“Patrulha Canina” e “Maligno” são as maiores estreias de cinema
Os maiores lançamentos da semana são a animação “Patrulha Canina – O Filme” e o terror “Maligno”. O primeiro é um desenho à moda antiga, sem um pingo de ironia e para crianças bem pequenas, sobre os cachorrinhos heroicos uniformizados de uma série exibida no SBT. Já o segundo marca a volta do diretor James Wan (“Invocação do Mal”) ao horror sobrenatural após dirigir o blockbuster “Aquaman” (2018). E se trata de um retorno com vingança, extremamente autoral e divisivo (pra amar ou odiar), mas com um dos finais mais perturbadores e inesperados do ano. No circuito limitado, o grande destaque é o documentário “A Última Floresta”, de Luiz Bolognesi, vencedor do prêmio do público do Festival de Berlim. Escrito por Bolognesi em parceria com o xamã Davi Kopenawa, o filme mostra a luta dos yanomamis no Norte da Amazônia contra o avanço criminoso dos garimpeiros sobre suas terras. Atual e urgente, é o segundo documentário do diretor sobre indígenas, após o também premiado “Ex-Pajé” (2018), centrado na aculturação causada pelos evangélicos. Entre os outros longas (incluindo mais três brasileiros) que disputam espaço na programação restrita (a pouquíssimas salas e sessões) das maiores cidades, as dicas para os cinéfilos são “Suk Suk”, drama de Hong Kong sobre um casal gay de meia idade, que venceu 17 prêmios internacionais, e “De Volta para Casa”, do pioneiro do cinema asiático-americano Wayne Wang, na ativa desde 1975. Autor de filmes cultuados como “Chan Sumiu” (1982) e “O Clube da Felicidade e da Sorte” (1993), desta vez ele filma um coreano americanizado, profissional de Wall Street, ao voltar à cidade natal para cuidar da mãe doente, que lhe ensina receitas tradicionais e lições de vida à beira da morte. Veja abaixo os trailers de todos os filmes que estreiam nos cinemas neste fim de semana. Maligno | EUA | Terror Patrulha Canina – O Filme | EUA | Animação O Bom Doutor | França | Comédia Cidadãos do Mundo | Itália | Comédia Suk Suk – Um Amor em Segredo | Hong Kong | Drama De Volta para Casa | EUA, Coreia do Sul | Drama Um Casal Inseparável | Brasil | Drama Por que Você Não Chora? | Brasil | Drama Danças Negras | Brasil | Documentário A Última Floresta | Brasil | Documentário
“Shang-Chi” ocupa 90% dos cinemas brasileiros
Quer garantir o sucesso de um filme? Basta tirar todos os outros de cartaz. A Disney não dá chances para o azar (e a competição) com o lançamento de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” em nada menos que 90% dos cinemas brasileiros. Havia um acordo de cavalheiros entre os distribuidores e exibidores, firmado em 2012 após o final da “Saga Crepúsculo” ocupar um terço do circuito, para que algo assim nunca mais se repetisse. Mas eram tempos ingênuos, antes de Bolsonaro transformar o país numa distopia que nem a ficção rivaliza. A maior estreia do circuito exibidor brasileiro entra em cartaz após “Viúva Negra” ocupar 75% das salas nacionais. A diferença é que, ao contrário do filme estrelado por Scarlett Johansson, o novo lançamento é exclusivo dos cinemas, sem a concorrência simultânea da Disney+. O monopólio não deixa de ser um tudo ou nada para aliviar a crise aguda do setor, que a cada semana retorna bilheterias menores. “Shang-Chi” recebeu críticas bastante elogiosas, como é praxe com os lançamentos da Marvel. Mas ainda há muita curiosidade para ver como os geeks vão reagir à adaptação do personagem, antigamente chamado de Mestre do Kung Fu, na produção do Marvel Studios que mais se distancia dos quadrinhos originais. No roteiro escrito por Dave Callaham (“Mortal Kombat”) e dirigido por Destin Daniel Cretton (“Luta por Justiça”), a trama gira em torno de um conflito entre pai e filho. Na versão do cinema, Shang-Chi é filho de ninguém menos que o Mandarim, vilão mencionado nos filmes do Homem de Ferro e que ainda não tinha aparecido de verdade no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). A produção é estrelada pelo ator canadense Simu Liu (“Kim’s Convenience”) como o herói do título e o astro de ação Tony Leung (“O Grande Mestre”) como o pai antagonista, além de Awkwafina (“A Despedida”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Fala Chen (“The Undoing”) e Florian Munteanu (“Creed II”), entre outros. Os 10% de salas remanescentes vão exibir os blockbusters das últimas semanas e mais sete filmes, incluindo “After – Depois do Desencontro”, terceiro título da franquia pseudo-romântica, e “Uma Noite de Crime – A Fronteira”, quinto e derradeiro lançamento da violenta saga distópica. Mas o destaque fica para o vencedor do Festival de Gramado do ano passado, “King Kong em Asunción”, de Camilo Cavalcante (“A História da Eternidade”), sobre um velho matador condenado a viver. Confira abaixo todos os títulos e os trailers das estreias desta quinta (2/9). Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis | EUA | Ação Uma Noite de Crime: A Fronteira | EUA | Ação After: Depois do Desencontro | EUA | Melodrama King Kong em Asunción | Brasil | Drama O Matemático | Alemanha, Polônia, Reino Unido | Drama Bagdá Vive em Mim | Suiça, Alemanha, Reino Unido | Drama O Palhaço, Deserto | Brasil | Drama Parque Oeste | Brasil | Documentário
“Candyman” é destaque entre 10 estreias de cinema
O período de fechamento dos cinemas durante a pandemia causou acúmulo de títulos e a programação desta quinta (26/8) contém nada menos que 10 filmes em busca de público. Trata-se da maior quantidade de lançamentos desde março de 2010, quando o circuito foi paralisado, e coincide com a saída de cartaz de uma dezena de outros títulos. O terror “A Lenda de Candyman” e o infantil “Pedro Coelho 2 – O Fugitivo” tem a melhor distribuição, seguido pelo thriller “Infiltrado”. Dos três, a retomada da franquia clássica de horror dos anos 1990 causa maior impacto, graças à atualização temática e uma trama de viés social e racial – características da produção de Jordan Peele (diretor de “Corra!”, “Nós” e novo mestre do terror). “Pedro Coelho 2” aprimora o humor e a fofura do primeiro. E “Infiltrado” traz Jason Statham em ritmo de vingança, retomando sua antiga parceria com o diretor Guy Ritchie, que o transformou em ator em 1998. Dentre as estreias em circuito limitado há nada menos que cinco títulos brasileiros. O grande destaque cinéfilo é “Nuvem Rosa”, estreia da gaúcha Iuli Gerbase, que venceu o Grand Prix do Festival de Sofia, na Bulgária, e foi aclamada pela imprensa americana durante sua passagem pelo Festival de Sundance. O filme da filha do cineasta Carlos Gerbase (“Menos que Nada”) é uma ficção científica que antecipou as quarentenas causadas pelo coronavírus. Escrito em 2017 e filmado em 2019, sua trama acompanha um casal de desconhecidos que, após uma noite de sexo casual, acorda no dia seguinte sob lockdown, quando uma misteriosa nuvem rosa passa a cobrir o mundo, matando quem sai nas ruas. Com a sorte de estar numa casa bem abastecida de alimentos, eles passam os dias, os meses e até os anos presos um com o outro, acompanhando os efeitos da quarentena mundial forçada pela TV, videoconferência e redes sociais. Por coincidência, outro filme com título colorido também chama atenção na programação: “Um Animal Amarelo”, de Felipe Bragança, que venceu nada menos que cinco prêmios no Festival de Gramado do ano passado. Comparado ao clássico “Macunaíma” (1969) e bastante elogiado por críticos nacionais, acompanha a crise existencial de um cineasta que questiona como filmar num país que está perdendo sua identidade. E estas são apenas metade das opções. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana, acompanhadas por seus respectivos trailers. À exceção dos três primeiros, os demais filmes só entram em cartaz nas maiores cidades. A Lenda de Candyman | EUA | Terror Pedro Coelho 2 – O Fugitivo | EUA | Infantil Infiltrado | EUA | Thriller Nuvem Rosa | Brasil | Sci-Fi Um Animal Amarelo | Brasil, Portugal, Moçambique | Drama Lamento | Brasil | Suspense Homem Onça | Brasil | Drama Encarcerados | Brasil | Documentário Edifício Gagarine | França | Drama A Candidata Perfeita | Arábia Saudita | Drama
“Free Guy” chega a 80% dos cinemas brasileiros
A comédia fantasiosa “Free Guy: Assumindo o Controle”, em que Ryan Reynolds (o “Deadpool”) vive um personagem de videogame, chega a 80% do total de cinemas brasileiros abertos nesta quinta (19/8), quatro dias após estrear no topo das bilheterias do fim de semana nos EUA e garantir sua continuação pela Disney. Com 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme também agradou a crítica norte-americana. Cheio de easter eggs e até participações especiais que só vendo para crer, “Free Guy” é “O Show de Truman” da geração gamer, que explora ao máximo o carisma e o humor falastrão característicos de Reynolds. Na trama, ele vive um bancário comum chamado Guy (Cara, em inglês), que é um NPC (personagem não jogável) numa cena de assalto de videogame. Todo dia é igual em sua vida, até que uma jogadora (Jodie Comer, de “Killing Eve”) atropela sua existência e ele se torna autoconsciente. Ao perceber que sua existência é artificial e criada por um programador de games (Taika Waititi, de “Jojo Rabbit”), Guy resolve ajudar outros figurantes a enfrentar as ameaças do jogo, o que se torna um problema para a diversão dos jogadores. O filme foi escrito por Matt Lieberman (dos novos longas animados de “A Família Addams” e “Scooby-Doo”) e marca o retorno do diretor Shawn Levy à direção, sete anos após o fracasso de seu último longa, “Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba”. Desde então, ele vinha se concentrando na atividade de produtor, inclusive da série “Stranger Things”. Em circuito menor, outro lançamento aposta em efeitos visuais, mas com resultado bem diferente. Sci-fi noir estrelada por Hugh Jackman (“Logan”), que chega ao Brasil com título de novela brega, “Caminhos da Memória” (Reminiscence, em inglês) marca a estreia de Lisa Joy, cocriadora de “Westworld”, como cineasta. Ela assina o roteiro e a direção da trama futurista, que se passa após o derretimento polar inundar cidades, quebrar economias e transformar a nostalgia numa mercadoria cobiçada e impulsionada pela tecnologia de ponta. Jackman vive um detetive particular que explora essa tecnologia para extrair memórias de seus clientes. Vivendo nos extremos da afundada costa de Miami, sua vida sofre uma reviravolta quando ele aceita uma cliente (Rebecca Ferguson, de “Missão: Impossível – Efeito Fallout”) que desaparece misteriosamente e se torna uma perigosa obsessão. A Warner quase não divulgou o filme, que estreou de forma envergonhada, com resenhas embargadas até quarta-feira (18/8). E o motivo ficou claro quando as críticas começaram a ser publicadas. Considerado uma junção medíocre de ideias recicladas, o filme ficou com apenas 47% de aprovação no Rotten Tomatoes. Com distribuição ainda mais limitada, a comédia polonesa “Nunca mais Nevará” volta a levar a cineasta Malgorzata Szumowska (do terror “O Rebanho”) a explorar a temática do questionamento espiritual, desta vez centrada na influência de um misterioso massagista russo que se torna guru de uma comunidade privilegiada da Polônia. Submissão do país ao Oscar de Melhor Filme Inernacional, o longa também marcou a promoção do cinematografista Michal Englert (que trabalhou com Szumowska em vários filmes) a co-diretor. Completa a programação um melodrama de cachorro da China e dois filmes brasileiros sobre pais e filhos adolescentes – um documentário em que uma mãe registra a transição de gênero do filho e um drama (coprodução argentina) sobre um pai (Leonardo Sbaraglia) que sufoca uma filha. Veja abaixo todas as estreias de cinema da semana. Free Guy – Assumindo o Controle | EUA | Aventura Caminhos da Memória | EUA | Sci-Fi Nunca mais Nevará | Polônia | Comédia Eternos Companheiros | China | Drama Limiar | Brasil | Documentário Coração Errante | Argentina, Brasil | Drama
Filmes online: “Velozes e Furiosos 9” e “Bela Vingança” chegam às plataformas digitais
A semana traz grandes lançamentos da telona às plataformas digitais. O maior blockbuster da pandemia, “Velozes e Furiosos 9”, é o principal destaque. Até a semana passada, era o filme mais visto nos cinemas brasileiros. Dirigido por Justin Lin, que retorna à saga após um hiato de dois filmes, o longa tem algumas das cenas mais mirabolantes de toda a franquia, mas os fãs parecem não se cansar das manobras fisicamente impossíveis e dos enredos absurdos. Desta vez, um personagem tido como morto aparece como se nada tivesse acontecido, o vilão é um irmão do protagonista que nunca tinha sido sequer mencionado nos oito longas anteriores e os personagens saem em disparada até na Lua! Entre as novidades, há a introdução de John Cena (“O Esquadrão Suicida”) como vilão da vez e irmão-surpresa de Dominic Toretto (Vin Diesel), além da presença de Anitta na trilha sonora – que rendeu até capa na revista Billboard para a brasileira. A opção cinéfila é “Bela Vingança”, suspense de humor ácido, cheio de reviravoltas inesperadas, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original. Na trama, a personagem de Carey Mulligan (“Mudbound”) resolve se vingar dos homens após sua melhor amiga ser estuprada na faculdade e se suicidar sem ter sua denúncia considerada. Transformando-se numa justiceira, a protagonista passa a se fingir de vítima fácil para aterrorizar machistas abusados, principalmente os responsáveis pelo destino da amiga. O filme marcou a estreia na direção da atriz (de “The Crown”) e roteirista (de “Killing Eve”) Emerald Fennell, e tem produção da estrela Margot Robbie (também de “O Esquadrão Suicida”). Não faltam ofertas de filmes com astros conhecidos neste fim de semana. Mas enquanto títulos como “Beckett” e “Infinite” podem levar a decepções, “Aqueles que Me Desejam a Morte” pelo menos marca a volta de Angelina Jolie às tramas de ação após um longo período como estrela de filmes infantis. Ela vive uma bombeira em vigília solitária contra incêndio numa reserva florestal que, ao resgatar um garoto em fuga, passa a ser perseguida por assassinos fortemente armados dispostos até a colocar fogo na floresta para eliminá-los. As cenas de perseguição com o pano de fundo de um grande incêndio na região florestal de Montana são o destaque da produção, roteirizada e dirigida por Taylor Sheridan, criador da série “Yellowstone”. A programação ainda traz um presentão para fãs de anime: a tetralogia completa de “Rebuild of Evangelion”. A Amazon disponibilizou os quatro filmes que reconstroem a cultuadíssima série “Neon Genesis Evangelion”. Criada por Hideaki Anno em 1995, a atração original teve 26 episódios que acompanhavam a história de um trio de adolescentes escolhidos para pilotar robôs gigantescos, os EVA, com a função de defender uma Tóquio futurista de violentas criaturas alienígenas, chamadas de Anjos. A trama combinava ação, melodrama e metafísica, apostando no desenvolvimento dos personagens com crises existenciais e culminando num mergulho de metalinguagem em seu final maluco que até hoje rende discussões. Tanto é que foi refeito no filme “The End of Evangelion”, em 1997, e agora ganha sua terceira versão. Entre outras coisas, o impacto da criação de Anno redefiniu o subgênero sci-fi dos mecha (robô gigantes pilotáveis), influenciando tudo o que veio depois, inclusive a franquia americana “Círculo de Fogo”. A saga também é obrigatória para quem é fã de sci-fi. Além de criar “Evangelion”, Hideaki Anno também assina os roteiros da versão cinematográfica, que começou a ser exibida em 2007 e foi concluída apenas neste ano. A seleção da semana ainda traz o final da trilogia “Barraca do Beijo”, um trio de produções europeias instigantes, um terror com uma cabeleireira escalpeadora e o suspense indie “Você Viu Carolyn Harper?” que foi exibido nos cinemas – e está disponível em algumas plataformas – com outro nome, o título original “Knives and Skin”. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores opções de filmes disponibilizadas nas plataformas digitais nesta semana. Velozes e Furiosos 9 | EUA | Ação (Apple TV, Google Play, NOW, Oi Play, YouTube Filmes) Bela Vingança | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Aqueles que Me Desejam a Morte | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, HBO Max, YouTube Filmes) Você Viu Carolyn Harper? | EUA | Suspense (Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) No Fio da Navalha | Eslováquia | Suspense (NOW) A Cabeleireira | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Me Leve Para Algum Lugar Legal | Holanda, Bósnia | Drama (Reserva Imovision) A Boa Esposa | França | Comédia (Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) A Barraca do Beijo 3 | EUA | Romance (Netflix) Rebuild of Evangelion | Japão | Animação (Amazon Prime Video)
“O Poderoso Chefinho 2” e “O Homem nas Trevas 2” estreiam em 65% dos cinemas
A semana tem o maior número de estreias de cinema da pandemia, nada menos que 11 filmes, mas apenas duas sequências chegam em grande circuito. A animação “O Poderoso Chefinho 2 – Negócios da Família” e o suspense “O Homem nas Trevas 2” ocupam 65% de todas as salas em funcionamento. O primeiro foi um fracasso de público e crítica em seu lançamento nos EUA em julho. O segundo estreia nesta sexta no mercado norte-americano sem repercussão na imprensa – as críticas ficaram embargadas até a véspera, o que nunca é bom sinal. Quem viu os primeiros longas já sabe o que esperar. As duas continuações repetem a mesma premissa dos filmes originais, acrescentando uma menina ao lado dos protagonistas de cada trama. Ou seja, o desenho dos bebês espiões agora conta com uma bebezinha e o cego sinistro cuida de uma adolescente ao ter a casa invadida novamente. Enquanto isso, um verdadeiro festival de cinema acontece no circuito limitado, com lançamentos do chinês Zhang Yimou, do grego Costa-Gavras e do chileno Pablo Larrain restritos às maiores cidades do país. O melhor é “Shadow”, show expressionista de sombras, luzes e artes marciais do mestre Yimou, que venceu “apenas” 38 prêmios internacionais e tem 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas “Ema”, primeiro musical de Larrain, também merece atenção por sua beleza estética, além de encontrar uma forma original de abordar trauma. Já “Jogo do Poder” aborda a crise econômica grega com discussões tão excitantes quanto uma aula de Economia, além de fazer uma hagiografia política e oferecer soluções maniqueístas que contrastam com a lembrança dos filmes revolucionários de Costa-Gavras nos anos 1970. Entre os demais títulos, há cinco produções brasileiras, incluindo duas coproduções com parceiros do Mercosul. O destaque é justamente um desses filmes, “O Empregado e o Patrão”, do uruguaio Manolo Nieto, que foi bastante elogiado ao ser exibido na mostra Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes deste ano. Confira abaixo todos os trailers das 11 estreias desta quinta-feira (12/8) nos cinemas brasileiros. O Homem nas Trevas 2 | EUA | Suspense O Poderoso Chefinho 2 – Negócios da Família | EUA | Animação Shadow | China | Ação Ema | Chile | Drama Jogo do Poder | França, Grécia | Drama O Labirinto | Itália | Suspense Dois + Dois | Brasil | Drama A Outra Pele | Brasil, Argentina | Drama O Empregado e o Patrão | Uruguai, Brasil, Argentina | Drama Luana Muniz – Filha da Lua | Brasil | Documentário Cavalo | Brasil | Documentário
Atacado pela Ancine, documentário sobre FHC deve ser lançado pela Globoplay
“Presidente Improvável”, documentário sobre o governo de Fernando Henrique Cardoso, está sendo negociado com a plataforma Globoplay, após ter sido atacado pela Ancine. O projeto é da produtora Giro Filmes e tinha sido aprovado para captação de incentivos em 2018 pela Ancine. Só que, depois que Jair Bolsonaro virou presidente, a nova diretoria reverteu a decisão. Na justificativa para a medida, os diretores da entidade atacaram a obra, dizendo que a aprovação de seu incentivo “dá margem a inegável promoção da imagem pessoal do ex-presidente da república homenageado no documentário, com o notório aproveitamento político, às custas dos cofres públicos”. Bolsonaro já disse que gostaria de matar FHC. Em 1999, ele adiantou seus planos de golpe e assassinato em massa, caso chegasse ao poder, com a seguinte frase histórica: “Através do voto você não vai mudar nada nesse país, nada, absolutamente nada. Você só vai mudar, infelizmente, quando um dia nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil. Começando com FHC, não deixando ir para fora, não. Matando! Se vai (sic) morrer alguns inocentes, tudo bem”. A mesma Ancine que vetou incentivos ao filme de FHC para não permitir “notório aproveitamento político, às custas dos cofres públicos” também aprovou um filme sobre a eleição de Bolsonaro, “Nem Tudo se Desfaz”, do cineasta Josias Teófilo, que antes tinha filmado um documentário bonzinho sobre o infame terraplanista Olavo de Carvalho, mentor do que de pior há no bolsonarismo. A decisão da Ancine contra “Presidente Improvável” foi considerada “indevida” pela associação de servidores da entidade. “Rechaçamos qualquer interferência política na análise e aprovação dos projetos audiovisuais apresentados à Ancine”, disse em nota. A Apaci (Associação Paulista de Cineastas) também pediu que essa decisão fosse anulada e, em nota enviada à Ancine e à Secretaria Especial da Cultura, se posicionou “contra toda e qualquer censura”. Apesar da tentativa de inviabilizar financeiramente sua produção, o documentário já está em desenvolvimento e conta com entrevistas com Gilberto Gil, Bill Clinton e Pedro Malan, entre outros. A direção é de Belisário Franca, responsável pelo premiadíssimo documentário “Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil” (2016). Em sua concepção, o projeto foi pensado para ser posteriormente desdobrado numa série de cinco episódios e este pode ser o formato em negociação com a Globoplay.
Carlinhos Brown vai ganhar série documental
A carreira de Carlinhos Brown vai ser transformada numa série, que também examinará a ancestralidade do artista baiano. Intitulada “Carlinhos Brown, Batuque Ancestral” a série terá quatro episódios e vai mergulhar em dois séculos de história para remontar os caminhos que formaram o artista. A partir de depoimentos, imagens de arquivo e trechos de animação, a série pretende relacionar a infância humilde do cantor e sua alfabetização aos 16 anos com os obstáculos que seus antepassados tiveram que enfrentar. A pesquisa traça desde um tataravô jurista que fugiu da Bahia suspeito de participar da Sabinada, deixando para trás um filho bastardo — bisavô de Brown — até chegar à ascensão do músico ao estrelato. As gravações começam no ano que vem em coprodução internacional da Giros Filmes e da americana Wild House, com direção geral de Belisário Franca, codiretor de “Revolta dos Malês”. A Wild Horse Pictures esteve à frente de um projeto sobre samba que Carlinhos Brown gravou junto com Gloria Estefan para a Netflix, o que pode indicar para qual plataforma o projeto está sendo desenvolvido.
Filmes online: O fim de semana tem cult, animação e terror
“A Jornada de Vivo”, animação com músicas de Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”), é o único título que recebeu verba de marketing para chamar atenção em seu lançamento em streaming nesta semana. Bonitinho e previsível, vai agradar às crianças, mas os adultos tem opções mais divertidas de estreias online. “Loucos por Justiça” já é um novo cult entre os fãs de suspense nórdico, equilibrando humor sombrio e Mads Mikkelsen (“Druk – Mais uma Rodada”) em ritmo de vingança. Na trama, ele vive um militar que volta para casa após a morte da esposa e é visitado por um grupo de ativistas com evidências de que sua perda não foi uma acidente, mas resultado de um atentado à bomba. Juntando-se aos amadores bem intencionados, ele forma um esquadrão de vigilantes para encontrar os extremistas responsáveis e impedir que realizem novos crimes. O terror francês “A Nuvem” oferece uma diversão ainda mais extrema, com ataques de gafanhotos sedentos por sangue. O que parece uma premissa básica tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Outros destaques incluem o premiado drama europeu “O Charlatão”, da renomada cineasta polonesa Agnieszka Holland (“Filhos da Guerra”), sobre a história verídica de um curandeiro gay em conflito com o regime soviético, e o drama existencial iraniano “Sem Data, Sem Assinatura”, sobre um médico legista que encontra em sua mesa a vítima de um acidente de trânsito que ele provocou, enquanto a família do jovem falecido busca se vingar de outra pessoa. A lista ainda inclui comédias para assistir em família: a trama edificante britânica “O Cavalo dos Meus Sonhos” e a história francesa de amizade “All Hands on Deck”. E se completa com três documentários biográficos, contando a história de vida do ator Val Kilmer (com imagens gravadas pelo próprio ao longo de décadas), da militância da jovem ambientalista Greta Thunberg e do amor do cantor Leonard Cohen pela musa de algumas de suas melhores canções. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores opções de filmes disponibilizadas nas plataformas digitais nesta semana. Loucos por Justiça | Dinamarca | Thriller (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) A Nuvem | França | Terror (Netflix) O Charlatão | República Tcheca, Polônia | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Sem Data, Sem Assinatura | Irã | Drama (Reserva Imovision) All Hands on Deck | França | Comédia (MUBI) O Cavalo dos Meus Sonhos | Reino Unido | Comédia (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) A Jornada de Vivo | EUA | Animação (Netflix) Val | EUA | Documentário (Amazon Prime Video) Marianne e Leonard: Palavras de Amor | Canadá | Documentário (Netflix) Meu Nome é Greta | Suécia, EUA | Documentário (Disney+)
“O Esquadrão Suicida” estreia em mais cinemas que “Viúva Negra”
A principal estreia de cinema da semana é também uma das melhores adaptações de quadrinhos da DC Comics. Escrito e dirigido por James Gunn (de “Guardiões da Galáxia”), “O Esquadrão Suicida” só lembra o primeiro “Esquadrão Suicida” na escalação de quatro personagens, que repetem os mesmos atores. De resto, é impressionante que a DC tenha dado tanta liberdade ao diretor para fazer o que faz na tela. Aparentemente, o estúdio aprendeu com “Coringa” que o segredo desses filmes é a liberdade criativa. E Gunn ficou livre e solto para fazer o filme trash mais caro de todos os tempos. Egresso da Troma, produtora do super-herói do lixo, “O Vingador Tóxico”, Gunn mostra como um grande orçamento pode ser usado para replicar o estilo sangrento e desbocado dos títulos de diversão barata de era do VHS. Seu “O Esquadrão Suicida” é “O Vingador Tóxico” da DC Comics, e deixa “Deadpool” parecendo filme para crianças. É, em suma, uma grande diversão que Gunn jamais poderia criar na Marvel. Com lançamento em 1,6 mil salas (maior que “Viúva Negra”), o blockbuster da Warner deixa pouco espaço para as demais estreias, que acontecem em circuito limitado. A programação traz mais seis filmes, todos brasileiros (incluindo coproduções), espremidos em poucos cinemas. “Abe”, estrelado pelo ator mirim Noah Schnapp (o Will de “Stranger Things”), é a opção mais acessível. Ele vive o personagem do título, que sonha ter um jantar sem brigas com a mãe israelense e o pai palestino. Aprendendo a cozinhar com um chef de cozinha brasileiro (Seu Jorge, de “Irmandade”), que faz acarajé nas feiras gastronômicas de Nova York, seu plano é servir uma refeição tão boa que acabe com todas as discussões. Dirigido por Fernando Grostein Andrade (de “Quebrando o Tabu” e “Coração Vagabundo”), agradou a crítica americana (70% no Rotten Tomatoes) e até venceu alguns prêmios em festivais menores dos EUA. Entre os cinéfilos, o título mais esperado é “Piedade”, de Cláudio Assis (“Febre do Rato”), premiado no Festival de Brasília e que comprova que Cauã Reymond é realmente um senhor ator, além de mostrar o talento que todos já conhecem de Matheus Nachtergaele. Com cenas fortes de relacionamento homoafetivo, o longa aumenta a voltagem da filmografia do diretor pernambucano, sempre erótica, violenta e voltada às margens sociais. Cinema para adultos, que ainda destaca a icônica Fernanda Montenegro. Mas a verdade é que todos os títulos merecem atenção. Exibido no Festival de Berlim, “Vento Seco”, de Daniel Nolasco (de vários curtas LGBTQIAP+), vai ainda mais longe na temática gay com belíssima fotografia – embora algumas imagens busquem repelir o olhar. “Doutor Gama”, de Jeferson Dê (“M-8: Quando a Morte Socorre a Vida”), oferece praticamente uma lição de História sobre a vida de Luiz Gama, ex-escravo que se tornou um dos maiores abolicionistas do Brasil. “O Diabo Branco” marca a estreia do ator Ignacio Rogers (“Estuário”) com a fórmula do terror de viagem ao interior. E ainda há um documentário sobre a Mangueira, assinado pela veterana Ana Maria Magalhães, estrela de vários clássicos dos anos 1970, que iniciou uma carreira paralela de cineasta desde aquela época. Veja abaixo os trailers de todas as estreias da semana. O Esquadrão Suicida | EUA | Super-Heróis Abe | EUA, Brasil | Drama Piedade | Brasil | Drama Doutor Gama | Brasil | Drama Vento Seco | Brasil | Drama O Diabo Branco | Argentina, Brasil | Terror Mangueira em 2 Tempos | Brasil | Documentário
“Um Lugar Silencioso – Parte II” ocupa 85% dos cinemas nesta quinta
Quatro filmes chegam aos cinemas nesta quinta (22/7). Mas para o público casual pode parecer que há apenas uma estreia, porque a exibição de “Um Lugar Silencioso – Parte II” toma conta de 85% das telas disponíveis. Trata-se de domínio de mercado superior ao demonstrado por “Viúva Negra”, que apesar de liderar as bilheterias há duas semanas será despejado de várias salas para dar lugar ao terror. A continuação do filme de 2018 desembarca no Brasil quase dois meses após ser exibida com sucesso nos EUA, quando iniciou a lenta retomada do mercado cinematográfico. Na época, quebrou vários recordes da pandemia, posteriormente superados por “Velozes e Furiosos 9” e “Viúva Negra”. Foi também recebido de braços abertos por críticos ansiosos por uma boa estreia, atingindo 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Um exagero compreensível diante da falta de opções. Mas o filme é inferior ao primeiro. John Krasinski, que volta à direção, chega a repetir o mesmo truque de edição várias vezes para apresentar ações simultâneas, numa abordagem de Hitchcock para iniciantes. A trama revela o destino da esposa (Emily Blunt) do personagem de Krasinski (falecido no primeiro filme) e seus filhos, que agora incluem um bebê, em fuga das criaturas que reagem ao menor barulho com força extrema. Em sua jornada, a família acaba cruzando com novos personagens, entre eles os vividos por Cillian Murphy (“Peaky Blinders”) e Djimon Hounsou (“Capitã Marvel”), em busca de refúgio. Mas o desfecho é menos satisfatório, provavelmente levando em conta os planos para entender a franquia em mais filmes. Os lançamentos do circuito limitado são dois dramas europeus e uma produção nacional, todos premiados. “Slalom – Até o Limite” aborda o tema polêmico do abuso e assédio de menor em esporte olímpico. Ainda que esquiadores disputem os Jogos de Inverno, a presença das Olimpíadas no noticiário deixa a produção francesa em evidência. E até lembra casos que aconteceram com ginastas brasileiras – em 2018, 40 atletas acusaram o ex-técnico da seleção brasileira de abuso sexual. Baseado em experiências da própria diretora Charlène Favier, que foi atleta antes de estrear no cinema, o longa foi selecionado para o cancelado Festival de Cannes do ano passado e premiado no Festival de Deauville. “Irmãos à Italiana” é o título esquisito de “Padrenostro” no Brasil. O longa do italiano Claudio Noce rendeu a Copa Volpi de Melhor Ator no Festival de Veneza passado para Pierfrancesco Favino, o Padrenostro, pai do menino protagonista do filme. Além da atuação, a fotografia também é notável, ao retratar a vida reclusa no campo de uma família alvo de atentados nos anos 1970. O foco da trama, porém, é a amizade repentina do filho com outro garoto que surge do nada, e que pode ser real, imaginário, amigo de verdade ou mal-intencionado. A programação se completa com “Música para Quando as Luzes se Apagam”. Filmado há quatro anos no Rio Grande do Sul, o longa foi premiado nos festivais do Rio, Brasília, Sheffield (Inglaterra) e Nyon (Suiça). Até hoje único longa dirigido por Ismael Caneppele (também ator, escritor e roteirista de “Os Famosos e os Duendes da Morte” e “Verlust”), apresenta-se como um híbrido documental sobre a vida de uma jovem real de Lageado, que se abre em reflexões identitárias para uma artista famosa (Julia Lemertz), quando esta chega ao local para produzir uma obra. Apesar da premissa, a filmagem foi toda à base de improvisos para câmeras ligadas o tempo inteiro, resultando num trabalho experimental que ganhou coesão na montagem. Veja abaixo os trailers de todas as estreias desta quinta nos cinemas. Um Lugar Silencioso – Parte II | EUA | Terror Slalom – Até o limite | França, Bélgica | Drama Irmãos à Italiana | Itália | Drama Música para Quando as Luzes se Apagam | Brasil | Drama
Karim Aïnouz leva protestos contra Bolsonaro ao Festival de Cannes
O cineasta brasileiro Karim Aïnouz aproveitou a exibição de seu novo filme em sessão especial no Festival de Cannes para dar dimensão internacional aos protestos contra o governo Bolsonaro. Exibido sob aplausos nesta sexta-feira (9/7), “O Marinheiro das Montanhas” é o diário cinematográfico de uma viagem do diretor em busca de suas raízes africanas, que registra sua primeira ida à Argélia e a descoberta do povoado onde seu pai nasceu. Acompanhado de sua equipe, incluindo o colega Walter Salles, que é um dos produtores do filme, Aïnouz aproveitou a première para, além de comentar seu trabalho, “lembrar também que, neste momento, milhares de pessoas estão morrendo no Brasil por causa do descaso de um governo fascista”. No final da sessão, junto com os aplausos demorados e gritos de “Fora Bolsonaro!”, uma faixa foi aberta em frente à tela com o frase: “Brasil: 530.000 mortos. Fora gângster genocida”. Foi a segunda vez que Bolsonaro foi chamado de gângster no festival francês. Na abertura, a iniciativa partiu do diretor americano Spike Lee, presidente do júri que vai entregar a Palma de Ouro ao melhor filme da competição. Veja abaixo o discurso completo de Karim Aïnouz, que denuncia a destruição da cultura e das vidas dos brasileiros pelo desgoverno atual. "A democracia brasileira respira por aparelhos", confira o discurso de Karim Aïnouz na estreia mundial do longa-metragem ‘Marinheiro das Montanhas’ no Festival Cannes. pic.twitter.com/hSn917E2d0 — Mídia NINJA (@MidiaNINJA) July 9, 2021 “Fora Bolsonaro” the filmmakers lead some of the audience in chanting following extended standing applause pic.twitter.com/AhWMyVCCj8 — Arash Azizi 🟣 (@arash_tehran) July 9, 2021
Filmes online: “Viúva Negra” e as estreias pra ver em casa
Em cartaz nos cinemas, “Viúva Negra” também é destaque em streaming, disponibilizada na plataforma Disney+ a partir desta sexta-feira (9/7) por um preço extra – salgados R$ 69,90, além da assinatura mensal do serviço. O valor elevado paga a segurança de ver um dos melhores filmes da Marvel sem a tensão extra representada pela pandemia na cadeira ao lado. Emocionante e repleto de ação, não é à toa que o trabalho da diretora australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) tenha 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas apesar de lançar Yelena Belova, personagem de Florence Pugh (“Midsommar”), que encerra a projeção como nova favorita dos fãs, os méritos da produção só reforçam o equívoco da Marvel por demorar a dar à personagem de Scarlett Johnsson um filme solo. “Viúva Negra” merecia ter vindo bem antes e nunca como epitáfio da heroína. Há outro sucesso do cinema na programação digital. “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” se sustenta no bom desempenho de Patrick Wilson e Vera Famiga como o casal de investigadores sobrenaturais Ed e Lorraine Warren, mas é o mais fraco da trilogia de horror por trocar as casas mal-assombradas por uma trama de tribunal – um caso de assassinato causado por suposta possessão demoníaca, que foi realmente levado à julgamento nos Estados Unidos. Fãs do gênero têm ainda “Rua do Medo: 1978”, segunda parte de outra trilogia – baseada na obra de R.L. Stine, o “Stephen King da literatura infanto-juvenil” e autor também de “Goosebumps”. Por outro lado, é preciso avisar que “Inteligência Artificial – Ascensão das Máquinas”, apesar do título, é uma sci-fi para apreciadores do cinema de arte europeu – o que significa mais sexo, mais atmosfera e menos ação que as produções de Hollywood – , com oito prêmios no circuito dos festivais. A lista traz outros três filmes premiados: “Jeannette: A Infância de Joana D’Arc”, um musical heavy metal medieval do diretor francês Bruno Dumont (“Camille Claudel 1915”); “White on White”, sobre a arte das fotografias antigas, que deslumbra o olhar; e “Simpatia para o Diabo”, centrado no esforço de correspondentes de guerra. Tem mais. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores opções de filmes disponibilizadas em streaming nesta semana. Viúva Negra | EUA | Ação (Disney+) Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, HBO Max, NOW, Vivo Play) Rua do Medo: 1978 | EUA | Terror (Netflix) Inteligência Artificial – Ascensão das Máquinas | Sérvia | Sci-fi (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) O Homem Água | EUA | Aventura (Netflix) Jeannette: A Infância de Joana D’Arc | França | Musical (MUBI) White on White | Espanha | Drama (MUBI) Simpatia para o Diabo | Canadá | Drama (Reserva Imovision) Juntos Mas Separados | EUA | Comédia (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Erasmo 80 | Brasil | Documentário (Globoplay)












