que o filme de Petra Costa, que pelo menos se apresenta como uma versão pessoal da política brasileira dos últimos anos, fazendo uma análise assumidamente petista do processo de Impeachment de Dilma Rousseff, da prisão de Lula e da ascensão do conservadorismo no país. A diretora é “herdeira” da empreiteira Andrade Gutiérrez, uma das empresas enredadas na Lava Jato, e amiga pessoal de Lula, o que lhe rendeu acesso privilegiado ao momento histórico recente do país, com direito a imagens realmente impressionantes.

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    Lula comemora indicação de Democracia em Vertigem ao Oscar 2020

    13 de janeiro de 2020 /

    O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva comemorou a indicação de “Democracia em Vertigem” ao Oscar 2020 com uma mensagem de parabéns para a diretora Petra Costa. “Parabéns, Petra Costa, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história”, escreveu Lula, acrescentando: “Viva o cinema nacional! A verdade vencerá”. “Democracia em Vertigem” mostra uma versão pessoal da política brasileira dos últimos anos, fazendo uma análise assumidamente petista do processo de Impeachment de Dilma Rousseff, da prisão de Lula e da ascensão do conservadorismo no país. A diretora é “herdeira” da empreiteira Andrade Gutiérrez, uma das empresas enredadas na Lava Jato, e amiga pessoal de Lula, o que lhe rendeu acesso privilegiado ao momento histórico recente do país, com direito a imagens realmente impressionantes. O filme chegou aos EUA pelo Festival de Sundance, em janeiro de 2019, e desde então vem chamando atenção da imprensa americana, com 96% de aprovação entre os críticos top do Rotten Tomatoes e destaque na temporada de premiações. Ele foi indicado ao Critics’ Choice Documentary Awards, ao Gotham Awards e ao IDA Documentary Awards. E vai disputar o Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, filmes ainda mais falados e premiados na categoria em 2019. Parabéns, @petracostal, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história. Viva o cinema nacional! A verdade vencerá. https://t.co/3gqBpfdZal — Lula (@LulaOficial) January 13, 2020

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    Oscar 2020: Documentário do Impeachment de Dilma é indicado ao prêmio da Academia dos EUA

    13 de janeiro de 2020 /

    O Brasil está no Oscar 2020. “Democracia em Vertigem”, dirigido por Petra Costa e distribuído pela Netflix, foi indicado ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos na categoria de Melhor Documentário. O filme mostra uma versão pessoal da política brasileira dos últimos anos, fazendo uma análise assumidamente petista do processo de Impeachment de Dilma Rousseff, da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ascensão do conservadorismo no país. A diretora é “herdeira” da empreiteira Andrade Gutiérrez, uma das empresas enredadas na Lava Jato, e amiga pessoal de Lula, o que lhe rendeu acesso privilegiado ao momento histórico recente do país, com direito a imagens realmente impressionantes. “Democracia em Vertigem” chegou aos EUA pelo Festival de Sundance, em janeiro de 2019, e desde então vem chamando atenção da imprensa americana, com 96% de aprovação entre os críticos top do Rotten Tomatoes e destaque na temporada de premiações. Ele foi indicado ao Critics Choice Documentary Awards, ao Gotham Awards e ao IDA Documentary Awards. A obra de Petra Costa vai disputar o Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, filmes ainda mais falados e premiados na categoria em 2019. O anúncio das indicações foi feito na manhã dessa segunda-feira (13/1) nos EUA. Reveja o trailer de “Democracia em Vertigem” abaixo. O filme está disponível na Netflix.

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    Ataque terrorista e tentativa de censura tornam Porta dos Fundos “mais populares que Jesus Cristo”

    9 de janeiro de 2020 /

    Foi John Lennon quem criou a expressão “mais populares que Jesus Cristo”, usada para dimensionar o sucesso mundial dos Beatles no auge da Beatlemania – e ao dizer isso quase acabou com a popularidade do grupo, acusado de sacrilégio. Ninguém pode dizer que o Porta dos Fundos comete mais sacrilégio que seu Especial de Natal. Mas, graças à controvérsia criada em torno dele, o nome do Porta dos Fundos passou a ser citado no mundo inteiro, e sempre ao lado do popstar mais popular de todos os tempos – autor do maior hit dos últimos dois mil anos, “Pai Nosso”. Após o ataque de inspiração terrorista e a tentativa de censura de “A Primeira Tentação de Cristo”, o Porta dos Fundos foi parar no New York Times, na Variety, no Washington Post, na BBC, etc. Nem quando os humoristas venceram o Emmy Internacional de melhor comédia – pelo Especial de Natal anterior, “Se Beber Não Ceie” – , houve tamanha cobertura. De modo que, se não ficaram exatamente mais populares que Jesus Cristo, tornaram-se, pelo menos, mais populares que o cantor da música “Jesus Cristo”, que é o artista de outro especial tradicional de fim de ano, Roberto Carlos. O jornal The New York Times afirmou que a tentativa de censurar o especial, já revertida pelo STF, “colocou o filme ao centro de um debate mais amplo sobre censura no Brasil”, mencionando a “guerra cultural do país, que tem crescido desde a eleição do presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro em 2018”. A agência da rede BBC lembrou que Bolsonaro “disse uma vez que preferia ter um filho morto a um filho gay”, e acrescentou: “O filho dele, Eduardo Bolsonaro, chamou o especial da Netflix de ‘lixo’ no Twitter, acrescentando que o Porta dos Fundos ‘não representa a sociedade brasileira'”. E o Washington Post classificou o ataque conservador sofrido pelo Especial como “um dos mais fortes golpes contra a Netflix na América Latina, onde a plataforma produziu dezenas de projetos originais e enfrentou poucas medidas sérias que restringissem o que seus espectadores podem ou não assistir – especialmente num filme feito na e para a região”. A repercussão não ficou apenas na esfera da imprensa. Em entrevista à BBC News Brasil, o uruguaio Edison Lanza, relator da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e principal autoridade da Organização dos Estados Americanos (OEA), defendeu o Porta dos Fundos. Ele afirmou que “não há dúvida” que houve tentativa de censura contra os humoristas. “O fato de um juiz determinar a proibição de um conteúdo com referência religiosa fere claramente a proibição de censura prévia, prevista no Capítulo 13” da Convenção Americana de Direitos Humanos. “O Netflix é um serviço pago, que depende de inscrição e as pessoas têm liberdade de assistir ou não. Ninguém é obrigado. Essa visão sobre Cristo não está sendo imposta”, ele completou, sobre “A Primeira Tentação de Cristo”. O especial também rendeu polêmica na Polônia, onde vice-premiê polonês Jaroslaw Gowin exigiu que a Netflix tirasse o programa de seu catálogo, e onde uma petição online expôs 1,5 milhão de poloneses ao nome do grupo e seu trabalho. “Todo ano, o grupo de ‘comédia’ brasileiro Porta dos Fundos produz um filme de Natal para atacar cristãos e o cristianismo”, diz a petição. Cada iniciativa contra o grupo alimentou uma cobertura mundial crescente, que teve novo capítulo nesta quinta (9/1), com a decisão de Dias Toffoli, presidente do STF, de proibir a censura. Para situar o caso, o jornal inglês The Guardian escreveu que um “juiz no Rio tinha ordenado a proibição do filme, revivendo alegações de censura sob o governo de extrema direita de Jair Bolsonaro”. A exposição da controvérsia ainda inspirou artigos dedicados a explicar ao público internacional quem afinal era o grupo “Back Door”, que representa um “big deal” no YouTube. Até o site “liberal” (de direita) americana Free the People dedicou um artigo bastante aprofundado para falar do grupo e defender seu direito de satirizar Jesus, sob a ótica da liberdade de expressão numa democracia capitalista. O mais curioso, porém, é constatar que o Porta dos Fundos tem recebido praticamente o mesmo espaço em publicações LGBTQIA+ e religiosas, de esquerda e de direita. Falando bem ou mal, todos divulgam seu nome… para cada vez mais pessoas, em cada vez mais países do mundo. Virou beatlemania, inclusive em algumas reações histéricas – coincidência ou não, Fabio Porchat até usa peruca de Beatle no especial.

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