Procurando Dory bate novo recorde nos EUA
“Procurando Dory”, que estreou oficialmente na sexta-feira (17/6) nos Estados Unidos, já estabeleceu seu segundo recorde de faturamento. Um dia após registrar a maior pré-estreia de uma animação, colocou nos livros de recordes outra marca histórica. Ao faturar US$ 54,95 milhões com as exibições de sexta-feira em 4.305 cinemas, a produção da Disney/Pixar celebrou a maior abertura de um longa animado em todos os tempos, além da maior arrecadação do gênero num único dia de exibição nos EUA. O valor deixa bem para trás o antigo recordista, “Shrek Terceiro”, que fez US$ 47 milhões em seu dia de estreia em 2007. Segundo o site Deadline, a expectativa agora é de novo recorde com a soma dos três dias do primeiro fim de semana, que deve consagrar o lançamento não apenas como a maior estreia da Pixar (a frente de “Toy Story 3”, que abriu com US$ 110,3 milhões em 2010) como da história da animação, caso ultrapasse os US$ 121,6 milhões de “Shrek Terceiro”. Enquanto isso, o público brasileiro ainda terá que esperar duas semanas para ver o filme, que só chega por aqui no dia 30 de junho.
Procurando Dory bate recorde de faturamento em pré-estreia nos EUA
“Procurando Dory” arrecadou US$ 9,2 milhões na quinta-feira (16/6) e bateu o recorde de maior faturamento numa pré-estreia americana de animação, apurou o site Box Office Mojo. A marca anterior pertencia a “Minions”, que faturou US$ 6,2 milhões no ano passado. O recorde, porém, tem uma ressalva. Até recentemente, as pré-estreias ocorriam apenas com sessões à meia-noite nos EUA, mas, com o aumento de lançamentos para menores, as exibições têm acontecido mais cedo para possibilitar a ida das crianças às salas de exibição. Isto também rende um número maior de ingressos vendidos. Assim como aconteceu com “Minions”, a expectativa é que a nova animação da Pixar ultrapasse os US$ 100 milhões no seu fim de semana de estreia. A dúvida é se irá bater o recorde de bilheteria do próprio estúdio, fixado por “Toy Story 3”, que abriu com US$ 110,3 milhões em 2010.
Indiana Jones 5: Steven Spielberg promete não matar Harrison Ford
O cineasta Steven Spielberg fez uma promessa aos fãs de Indiana Jones. Falando sobre seus planos para o quinto filme da franquia, ele afirmou ao site The Hollywood Reporter que não pretende se desfazer do personagem para dar lugar a uma nova geração. “Uma coisa que posso dizer é que não vamos matar Harrison Ford no final do filme”, brincou. A afirmação ecoa o destino de Han Solo, também interpretado por Ford. O retorno da franquia “Star Wars” aos cinemas serviu para, entre outras coisas, encerrar a trajetória do personagem, no momento mais dramático, mas também mais controvertido de “Star Wars: O Despertar da Força” (2015). Até o momento nenhum detalhe sobre a história do filme foi revelado. Em uma entrevista recente, o produtor Frank Marshall disse que o longa deve ser uma continuação direta de “O Reino da Caveira de Cristal” (2008), escrito pelo menos roteirista, David Koepp. A trilha sonora, por sua vez, voltará a contar com a composição e regência de John Williams. Spielberg, Ford, Marshall e Williams trabalham juntos na franquia desde o primeiro filme, “Os Caçadores da Arca Perdida”, de 1981. A estreia de “Indiana Jones 5” está prevista apenas para 2019.
Meu Amigo, o Dragão: Nova fantasia da Disney ganha trailer legendado
A Disney divulgou o pôster nacional e o trailer legendado do remake do clássico infantil “Meu Amigo, o Dragão”. A prévia, com um menino descabelado que sobrevive sozinho na selva, chega a evocar, em seu começo, “Mogli – O Menino Lobo”. Entretanto, desta vez não há animais falantes. No lugar deles, há um dragão criado por computação gráfica. Além disso, se em “Mogli” apenas o ator central é de carne e osso, aqui a tecnologia só anima o personagem do título. Mas a principal diferença está no contexto, que explora o que acontece com o menino perdido após seu encontro com a civilização. O filme é uma reinvenção do original de 1977, que girava em torno de um menino chamado Pete e seu melhor amigo Elliot, um dragão imaginário. Enquanto o primeiro foi um musical, passado numa vila de pescadores na virada do século 20, a nova história acontece na floresta de uma comunidade de madeireiros e se concentrará nos aspectos dramáticos da história. Na trama atual, Pete é um menino cujos pais morreram em um acidente de carro e que foi posteriormente criado por Elliot, o dragão que reside numa floresta ameaçada. Além do jovem Oakes Fegley (“Fort Bliss”), que vive o personagem central, o elenco destaca Bryce Dallas Howard (“Jurassic World”), como a guarda florestal que encontra o menino, e o veterano Robert Redford (“Até o Fim”), que interpreta o pai dela. Também participam da produção os atores Karl Urban (“Star Trek”), Wes Bentley (“Jogos Vorazes”), Craig Hall (“Meu Monstro de Estimação”), Isiah Whitlock Jr. (série “The Wire/A Escuta”) e a menina Oona Laurence (“Nocaute”). Roteiro e direção estão a cargo de David Lowery, autor de um dos filmes mais elogiados do Festival de Sundance de 2013, o drama criminal “Amor Fora da Lei” (Ain’t Them Bodies Saints). A estreia está marcada para 18 de agosto no Brasil, seis dias após o lançamento nos EUA.
Procurando Dory: Veja quatro cenas dubladas da continuação de Procurando Nemo
A Disney divulgou quatro cenas dubladas da animação “Procurando Dory”, sequência de “Procurando Nemo” (2003), um dos maiores sucessos do estúdio Pixar. As prévias resumem a trama, mostrando Dory lembrando de sua família e iniciando sua busca, até chegar ao Instituto de Vida Marinha na Califórnia, onde conhece o polvo Hank, que irá ajudá-la. Um dos destaques da dublagem nacional, o polvo tem a voz do humorista Antonio Tabet (“Superpai”). No novo filme, a peixinha com problemas de memória procura suas origens, após lembrar dos pais. Isto a faz iniciar uma jornada que a levará a fazer novos amigos, mas também a correr o perigo de ficar presa num aquário marinho. A produção do estúdio Pixar será novamente dirigida por Andrew Stanton, responsável por “Procurando Nemo” e “Wall-E” (2008), e trará de volta, ao elenco de vozes originais (em inglês), Ellen DeGeneres como Dory e Albert Brooks como Marlin. Nemo, por sua vez, será dublado por Hayden Rolence, uma vez que Alexander Gould, que fez a voz do peixinho no primeiro filme, já está adulto. A estreia está marcada para 30 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
Moana: Nova animação da Disney ganha primeiro teaser dublado
A Disney divulgou o primeiro pôster e o teaser de sua próxima animação, “Moana”. O vídeo destaca o semideus Maui, que tenta impressionar a jovem protagonista que dá título à produção, uma espirituosa adolescente polinésia que se aventura pelo Oceano Pacífico para ir atrás do sonho de sua falecida avó, que lhe contava histórias sobre uma ilha mágica. O principal detalhe da produção se perde com a dublagem nacional. É que Maui é originalmente dublado pelo astro Dwayne Johnson (da franquia “Velozes & Furiuosos”), que pela primeira vez tem a chance de homenagear sua descendência polinésia no cinema – ele nasceu na Califórnia, mas sua família materna é samoana. Já a menina Moana é dublada pela estreante Auli’i Cravalho, atriz adolescente de 15 anos de idade, selecionada após diversos testes com jovens havaianas. O filme tem direção de John Musker e Ron Clements (responsáveis por “A Pequena Sereia”, “Aladdin”, “Hércules” e “A Princesa e o Sapo”). E entre os roteiristas creditados, está Taika Waititi, que se prepara para dirigir “Thor 3: Ragnarok”. Para completar, Lin-Manuel Miranda, responsável pelo fenômeno da Broadway “Hamilton” (vencedor de 11 Tonys neste domingo), escreveu algumas das canções da trilha sonora. “Moana” tem previsão de estreia para 5 de janeiro no Brasil, mais de 40 dias após o lançamento nos EUA, previsto para 23 de novembro.
Campanha por namorada para Elsa inspira ilustrações lésbicas de Princesas da Disney
Na onda da campanha de fãs para que Elsa ganhe uma namorada na sequência da animação “Frozen: Uma Aventura Congelante” (2013), a revista americana Cosmopolitan publicou uma série de ilustrações que imaginam as princesas da Disney namorando entre si. O tema também celebra o dia dos namorados, que cai neste domingo (12/6). Nas artes, não é apenas Elsa que encontra uma namorada – numa cena por sinal bem quente, compartilhada com Tiana, da animação “A Princesa e o Sapo” (2009), mas também sua irmã Ana, que aparece beijando a Branca de Neve. Outros casais incluem Aurora (“A Bela Adormecida”) e Cinderela, Ariel (“A Pequena Sereia”) e Jasmine (“Aladdin”), Megara (“Hércules”) e Bela (“A Bela e a Fera”), e Mulan e Pocahontas. O artista responsável, Isaiah Stephens, é o mesmo que imaginou os príncipes da Disney como strippers, em artes inspiradas pelo filme “Magic Mike”.
Descendentes 2 contará com os filhos do Capitão Gancho e Ursula
O canal pago americano Disney Channel anunciou a produção do telefilme “Descendentes 2”, que além de resgatar o elenco original irá apresentar novos personagens, como os filhos do Capitão Gancho e de Ursula. A trama se passa num reino idílico, após o príncipe herdeiro, filho da Bela e a Fera, oferecer uma chance de redenção para os filhos dos maiores antagonistas dos contos de fadas, que foram presos em uma ilha proibida com todos os vilões, ajudantes, madrastas e meia-irmãs malvadas. Assim, os adolescentes Carlos, Mal, Evvie e Jay são autorizados a entrar no reino e frequentar a escola ao lado dos filhos da Fada Madrinha, Bela Adormecida, Rapunzel e Mulan, devendo decidir se seguirão os passos de seus pais e ajudarão os vilões a recuperar seu poder ou abraçarão a oportunidade de se tornarem pessoas boas. A continuação voltará a contar com os atores Dove Cameron (série “Liv and Maddie”), Booboo Stewart (saga “Crepúsculo”), Cameron Boyce (série “Jessie”) e Sofia Carlson (série “Faking It”) como os filhos dos vilões Malévola (de “A Bela Adormecida”), Jafar (“Aladim”), Cruella De Vil (“101 Dálmatas”) e a Rainha Má (“Branca de Neve e os Sete Anões”), respectivamente. A novidade será a inclusão da filha de Ursula, de “A Pequena Sereia”, interpretada por China Anne McClain (série “Programa de Talentos”), e o filho do Capitão Gancho, de “Peter Pan”, ainda não escalado. China Anne McClain, por sinal, já dubla Freddie, a filha de Ursula, na série animada “Descendants: Wicked World”, derivada do primeiro telefilme. O primeiro “Descendentes” foi ao ar em julho de 2015, conquistando uma das maiores audiências da TV paga dos Estados Unidos, com mais de 12 milhões de telespectadores. “Descendentes 2” também contará com a volta do diretor Kenny Ortega (trilogia “High School Musical”) e a previsão de estreia é para daqui a um ano, no verão norte-americano de 2017.
Indiana Jones 5: John Williams é confirmado na trilha sonora
É oficial: mais um integrante da equipe clássica que tornou Indiana Jones um ícone do cinema vai participar do quinto filme do personagem. O compositor John Williams foi confirmado na trilha sonora da produção, durante um evento em sua homenagem. No mesmo evento, o ator Harrison Ford, intérprete de Indiana Jones, brincou sobre a forma como a trilha do primeiro longa, lançado em 1981, definiu sua vida. “Essa droga de música me segue em todos os lugares. Tocam toda vez que subo num palco, toda vez que desço de um palco. Estava tocando na sala do médico quando fui fazer minha colonoscopia! Dois meses atrás, estava andando por uma rua lotada de gente em Nova York e tinha um caminhão de bombeiros enorme na rua. Quando passei por ele, a música estava tocando pelo alto-falante do carro! John, você é um gênio!” Ainda sem título, o longa-metragem também será o quinto da franquia estrelado por Harrison Ford, dirigido por Steven Spielberg e produzido por Frank Marshall, juntos desde “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981). Em compensação deverá ser o primeiro sem o envolvimento de George Lucas, que ajudou a escrever e produzir os anteriores, mas se afastou após vender os direitos do personagem junto com sua participação na LucasFilm para a Disney. A história está a cargo de David Koepp, que entrou no time em “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008). Mas o longa ainda está longe de começar a ser filmado. Spielberg vai filmar pelo menos mais dois filmes antes de começar a trabalhar no próximo Indiana Jones, cuja estreia está prevista apenas para 2019.
Diretor de Procurando Dory não vê importância na sexualidade de casal figurante
Os diretores de “Procurando Dory” se pronunciaram à respeito da polêmica aparição de um suposto casal de lésbicas no trailer da animação. E sua reação foi de indiferença, sem se engajar no entusiasmo de organizações LGBT ou reagir à ameaça de boicote por parte de conservadores. Isto porque a participação do casal se resume à cena mostrada no trailer, sem maior repercussão na trama, e nem a pequena interação vista deixa clara qual é realmente a sexualidade das duas mulheres. “Elas podem ser o que você quiser que elas sejam”, disse o cineasta Andrew Stanton, que dividiu a direção com Angus MacLane, ao jornal USA Today. “Não há resposta certa ou errada”. A produtora Lindsey Collins reforçou: “Nunca perguntamos a elas”. Nem o estúdio Pixar, que produziu o filme, nem a Disney, dona da Pixar, comentaram a respeito da sexualidade das figurantes, que de uma hora para outra se tornaram mais importantes que os protagonistas da animação. Mas sempre vale lembrar que a dubladora americana de Dory, a apresentadora Ellen DeGeneres, é uma lésbica assumida, além de uma das mulheres mais populares dos EUA. Sua sexualidade não impediu os pais de levarem seus filhos para assistirem ao primeiro filme, “Procurando Nemo” (2003), que se tornou um dos maiores sucessos da Pixar. Recentemente, a própria Disney liderou uma ameaça de boicote ao estado da Geórgia, nos EUA, contra a aprovação de uma lei que discriminaria os homossexuais, e fãs de “Frozen – Uma Aventura Congelante” iniciaram um petição para que a rainha Elsa ganhasse uma namorada no próximo filme da franquia. A hashtag promovendo a ideia, #GiveElsaAGirlfriend (Dê uma namorada a Elsa), chegou a ficar em primeiro lugar nos trending topics, a lista de assuntos mais comentados no Twitter. Mas isso gerou uma reação: mais de 240 mil pessoas assinaram uma petição pedindo que Elsa ganhasse um “príncipe encantado”. Vale observar que o trailer brasileiro, dublado, de “Procurando Dory” não mostra o casal. Ambas as versões podem ser conferidas aqui.
Intérpretes de heróis da Marvel querem crossover com os X-Men
O próximo filme a unir diversos super-heróis da Marvel será “Vingadores: Guerra infinita”. E se já há várias especulações sobre a escalação de seu elenco, inclusive com a provável estreia da Capitã Marvel, alguns atores do recente “Capitão América: Guerra Civil” tem um desejo específico: um crossover com o universo dos X-Men. Durante a convenção Wizard World, Chris Evans, Anthony Mackie e Sebastian Stan, intérpretes de Capitão América, Falcão e Soldado Invernal, listaram os personagens que a Marvel precisa colocar no filme dos Vingadores. Stan disse que o MCU (universo cinematográfico da Marvel) precisa da Mística (Jennifer Lawrence), enquanto Evans declarou que adoraria trabalhar com Michael Fassbender (Magneto nos filmes dos “X-Men”) ou James McAvoy (Professor Xavier) e elogiou o filme do “Deadpool”. Já Mackie apenas ficou repetindo o nome Halle Berry, a Tempestade original. Atualmente, é bem improvável que esses dois universos cinematográficos possam se encontrar. Enquanto os filmes dos Vingadores são produzidos pela Disney/Marvel, a 20th Century Fox detém os diretos sobre X-Men e Deadpool. Mas também falavam o mesmo sobre um encontro entre os Vingadores e o Homem-Aranha. Quem viu “Capitão América: Guerra Civil” já sabe que, em Hollywood, nunca se deve dizer nunca.
Zootopia é segundo filme do ano a atingir US$ 1 bilhão de bilheteria mundial
“Zootopia: Essa Cidade É o Bicho” entrou para o seleto grupo dos bilionários do cinema. O filme atingiu a marca de US$ 1 bilhão de bilheteria mundial no fim de semana, juntando-se a outros 25 títulos que conseguiram o feito. Trata-se apenas da quarta animação a superar a marca, após “Toy Story 3” (2010), “Minions” (2015) e “Frozen: Um Aventura Congelante” (2013). Além disso, o lançamento é a segunda produção do ano a atingir a arrecadação bilionária, duas semanas após “Capitão América: Guerra Civil”. O detalhe: ambas as produções são da Disney, que só não está fazendo um ano perfeito por conta do fracasso recente de “Alice Através do Espelho”.
Alice Através do Espelho exagera nos efeitos para compensar falta de imaginação
Na adaptação de 2010, dirigida por Tim Burton, a Disney transformou Alice, a protagonista dos livros de Lewis Carroll, na escolhida. A “The One”, como o Neo de “Matrix” (1999), indicada por uma profecia para salvar o País das Maravilhas de todo o mal. Nada contra adaptações ou atualizações, mas houve um choque de intenções e expectativas. É um filme lindo de se ver, mas dominado por um vazio emocional. Pelo menos, tentou dizer algo e tinha a criatividade de Tim Burton à frente do projeto, mesmo que controlada pelo estúdio. Seis anos depois, “Alice Através do Espelho”, a continuação desnecessária – feita em consequência da surpreendente (e inexplicável) arrecadação de mais de US$ 1 bilhão do primeiro longa nas bilheterias mundiais –, não tem nada (ou quase nada) para contar. Apenas recicla o que Burton imaginou em nome de uma trama sem pé nem cabeça. Desta vez, o cineasta assume o posto de produtor executivo. A direção ficou com o funcionário do mês da Disney, James Bobin, que fez uma graninha para o estúdio com o reboot de “Os Muppets” (2011). Acontece que ele não é Tim Burton, que é como aquele jogador veterano, craque de bola, que mesmo perto da hora de se aposentar, o time não funciona sem sua presença em campo. E notamos sua distância, a começar pela direção de arte pouco inspirada. Bobin concentra em tomadas internas o que há de bom para ser apreciado do visual. Nas cenas externas, carregadas de CGI, a inspiração passa longe do que a mente de Tim Burton é capaz de reproduzir. Se o próprio não foi tão feliz no “primeiro” “Alice”, imagine o que a criatividade de James Bobin pôde proporcionar ao segundo filme? Repare bem, principalmente nas sequências em que Alice viaja numa esfera por cima das ondas do mar. O exagero de CGI é tão grotesco que as imagens lembram menu interativo de escolha de cenas em blu-rays e DVDs. Claro que são boas as intenções do diretor e da roteirista Linda Woolverton, que também assinou o filme de 2010, afinal “Alice Através do Espelho” começa explorando a liberdade feminina e o choque entre velhas e novas gerações. com a protagonista viajando pelo tempo com o intuito de mudar o curso da história. Mas o desenvolvimento é superficial, até porque as ambições e os conflitos de Alice são colocados em segundo plano, para ajudar o insuportável Chapeleiro e colocá-lo no centro da trama – porque é preciso justificar o salário alto do decadente Johnny Depp. Com Depp em cena, Alice ignora até mesmo a perda do pai em suas viagens pelo tempo. Será que não passou pela cabeça dela que havia ali uma chance de trazê-lo de volta? Mas o que importa é deixar o Chapeleiro feliz. Sem mais nem menos, o coitadinho lembrou que tem uma família e precisa encontrá-la. Mas como está tristinho e é preguiçoso como todos os outros personagens do País das Maravilhas, a bucha sobra para a pobre Alice, que é retirada de sua rotina para entrar num mundo de sonhos sem graça mais uma vez. Isso quer dizer que ela pode voltar sempre que um amiguinho quiser? É uma pena que a obra de um gênio como Lewis Carroll seja adaptada para enriquecer um estúdio obcecado pelo potencial lucrativo de uma franquia. Essa não é a versão para o cinema do livro “Alice Através do Espelho”, que tem outra história, mas uma mera continuação inferior do filme de Tim Burton. Nada se salva. Nem Mia Wasikowska, que se esforça para segurar a onda, mas não pode competir com tantos personagens digitais e careteiros. Nem mesmo Sacha Baron Cohen, uma novidade na série personificando o Tempo. E o maior elogio que o ator pode receber é que ele entrega uma atuação menos irritante que a de Johnny Depp. Após uma sucessão de efeitos visuais desastrosos e um roteiro sem imaginação, o Tempo de Sacha Baron Cohen resume o sentimento dos espectadores, ao dizer à protagonista: “Por favor, não volte mais aqui!”












