Jonah Hill não promoverá mais seus filmes para proteger saúde mental
O ator Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”) anunciou que não vai mais promover seus filmes com entrevistas ou aparições na mídia. A decisão foi tomada, segundo ele, para proteger sua saúde mental depois de passar “quase 20 anos sofrendo ataques de ansiedade” por causa de “eventos públicos” Indicado duas vezes ao Oscar, o ator de 38 anos já havia falado abertamente sobre os anos de “zombaria pública” que sofreu da “imprensa e entrevistadores” por causa de seu físico. Na verdade, no ano passado, Hill admitiu que, como resultado das piadas às suas custas, ele não conseguiu tirar a camisa para entrar numa piscina até chegar aos “30 e poucos anos”. Agora, Hill explicou que, diante do sofrimento de ataques de pânico por quase duas décadas, ele decidiu que não participará mais de “eventos públicos” para promover seus trabalho. A decisão vale já para seu próximo lançamento, o documentário “Stutz”. O projeto é um filme estrelado e dirigido pelo próprio ator sobre seu relacionamento com o terapeuta Phil Stutz. Segundo Hill, seu objetivo ao fazer a produção foi compartilhar os benefícios da terapia para um público amplo e ajudar as pessoas que enfrentam problemas pessoais. Numa carta aberta encaminhada à imprensa, ele se disse grato de lançar o filme “em um prestigioso festival de cinema neste outono”. “No entanto, você não vai me ver promovendo este filme, ou qualquer um dos meus próximos filmes, enquanto eu dou este importante passo para me proteger”, revelou ele. “Se eu me deixasse ficar doente só para promovê-lo, não estaria sendo fiel a mim mesmo ou ao filme.” “Através da jornada de autodescoberta dentro do filme, cheguei à conclusão de que passei quase 20 anos experimentando ataques de ansiedade, que são exacerbados por aparições na mídia e eventos públicos”, contou. Ele reconhece que é um “privilegiado” por poder “dar uma folga” no trabalho, e agradece aqueles com quem trabalha pela “compreensão e apoio”. “Eu costumo me encolher com cartas ou declarações como essa, mas entendo que sou um dos poucos privilegiados que podem se dar ao luxo de tirar uma folga. Não vou perder meu emprego enquanto estiver trabalhando na minha ansiedade”, escreveu ele. “Com esta carta e com ‘Stutz’, espero tornar mais normal para as pessoas falarem sobre essas coisas”, continuou ele. “Para que eles possam tomar medidas para se sentirem melhor e para que as pessoas em suas vidas possam entender seus problemas com mais clareza”. “Espero que o trabalho fale por si só e sou grato aos meus colaboradores, meus parceiros de negócios e a todos que estão lendo isso pela compreensão e apoio”, finalizou. A declaração de Jonah Hill recebeu uma resposta amplamente positiva, com vários fãs e outras celebridades expressando seu apoio. O ator Josh Gad (“A Bela e a Fera”) foi um dos que elogiou o colega por sua “franqueza e franqueza” ao comentar a notícia. “Como alguém que lidou com a ansiedade a maior parte da minha vida, aplaudo e agradeço a Jonah Hill por sua franqueza e abertura ao discutir esse tópico difícil”, ele tuitou. Logo após a declaração, Hill deletou suas redes sociais. O Instagram de Hill compartilhava principalmente imagens de seu estilo de vida surfista, elogios para sua irmã, Beanie Feldstein, bem como uma foto ocasional de sua namorada, Sarah Brady. Hill pisou pela última vez num tapete vermelho na estreia de “Não Olhe para Cima”, em dezembro de 2021, acompanhado pela namorada. As someone who has dealt with anxiety most of my life, I applaud and thank Jonah Hill for his candor and openness in discussing this difficult topic. https://t.co/D7MCqfr4Mr — Josh Gad (@joshgad) August 18, 2022
Gloria Perez aprova sucesso de “Pacto Brutal”: “Valeu a pena”
A escritora Gloria Perez ficou feliz com o sucesso de “Pacto Brutal”, série documental sobre o assassinato de sua filha, Daniella Perez. Em entrevista à revista Veja, ela disse que a repercussão compensou as lembranças árduas que precisou enfrentar para a produção. Seu depoimento é a âncora do programa. “A grande repercussão me diz que valeu a pena todo o desgaste emocional que me custou essa imersão na dor maior da minha vida”, disse. Ela comentou que foi difícil lembrar tudo o que ocorreu, mas também importante para trazer o caso de volta sem o ruído das diferentes versões. “Foi muito duro gravar minha participação, revisitar os momentos mais difíceis, mais sofridos, agora através da fala. Foi a primeira vez que pude falar de sentimentos. Antes, só tive que rebater versões”. A escritora aproveitou para lamentar como o assassinato, ocorrido em 1992, foi tratado de forma sexista pela mídia, com julgamentos sobre a vítima a partir de mentiras ditas pelo assassino Guilherme Pádua. “Pelo fato de ser mulher, as versões mais absurdas, as acusações mais infundadas, mais desrespeitosas, eram divulgadas sem questionamento”, afirmou. “Penso que ainda há muito o que se fazer no que diz respeito à proteção às mulheres, mas já temos um ganho muito grande, porque hoje estamos reconhecendo e falando sobre isso”, concluiu. Gloria Perez gravou mais de 20 horas de depoimento para a série documental e, segundo relatos, a equipe de bastidores chorou durante as gravações. Com direção de Tatiana Issa (“Dzi Croquettes”) e Guto Barra (“Yves Saint-Laurent: My Marrakesh”), que também assina o roteiro, o projeto foi idealizado por Issa, que começou a carreira como atriz e era próxima de Daniella Perez. Em 1992, ano do assassinato, ela atuava na novela “Deus nos Acuda” com o marido da vítima, Raul Gazolla. São ao todo cinco episódios documentais sobre o assassinato, com depoimentos doloridos da mãe da atriz, a autora Gloria Perez, de Gazolla, amigos – até Roberto Carlos! – e especialistas que estiveram envolvidos nas investigações. A morte brutal da estrela da Globo foi um dos crimes mais célebres do Brasil e em mais de um sentido, já que os envolvidos eram celebridades conhecidas. Maior estrela da telenovela “De Corpo e Alma”, escrita por sua mãe, Daniella foi assassinada por Guilherme de Pádua, ator com quem fazia par romântico na trama, e por Paula Thomaz, esposa de Guilherme na época. Seu corpo foi encontrado num matagal, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, perfurado com dezoito golpes fatais de arma branca. Segundo o processo, a motivação do crime foi o fato de Guilherme acreditar que seu papel na novela estava diminuindo por culpa da atriz. Em 28 de julho, a HBO Max anunciou que “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez” tinha virado a série original mais assistida da plataforma no Brasil e América Latina em seus primeiros dias de exibição, superando estreias bem sucedidas de títulos nacionais e internacionais.
Funk brasileiro vai ganhar série documental da HBO
Depois do recorde de audiência de “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez”, a próxima série documental da HBO Max será sobre o funk brasileiro. O premiado cineasta e documentarista Luiz Bolognesi (“A Última Floresta”) está trabalhando em “Funk.Doc: Popular & Proibido” há pelo menos quatro anos, data em que o projeto foi anunciado pela primeira vez. Por conta desse período elástico, a produção conta até com um das últimas entrevistas concedidas por Mr. Catra antes de sua morte, em 2018. A série também traz depoimentos de vários outros expoentes do gênero musical, como Ludmilla, Kondzilla, Valesca Popozuda e Bonde do Tigrão, buscando traçar um retrato completo do funk nacional. São ao todo cinco episódios, que traçam as origens do gênero, sua aproximação com a violência, a estética de forte carga sexual e a influência crescente do funk brasileiro na música internacional. Coprodução com a Gullane e a Buriti Filmes, “Funk.Doc: Popular & Proibido” estreia em duas semanas, no dia 30 de agosto, tanto no canal pago HBO quanto na plataforma HBO Max.
“Trem-Bala” com Brad Pitt é principal estreia nos cinemas
Com lançamento em mil salas, “Trem-Bala” é a principal estreia nos cinemas desta quinta-feira (4/8). A produção indicada para fãs de ação e Brad Pitt traz o ator lutando sem parar – e sem muita história – em sequências tão intensas que chegam a ser cansativas. A crítica americana enjoou da pancadaria, deixando o longa com apenas 57% de aprovação, segundo levantamento do agregador Rotten Tomatoes. O segundo maior lançamento é a a comédia nacional “O Palestrante”, que ocupa 580 salas. Uma curiosidade é que o filme estrelado por Fábio Porchat e Dani Calabresa tem o mesmo tema de uma estreia francesa, “Tralala”: identidades trocadas. São 9 novidades ao todo, incluindo o primeiro longa animado pernambucano, mas a maioria chega em circuito bastante limitado. Confira os trailers e os detalhes abaixo. | TREM-BALA | O novo filme de Brad Pitt é um besteirol de ação, que apresenta uma luta atrás da outra, do começo ao fim da projeção. A trama é isso: o vencedor do Oscar por “Era uma Vez em… Hollywood” troca socos, pontapés, facadas e tiros com oponentes variados pela posse de uma maleta misteriosa. Ele vive um assassino de aluguel azarado, que embarca em um trem-bala no Japão com uma missão simples. Mas logo descobre que não é o único assassino com o mesmo objetivo, o que leva a um conflito generalizado durante a viagem. Com um elenco estrelado, a produção reúne Joey King (“A Cabine do Beijo”), Aaron Taylor Johnson (“Godzilla”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”), Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Michael Shannon (“A Forma da Água”), Masi Oka (“Heroes”), Logan Lerman (dos filmes de “Percy Jackson”), Andrew Koji (“Warrior”), Hiroyuki Sanada (“Westworld”), Karen Fukuhara (“The Boys”) e o cantor Bad Bunny (“Narcos: Mexico”), além de Sandra Bullock (“Gravidade”) em participação especial. Cartunesco a ponto de parecer um desenho animado violento, o thriller é baseado num best-seller de Kôtarô Isaka (“Um Pierrô”), que foi adaptado pelo roteirista Zak Olkewicz (“Rua do Medo: 1978”) e contou com um especialista em pancadaria na direção, David Leitch (“John Wick”, “Deadpool 2” e “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”). | O PALESTRANTE | Fábio Porchat vive um contador sem perspectivas, recém demitido e abandonado pela noiva, que num impulso assume outra identidade, ao ver uma placa com um nome aleatório no aeroporto do Rio. Só que ele acaba, sem saber, tomando o lugar de um palestrante motivacional contratado para animar os empregados de uma empresa. Ele tem que colocar todos pra cima no momento em que se encontra mais pra baixo. Dani Calabresa também se destaca no elenco como a funcionária que o recepciona e logo se torna o interesse romântico e verdadeiro incentivo motivacional para o personagem insistir na farsa. A comédia foi escrita pelo próprio Porchat em parceria com Cláudia Jouvin (“L.O.C.A.”) e tem direção de Marcelo Antunez (“Até que a Sorte nos Separe 3”). Antonio Tabet, Miá Mello, Letícia Lima, Otávio Müller, Débora Lamm e Evandro Mesquita completam o elenco central. | TRALALA | A comédia musical francesa acompanha Tralala, um cantor das ruas de Paris que leva a sério a mensagem “Acima de tudo, não seja você mesmo”, deixada por um jovem desconhecida. Quando uma senhora de 60 anos o confunde com seu próprio filho, desaparecido há 20 anos nos Estados Unidos, ele decide assumir o papel. O filme tem direção de Arnaud Larrieu e Jean-Marie Larrieu, e marca a terceira colaboração da dupla com Mathieu Amalric. A anterior tinha sido há nove anos, em “O Amor é um Crime Perfeito”, que também contou com Maïwenn em seu elenco. Além deles, a produção traz Mélanie Thierry (“O Teorema Zero”), Denis Lavant (“Holy Motors”) e Josiane Balasko (“Tá Tudo Incluído!”). | DESAPARECIDOS | Filmado por um francês, estrelado por uma ucraniana e passado na Coreia do Sul, o thriller acompanha uma investigação tensa de tráfico internacional de órgãos. Olga Kurylenko (“007 – Quantum of Solace”) vive uma especialista forense francesa que ajuda um detetive em Seul num caso de assassinato, que logo se revela parte de uma intrincada rede de tráfico para transplantes clandestinos. Escrito e dirigido por Denis Dercourt (“O Pacto”), o longa também destaca em seu elenco Yoo Yeon-Seok (“Oldboy”), Ye Ji-won (“Filha de Ninguém”) e Choi Moo-Seong (“Eu Vi o Diabo”). | CONTÁGIO ZERO | O terror de baixo orçamento acompanha uma mãe e uma filha que lutam para escapar de um relacionamento abusivo. Ambas estão em um hotel que foi infectado por um misterioso vírus transportado pelo ar, matando a todos rapidamente. Nesse espaço isolado e desesperador, o medo se torna viral à medida que as mulheres tentam escapar para salvar suas vidas. Ator figurante em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, Francesco Giannini acabou ganhando um prêmio por essa sua estreia na direção, no festival canadense de terror Blood on Snow. | ALÉM DA LENDA – FILME | A animação é um filme baseado na série animada pernambucana transmitida pela TV Brasil. Criada por Erickson Marinho, Marcos França e Ulisses Brandão, a atração é voltada para crianças de seis a nove anos e tem como premissa reapresentar as principais lendas do folclore nacional, como o Saci, a Cuca, o Curupira e o Boitatá, com uma nova roupagem – e como crianças. A trama do filme explica que um livro sagrado reúne todas essas lendas e é mantido em segredo e escondido na Montanha Coração do Brasil, que só é revelada uma vez por ano, no dia 31 de outubro, dia do Saci. Mas a data está esquecida por muitos brasileiros, que preferem comemorar o Halloween. Aproveitando-se disso, um trio de monstros americanos do Dias das Bruxas resolve vir ao país com a ideia de capturar o secreto livro e assim “dominar” as lendas brasileiras. Só que por descuido o livro acaba caindo nas mãos do garoto Lucas, um fã de super-heróis, quadrinhos e games, que sem saber vira responsável por proteger parte do folclore nacional. Com direção de Marília Mafé e Marcos França, “Além da Lenda” é primeiro longa de animação pernambucano e conta com dublagens de Gabriel Leone (Lucas) e Hugo Bonemer (Curupira). | DE REPENTE DRAG | A produção independente da cineasta maranhense Rafaela Gonçalves abriu o Rio LGBTQIAP+ Festival de Cinema 2022 e acompanha a história do repórter Julião Siqueira (Ruan do Vale). Cansado de ser a piada na emissora onde trabalha, o jornalista vê na história da drag queen Lohanny (Frimes), envolvida em um caso de tráfico de pessoas, a oportunidade para ser levado a série. O detalhe é que, para fazer a reportagem, ele precisa entrar no universo drag. Com lançamento limitado, o filme entra em cartaz em São Luís, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. | SAPATO 36 | O documentário de Petrônio Lorena (“O Gigantesco Ímã”) acompanha o cotidiano do futebol de várzea praticado no bairro de Santo Amaro, em Recife. Sonhos, realidades e sentimentos de árbitros, jogadores e jogadoras dividem a bola com as lembranças de famosos nomes que passaram pelo bairro como o tetracampeão mundial Ricardo Rocha. | QUEM TEM MEDO? | Registro dos embates entre a Cultura e a extrema direita brasileira, o filme do trio Dellani Lima (“As Faces do Mao”), Henrique Zanoni (“No Vazio da Noite”) e Ricardo Alves Jr. (“Elon Não Acredita na Morte”) junta protestos fundamentalistas, discurso nazista de secretário da Cultura e o atentado contra o Porta dos Fundos para compor um mosaico da escalada do extremismo no país, em seus ataques contra as artes e a comunidade LGBTQIA+. Em contraponto, também oferece imagens da resistência à intolerância e tentativas de censura do governo Bolsonaro.
Documentário sobre David Bowie ganha trailer espetacular
O estúdio indie Neon divulgou um novo trailer de “Moonage Daydream”, documentário sobre David Bowie com imagens inéditas de sua carreira e uma proposta imersiva. E as imagens apresentadas não são nada menos que espetaculares. Descrito como uma “odisseia cinematográfica”, o filme tem direção de Brett Morgen, que passou cinco anos selecionando cenas do acervo pessoal de Bowie. Com o título de uma música do disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), o documentário é o terceiro trabalho musical de Morgan, que antes fez “Crossfire Hurricane” (2012) sobre a turnê de 50 anos dos Rolling Stones e “Cobain: Montage of Heck” (2015) sobre o líder do Nirvana – além de ter sido indicado ao Oscar pelo documentário de boxe “On the Ropes” (1999). O filme teve première mundial em sessão de gala no Festival de Cannes, quando recebeu aplausos entusiasmados e críticas elogiosas – mencionadas, inclusive, na nova prévia. Um dos documentários musicais de maior aprovação no Rotten Tomatoes (93%), “Moonage Daydream” vai ganhar lançamento nos cinemas e em IMAX em 15 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Um pouco depois disso, chegará em streaming pela HBO Max.
Nicki Minaj revela trailer de sua série documental
A rapper Nicki Minaj publicou em suas redes sociais o trailer de uma série documental sobre sua carreira. No Instagram, ela avisou que a produção vai estrear “mais cedo que vocês imaginam”. E acrescentou: “Levei algum tempo para aperfeiçoar este trabalho muito íntimo, delicado, eletrizante e inspirador. Ao decidir sobre uma casa para este projeto, não posso deixar de refletir sobre o que estou incluindo neste documento. Algumas coisas são tão pessoais, é assustador. É como nada que você já viu antes e eu preciso que seja tratado com cuidado”. Isto significa que a produção ainda não tem local de exibição definida. Nem data de estreia. Produzido pela empresa canadense Bron Studios, o trailer, que promete material revelador sem realmente mostrar nada muito diferente, é aberto pela imagem de uma Nicki bastante jovem, fazendo rap e refletindo sobre seu início. Ela diz: “Rappers femininas não estavam realmente nas paradas na época. Estou lutando pelas garotas que nunca pensaram que poderiam vencer.” O trailer também exibe clipes de Minaj com seu marido Kenneth Petty, enquanto ela discute o momento em que “se tornou a mais forte que já estive na minha vida”. Confira abaixo. Coming SOON!!!! The #NickiDocumentary you didn’t know you needed. Love you so much. 😘🫶🏽🎀💕🦄 pic.twitter.com/KbOY5fPU0s — Nicki Minaj (@NICKIMINAJ) July 28, 2022
Documentário da HBO sobre a Princesa Diana ganha trailer
A HBO divulgou o trailer e o pôster de “The Princess”, documentário sobre a vida da Princesa Diana. A prévia acompanha Diana Spencer desde o momento em que foi colocada sob holofotes, ao ingressar na família real britânica pelo casamento com o Príncipe Charles, destaca o furor obsessivo da mídia e culmina na sua morte prematura em 1997. A produção é comandada por Ed Perkins (de “Diga Quem Sou”) e teve première mundial em janeiro passado, durante o Festival de Sundance, quando arrancou muitos elogios da crítica e atingiu 81% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 13 de agosto.
Spice Girls vão se juntar para documentário da Netflix
As ex-integrantes do grupo Spice Girls vão se juntar mais uma vez para um documentário da Netflix. O reencontro do quinteto britânico deverá incluir a relutante Victoria Beckham, que tem se recusado a participar de shows de retorno. Segundo informações do jornal inglês The Sun, todas as cinco (Emma Bunton, Geri Halliwell, Melanie C, Mel B e Victoria) assinaram o acordo para documentar a trajetória do grupo que popularizou a expressão “girl power” (poder feminino) e seu impacto na cultura pop, que teve seu auge nos anos 1990. A produção está a cargo da equipe que fez “The Last Dance”, série documental da Netflix sobre o astro do basquete Michael Jordan. Falando sobre o projeto durante uma entrevista na Austrália, Mel B confirmou a participação do cineasta Jason Hehir, responsável por “The Last Dance”: “O diretor e todo o conceito de como isso foi filmado é muito, muito, muito bom. Então faremos nossa própria versão com eles”. Por conta dessa declaração, tudo indica que o projeto será uma série e não um documentário de longa-metragem. A ideia surgiu para comemorar os 25 anos de lançamento do filme “Spice World”, símbolo da época em que as Spice Girls dominavam o entretenimento mundial. Além do documentário, a banda pretende fazer outros projetos para marcar a data. No ano passado, as Spice Girls lançaram uma música inédita (“Feed Your Love”) para comemorar o aniversário de 25 anos de seu primeiro single, “Wannabe”.
Pacto Brutal: Gloria Perez cedeu fotos do assassinato da filha pra “mostrar o que fizeram”
Além de trazer depoimentos e resgatar os acontecimentos relacionados ao assassinato de Daniela Perez, a série documental “Pacto Brutal” tem chamado atenção por mostrar as imagens chocantes do crime, que mostram a atriz morta. Os registros foram cedidos pela mãe de Daniela, a escritora de novelas Gloria Perez. “Se você quer contar essa história, tem que mostrar o que eles fizeram”, explicou a escritora em entrevista à imprensa. Para a autora de novelas, as fotos não deixam que a história seja minimizada, como a defesa de Guilherme de Pádua e Paula Thomaz tentaram fazer na época. “Você olha e foi exatamente aquilo que foi feito. Então, me dói ver aquilo? Muito. Mas me doeu ver aquilo ao vivo, como eu vi. E ver depois como aquilo foi tratado de maneira a minimizar (o crime)”. A série da HBO Max opta propositalmente por não dar voz aos assassinos, que mudaram várias vezes as versões oferecidas para o assassinato. Em vez disso, segue o que consta dos autos do crime. Em uma das versões dada à polícia, Guilherme de Pádua alegou que matou Daniella para se defender. “Ele dizia que foi um acaso. Mas, não foi uma coisa casual. Quando você olha aquelas fotos, você vê que não tem nada de momento, foi feito de uma forma quase ritualística.” A atriz morreu após ser apunhalada mais de 18 vezes por um objeto cortante – uma tesoura ou um punhal. Gloria Perez disse ter confiado nos produtores da série, Tatiana Issa e Guto Barra, que tiveram total liberdade de usar os registros como quisessem. “Entreguei e confiei neles. Não vou discutir a proporção das fotos, mas sim a brutalidade contida naquelas fotos”.
Série documental mostra Ryan Reynolds à frente de time de futebol britânico
A Disney+ divulgou o trailer de “Welcome to Wrexham”, produção documental da FX que lembra um “Ted Lasso” da vida real, com direito a um elenco encabeçado por Ryan Reynolds (o Deadpool) e Rob McElhenney (criador de “It’s Always Sunny in Philadelphia”). A série acompanha a aventura das duas estrelas de Hollywood no País de Gales, ao assumir o controle do time de futebol galês Wrexham AFC, que disputa a quinta divisão da liga britânica. A produção registra a receptividade da cidadezinha de Wrexham à proposta, com a esperança de que a dupla consiga levar o time a glórias nunca antes vistas, a partir do compromisso de um investimento imediato de US$ 2,5 milhões para torná-lo competitivo. O Wrexham é o terceiro clube de futebol mais antigo do mundo e possui um estádio, o Racecourse Ground, que foi inaugurado em 1807. A equipe atualmente participa da Conferência Nacional, equivalente à quinta divisão do futebol britânico, que começa nova edição em agosto. Mas em sua apresentação do negócio, Reynolds e McElhenney prometeram se esforçar para “que o Wrexham seja uma força global”.
Estreias: “O Peso do Talento” e mais filmes pra ver em casa
As novas estreias em streaming e nas locadoras digitais oferecem uma farta seleção de astros para levar pra casa no fim de semana. Mas por mais que a parceria entre Tilda Swinton e sua filha seja favorita da crítica, não tem como superar Nicolas Cage interpretando Nicolas Cage. Farta em gêneros, a seleção de títulos tem comédia de ação, romance, drama premiado, zumbis, animação e distopia brasileira. Confira abaixo 10 sugestões, com trailers e informações, para programar o cinema em casa. | O PESO DO TALENTO | VIVO PLAY, VOD* A comédia de ação é uma sátira à carreira do astro Nicolas Cage. No filme, ele é um ator falido e sem ofertas de trabalho, chamado Nick Cage, que se vê forçado a aceitar o convite para uma aparição paga na festa de um fã milionário espanhol. Só que o personagem interpretado por Pedro Pascal (“The Mandalorian”) comanda um cartel de drogas e a ida à festa acaba virando uma oportunidade para a CIA convencer Cage a virar espião. A situação se complica por o ator começar a demonstrar sintomas de esquizofrenia, confrontando uma versão de si mesmo dos anos 1990, e pela chegada surpresa de sua ex-mulher e filha, trazidas pelo milionário para uma reconciliação. Com as vidas de quem ama em risco, Cage decide assumir sua própria lenda, canalizando seus personagens mais icônicos para o papel mais importante de sua vida: do herói capaz de salvar seus entes queridos do fogo cruzado. Dirigido por Tom Gormican, que também escreveu o roteiro com Kevin Ettan, seu parceiro criativo na série “Ghosted”, o longa ainda inclui Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”) como empresário de Cage e Tiffany Haddish (“Rainhas do Crime”) como uma agente da CIA. | THE SOUVENIR: PART II | VIVO TV, VOD* A continuação da obra-prima de Joanna Hogg é outra produção sublime, com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e considerada pelo Círculo dos Críticos de Londres o Melhor Filme Britânico do ano. Passada nos anos 1980, a história é baseada na vida da diretora e encontra a jovem protagonista, uma estudante de cinema chamada Julie, após as consequências trágicas de um relacionamento tóxico, usando seu filme de formatura para traduzir seu desencanto em arte. O elenco destaca Honor Swinton Byrne, filha de Tilda Swinton, no papel principal, e a própria Tilda como mãe da personagem, além de Richard Ayoade (“The IT Crowd”), Charlie Heaton (“Stranger Things”), Alice McMillan (“Dupla Explosiva 2: E a Primeira-Dama do Crime”) e Jaygann Ayeh (“Vestido Maldito”). | PERSUASÃO | NETFLIX Adaptação do romance homônimo de Jane Austen, o drama acompanha um triângulo amoroso multirracial formado por Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), Henry Golding (“Podres de Ricos”) e Cosmo Jarvis (“Lady Macbeth”). “Persuasão” foi o último romance completo de Austen, publicado em 1817, logo após sua morte. A trama acompanha Anne Elliot (Johnson), uma mulher inconformada, que foi convencida a dispensar o cortejador Frederick Wentworth (Jarvis) por ser pobre. Agora, com sua família esnobe à beira da falência, ela descobre que Wentworth retornou rico em busca de uma esposa. Mas há complicações. A história do romance já teve várias adaptações para a televisão e o teatro, mas esta é a primeira descrita como uma “abordagem moderna e espirituosa”. Ou seja, trata-se de uma produção sob o filtro incolor de “Bridgerton”, que transforma a aristocracia inglesa do começo do século 19, antigamente conhecida como exemplo de “orgulho e preconceito”, em padrão de integração racial rara de se ver até nos dias de hoje – que o diga Meghan Markle. A adaptação é assinada por Ronald Bass, o roteirista veterano de “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, e a novata Alice Victoria Winslow (“Seratonin”), e marca a estreia da diretora de teatro Carrie Cracknell à frente de um longa-metragem. | FLEE – NENHUM LUGAR PARA CHAMAR DE LAR | VOD* O criativo documentário do dinamarquês Jonas Poher Rasmussen (“Searching for Bill”) narra, via animação, a história real de um refugiado chamado Amin. Na véspera de seu casamento gay, ele revela o seu passado oculto pela primeira vez, contando como chegou ainda menor na Dinamarca, fugindo sozinho do Afeganistão. O relato ganha vida via desenho animado, num resultado tão impressionante que fez História no Oscar 2022, como o primeiro longa indicado simultaneamente nas categorias de Melhor Filme Internacional, Animação e Documentário. “Flee” não conquistou o Oscar, mas venceu 82 outros prêmios internacionais desde sua première como Melhor Documentário do Festival de Sundance em janeiro de 2021, incluindo os troféus de Melhor Documentário e Animação entregues pela Academia Europeia de Cinema. | BEAVIS AND BUTT-HEAD DO THE UNIVERSE | PARAMOUNT+ O longa animado, que marca a volta da icônica dupla da MTV dos anos 1990, mostra Beavis e Butt-head numa missão espacial. De alguma forma, os metaleiros desocupados viraram astronautas. Mas graças a um acidente, eles logo voltam para a Terra. Só que no futuro – mais especificamente, em 2022 – , quando passam a ser caçados pelas agências de segurança dos EUA e versões satíricas do Vigia (visto em “What If…?”), numa alusão ao metaverso da Marvel. O criador da série original de Beavis & Butt-head, Mike Judge, é o responsável por toda essa confusão. Ele retorna como diretor, roteirista e dublador dos personagens. | BASTARDOZ | NETFLIX O curioso terror de zumbis com contexto histórico se passa durante a Guerra Civil Espanhola, quando revolucionários comunistas e militares fascistas, inimigos declarados, precisam unir suas forças para enfrentar uma horda de criaturas criadas numa experiência nazista. A direção é da dupla Alberto de Toro (do terror “O Páramo”, também disponível na Netflix), e Javier Ruiz Caldera (da comédia “Formatura Fantasma”). | A BOA MÃE | CLARO TV+, VOD* A personagem do título é uma mulher que trabalha como faxineira e cuida de sua pequena família em um conjunto habitacional no norte de Marselha. Ela está preocupada com seu neto, preso há vários meses por roubo, e aguarda seu julgamento com um misto de esperança e ansiedade, enquanto toca seu cotidiano e arruma dinheiro para pagar o advogado. Premiado no Festival de Cannes do ano passado, o segundo longa dirigido pela atriz francesa Hafsia Herzi (“A Fonte das Mulheres”) concentra-se na interpretação de Halima Benhamed, que nunca tinha atuado antes na vida – ela foi acompanhar a filha no teste de elenco e acabou escalada pela diretora no papel principal. E todos na trama dependem dela, que faz tudo pelos filhos, desde conseguir drogas até manter a casa em ordem e com comida, enquanto cada vez mais pessoas se aproveitam de sua boa vontade – numa representação da maternidade. | A DEUSA DOS VAGALUMES | CLARO TV+, VOD* Uma história de revolta juvenil passada numa cidade rural de Quebec, no Canadá, durante o auge da era grunge. A personagem central é uma adolescente que entra em crise com a família em meio a sua fase de descobertas – sexo, drogas e rock’n’roll. Adaptado do romance best-seller de Geneviève Pettersen, o filme tem direção de Anaïs Barbeau-Lavalette, premiada no Festival de Berlim por “Inch’Allah” (2012). | A MULHER DO COVEIRO | CLARO TV+, VOD* Primeiro filme submetido pela Somália para disputar um Oscar, o filme dramático acompanha um coveiro em busca de arrecadar dinheiro para o transplante de rim desesperadamente necessário para sua amada esposa, cada vez mais doente. Pela falta de tradição cinematográfica no país, a produção é finlandesa e destaca a estreia de artistas somalis radicados na Finlândia, o cineasta Khadar Ayderus Ahmed e o ator Omar Abdi, que venceram diversos prêmios internacionais pelo trabalho. Ao todo, o filme conquistou 23 prêmios em festivais, inclusive no Festival de Toronto do ano passado. | MEDIDA PROVISÓRIA | GLOBOPLAY A estreia de Lázaro Ramos como diretor já passou pelo cinema, pelas locadoras digitais e agora chega ao streaming por assinatura. A trama distópica se passa num futuro não muito distante, em que uma nova lei do governo federal de direita manda deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. Com a desculpa de se tratar de uma reparação histórica, a iniciativa também visa acabar de vez com o racismo no Brasil, deixando o país só com brancos. Aplaudido pela crítica mundial, o filme foi comparado a “Corra!” e “The Handmaid’s Tale” nos EUA, atingindo 92% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. Mas apesar de exibido e premiado em festivais internacionais desde 2020, levou dois anos para chegar ao Brasil por enfrentar dificuldades envolvendo a Ancine, a Agência Nacional do Cinema – problema semelhante ao que também atrasou “Marighella”, de Wagner Moura, outro filme politizado com protagonista negro. Atacado por bolsonaristas, acabou tendo sua mensagem reforçada. O elenco destaca Alfred Enoch (“How to Get Away with Murder”), Seu Jorge (“Marighella”), Taís Araújo (“O Roubo da Taça”), Mariana Xavier (“Minha Mãe É uma Peça”), Adriana Esteves (“Benzinho”), Luís Miranda (“Crô em Família”), Renata Sorrah (“Árido Movie”), Jéssica Ellen (“Três Verões”) e o rapper Emicida. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
“Elvis” é a principal estreia dos cinemas
A produção sobre a vida e carreira de Elvis Presley é o principal lançamento da semana nos cinemas brasileiros. Um dos filmes mais aplaudidos do Festival de Cannes passado, chega com aval da filha e dos netos do cantor, que deram vários depoimentos emocionados sobre a produção. As novidades ainda incluem “Crimes of the Future”, volta do veterano cineasta David Cronenberg ao terror – que fez pessoas abandonarem o cinema em Cannes – , um drama alemão e duas produções nacionais. Confira abaixo maiores informações e os trailers de todos os títulos que entram em cartaz nesta quinta (14/7). | ELVIS | A cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”) tem tudo que os fãs poderiam desejar, cobrindo todas as fases do cantor com uma recriação primorosa, atenta aos detalhes. Mais que isso, Luhrmann conecta os extremos, encontrando no despertar do interesse do menino Elvis Presley pela performance musical e fervorosa dos cultos de pastores negros a inspiração para seu transe sexual nos primeiros shows e o repertório gospel do final da carreira. Muitas das cenas refletem a histeria despertada por suas apresentações, acompanhada de perto pela reação conservadora que tentou censurá-lo. Para incorporar o furor, Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) se transforma, apresentando o gingado e o sotaque caipira do cantor com perfeição. Mais que isso: como o arco da história é ambicioso, ele precisa evoluir rapidamente na tela, de um jovem roqueiro da metade dos anos 1950 a um homem maduro em sua volta triunfal de 1968 até entrar na fase final da carreira, nos megashows dos anos 1970. Para arrematar, sua performance é tão completa que, em vez de dublar, o ator canta mesmo as músicas que apresenta no filme. “Elvis” ainda destaca o ator Tom Hanks (“Finch”) bastante transformado como o coronel Tom Parker, empresário do Rei do Rock, que é quem narra a história, além de Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, a esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. | CRIMES OF THE FUTURE | A sci-fi bizarra chega sem título traduzido, mas com expectativa exagerada por marcar a volta do diretor David Cronenberg aos horrores biológicos do começo de sua carreira. De fato, lembra tanto essa fase do cineasta, que até os efeitos parecem de época, sem nenhum tratamento computadorizado. Centrado em mutações biológicas e performances de arte corporal, o filme chama mais atenção por sua ideias subversivas – frases como “cirurgia é o novo sexo” – e pela ambientação decadente, num futuro em que tudo parece antigo – sem computadores, nem celulares. Já a trama é tão nonsense quanto a de “Videodrome” (1983), e com pontas soltas sem resolução. Nesse futuro onde a tecnologia parece alienígena, as pessoas estão sofrendo mutações espontâneas, com o surgimento de novos órgãos internos. O protagonista, vivido por Viggo Mortensen (“Green Book”), é um performer conhecido por transformar seu corpo em espetáculo, extraindo, com a ajuda da esposa (Léa Seydoux, de “007 – Sem Tempo para Morrer”), suas próprias mutações diante de uma plateia extasiada. Ele também é um assistente voluntário de uma organização burocrática criada para catalogar o surgimento de novos órgãos – e sua biologia única encanta os dois encarregados desse processo, vividos por Kristen Stewart (“Spencer”) e Don McKellar (“Ensaio contra a Cegueira”). Como se não bastasse, secretamente ainda é um informante da polícia, que caça revolucionários pró-mutação, determinados a usar a notoriedade do artista para lançar luz sobre a próxima fase da evolução humana. | GAROTA INFLAMÁVEL | Primeiro filme de Elisa Mishto, o drama alemão gira em torno de uma garota mimada (Natalia Belitski, da série “Perfume”) que segue duas regras: sempre usar luvas e nunca fazer nada. Não trabalha, não estuda, não tem amigos. Nem se importa. E esse niilismo faz com que também não se importe com os outros, cometendo atos perigosos, que a levam a ser detida e ter acompanhamento médico. Durante seu tratamento, uma enfermeira da sua idade, mãe de uma criança, resolve confrontá-la. Mas, ao mesmo tempo, sofre sua influência, num contato que leva as duas ao limite dos seus respectivos mundos. | O RIO DE JANEIRO DE HO CHI MINH | O neto de um marinheiro sobrevivente da Rebelião Chibata tenta transformar em documentário a história que ouviu de seu avô quando criança. Na década de 1910, o velho era amigo de Ho Chi Minh, trouxe o futuro líder vietnamita para o Rio de Janeiro e o apresentou ao socialismo. Essa amizade mudou a história do século 20. Parece muito maluco pra ser verdade. Mas o unificador do Vietnã teve, sim, uma estadia forçada no Brasil durante alguns meses e se impressionou com a história do negro nordestino José Leandro da Silva, o Pernambuco, líder sindical ativo durante a Greve dos Marítimos. Tanto que a escreveu um texto chamado Solidariedade de Classes, inspirado pela revolta brasileira, em que discorreu sobre o racismo e a fraternidade proletária. A lembrança dessa passagem histórica pouco conhecida marca a estreia da roteirista-produtora Cláudia Mattos (“180 Graus”) na direção. | RUA GUAICURUS | A rua do título fica no centro de Belo Horizonte e é uma das maiores zonas de prostituição do Brasil, desde os anos 1950. Na região, funcionam mais de 25 hotéis, com aproximadamente 3 mil trabalhadoras do sexo. O diretor Joao Borges conseguiu permissão para acompanhar a rotina de um desses endereços, documentando o cotidiano das profissionais em situações que evocam dramas e até comédias da vida real.
Disney anuncia três produções com membros do BTS
A Walt Disney Company e o estúdio sul-coreano Hybe anunciaram uma nova parceria de conteúdo global nesta segunda-feira (11/7) que renderá cinco títulos originais para os serviços de streaming da Disney, incluindo três projetos com membros do BTS, o grupo mais popular do K-pop. Os projetos com os cantores do BTS incluem o documentário “BTS: Permission to Dance on Stage – LA”, que registra uma apresentação ao vivo no Sofi Stadium de Los Angeles em novembro passado, o reality “In the Soup: Friendcation”, que acompanha uma viagem surpresa com um elenco repleto de estrelas, incluindo V do BTS e a atriz Woo-shik Choi (de “Parasita”), e a série documental “BTS Monuments: Beyond the Star”, que promete um “acesso sem precedentes a uma vasta biblioteca de músicas e imagens nos últimos novos anos da banda”, apresentando “o cotidiano, pensamentos e planos dos membros do BTS, enquanto se preparam para seu segundo capítulo”, de acordo com comunicado. “Esta colaboração representa nossa ambição criativa: trabalhar com criadores de conteúdo icônicos e grandes estrelas da Ásia para que seu talento possa ser apreciado pelo público de várias maneiras. Acreditamos que esses novos títulos cativarão os consumidores em todo o mundo e esperamos introduzir mais conteúdo musical em nosso serviço”, disse Jessica Kam-Engle, diretora de conteúdo da Disney, sobre a parceria. A empresa disse anteriormente que lançaria mais de 20 títulos sul-coreanos neste ano em streaming, incluindo pelo menos 12 produções originais. O título original sul-coreano mais popular da Disney até o momento é a série “Snowdrop”, disponibilizada na Star+ e estrelada por Jisoo, membro do grupo feminino de K-pop Blackpink. O BTS comunicou no início deste mês que pretende se focar em projetos solo. O estúdio Hybe esclareceu que se trata de um hiato e que, apesar do interesse em empreendimentos individuais, os sete membros do BTS continuariam a participar de atividades em grupo.












