Filmes sobre Dom Pedro I e Zé Arigó chegam aos cinemas
Os cinemas recebem 12 lançamentos nesta quinta (1/9), a maioria em circuito limitado. Em contraste com as últimas semanas, a maior estreia é nacional. “Predestinado”, sobre a vida do médium Zé Arigó, chega em mais de 650 salas, apostando no apelo religioso da trama. No passado, a cinebiografia de “Chico Xavier” e “Nosso Lar” provaram a força comercial do cinema espírita no país. Outro grande título brasileiro, “A Viagem de Pedro” aproveita a data do bicentenário da independência para se destacar na programação. Mas é uma obra contemporânea e revisionista, que questiona a figura heroica de D. Pedro I, apresentando-o como um homem tóxico, que queria ser ditador, apesar de se apresentar como libertador. Entre os títulos internacionais, os destaques são a fantasia extravagante “Era uma vez um Gênio”, de George Miller (o diretor de “Mad Max”), o romance “Um Lugar Bem Longe Daqui”, o drama culinário britânico “O Chef” e o relançamento de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” com cenas inéditas. Confira abaixo todas as estreias com seus respectivos trailers. | A VIAGEM DE PEDRO | Cauã Reymond (“Alemão”) vive Dom Pedro I no drama histórico, que chega aos cinemas na véspera dos 200 anos da proclamação da Independência. Entretanto, o longa de Laís Bodanzky, diretora dos premiados “Bicho de Sete Cabeças” (2000) e “Como Nossos Pais” (2017), não é um filme para exaltar a data, como foi o marco dos 150 anos, “Independência ou Morte”. O drama de época acompanha o imperador brasileiro em sua viagem de exílio, após ser expulso do país que ele fundou. Destronado, depressivo e doente, ele busca encontrar forças durante a travessia do Atlântico para enfrentar seu irmão, que usurpou seu trono em Portugal, enquanto recorda seu período no Brasil, desde a chegada na colônia à proclamação da independência. O retrato não é heroico, muito pelo contrário, e serve de contraponto à celebração acrítica do bicentenário. O elenco ainda destaca a alemã Luise Heyer (da série “Dark”) como a imperatriz Leopoldina, a artista plástica Rita Wainer, que estreia como atriz no papel de Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, o irlandês Francis Magee (“Into the Badlands”), o guineense Welket Bungué (“Berlin Alexanderplatz”) e vários atores portugueses, com destaque para Luísa Cruz (“As Mil e uma Noites”), João Lagarto (“O Filme do Bruno Aleixo”) e Victória Guerra (“Variações”). | PREDESTINADO | O drama espírita conta a história de Zé Arigó, um homem comum que recebe o espírito de Dr. Fritz, médico alemão falecido durante a 1ª Guerra Mundial, e se torna um milagreiro. Criticado por céticos, ele teria salvo inúmeras vidas por intermédio da cirurgia espiritual. O primeiro filme dirigido por Gustavo Fernández (da novela “Pantanal”) traz Danton Mello (“Vai que dá Certo”) no papel principal, Juliana Paes (também de “Pantanal”) como sua esposa e o inglês James Falkner (“Da Vinci’s Demons”) como o espírito do Dr. Fritz. E chega aos cinemas com uma missão: recuperar a fé no espiritismo depois que o Brasil parou para acompanhar o escândalo do médium João de Deus, condenado por crimes sexuais contra mulheres que acreditavam em seu poder de cura. O biografado é exemplar neste sentido, já que sempre foi humilde. Perseguido, chegou a ser preso por curandeirismo, mas teve o trabalho documentado em filme por pesquisadores americanos, que não conseguiram contestá-lo. Como diz o filme, se tivesse nascido em outro país, Arigó seria motivo de estudo, não de rechaço. | ERA UMA VEZ UM GÊNIO | O filme que marca a volta do cineasta George Miller ao cinema, sete anos após deixar público e crítica impressionados com “Mad Max: Estrada da Fúria”, é inspirado pelas fábulas das Mil e uma Noites. A fantasia de visual arrebatador traz Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) como um gênio encantado – na verdade, um Djinn – , cuja “lâmpada” mágica vai parar nas mãos de uma viúva solitária (vivida por Tilda Swinton, de “Doutor Estranho”) após passar séculos perdida. Enquanto pondera seus três desejos, a mulher conhece a história do gênio e reflete sobre a velha moral da história: “cuidado com o que desejar”. O visual, especialmente durante as cenas de recriação do Oriente exuberante, é de encher os olhos, com muitos efeitos visuais, além de uma fotografia, cenografia e figurinos refinadíssimos. Mas a expectativa para a produção era maior que seus 72% de aprovação da crítica na medição do site Rotten Tomatoes. | UM LUGAR BEM LONGE DAQUI | Baseado no livro de mesmo nome de Delia Owens, o filme gira em torno de Kya, uma jovem que cresceu sozinha no brejo de uma cidadezinha e passou a ser tratada como se fosse um bicho. Só que é uma menina doce, que acaba atraindo o interesse de dois rapazes. Quando um deles aparece morto, ela passa a ser caçada pela polícia e precisa provar sua inocência diante de uma população que a odeia. O filme foi escrito por Lucy Alibar (indicada ao Oscar por “Indomável Sonhadora”), dirigido por Olivia Newman (“Minha Primeira Luta”), estrelado por Daisy Edgar-Jones (“Normal People”) e conta ainda com uma música exclusiva de Taylor Swift (“Carolina”) em sua trilha sonora. | HOMEM-ARANHA – SEM VOLTA PARA CASA: A VERSÃO AINDA MAIS DIVERTIDA | O blockbuster de maior bilheteria da pandemia (US$ 1,9 bilhão mundial) volta aos cinemas com 11 minutos de cenas inéditas, incluindo mais cenas de Tobey Maguire e Andrew Garfield. A trama abre o multiverso e infinitas possibilidades no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), além de transformar “fan service” em arte, representando o ápice do modelo cinematográfico da Marvel. Há muitas participações especiais – todas que os fãs pediram – e citações envolvendo 20 anos de cronologia do herói, desde o primeiríssimo “Homem-Aranha” de 2002. Há cenas de muita ação, comédia de rir à toa e tragédia para soluçar de choro. Não é à toa que foi considerado o melhor filme do Homem-Aranha já feito – há quem diga que seja o melhor filme do MCU. E de quebra ainda oferece uma conclusão para a primeira trilogia estrelada por Tom Holland e Zendaya, com direção de Jon Watts. Com tanto sucesso, nem precisavam anunciar, mas já está oficializado que este não é realmente o fim da história. | O CHEF | Elogiadíssima e realmente eletrizante, a produção britânica traz Stephen Graham (“Venom: Tempo de Carnificina”) como um chef que lida com as pressões da crítica e de funcionários, falta de ingredientes e visitas inesperadas numa noite caótica, tentando manter o controle de seu restaurante. Toda filmada em plano sequência pelo diretor Philip Barantini (“Villain”), ao estilo do filme de guerra “1917”, a obra foi indicada a quatro BAFTAs (o Oscar britânico) e tem 99% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. | ENCONTROS | Se o filme é do diretor sul-coreano Hong Sang-Soo (“Certo Agora, Errado Antes”), ele tem uma viagem, conversas em torno de uma mesa, brindes de saquê, passeios na praia e prêmio de festival internacional. Esse arranjo minimalista está mais uma vez presente nas três histórias interconectadas por encontros e desencontros, que começam com a visita de Young-ho a seu pai, um médico. Este não o recebe, pois está atendendo a um ator famoso. Enquanto isso, a namorada do protagonista se muda para Berlim, onde se hospeda na casa de uma pintora. Por fim, o rapaz encontra sua mãe almoçando com o ator, paciente de seu pai. Levou o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Berlim. | ENTRE ROSAS | A comédia dramática francesa acompanha uma criadora de rosas à beira da falência, que é salva por uma solução de sua fiel secretária: contratar três presidiários sem nenhum conhecimento de jardinagem, mas que trabalham por salários baixos. Completamente diferentes, eles se unem na missão de salvar a pequena fazenda. A veterana Catherine Frot (“Margueritte”) tem o papel principal. | A ÚLTIMA CHAMADA | O terror B acompanha a vingança de uma velhinha que teve seus últimos momentos de vida importunados pela brincadeira de mau gosto de três adolescentes. Após sua morte, o viúvo procura os jovens para informá-los que eles estão no testamento dela e podem ganhar US$ 100 mil cada apenas para fazer uma ligação – de dentro de sua casa para um telefone no caixão da morta. Mas ao ligarem para o número indicado, coisas estranhas e sanguinárias começam a acontecer. O elenco destaca Linn Shaye (a médium Elise da franquia “Sobrenatural”) como a falecida e Tobin Bell (o serial killer Jigsaw de “Jogos Mortais”) como seu marido. Medíocre, atingiu 44% de aprovação no Rotten Tomatoes. | PINOCCHIO – O MENINO DE MADEIRA | Esta versão irreconhecível da história de Carlo Colodi é uma animação russa de baixo orçamento e péssimo acabamento, que substitui o Grilo Falante por um cavalo falante. A história acompanha Pinóquio cavalgando para conhecer o mundo e fazer truques equestres num circo, onde se apaixona por uma trapezista. | SEGREDOS DE PUTUMAYO | O documentário de Aurélio Michiles (“O Cineasta da Selva”) resgata as investigações do ativista irlandês Roger Casement de mais de 100 anos atrás, quando o então Cônsul Britânico no Brasil denunciou a escravidão e assassinato de milhares de indígenas que eram forçados a trabalhar na coleta de borracha. O seu relatório sobre este assunto foi publicado pelo parlamento britânico e deu-lhe o reconhecimento internacional como humanista e o título de Cavaleiro (Sir) – que ele perdeu junto com a vida, ao ser condenado por se aliar aos alemães num complô pela independência da Irlanda na véspera da 1ª Guerra Mundial. | MARIA – NINGUÉM SABE QUEM SOU EU | O documentário de Maria Bethânia tem como base um depoimento exclusivo para o diretor e roteirista Carlos Jardim, entremeado por imagens raras de ensaios e shows da cantora ao longo de seus 57 anos de carreira. Completando a narrativa, a atriz Fernanda Montenegro recita textos de autores como Ferreira Gullar e Caio Fernando Abreu sobre a importância de Bethânia no cenário cultural brasileiro.
Roteirista de “Democracia em Vertigem” fará série sobre a Democracia Corintiana
A Democracia Corintiana será tema de uma série da diretora e roteirista Moara Passoni, que ajudou a escrever “Democracia em Vertigem” (2019), de Petra Costa. O movimento nasceu nos anos 1980, quando atletas se juntaram para ter direito a opinar sobre detalhes de seu trabalho e nos rumos do clube paulista, além de defenderem o direito a liberdade expressão sem sofrer censura. Na época, jogador de futebol não costumava ter opinião política. Mas os jogadores Walter Casagrande, Sócrates, Wladimir, Zenon, Adilson, Biro Biro e Zé Maria, entre outros, acabaram se tornando exemplos. Batizado por Juca Kfouri e marketado por Washington Olivetto, que na época trabalhava com o Corinthians, a Democracia Corinthiana foi um período da história do clube no qual decisões importantes como contratações, regras de concentração, direito ao consumo de bebidas alcoólicas em público, liberdade para expressar opiniões políticas e outros, eram decididas através do voto igualitário de seus membros, de modo que o voto do técnico, por exemplo, valia tanto quanto o de um funcionário ou jogador. Isso criou uma espécie de “autogestão” do time, algo completamente revolucionário, que rendeu títulos como o Campeonato Paulista de 1982. Além disso, o Corinthians se tornou o primeiro clube a utilizar a camisa para fazer propaganda de slogans publicitários. Por iniciativa de Washington, o uniforme passou a estampar frases de cunho político, como “Diretas Já” e “Eu quero votar para presidente”. Isso ainda no período da ditadura militar, quando os movimentos sociais começavam a se rearticular para conclamar a volta da democracia. A Democracia começou a minguar em 1984, quando Sócrates foi para a Itália e Casagrande para o São Paulo, e acabou em 1986 quando o então presidente do Corinthians, Waldemar Pires, não conseguiu eleger seu sucessor. A história foi contada no livro “Democracia Corintiana – A Utopia em Jogo”, de Sócrates e Ricardo Gozzi, e já ganhou um documentário, “Ser Campeão é Detalhe – Democracia Corinthiana”, uma produção de média metragem de 2011, que pode ser encontrada no YouTube. A série tem produção da Maria Farinha Filmes e, de acordo com a coluna de Patricia Kogut, no jornal O Globo, está sendo negociado com canais e plataformas de streaming.
Filme de herdeira da Disney critica executivos milionários e salários baixos na Disneylândia
A produtora Fork Films divulgou o primeiro trailer de “The American Dream and Other Fairy Tales”, documentário que expõe as condições miseráveis dos trabalhadores da Disneylândia, em contraste com a vida luxuosa dos altos executivos da Disney. O diferencial deste documentário é que ele foi dirigido por Kathleen Hughes (“The Armor of Light”) em parceria com a ativista social Abigail Disney, neta de Roy O. Disney, um dos fundadores da The Walt Disney Company ao lado do seu irmão Walt. O filme apresenta o olhar de Abigail Disney sobre a economia disfuncional e desigual dos Estados Unidos, questionando o motivo pelo qual o “sonho americano” funciona para os ricos, mas é um pesadelo para os pobres. Usando a história de sua família, a Abigail explora como essa injustiça sistêmica se consolidou na sociedade, ao mesmo tempo que tentar imaginar o caminho para um futuro mais justo. No trailer, é possível ver um pouco da briga comprada por Abigail Disney contra injustiça social, inclusive em sua empresa. Ela tem criticado abertamente as práticas salariais da The Walt Disney Company, clamando por mais igualdade salarial, o que a levou a ser chamada de “socialista” pelo Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA. Em certo momento, Abigail exemplifica a injustiça salarial. Ela fala que um zelador da Disneylândia precisaria trabalhar por dois mil anos para ganhar o que Bob Iger (antigo presidente da Disney) ganhava em um. “Esta não é apenas a história da Disney”, diz ela. “É a história de quase metade dos trabalhadores americanos que mal conseguem sobreviver.” Recheado de elogios da crítica, que o definem como “convincente”, “poderoso” e “um estudo de caso sobre a falta de coração do corporativismo”, “The American Dream and Other Fairy Tales” teve première no Festival de Sundance e vai iniciar sua trajetória no circuito de exibição limitada nos EUA em 16 de setembro. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Jonah Hill não promoverá mais seus filmes para proteger saúde mental
O ator Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”) anunciou que não vai mais promover seus filmes com entrevistas ou aparições na mídia. A decisão foi tomada, segundo ele, para proteger sua saúde mental depois de passar “quase 20 anos sofrendo ataques de ansiedade” por causa de “eventos públicos” Indicado duas vezes ao Oscar, o ator de 38 anos já havia falado abertamente sobre os anos de “zombaria pública” que sofreu da “imprensa e entrevistadores” por causa de seu físico. Na verdade, no ano passado, Hill admitiu que, como resultado das piadas às suas custas, ele não conseguiu tirar a camisa para entrar numa piscina até chegar aos “30 e poucos anos”. Agora, Hill explicou que, diante do sofrimento de ataques de pânico por quase duas décadas, ele decidiu que não participará mais de “eventos públicos” para promover seus trabalho. A decisão vale já para seu próximo lançamento, o documentário “Stutz”. O projeto é um filme estrelado e dirigido pelo próprio ator sobre seu relacionamento com o terapeuta Phil Stutz. Segundo Hill, seu objetivo ao fazer a produção foi compartilhar os benefícios da terapia para um público amplo e ajudar as pessoas que enfrentam problemas pessoais. Numa carta aberta encaminhada à imprensa, ele se disse grato de lançar o filme “em um prestigioso festival de cinema neste outono”. “No entanto, você não vai me ver promovendo este filme, ou qualquer um dos meus próximos filmes, enquanto eu dou este importante passo para me proteger”, revelou ele. “Se eu me deixasse ficar doente só para promovê-lo, não estaria sendo fiel a mim mesmo ou ao filme.” “Através da jornada de autodescoberta dentro do filme, cheguei à conclusão de que passei quase 20 anos experimentando ataques de ansiedade, que são exacerbados por aparições na mídia e eventos públicos”, contou. Ele reconhece que é um “privilegiado” por poder “dar uma folga” no trabalho, e agradece aqueles com quem trabalha pela “compreensão e apoio”. “Eu costumo me encolher com cartas ou declarações como essa, mas entendo que sou um dos poucos privilegiados que podem se dar ao luxo de tirar uma folga. Não vou perder meu emprego enquanto estiver trabalhando na minha ansiedade”, escreveu ele. “Com esta carta e com ‘Stutz’, espero tornar mais normal para as pessoas falarem sobre essas coisas”, continuou ele. “Para que eles possam tomar medidas para se sentirem melhor e para que as pessoas em suas vidas possam entender seus problemas com mais clareza”. “Espero que o trabalho fale por si só e sou grato aos meus colaboradores, meus parceiros de negócios e a todos que estão lendo isso pela compreensão e apoio”, finalizou. A declaração de Jonah Hill recebeu uma resposta amplamente positiva, com vários fãs e outras celebridades expressando seu apoio. O ator Josh Gad (“A Bela e a Fera”) foi um dos que elogiou o colega por sua “franqueza e franqueza” ao comentar a notícia. “Como alguém que lidou com a ansiedade a maior parte da minha vida, aplaudo e agradeço a Jonah Hill por sua franqueza e abertura ao discutir esse tópico difícil”, ele tuitou. Logo após a declaração, Hill deletou suas redes sociais. O Instagram de Hill compartilhava principalmente imagens de seu estilo de vida surfista, elogios para sua irmã, Beanie Feldstein, bem como uma foto ocasional de sua namorada, Sarah Brady. Hill pisou pela última vez num tapete vermelho na estreia de “Não Olhe para Cima”, em dezembro de 2021, acompanhado pela namorada. As someone who has dealt with anxiety most of my life, I applaud and thank Jonah Hill for his candor and openness in discussing this difficult topic. https://t.co/D7MCqfr4Mr — Josh Gad (@joshgad) August 18, 2022
Gloria Perez aprova sucesso de “Pacto Brutal”: “Valeu a pena”
A escritora Gloria Perez ficou feliz com o sucesso de “Pacto Brutal”, série documental sobre o assassinato de sua filha, Daniella Perez. Em entrevista à revista Veja, ela disse que a repercussão compensou as lembranças árduas que precisou enfrentar para a produção. Seu depoimento é a âncora do programa. “A grande repercussão me diz que valeu a pena todo o desgaste emocional que me custou essa imersão na dor maior da minha vida”, disse. Ela comentou que foi difícil lembrar tudo o que ocorreu, mas também importante para trazer o caso de volta sem o ruído das diferentes versões. “Foi muito duro gravar minha participação, revisitar os momentos mais difíceis, mais sofridos, agora através da fala. Foi a primeira vez que pude falar de sentimentos. Antes, só tive que rebater versões”. A escritora aproveitou para lamentar como o assassinato, ocorrido em 1992, foi tratado de forma sexista pela mídia, com julgamentos sobre a vítima a partir de mentiras ditas pelo assassino Guilherme Pádua. “Pelo fato de ser mulher, as versões mais absurdas, as acusações mais infundadas, mais desrespeitosas, eram divulgadas sem questionamento”, afirmou. “Penso que ainda há muito o que se fazer no que diz respeito à proteção às mulheres, mas já temos um ganho muito grande, porque hoje estamos reconhecendo e falando sobre isso”, concluiu. Gloria Perez gravou mais de 20 horas de depoimento para a série documental e, segundo relatos, a equipe de bastidores chorou durante as gravações. Com direção de Tatiana Issa (“Dzi Croquettes”) e Guto Barra (“Yves Saint-Laurent: My Marrakesh”), que também assina o roteiro, o projeto foi idealizado por Issa, que começou a carreira como atriz e era próxima de Daniella Perez. Em 1992, ano do assassinato, ela atuava na novela “Deus nos Acuda” com o marido da vítima, Raul Gazolla. São ao todo cinco episódios documentais sobre o assassinato, com depoimentos doloridos da mãe da atriz, a autora Gloria Perez, de Gazolla, amigos – até Roberto Carlos! – e especialistas que estiveram envolvidos nas investigações. A morte brutal da estrela da Globo foi um dos crimes mais célebres do Brasil e em mais de um sentido, já que os envolvidos eram celebridades conhecidas. Maior estrela da telenovela “De Corpo e Alma”, escrita por sua mãe, Daniella foi assassinada por Guilherme de Pádua, ator com quem fazia par romântico na trama, e por Paula Thomaz, esposa de Guilherme na época. Seu corpo foi encontrado num matagal, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, perfurado com dezoito golpes fatais de arma branca. Segundo o processo, a motivação do crime foi o fato de Guilherme acreditar que seu papel na novela estava diminuindo por culpa da atriz. Em 28 de julho, a HBO Max anunciou que “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez” tinha virado a série original mais assistida da plataforma no Brasil e América Latina em seus primeiros dias de exibição, superando estreias bem sucedidas de títulos nacionais e internacionais.
Funk brasileiro vai ganhar série documental da HBO
Depois do recorde de audiência de “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez”, a próxima série documental da HBO Max será sobre o funk brasileiro. O premiado cineasta e documentarista Luiz Bolognesi (“A Última Floresta”) está trabalhando em “Funk.Doc: Popular & Proibido” há pelo menos quatro anos, data em que o projeto foi anunciado pela primeira vez. Por conta desse período elástico, a produção conta até com um das últimas entrevistas concedidas por Mr. Catra antes de sua morte, em 2018. A série também traz depoimentos de vários outros expoentes do gênero musical, como Ludmilla, Kondzilla, Valesca Popozuda e Bonde do Tigrão, buscando traçar um retrato completo do funk nacional. São ao todo cinco episódios, que traçam as origens do gênero, sua aproximação com a violência, a estética de forte carga sexual e a influência crescente do funk brasileiro na música internacional. Coprodução com a Gullane e a Buriti Filmes, “Funk.Doc: Popular & Proibido” estreia em duas semanas, no dia 30 de agosto, tanto no canal pago HBO quanto na plataforma HBO Max.
“Trem-Bala” com Brad Pitt é principal estreia nos cinemas
Com lançamento em mil salas, “Trem-Bala” é a principal estreia nos cinemas desta quinta-feira (4/8). A produção indicada para fãs de ação e Brad Pitt traz o ator lutando sem parar – e sem muita história – em sequências tão intensas que chegam a ser cansativas. A crítica americana enjoou da pancadaria, deixando o longa com apenas 57% de aprovação, segundo levantamento do agregador Rotten Tomatoes. O segundo maior lançamento é a a comédia nacional “O Palestrante”, que ocupa 580 salas. Uma curiosidade é que o filme estrelado por Fábio Porchat e Dani Calabresa tem o mesmo tema de uma estreia francesa, “Tralala”: identidades trocadas. São 9 novidades ao todo, incluindo o primeiro longa animado pernambucano, mas a maioria chega em circuito bastante limitado. Confira os trailers e os detalhes abaixo. | TREM-BALA | O novo filme de Brad Pitt é um besteirol de ação, que apresenta uma luta atrás da outra, do começo ao fim da projeção. A trama é isso: o vencedor do Oscar por “Era uma Vez em… Hollywood” troca socos, pontapés, facadas e tiros com oponentes variados pela posse de uma maleta misteriosa. Ele vive um assassino de aluguel azarado, que embarca em um trem-bala no Japão com uma missão simples. Mas logo descobre que não é o único assassino com o mesmo objetivo, o que leva a um conflito generalizado durante a viagem. Com um elenco estrelado, a produção reúne Joey King (“A Cabine do Beijo”), Aaron Taylor Johnson (“Godzilla”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”), Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Michael Shannon (“A Forma da Água”), Masi Oka (“Heroes”), Logan Lerman (dos filmes de “Percy Jackson”), Andrew Koji (“Warrior”), Hiroyuki Sanada (“Westworld”), Karen Fukuhara (“The Boys”) e o cantor Bad Bunny (“Narcos: Mexico”), além de Sandra Bullock (“Gravidade”) em participação especial. Cartunesco a ponto de parecer um desenho animado violento, o thriller é baseado num best-seller de Kôtarô Isaka (“Um Pierrô”), que foi adaptado pelo roteirista Zak Olkewicz (“Rua do Medo: 1978”) e contou com um especialista em pancadaria na direção, David Leitch (“John Wick”, “Deadpool 2” e “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”). | O PALESTRANTE | Fábio Porchat vive um contador sem perspectivas, recém demitido e abandonado pela noiva, que num impulso assume outra identidade, ao ver uma placa com um nome aleatório no aeroporto do Rio. Só que ele acaba, sem saber, tomando o lugar de um palestrante motivacional contratado para animar os empregados de uma empresa. Ele tem que colocar todos pra cima no momento em que se encontra mais pra baixo. Dani Calabresa também se destaca no elenco como a funcionária que o recepciona e logo se torna o interesse romântico e verdadeiro incentivo motivacional para o personagem insistir na farsa. A comédia foi escrita pelo próprio Porchat em parceria com Cláudia Jouvin (“L.O.C.A.”) e tem direção de Marcelo Antunez (“Até que a Sorte nos Separe 3”). Antonio Tabet, Miá Mello, Letícia Lima, Otávio Müller, Débora Lamm e Evandro Mesquita completam o elenco central. | TRALALA | A comédia musical francesa acompanha Tralala, um cantor das ruas de Paris que leva a sério a mensagem “Acima de tudo, não seja você mesmo”, deixada por um jovem desconhecida. Quando uma senhora de 60 anos o confunde com seu próprio filho, desaparecido há 20 anos nos Estados Unidos, ele decide assumir o papel. O filme tem direção de Arnaud Larrieu e Jean-Marie Larrieu, e marca a terceira colaboração da dupla com Mathieu Amalric. A anterior tinha sido há nove anos, em “O Amor é um Crime Perfeito”, que também contou com Maïwenn em seu elenco. Além deles, a produção traz Mélanie Thierry (“O Teorema Zero”), Denis Lavant (“Holy Motors”) e Josiane Balasko (“Tá Tudo Incluído!”). | DESAPARECIDOS | Filmado por um francês, estrelado por uma ucraniana e passado na Coreia do Sul, o thriller acompanha uma investigação tensa de tráfico internacional de órgãos. Olga Kurylenko (“007 – Quantum of Solace”) vive uma especialista forense francesa que ajuda um detetive em Seul num caso de assassinato, que logo se revela parte de uma intrincada rede de tráfico para transplantes clandestinos. Escrito e dirigido por Denis Dercourt (“O Pacto”), o longa também destaca em seu elenco Yoo Yeon-Seok (“Oldboy”), Ye Ji-won (“Filha de Ninguém”) e Choi Moo-Seong (“Eu Vi o Diabo”). | CONTÁGIO ZERO | O terror de baixo orçamento acompanha uma mãe e uma filha que lutam para escapar de um relacionamento abusivo. Ambas estão em um hotel que foi infectado por um misterioso vírus transportado pelo ar, matando a todos rapidamente. Nesse espaço isolado e desesperador, o medo se torna viral à medida que as mulheres tentam escapar para salvar suas vidas. Ator figurante em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, Francesco Giannini acabou ganhando um prêmio por essa sua estreia na direção, no festival canadense de terror Blood on Snow. | ALÉM DA LENDA – FILME | A animação é um filme baseado na série animada pernambucana transmitida pela TV Brasil. Criada por Erickson Marinho, Marcos França e Ulisses Brandão, a atração é voltada para crianças de seis a nove anos e tem como premissa reapresentar as principais lendas do folclore nacional, como o Saci, a Cuca, o Curupira e o Boitatá, com uma nova roupagem – e como crianças. A trama do filme explica que um livro sagrado reúne todas essas lendas e é mantido em segredo e escondido na Montanha Coração do Brasil, que só é revelada uma vez por ano, no dia 31 de outubro, dia do Saci. Mas a data está esquecida por muitos brasileiros, que preferem comemorar o Halloween. Aproveitando-se disso, um trio de monstros americanos do Dias das Bruxas resolve vir ao país com a ideia de capturar o secreto livro e assim “dominar” as lendas brasileiras. Só que por descuido o livro acaba caindo nas mãos do garoto Lucas, um fã de super-heróis, quadrinhos e games, que sem saber vira responsável por proteger parte do folclore nacional. Com direção de Marília Mafé e Marcos França, “Além da Lenda” é primeiro longa de animação pernambucano e conta com dublagens de Gabriel Leone (Lucas) e Hugo Bonemer (Curupira). | DE REPENTE DRAG | A produção independente da cineasta maranhense Rafaela Gonçalves abriu o Rio LGBTQIAP+ Festival de Cinema 2022 e acompanha a história do repórter Julião Siqueira (Ruan do Vale). Cansado de ser a piada na emissora onde trabalha, o jornalista vê na história da drag queen Lohanny (Frimes), envolvida em um caso de tráfico de pessoas, a oportunidade para ser levado a série. O detalhe é que, para fazer a reportagem, ele precisa entrar no universo drag. Com lançamento limitado, o filme entra em cartaz em São Luís, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. | SAPATO 36 | O documentário de Petrônio Lorena (“O Gigantesco Ímã”) acompanha o cotidiano do futebol de várzea praticado no bairro de Santo Amaro, em Recife. Sonhos, realidades e sentimentos de árbitros, jogadores e jogadoras dividem a bola com as lembranças de famosos nomes que passaram pelo bairro como o tetracampeão mundial Ricardo Rocha. | QUEM TEM MEDO? | Registro dos embates entre a Cultura e a extrema direita brasileira, o filme do trio Dellani Lima (“As Faces do Mao”), Henrique Zanoni (“No Vazio da Noite”) e Ricardo Alves Jr. (“Elon Não Acredita na Morte”) junta protestos fundamentalistas, discurso nazista de secretário da Cultura e o atentado contra o Porta dos Fundos para compor um mosaico da escalada do extremismo no país, em seus ataques contra as artes e a comunidade LGBTQIA+. Em contraponto, também oferece imagens da resistência à intolerância e tentativas de censura do governo Bolsonaro.
Documentário sobre David Bowie ganha trailer espetacular
O estúdio indie Neon divulgou um novo trailer de “Moonage Daydream”, documentário sobre David Bowie com imagens inéditas de sua carreira e uma proposta imersiva. E as imagens apresentadas não são nada menos que espetaculares. Descrito como uma “odisseia cinematográfica”, o filme tem direção de Brett Morgen, que passou cinco anos selecionando cenas do acervo pessoal de Bowie. Com o título de uma música do disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), o documentário é o terceiro trabalho musical de Morgan, que antes fez “Crossfire Hurricane” (2012) sobre a turnê de 50 anos dos Rolling Stones e “Cobain: Montage of Heck” (2015) sobre o líder do Nirvana – além de ter sido indicado ao Oscar pelo documentário de boxe “On the Ropes” (1999). O filme teve première mundial em sessão de gala no Festival de Cannes, quando recebeu aplausos entusiasmados e críticas elogiosas – mencionadas, inclusive, na nova prévia. Um dos documentários musicais de maior aprovação no Rotten Tomatoes (93%), “Moonage Daydream” vai ganhar lançamento nos cinemas e em IMAX em 15 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Um pouco depois disso, chegará em streaming pela HBO Max.
Nicki Minaj revela trailer de sua série documental
A rapper Nicki Minaj publicou em suas redes sociais o trailer de uma série documental sobre sua carreira. No Instagram, ela avisou que a produção vai estrear “mais cedo que vocês imaginam”. E acrescentou: “Levei algum tempo para aperfeiçoar este trabalho muito íntimo, delicado, eletrizante e inspirador. Ao decidir sobre uma casa para este projeto, não posso deixar de refletir sobre o que estou incluindo neste documento. Algumas coisas são tão pessoais, é assustador. É como nada que você já viu antes e eu preciso que seja tratado com cuidado”. Isto significa que a produção ainda não tem local de exibição definida. Nem data de estreia. Produzido pela empresa canadense Bron Studios, o trailer, que promete material revelador sem realmente mostrar nada muito diferente, é aberto pela imagem de uma Nicki bastante jovem, fazendo rap e refletindo sobre seu início. Ela diz: “Rappers femininas não estavam realmente nas paradas na época. Estou lutando pelas garotas que nunca pensaram que poderiam vencer.” O trailer também exibe clipes de Minaj com seu marido Kenneth Petty, enquanto ela discute o momento em que “se tornou a mais forte que já estive na minha vida”. Confira abaixo. Coming SOON!!!! The #NickiDocumentary you didn’t know you needed. Love you so much. 😘🫶🏽🎀💕🦄 pic.twitter.com/KbOY5fPU0s — Nicki Minaj (@NICKIMINAJ) July 28, 2022
Documentário da HBO sobre a Princesa Diana ganha trailer
A HBO divulgou o trailer e o pôster de “The Princess”, documentário sobre a vida da Princesa Diana. A prévia acompanha Diana Spencer desde o momento em que foi colocada sob holofotes, ao ingressar na família real britânica pelo casamento com o Príncipe Charles, destaca o furor obsessivo da mídia e culmina na sua morte prematura em 1997. A produção é comandada por Ed Perkins (de “Diga Quem Sou”) e teve première mundial em janeiro passado, durante o Festival de Sundance, quando arrancou muitos elogios da crítica e atingiu 81% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 13 de agosto.
Spice Girls vão se juntar para documentário da Netflix
As ex-integrantes do grupo Spice Girls vão se juntar mais uma vez para um documentário da Netflix. O reencontro do quinteto britânico deverá incluir a relutante Victoria Beckham, que tem se recusado a participar de shows de retorno. Segundo informações do jornal inglês The Sun, todas as cinco (Emma Bunton, Geri Halliwell, Melanie C, Mel B e Victoria) assinaram o acordo para documentar a trajetória do grupo que popularizou a expressão “girl power” (poder feminino) e seu impacto na cultura pop, que teve seu auge nos anos 1990. A produção está a cargo da equipe que fez “The Last Dance”, série documental da Netflix sobre o astro do basquete Michael Jordan. Falando sobre o projeto durante uma entrevista na Austrália, Mel B confirmou a participação do cineasta Jason Hehir, responsável por “The Last Dance”: “O diretor e todo o conceito de como isso foi filmado é muito, muito, muito bom. Então faremos nossa própria versão com eles”. Por conta dessa declaração, tudo indica que o projeto será uma série e não um documentário de longa-metragem. A ideia surgiu para comemorar os 25 anos de lançamento do filme “Spice World”, símbolo da época em que as Spice Girls dominavam o entretenimento mundial. Além do documentário, a banda pretende fazer outros projetos para marcar a data. No ano passado, as Spice Girls lançaram uma música inédita (“Feed Your Love”) para comemorar o aniversário de 25 anos de seu primeiro single, “Wannabe”.
Pacto Brutal: Gloria Perez cedeu fotos do assassinato da filha pra “mostrar o que fizeram”
Além de trazer depoimentos e resgatar os acontecimentos relacionados ao assassinato de Daniela Perez, a série documental “Pacto Brutal” tem chamado atenção por mostrar as imagens chocantes do crime, que mostram a atriz morta. Os registros foram cedidos pela mãe de Daniela, a escritora de novelas Gloria Perez. “Se você quer contar essa história, tem que mostrar o que eles fizeram”, explicou a escritora em entrevista à imprensa. Para a autora de novelas, as fotos não deixam que a história seja minimizada, como a defesa de Guilherme de Pádua e Paula Thomaz tentaram fazer na época. “Você olha e foi exatamente aquilo que foi feito. Então, me dói ver aquilo? Muito. Mas me doeu ver aquilo ao vivo, como eu vi. E ver depois como aquilo foi tratado de maneira a minimizar (o crime)”. A série da HBO Max opta propositalmente por não dar voz aos assassinos, que mudaram várias vezes as versões oferecidas para o assassinato. Em vez disso, segue o que consta dos autos do crime. Em uma das versões dada à polícia, Guilherme de Pádua alegou que matou Daniella para se defender. “Ele dizia que foi um acaso. Mas, não foi uma coisa casual. Quando você olha aquelas fotos, você vê que não tem nada de momento, foi feito de uma forma quase ritualística.” A atriz morreu após ser apunhalada mais de 18 vezes por um objeto cortante – uma tesoura ou um punhal. Gloria Perez disse ter confiado nos produtores da série, Tatiana Issa e Guto Barra, que tiveram total liberdade de usar os registros como quisessem. “Entreguei e confiei neles. Não vou discutir a proporção das fotos, mas sim a brutalidade contida naquelas fotos”.
Série documental mostra Ryan Reynolds à frente de time de futebol britânico
A Disney+ divulgou o trailer de “Welcome to Wrexham”, produção documental da FX que lembra um “Ted Lasso” da vida real, com direito a um elenco encabeçado por Ryan Reynolds (o Deadpool) e Rob McElhenney (criador de “It’s Always Sunny in Philadelphia”). A série acompanha a aventura das duas estrelas de Hollywood no País de Gales, ao assumir o controle do time de futebol galês Wrexham AFC, que disputa a quinta divisão da liga britânica. A produção registra a receptividade da cidadezinha de Wrexham à proposta, com a esperança de que a dupla consiga levar o time a glórias nunca antes vistas, a partir do compromisso de um investimento imediato de US$ 2,5 milhões para torná-lo competitivo. O Wrexham é o terceiro clube de futebol mais antigo do mundo e possui um estádio, o Racecourse Ground, que foi inaugurado em 1807. A equipe atualmente participa da Conferência Nacional, equivalente à quinta divisão do futebol britânico, que começa nova edição em agosto. Mas em sua apresentação do negócio, Reynolds e McElhenney prometeram se esforçar para “que o Wrexham seja uma força global”.












