Especial de Ano Novo de Doctor Who ganha trailer completo
A rede britânica BBC divulgou o trailer completo do especial de Ano Novo de “Doctor Who”, que vai trazer à bordo da Tardis um personagem favorito dos fãs da série. Narrada por John Barrowman, que reprisa seu papel como o Capitão Jack Harkness, a prévia mostra como o personagem vai se juntar – e possivelmente liderar – o grupo de companheiros da Doutora (vivida por Jodie Whittaker) para enfrentar nova tentativa de extermínio da Terra, enquanto a protagonista é mantida prisioneira pelos Judoons, em decorrência dos eventos do final da 12ª temporada. Um dos mais antigos intérpretes que ainda aparecem na série sci-fi britânica, Barrowman estreou como Jack Harkness em 2005, num episódio intitulado “The Empty Child”, e fez tanto sucesso que acabou retornando em vários capítulos até ganhar seu próprio spin-off, “Torchwood”, que foi ao ar de 2006 a 2011. Recentemente, ele voltou a vestir o casaco do personagem numa aparição breve e de surpresa no quinto episódio da última temporada (“Fugitive of the Judoon”). Intitulado “Revolution of the Daleks”, o especial mostrará o Capitão Jack ao lado de Graham (Bradley Walsh), Ryan (Tosin Cole) e Yasmin (Mandip Gill) contra os inimigos mais temidos e perigosos da série: os daleks, identificados no nome da produção. O especial foi gravado no começo do ano, antes da pandemia, e irá ao ar em 1 de janeiro no Reino Unido e nos EUA.
David Prowse (1935 – 2020)
O ator e fisiculturista David Prowse, que interpretou o personagem Darth Vader na primeira trilogia de “Star Wars”, morreu no sábado (28/11) aos 85 anos, de causa não divulgada. Prowse se destacou como fisiculturista nos anos 1970 e foi seu porte físico imponente que levou o diretor George Lucas a escalá-lo para seu filme. Curiosamente, o cineasta tinha pensado nele para o papel de Chewbacca, mas logo mudou de ideia, levando-o a viver o grande vilão da franquia. Por ter um sotaque britânico muito forte, Prowse foi dublado pelo ator James Earl Jones no papel. Foi uma grande frustração para Prowse ter sua voz apagada no filme, porque seu papel mais famoso até então, Julian, em “Laranja Mecânica” (1971), praticamente não falava em cena. Ao longo da carreira, ele se especializou em viver monstros. Prowse estreou no cinema na comédia “Cassino Royale” (1967), uma paródia dos filmes de James Bond, em que viveu a criatura de Frankenstein, personagem que voltou a viver em “Frankenstein e o Monstro do Inferno” (1974). Ainda foi o Homem Forte em “O Circo dos Vampiros” (1972), um minotauro na série “Doctor Who”, um androide num arco de “Os Seres do Amanhã” (The Tomorrow People), um alienígena feito de nuvens num episódio de “Espaço: 1999” (Space: 1999) e um carrasco em “Criaturas que o Tempo Esqueceu”(1977). Mas também viveu um super-herói numa campanha de trânsito do Reino Unido, o Green Cross Code Man. Quando o primeiro “Star Wars”, então conhecido como “Guerra nas Estrelas”, chegou aos cinemas em 1977, muitos acreditavam que James Earl Jones era quem vivia o vilão, para aumentar a frustração de Prowse. Mas o sucesso da produção foi tamanha, que todos os detalhes de seus bastidores acabaram esmiuçados pelos fãs, dando enfim o reconhecimento que ele sempre buscou. Ele acabou se consagrando como o intérprete de Darth Vader, um dos vilões mais famosos da história do cinema. Prowse voltou a representar a encarnação do lado negro da Força em “O Império Contra-Ataca” (1980) e “O Retorno de Jedi” (1983). Mas continuou ligado ao personagem anos após a trilogia original. Pode-se dizer que ele continuou sendo Vader pelo resto de sua vida, participando de convenções e até mesmo de um filme de fãs, “Saving Star Wars” (2004). Mesmo assim, segundo rumores, teria rompido com a saga em 2010, quando se desentendeu com o diretor George Lucas. Mark Hamill, que deu vida a Luke Skywalker na primeira trilogia de Star Wars, prestou homenagens a Prowse com uma publicação no Twitter. “É muito triste ouvir que David Prowse faleceu. Ele era um homem gentil e muito mais do que Darth Vader. Ator, marido, pai, membro da Ordem do Império Britânico, três vezes campeão britânico de levantamento de peso e ícone da segurança no trânsito com o super-herói Green Cross Code Man”, listou o ator. “Ele amava seus fãs tanto quanto era amado por ele”, finalizou. Anthony Daniels, intérprete do robô C-3PO, também deixou sua mensagem no Twitter. “A figura icônica de David dominou o filme em 1977 e vem dominando desde então. E seguirá fazendo isso”, escreveu.
Doctor Who: Especial de fim de ano terá volta do Capitão Jack
O especial de fim de ano de “Doctor Who” vai trazer à bordo da Tardis um personagem favorito dos fãs da série: John Barrowman vai reprisar seu papel como o Capitão Jack Harkness. Ao anunciar a novidade, a rede BBC divulgou um teaser e um cartaz do programa, que inclui o personagem entre os demais integrantes da série. Barrowman, que já liderou sua própria série derivada de “Doctor Who”, voltará a vestir seu famoso casaco novamente, dando sequência a uma aparição breve e de surpresa num episódio da recente 12ª temporada (“Fugitive of the Judoon”). Intitulado “Revolution of the Daleks”, o especial mostrará o Capitão Jack ajudando a enfrentar os inimigos mais temidos e perigosos da série. O detalhe é que, enquanto isso, a Doutora, vivida por Jodie Whittaker, estará trancada em uma prisão especial. E essa situação só serve para lançar dúvidas sobre a capacidade de seu velho amigo para salvar o planeta Terra. Um dos mais antigos intérpretes que ainda aparecem na série britânica, Barrowman estreou como Jack Harkness em 2005, num episódio intitulado “The Empty Child”, e fez tanto sucesso que acabou voltando em vários capítulos, até ganhar seu próprio spin-off, “Torchwood”, que foi ao ar de 2006 a 2011. Em comunicado, Barrowman disse: “Colocar o casaco de Jack e entrar no set de ‘Doctor Who’ foi como voltar para casa. É sempre emocionante interpretar o Capitão Jack. Ele é um personagem muito próximo ao meu coração, que mudou minha vida, e saber que os fãs o amam tanto quanto eu torna seu retorno ainda mais doce. Espero que todos gostem da aventura heroica de Jack com a 13ª Doctor.” O especial foi gravado no começo do ano, antes da pandemia, mas ainda não teve a data de exibição confirmada. Geralmente transmitido no Natal, nos últimos dois anos passou a ser programado para o Ano Novo. Já a 13ª temporada tem menos previsão ainda. Sob comando do showrunner Chris Chibnall, a série só começou a gravar seus novos episódios neste mês, devido ao coronavírus. A expectativa é que a estreia aconteça no fim de 2021, mas de forma abreviada. O próximo ano terá apenas oito capítulos, em vez dos dez tradicionais.
John Fraser (1931 – 2020)
O ator escocês John Fraser, que se destacou no cinema britânico dos anos 1960, morreu em 7 de novembro após uma longa batalha contra o câncer, aos 89 anos de idade. Fraser tinha decidido que não faria quimioterapia e foi encontrado já inconsciente por sua parceira, a artista Rodney Pienaar, mas a família só tornou sua morte pública nesta quarta (11/11). Com mais de 70 créditos como ator ao longo da carreira, ele começou como figurante no clássico de guerra “Ratos do Deserto” (1954), de Robert Wise, e progrediu nos anos seguintes para pequenos papéis em outros exemplares famoso do gênero, vivendo aviadores em “Labaredas do Inferno” (1955), de Michael Anderson, e “O Vento Não Sabe Ler” (1958), de Ralph Thomas. Sua carreira deu um salto de qualidade em 1960, após encarnar Bosie (Lord Alfred Douglas, filho do Marquês de Queensberry) no filme “Os Crimes de Oscar Wilde”, de Ken Hughes, em que contracenou com Peter Finch (que foi o vencedor do BAFTA daquele ano pelo papel do célebre dramaturgo irlandês). Poucos meses depois, voltou a se destacar como um oficial em outro drama de guerra, “Glória Sem Mácula” (1960), de Ronald Neame, ao lado dos monumentais Alec Guinness e John Mills (que venceu a Copa Volpi de Melhor Ator no Festival de Veneza pelo filme). Sua carreira de coadjuvante ilustre se estendeu a outros filmes marcantes da época, como a aventura “El Cid” (1961), de Anthony Mann, a comédia “A Valsa dos Toureadores” (1962), de John Guillermin, que foi estrelada por Peter Sellers, e o icônico thriller “Repulsa ao Sexo” (1965), de Roman Polanski. Em 1965, teve seu maior destaque cinematográfico em “Névoas do Terror” (1965), considerado um dos melhores filmes do famoso detetive Sherlock Holmes, no papel de Lord Carfax, o aristocrata britânico que seria Jack, o Estripador. Em seguida, voltou a trabalhar com Michael Anderson em novo thriller de guerra, “Operação Crossbow” (1965), juntando-se a Sophia Loren e George Peppard. Também teve proeminência em “Isadora” (1968), como o secretário para quem a dançarina Isadora Duncan, vivida por Vanessa Redgrave, ditava suas memórias (e a trama). Mas a partir daí passou a aparecer mais na TV que no cinema, com participações na atração americana “Columbo” (em 1972) e num arco de três episódios de “Doctor Who” (em 1981). Sua ligação com Sherlock Holmes também foi explorada em outros projetos, como a série “The Rivals of Sherlock Holmes” (em 1971) e a minissérie “Young Sherlock: The Mystery of the Manor House” (1982). O ator ainda participou de “Scarlett”, minissérie de 1994 que continuava a famosa história de “…E o Vento Levou”, antes de abandonar as telas em 1996, após um episódio da antologia “Screen One”.
Geoffrey Palmer (1927 – 2020)
O ator britânico Geoffrey Palmer, conhecido pela longa série “As Time Goes By”, exibida de 1992 a 2005 na rede BBC, morreu na quinta-feira (5/11) em sua casa, enquanto dormia, aos 93 anos. Ele começou a carreira como coadjuvante de séries britânicas em 1955, interpretando personagens severos, geralmente figuras de autoridade e representantes de retidão moral, mas só foi ganhar proeminência no Reino Unido a partir dos anos 1970, graças a três produções de comédia bastante populares. Além de “As Time Goes By”, elas incluem “The Fall and Rise of Reginald Perrin” (1976-1979) e “Butterflies” (1978-1983). Esta última chegou a ganhar um especial de reencontro em 2000. Palmer estrelou sua série mais duradoura, “As Time Goes By”, ao lado de Judi Dench, e os dois chegaram a contracenar no cinema durante a auge da produção, em “007 – O Amanhã Nunca Morre” e “Sua Majestade, Mrs. Brown”, filmes que fizeram sucesso em 1997, época da 6ª temporada da atração da BBC. O ator também apareceu em várias outras séries icônicas, como os thrillers de ação “O Santo” e “Os Vingadores” nos anos 1960, além de “Colditz”, “Fawlty Towers” e “Doctor Who” nos 1970. Recentemente, voltou a aparecer em “Doctor Who”, como um novo personagem em 2007, e ainda pôde ser visto em “Ashes to Ashes” e “Rev.”. No cinema, seus papéis notáveis incluem participações em “Um Homem de Sorte” (1973), “O Cônsul Honorário” (1983), “Um Peixe Chamado Wanda” (1988), “As Loucuras do Rei George” (1994), “Anna e o Rei” (1999), “A Pantera Cor de Rosa 2” (2009), “W.E.: O Romance do Século” (2011) e “As Aventuras de Paddington” (2014). Sua último trabalho foi em “An Unquiet Life”, cinebiografia do escritor Roald Dahl, atualmente em pós-produção.
Diana Rigg (1938 – 2020)
Diana Rigg, a célebre atriz britânica das séries “Os Vingadores” e “Game of Thrones”, morreu nesta quinta (10/9) aos 82 anos. Ela foi diagnosticada com câncer em março, de acordo com sua filha Rachael Stirling, e “passou seus últimos meses refletindo alegremente sobre sua vida extraordinária, cheia de amor, risos e um profundo orgulho de sua profissão”. No auge de sua popularidade, Rigg foi eleita a “estrela mais sexy da TV em todos os tempos” pela revista TV Guide. Isto aconteceu quando ela foi escalada como a sedutora espiã Emma Peel em “Os Vingadores”, seu primeiro papel na televisão. Enid Diana Elizabeth Rigg nasceu em 20 de julho de 1938, em Doncaster, Inglaterra, mas passou a infância com a família em Jodhpur, na Índia, onde seu pai trabalhava como gerente da ferrovia estadual. Tinha só 8 anos quando precisou a aprender a ser independente, enviada para estudar num internato na Inglaterra. “A Índia me deu um começo de vida glorioso”, disse Rigg em uma biografia de 2004 escrita por Kathleen Tracy. “Isso me deu independência de espírito”. Mas a transição para a triste Inglaterra foi difícil: “A escola não queria ser cruel, mas foi. Eu me sentia como um peixe fora d’água. Não conhecia ninguém. Comecei do zero… Com uma experiência como essa, sua vida muda. Você nunca mais dependerá de seus pais.” Notando seus dotes artísticos, os professores estimularam Rigg a estudar artes dramáticas. Ela estudou na Royal Academy of Dramatic Art, começou a trabalhar como modelo e, após uma breve passagem pela Royal Shakespeare Company, foi contratada para fazer sua estreia na TV. Rigg nunca tinha visto a série “Os Vingadores”, que, após as primeira temporadas com Honor Blackman, perdera a protagonista. Blackman abandonara a série para assumir o icônico papel de Pussy Galore em “007 Contra Goldfinger” (1964), e foi substituída brevemente por Julie Stevens. Mas a nova personagem, Venus Smith, não empolgou o público acostumado com Catherine Gale, a espiã que vestia couro, interpretada por Blackman. A série também estava prestes a começar a ser transmitida nos EUA e se tornar uma produção a cores, quando os produtores conceberam Emma Peel, cujo nome era um trocadilho para “M-Appeal”, apelo aos homens. A atriz interpretou a agente sexy em 51 episódios, de 1965 a 1968, e mostrou que era mais que tinha mais que sex appeal. Ela foi indicada a dois Emmys pelo papel. Como a terceira e mais popular das quatro parceiras femininas de John Steed (personagem de Patrick Macnee) na série britânica, Peel se tornou um ícone na Inglaterra e nos Estados Unidos. Além de sexy, sua independência e ousadia também trouxeram feminismo às aventuras de espionagem da série, fazendo com que “Os Vingadores” se tornasse uma das séries mais modernas da TV. De fato, era literalmente mod e também psicodélica. “Os Vingadores” marcou tanto a TV britânica que Rigg e suas colegas espiãs foram homenageadas pelo BAFTA em 2011 pelo legado de suas personagens à cultura pop. “Ela estava à frente de seu tempo”, disse Rigg em outra homenagem, um tributo de aniversário de 50 anos de Emma Peel, apresentado pelo British Film Institute. “Por acaso, ela se tornou essa mulher de vanguarda, e meu Deus, tive a sorte de ter a chance de interpretar essa mulher. Durante anos depois disso, as pessoas continuaram vindo até mim para dizer: ‘Você era minha heroína’ – não eu, Emma – ‘e me encorajou a fazer isso e aquilo.’ Sem exagerar na influência dela, eu realmente acho que ela foi uma influência muito, muito potente nas mulheres que reivindicaram seu lugar neste mundo.” Depois de duas temporadas, Rigg saiu de “Os Vingadores” para voltar à Royal Shakespeare Company. Os fãs ficaram devastados, mas esta decisão fez com que ela estreasse no cinema em 1968 numa adaptação de Shakespeare, “Sonhos de um Noite de Verão”, ao lado dos colegas da companhia, – ninguém menos que Helen Mirren, Ian Holm e Judi Dench. Diana pertencia a esta geração. No ano seguinte, a atriz protagonizou a comédia “O Sindicato do Crime” (1969), ao lado de Oliver Reed, e se tornou a primeira mulher a se casar com o agente secreto James Bond no cinema, em “007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969). A carreira cinematográfica deslanchou, com papéis em “Júlio César” (1970), “Hospital” (1971), que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro, e “As 7 Máscaras da Morte” (1973). Entretanto, ela não resistiu à proposta de estrelar sua própria série americana, batizada com seu nome. Em “Diana”, Rigg interpretou uma estilista de moda que trabalhava em uma loja de departamentos em Nova York após seu divórcio. Mas a atração era moderna demais para 1973 e acabou cancelada na 1ª temporada. Com o fim da série, descobriu que não conseguia mais papéis no cinema. Mas seguiu carreira na TV americana. Ela chegou a ser novamente indicada ao Emmy em 1975, pelo telefilme “In This House of Brede”, como uma mulher de negócios que se torna uma freira beneditina enclausurada. A atriz acabou voltando ao Reino Unido, onde passou a atuar em produções da BBC, montagens teatrais e eventuais filmes britânicos, como o mistério “Assassinato num Dia de Sol” (1982). Em 1994, foi nomeada Comandante da Ordem do Império Britânico por suas contribuições ao cinema e ao teatro, e de 1998 a 2008 serviu como reitora da Universidade de Stirling, na Escócia. A década de 1990 também a consagrou no palco e na telinha. Rigg ganhou seu Tony (o Oscar do teatro) em 1994 por interpretar o papel-título de “Medea”, e finalmente venceu o fugidio Emmy em 1997, pelo papel da governanta antagônica numa adaptação televisiva de “Rebecca, a Mulher Inesquecível”, de Daphne du Maurier. Ela seguia com pequenas aparições nas telas, incluindo “Doctor Who”, até ser escalada em outro papel que marcou época, como Lady Olenna, a “Rainha de Espinhos”, líder da casa Tyrell que enfrentou a ira da vilã Cersei em “Game of Thrones”. Rigg foi indicada a mais quatro Emmys por esse trabalho na série da HBO. Depois de “Game of Thrones”, ela viveu outra nobre na TV, a Duquesa de Buccleuch, na série “Vitória: A Vida de uma Rainha” (Victoria, 2017), mas o trabalho que lhe deu mais alegria, no final de sua vida, foi contracenar com a filha, Rachael Stirling, na série “The Detectorists”, entre 2015 e 2017. “Nós apenas continuamos rindo”, disse Rigg sobre a experiência. “A pessoas levam esse trabalho muito a sério. E é sério, é muito, muito sério, porque é uma comunhão entre você, o público e nós, os atores – mas, ao mesmo tempo, uma das minhas necessidades reais é me divertir”. Os últimos trabalhos da atriz, o filme “Last Night in Soho”, de Edgar Wright (“Em Ritmo de Fuga”), e a minissérie “Black Narcissus”, da BBC, devem estrear nos próximos meses.
Earl Cameron (1917 – 2020)
O ator Earl Cameron, um dos primeiros e maiores astros negros do cinema britânico, morreu na sexta-feira (3/7) em sua casa em Kenilworth, na Inglaterra, de causas não reveladas. Ele tinha 102 anos. Cameron virou ator por acaso. Imigrante de Barbados, trabalhava como lavador de pratos quando foi visitar um amigo nos bastidores de um musical no West End londrino no final dos anos 1940. Naquele dia, um ator foi demitido e ele acabou aproveitado no ensaio para cantar um refrão. Não só entrou na peça como participou de diversas montagens teatrais, antes de fazer sua estreia bombástica nas telas em 1951, escalado pelo célebre diretor Basil Dearden como um marinheiro recém-chegado de navio em Londres, no clássico noir “Beco do Crime”. Naquele filme, o personagem de Cameron se envolvia com uma garota branca (Susan Shaw), num contexto de racismo e crime que entrou para a História. Foi o primeiro romance interracial produzido pelo cinema britânico. Apesar desse começo impactante, ele foi relegado a papéis menores nos longas seguintes, atuando geralmente em produções passadas na África, ainda no período colonial britânico, como “Simba” (1955), “Odongo” (1956), “A Morte Espreita na Floresta” (1956), “A Marca do Gavião” (1957) e até na série “O Caçador Branco” (1957). Só foi voltar à Londres urbana em novo filme de Dearden, o clássico “Safira, a Mulher Sem Alma” (1959), noir excepcional, vencedor do BAFTA de Melhor Filme Britânico, que se passava nos clubes noturnos de jazz da capital inglesa e novamente revisitava as relações interracionais e o racismo contra imigrantes caribenhos. Desde vez, ele interpretou um médico, irmão da personagem-título. Era o assassinato de sua irmã, confundida com uma mulher branca pela polícia, que dava início à trama, apresentada como uma investigação de crime racial. Após outras aventuras coloniais, inclusive um Tarzan – foi parceiro do herói em “Tarzan, o Magnífico” (1960) – , ele estrelou seu terceiro drama racial, “Lá Fora Ruge o Ódio” (1961), mais uma vez numa relação com uma mulher branca. Dirigido por Roy Ward Baker, o drama trazia o ator como o operário-modelo de uma fábrica, que era selecionado para receber uma promoção, despertando grande ressentimento entre seus colegas brancos. Cameron fez outro Tarzan – “Os Três Desafios de Tarzan” (1963) – e sua maior produção colonial, “Os Rifles de Batasi” (1964), de John Guillermin, antes de virar um agente secreto aliado de James Bond em “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965). Ele também participou de “Dezembro Ardente” (1973), romance estrelado e dirigido por Sidney Poitier em Londres, integrou a produção libanesa “Maomé – O Mensageiro de Alá” (1976), ao lado de Anthony Quinn, e voltou a contracenar com o intérprete de 007, Sean Connery, em “Cuba” (1979). Mas aos poucos tomou o rumo da TV, onde apareceu em dezenas de produções, inclusive nas célebres séries “Doctor Who” e “O Prisioneiro”, antes de dar uma pausa de 15 anos nas telas. Retornou apenas na década de 1990 para dar continuidade à longa filmografia. Entre seus trabalhos mais recentes estão o thriller “A Intérprete” (2005), de Sydney Pollack, estrelado por Nicole Kidman, o premiado “A Rainha” (2006), de Stephen Frears, que consagrou Helen Mirren, e “A Origem” (2010), de Christopher Nolan, com Leonardo DiCaprio.
Doctor Who: Dez Doutores se juntam em homenagem aos doutores de verdade na luta contra covid-19
A BBC publicou um vídeo especial nas redes sociais da série “Doctor Who”, reunindo dez intérpretes diferentes do personagem-título, ao longo das últimas décadas, para uma mensagem de agradecimento aos doutores reais, que estão na linha de frente no combate à pandemia do novo coronavírus. “Os Doutores dizem muito obrigado. Dos Doutores… para todos os doutores”, diz a legenda ao lado do vídeo. Participaram da homenagem atores que desde os anos 1970 interpretaram o personagem, que é capaz de se regenerar e, ao mudar de corpo, viver para sempre na programação televisiva britânica. A lista se estende de Tom Baker, o mais antigo intérprete ainda vivo, que assumiu o papel em 1974, até a atual Doutora, Jodie Whittaker, e também inclui Peter Davison, Colin Baker, Silvester McCoy, Paul McGann, David Tennant, Matt Smith, Peter Capaldi e Jo Martin, recém-introduzida na mitologia do Senhor do Tempo. Fãs reclamaram da inclusão de Martin e lamentaram a ausência de Christopher Eccleston, o primeiro Doutor do revival de 2005, que saiu brigado com os produtores da série. Mas o motivo da reunião deveria ser mais importante que esses detalhes. Ver essa foto no Instagram From the Doctors… to all doctors. A thank you to the NHS and all frontline workers. Thank you 💙💙 (Link in Bio) #TheBigNightIn #DoctorWho Uma publicação compartilhada por Doctor Who Official (@bbcdoctorwho) em 23 de Abr, 2020 às 12:44 PDT
Honor Blackman (1925 – 2020)
A atriz inglesa Honor Blackman, conhecida por viver a Bond girl Pussy Galore em “007 Contra Goldfinger” (1964), morreu nesta segunda (6/4) em sua casa em Lewes, no Reino Unido, de causas naturais não relacionadas ao novo coronavírus, segundo disse a família ao jornal The Guardian. Ela tinha aos 94 anos. “Além de ter sido uma mãe e avó adorada por nós, Honor era uma atriz de talento criativo imensamente prolífico, com uma extraordinária combinação de beleza, inteligência e poderio físico, além de sua voz única e sua ética de trabalho dedicada”, escreveu a família em nota. Ela começou a carreira nos anos 1940, geralmente escalada como jovem recatada em filmes como “A Filha das Trevas” (1948) e “Quarteto” (1948). E sua longa carreira inclui muitos clássicos, entre eles “Angústia de uma Alma” (1950), “Somente Deus por Testemunha” (1958), uma das versões cinematográficas do desastre do Titanic, e “Jasão e o Velo de Ouro” (1963), em que viveu a deusa Hera. Mas, curiosamente, sua popularidade só explodiu quando ela foi para a TV, ao estrelar a série “Os Vingadores” (The Avengers) em 1962 como Catherine Hale, uma espiã em roupa de couro preto que marcou época na programação televisiva britânica. Ela deixou o papel em 1964, exatamente para se juntar a Sean Connery em “007 Contra Goldfinger”, a terceira aventura de James Bond nos cinemas. A personagem de Blackman, Pussy Galore, que liderava um esquadrão aéreo, rompeu com os clichês das Bond girls indefesas e submissas da franquia. “Ela era uma criatura fascinante e a menos previsível de todas as conquistas de James Bond”, disse Blackman uma vez. “Todas as outras sucumbiram rapidamente [à sedução de Bond], mas não Pussy. No livro [de Ian Fleming], ela era lésbica.” E ela era capaz de fazer mais que deixar os homens tontos com sua beleza, ela os fazia cair a seus pés, desmaiados após golpes de artes marciais. Graças ao papel de “Os Vingadores”, Blackman tinha treinado judô e a repercussão de seus papéis em produções de ação renderam até o lançamento de um livro em que atriz ensinava golpes de autodefesa. Seu papel em Pussy Galore ainda repercutiu na cultura pop, inspirando o nome de uma banda de rock, formada em Washington em 1985 pelo guitarrista e cantor Jon Spencer (posteriormente líder do trio The Jon Spencer Blues Explosion). O sucesso de “007 Contra Goldfinger” levou Blackman a estrelar três filmes em 1965: a comédia “O Segredo do Meu Sucesso”, o drama “Leilão de Almas” e o romance trágico “Por um Momento de Amor”. Ela voltou a contracenar com Sean Connery no western “Shalako” (1968) e continuou em alta até o fim dos anos 1970, aparecendo em “Twinky” (1970), de Richard Donner, e em vários terrores cultuados, como “Uma Noite de Pavor” (1971), “Uma Filha para o Diabo” (1976) e “O Gato e o Canário” (1978). Blackman também fez muitas produções televisivas, inclusive um arco em “Doctor Who”, nos anos 1980, e na maior parte dos anos 1990 estrelou a série de comédia “The Upper Hand”, a versão britânica da sitcom americana “Who’s the Boss?”, como uma mãe sexualmente ativa que contrata um empregado doméstico masculino. Entre seus últimos papéis estão participações nos filmes “O Diário de Bridget Jones” (2001), “Totalmente Kubrick” (2005), “Eu, Anna” (2012) e o terrir “Cockneys vs. Zombies” (2012). A atriz foi casada duas vezes. Seu último marido foi o também ator Maurice Kaufmann, com quem contracenou em “Uma Noite de Pavor”. O casal adotou dois filhos, Lottie e Barnaby, que lhes deram os netos Daisy, Oscar, Olive e Toby.
Doctor Who ganha curta inédito escrito pelo ex-showrunner da série
“Doctor Who” ganhou um curta oficial, escrito por Steven Moffat, o antigo showrunner da série, que usou seu tempo de quarentena para criar uma história inédita sobre a jovem Amelia “Amy” Pond, personagem vivida por Karen Gillan. Disponibilizado neste sábado (4/4), “The Raggedy Doctor” foi ilustrado por Sophie Iles, uma fã de “Doctor Who” de longa data, e narrado por Caitlin Blackwood, que interpretou a versão criança de Amy. A trama ganha vida no diário de Amelia e serve de complemento para o episódio “The Eleventh Hour”, a primeira vez que ela encontrou o Doutor, então vivido por Matt Smith. O curta também faz referência aos dois melhores amigos da criança, incluindo seu futuro marido Rory e Mels – que os fãs mais atentos lembrarão como uma futura versão da filha de Amy e Rory, River Song. Todos os envolvidos na produção do vídeo contribuíram com seu tempo e talento gratuitamente, em apoio a um fundo de emergência para ajudar funcionários da indústria televisiva britânica durante a pandemia. Confira abaixo.
Doctor Who dá dicas para superar tempos sombrios de coronavírus
A rede britânica BBC divulgou um recado de ninguém menos que Doctor Who com dicas para superar esses tempos sombrios de isolamento e preocupação com o coronavírus. Em vídeo, a Doctor interpretada por Jodie Whittaker pede para os fãs serem positivos, antes de compartilhar cinco coisas que faz “em qualquer situação preocupante”. A começar por lembrar-se de que “você vai superar isso e tudo ficará bem”. “Mesmo que as coisas pareçam incertas, a escuridão nunca triunfará”, acrescenta. As outras dicas consistem em contar piadas, “mesmo se forem ruins”, ser gentil, “mais gentil do que foi ontem”, para ajudar aos próximos, escutar a ciência e os doutores – “Eles vão cuidar de você” – e, por fim: “Seja forte” Veja o vídeo e o recado da doutora na íntegra abaixo, com legenda feita por um fã brasileiro da série. Recado importantíssimo da Doutora nesse momento que mais precisamos de alguém como ela. Escute a ciência, escute os doutores. Seja forte.#DoctorWho pic.twitter.com/soR49KWUmB — this is the bad place (@Korbierre) March 25, 2020
HBO Max: Comercial do serviço de streaming reúne Friends, super-heróis e Casablanca
A HBO Max divulgou seu comercial de conteúdo, prometendo a HBO com “muito mais”. O vídeo desfila rapidamente algumas séries clássicas, começando com “Friends”, mas também “The Big Bang Theory”, “O Rei do Pedaço” e “South Park”, alternadas com cenas de cinema, de clássicos como “O Mágico de Oz” e “Casablanca” a lançamentos mais recentes, com destaque para as adaptações da DC Comics “Mulher-Maravilha” e “Coringa”. Prometendo 10 mil horas de conteúdo já na sua estreia, o serviço terá conteúdo das emissoras HBO, TNT, TBS, TCM (Turner Classic Movies), TruTV e The CW, dos canais de animação Cartoon Network, Rooster Teeth, Adult Swim e Crunchyroll, e também todo o catálogo da Warner Bros., New Line, Looney Tunes, CNN e DC Entertainment, além de produções da BBC, num acordo recentemente firmado. Isso significa também séries como “Game of Thrones”, “Big Little Lies”, “Pretty Little Liars”, “Doctor Who”, “The Alienist”, “Rick and Morty” e “Chernobyl”, além de milhares de filmes, atrações clássicas da TV e ainda produções originais. A plataforma de streaming tem planos para desenvolver conteúdo próprio, como um revival de “Gossip Girl”, uma animação sobre a família real britânica, uma atração sci-fi de Ridley Scott (“Perdido em Marte”), novos desenhos dos Looney Tunes e uma série do super-herói Lanterna Verde, entre outras produções. O objetivo é estrear em maio, nos EUA, já com 31 atrações inéditas e exclusivas. Ainda não há previsão para o lançamento do serviço no Brasil.
Doctor Who: Episódio histórico introduz primeira intérprete negra do Doutor
A série mais longeva (56 anos!) e popular do Reino Unido, “Doctor Who” fez história no fim de semana passado ao introduzir a primeira intérprete negra de seu personagem principal. O capítulo intitulado “Fugitive of the Judoon” apresentou Jo Martin (da série “Holby City”) como o Doutor. Após a exibição, a atriz até mudou a foto de seu perfil no Twitter para incluir uma imagem em que aparece fantasiada como o Doutor – veja abaixo – , tendo mantido seu papel em segredo por meses. Isto não significa, porém, que Martin será a próxima Doutor, sucedendo Jodie Whittaker, primeira mulher a assumir o papel. Sua personagem foi revelada como uma versão antiga e desconhecida do Doctor, escondida na Terra como uma guia turística. Após as duas versões femininas do Doutor se encontrarem, elas viajam para um farol remoto, onde Whittaker descobre a Tardis de Martin enterrada e a memória da personagem perdida é restaurada. O episódio originou uma teoria de que o Doutor desconhecido vem de uma realidade alternativa, já que nem Whittaker nem Martin alegam reconhecer a outra. Afinal, a história que abriu a temporada, “Spyfall”, estabeleceu a ideia do multiverso em “Doctor Who”. Mas whovians obcecados pela cronologia da série apontam que há uma lacuna de continuidade entre o segundo e o terceiro Doutores, que poderia servir como ponto para a inclusão de Martin. Em sua última aparição regular no papel, Patrick Troughton foi forçado a mudar de rosto como uma punição dos Senhores do Tempo. No episódio seguinte, o Doutor de Jon Pertwee aparecia caído na Tardis, mas a transformação entre os dois nunca foi mostrada. Quem não acompanha a série pode achar tudo isso muito confuso. Mas o artifício narrativo que justifica as multiplicações de Doutores é simples: sempre que o personagem é ferido de morte, ele se transforma em outra pessoa, ganhando não apenas nova aparência, mas também um nova personalidade, ainda que mantenha intacta toda a sua memória. Por isso, ele é imortal. O truque foi concebido quando William Hartnell (1908–1975), o primeiro intérprete de “Doctor Who”, resolveu sair da série contra a vontade dos produtores. Para manter a atração no ar, eles o substituíram por um novo ator, Patrick Troughton, que se dizia o mesmo personagem, apenas com outra aparência e comportamento. Deu tão certo que, quando Troughton abandonou a trama, os produtores continuaram com Jon Pertwee. E assim sucessivamente até Jodie Whittaker, introduzida no especial de Natal de 2017. A 12ª temporada (desde o revival de 2005) de “Doctor Who” estreia na sexta (31/1) no Brasil, pela plataforma Globoplay. Veja abaixo a cena em que a Doutor desconhecida se apresenta e a post de Jo Martin com sua nova foto de perfil no Twitter. #NewProfilePic pic.twitter.com/wIUxlSuyI7 — jo martin (@therealjomartin) January 26, 2020












