Show de The Weeknd no Super Bowl vai ganhar documentário
A elogiada apresentação de The Weeknd no intervalo da 55ª edição do Super Bowl vai ganhar documentário. O show de 14 minutos, realizado no palco do Raymond James Stadium, em Tampa Bay, na Flórida, vai crescer num longa-metragem de mais de 90 minutos, que terá exibição no canal pago americano Showtime. Intitulado “The Show”, o filme vai revelar os bastidores da performance de domingo passado (7/2), cuja encenação custou algo em torno de US$ 7 milhões. A produção tem apoio comercial da Pepsi, uma das patrocinadoras do Super Bowl. A ideia, segundo o vice-presidente de marketing da empresa, Todd Kaplan, é mostrar aos espectadores como foi feito o maior show do ano, que precisou superar as limitações impostas pela pandemia de coronavírus. “A pressão para entregar uma performance icônica, memorável e divertida é sentida pelo artista e pelas pessoas nos bastidores. Com o novo documentário, levaremos os fãs a uma jornada emocionante sobre o que é necessário para fazer o maior show do ano – com a complexidade adicional de fazê-lo em meio a uma pandemia global”, contou o executivo, em comunicado. Ainda não há previsão de estreia para a atração, que não tem transmissão assegurada no Brasil. Enquanto isso, reveja abaixo (ou descubra pela primeira vez) a performance icônica do cantor canadense no Super Bowl de 2021.
Globoplay prepra série documental sobre Bussunda
A Globoplay já começou a gravar sua série documental em homenagem aos 15 anos da morte de Bussunda. Intitulada “Meu Amigo Bussunda”, a atração vai contar a vida do humorista até seus últimos trabalhos. As primeiras gravações foram feitas em janeiro, com conversas com Vera Fischer, Zico e Débora Bloch, que na infância frequentou a mesma colônia de férias de Bussunda. O projeto terá imagens inéditas resgatadas dessa época. Os primeiros capítulos vão remontar a trajetória do humorista em ordem cronológica juntando as imagens de arquivo com estas e outras entrevistas com amigos, familiares, colegas de trabalho e, claro, os demais integrantes da equipe do “Casseta & Planeta”. Serão ao todo quatro episódios, os três primeiros dirigidos por Claudio Manoel, integrante da trupe “Casseta & Planeta”, e Micael Langer, diretor do premiado documentário “Simonal: Ninguém Sabe o Duro que Dei” (2009). Já o último tem direção de Manoel e Júlia Besserman, filha do artista, que tinha 12 anos quando o pai morreu. O capítulo que fecha a série pretende apresentar uma reflexão sobre o legado do humorista sob o olhar de Julia, formada em cinema na Califórnia. A série tem previsão de estreia no Globoplay para junho, mês em que Bussunda morreu em 2006, em plena Copa do Mundo da Alemanha.
Justin Timberlake pede desculpas a Britney Spears após documentário
O cantor e ator Justin Timberlake usou seu Instagram para pedir desculpas à ex-namorada Britney Spears após a repercussão do documentário “Framing Britney Spears”, lançado no fim de semana passado nos EUA. O filme aborda a trajetória da cantora e a forma como as pessoas e a mídia a trataram durante sua luta com problemas nervosos, com destaque para o machismo e misoginia que prejudicaram sua carreira. Um trecho do documentário, produzido pelo The New York Times e exibido pelo canal pago FX e a plataforma Hulu, abordou o relacionamento de Britney e Justin, demonstrando como ele “controlou a narrativa” sobre o namoro e a eventual separação, enquanto ela foi julgada pela mídia. Fãs da cantora e muitos que nem lembravam mais do namoro do casal foram às redes sociais reclamar do cantor, que ouviu tudo com humildade e resolveu se posicionar. “Eu vi as mensagens, tags, comentários e questionamento e quero comentar. Peço desculpas pelas vezes em minha vida nas quais minhas ações contribuíram para o problema, nas quais falei quando não devia, e nas quais não me manifestei em defesa do que era certo. Eu entendo que falhei nestes momentos e em muitos outros, e que me beneficiei de um sistema que é conivente com o racismo e a misoginia”, Timberlake escreveu. “Peço desculpas, especificamente, para Britney Spears e Janet Jackson, porque eu me importo com essas mulheres e as respeito, e sei que falhei. Sinto que preciso falar isso, porque todo mundo envolvido nessas histórias merece algo melhor”, continuou. Além de abordar a polêmica envolvendo Britney, ele aproveitou o mea culpa para se desculpar também com Janet Jackson. Em 2004, os dois se apresentaram juntos no Super Bowl, e um problema no figurino de Janet fez com que um dos seios dela ficasse exposto por um breve momento, causando prejuízos para sua carreira — mas não para a de Justin. Timberlake observou que a indústria do entretenimento é um sistema que beneficia homens, e especialmente homens brancos. “Como um homem em uma posição privilegiada, eu não posso me calar diante disso. Por causa da minha ignorância, eu não reconheci quando esse sistema estava agindo na minha própria vida, mas não quero me beneficiar pela diminuição dos outros nunca mais”, continuou. “Não fui perfeito ao lidar com isso ao longo da minha carreira. Sei que esse pedido de desculpas é o primeiro passo e não absolve meu passado. Mas eu quero assumir a responsabilidade pelos meus erros e também fazer parte de um mundo capaz de melhorar e apoiar”. “Eu me importo profundamente com o bem-estar das pessoas que eu amo, e das pessoas que eu já amei. Eu posso ser melhor do que tenho sido, e vou ser”, concluiu. Ao lado do texto, nos comentários, a atriz Jessica Biel, esposa de Timberlake, postou um coraçãozinho e um “Eu te amo”. Veja a postagem original abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Justin Timberlake (@justintimberlake)
Séries online: Destaques da semana são documentários
A realidade rende tramas melhores que a ficção na programação de séries de streaming desta semana. Enquanto a Globoplay conta a história do “poderoso chefão brasileiro”, a HBO Go examina o fiasco da maior “obra faraônica” da ditadura, a Transamazônica, e os fãs de “true crimes” descobrem pela Netflix um hotel de história macabra. Até a Amazon aposta em reality show, deixando os fãs de séries dramáticas com poucas e medianas opções no Top 10. Entre as curiosidades, “Os Segredos de Manscheid” é a primeira atração de Luxemburgo disponibilizada pela Netflix – com uma premissa investigativa que lembra “The Killing” – “Soulmates” busca o amor no futuro – um “Black Mirror” romântico – e “Little Birds”, que estreia domingo (14/2) no Starzplay, explora os fetiches da literatura erótica de Anais Nin – dando saudades de “Henry & June”. Confira abaixo a relação completa e os trailers das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. Doutor Castor | Brasil | Minissérie (Globoplay) Transamazônia – Uma Estrada para o Passado | Brasil | Minissérie (HBO Go) Cena do Crime – Mistério e Morte no Hotel Cecil | EUA | 1ª Temporada/h4> (Netflix) Soltos em Floripa | Brasil | 2ª Temporada (Amazon) O Jogo do Detetive | Coreia do Sul | 3ª Temporada (Netflix) Little Birds | Reino Unido | Minissérie (Starzplay) Soulmates | EUA | 1ª Temporada (Amazon) Os Segredos de Manscheid | Luxemburgo | 1ª Temporada (Netflix) Mãe Só Tem Duas | EUA | 1ª Temporada (Netflix) L.A.’s Finest: Unidas contra o Crime | EUA | 1ª Temporada (Globoplay)
Cinemas estreiam três filmes no fim de semana
A programação de cinemas desta quinta (11/2) apresenta apenas três estreias. São um terror de torturas, uma comédia francesa e um documentário, também francês, sobre o cantor-ator Charles Aznavour (1924–2018). Com o anúncio de que São Paulo ficaria com comércio não essencial fechado nos fins de semana, devido à pandemia de coronavírus, as distribuidoras seguraram seus principais títulos. Mas mesmo com a antecipação da reabertura na semana passada, os principais títulos continuaram guardados, restando ao circuito filmes de menor qualidade ou pouco apelo comercial. Confira os trailers abaixo. #SemSaída | EUA | 2020 Notre Dame | França | 2019 Aznavour por Charles | França | 2019
Documentário faz Britney Spears se manifestar: “Cada pessoa tem sua história”
O documentário “Framing Britney Spears” (“Enquadrando Britney Spears”, em tradução literal) está dando o que falar nos EUA. E a própria Britney resolveu se manifestar. “Cada pessoa tem sua história e sua opinião sobre as histórias dos outros. Nós todos temos vidas lindas e brilhantes”, afirmou a cantora no Twitter. “Lembre-se, não importa o quanto a gente acha que sabe sobre a vida de uma pessoa. Nada se compara a própria pessoa vivendo sob a lente das câmeras”, continuou. O documentário produzido pelo The New York Times – e lançado na plataforma americana Hulu e no canal pago FX – analisa as polêmicas em torno da cantora, especialmente a ideia de que ela tem problemas mentais que a tornam incapaz e a tutela do pai sobre ela. Com um enfoque que destaca o machismo da mídia e bullying sistemático sofrido pela artista, o filme também destaca o movimento Free Britney, que defende o direito da cantora de decidir seu destino. “O documentário contribui para a conversa crítica que estamos tendo sobre mulheres, representação e trauma”, refletiu a crítica Patricia Grisafi, da emissora americana NBC. “Na tradição de tantas histórias de ‘mulheres loucas’ antes dela, “Framing Britney Spears” se pergunta o que acontece quando a porta é aberta para revelar não uma bruxa que espuma pela boca, mas nuances de um ser humano peculiar, totalmente competente”, acrescentou. Em nota ao final do documentário, o NYT observou que tentou entrar em contato com Britney para que ela participasse do projeto, mas “não está claro se ela recebeu nossos pedidos”. Isso porque a artista está desde 2008 proibida pela Justiça dos EUA de tomar decisões por conta própria. A tutela legal exercida pelo pai por preocupações com a sua saúde mental a obriga a pedir consentimento a ele para quase tudo, embora nestes anos ela tenha continuado a trabalhar como qualquer outro artista, inclusive com uma turnê permanente em Las Vegas. Seu tutor legal também administra todos os seus bens. Confira abaixo os comentários de Britney e o trailer do documentário. Each person has their story and their take on other people’s stories !!!! We all have so many different bright beautiful lives 🌹🌸🌷🌼!!! Remember, no matter what we think we know about a person's life it is nothing compared to the actual person living behind the lens 📷✨ !!!! — Britney Spears (@britneyspears) February 9, 2021
HBO revela série documental de Mia Farrow contra Woody Allen
A HBO produziu em segredo uma série documental sobre a guerra de versões entre Woody Allen e sua ex, Mia Farrow, em torno da acusação de suposto abuso sexual cometido pelo diretor em sua filha Dylan, com 7 anos de idade em 1992. Intitulada “Allen v. Farrow”, a atração foi revelada junto com um primeiro trailer, que destaca entrevistas de apenas um dos lados da história, apresentando uma indignada Mia Farrow e cenas atuais de Dylan adulta, junto com imagens de arquivo de Allen e um tom de narrativa escandalosa. Dirigida pelos documentaristas Kirby Dick e Amy Ziering, a série tem quatro episódios e se concentra no período do julgamento de custódia dos filhos do ex-casal, quando Farrow fez acusações contra Allen e trouxe à luz o relacionamento do diretor com sua filha adotiva, Soon-Yi Previn. Allen e Soon-Yi estão casados até hoje, e adotaram duas meninas, que nunca trouxeram queixas à público. A lista de entrevistados para o programa, entretanto, não inclui Allen, Soon-Yi ou suas filhas. Nem mesmo Moses Farrow, irmão de Dylan, que era o único filho de Mia com idade suficiente para dar um testemunho válido sobre o que realmente aconteceu. Ele diz que Allen é inocente e a mãe manipulou os filhos para que mentissem. Em compensação, todos os acusadores terão voz. Mia Farrow, Dylan Farrow, Ronan Farrow, amigos da família e até o promotor do caso, Frank Maco. Ao lado de “especialistas”, a série da HBO também promete apresentar gravações, vídeos caseiros e “testemunhas oculares em primeira mão, muitas delas falando publicamente sobre os eventos pela primeira vez”, além de uma dissecação da obra de Woody Allen “num contexto mais amplo”, o que sugere um ataque também à arte e não apenas ao artista. Dick e Ziering são especialistas em documentários sobre abuso sexual. Seu filme “The Invisible War” (2012), sobre o estupro de militares femininas por colegas masculinos, foi indicado ao Oscar, e seu trabalho mais recente, “On the Record” (2020), detalha acusações de estupro contra o magnata do hip-hop Russel Simmons. A HBO vai estrear a série em 21 de fevereiro às 21h, com novos episódios indo ao ar nos domingos subsequentes.
Pelé reflete sobre sua trajetória em trailer de documentário da Netflix
A Netflix divulgou o trailer do novo documentário que revisita o extraordinário período em que Pelé passou de jovem craque em 1958 a herói nacional durante a Copa do Mundo de 1970, cobrindo, além dos feitos do atleta, uma era radical e turbulenta da história brasileira. O trailer é acompanhado por trilha fornecida pelo próprio Pelé, que batuca habilmente uma caixa de engraxate, marcando as batidas da prévia. Em meio às jogadas antológicas e imagens da época da Ditadura Militar, Pelé aparece refletindo sobre sua trajetória. Ele diz: “Sempre me procuram para ver se posso apoiar um lado ou outro”, sobre ter sido disputado por adeptos da ditadura e da oposição. E também: “Naquele momento, eu não queria ser Pelé”, sobre jogar na Copa do Mundo, durante a ditadura. O documentário também inclui cenas de arquivo e declarações de lendários ex-companheiros de Santos e da Seleção, como Zagallo, Amarildo e Jairzinho, além de depoimentos inéditos de familiares, jornalistas, artistas (como Gilberto Gil) e outras personalidades que viveram a época de ouro do futebol brasileiro. “Pelé” é uma produção da Pitch Productions, dirigida pelos britânicos David Tryhorn e Ben Nicholas (ambos de “Crossing the Line”) e produzida pelo cineasta vencedor do Oscar Kevin Macdonald (“Munique, 1972: Um Dia em Setembro”). O lançamento está marcado para o dia 23 de fevereiro.
Documentário baiano vence Mostra de Tiradentes
O documentário “Açucena”, de Isaac Donato, foi o vencedor da 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Exibido na seção Aurora, principal seleção competitiva do festival mineiro, o longa de estreia do diretor baiano acompanha uma mulher de 67 anos, que se recusa a envelhecer e todo ano celebra seu 7º aniversário com ajuda das amigas. A cerimônia de encerramento, transmitida pelo site do evento na noite de sábado (30/1), também premiou outro documentário com o Troféu Carlos Reichenbach, dado pelo Júri Jovem ao melhor longa da Mostra Olhos Livres: o longa “Nũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa!”, de Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero, realizado em Minas Gerais. Foi a segunda vez consecutiva que um filme da dupla de cineastas Maxakali foi premiado na seção – em 2020, o vencedor foi “Yamiyhex – As Mulheres-espírito”. O Prêmio Helena Ignez 2021, oferecido pelo Júri Oficial ao destaque feminino do festival, foi dado à diretora e roteirista Ana Johann, responsável pelo filme paranaense “A Mesma Parte de um Homem”. Entre os curtas, o Júri Oficial escolheu o sergipano “Abjetas 288”, com direção de Júlia da Costa e Renata Mourão, enquanto o Prêmio Canal Brasil de Curtas, que tem júri formado pelo próprio canal, foi para o mineiro “4 Bilhões de Infinitos”, de Marco Antônio Pereira. Veja abaixo o vídeo do encerramento do evento, com todas as premiações e discursos.
Filmes online: Mulher-Maravilha 1984 chega ao streaming
O filme que atualmente responde pela maior bilheteria nos cinemas brasileiros já pode ser visto em streaming. “Mulher-Maravilha 1984” chegou na quinta (28/1) nas principais plataformas de VOD para locação digital. Divisor de opiniões, o longa estreou nos EUA com 88% de aprovação dos críticos, mas logo os aplausos foram trocados por vaias e a cotação desabou para 59% no Rotten Tomatoes. Isto significa que se você é fã de quadrinhos – e do primeiro filme – vai se divertir bastante, mas se busca um roteiro que faça sentido, há outras opções. A adaptação da DC Comics não é a única estreia grandiosa em streaming. A Amazon disponibiliza com exclusividade “Destruição Final – O Último Refúgio”, produção apocalíptica com Gerard Butler (“Ataque ao Serviço Secreto”) e Morena Bacurin (“Deadpool”) que supera restrições orçamentárias com uma narrativa repleta de tensão – uma correria em busca do último abrigo contra a destruição da superfície da Terra por meteoros mortais. O Top 10 ainda inclui “As Vidas de Glória” (The Glorias), em que Julianne Moore (vencedora do Oscar por “Para Sempre Alice”) e Alicia Vikander (“Tomb Raider”) vivem a famosa jornalista e escritora feminista Gloria Steinem, “Antígona – A Resistência Está no Sangue”, que foi a indicação do Canadá ao Oscar passado, o drama de época “A Escavação”, com belíssima fotografia e interpretação de Carey Mulligan (“Mudbound”) e Ralph Fiennes (“O Grande Hotel Budapeste”), “Palmer”, com uma surpreendente performance dramática de Justin Timberlake, entre outras obras que merecem ser descobertas. Confira abaixo a relação completa e os trailers das estreias dos 10 melhores filmes disponibilizados para streaming nesta semana. Mulher-Maravilha 1984 | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Destruição Final – O Último Refúgio | EUA | 2020 (Amazon) As Vidas de Glória | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, YouTube Filmes) A Escavação | EUA | 2021 (Netflix) Palmer | EUA | 2019 (Apple TV+) Antígona – A Resistência Está no Sangue | Canadá | 2019 (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Abaixo de Zero | Espanha | 2021 (Netflix) Em busca de ‘Ohana | EUA | 2021 (Netflix) How to Build a Girl | Reino Unido | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, Vivo Play, YouTube Filmes) 8jVuOheTNGQ Monos – Entre o Céu e o Inferno | Colômbia | 2019 (NOW, Telecine, Vivo Play)
Documentário e suspense brasileiros são destaques em semana fraca nos cinemas
As restrições aos funcionamentos dos cinemas em São Paulo tiveram impacto na programação desta quinta (28/1). A Sony adiou, sem alarde, o principal título que chegaria ao mercado, “Monster Hunter”, o que deixou o circuito com apenas quatro filmes inéditos, todos com perfil de lançamento limitado. Metade dos títulos é nacional. São também os melhores. Premiado na última edição do Rio Fantastik Festival, “Dente por Dente” é um suspense criminal estrelado por Juliano Cazarré, que equilibra crítica social e atmosfera macabra. E “Chacrinha, Eu Vim para Confundir e Não para Explicar” é um documentário com cenas de arquivo e entrevistas, que lembram o impacto e a importância de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, para a TV e a cultura brasileiras. Veja abaixo os trailers de todas as estreias. Dente por Dente | Brasil | 2020 Minha Irmã | Suíça, Alemanha | 2019 Perfil de uma Mulher | Japão | 2019 Chacrinha, Eu Vim para Confundir e Não para Explicar | Brasil | 2020
Vídeo promove música de Mary J. Blige cotada para o Oscar
A cantora Mary J. Blige lançou o lyric video de “See What You Done” para promover a gravação, que está sendo cotada como candidata ao Oscar de Melhor Canção. A música foi composta e gravada por Blige para o documentário “Belly of the Beast”, que retrata o abuso de mulheres encarceradas pelo Departamento Prisional da Califórnia. O vídeo foi realizado pela equipe do filme, produzido pelo canal público PBS, e abre com narração da ex-presidiária Kelli Dillon, que conta sua história enquanto imagens da prisão, instalações médicas, escritórios de advocacia e sua própria casa passam na tela. “Eu tinha cerca de 24 anos. Comecei a sentir, tipo, uma dor abdominal. Fui acorrentada para ir para a cirurgia. Quando saí, senti que algo estava errado.” Dillon faz uma pausa, antes de verbalizar a percepção comum a muitas mulheres encarceradas nos EUA: “Fui esterilizada intencionalmente e mentiram para mim.” Dirigido por Erika Cohn, “Belly of the Beast” narra uma luta de quase uma década para expor a prática de esterilização forçada de presidiárias femininas na Califórnia. O filme destaca essa injustiça reprodutiva com relatos pessoais de ex-presidiárias. Esta é segunda incursão recente de Blige pelo mercado de trilhas sonoras. O esforço anterior, “Mighty River”, do filme “Mudbound” de 2017, lhe rendeu nove prêmios Grammy e indicação ao Oscar na categoria de Melhor Canção Original. Ela também concorreu ao Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante, por integrar o elenco da produção.
Filmes online: Top 10 de estreias inclui O Tigre Branco e O Grande Ivan
“O Tigre Branco” e “O Grande Ivan” são os filmes que devem dominar as conversas, mas a semana é generosa em opções de qualidade para o cinema em casa. O drama indiano da Netflix adapta o best-seller homônimo de Aravind Adiga (“Selection Day”) sobre um motorista humilde que, após anos de submissão e abuso nas mãos dos mais ricos, começa a usar sua inteligência e astúcia para mudar seu status. Intérprete do “tigre” do título, Adarsh Gourav foi revelado em “Meu Nome é Khan” (2010) e é astro da série “Leila”, também disponibilizada pela Netflix, mas a artista mais famosa do elenco é Priyanka Chopra Jonas (“Quantico”), que vive sua patroa. A adaptação foi feita pelo cineasta Ramin Bahrani, filho de imigrantes iranianos, que nasceu e cresceu nos EUA, e já fez filmes como “A Qualquer Preço” (2012), “99 Casas” (2014) e o remake de “Fahrenheit 451” (2018) para a HBO – além de ter produzido o filme brasileiro “Sócrates” (2018). Mas é a superprodução da Disney, lançada diretamente em streaming, que emociona mais. Baseado no livro infantil de Katherine Applegate, “O Grande Ivan” é um híbrido de animação realista de animais falantes e live-action com atores de verdade, como “Mogli, o Menino Lobo” (2016), e tem produção de ninguém menos que Angelina Jolie (a “Malévola”), que também dubla Stella, uma das elefantas da trama. A história acompanha um gorila chamado Ivan, que vive conformado em uma jaula em um shopping center, juntamente com um velha elefante doente e animais domésticos, mas quando Ruby, uma bebê elefanta, passa a lhes fazer companhia, ele se sensibiliza e começa a redescobrir sua vida anterior à prisão, preparando um plano para salvar a criança do cativeiro. Detalhe: a história é baseada num fato real. Ivan foi um gorila que realmente existiu e ficou conhecido, nos anos 1970, por assistir TV e realizar pinturas com os dedos, vivendo 27 anos numa vitrine de shopping center. Encontrar um final feliz para essa história triste foi uma missão digna dos esforços da Disney. Entre a seleção do Top 10 semanal, vale prestar atenção ainda em “A História Pessoal de David Copperfield”, adaptação da obra-prima do escritor Charles Dickens, que segue o personagem-título desde infância miserável à vida de escritor britânico do século 19. Diferente de outras adaptações, o diretor Armando Iannucci (criador da série “Veep”) privilegia situações de comédia e fantasia sobre o melodrama tradicional, trazendo Dev Patel (“Lion”) no papel-título e diversos coadjuvantes famosos, como Hugh Laurie (“House”) e Tilda Swinton (“Suspiria”). O filme venceu cinco prêmios BIFA (troféu do cinema independente britânico). Já a maior surpresa fica por conta de “Um Caso de Detetive”, comédia estrelada por Adam Brody (“Shazam”), que se transforma num drama noir no decorrer de sua trama. Escrito e dirigido pelo estreante Evan Morgan, o filme conta a história de Abe Applebaum, um adulto desiludido que fez sucesso como detetive mirim quando era criança e se vê até hoje, aos 32 anos, sendo contratado para resolver mistérios bobinhos. Tudo muda quando uma jovem (Sophie Nélisse, de “Medo Profundo: O Segundo Ataque”) o procura com o primeiro caso “adulto” de sua carreira: o assassinato de seu namorado, morto de forma violenta com 17 facadas. Mas ao partir para resolver o mistério, ele adentra um mundo muito mais perigoso que imagina. O Top 10 da semana ainda inclui o terror sul-coreano “Invasão Zumbi 2: Península”, que não repete o mesmo impacto do filme original, e outros títulos de fora de Hollywood, como o suspense alemão “O Caso Collini” e a comédia israelense “Tel Aviv em Chamas”, perfeitos para quem busca entretenimento de qualidade. Confira abaixo a relação completa e os trailers das estreias dos 10 melhores filmes disponibilizados para streaming nesta semana. O Grande Ivan | EUA | 2020 (Disney+) O Tigre Branco | Índia, EUA | 2021 (Netflix) A História Pessoal de David Copperfield | Reino Unido | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, Vivo Play, YouTube Filmes) Um Caso de Detetive | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Sky Play) Guerra de Algodão | Brasil | 2018 (Netflix) How to Build a Girl | Reino Unido | 2019 (Apple TV, Vivo Play) Professor | EUA | 2019 (Apple TV, Looke) O Caso Collini | Alemanha | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Invasão Zumbi 2: Península | Coreia do Sul | 2020 (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Tel Aviv em Chamas | Luxemburgo, Israel, França | 2018 (Looke, NOW, Vivo Play)












