Pelé reflete sobre sua trajetória em trailer de documentário da Netflix
A Netflix divulgou o trailer do novo documentário que revisita o extraordinário período em que Pelé passou de jovem craque em 1958 a herói nacional durante a Copa do Mundo de 1970, cobrindo, além dos feitos do atleta, uma era radical e turbulenta da história brasileira. O trailer é acompanhado por trilha fornecida pelo próprio Pelé, que batuca habilmente uma caixa de engraxate, marcando as batidas da prévia. Em meio às jogadas antológicas e imagens da época da Ditadura Militar, Pelé aparece refletindo sobre sua trajetória. Ele diz: “Sempre me procuram para ver se posso apoiar um lado ou outro”, sobre ter sido disputado por adeptos da ditadura e da oposição. E também: “Naquele momento, eu não queria ser Pelé”, sobre jogar na Copa do Mundo, durante a ditadura. O documentário também inclui cenas de arquivo e declarações de lendários ex-companheiros de Santos e da Seleção, como Zagallo, Amarildo e Jairzinho, além de depoimentos inéditos de familiares, jornalistas, artistas (como Gilberto Gil) e outras personalidades que viveram a época de ouro do futebol brasileiro. “Pelé” é uma produção da Pitch Productions, dirigida pelos britânicos David Tryhorn e Ben Nicholas (ambos de “Crossing the Line”) e produzida pelo cineasta vencedor do Oscar Kevin Macdonald (“Munique, 1972: Um Dia em Setembro”). O lançamento está marcado para o dia 23 de fevereiro.
Documentário baiano vence Mostra de Tiradentes
O documentário “Açucena”, de Isaac Donato, foi o vencedor da 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Exibido na seção Aurora, principal seleção competitiva do festival mineiro, o longa de estreia do diretor baiano acompanha uma mulher de 67 anos, que se recusa a envelhecer e todo ano celebra seu 7º aniversário com ajuda das amigas. A cerimônia de encerramento, transmitida pelo site do evento na noite de sábado (30/1), também premiou outro documentário com o Troféu Carlos Reichenbach, dado pelo Júri Jovem ao melhor longa da Mostra Olhos Livres: o longa “Nũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa!”, de Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero, realizado em Minas Gerais. Foi a segunda vez consecutiva que um filme da dupla de cineastas Maxakali foi premiado na seção – em 2020, o vencedor foi “Yamiyhex – As Mulheres-espírito”. O Prêmio Helena Ignez 2021, oferecido pelo Júri Oficial ao destaque feminino do festival, foi dado à diretora e roteirista Ana Johann, responsável pelo filme paranaense “A Mesma Parte de um Homem”. Entre os curtas, o Júri Oficial escolheu o sergipano “Abjetas 288”, com direção de Júlia da Costa e Renata Mourão, enquanto o Prêmio Canal Brasil de Curtas, que tem júri formado pelo próprio canal, foi para o mineiro “4 Bilhões de Infinitos”, de Marco Antônio Pereira. Veja abaixo o vídeo do encerramento do evento, com todas as premiações e discursos.
Filmes online: Mulher-Maravilha 1984 chega ao streaming
O filme que atualmente responde pela maior bilheteria nos cinemas brasileiros já pode ser visto em streaming. “Mulher-Maravilha 1984” chegou na quinta (28/1) nas principais plataformas de VOD para locação digital. Divisor de opiniões, o longa estreou nos EUA com 88% de aprovação dos críticos, mas logo os aplausos foram trocados por vaias e a cotação desabou para 59% no Rotten Tomatoes. Isto significa que se você é fã de quadrinhos – e do primeiro filme – vai se divertir bastante, mas se busca um roteiro que faça sentido, há outras opções. A adaptação da DC Comics não é a única estreia grandiosa em streaming. A Amazon disponibiliza com exclusividade “Destruição Final – O Último Refúgio”, produção apocalíptica com Gerard Butler (“Ataque ao Serviço Secreto”) e Morena Bacurin (“Deadpool”) que supera restrições orçamentárias com uma narrativa repleta de tensão – uma correria em busca do último abrigo contra a destruição da superfície da Terra por meteoros mortais. O Top 10 ainda inclui “As Vidas de Glória” (The Glorias), em que Julianne Moore (vencedora do Oscar por “Para Sempre Alice”) e Alicia Vikander (“Tomb Raider”) vivem a famosa jornalista e escritora feminista Gloria Steinem, “Antígona – A Resistência Está no Sangue”, que foi a indicação do Canadá ao Oscar passado, o drama de época “A Escavação”, com belíssima fotografia e interpretação de Carey Mulligan (“Mudbound”) e Ralph Fiennes (“O Grande Hotel Budapeste”), “Palmer”, com uma surpreendente performance dramática de Justin Timberlake, entre outras obras que merecem ser descobertas. Confira abaixo a relação completa e os trailers das estreias dos 10 melhores filmes disponibilizados para streaming nesta semana. Mulher-Maravilha 1984 | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Destruição Final – O Último Refúgio | EUA | 2020 (Amazon) As Vidas de Glória | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, YouTube Filmes) A Escavação | EUA | 2021 (Netflix) Palmer | EUA | 2019 (Apple TV+) Antígona – A Resistência Está no Sangue | Canadá | 2019 (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Abaixo de Zero | Espanha | 2021 (Netflix) Em busca de ‘Ohana | EUA | 2021 (Netflix) How to Build a Girl | Reino Unido | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, Vivo Play, YouTube Filmes) 8jVuOheTNGQ Monos – Entre o Céu e o Inferno | Colômbia | 2019 (NOW, Telecine, Vivo Play)
Documentário e suspense brasileiros são destaques em semana fraca nos cinemas
As restrições aos funcionamentos dos cinemas em São Paulo tiveram impacto na programação desta quinta (28/1). A Sony adiou, sem alarde, o principal título que chegaria ao mercado, “Monster Hunter”, o que deixou o circuito com apenas quatro filmes inéditos, todos com perfil de lançamento limitado. Metade dos títulos é nacional. São também os melhores. Premiado na última edição do Rio Fantastik Festival, “Dente por Dente” é um suspense criminal estrelado por Juliano Cazarré, que equilibra crítica social e atmosfera macabra. E “Chacrinha, Eu Vim para Confundir e Não para Explicar” é um documentário com cenas de arquivo e entrevistas, que lembram o impacto e a importância de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, para a TV e a cultura brasileiras. Veja abaixo os trailers de todas as estreias. Dente por Dente | Brasil | 2020 Minha Irmã | Suíça, Alemanha | 2019 Perfil de uma Mulher | Japão | 2019 Chacrinha, Eu Vim para Confundir e Não para Explicar | Brasil | 2020
Vídeo promove música de Mary J. Blige cotada para o Oscar
A cantora Mary J. Blige lançou o lyric video de “See What You Done” para promover a gravação, que está sendo cotada como candidata ao Oscar de Melhor Canção. A música foi composta e gravada por Blige para o documentário “Belly of the Beast”, que retrata o abuso de mulheres encarceradas pelo Departamento Prisional da Califórnia. O vídeo foi realizado pela equipe do filme, produzido pelo canal público PBS, e abre com narração da ex-presidiária Kelli Dillon, que conta sua história enquanto imagens da prisão, instalações médicas, escritórios de advocacia e sua própria casa passam na tela. “Eu tinha cerca de 24 anos. Comecei a sentir, tipo, uma dor abdominal. Fui acorrentada para ir para a cirurgia. Quando saí, senti que algo estava errado.” Dillon faz uma pausa, antes de verbalizar a percepção comum a muitas mulheres encarceradas nos EUA: “Fui esterilizada intencionalmente e mentiram para mim.” Dirigido por Erika Cohn, “Belly of the Beast” narra uma luta de quase uma década para expor a prática de esterilização forçada de presidiárias femininas na Califórnia. O filme destaca essa injustiça reprodutiva com relatos pessoais de ex-presidiárias. Esta é segunda incursão recente de Blige pelo mercado de trilhas sonoras. O esforço anterior, “Mighty River”, do filme “Mudbound” de 2017, lhe rendeu nove prêmios Grammy e indicação ao Oscar na categoria de Melhor Canção Original. Ela também concorreu ao Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante, por integrar o elenco da produção.
Filmes online: Top 10 de estreias inclui O Tigre Branco e O Grande Ivan
“O Tigre Branco” e “O Grande Ivan” são os filmes que devem dominar as conversas, mas a semana é generosa em opções de qualidade para o cinema em casa. O drama indiano da Netflix adapta o best-seller homônimo de Aravind Adiga (“Selection Day”) sobre um motorista humilde que, após anos de submissão e abuso nas mãos dos mais ricos, começa a usar sua inteligência e astúcia para mudar seu status. Intérprete do “tigre” do título, Adarsh Gourav foi revelado em “Meu Nome é Khan” (2010) e é astro da série “Leila”, também disponibilizada pela Netflix, mas a artista mais famosa do elenco é Priyanka Chopra Jonas (“Quantico”), que vive sua patroa. A adaptação foi feita pelo cineasta Ramin Bahrani, filho de imigrantes iranianos, que nasceu e cresceu nos EUA, e já fez filmes como “A Qualquer Preço” (2012), “99 Casas” (2014) e o remake de “Fahrenheit 451” (2018) para a HBO – além de ter produzido o filme brasileiro “Sócrates” (2018). Mas é a superprodução da Disney, lançada diretamente em streaming, que emociona mais. Baseado no livro infantil de Katherine Applegate, “O Grande Ivan” é um híbrido de animação realista de animais falantes e live-action com atores de verdade, como “Mogli, o Menino Lobo” (2016), e tem produção de ninguém menos que Angelina Jolie (a “Malévola”), que também dubla Stella, uma das elefantas da trama. A história acompanha um gorila chamado Ivan, que vive conformado em uma jaula em um shopping center, juntamente com um velha elefante doente e animais domésticos, mas quando Ruby, uma bebê elefanta, passa a lhes fazer companhia, ele se sensibiliza e começa a redescobrir sua vida anterior à prisão, preparando um plano para salvar a criança do cativeiro. Detalhe: a história é baseada num fato real. Ivan foi um gorila que realmente existiu e ficou conhecido, nos anos 1970, por assistir TV e realizar pinturas com os dedos, vivendo 27 anos numa vitrine de shopping center. Encontrar um final feliz para essa história triste foi uma missão digna dos esforços da Disney. Entre a seleção do Top 10 semanal, vale prestar atenção ainda em “A História Pessoal de David Copperfield”, adaptação da obra-prima do escritor Charles Dickens, que segue o personagem-título desde infância miserável à vida de escritor britânico do século 19. Diferente de outras adaptações, o diretor Armando Iannucci (criador da série “Veep”) privilegia situações de comédia e fantasia sobre o melodrama tradicional, trazendo Dev Patel (“Lion”) no papel-título e diversos coadjuvantes famosos, como Hugh Laurie (“House”) e Tilda Swinton (“Suspiria”). O filme venceu cinco prêmios BIFA (troféu do cinema independente britânico). Já a maior surpresa fica por conta de “Um Caso de Detetive”, comédia estrelada por Adam Brody (“Shazam”), que se transforma num drama noir no decorrer de sua trama. Escrito e dirigido pelo estreante Evan Morgan, o filme conta a história de Abe Applebaum, um adulto desiludido que fez sucesso como detetive mirim quando era criança e se vê até hoje, aos 32 anos, sendo contratado para resolver mistérios bobinhos. Tudo muda quando uma jovem (Sophie Nélisse, de “Medo Profundo: O Segundo Ataque”) o procura com o primeiro caso “adulto” de sua carreira: o assassinato de seu namorado, morto de forma violenta com 17 facadas. Mas ao partir para resolver o mistério, ele adentra um mundo muito mais perigoso que imagina. O Top 10 da semana ainda inclui o terror sul-coreano “Invasão Zumbi 2: Península”, que não repete o mesmo impacto do filme original, e outros títulos de fora de Hollywood, como o suspense alemão “O Caso Collini” e a comédia israelense “Tel Aviv em Chamas”, perfeitos para quem busca entretenimento de qualidade. Confira abaixo a relação completa e os trailers das estreias dos 10 melhores filmes disponibilizados para streaming nesta semana. O Grande Ivan | EUA | 2020 (Disney+) O Tigre Branco | Índia, EUA | 2021 (Netflix) A História Pessoal de David Copperfield | Reino Unido | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, Vivo Play, YouTube Filmes) Um Caso de Detetive | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Sky Play) Guerra de Algodão | Brasil | 2018 (Netflix) How to Build a Girl | Reino Unido | 2019 (Apple TV, Vivo Play) Professor | EUA | 2019 (Apple TV, Looke) O Caso Collini | Alemanha | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Invasão Zumbi 2: Península | Coreia do Sul | 2020 (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Tel Aviv em Chamas | Luxemburgo, Israel, França | 2018 (Looke, NOW, Vivo Play)
Lula e Fernando Morais pegam covid-19 em viagem a Cuba para documentário de Oliver Stone
O ex-presidente Lula e o escritor Fernando Morais (“Wasp Network: Rede de Espiões”) foram diagnosticados com covid-19 no dia 26 de dezembro em Cuba. Lula foi ao país caribenho participar de um documentário de Oliver Stone (“Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”), e precisou passar 14 dias da viagem em quarentena. Já Morais chegou a ser internado num hospital. Os dois estão curados e desembarcaram no Brasil na quarta-feira (20/1), junto com os acompanhantes, que também passaram por confinamento. Três dias antes de embarcar, Lula, Morais e a comitiva, formada por mais sete pessoas, fizeram exames de RT-PCR, em que a coleta é feita com cotonete pelo nariz. Deu negativo. Um dia depois da chegada, todo o grupo repetiu o teste, que voltou a dar negativo. Mas Cuba exige que o exame seja refeito depois de cinco dias, pois existe a possibilidade de o RT-PCR não detectar o vírus logo depois da infecção, devido ao período de incubação. Foi então que se descobriu que, dos nove viajantes, oito estavam contaminados: Lula, a noiva dele, Rosangela da Silva, Fernando Morais, o fotógrafo Ricardo Stuckert e mais quatro assessores. A conclusão da investigação epidemiológica foi de que eles contraíram o vírus durante o deslocamento da viagem, em aeroportos ou no avião. O petista voou em um jato alugado pela produção do documentário. Depois do diagnóstico, Lula fez uma tomografia que acusou que ele tinha lesões pulmonares compatíveis com covid-19. Sem sintomas, ele foi encaminhado para uma casa com os outros que testaram positivo. Apenas Fernando Morais foi para o hospital. A evolução da doença foi acompanhada, no Brasil, pelo deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), ex-ministro da saúde, médico formado pela Universidade de Campinas (Unicamp) e especializado em infectologia pela USP. que conversava quase todos os dias com Lula e com os médicos que acompanhavam o grupo, tomando ciência dos medicamentos receitados – e que integram os protocolos desenvolvidos por Cuba (que são diferentes dos brasileiros). Nesta quinta (21/1), Lula divulgou um comunicado, que foi publicado em seu Instagram oficial, em que agradece a “dedicação dos profissionais de saúde e do sistema de saúde pública cubano”. “Jamais esqueceremos a solidariedade cubana e o compromisso com a ciência de seus profissionais. Sentimos na pele a importância de um sistema público de saúde que adota um protocolo unificado, inspirado na ciência e nas diretrizes da OMS. E quero estender as minhas saudações a todos os profissionais de saúde que se esforçam para fazer o mesmo aqui no Brasil, apesar da irresponsabilidade do presidente da República e do ministro da Saúde”, ele acrescentou. Lula também disse que volta de Cuba com uma única certeza: somente a vacinação da humanidade pode livrá-la do coronavírus. “Parabéns a todos que trabalham no sistema de saúde brasileiro, que estão cuidando com muito sacrifício do nosso povo. E a todos os pesquisadores dos institutos Butantan e Fiocruz, que trabalharam no desenvolvimento destas vacinas. Elas representam nossa única saída nessa pandemia que vitimou milhares de brasileiros”. “Estou preparado pra tomar a vacina, assim que tivermos vacina para todos. Sigo esperando minha vez na fila, com o braço à disposição para tomar assim que puder. E enquanto todos não se vacinam, vou continuar com máscara, evitando aglomerações e passando muito álcool gel”, acrescentou. Veja o post original abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luiz Inácio Lula da Silva (@lulaoficial)
Pinóquio italiano e alien russo são os destaques de cinema da semana
A nova e sombria versão de “Pinóquio”, dirigida pelo cineasta italiano Matteo Garrone (“Gomorra”), é o destaque desta semana, em que não há nenhum lançamento hollywoodiano nos cinemas. A seca de blockbusters, motivada pela pandemia de coronavírus, acabou virando do avesso as prioridades dos exibidores, que apostam em títulos europeus, antigamente restritos ao circuito limitado, para atrair público ao circuito cinematográfico brasileiro, ainda em funcionamento nesta quinta-feira (21/1). “Pinóquio” é um filme repleto de efeitos visuais, como os consumidores das fábulas live-action da Disney estão acostumados. A produção traz Roberto Benigni (vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “A Vida É Bela”) como o marceneiro Gepeto e vários momentos icônicos do conto de fadas sobre o boneco de madeira que quer virar menino de verdade – das orelhas de burro ao nariz que cresce com mentiras. São imagens que remetem à adaptação mais famosa da obra de Carlo Collodi: a animação de 1940, que venceu o Oscar de Melhor Canção Original – pela clássica “When You Whish Upon a Star”. Só que o tom tenebroso é completamente diferente de qualquer produção da Disney. Vale lembrar que a fabulação anterior de Garrone, “O Conto dos Contos” (2015), tinha uma rainha que comia coração sangrento de monstro. A programação também traz a elogiada sci-fi russa “Estranho Passageiro”, influenciada por “Alien – O Oitavo Passageiro” (1979). Mais conhecido por seu título original, “Sputnik”, o filme de monstro alienígena agradou a crítica internacional ao circular por festivais de terror, somando 89% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. Ou seja, teve maior aprovação que os 85% de “Pinóquio”. O terceiro lançamento europeu é o “filme de arte” do conjunto. E ironicamente o drama lésbico de época é o título mais fraquinho da semana. Passado nos anos 1950, numa cidadezinha rural britânica, a história revela como uma mãe solteira (Holliday Granger) abandonada pelo marido se envolve com uma médica recém-chegada (Anna Paquin), que se tornou amiga de seu filho pequeno. Com 53% no Rotten Tomatoes, foi considerado medíocre pela crítica. Completa a relação de filmes um documentário sobre o escritor brasileiro Antonio Callado. Veja abaixo os trailers de todas as estreias. Pinóquio | Itália | 2020 Estranho Passageiro – Sputnik | Rússia | 2020 Fale com as Abelhas | Reino Unido, Suécia | 2020 Callado | Brasil | 2020
IDA Awards: Novo filme do casal Obama vence principal premiação de documentários
A Associação Internacional de Documentários (IDA, na sigla em inglês) realizou na noite de sábado (16/1) sua cerimônia anual de premiação, consagrando “Crip Camp: Revolução pela Inclusão”, da Netflix, como Melhor Documentário do ano. O filme dirigido por Nicole Newnham e Jim LeBrecht narra o nascimento do movimento pelos direitos dos deficientes e foi realizado pela produtora Higher Ground, do casal Barack e Michelle Obama. “Crip Camp” é o terceiro documentário produzido pelos Obama. O primeiro, “Indústria Americana”, venceu o Oscar 2020 em sua categoria – e muitos outros prêmios, inclusive no IDA Awards de 2019. Outros títulos da Netflix também levaram prêmios, incluindo “As Mortes de Dick Johnson” (Melhor Roteiro e Direção), “John à Procura de Aliens” (Melhor Curta) e ” Last Chance U” (Melhor Série Episódica). Já o troféu de Melhor Direção ficou com Garrett Bradley por “Time”, um lançamento da Amazon que narra o esforço incansável de uma mulher da Louisiana que lutou por 20 anos para garantir a libertação de seu marido da prisão. “Este tem sido um ano excepcionalmente desafiador para todos os contadores de histórias de documentários. Mas sua resistência, arte e busca incansável pela verdade, muitas vezes em face de adversidades esmagadoras, deixam uma sensação de esperança para o futuro. Documentar e investigar nosso mundo é um trabalho essencial que revela nossa humanidade e deixa um impacto indelével”, disse Simon Kilmurry, diretor executivo da IDA, em um comunicado.
Netflix vai lançar documentário sobre Pelé. Veja o teaser
A Netflix divulgou o teaser de um novo documentário, que revisita o extraordinário período em que Pelé passou de jovem craque em 1958 a herói nacional durante uma era radical e turbulenta da história brasileira. Chamado apenas de “Pelé”, o filme retrata o surgimento do Rei do Futebol e sua jornada até o histórico título da Copa do Mundo de 1970 e traz um olhar emocionado de Edson Arantes do Nascimento em relação à sua carreira, incluindo entrevistas e imagens exclusivas do ídolo nos dias atuais. O documentário também inclui raras cenas de arquivo e declarações de lendários ex-companheiros de Santos e da Seleção, como Zagallo, Amarildo e Jairzinho, além de depoimentos inéditos de familiares, jornalistas, artistas e outras personalidades que viveram a época de ouro do futebol brasileiro. “Pelé” é uma produção da Pitch Productions, dirigida por David Tryhorn e Ben Nicholas (ambos de “Crossing the Line”) e produzida pelo cineasta vencedor do Oscar Kevin Macdonald (“Munique, 1972: Um Dia em Setembro”). O documentário tem lançamento confirmado para o dia 23 de fevereiro na Netflix.
Programação de cinemas inclui segunda comédia de Marcus Majella em 2021
Com uma programação que reflete a falta de grandes títulos de Hollywood, devido à pandemia de coronavírus, os cinemas exibem filmes menos badalados nesta semana. Mas há duas comédias que podem atrair maior interesse. Uma semana após o lançamento de “Um Tio Quase Perfeito 2”, Marcus Majella e o diretor Pedro Antonio voltam ao circuito em nova produção nacional, “Os Salafrários”. O ano mal começou e eles já estão no segundo longa de 2021, desta vez com Samantha Schmütz como protagonista feminina. Os três já tinham trabalho juntos em “Tô Ryca!” (2016). Curiosamente, “Os Salafrários” foi feito nessa época (mais exatamente em 2017), mas ficou guardado até agora. Já entre os títulos internacionais, o destaque fica com a comédia musical britânica “Unidas pela Esperança”, mais recente filme do diretor Peter Cattaneo, que trilhou esse gênero em seu maior sucesso, “Ou Tudo ou Nada” (The Full Monty), de 1997. Confira abaixo os trailers destas e de outras cinco estreias que entram em cartaz nesta quinta (14/1) no Brasil. Os Salafrários | Brasil | 2020 Unidas pela Esperança | Reino Unido | 2019 O Mensageiro do Último Dia | EUA | 2020 Um Crime em Comum | Argentina, Brasil | 2020 O Império De Pierre Cardin | EUA, França | 2020 Atravessa a Vida | Brasil | 2020 Delicadeza é Azul | Brasil | 2020
Demi Lovato vai abordar sua overdose em série documental
Demi Lovato vai ganhar seu segundo projeto documental no YouTube, após o sucesso de “Simply Complicated”, lançado em 2017 e atualmente com mais de 35 milhões de visualizações. Intitulada “Demi Lovato: Dancing with the Devil”, a série documental será uma continuação e abordará a overdose quase fatal que ela sofreu em 2018, refletindo o momento em que a cantora percebeu a importância da saúde física, emocional e mental, e buscou uma reviravolta em sua vida. “Há dois anos enfrentei o momento mais difícil da minha vida e agora estou pronta para compartilhar minha história com o mundo inteiro. Pela primeira vez vocês poderão ver o meu ponto de vista sobre minha história de luta e cura. Sou grata por ter conseguido encarar meu passado e finalmente compartilhar minha jornada com o mundo”, declarou Demi no comunicado do anúncio do projeto. Com direção de Michael D. Ratner (da série documental “Justin Bieber: Seasons”), a produção promete mostrar os últimos três anos da artista, com imagens da turnê “Tell Me You Love Me”, que foi cancelada antes de chegar ao Brasil para que ela pudesse se recuperar da overdose. “A vontade de Demi de explorar os elementos mais sombrios de sua vida vai fazer com que o público compreenda completamente tudo o que ela passou e para onde ela está indo”, declarou Ratner sobre a série. “Demi representa o empoderamento, e este documentário vai responder muitas perguntas — trazendo uma visão íntima da vida de uma das maiores estrelas do mundo, que no fim é apenas um ser humano como todos nós”, concluiu. A série terá quatro episódios — sendo que dois serão lançados juntos na estreia, marcada para o dia 23 de março na página oficial do YouTube da cantora.
Academia barra Hamilton do Oscar 2021
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos tomou uma decisão polêmica e barrou a versão filmada do musical “Hamilton”, um dos maiores sucessos da plataforma Disney+ (Disney Plus), da disputa do Oscar 2021. Mesmo estando apto a concorrer em outras premiações do cinema, como o Globo de Ouro e o SAG Awards, a gravação do espetáculo da Broadway foi desqualificada pela Academia sem maiores explicações, segundo apurou o site The Hollywood Reporter. “Hamilton” tem sua elegibilidade questionada desde o ano passado, por ser uma espécie de registro documental de apresentações da peça da Broadway. Segundo alguns, a produção seria incompatível com uma regra de 1997 válida para curtas e documentários, que descarta “trabalhos sem edição de registros de performance”. Esta regra foi introduzida após peças filmadas aparecerem na premiação do cinema, como “Otelo” (1965), “Give ‘Em Hell, Harry” (1974) e “O Homem na Caixa de Vidro” (1975). O detalhe é que “Hamilton” tem trabalho de edição. Não é um simples registro, pois compila três dias de performances diferentes, com o teatro fechado, realizadas especificamente para o filme. Por conta disso, o THR apurou que o Comitê de Regras e Prêmios da Academia optou por excluir a obra com base em outra regra, recém-introduzida, e que teria o objetivo oposto: de facilitar a disputa de lançamentos exclusivos de streaming durante a pandemia. A regra diz que “Até novo aviso e somente nesta edição do Oscar, filmes disponíveis em serviços de streaming estarão qualificados para concorrer ao prêmio. O comitê de regras da Academia vai avaliar todas as questões envolvendo regras e elegibilidade”. Teria sido a segunda parte, sobre o poder do comitê para decidir com base em seus critérios pessoais, que teria barrado o filme. Não há explicações sobre quais critérios impediram a inclusão entre os candidatos. “Hamilton” foi aceito na disputa de várias outras premiações de cinema e é favorito ao Globo de Ouro de Melhor Filme Musical (ou de Comédia), assim como o elenco nas categorias de atuação. Já o SAG Awards, prêmio do Sindicato dos Atores, curiosamente caracterizou “Hamilton” como um filme para TV, qualificando-o a concorrer nas categorias destinadas a telefilmes e minisséries. Vale lembrar que a Disney desembolsou U$ 75 milhões pelos direitos de exibição do longa e pretendia lançá-lo no cinema, mas acabou disponibilizando-o em sua plataforma de streaming por causa da pandemia. “Hamilton” tornou-se um dos conteúdos mais assistidos da Disney Plus. Veja abaixo o trailer da produção.











