Veja cena inédita de Capitão América: Guerra Civil divulgada no MTV Movie Awards
A Disney divulgou uma cena inédita de “Capitão América: Guerra Civil” durante a exibição do MTV Movie Awards. Repleto de ação, o vídeo apresenta o ataque a um prédio guardado por militares armados, destacando o trabalho em equipe do Capitão América (Chris Evans), Falcão (Anthony Mackie) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen). Os três são aliados na trama, que colocará o Capitão América contra o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), criando um racha entre os Vingadores. Novamente dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo (“Capitão América: O Soldado Invernal”), o longa estreia em 28 de abril no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Bella Thorne e Ashley Tisdale vão estrelar novas séries
O canal Freeform anunciou a produção de duas novas séries protagonizadas por ex-estrelinhas do Disney Channel: Bella Thorne (série “No Ritmo”) e Ashley Tisdale (franquia “High School Musical”). A revelação foi feita durante uma entrevista coletiva, que apresentou os novos projetos do canal – evento conhecido, no jargão televisivo, como upfront. “Famous in Love” vai trazer Thorne como uma jovem universitária que passa num teste de elenco para estrelar um grande blockbuster de Hollywood e passa a conviver com a fama. Além de sua vida virar um circo midiático, ela precisa lidar com o interesse que desperta nos dois protagonistas de seu filme. A série é baseada no romance homônimo de Rebecca Serle e está sendo desenvolvida por I. Marlene King (criadora de “Pretty Little Liars”). Já a atração de Tisdale será um spin-off, centrada em sua personagem da série “Young & Hungry”, mas não há maiores informações sobre a trama. Criada em 2014 por David Holden (roteirista de “No Ritmo”), “Young & Hungry” gira em torno de uma blogueira que vira personal chef de um jovem empreendedor do mercado de tecnologia. Tisdale apareceu duas vezes na série como Logan Rawlings, uma colunista de revista que se apaixona pela protagonista, vivida por Emily Osment (que anteriormente fez a série “Hannah Montana”). As duas produção ainda não tem previsão de estreia, mas fazem parte de um projeto maior, que visa definir a nova identidade do Freeform. Desde que o canal deixou de ser chamado de ABC Family, no começo de 2016, vem desenvolvendo séries para um público mais velho, visando aumentar a idade de seu público alvo, originalmente pré-adolescente. A Disney, que é dona do canal, já atende crianças com o Disney XD e os pré-adolescentes com o Disney Channel, e agora quer voltar o Freeform para os jovens adultos.
Disney prepara filme sobre Rosa Vermelha, a irmã da Branca de Neve
Enquanto a Universal revela que a Rainha Má (rebatizada de Ravenna) tem uma irmã em “O Caçador e a Rainha do Gelo”, a Disney prepara um filme sobre a irmã da Branca de Neve. Coincidência? Só para quem acredita em fábulas encantadas. O roteirista dos dois projetos é o mesmo, Evan Daugherty. Segundo o site The Hollywood Reporter, o estúdio responsável pela animação clássica “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937) vai filmar a história da Rosa Vermelha, irmã da Branca de Neve, baseado na personagem que aparece em um dos contos dos irmãos Grimm e que também ganhou destaque na revista em quadrinhos “Fábulas”, da Vertigo (divisão adulta da DC Comics). O roteiro original foi escrito por Justin Merz (animação “The Boxcar Children”), mas Evan Daugherty, que também escreveu “Branca de Neve e o Caçador” (2012), retrabalhou o texto e elaborou uma nova abordagem, enfatizando o papel (desconhecido até agora) da Rosa Vermelha no plano para trazer Branca de Neve de volta à vida, após morder a maçã envenenada. No enredo, Rosa entrará numa missão com o anão Zangado para quebrar o feitiço da Rainha Má contra sua irmã. A produção ainda não tem data de estreia definida. Mas vale lembrar que a Disney também já havia anunciado planos para produzir um longa-metragem solo do Príncipe Encantado. Além disso, a Warner desenvolve uma adaptação de “Fábulas” para o cinema, com roteiro de Jane Goldman (“X-Men: Primeira Classe”). Próximo filme baseado neste universo, “O Caçador e a Rainha do Gelo”, estreia em 21 de abril no Brasil. Já as próximas fábulas da Disney com atores reais serão “Mogli, o Menino Lobo”, com lançamento em 14 de abril, e “Alice Através do Espelho”, previsto para 26 de maio.
Mogli: Veja um vídeo de bastidores e duas cenas que destacam o realismo da produção
A Disney divulgou um vídeo de bastidores e duas cenas de “Mogli – O Menino Lobo”. O vídeo demonstra a influência da animação clássica de 1967 na nova versão, com depoimentos do diretor Jon Favreau (“Homem de Ferro”) e seu elenco de dubladores famosos, enquanto as cenas mostram o impressionante realismo dos animais do filme, que preservam o espírito de suas contrapartes animadas, como a ironia cômica do urso Balu e a presença ameaçadora do tigre Shere Khan. No filme, o jovem estreante Neel Sethi, de 10 anos de idade, intérprete de Mogli, é o único ator real da produção. Os demais personagens foram criados por computação gráfica. Mas em contraste ao apuro com que eles se movimentam e interagem, a trama mantém o principal elemento de fantasia da história clássica: os bichos são falantes. O elenco de dubladores, por sinal, é repleto de feras. Inclui Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), Ben Kingsley (“Homem de Ferro 3″), Christopher Walken (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”), Idris Elba (“Thor: O Mundo Sombrio”), Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”), Giancarlo Esposito (série “Revolution”) e Bill Murray (“O Grande Hotel Budapeste”). O filme adapta o clássico infantil “O Livro da Selva”, de Rudyard Kipling, sobre o menino órfão criado por lobos numa floresta da Índia, que já inspirou várias versões, entre elas a animação-referência “Mogli – O Menino Lobo” (1967), último longa produzido por Walt Disney. A nova versão tem lançamento marcado para 14 de abril no Brasil, um dia antes da estreia nos EUA.
Mogli – O Menino Lobo ganha pôsteres e fotos especiais com os personagens e seus dubladores
A Disney divulgou sete pôsteres de personagens e seis fotos especiais de “Mogli – O Menino Lobo”. As fotos trazem os dubladores originais ao lado de seus personagens no filme, destacando o realismo dos animais que vem marcando a divulgação do longa-metragem. No filme, o jovem estreante Neel Sethi, de 10 anos de idade, intérprete de Mogli, é o único ator real da produção. Os demais personagens foram criados por computação gráfica. Mas em contraste ao apuro com que eles se movimentam e interagem, a trama mantém o principal elemento de fantasia da história clássica: os bichos são falantes. O elenco de dubladores, por sinal, é repleto de feras. Inclui Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), Ben Kingsley (“Homem de Ferro 3″), Christopher Walken (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”), Idris Elba (“Thor: O Mundo Sombrio”), Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”), Giancarlo Esposito (série “Revolution”) e Bill Murray (“O Grande Hotel Budapeste”), o único ausente na sessão fotográfica. O filme adapta o clássico infantil “O Livro da Selva”, de Rudyard Kipling, sobre o menino órfão criado por lobos numa floresta da Índia, que já inspirou várias versões, inclusive a animação “Mogli – O Menino Lobo” (1967), último longa produzido por Walt Disney. A nova versão tem direção de Jon Favreau (“Homem de Ferro”) e lançamento marcado para 14 de abril no Brasil, um dia antes da estreia nos EUA.
Blu-ray de Star Wars: O Despertar da Força vira hit pirata duas semanas antes de chegar nas lojas
O blu-ray de “Star Wars: O Despertar da Força” vazou na internet e já virou sucesso, duas semanas antes de chegar nas lojas dos EUA. Em 12 horas, 250 mil pessoas baixaram o arquivo. Os dados são do site TorrentFreak, especializado em notícias sobre pirataria online. Na programação da Disney, o blu-ray só chegaria às lojas americanas no dia 5 de abril. Mas quatro grupos distintos da “cena” pirata já disponibilizam o filme, incluindo entre os arquivos para download uma foto do disco oficial, como prova da fonte usada para as cópias. Com isso, os piratas pularam uma “etapa” de seu processo tradicional, indo das gravações feitas com câmeras de celulares nos cinemas, de baixíssima qualidade, para a imagem topo de linha, sem passar pela fase de cópia de versão lançada na internet. Isto se deve ao fato de Disney ainda não ter oferecido acesso online ao filme, cuja estreia em serviços VOD só acontecerá no dia 1 de abril. Por enquanto, os blu-ray da internet não disponibilizaram o material extra, exclusivo dos lançamentos físicos, mas a Disney tem feito isso por iniciativa própria, divulgado para diversos sites algumas imagens e cenas deletadas da produção. Maior bilheteria de todos os tempos nos EUA, com US$ 933 milhões arrecadados no mercado doméstico, e terceira maior bilheteria mundial da História, com um total de US$ 2 bilhões, “Star Wars: O Despertar da Força” terá sequência nos cinemas em 2017, com o lançamento de “Star Wars: Episódio VIII”, que já está sendo filmado.
Disney e Marvel assumem postura política e ameaçam boicote contra lei “religiosa” antigay nos EUA
A Disney e os estúdios Marvel decidiram tomar uma postura política e ameaçar de boicote o estado americano da Georgia, onde vêm rodando seus filmes – como “Homem-Formiga”, “Capitão América: Guerra Civil” e “Guardiões da Galáxia 2” – , caso uma controversa lei antigay seja aprovada pelo governador. “Disney e Marvel são empresas inclusivas e, por mais que tenhamos tido ótimas experiências filmando na Geórgia, nós planejamos levar nossos negócios para qualquer outro lugar caso qualquer legislação que permita práticas discriminatórias se torne lei estadual”, disse um porta-voz dos estúdios nesta quarta-feira. Outras subsidiárias do conglomerado Disney, como a rede ABC, também vão participar do boicote, informou o site The Hollywood Reporter. O motivo da controvérsia se deve à iniciativa de políticos da bancada evangélica local, que enviaram um controverso projeto de lei de liberdade religiosa ao governador Nathan Deal. Deal tem até o dia 3 de maio para decidir se deve ou não sancioná-lo. O projeto, oficialmente intitulado Lei de Proteção do Livre Exercício, diz que nenhum pastor/padre/ministro religioso pode ser forçado a realizar o casamento de pessoas do mesmo sexo e que nenhum indivíduo pode ser forçado a participar de um — disposições que, como apontam os críticos da discriminação, já estão garantidas pela Primeira Emenda. Mas não é só isso. A lei também prevê que nenhuma organização religiosa seja “obrigada a fornecer serviços sociais, educacionais ou de caridade que violem as crenças destas organizações baseadas na fé”. Tais organizações não poderiam ser forçadas a “contratar ou manter como empregada qualquer pessoa cuja crença ou prática religiosa ou a falta delas esteja em desacordo com o que essas organizações acreditam”. Em suma, se sancionada, a lei 757 permitirá que associações religiosas possam se negar a realizar casamentos, dar empregos ou mesmo a prestar serviços a homossexuais. Caso seja aprovada, o precedente criado pela lei pode ser estendido para outros estados e ampliar seus limites para além da “liberdade de religião”. Do jeito que está, já cria discriminação, podendo afetar, inclusive, o atendimento a estudantes e, caso mais extremo, pacientes homossexuais em instituições hospitalares ligadas à igrejas/templos. Grupos de direitos humanos conclamaram que representantes de grandes estúdios de Hollywood se manifestassem contra o projeto de lei, pedindo um boicote ao estado caso a lei seja sancionada. “Como outros estados, a Geórgia oferece incentivos fiscais para produções de cinema e TV, e como resultado, a indústria do entretenimento tem uma pegada econômica imensa no estado. Mas, se esta lei for sancionada, seus funcionários, seus contratados, todos aqueles que trabalham em suas produções estão em risco de sofrer discriminação chancelada pelo Estado. Isso está errado. É anti-americano. É uma afronta a todos os valores dos quais Hollywood se orgulha”, disse Chad Griffin, presidente da Human Rights Campaign, em um evento no último dia 19. Ele continuou: “Vocês têm a influência e a oportunidade de não apenas derrotar esse projeto, mas para enviar uma mensagem de que há consequências para leis perigosas e odiosas como essa”. O governador republicano já havia criticado versões anteriores do projeto, afirmando que vetaria qualquer medida que permitisse a discriminação no estado “a fim de proteger as pessoas de fé”. Porém, no último dia 18 ele afirmou estar “agradavelmente surpreso” com a nova versão que lhe foi enviada. Deal ainda não indicou se intenciona assinar ou não o projeto. Em 22 de fevereiro deste ano, o governador participou das celebrações do Dia do Filme, que celebrava os mais de US$ 1,7 bilhão gastos por produções audiovisuais no estado entre 1 de junho de 2014 a 30 de junho de 2015. Apesar de seu entusiasmo com a lei, Nathan Deal precisa dar satisfação a grandes empresas que já se posicionaram contra a lei. Além da Disney, Coca-Cola, Home Depot e UPS ameaçam boicotar o estado, que pode entrar em crise financeira. “Para as empresas da Geórgia competirem pelos melhores talentos, temos que ter locais de trabalho e comunidades diversas e acolhedoras para todas as pessoas, não importando raça, sexo, cor, nacionalidade, etnia, religião, idade, deficiência, orientação sexual ou gênero”, disseram as megacorporações em comunicado conjunto. Até a NFL, Liga Nacional de Futebol Americano, advertiu, no último dia 18, que se o projeto passar, a decisão de realizar o Super Bowl em Atlanta em 2019 ou 2020 pode ser afetada. O estado é um dos finalistas para sediar a partida, um dos eventos mais importantes do calendário esportivo americano. Times locais como os Atlanta Braves, Atlanta Falcons e Atlanta Hawks também engrossam a lista dos que se opõem à lei.
Zootopia marca evolução da Disney sob influência da Pixar
“Zootopia – Essa Cidade é o Bicho” não é só uma animação bastante ousada. Ela diz respeito ao futuro da Disney Animation. É o ponto de chegada de uma longa evolução iniciada há uma década, desde que a Disney comprou os estúdios Pixar em 2006. É nítida a ambição por trás de sua produção, que vai além da concepção da cidade dos animais falantes, que já existia na Disney desde Patópolis. Ela brinca com os filmes policiais hollywoodianos, clássicos noir e até mesmo com as famosas produções de horror de Val Lewton. O apuro do estúdio na adaptação dos bichos, que são apresentados ao longo da trama, também salta aos olhos. Ao ganharem características antropomórficas, eles não perdem suas dimensões e natureza originais. Assim, quando o filme mostra a coelha policial Judy em meio a um bando de rinocerontes, o público logo percebe o quão pequenina ela é naquele espaço de brutamontes. Há, ainda, uma questão curiosa envolvendo o Prefeito, que é um leão, e a Vice-Prefeita, uma ovelha. A situação é mais que delicada do ponto de vista político, servindo de metáfora de fácil identificação. Assim como é clara a analogia feita entre os serviços públicos e a participação de Flecha, o simpático bicho-preguiça que trabalha numa espécie de DETRAN de Zootopia. Uma pena que esta cena tenha sido antecipada, praticamente de forma integral, pelos trailers e vídeos de divulgação, prejudicando, assim, a sequência mais engraçada do filme. O fato é que a riqueza de detalhes chama, inicialmente, mais atenção que a própria trama central, focada na investigação do desaparecimento de alguns habitantes de Zootopia. Mas isso logo muda, conforme a policial Judy e seu assistente relutante, o raposo malandro Nick, descobrem o destino dos desaparecidos, permitindo vislumbrar o quanto a trama é audaciosa. Só que demora um pouco para que Judy e Nick, antes inimigos, depois amigos, descubram o tal segredo, e isso prejudica o andamento da narrativa. O ritmo fica a reboque do relacionamento da dupla de protagonistas, com o objetivo de privilegiar sua aproximação. Mas é criativa a forma como o roteiro consegue torná-los até mesmo mais do que simples amigos. De fato, “Zootopia”, dos diretores Byron Howard (“Bolt: Supercão”) e Rich Moore (“Detona Ralph”), não é uma obra qualquer dentro da filmografia de animações da Disney. Dentro do contexto histórico do estúdio, ela parece mais uma produção da Pixar do que os desenhos de animais falantes que deram fama ao estúdio do Mickey Mouse. Apesar do fenômeno popular de “Frozen – Uma Aventura Congelante” (2013) provar a consistência da fórmula clássica dos contos de fadas com princesas e canções, não é de hoje que a Disney cobiça o estilo da Pixar, o pequeno estúdio de efeitos digitais que Steve Jobs ajudou a transformar numa revolução cultural, e que foi incorporado ao império do Mickey por US$ 7,4 bilhões. Desde pelo menos “A Família do Futuro” (2007), o velho estúdio dá passos firmes para adotar a computação gráfica de animação tridimensional, em substituição aos desenhos tradicionais de duas dimensões que fizeram sua fama. E a cada nova tentativa tem aperfeiçoado esse projeto, passando por “Bolt: Supercão” (2008), “Detona Ralph” (2012) e o vencedor do Oscar “Operação Big Hero” (2014), que deu o impulso definitivo nessa arrancada. O que estes filmes tem em comum, além da computação gráfica, é o nome de seu produtor executivo. “A Família do Futuro” foi o primeiro lançamento da Disney sob supervisão do novo chefe do departamento de animação do estúdio, John Lasseter, o diretor de “Toy Story” (1995), por sua vez primeiro sucesso da Pixar. Com a incorporação da empresa de Steve Jobs, Lasseter virou o executivo-chefe da Disney Animation. E sua influência tem ajudado a deixar o estúdio clássico cada vez mais parecido com a Pixar. A outra via também tem sido observada, por meio de lançamentos como “Valente” (2012) e “O Bom Dinossauro”, produções com mais cara de Mickey do que “Toy Story”. Claro que os executivos têm todo o direito de tentar mudar e experimentar. E devem mesmo progredir, para que não fiquem presos no tempo. Mas até que ponto essa modernização pode custar a identidade de uma marca tão forte quanto a Disney Animation? O sucesso de “Zootopia” pode representar o fim de uma era, aumentando os argumentos em prol da sinergia entre os dois estúdios. Trata-se do maior indício já visto de uma nova entidade cinematográfica em desenvolvimento, com cabeça computadorizada e garras de rato animado. Se isto é bom ou ruim, só o futuro dirá.
Mogli: Voz de Scarlett Johansson hipnotiza no novo comercial da fábula realista
A Disney divulgou um novo comercial de “Mogli – O Menino Lobo”, que destaca as ameaças que o Menino-Lobo encontra na selva, em especial a sedutora serpente Kaa, capaz de hipnotizar com a voz de Scarlett Johansson, mas também o feroz tigre Shere Khan e o Rei Louie dos macacos. De forma impressionante, a prévia volta a destacar o realismo dos animais que contracenam com o jovem estreante Neel Sethi, de 10 anos de idade, no papel de Mogli. Ele é o único ator real da produção dirigida por Jon Favreau (“Homem de Ferro”), que usa animação e captura de performance para dar vida aos demais personagens, todos animais selvagens. Mas em contraste ao apuro com que eles se movimentam e interagem, a trama mantém o principal elemento de fantasia da história clássica: os bichos são falantes. O elenco de dubladores, por sinal, é repleto de feras. Além de Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), destacam-se Ben Kingsley (“Homem de Ferro 3″), Bill Murray (“O Grande Hotel Budapeste”), Christopher Walken (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”), Idris Elba (“Thor: O Mundo Sombrio”), Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”) e Giancarlo Esposito (série “Revolution”). A trama adapta o clássico infantil “O Livro da Selva”, de Rudyard Kipling, sobre o menino órfão criado por lobos numa floresta da Índia, que já inspirou várias versões, inclusive a animação clássica “Mogli – O Menino Lobo” (1967), último filme produzido por Walt Disney. A nova versão tem lançamento marcado para 14 de abril no Brasil, um dia antes da estreia nos EUA.
Convergente não tira Zootopia da liderança das bilheterias dos EUA
Maior lançamento do fim de semana nos EUA, “A Saga Divergente: Convergente” não foi capaz de tirar “Zootopia – Essa Cidade É o Bicho” da liderança das bilheterias do país. A animação de bichos falantes da Disney fez mais US$ 38 milhões e se manteve como o filme mais visto da América do Norte pela terceira semana consecutiva. O sucesso de “Zootopia” tem surpreendido até a própria Disney. Com sua arrecadação atual, o filme já fez mais de US$ 200 milhões nos EUA e está a um dia de atingir US$ 600 milhões em todo o mundo. Para se ter ideia, “Frozen – Uma Aventura Congelante” levou uma semana a mais para chegar nesses números. Além de “Frozen”, apenas “Operação Big Hero” superou US$ 600 milhões em arrecadação, entre todos os lançamentos da história da Disney Animation. Por sua vez, “A Saga Divergente: Convergente” fez US$ 29 milhões, muito abaixo do desempenho dos dois filmes anteriores da franquia – “Divergente” fez US$ 54,6 milhões em 2014 e “Insurgente” rendeu US$ 52,2 milhões em 2015. Para piorar, foi também o título de pior recepção crítica entre as franquias distópicas que tem sido produzidas em série nos últimos anos, com apenas 10% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Até o público parece concordar, dando nota B na pesquisa do CinemaScore (contra notas A de “Divergente” e A- de “Insurgente”). A Lionsgate, porém, anteviu o problema e tomou iniciativas importantes. Primeiro, antecipou o lançamento no mercado internacional, evitando a contaminação das críticas negativas e o desempenho pífio nos EUA. Resultado disso é que, no Brasil, o filme liderou as bilheterias da semana passada, faturando R$ 10 milhões. A arrecadação brasileira só perdeu para a estreia na França, com US$ 8,1 milhão. Assim, a soma mundial do filme está agora em US$ 82,4 milhões. O problema é que “Convergente” custou, só em produção, US$ 110 milhões, e já é o segundo fiasco milionário do estúdio em 2016, após a implosão de “Deuses do Egito”. Neste contexto, os produtores foram rápidos em sua segunda iniciativa: demitir o diretor Robert Schwentke, que será substituído por Lee Toland Krieger (“A Incrível História de Adeline”) no último filme da “Série Divergente”, intitulado “Ascendente”, que continua previsto para 2017. O 3º lugar ficou com outro lançamento, “Milagres do Paraíso”. Distribuído em mais de 3 mil cinemas, fez US$ 18,5 milhões – uma arrecadação por sala relativamente baixa. Embora o baixo rendimento reflita uma certa descrença do público na atual onda de filmes sobre milagres religiosos contemporâneos, seu desempenho não é nem de longe um desastre de proporções bíblicas, já que custou apenas US$ 13 milhões e se pagará, a princípio, com uma bilheteria na casa dos US$ 35 milhões, algo que nem depende de muita fé para se tornar realidade. O Top 5 tem ainda “Rua Cloverfield, 10”, que chegou a US$ 45 milhões em dez dias nos EUA, e “Deadpool”, que aumentou seu recorde de arrecadação para US$ 340 milhões no mercado doméstico. Para se ter ideia, o filme de censura “R” (para maiores de 17 anos) agora só perde para quatro lançamentos PG-13 (para maiores de 13 anos) da Marvel: “Vingadores” (2012), “Vingadores: Era de Ultron” (2015) e “Homem de Ferro 3” (2013), além dos dois primeiros “Homem-Aranha” da Sony. Em todos os tempos. No mercado mundial, “Deadpool” chegou a impressionantes US$ 730 milhões, o que o deixa a apenas US$ 17 milhões de superar “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014) e assumir a condição de filme de super-herói mais bem-sucedido do estúdio 20th Century Fox. Vale observar que ele também é o mais autoral e radical de todos esses filmes citados. BILHETERIA: TOP 10 EUA 1. Zootopia Fim de semana: US$ 38 milhões Total EUA: US$ 201,8 milhões Total Mundo: US$ 591,7 milhões 2. A Série Divergente: Convergente Fim de semana: US$ 29 milhões Total EUA: US$ 29 milhões Total Mundo: US$ 82,4 milhões 3. Milagres do Paraíso Fim de semana: US$ 18,5 milhões Total EUA: US$ 18,5 milhões Total Mundo: US$ 18,5 milhões 4. Rua Cloverfield, 10 Fim de semana: US$ 12,5 milhões Total EUA: US$ 45,1 milhões Total Mundo: US$ 52,3 milhões 5. 5. Deadpool Fim de semana: US$ 8 milhões Total EUA: US$ 340,9 milhões Total Mundo: US$ 730,6 milhões 6. Invasão a Londres Fim de semana: US$ 6,8 milhões Total EUA: US$ 50 milhões Total Mundo: US$ 50 milhões 7. Uma Repórter em Apuros Fim de semana: US$ 2,8 milhões Total EUA: US$ 19,2 milhões Total Mundo: US$ 19,2 milhões 8. The Perfect Match Fim de semana: US$ 1,9 milhão Total EUA: US$ 7,3 milhões Total Mundo: US$ 7,3 milhões 9. 5. Irmão de Espião Fim de semana: US$ 1,4 milhão Total EUA: US$ 5,9 milhões Total Mundo: US$ 22,6 milhões 10. O Regresso Fim de semana: US$ 1,2 milhão Total EUA: US$ 181,1 milhões Total Mundo: US$ 483,1 milhões
Roteirista de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal escreverá novo filme do arqueólogo aventureiro
Após a confirmação de que “Indiana Jones 5” teria de volta Harrison Ford e o diretor Steven Spielberg, o site The Hollywood Reporter confirmou que o David Koepp vai escrever o filme. Koepp foi quem roteirizou o último filme da franquia, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008), baseado numa história de George Lucas. Será a quinta vez que ele trabalhará com Spielberg, para quem também escreveu os sucessos “Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros” (1993), “O Mundo Perdido: Jurassic Park” (1997) e “Guerra dos Mundos” (2005). Por enquanto, os detalhes sobre a trama do novo Indiana Jones estão mantidos em segredo, mas é provável que o roteiro esteja bastante adiantado, pois boatos sobre o envolvimento de Koepp vem desde dezembro, quando Harrison Ford revelou que o filme já estava sendo escrito. O casal Kathleen Kennedy e Frank Marshall também retorna como responsáveis pela produção. Assim, da equipe criativa dos filmes anteriores, apenas o nome de George Lucas, que concebeu as quatro histórias prévias, não tem sido citado em relação ao projeto. Ele vendeu os direitos do personagem junto com a franquia “Star Wars” para a Disney, ao negociar a LucasFilm por US$ 4 bilhões em 2012. A Disney dispensou sua história para o filme que acabou virando “Star Wars: O Despertar da Força” e pode ter seguido essa tendência com relação a suas ideias a respeito do quinto “Indiana Jones”. “Indiana Jones 5” também já ganhou previsão de estreia. Ele deve chegar aos cinemas em 19 de julho de 2019, nos EUA.
Zootopia é a maior e melhor estreia em semana repleta de bons lançamentos no cinema
Numa semana repleta de bons lançamentos, o mais amplo é “Zootopia – Essa Cidade É o Bicho”, nova animação da Disney, que chega em 950 salas (600 em 3D e 12 em Imax). O estúdio de Walt Disney, que tem como símbolo um animal falante que se veste como gente, trouxe a premissa antropomórfica à sua maturidade com “Zootopia”, uma obra repleta de intertexto, capaz de lidar com preconceitos e estereótipos, e trazer uma mensagem relevante de inclusão, enquanto diverte como poucas. Não só a coelha Judy Hopps e o raposo Nick Wilde são ótimos personagens, mas o ambiente elaborado em que vivem, repletos de coadjuvantes hilários, vira do avesso a história dos desenhos antropomórficos, gênero que, no passado, serviu para perpetuar inúmeros preconceitos raciais. Ágil, esperta, vibrante e bastante engraçada, a produção é simplesmente a melhor animação de bicho falante da Disney desde que os curtas do Mickey Mouse se tornaram falados. Não há como elogiá-la mais que isso. O épico “Ressurreição” tem a segunda maior distribuição da semana, ocupando 470 salas no vácuo do sucesso de “Os 10 Mandamentos”. Entretanto, apesar de sua narrativa estar fortemente ligada à origem do cristianismo, a produção é menos estridente em sua pregação religiosa. Na verdade, opta pela abordagem oblíqua, como “O Manto Sagrado” (1953), “Ben-Hur” (1959) e “Barrabás” (1961), clássicos do gênero sandália e espada que incluem histórias de Jesus. Na trama, Joseph Fiennes (que já foi “Lutero”) vive um centurião romano cético, que tem a missão de averiguar a ressurreição de Jesus e desmentir o boato do milagre. O resultado é uma aventura bem melhor que o esperado, com direito a um Jesus finalmente retratado como (Yeshua) um homem de pele mais escura e sem olhos azuis (o maori Cliff Curtis, da série “Fear the Walking Dead”). Em 86 salas, o suspense brasileiro “Mundo Cão” marca o reencontro do diretor Marcos Jorge com o roteirista Lusa Silvestre, que fizeram juntos o ótimo “Estômago” (2007). Mas os clichês de gênero e a dificuldade com que o clima tenso se encaixa no início mais leve e cômico deixam o filme nas mãos do elenco, que impressiona por sua capacidade de fazer o espectador embarcar na sua história de vingança setentista, sobre um homem violento, em busca de justiça pela morte de seu cachorro nas mãos de um funcionário do Departamento de Controle de Zoonoses (a popular carrocinha). Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”) e Babu Santana (“Tim Maia”) estão ótimos como protagonistas, Adriana Esteves (“Real Beleza”) perfeita como a esposa evangélica, mas a surpresa fica por conta da jovem Thainá Duarte, em sua estreia no cinema, poucos meses após debutar como atriz na novela “I Love Paraisópolis” (2015). O circuito limitado destaca mais dois filmes brasileiros, ambos documentários. “Eu Sou Carlos Imperial” resgata uma figura histórica, fomentador da Jovem Guarda e cafajeste assumido, que escreveu hits, estrelou pornochanchadas e foi jurado de calouros do Programa Sílvio Santos. Repleto de imagens de arquivo e entrevistas exclusivas com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Tony Tornado, Dudu França, Mário Gomes e Paulo Silvino, o filme tem direção da dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que já havia realizado um ótimo resgate da história musical brasileira em “Uma Noite em 67” (2010). Chega em apenas três salas do Espaço Itaú, no Rio e em São Paulo. Por sua vez, “Abaixando a Máquina 2 – No Limite da Linha” é desdobramento de um documentário anterior sobre a ética do fotojornalismo, do “uruguaio carioca” Guillermo Planel. Com imagens muito potentes (de fato, sensacionais) e tom crítico, o filme mergulha nos protestos que se seguiram à grande manifestação de junho de 2013, questionando a cobertura da mídia tradicional, ao mesmo tempo em que abre espaço para a autoproclamada “mídia ninja”, buscando refletir o jornalismo na era das mídias sociais – que, entretanto, é tão ou até mais tendencioso. Desde que o filme foi editado, por sinal, aconteceram as maiores manifestações de rua do Brasil, que, além de historicamente mais importantes, politizaram o país com um debate que escapou da reflexão filmada – e que a tal “mídia ninja” faz de tudo para menosprezar. Será exibido em apenas uma sala, no Cine Odeon no Rio. Entre os filmes de arte que pingam nos cinemas, o que chega mais longe é “Cemitério do Esplendor”, nova obra climática do tailandês Apichatpong Weerasethakul, que venceu a Palma de Ouro em 2010 com “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”. Ocupa oito salas – quatro no Rio e as demais em Niterói, Maceió, Porto Alegre e São Paulo. A trama se desenvolve em torno de um hospital na Tailândia que recebe 27 soldados vítimas de uma estranha doença do sono. O drama francês “A Linguagem do Coração”, de Jean-Pierre Améris (“O Homem que Ri”) faz o público chorar em apenas seis salas (quatro em São Paulo, mais Porto Alegre e Campinas). Passada em 1885, mostra a dedicação de uma freira para ajudar uma menina nascida surda e cega a ter convívio social. A história é baseada em fatos reais. Por fim, a comédia dramática argentina “Papéis ao Vento” ocupa uma única sala, o Cine Belas Artes em Belo Horizonte. Trata-se da mais recente adaptação do escritor Eduardo Sacheri (“O Segredo dos Seus Olhos”), que a direção de Juan Taratuto (“Um Namorado para Minha Esposa”) transforma em filme sensível e envolvente, comprovando a qualidade atual do cinema argentino. A história gira em torno de três amigos que decidem recuperar o investimento do quarto integrante da turma, recém-falecido, que apostou tudo o que tinha num jogador de futebol decadente. Divertido e humanista, pena o lançamento ser invisível pra a maioria dos brasileiros, pois é questão vital aprender como o cinema de nuestros hermanos consegue ser popular e artístico simultaneamente. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado
É oficial: Harrison Ford voltará a ser Indiana Jones sob direção de Steven Spielberg
A Walt Disney Company informou nesta terça-feira (15/3) que o diretor Steven Spielberg e o ator Harrison Ford irão retomar sua parceria clássica num quinto filme da franquia “Indiana Jones”, ainda sem título, que irá estrear nos cinemas em julho de 2019, 11 anos após o último longa da saga. “Indiana Jones é um dos maiores heróis da história do cinema, e mal podemos esperar para trazê-lo de volta às telas em 2019”, disse Alan Horn, chefe dos estúdios Walt Disney, no comunicado. “É raro termos uma combinação tão perfeita de diretor, produtores, ator e papel, e não podíamos estar mais animados em embarcar nessa aventura com Harrison e Steven”. O casal Kathleen Kennedy e Frank Marshall também retorna como responsáveis pela produção. Assim, da equipe original, apenas George Lucas, que escreveu os quatro filmes anteriores, ficará de fora. Ele passou os direitos do personagem junto com a franquia “Star Wars” para a Disney, ao vender a LucasFilm por US$ 4 bilhões em 2012. Desde então, o primeiro filme lançado sob a nova administração, “Star Wars: O Despertar da Força”, fez mais de US$ 2 bilhões em todo o mundo, revelando como o negócio foi ótimo para a Disney. O que faltou no anúncio, por sinal, foi o nome do roteirista. Rumores, entretanto, apontam a participação de David Koepp, responsável pela trama de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008). De todo modo, a oficialização do quinto “Indiana Jones” põe fim a uma série de boatos e especulações, alimentados inclusive pelos próprios envolvidos no projeto. Spielberg chegou a se manifestar publicamente, dizendo-se interessado em dirigir o filme antes que a Disney considerasse outros candidatos, e isso soou quase como um ultimato – afinal, que diretor seria melhor que Spielberg? Além disso, o diretor ainda declarou que só havia um Indiana Jones e era Harrison Ford, eliminando no nascedouro ideias sobre um reboot da franquia. O sucesso de “Star Wars: O Despertar da Força”, que continuou a história clássica com participação dos intérpretes originais, deu mais peso a seus argumentos. Além de adquirir a LucasFilm, a Disney também precisou negociar com a Paramount, que lançou nos cinemas os quatro filmes originais. Pelo acordo acertado, as produções anteriores continuam sob controle da Paramount e o próximo filme ainda renderá uma compensação financeira ao estúdio.












