Após polêmica, Alanis Morissette renega documentário sobre sua vida
Alanis Morissette resolveu se manifestar sobre “Jagged”, documentário sobre sua carreira que tem première nesta terça (14/9) no Festival de Toronto. O filme ganhou destaque na mídia nos últimos dias após a revelação de declarações da cantora para a câmera sobre um estupro coletivo que ela teria sofrido aos 15 anos, quando era uma cantora pop no Canadá. A artista, que se recusou a participar da promoção do filme dirigido por Alison Klayman (“Flower Punk”), explicou nesta terça (14/9) que considera o filme sensacionalista. Ela afirmou, em comunicado, que “Jagged” inclui informações que “simplesmente não são verdadeiras” e acusa a cineasta de ter uma “agenda lasciva”. “Concordei em participar de um documentário sobre a celebração do 25º aniversário de ‘Jagged Little Pill’ e fui entrevistada durante um período muito vulnerável (enquanto estava no meio da minha terceira depressão pós-parto durante a quarentena)”, disse ela em um texto enviado à imprensa. “Fui enganado por uma falsa sensação de segurança e sua agenda lasciva tornou-se evidente assim que vi o primeiro corte do filme. Foi quando eu soube que nossas visões eram de fato dolorosamente divergentes. Esta não foi a história que concordei em contar”, acrescentou. “Agora, fico aqui, sentindo todo o impacto de ter confiado em alguém que não merecia ser confiável”. Ela explicou que decidiu não comparecer a nenhum evento relacionado ao filme por dois motivos. “Um é que estou em turnê agora. O outro é que, não muito diferente de ‘histórias’ e biografias não autorizadas por aí ao longo dos anos, este filme inclui implicações e fatos que simplesmente não são verdadeiros. Embora haja beleza e alguns elementos de precisão nesta/na minha história, com certeza, em última análise não vou apoiar a visão redutora de outra pessoa sobre uma história com muitas nuances para eles entenderem ou contarem. ” Em uma entrevista com o site Deadline na semana passada, Klayman tentou se esquivar da polêmica. “Claro, teria sido ótimo se ela pudesse estar aqui conosco, mas estou muito grato por todo o tempo que ela dedicou a fazer este filme”, disse a diretora. “É uma coisa muito difícil, eu acho, ver um filme feito sobre você”, ela continuou. “Eu acho que ela é incrivelmente corajosa e a reação quando viu foi que realmente – ela podia sentir todo o trabalho, todas as nuances envolvidas nele. E, novamente, ela deu muito de seu tempo e muito de seu esforço para fazer isso e eu acho que o filme realmente fala por si. ” Morissette está fazendo uma turnê de 25º aniversário “Jagged Little Pill”. O disco de 1995, que vendeu mais de 33 milhões de cópias e se tornou o maior sucesso de sua carreira, também rendeu um espetáculo recente na Broadway.
Alanis Morissette revela ter sofrido estupro coletivo aos 15 anos
A cantora e atriz Alanis Morissette revelou que foi estuprada por vários homens aos 15 anos, quando era uma estrela mirim canadense. A revelação do estupro coletivo faz parte de “Jagged”, um novo documentário dobre sua carreira produzido pela HBO. “Levei anos em terapia para admitir que houve qualquer tipo de vitimização da minha parte”, diz a cantora no documentário. “Eu sempre dizia que estava consentindo e, então, seria lembrada que ‘Ei, você tinha 15 anos, você não estava consentindo aos 15.’” A idade legal para consentimento sexual no Canadá é 16 anos. “Agora eu fico tipo, ‘Oh sim, eles são todos pedófilos. Foi estupro’”, disse ela. Morissette não identificou nenhum de seus supostos estupradores. “Eu contei para algumas pessoas e meio que caiu em ouvidos moucos”, revelou a cantora. “Normalmente, seria um momento em que as pessoas saíam da sala”, acrescentou. Apesar de tornar público o abuso, o documentário não agradou a cantora, que entrou em conflito com a diretora Alison Klayman (“Flower Punk”) e decidiu não prestigiar a première mundial, marcada para terça-feira (14/9) no Festival de Toronto, no Canadá. O motivo da discordância não foi esclarecido por nenhuma das partes envolvidas. Mas, segundo o jornal The Washington Post em sua crítica, não há nada controvertido na produção que não tenha sido trazido à tona pela própria cantora. O filme narra toda a trajetória de Morissette, desde seus dias de menina prodígio do dance-pop no Canadá até sua transformação em roqueira confessional em Los Angeles, vários anos depois. O destaque é o álbum “Jagged Little Pill” de 1995 e a turnê de 18 meses que se seguiu, quando Morissette alcançou o megaestrelato e vendeu 33 milhões de cópias em todo o mundo. Décadas depois, o disco continua a fazer sucesso, agora como espetáculo na Broadway, inspirado em suas músicas.
“Patrulha Canina” e “Maligno” são as maiores estreias de cinema
Os maiores lançamentos da semana são a animação “Patrulha Canina – O Filme” e o terror “Maligno”. O primeiro é um desenho à moda antiga, sem um pingo de ironia e para crianças bem pequenas, sobre os cachorrinhos heroicos uniformizados de uma série exibida no SBT. Já o segundo marca a volta do diretor James Wan (“Invocação do Mal”) ao horror sobrenatural após dirigir o blockbuster “Aquaman” (2018). E se trata de um retorno com vingança, extremamente autoral e divisivo (pra amar ou odiar), mas com um dos finais mais perturbadores e inesperados do ano. No circuito limitado, o grande destaque é o documentário “A Última Floresta”, de Luiz Bolognesi, vencedor do prêmio do público do Festival de Berlim. Escrito por Bolognesi em parceria com o xamã Davi Kopenawa, o filme mostra a luta dos yanomamis no Norte da Amazônia contra o avanço criminoso dos garimpeiros sobre suas terras. Atual e urgente, é o segundo documentário do diretor sobre indígenas, após o também premiado “Ex-Pajé” (2018), centrado na aculturação causada pelos evangélicos. Entre os outros longas (incluindo mais três brasileiros) que disputam espaço na programação restrita (a pouquíssimas salas e sessões) das maiores cidades, as dicas para os cinéfilos são “Suk Suk”, drama de Hong Kong sobre um casal gay de meia idade, que venceu 17 prêmios internacionais, e “De Volta para Casa”, do pioneiro do cinema asiático-americano Wayne Wang, na ativa desde 1975. Autor de filmes cultuados como “Chan Sumiu” (1982) e “O Clube da Felicidade e da Sorte” (1993), desta vez ele filma um coreano americanizado, profissional de Wall Street, ao voltar à cidade natal para cuidar da mãe doente, que lhe ensina receitas tradicionais e lições de vida à beira da morte. Veja abaixo os trailers de todos os filmes que estreiam nos cinemas neste fim de semana. Maligno | EUA | Terror Patrulha Canina – O Filme | EUA | Animação O Bom Doutor | França | Comédia Cidadãos do Mundo | Itália | Comédia Suk Suk – Um Amor em Segredo | Hong Kong | Drama De Volta para Casa | EUA, Coreia do Sul | Drama Um Casal Inseparável | Brasil | Drama Por que Você Não Chora? | Brasil | Drama Danças Negras | Brasil | Documentário A Última Floresta | Brasil | Documentário
Janet Jackson solta primeira prévia de seu documentário biográfico
A cantora Janet Jackson divulgou em seu canal no YouTube e redes sociais o primeiro teaser do seu documentário biográfico “Janet”. “Esta é a minha história contada por mim. Não pelos olhos de outra pessoa”, ela resume no teaser, que apresenta várias cenas históricas, imagens inéditas de sua infância, bastidores de seus trabalhos profissionais e depoimentos de celebridades, incluindo Mariah Carey, Missy Elliot, Tito Jackson e Paula Abdul, entre outros. “Janet” tem direção de Benjamin Hirsch (“Criadores de Supercarros”) e será exibido no canal pago americano A&E em janeiro de 2022. Ainda não há previsão para sua chegada ao Brasil.
Filmes online: “Os Croods 2”, “Cinderela” e mais 10 dicas pra ver em casa
A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” é a principal estreia da semana. Opção para entreter as crianças no feriadão da Independência, o segundo filme da família pré-histórica da DreamWorks Animation é melhor que o primeiro lançamento de 2013, além de ter sido um dos raros sucessos de cinema da pandemia. Na trama, a família cro-magnon original encontra a primeira família metrossexual (na verdade, neolítica), que é bem mais avançada, com conhecimentos agrícolas, mas também preocupações com a aparência – da barba hipster bem cultivada aos chinelos de estilo havaianas. A versão em português traz as vozes de Juliana Paes e Rodrigo Lombardi, enquanto a dublagem original em inglês volta a reunir o elenco formado por Nicolas Cage (“A Cor que Caiu do Espaço”), Emma Stone (“La La Land”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”), além de Cloris Leachman (“Eu Só Posso Imaginar”) em seu último papel, como a vovó. As crianças também têm o musical de “Cinderela” estrelado pela cantora Camila Cabello. Mas apesar do elenco incluir Billy Porter (“Pose”) como Fada Madrinha e Idina Menzel (a dubladora de Elsa em “Frozen”) como a Madrasta, vale observar que a produção não empolgou a crítica. As resenhas são bastante desfavoráveis na comparação com as adaptações live-action da Disney, inclusive a versão musical de 1997, feita para a TV com a cantora Brandy no papel principal. Combinando musical e animação, há uma legítima produção da Disney, o híbrido de fantasia e documentário de Billie Eilish, em que ela canta o repertório de seu novo disco, “Happier Than Ever”, no palco do famoso Hollywood Bowl sem plateia e com direção do cineasta Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”). Recém-lançada, a plataforma adulta da Disney, a Star+, também oferece uma comédia exclusiva em streaming, em que um casal branco sem noção invade a festa de casamento de um casal negro recatado após conhecê-los durante as férias. Geralmente comportado, o segundo casal saiu do sério durante o último verão no México e agora precisa conviver com as consequências – dois novos melhores amigos brancos e aloprados – , em meio a convidados e familiares de seu matrimônio. O elenco destaca uma inesperada boa combinação de John Cena (“O Esquadrão Suicida”) e Lil Rel Howery (“Corra!”). Há ainda duas produções adolescentes razoáveis: uma comédia com Victoria Justice (“Brilhante Victória”) e uma sci-fi com Lily-Rose Depp (a filha de Johnny). Mas o jovem ator que se sai melhor na semana é Jack Dylan Glazer (“Shazam!”) no suspense “Don’t Tell a Soul”. Para os adultos, as opções incluem “Quanto Vale?”, lançamento da Netflix que lembra os 20 anos da tragédia de 11 de setembro de 2001, e mais quatro dramas. O destaque cinéfilo, porém, fica com “A Verdade”, primeiro filme ocidental do premiado cineasta japonês Hirokazu Koreeda, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 2018 com “Assunto de Família”. O filme acompanha o encontro do personagem do americano Ethan Hawke (“Juliet, Nua e Crua”) com sua sogra francesa venenosa, vivida por Catherine Deneuve (“Potiche – Esposa Troféu”). Curiosamente, os dois também interpretam atores na trama. Apresentada como uma diva, Deneuve tem uma relação conflituosa com a filha, encarnada por outra grande estrela francesa, Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”). Paralelamente ao enredo central, a trama ainda presta homenagem à carreira de Deneuve, ao longo de várias reminiscências. Confira abaixo uma dúzia de dicas (com os trailers) de estreias para conferir nas plataformas digitais neste fim de semana. Os Croods 2: Uma Nova Era | EUA | Animação (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Cinderela | EUA | Musical (Amazon Prime Video) Happier Than Ever: Uma Carta de Amor para Los Angeles | EUA | Musical (Disney+) Amizade de Férias | EUA | Comédia (Star+) Esticando a Festa | EUA | Comédia (Netflix) Don’t Tell a Soul | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Viajantes – Instinto e Desejo | EUA | Sci-Fi (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Quanto Vale? | EUA | Drama (Netflix) A Verdade | França, Japão | Drama (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) A Princesa da Rua | EUA | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) O Confeiteiro | Israel, Alemanha | Drama (Reserva Imovision) Eu Estava em Casa, Mas… | Alemanha, Sérvia | Drama (MUBI, Vivo Play)
“Shang-Chi” ocupa 90% dos cinemas brasileiros
Quer garantir o sucesso de um filme? Basta tirar todos os outros de cartaz. A Disney não dá chances para o azar (e a competição) com o lançamento de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” em nada menos que 90% dos cinemas brasileiros. Havia um acordo de cavalheiros entre os distribuidores e exibidores, firmado em 2012 após o final da “Saga Crepúsculo” ocupar um terço do circuito, para que algo assim nunca mais se repetisse. Mas eram tempos ingênuos, antes de Bolsonaro transformar o país numa distopia que nem a ficção rivaliza. A maior estreia do circuito exibidor brasileiro entra em cartaz após “Viúva Negra” ocupar 75% das salas nacionais. A diferença é que, ao contrário do filme estrelado por Scarlett Johansson, o novo lançamento é exclusivo dos cinemas, sem a concorrência simultânea da Disney+. O monopólio não deixa de ser um tudo ou nada para aliviar a crise aguda do setor, que a cada semana retorna bilheterias menores. “Shang-Chi” recebeu críticas bastante elogiosas, como é praxe com os lançamentos da Marvel. Mas ainda há muita curiosidade para ver como os geeks vão reagir à adaptação do personagem, antigamente chamado de Mestre do Kung Fu, na produção do Marvel Studios que mais se distancia dos quadrinhos originais. No roteiro escrito por Dave Callaham (“Mortal Kombat”) e dirigido por Destin Daniel Cretton (“Luta por Justiça”), a trama gira em torno de um conflito entre pai e filho. Na versão do cinema, Shang-Chi é filho de ninguém menos que o Mandarim, vilão mencionado nos filmes do Homem de Ferro e que ainda não tinha aparecido de verdade no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). A produção é estrelada pelo ator canadense Simu Liu (“Kim’s Convenience”) como o herói do título e o astro de ação Tony Leung (“O Grande Mestre”) como o pai antagonista, além de Awkwafina (“A Despedida”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Fala Chen (“The Undoing”) e Florian Munteanu (“Creed II”), entre outros. Os 10% de salas remanescentes vão exibir os blockbusters das últimas semanas e mais sete filmes, incluindo “After – Depois do Desencontro”, terceiro título da franquia pseudo-romântica, e “Uma Noite de Crime – A Fronteira”, quinto e derradeiro lançamento da violenta saga distópica. Mas o destaque fica para o vencedor do Festival de Gramado do ano passado, “King Kong em Asunción”, de Camilo Cavalcante (“A História da Eternidade”), sobre um velho matador condenado a viver. Confira abaixo todos os títulos e os trailers das estreias desta quinta (2/9). Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis | EUA | Ação Uma Noite de Crime: A Fronteira | EUA | Ação After: Depois do Desencontro | EUA | Melodrama King Kong em Asunción | Brasil | Drama O Matemático | Alemanha, Polônia, Reino Unido | Drama Bagdá Vive em Mim | Suiça, Alemanha, Reino Unido | Drama O Palhaço, Deserto | Brasil | Drama Parque Oeste | Brasil | Documentário
Clipe mostra cena do filme de Billie Eilish na Disney+
A cantora Billie Eilish divulgou o clipe de “Oxytocin”, extraído do filme “Happier Than Ever: A Love Letter To Los Angeles”, produzido para a plataforma Disney+. O vídeo é uma cena da produção, que inicia com a cantora transformada num desenho animado, no melhor estilo Disney, antes de passar para a gravação de um show realizado sem público no Hollywood Bowl. Dirigido pelos cineastas Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”) e Patrick Osborne (vencedor do Oscar pelo curta animado “O Banquete”), o especial incluiu elementos de animação para levar os espectadores a uma jornada onírica por Los Angeles e seus cenários mais icônicos. Enquanto a produção da Apple, “Billie Eilish: The World A Little Blurry”, abria a casa e a intimidade da cantora para falar do começo de sua carreira e seu primeiro álbum, o novo especial traz a estrela já consagrada nas ruas de sua cidade natal e numa apresentação ao vivo do material de seu segundo disco – com direto à acompanhamento da Orquestra Filarmônica de Los Angeles. Uma curiosidade sobre os músicos que acompanham Billie e seu irmão-parceiro Finneas na apresentação é que entre eles há um brasileiro, o violinista/guitarrista virtuoso Romero Lubambo, que desde 1985 vive nos EUA. O especial, que também ganhou um título em portinglês (“Happier than Ever: Uma Carta de Amor para Los Angeles”), chegará à Disney+ na sexta-feira (3/9).
Documentário sobre a banda The Velvet Underground ganha trailer
A Apple TV+ divulgou o trailer do documentário de Todd Haynes (“Carol”) sobre a banda The Velvet Underground, que revolucionou o rock nos anos 1960 e influencia novos artistas até hoje. A prévia oferece um passeio pelo lado selvagem das ruas então imundas de Nova York e a cena cultural criada em torno da Factory, um misto de estúdio de arte, estúdio de cinema e club de rock de Andy Warhol, incluindo cenas de arquivo com imagens da banda de Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Maureen “Mo” Tucker, além de depoimentos inéditos dos sobreviventes daquele período. O filme tem o apoio dos últimos membros sobreviventes do Velvet Underground, os músicos John Cale e Mo Tucker, e de Laurie Anderson, a artista que foi parceira de vida do cantor Lou Reed. Formada em 1966, Velvet Underground foi a antítese das bandas hippies da época. Enquanto os psicodélicos da Califórnia pregavam paz, amor e lisergia com músicas ensolaradas, a banda nova-iorquina investia em roupas pretas, óculos escuros e microfonia para exaltar o sadomasoquismo e as drogas mais pesadas, como heroína. Eram apadrinhados pelo artista plástico Andy Warhol, que fez a capa de seu primeiro disco, mas que também lhes impôs a cantora-modelo Nico como vocalista, com quem só gravaram um disco. Após cantar algumas das melhores músicas da banda, ela teve ajuda de Cale e Reed para se lançar em carreira solo. Eventualmente, os próprios Cale e Reed largaram o Velvet Underground, que acabou implodindo. A banda nunca fez sucesso em sua época. Mas sua repercussão a tornou lendária, como fomentadora do rock das décadas seguintes. Ela é citada como maior influência por David Bowie – que fez questão de produzir Lou Reed como artista solo – , Patti Smith, Joy Division, The Jesus and Mary Chain, Sonic Youth, My Bloody Valentine, Nirvana e The Strokes, para citar só alguns dos roqueiros que impactou. Intitulado “The Velvet Underground”, o documentário foi recebido com aplausos e elogios rasgados em sua première no Festival de Cannes deste ano, atingindo 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O filme é a quarta obra roqueiro do diretor Todd Haynes, que começou a chamar atenção com “Velvet Goldmine” (1998), filme sobre artistas fictícios do rock glam, gênero influenciado pelo Velvet Underground, que incluía um personagem inspirado em Lou Reed. Ele também dirigiu “Não Estou Lá” (2007), baseado na vida de Bob Dylan, e, antes de tudo isso, um curta animado com bonecas sobre a cantora Karen Carpenter, “Superstar: The Karen Carpenter Story” (1988). A estreia está marcada para o dia 15 de outubro.
Filmes online: Confira 12 lançamentos para ver em casa
A programação de estreias digitais não tem blockbusters, mas há um lançamento simultâneo com os cinemas. “Um Animal Amarelo”, de Felipe Bragança, conta a história de um cineasta brasileiro que, atormentado pelo passado escravocrata da família, se lança em viagem de autoconhecimento a Moçambique e a Portugal, levando o espectador a um jornada onde o tropicalismo encontra o realismo mágico. O filme teve boa repercussão em Portugal e conquistou cinco troféus no Festival de Gramado do ano passado. O resto da programação é um convite para “descobertas”. E uma das maiores é que “Tangerine” finalmente chegou ao streaming, disponibilizado com o titulo traduzido para “Tangerina” no MUBI. Primeiro longa-metragem a ser gravado inteiramente com um iPhone, a obra também se destaca pela temática inusitada. Acompanha quase em tempo real uma prostituta trangênero recém-saída da prisão, que parte em busca do namorado/cafetão após descobrir que ele foi infiel durante o tempo em que esteve encarcerada. O humor é adulto e contém violência, mas nunca deixa de surpreender, o que explica a fama de cult da produção. Além disso, a fotografia que explora cores berrantes serviu de cartão de visitas para o diretor Sean Baker sair do Festival de Sundance em 2015 com um contrato para realizar um filme “de verdade” em 35mm – nada menos que o fantástico “Projeto Flórida” (2017), ainda mais colorido, mas com crianças. Se “Tangerina” dá boas-vindas a um novo talento, “Lucky” se despede de outro, o grande Harry Dean Stanton, falecido em setembro de 2017, aos 91 anos, que é mais lembrado como o andarilho atormentado Travis Henderson, de “Paris, Texas” (1984), um dos filmes mais belos já feitos. “Lucky” foi seu último trabalho, um verdadeiro filme-testamento sobre um personagem muito parecido com ele mesmo, descobrindo os sinais da proximidade do fim, mas cercado de amigos, como o diretor David Lynch, que o dirigiu em “Twin Peaks” e participa do longa como ator, e Tom Skerritt, com quem contracenou em “Alien” (1979). Trata-se de um drama sobre a finitude, sobre aceitar a realidade como ela é, tanto em discussões dos próprios personagens quanto nas entrelinhas, mas sem nenhuma amargura. Fãs de adrenalina não precisam se desesperar por falta de opções. Há bons lançamentos entre o terror “Raízes Macabras”, que apresenta um exorcismo brujo não indicado para corações fracos, o disaster movie “O Impensável”, onde aparente terrorismo e ameaça ambiental se combinam em crise apocalíptica, e o thriller “Zona de Confronto”, em que policiais lutam por suas vidas cercados por uma turba cansada de racismo num bairro de imigrantes. A lista ainda inclui dois dramas esportivos que exigem atenção: “O Quinto Set”, sobre a luta contra os limites de um atleta em fim de carreira, e “Slalom – Até o Limite”, que aborda o abuso de técnicos sobre jovens influenciáveis. As duas produções são francesas e muito impactantes. Mas adolescentes podem preferir a maior bobagem da lista: “Ele é Demais”, atualização de um “clássico” da geração X para consumo da geração TikToker. Tão esquecível quanto um vídeo com dois minutos de dancinha, a comédia adolescente que inverte os gêneros de “Ela é Demais” (1999) não vai marcar época como o original. No máximo, vira um “guilty pleasure” para quem ficar curioso em ver como um elenco de celebridades virtuais lida com uma trama que é basicamente sobre os méritos da superficialidade e da falta de identidade própria. Confira abaixo estes e outros títulos (com os trailers) de uma dúzia de opções selecionadas entre os lançamentos das plataformas digitais nesta semana. Tangerina | EUA | Comédia (MUBI) Lucky | EUA | Drama (Reserva Imovision) Raízes Macabras | EUA | Terror (Netflix) O Inimaginável | Suécia | Thriller (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Zona de Confronto | Dinamarca | Thriller (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) O Quinto Set | França | Drama (Netflix) Slalom – Até o Limite | França | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Um Animal Amarelo | Brasil, Portugal, Moçambique | Drama (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Lina from Lima | Chile, Peru | Drama (MUBI) Um Ano em Nova York | EUA | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Ele é Demais | EUA | Comédia (Netflix) The Witcher: Lenda do Lobo | EUA | Animação (Netflix)
“Candyman” é destaque entre 10 estreias de cinema
O período de fechamento dos cinemas durante a pandemia causou acúmulo de títulos e a programação desta quinta (26/8) contém nada menos que 10 filmes em busca de público. Trata-se da maior quantidade de lançamentos desde março de 2010, quando o circuito foi paralisado, e coincide com a saída de cartaz de uma dezena de outros títulos. O terror “A Lenda de Candyman” e o infantil “Pedro Coelho 2 – O Fugitivo” tem a melhor distribuição, seguido pelo thriller “Infiltrado”. Dos três, a retomada da franquia clássica de horror dos anos 1990 causa maior impacto, graças à atualização temática e uma trama de viés social e racial – características da produção de Jordan Peele (diretor de “Corra!”, “Nós” e novo mestre do terror). “Pedro Coelho 2” aprimora o humor e a fofura do primeiro. E “Infiltrado” traz Jason Statham em ritmo de vingança, retomando sua antiga parceria com o diretor Guy Ritchie, que o transformou em ator em 1998. Dentre as estreias em circuito limitado há nada menos que cinco títulos brasileiros. O grande destaque cinéfilo é “Nuvem Rosa”, estreia da gaúcha Iuli Gerbase, que venceu o Grand Prix do Festival de Sofia, na Bulgária, e foi aclamada pela imprensa americana durante sua passagem pelo Festival de Sundance. O filme da filha do cineasta Carlos Gerbase (“Menos que Nada”) é uma ficção científica que antecipou as quarentenas causadas pelo coronavírus. Escrito em 2017 e filmado em 2019, sua trama acompanha um casal de desconhecidos que, após uma noite de sexo casual, acorda no dia seguinte sob lockdown, quando uma misteriosa nuvem rosa passa a cobrir o mundo, matando quem sai nas ruas. Com a sorte de estar numa casa bem abastecida de alimentos, eles passam os dias, os meses e até os anos presos um com o outro, acompanhando os efeitos da quarentena mundial forçada pela TV, videoconferência e redes sociais. Por coincidência, outro filme com título colorido também chama atenção na programação: “Um Animal Amarelo”, de Felipe Bragança, que venceu nada menos que cinco prêmios no Festival de Gramado do ano passado. Comparado ao clássico “Macunaíma” (1969) e bastante elogiado por críticos nacionais, acompanha a crise existencial de um cineasta que questiona como filmar num país que está perdendo sua identidade. E estas são apenas metade das opções. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana, acompanhadas por seus respectivos trailers. À exceção dos três primeiros, os demais filmes só entram em cartaz nas maiores cidades. A Lenda de Candyman | EUA | Terror Pedro Coelho 2 – O Fugitivo | EUA | Infantil Infiltrado | EUA | Thriller Nuvem Rosa | Brasil | Sci-Fi Um Animal Amarelo | Brasil, Portugal, Moçambique | Drama Lamento | Brasil | Suspense Homem Onça | Brasil | Drama Encarcerados | Brasil | Documentário Edifício Gagarine | França | Drama A Candidata Perfeita | Arábia Saudita | Drama
Billie Eilish vira desenho animado em trailer de filme da Disney+
A Disney+ divulgou o trailer completo do filme “Happier Than Ever: A Love Letter To Los Angeles”, da cantora Billie Eilish. A prévia chega a mostrar a cantora se transformando num desenho animado, no melhor estilo Disney, entre cenas de um show realizado sem público no Hollywood Bowl. Dirigido pelos cineastas Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”) e Patrick Osborne (vencedor do Oscar pelo curta animado “O Banquete”), o especial incluiu elementos de animação para levar os espectadores a uma jornada onírica por Los Angeles e seus cenários mais icônicos. Enquanto a produção da Apple, “Billie Eilish: The World A Little Blurry”, abria a casa e a intimidade da cantora para falar do começo de sua carreira e seu primeiro álbum, o novo especial traz a estrela já consagrada nas ruas de sua cidade natal e numa apresentação ao vivo do material de seu segundo disco com acompanhamento da Orquestra Filarmônica de Los Angeles. Uma curiosidade sobre os músicos que acompanham Billie e seu irmão-parceiro Finneas na apresentação é que entre eles há um brasileiro, o violinista/guitarrista virtuoso Romero Lubambo, que desde 1985 vive nos EUA. O especial, que também ganhou um título em portinglês (“Happier than Ever: Uma Carta de Amor para Los Angeles”), chegará ao streaming em 3 de setembro.
13 filmes para entender o Talibã
O Taliban odeia o cinema. Mas há filmes que ajudam a explicar o terror que seu fanatismo religioso representa. Selecionamos 13 documentários, dramas, animações e até uma comédia que ajudam a entender como o Talibã chegou ao poder no Afeganistão, a opressão que ele exerce sobre a população e o que pensam realmente os afegãos comuns sobre a situação. Para dar dimensão da complexidade do tema, um partido político nanico do Brasil chegou a comemorar a retomada do Afeganistão pelos talibãs como uma vitória contra o imperialismo ianque. Estrelado por Tom Hanks, “Jogos do Poder” lembra que foi o tal “imperialismo ianque” que armou os fanáticos contra os comunistas soviéticos nos anos 1980. Muitos devem lembrar que até Rambo lutou ao lado dos mujahidins (combatentes) do Afeganistão em “Rambo III”, seis anos antes de iniciaram sua ofensiva em 1994 para instalar o Emirado Islâmico no país com armas e financiamento americanos. Quem pinta o Talibã como o pior regime do mundo não é Hollywood. São cineastas afegãos e muçulmanos de outros países, em sua maioria. O documentário “The Forbidden Reel” lembra que os talibans não só proibiram o cinema, como mandaram queimar todos os arquivos de filmes existentes no país, destruindo a memória cinematográfica afegã. “Frame by Frame” reforça que nem fotografia era permitida. E “Midnight Traveler” (exibido nos cinemas brasileiros como “O Viajante da Meia-Noite”) registra a jornada de um cineasta em fuga com sua família do próprio país para não ser executado. Os noticiários dos últimos dias mostraram como a população afegã se desesperou como a volta do Talibã e se amontoou no aeroporto de Kabul, gerando imagens chocantes. O filme “Neste Mundo” já acompanhava, em 2002, a história de fuga de um adolescente afegão em meio ao cerco dos radicais. Dirigido pelo inglês Michael Winterbottom, era uma obra de ficção, mas seu intérprete, o jovem Jamal Udin Torabi, realmente percorreu a odisseia descrita na tela em sua vida real. O terror é muito real. A ativista Malala Yousafzai, pessoa mais jovem a ser laureada com um prêmio Nobel, tornou-se mundialmente conhecida por desafiar o fanatismo talibã no Paquistão, segundo país com a maior quantidade de seguidores dessa vertente radical. Tudo o que ele fez foi ir a escola. Bastou para enfurecer os intolerantes que organizaram um atentado à sua vida num ônibus escolar. Sob o Talibã, mulheres não podem estudar nem trabalhar. Muito menos mostrar os rostos, os pés, as mãos, qualquer parte do corpo. Precisam usar burcas de cor uniforme, porque qualquer diferença sinalizaria vaidade, o que é pecado mortal. Filmes como “Osama” e “Às Cinco da Tarde” mostram protagonistas femininas durante e depois do primeiro domínio talibã no Afeganistão. Para até crianças compreenderem o tamanho da intolerância, as animações “A Ganha-Pão” e “Os Olhos de Cabul” mostram de forma clara o impacto do fanatismo sobre as famílias afegãs. Quando decide abordar a situação, Hollywood prefere ressaltar o heroísmo americano com filmes de guerra. A maioria exagera, como é típico do cinema americano, mas vale destacar “Posto de Combate” por dar uma dimensão mais realista ao conflito – e como a propalada vitória nunca aconteceu realmente, ajudando a explicar a facilidade com que o Talibã recuperou terreno no país. Veja abaixo sugestões com trailers destes e outros filmes. São 13 no total, um número que muitos associam ao horror. Todos os títulos estão disponíveis em plataformas devidamente identificadas abaixo de cada citação. Títulos em inglês significam que as buscas nos serviços devem ser feitas com o nome original da produção. Vale observar que o MUBI tem disponibilidade rotativa – apesar do grande acervo, só abre acesso a um punhado de destaques por vez. A Caminho de Kandahar | Irã, França | 2001 (Claro Vídeo, MUBI) In This World (Neste Mundo) | Reino Unido | 2002 (MUBI) Osama | Afeganistão | 2003 (MUBI) At Five in the Afternoon (Às Cinco da Tarde) | Irã | 2003 (MUBI) O Caçador de Pipas | EUA | 2007 (Google Play, Sky Play, YouTube Filmes) Jogos do Poder | EUA | 2007 (Apple TV, Claro Vídeo, MUBI, Oi Play) Frame by Frame | Afeganistão | 2015 (MUBI) Malala | EUA, Emirados Árabes | 2015 (Netflix) A Ganha-Pão | Irlanda, Canadá | 2017 (Netflix) Os Olhos de Cabul | França | 2019 (Apple TV, MUBI, SKY Play, Telecine, Vivo Play) Posto de Combate | EUA | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Paramount+, SKY Play, YouTube Filmes) Midnight Traveler (O Viajante da Meia-Noite) | Afeganistão | 2019 (MUBI) The Forbidden Reel | Afeganistão | 2020 (MUBI)
Filmes Online: Destaques da semana são produções brasileiras
Com chegada de novas plataforma e o aumento da oferta de títulos, as dez indicações passam a ser uma dúzia de sugestões para assistir no fim de semana. A mudança começa nesta sexta (20/8) em que há mais opções nacionais. São quatro lançamentos brasileiros, com destaque para comédias acima da média: “Diários de Intercâmbio”, segundo filme de Larissa Manoela na Netflix (após o debut com “Modo Avião” no ano passado), e “L.O.C.A.”. com Mariana Ximenes no play do Telecine. Os dois dramas, por sua vez, são “Helen”, com Marcelia Cartaxo no papel de vovó do bairro do Bixiga, e “Doutor Gama”, aula de História sobre o grande abolicionista do título. A opção mais comercial é “Space Jam – Um Novo Legado”, híbrido animado em que o astro de basquete LeBron James lidera um time formado pelos Looney Tunes num jogo espacial. Mas vale apontar que o placar final foi uma grande derrota de público (fiasco de bilheteria) e crítica (só 26% de aprovação no Rotten Tomatoes). A lista também inclui dois ótimos thrillers, “O Espião Inglês” e “Códigos Ocultos”, para quem gosta de histórias cheias de reviravoltas. Mas a semana é dos cinéfilos, graças ao lançamento de “Não Há Mal Algum”, drama político realizado de forma clandestina. O diretor Mohammad Rasoulof foi condenado a um ano de prisão no Irã após esse trabalho impactante vencer o Urso de Ouro do Festival de Berlim de 2020. A trama alinha histórias protagonizadas por militares encarregados de executar condenados pelo estado. O longa foi filmado em segredo, porque já na ocasião o diretor cumpria prisão domiciliar e estava proibido de filmar por ter vencido, em 2011, o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes por “Goodbye”, considerado “propaganda anti-regime”. Ainda há o importante drama russo “Caros Camaradas! Trabalhadores em Luta”, obrigatório para quem ainda romanceia o comunismo. Rodado em preto e branco pelo veterano mestre Andrey Konchalovskiy, parece filme de época, mas é bastante atual diante dos acontecimentos recentes em Cuba, ao mostrar como burocratas soviéticos massacraram trabalhadores grevistas nos anos 1960 – história real. Consagrado com o Prêmio Especial do Júri do Festival de Veneza passado, tem nada menos que 95% no RT. E cadê o destaque para o filme do Jason Momoa lançado pela Netflix? Em homenagem a quem gosta de pancadaria de thriller B, também saiu o risível “Justiça em Família”, que tem só 21% de aprovação no RT. Confira abaixo a seleção (com os trailers) de 12 opções de filmes disponibilizadas nas plataformas digitais nesta semana. Diários de Intercâmbio | Brasil | Comédia (Netflix) L.O.C.A. | Brasil | Comédia (Telecine) Helen | Brasil | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play) Doutor Gama | Brasil | Drama (Globoplay) Não Há Mal Algum | Irã | Thriller (NOW, Vivo Play) Caros Camaradas – Trabalhadores em Luta | Rússia | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) O Espião Inglês | Reino Unido | Thriller (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Códigos Ocultos | Espanha | Ação (Apple TV, Google Play, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Jusiça em Família | EUA | Ação (Netflix) Space Jam – Um Novo Legado | EUA | Animação (Apple TV, Google Play, HBO Max, Looke, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) The Loud House: O Filme | EUA | Animação (Netflix) Os Caçadores de Trufas | Itália | Documentário (Apple TV, Google Play, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes)












