Diretor de Battleship vai produzir documentário “sem censura” sobre Rihanna
A cantora Rihanna vai ganhar um documentário que pretende mostrar sua vida e sua carreira sem censura. O projeto partiu do diretor Peter Berg, que foi responsável pela estreia da cantora nos cinemas, no filme “Battleship: A Batalha dos Mares” (2012). Berg criou uma nova produtora, chamada Film 45, com foco em projetos sem roteiro e, de acordo com a Billboard, entre os primeiros trabalhos estaria um longa sobre a artista caribenha, que traria um “olhar sem filtros sobre a vida de Rihanna e como ela se tornou um ícone global”, na definição do próprio diretor. Ainda sem título, o projeto terá inspiração no clássico documentário “Don’t Look Back” (1967), sobre Bob Dylan. O diretor disse à Billboard ter escolhido Rihanna pois se sentiu atraído pela ideia de observar como age “uma jovem artista no topo da sua carreira”, e que o longa seria “mais um estudo de personagem do que um filme de música”. Apesar de o documentário não ter data de estreia definida, o site da Film 45 indica que ele será lançado em breve, além de oferecer uma pequena sinopse do filme: “Siga esta verdadeira estrela internacional, por sua vida como artista, empresária e humanitária, enquanto luta contra a constante pressão da liberdade artística, proporcionando um olhar sobre a evolução de uma das artistas pop mais conhecidas do mundo.”
Documentário sobre Spock ganha primeiro teaser
Foram divulgados o primeiro teaser e o pôster do documentário “For the Love of Spock”, uma homenagem ao personagem que marcou a carreira do ator Leonard Nimoy, morto em fevereiro do ano passado. A prévia traz trechos de depoimentos de diversas pessoas ligadas ao universo trekker, como William Shatner, o eterno Capitão Kirk, Walter Koenig, que viveu o Sr. Chekov, Simon Pegg, o novo Sr. Scotty, e Zachary Quinto, o Sr. Spock do século 21, que também é o narrador do longa. “For the Love of Spock” tem direção de Adam Nimoy, filho de Leonard, o que confere ao trabalho um tom intimista. “Nunca tive um amigo como o seu pai”, diz William Shatner para a câmera. O filme foi realizado por meio de financiamento coletivo e custou apenas US$ 660 mil. O projeto também celebra os 50 anos da série “Jornada nas estrelas”, que estreou em setembro de 1966 nos EUA. A première vai acontecer no sábado (16/4) no Festival de Tribeca, em Nova York, e ainda não há previsão de lançamento comercial.
Amir Labaki, criador do É Tudo Verdade, será jurado do Festival de Cannes 2016
Amir Labaki, o crítico de cinema que criou o Festival É Tudo Verdade, principal evento dedicado ao cinema documental na América Latina, será um dos jurados do Festival de Cannes 2016. Ele vai integrar a comissão que premiará o melhor documentário do festival com o troféu L’Oeil d’Or (Olho de Ouro). O troféu L’Oeil d’Or foi criado no ano passado para premiar produções não ficcionais exibidas em mostras competitivas do evento francês. O primeiro vencedor foi “Allende, Meu Avô Allende”, de Marcia Tambutti Allende, e “Eu Sou Ingrid Bergman”, de Stig Björkman, ganhou uma menção especial. “É uma grande honra e uma grande responsabilidade participar do júri do L’Oeil d’Or”, disse Labaki, em entrevista ao jornal O Globo. “Este ano faz um quarto de século que estive pela primeira vez em Cannes, como jornalista, e estou nestes dias em pleno É Tudo Verdade da maioridade, em seu 21º ano. O convite é, para mim, um símbolo desta dupla celebração. O Festival de Cannes 2016 acontece entre 11 e 22 de maio. Por sua vez, o festival É Tudo Verdade 2016 encontra-se atualmente em sua reta inicial, exibindo filmes no Rio e em São Paulo até o dia 17 de abril.
Ricky Gervais volta a viver personagem de The Office em trailer de falso documentário
A Entertainment One divulgou dois pôsteres e o primeiro teaser do falso documentário “David Brent: Life on the Road”, derivado da série britânica “The Office” (2001-2003). A prévia mostra o personagem David Brent, o chefe da série original, visitando o escritório em que a trama se passava, onde novos funcionários entram em contato com seu humor constrangedor. O passeio, acompanhado por câmeras, é para contar o que ele tem feito desde que saiu do escritório. Brent virou cantor-compositor e faz questão de demonstrar seus talentos para a plateia de funcionários, descrevendo, explicitamente, o significado de uma letra. A pegada é a mesma da série. Novamente vivido pelo ator Ricky Gervais (“Muppets 2: Procurados e Amados”), que criou “The Office”, o personagem chegou a realizar uma turnê de verdade com sua banda fictícia Foregone Conclusion no ano passado. Este aspecto musical será o mote do mockumentary, que, ao estilo de “Borat” (2006), deverá incorporar a reação de pessoas comuns às piadas. Após o fim de “The Office”, David Brent ainda reapareceu na versão americana da atração, exibida entre 2005 e 2013, e no canal de Gervais no YouTube, onde se manifestou em diversos vídeos de temática musical. “David Brent: Life on the Road” estreia em 19 de agosto no Reino Unido e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Yorimatã resgata a carreira musical de Luli e Lucina
“Yorimatã” é um documentário que procura recuperar a rica história musical da dupla de cantoras e compositoras Luli e Lucina, que esteve no centro dos acontecimentos da MPB, nas décadas de 1970 e 1980. Conviveu e trabalhou com grandes talentos desses períodos, mas, por razões diversas, sempre acabou se afastando da ribalta, sem poder colher os frutos de seus inegáveis méritos. Para viver o amor que pulsava entre elas, junto com a música. Para construir uma família a três, com o fotógrafo Luís Fernando Borges da Fonseca. Para viver uma vida hippie no mato, longe da cidade, em economia de subsistência, por opção ideológica. E, também, retornando às origens da natureza, quando um câncer acometeu Luís Fernando, para estar com ele na doença. Com tantos percalços e opções viscerais ou radicais, a dupla não alcançou o sucesso que sempre esteve por perto. Mas tem muito o que mostrar, nas imagens recuperadas das filmagens em VHS e fotos que Luís Fernando registrou por longos anos. E nos depoimentos atuais delas, de Gilberto Gil, Zélia Duncan, Tetê Espíndola, Ney Matogrosso, Antonio Adolfo, Joyce e outros mais. Para quem não conhece, ou conhece pouco, o filme mostra as músicas e o universo cultural da produção delas muito bem. O título “Yorimatã”, segundo a dupla, é uma espécie de palavra mágica que significa “salve a criança da mata”. Primeiro longa do diretor Rafael Saar, o filme venceu o festival In-Edit Brasil, dedicado a documentários musicais. https://www.youtube.com/watch?v=Yc-RDFzgDIk
Eu sou Carlos Imperial: Documentário vira “fenômeno” no circuito limitado nacional
O documentário sobre o compositor, ator, apresentador e agitador cultural Carlos Imperial virou uma espécie de fenômeno no circuito limitado nacional. Lançado originalmente em apenas três salas de São Paulo e Rio de Janeiro, “Eu Sou Carlos Imperial”, de Renato Terra e Ricardo Calil, conseguiu um feito raro: aumentou o número de salas e espectadores em sua segunda semana de exibição. Mais que isso, já está na terceira semana, com mais salas que durante a estreia, e começa a chegar em outras cidades, como Vitória, no Espírito Santo. Os produtores também estão negociando a exibição em Brasília e Porto Alegre. E isto porque a distribuição é independente. Os diretores fizeram campanha de financiamento coletivo para organizar a estreia. Claro que os números são modestos, mas relativamente o resultado é, de fato, fenomenal. Enquanto as mega-estreias esgotam-se em três semanas, “Eu Sou Carlos Imperial” continua a crescer. Falando ao jornal O Globo, o diretor Renato Terra atribuiu o sucesso ao “boca a boca” do público. Ele acompanhou algumas sessões, e contou que ficou com a sensação de ter feito uma “comédia com Leandro Hassum”, por causa das ressonantes gargalhadas no cinema. “Não dá para sair indiferente do filme. O Carlos Imperial foi um personagem único: você fica com raiva, vergonha, ri dele, ri com ele… Todo mundo sempre sai do cinema com um adjetivo diferente para ele”, disse. O filme conta a história de Imperial, figura histórica, fomentador da Jovem Guarda e cafajeste assumido, que escreveu hits, estrelou pornochanchadas, foi jurado de calouros do Programa Sílvio Santos e faleceu há mais de 20 anos. Repleto de imagens de arquivo e entrevistas exclusivas com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Tony Tornado, Dudu França, Mário Gomes e Paulo Silvino, o filme é da mesma dupla de cineastas que já havia realizado um ótimo resgate da história musical brasileira em “Uma Noite em 67” (2010).
José Carlos Avellar (1936 – 2016)
Morreu o crítico e curador José Carlos Avellar, que comandou a RioFilme e era responsável pela programação dos cinemas do Instituto Moreira Salles. Ele faleceu na manhã desta sexta-feira (18/3), no Rio de Janeiro, aos 79 anos, por complicações decorrentes da quimioterapia. Avellar estava internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, onde tratava um linfoma. Nascido no Rio de Janeiro em 1936, Avellar foi um importante pensador do cinema brasileiro. Formado em jornalismo, trabalhou durante duas décadas no Jornal do Brasil, onde se estabeleceu como um dos críticos de cinema mais importantes do país. Ele também fez filmes. Nos anos 1960 e 1970 dirigiu três curtas, além de ter exercido a função de diretor de fotografia, produtor e editor em outros filmes, como os documentários “Ião” (1976), de Geraldo Sarno, e “Triste Trópico” (1974), de Arthur Omar. Seu principal legado aconteceu entre 1995 e 2000, quando foi diretor da RioFilme, responsável pelo lançamento de dezenas de longas no período, que ficou conhecido como Retomada do cinema brasileiro. Também participou de júris oficiais e de crítica de festivais internacionais como Veneza e Cannes, e foi, por muitos anos, o representante brasileiro da crítica no Festival de Berlim. Avellar lançou seis livros de ensaios sobre cinema, entre eles “O Chão da Palavra: Cinema e Literatura no Brasil” (2007), no qual analisa clássicos nacionais adaptados de livros, e “O Cinema Dilacerado” (1986). Em dezembro de 2006, foi condecorado pelo governo francês com a láurea de Chevalier des Arts et Lettres. Desde 2008, Avellar era responsável pela programação dos cinemas do Instituto Moreira Salles, que se despediu do curador com uma nota que reverencia sua capacidade. “Avellar era capaz de rememorar cenas específicas, descrevendo em detalhes um singelo plano, de um filme assistido décadas atrás. Seus artigos e ensaios exibiam um vasto conhecimento da produção mundial e da história do cinema”, diz o comunicado.
Zootopia é a maior e melhor estreia em semana repleta de bons lançamentos no cinema
Numa semana repleta de bons lançamentos, o mais amplo é “Zootopia – Essa Cidade É o Bicho”, nova animação da Disney, que chega em 950 salas (600 em 3D e 12 em Imax). O estúdio de Walt Disney, que tem como símbolo um animal falante que se veste como gente, trouxe a premissa antropomórfica à sua maturidade com “Zootopia”, uma obra repleta de intertexto, capaz de lidar com preconceitos e estereótipos, e trazer uma mensagem relevante de inclusão, enquanto diverte como poucas. Não só a coelha Judy Hopps e o raposo Nick Wilde são ótimos personagens, mas o ambiente elaborado em que vivem, repletos de coadjuvantes hilários, vira do avesso a história dos desenhos antropomórficos, gênero que, no passado, serviu para perpetuar inúmeros preconceitos raciais. Ágil, esperta, vibrante e bastante engraçada, a produção é simplesmente a melhor animação de bicho falante da Disney desde que os curtas do Mickey Mouse se tornaram falados. Não há como elogiá-la mais que isso. O épico “Ressurreição” tem a segunda maior distribuição da semana, ocupando 470 salas no vácuo do sucesso de “Os 10 Mandamentos”. Entretanto, apesar de sua narrativa estar fortemente ligada à origem do cristianismo, a produção é menos estridente em sua pregação religiosa. Na verdade, opta pela abordagem oblíqua, como “O Manto Sagrado” (1953), “Ben-Hur” (1959) e “Barrabás” (1961), clássicos do gênero sandália e espada que incluem histórias de Jesus. Na trama, Joseph Fiennes (que já foi “Lutero”) vive um centurião romano cético, que tem a missão de averiguar a ressurreição de Jesus e desmentir o boato do milagre. O resultado é uma aventura bem melhor que o esperado, com direito a um Jesus finalmente retratado como (Yeshua) um homem de pele mais escura e sem olhos azuis (o maori Cliff Curtis, da série “Fear the Walking Dead”). Em 86 salas, o suspense brasileiro “Mundo Cão” marca o reencontro do diretor Marcos Jorge com o roteirista Lusa Silvestre, que fizeram juntos o ótimo “Estômago” (2007). Mas os clichês de gênero e a dificuldade com que o clima tenso se encaixa no início mais leve e cômico deixam o filme nas mãos do elenco, que impressiona por sua capacidade de fazer o espectador embarcar na sua história de vingança setentista, sobre um homem violento, em busca de justiça pela morte de seu cachorro nas mãos de um funcionário do Departamento de Controle de Zoonoses (a popular carrocinha). Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”) e Babu Santana (“Tim Maia”) estão ótimos como protagonistas, Adriana Esteves (“Real Beleza”) perfeita como a esposa evangélica, mas a surpresa fica por conta da jovem Thainá Duarte, em sua estreia no cinema, poucos meses após debutar como atriz na novela “I Love Paraisópolis” (2015). O circuito limitado destaca mais dois filmes brasileiros, ambos documentários. “Eu Sou Carlos Imperial” resgata uma figura histórica, fomentador da Jovem Guarda e cafajeste assumido, que escreveu hits, estrelou pornochanchadas e foi jurado de calouros do Programa Sílvio Santos. Repleto de imagens de arquivo e entrevistas exclusivas com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Tony Tornado, Dudu França, Mário Gomes e Paulo Silvino, o filme tem direção da dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que já havia realizado um ótimo resgate da história musical brasileira em “Uma Noite em 67” (2010). Chega em apenas três salas do Espaço Itaú, no Rio e em São Paulo. Por sua vez, “Abaixando a Máquina 2 – No Limite da Linha” é desdobramento de um documentário anterior sobre a ética do fotojornalismo, do “uruguaio carioca” Guillermo Planel. Com imagens muito potentes (de fato, sensacionais) e tom crítico, o filme mergulha nos protestos que se seguiram à grande manifestação de junho de 2013, questionando a cobertura da mídia tradicional, ao mesmo tempo em que abre espaço para a autoproclamada “mídia ninja”, buscando refletir o jornalismo na era das mídias sociais – que, entretanto, é tão ou até mais tendencioso. Desde que o filme foi editado, por sinal, aconteceram as maiores manifestações de rua do Brasil, que, além de historicamente mais importantes, politizaram o país com um debate que escapou da reflexão filmada – e que a tal “mídia ninja” faz de tudo para menosprezar. Será exibido em apenas uma sala, no Cine Odeon no Rio. Entre os filmes de arte que pingam nos cinemas, o que chega mais longe é “Cemitério do Esplendor”, nova obra climática do tailandês Apichatpong Weerasethakul, que venceu a Palma de Ouro em 2010 com “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”. Ocupa oito salas – quatro no Rio e as demais em Niterói, Maceió, Porto Alegre e São Paulo. A trama se desenvolve em torno de um hospital na Tailândia que recebe 27 soldados vítimas de uma estranha doença do sono. O drama francês “A Linguagem do Coração”, de Jean-Pierre Améris (“O Homem que Ri”) faz o público chorar em apenas seis salas (quatro em São Paulo, mais Porto Alegre e Campinas). Passada em 1885, mostra a dedicação de uma freira para ajudar uma menina nascida surda e cega a ter convívio social. A história é baseada em fatos reais. Por fim, a comédia dramática argentina “Papéis ao Vento” ocupa uma única sala, o Cine Belas Artes em Belo Horizonte. Trata-se da mais recente adaptação do escritor Eduardo Sacheri (“O Segredo dos Seus Olhos”), que a direção de Juan Taratuto (“Um Namorado para Minha Esposa”) transforma em filme sensível e envolvente, comprovando a qualidade atual do cinema argentino. A história gira em torno de três amigos que decidem recuperar o investimento do quarto integrante da turma, recém-falecido, que apostou tudo o que tinha num jogador de futebol decadente. Divertido e humanista, pena o lançamento ser invisível pra a maioria dos brasileiros, pois é questão vital aprender como o cinema de nuestros hermanos consegue ser popular e artístico simultaneamente. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado
Jair Bolsonaro defende homofobia em entrevista da série documental de Ellen Page
O canal Viceland, da revista Vice, divulgou um trecho da série documental “Gaycation” passado no Rio de Janeiro. A prévia mostra o encontro entre a apresentadora do programa, a atriz canadense Ellen Page (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), e o deputado carioca Jair Bolsonaro (PP). Ellen não perde a oportunidade de questionar a homofobia de Bolsonaro, que reafirma, no encontro, todos os seus preconceitos, inclusive passando uma cantada na jovem, que no ano passado se assumiu lésbica. A atriz fez questão de falar com o político, por suas posições reacionárias contra as causas LGBT, e tentou um diálogo inútil, questionando o estímulo à violência contra jovens homossexuais, baseado em seus discursos, e lembrando que muitos adolescentes apanham, sofrem depressão e até se suicidam por causa do bullying e da violência que sofrem por suas opções sexuais. Impávido, Bolsonaro foge do debate afirmando que esse questionamento é “teoria do absurdo” e que o aumento da quantidade de gays na sociedade se deve apenas “às liberalidades, às drogas e à mulher também estar trabalhando”. Ou seja, nada que um bom machismo não cure. Parabéns ao brilhante exemplar da iluminada classe política brasileira, eleito por milhões que não temem ridicularizar o país diante do mundo. Se vacilar, candidata-se a presidente, já que até um poste foi eleito duas vezes neste país. Gaycation Brasil Em entrevista à atriz Ellen Page, Jair Bolsonaro afirma que o aumento da quantidade de gays na sociedade se deu devido “as liberalidades, as drogas e a mulher também estar trabalhando”. Um filósofo estudioso da sociedade brasileira, eu diria! SQN.Eu legendei esse trecho, mas o episódio completo da série de documentários está no site do Viceland em inglês no link: https://goo.gl/C9XQHr Publicado por Danilo Rodrigues em Sexta, 11 de março de 2016
Star Wars: O Despertar da Força lidera indicações ao MTV Movie Awards 2016
A MTV anunciou nesta terça-feira (8/3) os indicados ao seu prêmio anual de cinema, o MTV Movie Awards 2016, e “Star Wars: O Despertar da Força” foi o grande destaque, com uma presença recordista. A sci-fi dirigida por J.J. Abrams foi nomeada para 11 Pipocas Douradas, o maior número de indicações entre os filmes que disputam os troféus do canal adolescente. Entre os outros candidatos que aparecem em múltiplas categorias do prêmio estão “Vingadores: Era de Ultron”, “Deadpool”, “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” e “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”. Mas, curiosamente, “Mad Max: Estrada da Fúria”, considerado pelos críticos mais jovens o melhor filme de 2015, teve pouco destaque. Não está, por exemplo, na lista de Melhor Filme. Onde “Mad Max” tem maior chances de emplacar é na disputa de Melhor Herói, com a Furiosa, vivida por Charlise Theron. De forma interessante, a categoria encontra-se bem dividida, com três mulheres e três homens. Além disso, com Daisy Ridley e Jennifer Lawrence na competição, as atrizes são amplamente favoritas, comprovando como os filmes de ação estrelados por mulheres tornaram-se populares, contra qualquer preconceito de gênero que existia no passado. Na contramão de Hollywood, a categoria Revelação ainda destacou quatro mulheres e apenas dois homens. Entretanto, a inclusão da vencedora do Oscar Brie Alison foi um grande deslize, já que seu talento é reconhecido há pelo menos três anos, quando estrelou o drama indie “Temporário 12” (2013) – ela venceu o Gotham Awards de Melhor Atriz e vários prêmios de associações da crítica americana, além de festivais nacionais e internacionais, entre eles o de Locarno, em 2013. Em compensação, a verdadeira revelação de seu filme “O Quarto de Jack”, o ator-mirim Jacob Tremblay, foi ignorado. Desde sua primeira edição, o MTV Movie Awards chama mais atenção por suas categorias pueris, como Melhor Herói, Vilão, Beijo e Luta, que o diferenciam das premiações mais tradicionais, mas também faz com que predominem as adaptações de super-heróis, filmes de ação e ficção científica entre seus candidatos mais votados. Entretanto, nos últimos anos, seus organizadores têm feito alguns ajustes em busca de maior credibilidade entre os críticos de cinema. Em 2016, foram incluídas duas novas categorias que refletem essa tendência. Uma era óbvia: Melhor Documentário. Com tantos lançamentos de documentários musicais, a MTV até demorou para se ligar nisso. Mas a lista da competição revela um alcance maior que títulos como “Amy” e “What Happened, Miss Simone?”, incluindo “My Name Is Malala” e “The Hunting Ground”, filmes-denúncias sobre a violência contra mulheres jovens. A outra novidade é a categoria de “História Real”, que dá destaque aos dramas, normalmente pouco enfatizados em premiações voltadas a adolescentes. O detalhe é que a novidade já chega cometendo um equívoco, ao deixar de fora justamente a “história real” que venceu o Oscar: “Spotlight – Segredos Revelados”. Os vencedores serão revelados no dia 10 de abril, numa cerimônia com apresentação de Dwayne Johnson (“Terremoto – A Falha de San Andreas”) e Kevin Hart (“Policiais em Apuros”), com transmissão simultânea para o Brasil. INDICADOS AO MTV MOVIE AWARDS 2016 Filme do Ano Vingadores: Era de Ultron Creed: Nascido para Lutar Deadpool Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros Star Wars: O Despertar da Força Straight Outta Compton: A História do N.W.A. História Real Um Homem entre Gigantes Joy: O Nome do Sucesso Steve Jobs Straight Outta Compton: A História do N.W.A. A Grande Aposta O Regresso Documentário Amy Cartel Land He Named Me Malala The Hunting Ground The Wolfpack What Happened, Miss Simone? Atuação Feminina Alicia Vikander – Ex-Machina: Instinto Artificial Anna Kendrick – A Escolha Perfeita 2 Charlize Theron – Mad Max: Estrada da Fúria Daisy Ridley – Star Wars: O Despertar da Força Jennifer Lawrence – Joy: O Nome do Sucesso Morena Baccarin – Deadpool Atuação Masculina Chris Pratt – Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros Leonardo DiCaprio – O Regresso Matt Damon – Perdido em Marte Michael B. Jordan – Creed: Nascido para Lutar Ryan Reynolds – Deadpool Will Smith – Um Homem entre Gigantes Revelação Amy Schumer – Descompensada Brie Larson – O Quarto de Jack Daisy Ridley – Star Wars: O Despertar da Força Dakota Johnson – Cinquenta Tons de Cinza John Boyega – Star Wars: O Despertar da Força O’Shea Jackson Jr. – Straight Outta Compton: A História do N.W.A. Atuação em Comédia Amy Schumer – Descompensada Kevin Hart – Policial em Apuros 2 Melissa McCarthy – A Espiã que Sabia de Menos Rebel Wilson – A Escolha Perfeita 2 Ryan Reynolds – Deadpool Will Ferrell – O Durão Atuação em Ação Chris Pratt – Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros Dwayne Johnson – Terremoto: A Falha de San Andreas Jennifer Lawrence – Jogos Vorazes: A Esperança – O Final John Boyega – Star Wars: O Despertar da Força Ryan Reynolds – Deadpool Vin Diesel – Velozes e Furiosos 7 Melhor Herói Charlize Theron – Mad Max: Estrada da Fúria Chris Evans – Vingadores: Era de Ultron Daisy Ridley – Star Wars: O Despertar da Força Dwayne Johnson – Terremoto: A Falha de San Andreas Jennifer Lawrence – Jogos Vorazes: A Esperança – O Final Paul Rudd – Homem-Formiga Melhor Vilão Adam Driver – Star Wars: O Despertar da Força Ed Skrein – Deadpool Hugh Keays-Byrne – Mad Max: Estrada da Fúria James Spader – Vingadores: Era de Ultron Samuel L. Jackson – Kingsman: Serviço Secreto Tom Hardy – O Regresso Melhor Atuação Virtual Amy Poehler – Divertida Mente Andy Serkis – Star Wars: O Despertar da Força Jack Black – Kung Fu Panda 3 James Spader – Vingadores: Era de Ultron Lupita Nyong’o – Star Wars: O Despertar da Força Seth MacFarlane – Ted 2 Melhor Elenco Vingadores: Era de Ultron Velozes e Furiosos 7 A Escolha Perfeita 2 Star Wars: O Despertar da Força Jogos Vorazes: A Esperança – O Final Descompensada Melhor Beijo Amy Schumer & Bill Hader – Descompensada Dakota Johnson & Jamie Dornan – Cinquenta Tons de Cinza Leslie Mann & Chris Hemsworth – Férias Frustradas Margot Robbie & Will Smith – Golpe Duplo Morena Baccarin & Ryan Reynolds – Deadpool Rebel Wilson & Adam DeVine – A Escolha Perfeita 2 Melhor Luta Deadpool (Ryan Reynolds) vs. Ajax (Ed Skrein) – Deadpool Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) vs. O Urso – O Regresso Furiosa (Charlize Theron) vs. Max Rockatansky (Tom Hardy) – Mad Max: Estrada da Fúria Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) vs. Hulk (Mark Ruffalo) – Vingadores: Era de Ultron Rey (Daisy Ridley) vs. Kylo Ren (Adam Driver) – Star Wars: O Despertar da Força Susan Cooper (Melissa McCarthy) vs. Lia (Nargis Fakhri) – A Espiã que Sabia de Menos
Veja o primeiro teaser de Guitar Days, documentário sobre o rock indie brasileiro
O documentário “Guitar Days” divulgou seu primeiro teaser, como parte de sua campanha de arrecadação. Até agora filmado com recursos do próprio diretor Caio Augusto Braga, o filme busca completar sua verba no site de financiamento coletivo Catarse. A produção cobre uma lacuna nos filmes sobre a música brasileira, mapeando o cenário alternativo-independente do rock nacional, com foco específico no movimento iniciado pelas bandas dos anos 1990, que aumentaram o volume das guitarras e passaram a cantar em inglês, lixando-se para o mercado. Com duração de 50 dias, a campanha prevê vários “prêmios” para os colaboradores, desde um CD inédito, que será lançado junto do filme, com músicas das bandas retratadas, até participação nos créditos do longa como apoiador. Confira – e apoie – no site oficial. A expectativa dos produtores é finalizar o filme até julho, desde que a verba (R$ 95,7 mil) seja levantada. É importante ressaltar que “Guitar Days” não conta com verba de edital ou leis de incentivo, mesmo assim correu o país, de Fortaleza ao Rio Grande do Sul, registrando mais de 50 entrevistas com músicos, produtores, jornalistas e donos de casas noturnas envolvidos na história do rock alternativo brasileiro. Entre as bandas registradas, incluem-se Pin-Ups, Second Come, Brincando de Deus, CSS, Far From Alaska, Garage Fuzz, Hateen, Killing Chainsaw, Low Dream, Mickey Junkies, Lava Divers, PELVs, Stellar, Valv, Wry, dentre outras.
Transexual indicada ao Oscar decide boicotar a cerimônia de premiação
A cerimônia do Oscar 2016 ganhou mais uma polêmica, na véspera de sua realização. E novamente envolve a questão da diversidade. Segundo artista transexual da História a ser indicada a uma estatueta, a cantora inglesa Anohni anunciou que vai boicotar a premiação, porque não poderá cantar a música pela qual concorre na categoria de Melhor Canção Original. Líder da banda Antony and the Johnsons, que fundou quando ainda era conhecida como Antony Hegarty, a cantora foi indicada pela música “Manta Ray”, composta em parceria com J. Ralph para o documentário “Racing Extinction”. Entretanto, ela não foi convidada para se apresentar no palco da festa marcada para o próximo domingo (29/2). Em um desabafo postado em seu site oficial, ela explicou porque decidiu boicotar a premiação, ao mesmo tempo em que comete uma gafe, ao desconsiderar a pioneira Angela Morley. “Sou a primeira transgênero a ser indicada, e devo agradecer por isso aos artistas que votaram em mim. Estava na Ásia quando recebi a notícia. Desde então, passei a procurar algo, no caso de ser convidada para apresentar a canção. Todo mundo me ligou para dar os parabéns. Uma semana depois, os nomes de Sam Smith, Lady Gaga e the Weeknd foram anunciados. Outros seriam revelados ‘em breve’. Confusa, sentei e esperei. No entanto, ninguém me procurou”. Apesar de sua declaração, Anohni não é a primeira artista transgênero a disputar a premiação da Academia. A pioneira Angela Morley (nascida Walter Stott) concorreu não apenas uma, mas duas vezes ao Oscar na categoria musical durante os anos 1970, como compositora de canções de “O Pequeno Príncipe” (1974), seu primeiro trabalho após a cirurgia de “ajuste sexual”, e “O Sapatinho e a Rosa: A História de Cinderela” (1976). Na época, entretanto, sua condição sexual era mantida em sigilo. Foi por isso, também, que Morley preferiu trabalhar, sem receber créditos, nas trilhas de seu amigo John Williams, a partir de 1977. Sim, ela compôs boa parte das músicas ouvidas na trilha de “Guerra nas Estrelas” (1977). Morley também trabalhou sem o devido reconhecimento em “O Império Contra-Ataca” (1980), “Superman – O Filme” (1978) e “E.T. – O Extraterrestre” (1982), entre muitos outros sucessos de bilheteria, mas venceu três Emmys (dois deles para especiais televisivos de Julie Andrews) e conquistou o respeito da indústria, a ponto de ser convidada pela própria Academia a arranjar um medley das trilhas indicadas ao Oscar de 2001, apresentado durante a cerimônia. Ela faleceu em 2009, aos 84 anos de idade. Apesar de ignorar Morley, Anohni disse, em seu desabafo, não acreditar ter sido excluída por ser trans, aceitando o fato de que os artistas anunciados têm mais apelo comercial. No entanto, ressaltou que uma vida marcada por rejeições fez com que ela não pudesse deixar de notar mais essa. “Todo mundo me disse que, mesmo assim, eu deveria ir ao prêmio. Que passar pelo tapete vermelho seria ‘bom para a minha carreira’. Noite passada, tentei me forçar a entrar num avião rumo a Los Angeles para os eventos que envolvem os indicados. Mas o sentimento de constrangimento e raiva me nocauteou. E não pude entrar na aeronave”. Como Antony Hegarty, ela gravou quatro discos da banda Antony and the Johnsons. Mas, no ano passado, anunciou a decisão de seguir em carreira solo, prometendo a estreia de seu primeiro álbum como Anohni, “Hopelessness”, para 2016.
Assista: Reação à intolerância, documentário Bichas vira fenômeno nas redes sociais
Fenômeno nas redes sociais brasileiras, o documentário “Bichas” já teve mais de 200 mil visualizações no YouTube desde que foi disponibilizado em 20 de fevereiro. O filme consiste de depoimentos de seis gays, com histórias e perfis diversos, e foi inspirado por uma violência sofrida pelo diretor, após um desconhecido lhe apontar uma arma por rdyst num grupo em que dois homens andavam de mãos dadas. “Suas bichas, vou atirar em você”, teria dito o valente heterossexual. Publicitário, o jovem pernambucano Marlon Parente decidiu se defender tirando o poder ofensivo da palavra “Bichas”. Pegou uma câmera emprestada, comprou um microfone de R$ 10 e filmou seis amigos com luz natural – sem verba para iluminador. Depois, editou todo o material sozinho e lançou na internet. Foi o que bastou. Políticos, atores e músicos começaram a compartilhar o filme nas redes sociais. E, em três dias, “Bichas” atingiu 100 mil visualizações. A repercussão também rendeu, nesta semana, diversas matérias na imprensa do eixo Rio-SP, além de um convite para Marlon exibir “Bichas” no festival de cinema O Cubo, no Rio de Janeiro. Confira, abaixo, seus 39 minutos na íntegra.












