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  • Filme

    Veja o trailer do documentário da HBO sobre Carrie Fisher e Debbie Reynolds

    4 de janeiro de 2017 /

    O canal pago HBO divulgou o trailer de “Bright Lights”, documentário sobre o relacionamento entre Carrie Fisher e sua mãe, Debbie Reynolds. As mortes repentinas das duas atrizes fez o canal antecipar a data da exibição, que acontecerá no Brasil na próxima segunda, dia 9 de janeiro, às 22h. Rodado em 2015, o documentário deveria estrear apenas em março. O filme aprofunda a outrora conturbada relação entre mãe e filha, devido ao vício de Carrie em álcool e drogas, bem como sua bipolaridade. Na época das filmagens, Carrie se preparava para começar as gravações de “Star Wars: O Despertar da Força”, enquanto Debbie faria uma turnê. “Bright Lights” tem direção do também ator Fisher Stevens (que dirigiu “Amigos Inseparáveis”), e esteve cotado para receber o prêmio de Melhor Documentário de Cannes, que acabou indo para “Cinema Novo”, do brasileiro Eryk Rocha. Atualmente, ele conta com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, site que agrega resenhas de filmes.

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  • Filme

    HBO vai exibir documentário inédito sobre o relacionamento de Carrie Fisher e sua mãe Debbie Reynolds

    30 de dezembro de 2016 /

    O canal pago americano HBO anunciou que irá exibir nos próximos dias um documentário inédito na TV sobre o relacionamento entre Carrie Fisher e sua mãe Debbie Reynolds, que faleceram nesta semana, um dia após a outra. “Bright Lights: Starring Carrie Fisher and Debbie Reynolds” teve première mundial, sob muitos elogios, no Festival de Cannes, e enfoca o relacionamento conturbado, mas sempre amoroso, entre mãe e filha – por acaso, duas das mais célebres atrizes de Hollywood. Debbie Reynolds é mais conhecida pela sua participação no clássico “Cantando na Chuva” (1952) e Carrie Fisher pela franquia “Star Wars”, que a eternizou como a princesa Leia. O filme tem direção do também ator Fisher Stevens (que dirigiu “Amigos Inseparáveis”), e esteve cotado para receber o prêmio de Melhor Documentário de Cannes, que acabou indo para “Cinema Novo”, do brasileiro Eryk Rocha. “Bright Lights: Starring Carrie Fisher and Debbie Reynolds” irá ao ar no próximo sábado, dia 7 de janeiro.

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  • Filme,  Música

    Pierre Barouh (1934 – 2016)

    29 de dezembro de 2016 /

    Morreu o ator, diretor, cantor e compositor francês Pierre Barouh, que ficou conhecido mundialmente ao cantar a música tema do filme “Um Homem, uma Mulher” (1966). Ele também tinha profunda ligação com a música brasileira. Barouh esteve internado em um hospital de Paris por cinco dias e morreu de insuficiência cardíaca na quarta-feira (28/12), aos 82 anos. Criado nos subúrbios parisienses em uma família judia, ele foi jornalista e atleta, chegando a participar da seleção francesa de vôlei antes de vir pela primeira vez para o Brasil, onde fez amizade com os principais cantores e compositores da bossa nova. O cantor foi considerado uma espécie de embaixador da música brasileira na Europa e chegou a gravar “Noite dos Mascarados”, num dueto com Elis Regina, além de ter feito, em parceria com Baden Powell, o célebre “Samba da Benção”, ou “Samba Saravah” como é conhecido na França, cuja letra homenageia gênios musicais do país, de Pixinguinha a Vinicius de Moraes. “Saravah” também foi título de um documentário que Barouh dirigiu em 1972, sobre os primórdios da bossa nova. Ele comandou outros três filmes, dois deles de ficção, e ainda atuou como ator em 20 produções, inclusive no clássico “Um Homem, uma Mulher”, de Claude Lelouch, e em “Arrastão” (1967), no qual contracenou com brasileiros como Cécil Thiré, Jardel Filho e Grande Otelo. Ele ainda manteve a colaboração com Lelouch (e com o parceiro compositor Francis Lai) ao longo dos anos, seja escrevendo temas de filmes como “A Nós Dois” (1979), “Retratos da Vida” (1981) e “Um Homem, Uma Mulher: 20 Anos Depois”, seja como ator, em “Outro Homem, Outra Mulher” (1977) e “Tem Dias de Lua Cheia” (1990). Às vezes, até as duas coisas, como em “A Coragem de Amar” (2005). Mas apesar dos múltiplos talentos, fez muito mais sucesso como compositor. Suas músicas foram interpretadas por estrelas francesas que marcaram época, como Yves Montand e Francoise Hardy. Confira abaixo cinco gravações clássicas, ressaltando que apenas “Noite dos Mascarados” não é de sua autoria.

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  • Filme

    George Clooney quer transformar documentário Os Capacetes Brancos em longa de ficção

    24 de dezembro de 2016 /

    O astro George Clooney pretende transformar o documentário de curta-metragem “Os Capacetes Brancos”, produzidos pela Netflix, num filme de ficção. Segundo o site da revista Variety, Clooney e seu parceiro de produção, Grant Heslov, estão em busca de um roteirista para a adaptação. Além de produzir, o astro deve dirigir o longa. “Capacetes Brancos”, de Orlando von Einsiedel, é um dos finalistas na categoria de Melhor Curta de Documentário do Oscar 2017. Ao longo de 41 minutos, o filme acompanha três voluntários na zona de guerra da Síria, que tentam resgatar vítimas em meio a bombas que não param de cair dos céus, vindas das forças do governo, dos rebeldes, de tropas russas e até do Estado Islâmico. O diretor de “Os Capacetes Brancos” é o mesmo de “Virunga”, sobre a luta para preservar os últimos gorilas africanos, indicado ao Oscar de 2015. George Clooney está atualmente dando os toques finais em seu novo filme como diretor, “Suburbicon”, que ele escreveu em parceria com Heslov e os irmãos Coen. Já filmado, mas ainda sem previsão de estreia, o longa é estrelado por Matt Damon (“Jason Bourne”), Julianne Moore (“Para Sempre Alice”), Josh Brolin (“Sicario”) e Oscar Isaac (“Star Wars: O Despertar da Força”). Veja abaixo o trailer legendado de “Os Capacetes Brancos”.

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  • Filme

    Continuação do documentário Uma Verdade Inconveniente abrirá Festival de Sundance 2017

    12 de dezembro de 2016 /

    O premiado documentário “Uma Verdade Inconveniente” teve uma continuação produzida, que foi selecionada para ser exibida como filme de abertura do Festival de Sundance. O filme original, produzido e estrelado pelo ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, também teve première em Sundance e venceu o Oscar de 2007 como Melhor Documentário. A continuação tem direção de Bonni Cohen (“The Rape of Europa”) e Jon Shenk (“The Island President”), e registra a contínua luta de Gore para que o mundo adote práticas mais sustentáveis, como alternativa para impedir maiores mudanças climáticas e defender o planeta para as futuras gerações. “Agora, mais do que nunca, devemos nos dedicar para resolver o problema do clima. Mas temos motivos para ficarmos esperançosos: as soluções para a crise estão em nossas mãos. Estou muito honrado e agradecido que a Paramount Pictures e a Participant Media, mais uma vez, tenham se sensibilizado em trazer a crítica história sobre a crise do clima para o público mundial”, declarou Al Gore, em comunicado. O filme original foi um marco na conscientização sobre o impacto da poluição na elevação da temperatura na Terra, ao registrar, junto de cientistas, as consequências do derretimento de blocos de gelo das calotas polares e do aumento progressivo do nível do mar. Entretanto, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, não acredita em nada disso. Ele é de outro partido. A continuação, por sinal, vai mostrar o que aconteceu com o mundo nos últimos dez anos, desde que o primeiro filme foi exibido. “Uma Verdade Inconveniente 2” também lançará uma nova mostra de Sundance, a primeira dedicada a um tema específico: a preservação do meio ambiente – uma questão que o fundador do festival Robert Redford considera cada vez mais relevante. O Festival de Sundance começa no dia 19 de janeiro, na cidade de Park City, em Utah, nos EUA.

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  • Filme

    Toni Erdmann é o melhor filme do ano na premiação da Academia Europeia

    11 de dezembro de 2016 /

    A comédia alemã “Toni Erdmann” foi a grande vencedora do European Film Awards, a premiação da Academia Europeia de Cinema, considerada o “Oscar europeu”. O longa da diretora Maren Ade fez uma limpa nos troféus, vencendo Melhor Filme, Direção, Roteiro (também de Ade), Ator (o austríaco Peter Simonischek) e Atriz (a alemã Sandra Hüller). A trama de “Toni Erdmann” conta de forma lúdica os esforços de um pai para recuperar o amor de sua filha, uma executiva agressiva que não encontra seu lugar na vida. Sua consagração, na cerimônia realizada na cidade polonesa de Breslávia, foi digna de obra-prima. Mas, curiosamente, o filme foi totalmente subestimado em sua première, na mostra competitiva do Festival de Cannes. Na ocasião, o júri presidido por George Miller (“Mad Max: Estrada da Fúria”) também ignorou “Aquarius” e “Elle”, preferindo obras que, em contrapartida, não tiveram o mesmo desempenho em outras competições. Vale observar que os críticos presentes a Cannes já tinham eleito “Toni Erdmann” como o melhor filme, em contraste com a opinião do júri, que escolheu “Eu, Daniel Blake”, do veterano Ken Loach. Já o vencedor do Festival de Berlim, “Fogo no Mar”, de Gianfranco Rosi, recebeu o prêmio da Academia Europeia de Melhor Documentário do ano, por seu relato da crise migratória que vive a ilha de Lampedusa. O troféu de Melhor Animação ficou com a coprodução franco-suíça “Ma Vie de Courgette”, do estreante em longas Claude Barras, e o Prêmio do Público ao melhor filme foi para o polonês “Body”, da diretora Malgorzata Szumowska.

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  • Música

    Documentário do Sepultura ganha trailer pauleira

    10 de dezembro de 2016 /

    A O2 divulgou o trailer do documentário da banda Sepultura, que acompanha os músicos no palco, nos bastidores, em viagens, em estúdio e em suas casas. E além do “som pauleira” da banda, também traz depoimentos de lendas vivas do heavy metal, que expressam sua admiração pelos brasileiros. A prévia dá uma palhinha de Phil Anselmo (Pantera), Scott Ian (Anthrax), Phil Campbell (Motorhead), Corey Taylor (Slipknot), Dave Ellefson (Megadeath) e João Gordo (Ratos de Porão). Dirigido por Otávio Juliano (“A Árvore da Vida”), o documentário foi filmado ao longo de sete anos e rendeu mais de mil horas de imagens captadas. Intitulado “Sepultura Endurance”, tem previsão de estreia para junho de 2017.

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  • Filme

    Moonlight é o Melhor Filme do Ano para a crítica de Los Angeles

    5 de dezembro de 2016 /

    O drama indie “Moonlight” foi considerado o Melhor Filme do ano pela crítica de Los Angeles. O longa que acompanha um jovem negro durante três fases distintas de sua vida, lidando com a descoberta da sexualidade em meio ao universo masculino da criminalidade e das drogas de Miami, também rendeu prêmios de Melhor Direção para Barry Jenkins, Melhor Ator Coadjuvantte para Mahershala Ali e Melhor Direção de Fotografia para James Laxton. Escrito e dirigido por Jenkins, “Moonlight” começa a despontar entre os favoritos ao Oscar 2017, já tendo vencido o Gotham Awards, premiação dos melhores filmes independentes, e recebido diversas indicações ao Critics Choice Awards. Entre os prêmios de interpretação, a Los Angeles Film Critics Association reconheceu Adam Driver como Melhor Ator por seu desempenho em “Paterson” e voltou a cacifar Isabelle Huppert na temporada, como Melhor Atriz por “Elle” e “Things to Come”. Lily Gladstone foi eleita a Melhor Atriz Coadjuvante por “Certas Mulheres”. A lista de melhores do ano dos críticos californianos ainda destacou o sul-coreano “A Criada” como Filme Estrangeiro, o japonês “Your Name” com Animação e “I Am Not Your Negro” como Documentário.

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  • Música

    Documentário do Sepultura vai mostrar “lado da história” dos que ficaram na banda

    3 de dezembro de 2016 /

    Não dá pra negar que gostar de heavy metal hoje em dia é ser um pouco geek. Por isso, os integrantes da banda Sepultua escolheram a Comic-Con Experience (CCXP) para adiantar um trailer e comentar o lançamento do documentário que vai contar a história dos 32 anos de carreira do grupo, símbolo do metal brasileiro. “Vocês me viram dizendo no trailer que a gente não perdeu só o vocalista com a saída do Max Cavalera, mas a estrutura da banda toda. A gente quer mostrar o nosso lado da historia, mas a intenção não é lavar roupa suja”, comentou o guitarrista Andreas Kisser, sobre o conteúdo do filme. Dirigido por Juliana Ferraz e Otávio Juliano (“A Árvore da Vida”), o documentário foi filmado ao longo de sete anos, planejado originalmente para comemorar os 25 anos da banda. “Mas agora já são 32”, disse Juliano, que chegou a ficar 30 dias na estrada com o Sepultura durante uma turnê na América do Norte. “Ficou um registro completo porque tem show, backstage, o dia a dia da família deles e os fãs”, resumiu Juliana, sobre as mais de mil horas de imagens captadas Há 20 anos como vocalista do grupo, Derrick ouviu Kisser relembrar a sua chegada à banda, dizendo que o entrosamento só aconteceu depois que eles resolveram ir acampar na praia. “O cara está há 20 anos arrebentando e ainda chamam de o novo vocalista do Sepultura.” Com depoimentos de diferentes personalidades como Serginho Groisman e João Gordo, o documentário vai se chamar simplesmente “Sepultura” e tem previsão de estreia para maio de 2017.

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  • Música

    Documentário vai contar início da carreira de Prince

    3 de dezembro de 2016 /

    O documentarista Michael Kirk vai dirigir o primeiro documentário póstumo sobre Prince. Segundo o site Screen Daily, intitulado “Prince: R U Listening?”, contará a história da ascensão de Prince no início dos anos 1980 a partir de entrevistas com músicos que o acompanharam na época (como Dez Dickerson, seu primeiro guitarrista, Andre Cymone, primeiro baixista, e a baterista Sheila E), bem como seus contemporâneos famosos, como Bono, Mick Jagger, Lenny Kravitz e Billy Idol. Kirk já documentou a Guerra Civil americana, o treinamento dos marines e atualmente dá os retoques finais em seu documentário sobre o jazzista Winton Marsalis, “Crescendo”, que ainda não tem previsão de estreia. Já o lançamento do documentário de Prince deve acontecer em abril, para coincidir com o primeiro aniversário da morte do artista. Vários outros projetos estão previstos para a data, incluindo um grande festival em Pasley Park, entre os dias 20 e 23 de abril, que contará com shows das diferentes bandas com quem Prince tocou durante sua carreira.

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  • Filme

    Documentário deleita cinéfilos com a trajetória de Brian De Palma

    29 de novembro de 2016 /

    De todos os cineastas da Nova Hollywood, Brian De Palma foi o que se manteve mais fiel às suas raízes, ainda produzindo um cinema com os mesmos interesses estéticos e temáticos sem que para isso precise se proibir de navegar por diferentes gêneros e estúdios. Ele não tem a estabilidade financeira de George Lucas ou está na posição confortável de Steven Spielberg, que tem seu próprio estúdio e dirige uma média de um filme a cada dois anos. Por outro lado, talvez seja muito mais influente do que seus colegas, algo que se reflete pelo interesse em refilmar a sua obra e os inúmeros cineastas inebriados por seu estilo. Realizadores do documentário “De Palma”, Jake Paltrow e Noah Baumbach são oriundos do cinema indie e têm em alta conta o cineasta norte-americano. Os constantes encontros entre os três renderam uma amizade que agora se traduz nesta contribuição no cinema, na qual De Palma traça uma linha do tempo de sua própria carreira, rememorando desde o seu interesse juvenil por tecnologia até “Paixão” (2012), seu filme mais recente. Quem é fã do cineasta sabe que a idade o tornou cada vez mais avesso a entrevistas, sendo por vezes monossilábico principalmente em questões sobre o seu passado. Não à toa, nos primeiros minutos do documentário, o vemos de braços cruzados, um tanto desinteressado ao tratar sobre si mesmo e a sua velha obsessão pelo cinema de Alfred Hitchcock. No entanto, o conforto em estar em um ambiente familiar e revendo a sua trajetória para amigos fazem toda a diferença, logo reavaliando os seus próprios altos e baixos com algum senso de humor. Trata-se de uma filmografia tão incrível e cheia de experiências para compartilhar que um documentário com quase duas horas de duração soa insuficiente. Após a realização de filmes experimentais (“Dionysus in ’69”, “Woton’s Wake”) e outros que flertavam sobre o anseio da juventude diante da guerra no Vietnã (“Saudações” e a sua continuação “Olá, Mamãe!”), De Palma quase viu o seu ofício de diretor ganhar um fim abrupto com a sua demissão durante a pós-produção de “O Homem de Duas Vidas” (1972), o seu primeiro filme para um grande estúdio, a Warner Bros. A sorte veio com “Carrie, a Estranha” (1976), o primeiro de quatro filmes que julga ter obtido uma harmonia entre o sucesso comercial, a liberdade artística e o êxito da crítica – os demais são “Vestida Para Matar” (1980), “Os Intocáveis” (1987) e “Missão: Impossível” (1996). Por outro lado, o fracasso esteve à espreita sempre que De Palma atingia o topo. Das sessões vazias de “O Fantasma do Paraíso” (1974) em Los Angeles aos comentários severos por “A Fogueira das Vaidades” (1990), o cineasta ainda assim encontra alguma satisfação ao reconhecer o status de cult que algumas de suas produções receberam, especialmente “Um Tiro na Noite” (1981), cujo fiasco à época fez o seu casamento com a atriz Nancy Allen chegar ao fim, bem como levou à falência a companhia Filmways. Hoje, o longa é considerado brilhante, um clássico. Mesmo dando conta de todos esses percalços, “De Palma” tem sido severamente criticado pela escolha de seu formato. Tendo somente Brian De Palma como testemunha e uma montagem bem astuta com a sua seleção de trechos de filmes e fotografias, houve quem taxasse Paltrow e Baumbach de preguiçosos, ao criarem basicamente um seleção de comentários para material extra de DVD. Não soa justo, pois De Palma não é um artista que precisa de comentários bajuladores de terceiros, sendo os seus depoimentos e as imagens antológicas que arquitetou as melhores defesas de seu próprio legado.

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  • Filme

    Gotham Awards: Moonlight vence a primeira premiação importante da temporada nos EUA

    29 de novembro de 2016 /

    O drama indie “Moonlight” saiu na frente na temporada de premiações nos EUA. A primeira grande cerimônia de premiação do ano, o Gotham Awards, dedicado ao cinema independente, consagrou a produção com quatro troféus, entre eles os de Melhor Filme e Roteiro de 2016, na noite de segunda-feira (28/11) em Nova York. Escrito e dirigido por Barry Jenkins, “Moonlight” também recebeu o Prêmio do Público e um Prêmio Especial do Júri, conferido para seu elenco. A trama conta a história de Black, um jovem negro durante três fases distintas de sua vida, lidando com a descoberta da sexualidade em meio ao universo masculino da criminalidade e das drogas de Miami. “Estas são pessoas marginais vivendo vidas marginais. É ótimo que exista reconhecimento para este tipo de história, porque precisaremos delas cada vez mais, agora mais que nunca”, disse Jenkins, em seu agradecimento, aludindo à situação política dos EUA, com a mudança de presidente no país. Embora o Gotham Awards não considere elegível vários concorrentes ao Oscar, como “La La Land” e outras produções de grandes estúdios, vale observar que os dois últimos vencedores do prêmio também venceram o Oscar: “Birdman” (2014) e “Spotlight” (2015). Os produtores de “Moonlight” devem agora estar torcendo para a tendência continuar. Líder em indicações ao prêmio, “Manchester à Beira-Mar”, de Kenneth Lonergan, acabou rendendo o troféu de Melhor Ator a Casey Affleck, cuja performance vinha sendo considerada favorita por toda a crítica. “Sentir esse reconhecimento é muito bom. Não pensei que fosse me importar tanto”, ele comemorou. Por outro lado, a aposta em Natalie Portman, por “Jackie”, não vingou. A grande surpresa da noite, por sinal positiva, foi a consagração da francesa Isabelle Huppert como Melhor Atriz pelo poderoso “Elle”, de Paul Verhoeven. “Não consigo respirar e não sei o que dizer”, ele disse em seu agradecimento. “Não esperava que isto acontecesse. Me disseram que era um prêmio americano: ‘Você é francesa, nunca vai consegui-lo’.” A jovem atriz Anya Taylor-Joy foi premiada como a Revelação do ano por sua atuação no terror “A Bruxa”, e Trey Edward Shults como o Melhor Diretor Estreante de 2016 por “Krisha”. Completando a lista de premiações, “O.J. – Made in America” foi consagrado como melhor documentário, e “Crazy Ex-Girlfriend” levou o prêmio de Melhor Série. MELHOR FILME Moonlight MELHOR ATOR Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar) MELHOR ATRIZ Isabelle Huppert (Elle) ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO Anya Taylor-Joy (A Bruxa) DIRETOR REVELAÇÃO Trey Edward Shults (Krisha) MELHOR ROTEIRO Barry Jenkins (Moonlight) MELHOR DOCUMENTÁRIO O.J.: Made in America PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI Elenco de Moonlight PRÊMIO DO PÚBLICO Moonlight SÉRIE DE LONGA DURAÇÃO Crazy Ex-Girlfriend SÉRIE DE CURTA DURAÇÃO Her Story

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  • Filme

    Sônia Braga e Aquarius são premiados no Festival de Mar del Plata

    29 de novembro de 2016 /

    O filme “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, recebeu dois prêmios no Festival de Mar del Plata, um dos mais importantes da América do Sul. O longa que gira em torno da resistência da moradora de um prédio, que se recusa a vender seu apartamento para um empreendimento imobiliário, venceu o Prêmio do Público e rendeu à Sônia Braga o troféu de Melhor Atriz. Conhecido pela série “House of Cards”, Mahershala Ali foi consagrado como Melhor Ator por seu desempenho no drama indie americano “Moonlight”. Mas o grande vencedor do prêmio internacional do festival foi “People That Are Not Me”, filme de estreia da diretora israelense Hadas Ben Aroya. O cinema brasileiro ainda se sagrou vencedor na competição latino-americana: “Martírio”, de Vincent Carelli, Tatiana Almeida e Ernesto De Carvalho, ganhou como Melhor Filme. O documentário, que já havia sido premiado no Festival de Brasília deste ano, reflete a violência sofrida pela tribo Guarani Kaiowá, uma das maiores populações indígenas do Brasil atual e que habita as terras do centro-oeste brasileiro. Uma coprodução entre Brasil, Argentina e Portugal, “El Auge del Humano”, dirigida pelo argentino Eduardo Williams, ainda recebou o Prêmio Especial do Júri. Vencedores do Festival Mar del Plata 2016 Competição Internacional Melhor Filme People That Are Not Me, de Hadas Ben Aroya Melhor Diretor Radu Jude, por Scarred Hearts Menção Especial por Melhor Fotografia Nocturama – Bertrand Bonello Melhor Ator Mahershala Ali (Moonlight) Melhor Atriz Sonia Braga (Aquarius) Melhor Roteiro Andreí Konchalovsky e Elena Kiseleva (Paradise) Prêmio do Público Aquarius, de Kleber Mendonça Filho Prêmio da Crítica de Melhor Filme Argentino Balloons, de Mariano González Competição Latino-Americana Melhor Filme Martírio, de Vincent Carelli, Tatiana Almeida e Ernesto de Carvalho Melhor Curta-Metragem Aire quemado – Yamil Quintana Prêmio Especial do Júri El Auge del Humano, de Eduardo Williams Competição Argentina Melhor Filme El aprendiz – Tomas De Leone Melhor Diretor Lukas Valenta Rinner, for A Decent Woman. Melhor Curta-Metragem Murciélagos – Felipe Ramírez Vilches Melhor Diretor de Curta-Metragem Mariano Cócolo, for Al silencio

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