PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Etc

    Petra Costa compartilha fotos de encontros com Brad Pitt e Leonardo DiCaprio

    28 de janeiro de 2020 /

    A diretora brasileira Petra Costa postou no Instagram fotos em que aparece confraternizando com Brad Pitt e Leonardo DiCaprio. O encontro com os astros de “Era Uma Vez em… Hollywood” aconteceu durante o tradicional almoço de confraternização dos indicados ao Oscar 2020. Petra concorre ao prêmio da Academia pelo documentário “Democracia em Vertigem”. Ela fez mistério em relação ao assunto conversado com Pitt. Ao lado da foto, em que os dois aparecem gesticulando, escreveu: “Adivinha do que falávamos?”. Um seguidor da cineasta arriscou que “foi golpe”, já que essa é a narrativa do filme sobre o Impeachment de Dilma. Mas também teve quem apostasse na futilidade, sobre a volta de Brad e Jennifer Aniston, que já foram casados e estão atualmente amiguinhos. Mas vale lembrar que, além de ator, Brad Pitt é um produtor muito ativo, dono da Plan B, que já venceu dois Oscars de Melhor Filme com “12 Anos de Escravidão” e “Moonlight”. A cineasta foi mais direta ao falar sobre o encontro com DiCaprio, que posou para a foto, ao lado dela, da produtora britânica de seu filme, Joanna Natasegara, e de sua convidada especial, a líder indígena Sonia Guajajara. “Com Leonardo DiCaprio falamos da Amazônia e agradecemos ele por tudo que ele tem feito”, Petra escreveu. Anteriormente, ela tinha dito para seus seguidores no Twitter que, se tivesse a oportunidade de encontrar DiCaprio nos eventos do Oscar, pretendia dizer um “thank you” e pedir desculpas pelos ataques que ele recebeu de Jair Bolsonaro. “Eu diria “i’m sorry” (desculpas) a Leonardo DiCaprio em nome do povo brasileiro e agradeceria por tudo que ele tem feito pelo meio ambiente e pela Amazônia”. Ela também postou fotos com as documentaristas indicadas ao Oscar e com os integrantes de sua “mesa”, que incluíram um segundo convidado: o produtor Lawrence Bender, que trabalhou com Quentin Tarantino de “Cãos de Aluguel” a “Bastardos Inglórios”. Um contato importante em Hollywood e sinal de provável encaminhamento de seu próximo trabalho. “Democracia em Vertigem” é considerado o maior azarão na categoria de Documentário do Oscar, já que é o único filme na disputa sem premiação prévia importante. Mesmo assim, a direita brasileira acredita que sua provável derrota deva ser comemorada. Trata-se de (outra) estupidez ideológica. Petra não precisa da estatueta. A simples indicação já foi um, digamos, “golpe” enorme para a carreira da cineasta, que se tornou mundialmente conhecida e agora tem acesso a todos os nomes citados. Mesmo quem questiona a narrativa de “Democracia em Vertigem” admite o enorme talento e capacidade técnica da cineasta. E Hollywood também parece ter percebido isso. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Ver essa foto no Instagram Adivinha do que falávamos? Guess what we were talking about? #oscarnomineeluncheon #theedgeofdemocracy #democraciaemvertigem #bradpitt Styling @andersonrodriguez Beleza @romuloflores Uma publicação compartilhada por Petra Costa (@petracostal) em 27 de Jan, 2020 às 11:30 PST Ver essa foto no Instagram Que dia ♥️ gratidão imensa por todos que plantaram esse filme conosco 🌱 Fomos no almoço do Oscar (foto 2) com nossos produtores Joanna Natasegara, Shane Boris, Tiago Pavan e nossos convidados de honra, Sonia Guajajara (a incrível líder indigena) e Lawrence Bender produtor entre outras obras primas de Reservoir Dogs. Com @leonardodicaprio falamos da Amazônia e agradecemos ele por tudo que ele tem feito. E a última fotinho com todas as diretoras nomeadas na categoria de melhor documentário celebrando a força das mulheres 👊🏾 Julia Reichert, @waadalkateab and @tamarakotevska ****** What a day ♥️ gratitude to all who planted this film with us 🌱 We went to the Oscar lunch (photo 2) with our producers Joanna Natasegara, Shane Boris, Tiago Pavan and our guests of honor, Sonia Guajajara (the incredible indigenous leader) and Lawrence Bender producer, among other masterpieces, of Reservoir Dogs. With @leonardodicaprio we talked about the Amazon rainforest, we thank him for everything he has done. And the last photo with all the directors nominated in the category of best documentary celebrating the strength of women 👊🏾 Julia Reichert, @waadalkateab and @tamarakotevska Styling @andersonrodriguez make @romuloflores #democraciaemvertigem #theedgeofdemocracy Thank you @heartofj @glenn.silber @pameladyates @juliapacetti @cressly300 Uma publicação compartilhada por Petra Costa (@petracostal) em 28 de Jan, 2020 às 8:57 PST

    Leia mais
  • Etc

    Diretora de Democracia em Vertigem ataca “nazismo” de Bolsonaro no New York Times

    25 de janeiro de 2020 /

    A cineasta Petra Costa, que disputa o Oscar com seu documentário “Democracia em Vertigem”, assinou um artigo editorial publicado na sexta-feira (24/1) no jornal The New York Times, com duras críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro, acusado de promover uma “guerra cultural”, assumir atitudes nazistas e tentar impor um “fascismo tropical”. Petra Costa entrevistou Bolsonaro para seu filme, que faz parte de uma guerra de narrativas sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, ao apresentar o PT como vítima, não cúmplice da corrupção que sempre existiu, mas que tomou dimensões nunca antes vistas na História deste país durante os governos de Lula e Dilma. “Em 2016, eu entrevistei Bolsonaro sobre seus planos para o setor cultural e ele reclamou que nenhum filme brasileiro era bom o suficiente para ser premiado com uma indicação ao Oscar. Na semana passada, no entanto, ele desprezou nossa indicação dizendo ‘para quem gosta do que urubu come, é um bom filme’. Em seguida, ele admitiu não ter visto o filme, mas isso não impediu que a legião de trolls que o seguem nas redes sociais de papaguear a acusação de que o filme era fake news”, escreveu Petra. A cineasta lembrou que a campanha de Bolsonaro à Presidência da República foi marcada por fake news. “Mais de 98% dos seus eleitores foram expostos a uma ou mais manchetes falsas durante a campanha e quase 90% acreditavam que elas eram verdadeiras, segundo estudo da organização Avaaz. O seu governo dominou a arte de manipular a verdade”, afirmou. Em seguida, a diretora citou ataques ao Carnaval e tentativas de censura a livros escolares e projetos do audiovisual com temática LGBTQIA+ como exemplos da “guerra cultural” decretada por Bolsonaro. “O líder do governo caracterizou o Carnaval brasileiro, uma grande fonte de orgulho em nossa cultura, como uma festa degenerada. Alguns de nossos maiores artistas foram atacados, livros escolares estão sendo reescritos e recursos foram cortados para séries e projetos cinematográficos sobre temas LGBTQ. Mais de 30 obras de arte foram censuradas, autocensuradas ou canceladas”. Para Petra, essa agressão à Cultura “atingiu novos patamares em dezembro quando a produtora Porta dos Fundos foi atacada com coquetéis Molotov por conta de seu episódio satírico ‘A Primeira Tentação de Cristo’, que retrata Jesus como homossexual”. Segundo ela, a situação atual no Brasil remete aos “anos mais duros da ditadura militar”. Remete também ao nazismo, como evidenciado pela política cultural levada à cabo pelo ex-secretário da Cultura Roberto Alvim, demitido por plagiar discurso do ideólogo do nazismo Joseph Goebbels. “Creio que ele foi demitido não porque o governo condena suas opiniões e sim porque foi demasiado explícito sobre opiniões que ambos compartilham. Este é apenas um exemplo de como a democracia brasileira se aproxima do abismo”, opinou. Ela ainda encontrou outros paralelos entre Bolsonaro e a administração de Hitler na Alemanha nazista. “É interessante que Lügenpresse, ou ‘imprensa mentirosa’, foi um slogan amplamente usado na Alemanha durante o terceiro Reich para descreditar qualquer jornalista que discordasse da posição do governo”. Por fim, Petra Costa fala que não “há luz no fim do túnel desta guerra cultural que procura censurar os valores liberais e progressistas e desconstruir a verdade para impor um fascismo tropical”. “Como aponto em ‘Democracia em Vertigem’, a elite se cansou do jogo da democracia. A história do nazismo mostra que as elites que se calaram diante do avanço do autoritarismo acabaram sendo engolidas por ele. A extinção é o preço da omissão”, conclui a diretora.

    Leia mais
  • Etc

    Favorito ao Oscar, 1917 é a principal estreia de cinema da semana

    23 de janeiro de 2020 /

    O grande favorito ao Oscar 2020 finalmente estreia no Brasil. Vencedor do Globo de Ouro e do prêmio do Sindicato dos Produtores dos EUA, “1917” é o principal destaque da programação de cinema desta semana. Dirigido pelo inglês Sam Mendes (“007 Contra Spectre”), que vem vencendo todos os prêmios possíveis por seu trabalho, o longa conquistou 89% de aprovação no Rotten Tomatoes e disputa 10 Oscars, dominando as categorias técnicas pela destreza cinematográfica com que apresenta sua narrativa num plano contínuo – isto é, com a ilusão de que o filme não tem cortes. Este truque também faz com que a ação aconteça em tempo real, transportando o público para as trincheiras do front europeu da 1ª Guerra Mundial. Repleto de explosões, correrias, desabamentos, saltos impossíveis e coragem diante da morte certa, “1917” acompanha dois soldados britânicos encarregados de enfrentar bombas e o tiroteio inimigo para entregar uma mensagem que pode salvar milhares de vidas, inclusive a de um irmão deles. O elenco é encabeçado por George McKay (“Capitão Fantástico”) e Dean-Charles Chapman (“Game of Thrones”), como os dois soldados da sinopse. Seu comandante é vivido por Colin Firth (vencedor do Oscar por “O Discurso do Rei”) e ainda há participações de Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”), Mark Strong (“Shazam!”) e Richard Madden (outro de “Game of Thrones”). Também indicado ao Oscar, “Um Lindo Dia na Vizinhança” tem como destaque a participação de Tom Hanks, que concorre como Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação de Fred Rogers, apresentador de programa infantil que durante décadas ensinou o público a ser mais otimista e feliz. O drama gira em torno de uma entrevista que um jornalista cínico (Matthew Rhys, de “The Americans”) precisa realizar com a famosa celebridade, no fim dos anos 1980, e tem 95% de aprovação no RT. O lançamento com maior distribuição, porém, não é nenhum dos dois, mas a animação “Um Espião Animal”, que vai chegar a mais de 500 cinemas sem seu principal atrativo: as vozes originais de Will Smith (“Esquadrão Suicida”) e Tom Holland (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”). A aposta é que crianças não se importam com a dublagem americana – embora o estúdio tenha pago uma fortuna por esse detalhe descartável. Ao transformar Will Smith num pombo, o estúdio Blue Sky – de “A Era do Gelo”, “Rio” e “Ferdinando” – ainda mantém sua tradição de lançar animações de animais falantes. A média é de 76% no RT. Há ainda outra opção que utiliza animação, “O Filme do Bruno Aleixo”, produção híbrida portuguesa, com passagens live-action e humor surreal. Bruno Aleixo é um personagem animado muito popular em Portugal, ativo na internet e na TV do país há cerca de 12 anos. O cachorro-urso de pelúcia resolve que, após ter seu programa de TV, deve estrelar seu próprio filme e decide consultar seus amigos sobre como transformar sua vida numa cinebiografia, o que serve de mote para a criação de esquetes engraçados. Como não foi lançado nos EUA, não tem cotação no RT, mas atingiu nota 8,2 do público no IMDb. O circuito limitado também traz o elogiadíssimo “Antologia da Cidade Fantasma”, considerado o melhor filme do canadense Denis Côté (“Vic+Flo Viram um Urso”). Apesar da premissa de terror sobrenatural, a história é apresentada como um drama. Numa cidadezinha em que nada acontece, um acidente de carro fatal inicia um ciclo de perturbações. Pessoas estranhas começam a aparecer ao redor da cidade, observando os moradores à distância, em cada vez maior número, e o tempo parece não passar como deveria. Altamente atmosférico, conquistou 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Quem preferir terror mais tradicional, pode ainda sofrer “A Maldição de Mary”, pior filme da carreira do ator Gary Oldman (vencedor do Oscar por “O Destino de Uma Nação”), com apenas 4% no RT. Três filmes nacionais completam a programação, com destaque para a inversão realizada em “A Divisão”. Na contramão da recente mania de transformar filmes em minisséries da Globo, com enxertos de cenas extras, “A Divisão” leva para o cinema a série homônima, disponibilizada em cinco episódios na Globo Play, cortando cerca de 1 hora de sua narrativa. Para completar, o documentário “Adoniran – Meu Nome é João Rubinato” foi o filme de abertura do festival É Tudo Verdade de dois anos atrás. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com todos os títulos, suas sinopses e trailers. 1917 | EUA | Guerra Os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) são jovens soldados britânicos durante a 1ª Guerra Mundial. Quando eles são encarregados de uma missão aparentemente impossível, os dois precisam atravessar território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem que pode salvar mais de 1300 colegas de batalhão. Um Lindo Dia na Vizinhança | EUA | Drama Fred Rogers (Tom Hanks) foi o criador do Mister Rogers’ Neighborhood, um programa infantil de TV muito popular que durou décadas, desde os anos 1960, nos Estados Unidos. Em 1998, Tom Junod (Matthew Rhys), até então um cínico jornalista investigativo, aceitou escrever o perfil de Rogers para a revista Esquire. Durante as entrevistas para a matéria, Junod mudou não só sua visão em relação ao seu entrevistado como também sua visão de mundo, iniciando uma inspiradora amizade com o apresentador. Um Espião Animal | EUA | Animação Quando um evento inesperado acontece, Lance Sterling (voz de Will Smith), o melhor espião do mundo, precisa unir forças com o inventor Walter (voz de Tom Holland) para salvar o dia. O Filme do Bruno Aleixo | Portugal | Comédia Bruno Aleixo é alguma coisa entre um cachorro e um urso de pelúcia. O personagem de animação português que ganhou fama por uma web-série de comédia chamada “Os Conselhos que Vos Deixo” ganha seu próprio filme. Na obra cômica, ao decidir criar a própria autobiografia, Bruno procura inspiração entre amigos para escrever o texto. Antologia da Cidade Fantasma | Canadá | Drama Em uma pequena e distante cidade do interior do Canadá, um homem morre em um acidente de carro sob circunstâncias misteriosas. Enquanto os poucos habitantes do local permanecem relutantes em debater as possíveis causas da tragédia, a família do falecido e o prefeito Smallwood começam a perceber estranhos e atípicos eventos que mudam suas concepções de realidade. A Possessão de Mary | EUA | Terror David (Gary Oldman) é um capitão de colarinho azul que luta para melhorar a vida de sua família. Estranhamente atraído por um navio abandonado que está em leilão, David impulsivamente compra o barco, acreditando que será o bilhete de sua família para a felicidade e a prosperidade. Mas logo depois que eles embarcam em sua jornada inaugural, eventos estranhos e assustadores começam a aterrorizar David e sua família, fazendo com que se voltem um contra o outro e duvidem de sua própria sanidade. A Divisão | Brasil | Drama No Rio de Janeiro da década de 1990, uma onda de sequestros assola a cidade maravilhosa. Quando o secretário de segurança e o chefe da polícia encarregam três policiais corruptos de tirar a cidade dessa situação, a Delegacia Antissequestro precisa entrar em ação para enfrentar o repetitivo número de casos envolvendo sequestros e mudar o cenário carioca. O Melhor Verão das Nossas Vidas | Brasil | Comédia Três melhores amigas são aprovadas para participar da final de um famoso festival de música. Porém, elas descobrem que estão de recuperação na escola e precisam arranjar uma maneira de comparecer ao festival em Guarujá sem que seus pais descubram. Adoniran – Meu Nome é João Rubinato | Brasil | Documentário Adoniran Barbosa, autor de sucessos como “Trem das Onze” e “Saudosa Maloca”, carrega o título de maior sambista paulista de todos os tempos. A cidade de São Paulo era a personagem principal de suas canções e radionovelas. Através de imagens de arquivos raras e nunca vistas antes, o compositor e cantor paulistano, que faleceu em 1982, é redescoberto pelo público.

    Leia mais
  • Filme

    Estreias: Jumanji domina circuito em plena temporada do Oscar

    16 de janeiro de 2020 /

    “Jumanji: Próxima Fase” é o maior lançamento da semana, monopolizando 1,4 mil telas nesta quinta (16/1), apesar da programação incluir filmes indicados ao Oscar. A comédia de aventura com Dwayne “The Rock” Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan chega aos cinemas brasileiros um mês depois do lançamento nos Estados Unidos, com a missão prioritária de faturar milhões e tirar a distância para o primeiro filme, mais bem-sucedido. Assim como aconteceu com “Frozen 2”, o Brasil é o último país do mundo a exibir a produção dos estúdios Sony, que já faturou mais de US$ 670 milhões nas bilheterias mundiais – cerca de US$ 300 milhões a menos que o longa anterior. Mas não foi só a bilheteria que se mostrou inferior. A crítica norte-americana também achou a continuação pior que o longa de 2017, com registro de 66% de aprovação no Rotten Tomatoes – contra 76% de “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”. As demais estreias da semana tem tom dramático e disputam espaço no circuito limitado. Dois títulos concorrem ao Oscar, dois tentaram concorrer ao Oscar e o último é uma produção de 17 anos atrás. “O Escândalo” disputa três Oscars, com destaque para as indicações das atrizes Charlize Theron e Margot Robbie, nos papéis de jornalistas assediadas pelo chefão da Fox News. Apesar da boa vontade da Academia, o longa do diretor Jay Roach, baseado no escândalo real que derrubou Roger Ailes, não se tornou uma unanimidade crítica. Tem 68% de aprovação no Rotten Tomatoes, um pouco mais que a série “The Loudest Voice” (54%) que conta a mesma história, mas centrada no fundador do canal de notícias. O francês “Os Miseráveis” é muito superior. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, e com 84% no Rotten Tomatoes, denuncia abusos policiais num bairro negro e pobre de Paris, combinando o engajamento de um drama social com a tensão de um thriller criminal. Venceu o Prêmio do Júri do Festival de Cannes. O holandês “Instinto” e o costarriquenho “O Despertar das Formigas” também disputaram vagas na categoria de Filme Internacional do Oscar 2020, mas não conseguiram vaga entre os cinco indicados. O filme centro-americano ainda venceu a competição latina do Festival de Gramado. Completa a programação “A Melhor Juventude”, drama italiano premiadíssimo de 2003 – venceu a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, e seis troféus David di Donatello (o Oscar italiano), inclusive como Melhor Filme daquele ano. Além disso, tem 93% no Rotten Tomatoes e a fama de ser uma “obra prima”. Mas mesmo com esse currículo era considerado um desafio para o mercado brasileiro. A dificuldade de exibição se deve à sua longa duração: o filme tem seis horas de projeção! Até o circuito limitado tem seus… limites. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com todos suas sinopses e trailers. Jumanji: Próxima Fase | EUA | Aventura Tentado em revisitar o mundo de Jumanji, Spencer (Alex Wolff) decide consertar o jogo de videogame que permite que os jogadores sejam transportados ao local. Logo o quarteto formado por Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), Moose Finbar (Kevin Hart), Shelly Oberon (Jack Black) e Ruby Roundhouse (Karen Gillan) ressurge, agora comandado por outras pessoas: os avôs de Spencer e Fridge (Danny DeVito e Danny Glover) assumem as personas de Bravestone e Finbar, enquanto o próprio Fridge (Ser’Darius Blain) agora está sob a pele de Oberon. O Escândalo | EUA | Drama Um gigante do telejornalismo e antigo CEO da Fox News, Roger Ailes (John Lithgow) tem seu poder questionado e sua carreira derrubada quando um grupo de mulheres o acusa de assédio sexual no ambiente de trabalho. Os Miseráveis | França | Drama Stéphane (Damien Bonnard) é um jovem que acaba de se mudar para Montfermeil e se junta ao esquadrão anti-crime da comuna. Colocado no mesmo time de Chris (Alexis Manenti) e Gwada (Djibril Zonga), dois homens de métodos pouco convencionais, ele logo se vê envolvido na tensão entre as diferentes gangues do local. Instinto | Holanda | Drama Nicoline (Carice van Houten), uma psicóloga experiente, inicia um novo emprego em uma instituição penal, apesar de ter resolvido nunca mais voltar à psiquiatria. Ela conhece Idris (Marwan Kenzari), um homem inteligente com um distúrbio de personalidade antissocial e narcisista, que cometeu uma série de crimes sexuais graves. Após cinco anos de tratamento, ele está prestes a conseguir sua primeira liberdade condicional desacompanhada. O Despertar das Formigas | Costa Rica, Espanha | Drama Vivendo sua rotina da maneira mais regrada e tranquila possível, uma mãe de meia-idade residente no interior da Costa Rica educa suas filhas para que no futuro elas tenham o mesmo comportamento. Mas quando um evento a faz parar para refletir a respeito da vida que leva, ela passa a vagarosamente odiar o seu dia a dia. A Melhor Juventude | Itália | Drama A saga de uma família italiana desde o fim dos anos 1960 até o início dos anos 2000. Os irmãos Nicola (Luigi Lo Cascio) e Matteo Carati (Alessio Boni) dividem os mesmos sonhos, esperanças, leituras e amizades até o dia em que conhecem Giorgia (Jasmine Trinca), uma garota com distúrbios psíquicos. Nicola começa a militar no movimento estudantil e, mais tarde, se torna um psiquiatra, enquanto Matteo abandona os estudos e entra na polícia. O percurso dos dois e do resto da família é apresentado paralelamente a acontecimentos importantes da história recente da Itália: a inundação de Florença, a luta contra a máfia e os grandes jogos de futebol da seleção nacional.

    Leia mais
  • Filme

    Oscar 2020: Bolsonaro chama Democracia em Vertigem de “porcaria”

    14 de janeiro de 2020 /

    O presidente Jair Bolsonaro finalmente comentou em público o que achou da indicação do documentário brasileiro “Democracia em Vertigem” ao Oscar 2020. Na entrada do Palácio da Alvorada, onde cumprimentou um grupo de eleitores nesta terça (14/1), ele classificou o filme da cineasta Petra Costa como ficção, lixo e porcaria. “Ah, não, pera. Ficção. Para quem gosta do que o urubu come, é um bom filme”, afirmou o presidente, sugerindo tratar-se de lixo (que o urubu come). Perguntado pela Folha se havia assistido ao documentário para fazer esse comentário, ele disse que não ia “perder tempo com uma porcaria dessas”. Apesar dessa opinião, Bolsonaro está no filme. Ele concedeu uma entrevista exclusiva para a equipe da produção quando era deputado federal, que foi incluída no trabalho final. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT.

    Leia mais
  • Filme

    Petra Costa comemora indicação de Democracia em Vertigem – e Leonardo DiCaprio – nas redes sociais

    13 de janeiro de 2020 /

    A cineasta Petra Costa, diretora do documentário “Democracia em Vertigem”, representante solitário do Brasil no Oscar 2020, comemorou a indicação de seu filme em inglês e português nas redes sociais. Dizendo-se extasiada – e também “in ecstasy” – , ela escreveu no Twitter, em inglês: “Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias”. E exaltou: “Long live Brazilian cinema!”. O post ganhou versão bilíngue no Instagram, com texto ampliado. “Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo, e acredito que é por meio de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar”, ela acrescentou. Conversando com os seguidores do Twitter, a diretora adiantou que, se puder, pretende aproveitar a cerimônia da Academia para encontrar e pedir desculpas a Leonardo DiCaprio pelos ataques feitos por Jair Bolsonaro. “Eu diria “i’m sorry” (desculpas) a Leonardo DiCaprio em nome do povo brasileiro e agradeceria por tudo que ele tem feito pelo meio ambiente e pela Amazônia”. E acrescentou um “thank you”, num outro post em inglês voltado ao ator americano. “Adoraria que você visse nossa ‘Democracia em Vertigem’ para entender melhor como as chamas são acesas”, disse. As declarações, claro, renderam muitos comentários, à esquerda e à direita. “Democracia em Vertigem” vai competir no Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, quatro dos documentários mais falados e premiados de 2019 – outros favoritos, como “Apollo 11” e “One Child Nation”, não conseguiram indicações. A seu favor conta o cenário político dos Estados Unidos, em que o presidente Donald Trump também enfrenta um processo de impeachment, mas vale reparar que, em outras disputas importantes, como o Gotham e o IDA Documentary Awards, o filme de Petra Costa perdeu para os adversários atuais. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Ver essa foto no Instagram Estamos absolutamente emocionados e extasiados por nossos colegas terem reconhecido a urgência deste filme, e honrados por estarmos na companhia de documentários tão importantes. Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias. Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo, e acredito que é por meio de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar. Gracias a todos que nos ajudaram, a cada passo, a construir essa história. ****************** We are absolutely thrilled and delighted that our colleagues have recognized the urgency of this film and humbled to be in the company of such important storytelling. In a time where the far right is spreading like an epidemic we hope this film can help us all understand how crucial it is to protect our democracies. We are at a time where the personal has become utterly political for so many around the world and I believe it is through stories, language and documentaries that civilizations begin to heal. Thank you, from the bottom of my heart, to all who believed in this story and helped us through every step to bring it to life. Uma publicação compartilhada por Petra Costa (@petracostal) em 13 de Jan, 2020 às 8:01 PST We are in ecstasy for @TheAcademy’s recognition of the urgency of ours #TheEdgeOfDemocracy. In a time in which the far right is spreading like an epidemic, we hope our film can help us understand how crucial it is to protect our democracies. Long live Brazilian cinema! pic.twitter.com/8JasYIaDQQ — Petra Costa (@petracostal) January 13, 2020 Eu diria “i’m sorry” (desculpas) a @LeoDiCaprio em nome do povo brasileiro e agradeceria por tudo que ele tem feito pelo meio ambiente e pela Amazônia https://t.co/FtQ9ef7UVe — Petra Costa (@petracostal) January 13, 2020 Thank you @LeoDiCaprio for all that you have been doing for the Amazon. I would love for you to see our #TheEdgeOfDemocracy to further understand how the flames were lit. pic.twitter.com/qx9qn18LGQ — Petra Costa (@petracostal) January 13, 2020

    Leia mais
  • Filme

    Oscar 2020: Secretário de Cultura do Brasil diz que indicação de Democracia em Vertigem é “guerra cultural”

    13 de janeiro de 2020 /

    Como era de se esperar, o governo Bolsonaro não gostou nada da indicação de “Democracia em Vertigem” ao Oscar 2020. O secretário Especial de Cultura do governo Federal, Roberto Alvim, ironizou a inclusão do filme de Petra Costa na categoria de Melhor Documentário. “Se fosse na categoria ficção, estaria correta a indicação”, afirmou à coluna de Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo, nesta segunda (13/1). “Isso só mostra como a guerra cultural está sendo travada não só aqui, mas em âmbito internacional”, completou Alvim, aludindo, possivelmente ao comunismo de Hollywood – uma pauta dos anos 1950, onde a paranoia americana via comunistas debaixo da cama. “Democracia em Vertigem” chegou aos EUA pelo Festival de Sundance, em janeiro de 2019, e desde então vem chamando atenção da imprensa americana, conquistando 96% de aprovação entre os críticos top do Rotten Tomatoes – todos comunistas, pelo visto – e destaque na temporada de premiações. Ele foi indicado ao Critics’ Choice Documentary Awards, ao Gotham Awards e ao IDA Documentary Awardss. E vai disputar o Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, filmes tão comunistas quanto seus países, Estados Unidos e a Macedônia, na Europa. O macarthismo anacrônico de Alvim consegue ser mais parcial que o filme de Petra Costa, que pelo menos se apresenta como uma versão pessoal da política brasileira dos últimos anos, fazendo uma análise assumidamente petista do processo de Impeachment de Dilma Rousseff, da prisão de Lula e da ascensão do conservadorismo no país. A diretora é “herdeira” da empreiteira Andrade Gutiérrez, uma das empresas enredadas na Lava Jato, e amiga pessoal de Lula, o que lhe rendeu acesso privilegiado ao momento histórico recente do país, com direito a imagens realmente impressionantes.

    Leia mais
  • Filme

    Lula comemora indicação de Democracia em Vertigem ao Oscar 2020

    13 de janeiro de 2020 /

    O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva comemorou a indicação de “Democracia em Vertigem” ao Oscar 2020 com uma mensagem de parabéns para a diretora Petra Costa. “Parabéns, Petra Costa, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história”, escreveu Lula, acrescentando: “Viva o cinema nacional! A verdade vencerá”. “Democracia em Vertigem” mostra uma versão pessoal da política brasileira dos últimos anos, fazendo uma análise assumidamente petista do processo de Impeachment de Dilma Rousseff, da prisão de Lula e da ascensão do conservadorismo no país. A diretora é “herdeira” da empreiteira Andrade Gutiérrez, uma das empresas enredadas na Lava Jato, e amiga pessoal de Lula, o que lhe rendeu acesso privilegiado ao momento histórico recente do país, com direito a imagens realmente impressionantes. O filme chegou aos EUA pelo Festival de Sundance, em janeiro de 2019, e desde então vem chamando atenção da imprensa americana, com 96% de aprovação entre os críticos top do Rotten Tomatoes e destaque na temporada de premiações. Ele foi indicado ao Critics’ Choice Documentary Awards, ao Gotham Awards e ao IDA Documentary Awards. E vai disputar o Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, filmes ainda mais falados e premiados na categoria em 2019. Parabéns, @petracostal, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história. Viva o cinema nacional! A verdade vencerá. https://t.co/3gqBpfdZal — Lula (@LulaOficial) January 13, 2020

    Leia mais
  • Filme

    Oscar 2020: Documentário do Impeachment de Dilma é indicado ao prêmio da Academia dos EUA

    13 de janeiro de 2020 /

    O Brasil está no Oscar 2020. “Democracia em Vertigem”, dirigido por Petra Costa e distribuído pela Netflix, foi indicado ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos na categoria de Melhor Documentário. O filme mostra uma versão pessoal da política brasileira dos últimos anos, fazendo uma análise assumidamente petista do processo de Impeachment de Dilma Rousseff, da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ascensão do conservadorismo no país. A diretora é “herdeira” da empreiteira Andrade Gutiérrez, uma das empresas enredadas na Lava Jato, e amiga pessoal de Lula, o que lhe rendeu acesso privilegiado ao momento histórico recente do país, com direito a imagens realmente impressionantes. “Democracia em Vertigem” chegou aos EUA pelo Festival de Sundance, em janeiro de 2019, e desde então vem chamando atenção da imprensa americana, com 96% de aprovação entre os críticos top do Rotten Tomatoes e destaque na temporada de premiações. Ele foi indicado ao Critics Choice Documentary Awards, ao Gotham Awards e ao IDA Documentary Awards. A obra de Petra Costa vai disputar o Oscar com “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”, filmes ainda mais falados e premiados na categoria em 2019. O anúncio das indicações foi feito na manhã dessa segunda-feira (13/1) nos EUA. Reveja o trailer de “Democracia em Vertigem” abaixo. O filme está disponível na Netflix.

    Leia mais
  • Filme

    Estreias de cinema destacam primeira superprodução de 2020 e filmes premiados

    8 de janeiro de 2020 /

    Graças às sessões ainda lotadas de “Star Wars: A Ascensão Skywalker” e “Minha Mãe É uma Peça 3”, a semana tem apenas quatro estreias de cinema. Com isso, a primeira superprodução do ano, “Ameaça Profunda”, chegará a poucos salas nesta quinta (9/1), disputando o circuito intermediário com títulos da temporada de premiações. Estrelado por Kristen Stewart (“As Panteras”), o filme de US$ 80 milhões é um “Alien” marinho, em que cientistas são atacados por criaturas desconhecidas numa base submersa no oceano. Após um tremor destruir suas instalações, eles precisam lutar pela sobrevivência contra ameaças que inadvertidamente liberaram ao perfurar o fundo do mar. Não faltam nem sequer as cenas gratuitas da heroína de calcinha, como no longa espacial de 1979. Por essas e outras, foi considerado medíocre, com 52% de aprovação no Rotten Tomatoes. A outra produção americana da semana é o drama “Adoráveis Mulheres”, que abriu o Festival do Rio. Trata-se da versão mais feminista já filmada da velha história de Louisa May Alcott, baseada na vida da própria escritora, sobre quatro irmãs que lutam contra as dificuldades para crescer no final do século 19, durante a Guerra Civil americana. Elas precisam lidar com a descoberta do amor, a inevitabilidade da morte, a superação de perdas, desilusões e vários desafios, que agora se impõem com viés de empoderamento. Esta trama já foi estrelada por Katharine Hepburn, Elizabeth Taylor e, em sua versão dos anos 1990, reuniu simplesmente Winona Ryder, Kirsten Dunst, Claire Danes, Susan Sarandon e Christian Bale. A nova versão, dirigida por Greta Gerwig, tem um elenco tão impressionante quanto, com Emma Watson (“A Bela e a Fera”), Meryl Streep (“Mamma Mia!”), Laura Dern (“História de um Casamento”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”), Eliza Scanlen (“Objetos Cortantes”), Louis Garrel (“O Formidável”), James Norton (“McMafia”) e principalmente Saoirse Ronan e Timothée Chalamet (dupla que trabalhou com Gerwig em “Lady Bird”), que formam o par central. Com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Adoráveis Mulheres” venceu vários prêmios da crítica americana e está cotadíssimo para o Oscar em diversas categorias. Ainda mais feminista e abertamente LGBTQIA+, “Retrato de uma Jovem em Chamas” foi o filme francês mais premiado de 2019. Vencedor de dois troféus de Melhor Roteiro, da Academia Europeia de Cinema e do Festival de Cannes, foi também considerado o Melhor Filme nos festivais de Chicago, Hamburgo, Melbourne, etc, além de ser destaque em diversas listas de fim de ano da crítica internacional e ter 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Escrito e dirigido pela francesa Céline Sciamma (“Tomboy”), acompanha uma jovem artista chamada Marianne (Noémie Merlant), contratada para pintar o retrato de casamento de Héloïse (Adèle Haenel), que acabou de deixar o convento. Por a retratada ser uma noiva relutante, Marianne chega sob o disfarce de dama de companhia, observando Héloïse de dia e a pintando secretamente à noite. Inevitavelmente, as duas se aproximam. Para completar a lista de estreias, “Kursk – A Última Missão” também conta uma história de “ameaça profunda”, desta vez baseado em fatos reais. Dirigido pelo dinamarquês Thomas Vinterberg (“A Caça”), o drama de desastre marinho reúne em seu elenco o belga Matthias Schoenaerts (“A Garota Dinamarquesa”) e a francesa Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”) para recriar o acidente do submarino do título, que aconteceu em 2000, em meio a grande negligência política. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Adoráveis Mulheres | EUA | Drama As irmãs Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen), Meg (Emma Watson) e Amy (Florence Pugh) amadurecem na virada da adolescência para a vida adulta enquanto os Estados Unidos atravessam a Guerra Civil. Com personalidades completamente diferentes, elas enfrentam os desafios de crescer unidas pelo amor que nutrem umas pelas outras. Retrato de uma Jovem em Chamas | França | Drama Na França do século 18, Marianne (Noémie Merlant) é uma jovem pintora que recebe a tarefa de pintar um retrato de Héloïse (Adèle Haenel) para seu casamento sem que ela saiba. Passando seus dias observando Héloïse e as noites pintando, Marianne se vê cada vez mais próxima de sua modelo conforme os últimos dias de liberdade dela, antes do iminente casamento, chegam ao fim. Ameaça Profunda | EUA | Sci-Fi Um grupo de pesquisadores se encontra num laboratório subaquático a 11 mil metros de profundidade, quando um terremoto destrói a região e expõe a equipe ao risco de morte. Eles são obrigados a caminhar nas profundezas marítimas, com quantidade insuficiente de oxigênio, para tentar sobreviver. No entanto, conforme se deslocam pelo fundo do mar, descobrem a presença de uma criatura mortal de origem desconhecida. Kursk – A Última Missão | Bélgica, França, Noruega | Drama Baseado em fatos reais, o filme narra a explosão e o naufrágio do submarino russo Kursk no ano de 2000. Os tripulantes precisam sobreviver às águas geladas do Mar de Barents enquanto esperam por um resgate que pode não chegar por causa do descaso das autoridades.

    Leia mais
  • Filme

    Já bilionária, animação Frozen 2 finalmente estreia no Brasil

    2 de janeiro de 2020 /

    2020 começa em clima de feliz ano velho nos cinemas brasileiros. “Frozen 2” finalmente chega no país nesta quinta (2/1), após ter feito mais de US$ 1 bilhão de bilheteria em todo o mundo. A Disney deixou o Brasil por último, apesar de já ter cópia pronta para o mercado nacional há um mês, desde a première do longa na CCXP. Nos EUA, o filme estreou em novembro, já batendo recordes. Mas a crítica não compartilhou do mesmo entusiasmo do público, considerando a continuação inferior ao original, com “apenas” 77% de aprovação na média da avaliação computada pelo site Rotten Tomatoes, contra 90% de satisfação atingida pelo primeiro. Apesar de divertida, a nova aventura é menos encantadora e repisa temas já superados pelo filme de 2013. Em circuito bem menor, ainda estreiam mais dois filmes americanos muito bem cotados. Em preto e branco e com forte influência expressionista, “O Farol” traz Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e Willem Dafoe (“Projeto Flórida”) como trabalhadores solitários de um farol numa ilha deserta, no final do século 19. Voltando a explorar o isolamento e a superstição como fontes de tensão e paranoia, o diretor Robert Eggers repete o desempenho premiado de sua estreia, “A Bruxa” (2015). Coprodução internacional da produtora brasileira RT Features, de Rodrigo Teixeira, o novo terror conquistou o Prêmio da Crítica na Quinzena dos Realizadores (uma seção do Festival de Cannes) e 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Por fim, “O Caso Richard Jewell” é o novo filme de Clint Eastwood, que, aos 89 anos de idade, lança mão de mais um drama baseado em fatos reais para explorar seu tema favorito: o heroísmo em todas as suas variações. A trama gira em torno da ação do segurança Richard Jewell (Paul Walter Hauser, de “Infiltrado na Klan”) no atentado das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, que deixou um morto e mais de 100 feridos. Inicialmente aclamado como herói, por ter impedido tragédia maior, ele acabou se tornando o principal suspeito de plantar as bombas. O FBI revistou sua casa duas vezes e a mídia o apresentou como um policial frustrado que poderia ter planejado tudo pela fama e o desejo de ser visto como herói. Os fatos são históricos e quem quiser saber o desfecho pode procurar na Wikipedia. De todo modo, é uma história emblemática e o filme já rendeu polêmica nos EUA pela forma como retratou a cobertura da imprensa, especialmente a jornalista vivida por Olivia Wilde (“Tron: O Legado”), que, segundo a ficção, teria trocado informações confidenciais por sexo. Como a jornalista real já é morta, o jornal em que ela trabalhava tomou suas dores, numa campanha agressiva que fez cair a aprovação do longa (está com 73% no Rotten Tomatoes) e pode ter lhe custado prêmios. Não por acaso, o filme só conseguiu uma indicação ao Globo de Ouro 2020: para Kathy Bates, como Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel da mãe de Richard Jewell. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Frozen 2 | EUA | Animação De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de seus poderes. O Farol | EUA | Terror Início do século 20. Thomas Wake (Willem Dafoe), responsável pelo farol de uma ilha isolada, contrata o jovem Ephraim Winslow (Robert Pattinson) para substituir o ajudante anterior e colaborar nas tarefas diárias. No entanto, o acesso ao farol é mantido fechado ao novato, que se torna cada vez mais curioso com este espaço privado. Enquanto os dois homens se conhecem e se provocam, Ephraim fica obcecado em descobrir o que acontece naquele espaço fechado, ao mesmo tempo em que fenômenos estranhos começam a se manifestar ao seu redor. O Caso Richard Jewell | EUA | Drama A história real de Richard Jewell (Paul Walter Hauser), segurança que foi o responsável por descobrir explosivos e ajudar inocentes a fugirem de um atentado às Olimpíadas de Atlanta, no ano de 1996, apenas para se tornar um dos principais suspeitos do ato terrorista.

    Leia mais
  • Etc,  Filme

    Minha Mãe É uma Peça 3 é o último grande lançamento de 2019

    26 de dezembro de 2019 /

    Em clima de ressaca natalina, as telas recebem apenas cinco estreias… e “Cats”. Apesar de estar em cartaz há uma semana, o musical que miou nas bilheterias agora pode se considerar “oficialmente” lançado. Entre as novidades, “Minha Mãe É uma Peça 3” tem a distribuição mais ampla, virando o último grande lançamento de 2019 nos cinemas brasileiros. Com a perda literal de peso de Leandro Hassum, Paulo Gustavo virou o maior chamariz de público para as produções nacionais. Seu humor tem se provado bastante popular, mas o mercado não é mais o mesmo da época dos primeiros “Minha Mãe”. Mesmo assim, o final da trilogia de Dona Hermínia (Paulo Gustavo), que vai virar série, segue à risca a fórmula das produções do gênero, inclusive na viagem obrigatória para os EUA de toda franquia de comédia nacional. A situação é tão batida que o próprio Paulo Gustavo já viveu esse contexto em “Minha Vida em Marte”, com direito à piada parecida de inglês ruim na hora de pedir comida. A diretora, por sinal, também é a mesma – Susana Garcia. A programação alternativa é totalmente europeia. O destaque é “Aqueles que Ficaram”, drama pós-Holocausto que representou a Hungria na busca por uma indicação ao Oscar de Filme Internacional. Complexo, o primeiro longa do diretor Barnabás Tóth tende a render discussões, ao apresentar uma “Lolita” sobrevivente do Holocausto, um relacionamento proibido aos olhos da sociedade e como a substituição do nazismo pelo comunismo no Leste Europeu trocou uma repressão cruel por outra. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com todos os títulos, suas sinopses e trailers. Minha Mãe É uma Peça 3 | Brasil | Comédia Dona Hermínia (Paulo Gustavo) vai ter que se redescobrir e se reinventar porque seus filhos estão formando novas famílias. Essa supermãe vai ter que segurar a emoção para lidar com um novo cenário de vida: Marcelina (Mariana Xavier) está grávida e Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai casar. Dona Hermínia está mais ansiosa do que nunca! Para completar as confusões, Carlos Alberto (Herson Capri), seu ex-marido, que esteve sempre por perto, agora resolve se mudar para o apartamento ao lado. Aqueles que Ficaram | Hungria | Drama Na Húngria,após o fim da 2ª Guerra Mundial, uma nação de sobreviventes do Holocausto tenta se curar através do amor. Em meio ao conflito nacional e ao trauma, um médico de meia idade e uma jovem menina de luto por familiares perdidos em campos de concentração formam uma conexão e ajudam um ao outro a retomar suas vidas. Deus É Mulher e seu Nome É Petúnia | Macedônia | Drama Todo dia 19 de janeiro, um ritual único é realizado na Macedônia. O pároco mais importante de cada cidade lança uma cruz no rio, e centenas de homens mergulham para alcançá-la, sob a promessa de que assim terão felicidade e prosperidade durante o ano. Na pequena vilda de Stip, a cerimônia é interrompida por um acontecimento inédito. Petrunya, mulher de 31 anos que está solteira e desempregada, mergulha para pegar a cruz e se torna a vencedora. Mas o povo de sua cidade não permitirá que ela seja reconhecida como tal. O Último Amor de Casanova | França | Drama Casanova (Vincent Lindon), conhecido por gostar de participar de diversão e esbórnia, chega em Londres após ser obrigado a se exilar. Nesse novo lugar, ele conhece Marianne de Charpillon (Stacy Martin), uma moça que o atrai a ponto de fazê-lo deixar sua vida de conquistador de lado. Minha Irmã de Paris | França | Comédia Uma atriz de comédia decide contratar uma “dublê” para tomar seu lugar no set de filmagens, depois que uma cirurgia plástica dá errado. E a impostora não poderia ser mais prefeita: é a sua própria irmã gêmea – que ela nem sabia da existência.

    Leia mais
  • Filme

    Festival do Rio premia Fim de Festa e diversidade do cinema brasileiro

    20 de dezembro de 2019 /

    O Festival do Rio, premiou “Fim de Festa” com o troféu Redentor de Melhor Filme de sua edição 2019. O encerramento do evento na noite de quinta (19/12) foi marcado por discursos politizados. Ao agradecer o prêmio, o pernambucano Hilton Lacerda exaltou a diversidade da produção nacional. “Em um momento tão crítico do audiovisual brasileiro, é importante celebrar produções vencedoras de outras partes do país”, disse o diretor. “Fim de Festa”, vencedor também do prêmio de Melhor Roteiro, retrata a quarta-feira de cinzas de um grupo de jovens em um apartamento, no Recife, diante da chegada do pai policial de um deles, que desperta diferentes reações. O filme retrata situações do Brasil atual e é parcialmente inspirado pelo caso real da turista alemã Jennifer Kloker, assassinada em 2010, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, a mando da própria sogra. Já o público elegeu “M8 — Quando a Morte Socorre a Vida” como Melhor Filme. A obra aborda a história de um jovem negro que se intriga pelo passado de um cadáver que é objeto de estudo das suas aulas de Anatomia na faculdade de Medicina. Seu diretor, Jeferson De, foi um dos mais aplaudidos da noite, ao politizar a importância do prêmio para um cineasta negro. “Quando vocês veem alguém como eu por perto, pensam: ou vai me servir, ou vai me pedir ou vai me ameaçar. Por isso é tão relevante eu estar aqui em cima vencendo”. Os demais prêmios foram bastante pulverizados, demonstrando um equilíbrio na atual safra da produção nacional. “Breve Miragem de Sol”, de Eryk Rocha, foi o único a conquistar três prêmios, incluindo Melhor Ator para Fabrício Boliveira. Em meio a estas vitórias, Regina Casé, que recebeu o Redentor de Melhor Atriz por “Três Verões”, de Sandra Kogut, aproveitou para ressaltar o belo exemplo de representatividade dado pelo festival para crianças como seu filho Roque, também negro, que puderam ver várias pessoas de sua cor conquistando prêmios. Ganhador do Redentor de Melhor Ator Coadjuvante por “Acqua Movie”, de Lírio Ferreira, o ator Augusto Madeira acabou sendo o mais aplaudido, ao resumir a tragédia enfrentada pela Cultura no Brasil de 2019. “É muito importante estar aqui ganhando prêmio num festival que quase não rolou, num museu que deveria estar fechado e numa cidade que praticamente acabou”, discursou. Vale lembrar que a 21ª edição do Festival do Rio quase foi inviabilizada pelo governo de Jair Bolsonaro. O evento atrasou dois meses, ficou menor e teve de recorrer a financiamento coletivo para arrecadar fundos e ser realizado, após a perda de seus maiores patrocinadores, a Petrobras e o BNDES, proibidos de apoiar eventos culturais. O evento, que já chegou a ter 300 filmes estrangeiros em outras épocas, com a presença de grandes estrelas internacionais em seu tapete vermelho, teve neste ano cerca de 110 produções internacionais e apenas artistas trazidos com a ajuda das próprias produtoras. O governo Bolsonaro também não liberou a verba do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) de 2019, paralisando o financiamento da indústria audiovisual e vários programas de apoio da Ancine, depois do próprio presidente ameaçar mandar “pro saco” obras com temas LGBTQIA+. “Apesar de todas as histórias de desmerecimento ao nosso trabalho como artistas, é uma coisa que se repete em todo o governo ditatorial, né? [A Cultura] é a primeira coisa que eles atacam, a gente já tá acostumado com isso”, disse Fabrício Boliveira, ao receber seu troféu. Para completar, o Redentor de Melhor Documentário foi para “Ressaca”, de Vincent Rimbaux e Patrizia Landi. O filme traça um panorama, em preto e branco, da crise que atinge o Theatro Municipal do Rio, mas sem deixar de exibir a força e a resistência dos funcionários. E assim segue o Cinema e a Cultura nacionais, resistindo ao desmanche e ataque de governos que vêem a Arte como inimigo a ser derrotado. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Prêmio Redentor Melhor Longa Ficção pelo Júri Oficial “Fim de Festa”, de Hilton Lacerda Melhor Longa Ficção pelo Voto Popular “M8 – Quando a morte socorre a vida”, de Jeferson De Melhor Longa Documentário pelo Júri Oficial “Ressaca”, de Vincent Rimbaux e Patrizia Landi Melhor Longa Documentário pelo Voto Popular “Favela é Moda”, de Emílio Domingos Melhor Direção em Longa de Ficção Maya Da-Rin, por “A Febre” Melhor Direção em Longa Documentário Vincent Rimbaux e Patrizia Landi, por “Ressaca” Melhor Atriz Regina Casé, por “Três Verões” Melhor Ator Fabricio Boliveira, por “Breve Miragem de Sol” Melhor Atriz Coadjuvante Gabriela Carneiro da Cunha, por “Anna” Melhor Ator Coadjuvante Augusto Madeira, por “Acqua Movie” Melhor Fotografia Miguel Vassy, por “Breve Miragem de Sol” Melhor Roteiro Hilton Lacerda, por “Fim de Festa” Melhor Montagem Renato Vallone, por “Breve Miragem de Sol” Prêmio Especial do Júri Som de “A Febre” Melhor Curta pelo Júri Oficial “A Mentira”, de Rafael Spínola e Klaus Diehl Melhor Curta pelo Voto Popular “Carne”, de Camila Kater Outros Prêmios Melhor Longa da Mostra Novos Rumos “Sete Anos em Maio”, de Affonso Uchôa Prêmio Especial do Júri da Mostra Novos Rumos “Chão”, de Camila Freitas Melhor Curta da Mostra Novos Rumos “Revoada”, de Victor Costa Lopes Melhor Filme da Mostra Geração “Alice Júnior”, de Gil Baroni Prêmio Felix de Melhor Longa de Ficção “Retrato de uma Jovem em Chamas”, Céline Sciamma Prêmio Felix de Melhor Longa Documentário “Lemebel, Um Artista Contra a Ditadura Chilena”, de Joanna Reposi Garibaldi Prêmio Felix de Melhor Longa Brasileiro “Alice Júnior”, de Gil Baroni Prêmio Especial do Júri do Prêmio Felix “Bicha-Bomba”, Renan de Cillo Prêmio Suzy Capó Bruna Linzmeyer

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie