Amazon renova One Mississippi, drama lésbico criado por Diablo Cody e Tig Notaro
A Amazon renovou sua nova série de comédia dramática “One Mississippi”, criada por Diablo Cody (“Juno”, “Jovens Adultos”) e a comediante Tig Notaro (“A Voz de uma Geração”), para a 2ª temporada. A atração segue os passos de “Transparent”, ao explorar a diversidade sexual e a aceitação de uma família. Por acaso, sua criadora e estrela, Tig Notaro, já tinha aparecido em cinco episódios de “Transparent”. Baseada na história real da atriz, a série reflete o reencontro de um lésbica quarentona com sua família, após anos de distanciamento. Na trama, ela volta para casa para acompanhar a morte de sua mãe, paciente terminal num hospital, mas acaba ficando por mais tempo e precisa lidar com sua família “normal” do interior do Mississippi. Com seis episódios apenas, a 1ª temporada foi disponibilizada de forma integral em 9 de setembro no serviço de streaming.
Estudo revela exibição recorde de personagens LGBTQ na TV americana
Nunca houve tantas personagens LGBTQ (a nova nomenclatura que acrescenta Queer no que já foi GLS, LGBT e continua morfando como Power Rangers coloridos) nas séries das redes de televisão dos EUA. E, mesmo assim, são apenas 4,8% do total de personagens exibidos em horário nobre. O levantamento foi feito pela ONG GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation), que também observou que a representação de lésbicas diminuiu, a de bissexuais aumentou, que há mais mulheres em papéis de protagonistas e maior diversidade racial. O relatório Where We Are on TV, divulgado pela organização norte-americana de defesa dos direitos das minorias sexuais mostra um avanço “encorajador”, segundo Sarah Kate Ellis, presidente da GLAAD, em comunicado. É um avanço que continua a colocar a televisão à frente do cinema americano, que em 2015 tinha apenas 17,5% de filmes de grande orçamento com personagens LGBTQ, mas a luta continua por “retratos mais diversificados e intrincados da comunidade LGBTQ”, defende Ellis. A GLAAD localizou 43 personagens regulares e 28 recorrentes (que aparecem em alguns episódios) identificadas como LGBTQ nas séries em exibição no horário nobre dos canais de televisão em sinal aberto nos EUA, dentro de um universo total de 895 personagens. Além desses, foram encontradas mais 92 personagens LGBTQ centrais e 50 recorrentes que integram séries de canais de televisão por assinatura. O total contrasta 71 personagens LGBTQ na televisão convencional e 142 em serviços pagos. O estudo também observou que as plataformas de streaming são mais liberais no tratamento da sexualidade, encontrando sucesso e prêmios com séries que tratam abertamente da sexualidade, como “Transparent” e “Orange Is the New Black”, lançados respectivamente pela Amazon e pela Netflix. Ainda assim, estas plataformas ainda pecam pela falta de outra diversidade: racial. “Os canais pagos e de streaming ainda têm de incluir personagens LGBTQ mais diversificadas em termos raciais, já que a maioria das personagens fixas e regulares nessas plataformas são brancas” (os números ultrapassam os 70%). As mulheres negras são menos representadas do que os homens, apesar de se ter atingido um “recorde” com 20% de personagens fixas nos canais abertos de raça negra. Pior só os personagens transgênero nas televisões: três na TV aberta, contra seis na TV paga e sete nos serviços de streaming. Além disso, a representação das lésbicas diminuiu “drasticamente” na TV aberta, representando apenas 17% do total de personagens LGBTQ, chegando a encolher ainda 2% na televisão paga. A situação causou certo alarde pela maneira como esta diminuição aconteceu, “com personagens atrás de personagens sendo mortas, numa danosa metáfora para ‘enterrar os gays’” que “transmite uma mensagem perigosa de que as pessoas LGBTQ são secundárias e descartáveis”, disse Ellis, sobre uma escolha narrativa considerada comum, em que a morte de uma personagem gay serve o propósito de fazer avançar a história de uma personagem heterossexual, por exemplo. Segundo o estudo, mais de 25 personagens femininas lésbicas ou bissexuais morreram na TV desde o início deste ano, geralmente de forma violenta. Para terminar numa nota positiva, o estudo destaca um aumento na presença de pessoas portadoras de deficiência nas séries norte-americanas, que chegaram a 1,7% do total das personagens da TV aberta.
Homem-Aranha: Tom Holland compartilha vídeo de seu treino para fazer as acrobacias do herói
O ator Tom Holland usou sua conta no Instagram para compartilhar com os fãs um vídeo de bastidores de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. Nas imagens, o ator aparece treinando para fazer as acrobacias do herói. Além de demonstrar muita agilidade, ele ainda provocou Chris Hemsworth, intérprete de Thor, nos comentários, desafiando-o a superá-lo. O reboot do Homem-Aranha tem gerado muita discussão nas redes sociais, por conta da escalação de Zendaya como Mary Jane Watson, a ruiva mais famosa dos quadrinhos da Marvel, bem como a transmutação racial de todos os demais colegas de colégio de Peter Parker – brancos dos quadrinhos, eles serão representados por atores negros no filme. Com direção de Jon Watts (“A Viatura”) e roteiro de John Francis Daley e Jonathan Goldstein (do fraco reboot de “Férias Frustradas”), o novo “Homem-Aranha” tem estreia prevista para 6 de julho de 2017 no Brasil, um dia antes de seu lançamento nos EUA. @chrishemsworth and @bobbydazzler84 beat that! Um vídeo publicado por ✌️ (@tomholland2013) em Ago 27, 2016 às 6:16 PDT
Elenco de Homem-Aranha: De Volta ao Lar recria pose famosa do filme Clube dos Cinco
O elenco de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” se juntou pela primeira vez numa foto tirada pela revista Entertainment Weekly durante a San Diego Comic-Con, que homenageia o famoso cartaz do filme teen “Clube dos Cinco” (1985), clássico absoluto de John Hughes. Vale explicar que a imagem também repete as poses dos personagens registradas na capa de uma edição dos quadrinhos de “Spider-Man Loves Mary Jane”. O detalhe é que, com a exceção do próprio Peter Parker/Homem-Aranha, todos aqueles personagens brancos dos quadrinhos são representados por atores negros nas mesmas posições. Claro, Todd Holland (“Capitão América: Guerra Civil”) ocupa a posição do Homem-Aranha. E embora a Marvel não tenha confirmado oficialmente nada, Zendaya está na posição da ruiva Mary Jane, Tony Revolori (“O Grande Hotel Budapest”) ocupa o lugar do loiro Flash Thompson, Laura Harrier (série “One Life to Live”) preenche a vaga da loira Gwen (na verdade, seu papel é de outra loira, Liz Allen, no filme) e o estreante Jacob Batalon na posição de Liz Allen na foto (ele é a versão de cinema do também branco e adulto Ned Leeds). Ironicamente, é inevitável constatar que faltam brancos na escalação do elenco jovem do filme. Até esta produção, o Marvel Studios sempre fez questão de se diferenciar dos demais responsáveis por adaptações de seus quadrinhos ao se gabar por produzir versões mais fiéis às criações de Stan Lee, Jack Kirby, Steve Ditko e cia. É provável que, quando a Sony procurou a Marvel para relançar a franquia do Homem-Aranha, levou isto em conta: um parceiro capaz de dar mais credibilidade e fidelidade às adaptações do personagem. Mas não é o caso deste filme, que apresenta um elenco mais “alternativo” que o universo Ultimate do próprio Homem-Aranha nos quadrinhos. Nem a Marvel ousou tanto em suas publicações, tendo o cuidado de introduzir um novo personagem quando quis fazer um “Homem-Aranha negro”. Peter Parker e seus amigos jamais mudaram de raça nas publicações da editora. Agora, é esperar para ver a reação do público à nova versão dos personagens no terceiro reboot consecutivo do Homem-Aranha no cinema. Com direção de Jon Watts (“A Viatura”) e roteiro de John Francis Daley e Jonathan Goldstein (do fraco reboot de “Férias Frustradas”), o novo “Homem-Aranha” tem estreia prevista para 6 de julho de 2017 no Brasil, um dia antes de seu lançamento nos EUA.
One Mississippi: Nova série de diversidade sexual do Amazon ganha trailer
O Amazon divulgou o pôster e o trailer da nova série de comédia dramática “One Mississippi”, que parece seguir os passos de “Transparent”, ao explorar a diversidade sexual e a aceitação de uma família. Por acaso, sua criadora e estrela, Tig Notaro, já tinha aparecido em cinco episódios de “Transparent”. Baseada na história real da atriz, a série reflete o reencontro de um lésbica quarentona com sua família, após anos de distanciamento. Na trama, ela volta para casa para acompanhar a morte de sua mãe, paciente terminal num hospital, mas acaba ficando por mais tempo e precisa lidar com sua família “normal” do interior do Mississippi. A série tem como co-criadora a roteirista Diablo Cody (“Juno”, “Jovens Adultos”) e estreia no dia 9 de setembro no serviço de streaming.
Responsável por mudanças no Oscar, Cheryl Boone Isaacs é reeleita Presidente da Academia
Cheryl Boone Isaacs foi reeleita como Presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ela é a principal responsável pelo movimento de mudanças na Academia, visando aumentar a diversidade entre os integrantes da associação, responsável pela entrega do Oscar aos melhores artistas, técnicos e filmes do ano. Terceira mulher e primeira negra a comandar a Academia, ele foi reeleita para o seu quarto mandato – cada mandato à frente da tem duração de um ano. Boone Isaacs assume o novo mandato com a missão de já começar a produzir a próxima cerimônia do Oscar, marcada para 26 de fevereiro de 2017. Há bastante expectativa em relação à seleção de indicados deste ano, após as polêmicas pela falta de artistas negras nos últimos dois anos. Para refletir a diversidade da produção cinematográfica atual, em junho a Academia convidou 683 novos membros, dos quais 46% são mulheres e 41% de não-caucasianos. Por conta disso, 11 brasileiros votarão pela primeira vez no Oscar, incluindo a diretora Anna Muylaert (“Que Horas Ela Volta?”) e o diretor Alê Abreu, cujo filme “O Menino e o Mundo” foi indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2016.
Robert Downey Jr. aprova nova “Homem” de Ferro da Marvel
O ator Robert Downey Jr., intérprete do Homem de Ferro no cinema, aprovou a nova personagem que vai vestir a armadura criada por Tony Stark nos quadrinhos da Marvel. Ele usou seu Twitter para apoiar a escolha de Riri Williams como substituta de Stark na revista, que apesar da mudança de sexo do protagonista vai continuar se chamando “The Invencible Iron Man” nos EUA. “Prepare-se para uma nova geração de BAMF (Badass motherfucker) da Marvel”, ele escreveu, ao compartilhar a arte de introdução da personagem, que aparece acompanhada por Tony Stark. Os desenhos, por sinal, são de um brasileiro, Mike Deodato, que criou Riri Williams com o roteirista Brian Michael Bendis. A personagem faz parte de uma renovação no perfil dos heróis da Marvel, que busca diversificar mais seus heróis. Antes da “Homem de Ferro” negra, até o Thor mudou de sexo, sem esquecer que o Homem-Aranha também passou a ser representado por um negro latino, em histórias do próprio Bendis. Mais recentemente ainda, uma jovem descendente de paquistaneses, Kamala Khan, passou a usar o uniforme da loiraça Miss Marvel. Riri é uma jovem negra com QI de gênio, que com 15 anos entrou na MIT e criou sua própria armadura de ferro em seu dormitório universitário, impressionando Tony Stark. Ela foi introduzida aos poucos, desde a edição de capa de março de “The Invencible Iron Man”, e foi preparada para assumir o lugar do super-herói ao fim do crossover de “Guerra Civil 2”. Claro que ela não deverá ser chamada de Homem de Ferro, já que é uma mulher de ferro. Mas o nome favorito de Deodato, Iron Maiden, já tem dono. Get ready for a new generation of Marvel BAMF… pic.twitter.com/nMChfQkh0n — Robert Downey Jr (@RobertDowneyJr) July 7, 2016
Pesquisa revela que cinema brasileiro tem pouca diversidade racial
A falta de diversidade no cinema não é um problema exclusivo de Hollywood. A questão racial, colocada em evidência no último Oscar, foi escancarada numa nova pesquisa sobre o cinema brasileiro. E o resultado desse levantamento mostra que o panorama é muito mais grave no Brasil. Realizada pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Geema), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a pesquisa mostra que as maiores bilheterias da última década foram escritas, dirigidas e estreladas por homens brancos. Nenhuma mulher negra escreveu ou dirigiu qualquer longa no período. E os negros são minoria absoluta em todas as funções criativas do cinema brasileiro. Separados por gênero e raça, os dados revelam que os homens brancos dominaram 45% dos papéis mais relevantes dos filmes lançados entre 2002 e 2014 no país. Depois vêm mulheres brancas (35%), homens negros (15%) e, por último, as mulheres negras (apenas 5%). Em 2002, 2008 e 2013, simplesmente nenhum filme analisado pelos pesquisadores foi protagonizado por uma mulher negra. A discrepância é ainda mais gritante quando se avalia os diretores e roteiristas do cinema nacional: 84% dos cineastas são homens brancos, 14% mulheres brancas, 2% homens negros e nenhuma mulher negra dirigiu uma produção sequer de destaque nos 13 anos analisados pelo estudo – 2002 a 2014. Também não assinou roteiro algum. Já os homens brancos foram responsáveis por 69% dos textos. “O que saltou aos olhos é que não é só uma problema racial, mas mais ainda de gênero”, disse Márcia Rangel Cândido, coautora do estudo, em entrevista ao jornal O Globo. “Vimos nos debates que a pesquisa suscitou que o problema é sério e pouco discutido, praticamente um tabu”, completou. Para piorar, a participação de negros no cinema brasileiro pode ter sido superdimensionada pela própria pesquisa, que considerou pardos e mestiços entre os negros. Este critério permitiu, por exemplo, o diretor Fábio Barreto (“Lula, o filho do Brasil”), de pele visivelmente clara, ser considerado negro. Além disso, a lista ainda confunde nacionalidades, listando o uruguaio Enrique Fernández (“O Banheiro do Papa”). Assim, os cinco diretores negros listados, na verdade, resumem-se a três: Jeferson De (“Bróder”), Estevão Ciavatta (“Made in China”) e Joel Zito Araújo (“Filhas do Vento”). Entrevistado por O Globo, Joel Zito Araújo ainda alertou que, se é difícil conseguir financiamento como diretor negro, mais difícil ainda é ser um diretor negro interessado em filmar artistas negros. Por isso, ele não conseguiu rodar mais nenhuma ficção desde que “Filhas do Vento” (2004) venceu sete prêmios no Festival de Gramado, inclusive de Melhor Direção, Ator, Atriz e Coadjuvantes, todos negros. Mas Zito concorda que o panorama tem mudado para melhor nos últimos anos, por causa de ações afirmativas e de discursos de celebridades proeminentes, como Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”) e Taís Araújo (“Filhas do Vento”), que além de estrelarem novelas e séries têm ocupado protagonismo também no cinema. É o caso ainda de Cintia Rosa, protagonista de “O Fim e os Meios” (2014). Para a atriz, que interpretou uma jornalista negra, o fato da cor da pele ter sido irrelevante para a trama mostrou um caminho diferente, que precisa ser mais trilhado pelo cinema brasileiro. “Fui uma das poucas atrizes negras que protagonizaram um filme, além de não ter feito um papel estereotipado, como empregada ou bandida. A pele sequer era mencionada no roteiro. Portanto, considero esse trabalho um marco na minha carreira profissional”, ela disse ao jornal carioca. “E que fique de alerta para que os diretores escalem mais mulheres negras”, conclamou.
Diretor de Star Wars: O Despertar da Força assume compromisso por maior diversidade em seus filmes
Declarando-se impressionado pela reação contra a falta de diversidade entre os artistas indicados ao Oscar, o diretor J.J. Abrams assumiu o compromisso de mudar a forma como sua produtora de cinema e TV, Bad Robot, contrata funcionários e colaboradores. Em memorando enviado a estúdios e agentes, ele anunciou que os roteiristas, diretores, atores e técnicos que forem considerados para seus novos projetos deverão “ser pelo menos representativas do país em que vivemos. O que basicamente significa: 50% de mulheres, 12% de negros, 18% de hispânicos e 6% de asiáticos.” No texto, ele explica que essa opção não tem a ver com cotas ou ser politicamente correto, mas simplesmente garantir que “o grupo de onde buscamos nossos talentos seja o mais rico e representativo possível”. Para completar, avalia que a iniciativa tem tudo para beneficiar a indústria. “Trata-se um daqueles momentos raros e maravilhosos nos quais o passo moralmente correto é também uma grande medida criativa”, conclui o documento. “A questão do Oscar foi o sintoma de um problema, não foi o problema”, disse o cineasta em entrevista ao jornal The New York Times, na qual explicou sua iniciativa. “O Oscar é a última parada do trem. A primeira é fazer o filme”, comparou. Ao mesmo tempo, ele fez questão de demonstrar que a diversidade também pode resultar em filmes melhores. “Acho que as melhores histórias virão das vozes mais inclusivas. Acredito que o público vai assistir a esses filmes. A base (de espectadores) vai aumentar, se beneficiar dessas inclusão.” Abrams, por sinal, já demonstrou como um elenco diversificado pode representar “A Força” de um negócio cinematográfico, visto que “Star Wars: O Despertar da Força”, que ele dirigiu e ajudou a escrever, fez mais de US$ 2 bilhões em bilheteria, tendo como protagonistas uma mulher (Daisy Ridley), um negro (John Boyega) e um latino (Oscar Isaac).
Spirit Awards: “Oscar indie” premia Spotlight e a diversidade que a Academia não viu
O filme “Spotlight – Segredos Revelados”, em que jornalistas investigam padres pedófilos, foi o grande vencedor do Spirit Awards, considerado o “Oscar indie”, que premia filmes americanos feitos por produtores independentes com orçamento de até US$ 20 milhões. Além de Melhor Filme, o longa venceu nas categorias de Direção, Roteiro e Edição. Candidatos mais convencional ao prêmio, “Spotlight” foi dirigido por Tom McCarthy, que no mesmo ano também assinou a comédia bobalhona “Trocando os Pés”, estrelada por Adam Sandler. Ele venceu os indicados “Anomalisa”, “Beasts of No Nation”, “Carol” e “Tangerine”. Sempre realizado no dia anterior ao Oscar, o Spirit Awards se caracteriza por uma atmosfera oposta a da cerimônia da Academia. Não só pela seleção dos candidatos, mas por acontecer pela manhã, numa tenda à beira-mar – na praia de Santa Mônica, em Los Angeles. Este ano, porém, o contraste foi ainda maior. Diante da polêmica seleção do Oscar 2016, criticada pela falta de diversidade, o Spirit premiou três atores negros, entre quatro categorias possíveis. Dois deles se destacaram no filme “Beasts of No Nation”, produção da Netflix ignorada pela Academia. O jovem Abraham Attah, de apenas 15 anos, venceu como Melhor Ator e Idris Elba como Melhor Coadjuvante. O filme acompanha crianças que são obrigadas a virar soldados durante uma guerra civil num país da África ocidental. A premiação mais ousada, porém, ficou por conta da vitória da transexual negra Mya Taylor como Melhor Coadjuvante, por “Tangerine”. O filme segue o cotidiano de uma prostituta transgênero que descobre que seu namorado e cafetão está lhe traindo com uma mulher. Entre os intérpretes, a categoria de Melhor Atriz é a única com chances de ser repetida pelo Oscar. Deu Brie Larson, de “O Quarto de Jack”, que já havia vencido o troféu do Sindicato dos Atores – assim como Idris Elba, por sinal. Outros vencedores que também disputam o troféu da Academia são o longa estrangeiro “O Filho de Saul” (Hungria) e o documentário “O Peso do Silêncio”. Para completar, a produção com mais indicações, o drama “Carol”, sobre duas lésbicas que vivem um romance discreto nos anos 1950, venceu apenas a categoria de Melhor Fotografia. Vencedores do Independent Spirt Awards 2015 Melhor Filme “Spotlight – Segredos Revelados” Melhor Direção Tom McCarthy (“Spotlight”) Melhor Atriz Brie Larson (“O Quarto de Jack”) Melhor Ator Abraham Attah (“Beasts of No Nation”) Melhor Atriz Coadjuvante Mya Taylor (“Tangerine”) Melhor Ator Coadjuvante Idris Elba (“Beasts of No Nation”) Melhor Roteiro Tom McCarthy e Josh Singer (“Spotlight”) Melhor Roteiro de Estreia Emma Donoghue (“O Quarto de Jack”) Melhor Filme de Estreia “The Diary of a Teenage Girl” Melhor Fotografia “Carol” Melhor Edição “Spotlight” Melhor Documentário “O Peso do Silêncio” Melhor Filme Estrangeiro “O Filho de Saul” (Hungria) Prêmio John Cassavetes (Melhor Filme de até US$ 500 mil) “Krisha” Prêmio Robert Altman (Melhor Direção de Elenco) “Spotlight”








