Shang-Chi: Nova produção da Marvel deve retomar filmagens no fim do mês
A produção de “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings”, novo filme da Marvel, deve ser retomada no final deste mês. O longa do herói asiático, também conhecido como Mestre do Kung-Fu, é uma das produções que recebeu sinal verde para voltar a ser filmada em Sydney, na Austrália. As filmagens originais foram interrompidas logo no começo da produção no país, em março, quando o diretor Destin Daniel Cretton (“Luta por Justiça”) decidiu entrar em quarentena por suspeita de ter contraído covid-19. Ele não manifestou sintomas da doença. Segundo apurou o site Deadline, a Marvel está dando “passos cuidadosos” para retomar as filmagens. “Shang-Chi” será o segundo filme da Disney a retomar os trabalhos depois da paralisação causada pela pandemia de coronavírus em toda a indústria cinematográfica. Há poucos dias, “Avatar 2” recomeçou suas filmagens na Nova Zelândia. Assim como aconteceu com “Avatar 2”, o elenco e a equipe de “Shang-Chi” passarão por um período de duas semanas de quarentena ao desembarcarem na Austrália para as filmagens. A produção é estrelada pelo ator canadense Simu Liu (da série “Kim’s Convenience”) como o herói do título, e o elenco também conta com Awkwafina (“A Despedida”) e o astro de filmes de ação Tony Leung (“O Grande Mestre”).
Carl Reiner (1947 – 2020)
Lenda do humor americano, Carl Reiner, um dos pioneiros da comédia televisiva dos EUA e responsável por lançar Steve Martin no cinema, morreu na noite de segunda-feira (29/6) em sua casa, em Los Angeles, de causas naturais, aos 98 anos. Com uma carreira de sete décadas, Reiner acompanhou a evolução do humor americano, do teatro de variedades, passando pelos discos de humor até a criação do formato sitcom e a participação em blockbusters modernos. Após escrever piadas para apresentações de Sid Caesar em Nova York e nos programas televisivos “Caesar’s Hour”, que lhe rendeu dois Emmys, e “Your Show of Shows” dos anos 1950, ele criou “The Dick Van Dyke Show”, a primeira sitcom de verdade. E a origem do formato teve início praticamente casual. Reiner vinha sendo convidado a participar de programas de humor e escrever piadas, mas não gostava de nenhum roteiro que recebia. Sua mulher disse que, se ele achava que faria melhor, que então fizesse. E ele fez. Ele escreveu a premissa e os primeiros 13 episódios baseando-se em sua própria vida. E inaugurou um costume novo, ao estabelecer um lugar de trabalho como set de humor, relacionando as piadas à rotina do protagonista no emprego e também em sua casa, com sua mulher e filhos. Era uma situação fixa, que acabou inspirando cópias e originando um novo gênero de humor televisivo – sitcom, abreviatura de “comédia de situação”. Até então então, as comédias se passavam apenas na casa das famílias e, eventualmente, nos lugares em que passavam férias, como em “I Love Lucy”. Pela primeira vez, o humor passou a se relacionar com o cotidiano de trabalho, uma iniciativa que até hoje inspira clássicos, como “The Office”, por exemplo. O roteirista tentou emplacar a série com ele mesmo no papel principal, mas o piloto foi rejeitado. Apesar disso, o produtor Sheldon Leonard garantiu que não tinha desistido. “Vamos conseguir um ator melhor para interpretar você”. Foi desse modo que o escritor de comédias de TV Rob Petrie ganhou interpretação do galã Dick Van Dyke. Isto, porém, fomentou outro problema, quando o ator se tornou maior que o programa, graças a participações em filmes famosos – como “Mary Poppins” (1964) e “O Calhambeque Mágico” (1968) – , razão pela qual “The Dick Van Dyke Show” não durou mais que cinco temporadas, exibidas entre 1961 e 1965. Além do ator que batizava a atração, o elenco ainda destacava, como intérprete de sua esposa, ninguém menos que a estreante Mary Tyler Moore, cujo nome logo em seguida também viraria série. E Reiner, claro, conseguiu incluir em seu contrato a participação como um personagem recorrente. A audiência do programa só estourou na 2ª temporada e de forma surpreendente, numa época em que todos os canais priorizavam séries de western. A atração consagrou Reiner com quatro Emmys e lhe abriu as portas de Hollywood. Consagrado na TV, ele foi estrear no cinema como roteirista de dois longas para o diretor Norman Jewison: “Tempero do Amor” (1963), um dos maiores sucessos da carreira da atriz Doris Day, e “Artistas do Amor” (1965), com Dick Van Dyke. Em seguida, ele resolveu se lançar como diretor. Mas apesar das críticas positivas, “Glória e Lágrimas de um Cômico” (1969), estrelado por Van Dyke, não repercutiu nas bilheterias. O mesmo aconteceu com “Como Livrar-me da Mamãe” (1970), com George Segal. Assim, Reiner voltou à TV, de forma simbólica com uma sitcom chamada “The New Dick Van Dyke Show”, exibida entre 1971 e 1974. Ele tentou emplacar outras séries, como “Lotsa Luck!”, estrelada por Dom DeLuise, que durou só uma temporada, porém a maioria de seus projetos dos anos 1970 não passou do piloto. Por outro lado, a dificuldade na TV o fez tentar novamente o cinema e o levou a seu primeiro êxito comercial como cineasta, “Alguém Lá em Cima Gosta de Mim” (1977), comédia em que o cantor John Denver era visitado por Deus (na verdade, o veterano George Burns). Em 1979, ele firmou nova parceria bem-sucedida com outro comediante iniciante, o ator Steve Martin, a quem dirigiu em quatro filmes: “O Panaca” (1979), “Cliente Morto Não Paga” (1982), “O Médico Erótico” (1983) e “Um Espírito Baixou em Mim” (1984). Reiner ainda escreveu dois destes longas, ajudando a lançar a carreira de Martin, até então pouco conhecido, como astro de Hollywood. A parceria foi tão bem-sucedida que Reiner teve dificuldades de manter a carreira de cineasta após se separar de Martin. Sua filmografia como diretor encerrou-se na década seguinte, após trabalhar, entre outros, com John Candy em “Aluga-se para o Verão” (1985), Mark Harmon em “Curso de Verão” (1987), Kirstie Alley em “Tem um Morto ao Meu Lado” (1990) e Bette Midler em “Guerra dos Sexos” (1997), o último filme que dirigiu. Enquanto escrevia e dirigia, ele desenvolveu o hábito de aparecer em suas obras. E isso acabou lhe rendendo uma carreira mais duradoura que suas atividades principais – mais de 100 episódios de séries e longa-metragens. As participações começaram como figuração, como em “Deu a Louca no Mundo” (1963) e “A História do Mundo – Parte I” (1981), em que dublou a voz de Deus. Mas o fim de sua carreira de cineasta aumentou sua presença nas telas, a ponto de transformá-lo num dos assaltantes da trilogia de Danny Ocean, o personagem de George Clooney em “Onze Homens e um Segredo” (2001), “Doze Homens e Outro Segredo” (2004) e “Treze Homens e um Novo Segredo” (2007). Também apareceu em várias séries, como “Louco por Você” (Mad About You), “House”, “Ally McBeal”, “Crossing Jordan”, “Dois Homens e Meio” (Two and a Half Men), “Parks & Recreation”, “Angie Tribeca” e principalmente “No Calor de Cleveland (Hot in Cleveland), em que viveu o namorado de Betty White. E ainda se especializou em dublagens, após o sucesso da animação “The 2000 Year Old Man” (1975) que criou com outro gênio do humor, Mel Brooks. Seu último papel, por sinal, foi o rinoceronte chamado Carl, que ele dublou no recente “Toy Story 4” e num episódio da série animada “Forky Asks a Question”, da plataforma Disney+ (Disney Plus), produzido no ano passado. Em 1995, Reiner recebeu um prêmio pela carreira do Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA). Em 2009, o mesmo sindicato voltou a homenageá-lo com o Valentine Davies Award, reconhecendo sua influência e legado para todos os escritores, bem como para a indústria do entretenimento e a comunidade artística em geral. Além de sua atividade nas telas, Reiner escreveu vários livros de memórias e romances. Ele se casou apenas uma vez, com Estelle Reiner, falecida em 2008, e teve três filhos, Sylvia Anne, Lucas e Rob Reiner. Este seguiu sua carreira, virando um reconhecido diretor de cinema – autor de clássicos como “Conta Comigo”, “A Princesa Prometida”, “Harry e Sally: Feitos um para o Outro” e “Louca Obsessão”.
Soul: Nova animação da Pixar exalta a paixão pela música em trailer legendado
A Disney divulgou um novo trailer legendado de “Soul”, próxima animação da Pixar. E, curiosamente, a prévia se concentra no prólogo da história. Embalada pela canção “Parting Ways”, de Cody ChesnuTT, a prévia acompanha Joe Gardner, professor de música do Ensino Médio e entusiasta de jazz, dublado em inglês por Jamie Foxx. O vídeo destaca a paixão do personagem pela música, levando-o a fazer considerações sobre como ela ajuda a vida a começar. A ironia é que o filme mostra a seguir a aparente morte do protagonista, instantes após finalmente conseguir o trabalho de seus sonhos, como pianista de uma banda. Ao ser transformado em alma, ele se rebela por achar que ainda tinha muito pelo que viver. E, ao escapar da fila para o além, acaba caindo na pré-vida, onde as novas almas ganham suas personalidades. É lá que conhece 22, uma alma que não tem nenhuma vontade de viver na Terra, e enquanto tenta convencê-la de que a vida é boa, descobre que seu corpo está em coma num hospital. O elenco de dubladores originais ainda inclui Tina Frey (“Irmãs”), Ahmir “Questlove” Thompson (baterista da banda de hip-hop The Roots), Phylicia Rashad (“Creed”) e Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”). Escrito e dirigido por Pete Docter (“Divertida Mente”) e Kemp Powers (roteirista de Star Trek: Discovery), “Soul” tem estreia marcada para 20 de novembro nos EUA.
Black Is King: Trailer revela novo álbum visual de Beyoncé
Uma semana depois de revelar seu novo single “Black Parade”, Beyoncé aprontou mais uma surpresa. Ela vai lançar um filme na plataforma Disney+ (Disney Plus). Intitulado “Black Is King”, a produção ganhou um trailer que já movimentou as redes sociais. O projeto é uma coleção de clipes como “Lemonade”, o “álbum visual” exibido na HBO. As imagens do trailer de pouco mais de um minuto mostram um conceito que combina ancestralidade africana e ficção científica, com muitas cores e situações misteriosas, além de coreografias e um esboço de narrativa sobre um reino místico. O lançamento está marcado para 31 de julho, cerca de um ano depois da estreia de “O Rei Leão”, que aproximou a cantora da Disney. A data não é casual. O filme está em produção há um ano. E, em comunicado, a Disney e a Parkwood Entertainment, empresa de Beyoncé, informam que ele irá reimaginar as lições do “Rei Leão” para os “jovens reis e rainhas de hoje em busca de suas próprias coroas”. “Black Is King” homenageará “as viagens das famílias negras ao longo do tempo” em uma história “sobre a jornada transcendente de um jovem rei através de traição, amor e identidade própria. Seus ancestrais o ajudam a guiá-lo para seu destino, por meio dos ensinamentos de seu pai e apoio de seu amor de infância, ele ganha as virtudes necessárias para recuperar sua casa e trono”, diz a sinopse, ecoando literalmente a trama de “O Rei Leão”. Tem mais. “‘Black Is King’ é uma afirmação de grande realização, com visuais exuberantes que celebram a resiliência e a cultura negra. O filme destaca a beleza da tradição e a excelência negra”. A produção é baseado nas músicas de “The Lion King: The Gift”, disco com curadoria de Beyoncé, inspirado por “O Rei Leão” e lançado em julho passado, e contará com participação dos principais artistas do álbum, juntamente com alguns convidados especiais. O álbum apresenta Childish Gambino (Donald Glover), Kendrick Lamar, Pharrell, Jay-Z e Blue Ivy Carter (a filhinha de Beyoncé), entre outros.
Muppets Now: Nova série de Kermit, Miss Piggy e cia. ganha primeiro trailer
A Disney divulgou um novo banner e o trailer de “Muppets Now”, nova série com os fantoches dos Muppets, que será lançada com exclusividade na plataforma Disney+ (Disney Plus). A prévia explora a dificuldade de descrever o programa, usando um advogado muppet para impedir Kermit de divulgar detalhes da produção. Mas o vídeo permite ver uma combinação de esquetes e entrevistas de celebridades – como RuPaul (“AJ and the Queen”), Seth Rogen (“Vizinhos”) e Linda Cardellini (“Disque Amiga para Matar”). Com apenas seis episódios, “Muppets Now” promete mostrar os personagens conhecidos, como Kermit, Miss Piggy e companhia “soltos… para realizar o tipo de situação surpreendente e diversão caótica que os tornou famosos. Desde experimentos doidos com o Dr. Bunsen Honeydew e Beaker até dicas de estilo de vida da fabulosa Miss Piggy, cada episódio é repleto de segmentos hilários, apresentados pelos Muppets, mostrando o que os Muppets fazem de melhor.” A Disney adquiriu The Muppets Studio em 2004 e, após lançar dois filmes, já tinha tentado emplacar os personagens numa série de comédia da rede ABC, que, infelizmente, não acertou o tom e foi cancelada após uma temporada em 2016. A estreia está marcada para 31 de julho.
Disney anuncia novo adiamento de Mulan
A Disney anunciou novo adiamento de “Mulan”, encerrando oficialmente as esperanças do parque exibidor americano de ter uma temporada de filmes de verão. O filme, que chegaria originalmente em março, tinha sido remarcado para 24 de julho, data que outros estúdios já consideraram inviável quando a Disney se posicionou – a Sony adiou “Morbius”, que chegaria às telas brasileiras em 30 de julho, para 19 de março de 2021 nos EUA, e passou “Ghostbusters: Mais Além”, de 10 de julho para 5 de março de 2021. Agora, o remake live-action do desenho animado foi adiado para 21 de agosto. “Embora a pandemia tenha mudado nossos planos de lançamento para ‘Mulan’ e continuemos a ser flexíveis conforme as condições o exigirem, ela não mudou nossa crença no poder deste filme e em sua mensagem de esperança e perseverança”, disseram em comunicado os co-presidentes da divisão cinematográfica da Disney, Alan Horn e Alan Bergman. “A diretora Niki Caro e nosso elenco e equipe criaram um filme bonito, épico e comovente que é tudo o que a experiência cinematográfica deve ser e é na tela de cinema que acreditamos que ela pertence, para que o público em todo o mundo divirta-se junto com o filme.” “Mulan” será o primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, a neozelandesa Niki Caro (da série “Anne with an E”) após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016), “A Bela e a Fera” (2017), “Dumbo” e “Aladdin” (2019) terem sido comandados por homens. O elenco destaca a atriz Liu Yifei (“O Reino Perdido”) no papel título, além de Donnie Yen (“Rogue One”), Jet Li (“Os Mercenários”), Chen Tang (“Tiras, Só que Não”), Yoson An (“Maquinas Mortais”), Jason Scott Lee (que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee”), Jimmy Wong (“O Círculo”), Doua Moua (“Gran Torino”) e a célebre atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”). O adiamento da produção segue um segundo remanejamento de “Tenet” pela Warner, que também deveria estrear em julho e foi para 12 de agosto nos EUA.
Margot Robbie e roteirista de Aves de Rapina farão novo Piratas do Caribe
A atriz Margot Robbie e a roteirista Christina Hodson, que trabalharam juntos em “Aves de Rapina”, vão voltar a colaborar num novo filme da franquia “Piratas do Caribe”. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, o novo filme não será a sexta aventura de Jack Sparrow, o personagem de Johnny Depp, mas outra história passada naquele universo com personagens novos. Este filme também não tem relação com os planos de relançar a franquia, que estão sendo tocados pelo roteirista original de “Piratas do Caribe”, Ted Elliott, em parceria com o criador de “Chernobyl”, Craig Mazin. Mas os dois projetos compartilham o mesmo produtor: Jerry Bruckheimer, responsável por todos os filmes de “Piratas”. Uma das sagas cinematográficas mais lucrativas de todos os tempos, os cinco filmes lançados pela Disney arrecadaram mais de US$ 4,5 bilhões em todo o mundo. Mas os mais recentes faturaram menos que a trilogia original. O último, “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, rendeu só US$ 795 milhões, reforçando os planos do estúdio de relançar a franquia com novos personagens. Christina Hodson também trabalha atualmente nos roteiros de mais dois filmes de super-heróis da DC Comics, “The Flash” e “Batgirl”, enquanto Margot Robbie será vista a seguir em “O Esquadrão Suicida”, em que voltará a viver a personagem de quadrinhos Arlequina.
Lin-Manuel Miranda revela nova animação da Disney passada na América do Sul
O rumor de que a Disney poderia estar trabalhando em uma animação ambientada no Brasil foi implodido pelo compositor Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”). Em entrevista ao programa “Good Morning America”, da rede ABC, ele revelou que seu novo projeto para a Disney, chamado extraoficialmente de “Encanto”, será realmente uma animação encenada na América do Sul. Só que na Colômbia. “Eu estou escrevendo [músicas para] uma nova animação musical com a Disney Animation. Eu estou colaborando com os caras de ‘Zootopia’ e Jared Bush, que escreveu [o roteiro de] ‘Moana’. Se passa na Colômbia, na América Latina, e isso é tudo o que eu posso dizer antes que Bob Iger [presidente da Disney] apareça na minha casa”, contou. Na verdade, Jared Bush também é um dos “caras de ‘Zootopia’. Ele, Byron Howard e Rich Moore escreveram e dirigiram o filme da Disney que venceu o Oscar de Melhor Animação em 2017. Lin-Manuel Miranda firmou uma forte parceria com a Disney desde “Moana”, aparecendo até como ator em “O Retorno de Mary Poppins”. Seu próximo filme será um registro da peça “Hamilton”, que ele criou para a Broadway. Filmado ao longo de três dias, “Hamilton” será lançado na plataforma Disney+ (Disney Plus) em julho. Veja o trailer aqui.
J.K. Simmons revela já ter filmado nova aparição como J. Jonah Jameson
O ator J.K. Simmons revelou já ter filmado sua próxima aparição como J. Jonah Jameson, o editor do Clarim Diário no universo cinematográfico da Marvel. Durante uma entrevista no programa de rádio “The Jess Cagle Show”, da Sirius XM, Simmons disse que há planos para que ele interprete JJJ diversas vezes. “Bem, sim [eu voltarei como Jameson], essa é a resposta curta”, disse o ator. “Há um futuro para J. Jonah Jameson após um hiato de vários anos. Ele apareceu muito brevemente para aqueles que foram espertos o suficiente para esperar a cena pós-créditos de ‘Longe de Casa’… Há mais uma aparição de JJJ pronta. E, pelo que estou ouvindo, há planos para mais uma. Então, espero que JJJ continue agora e para sempre.” Simmons já tinha dito que seu contrato previa várias aparições. Mas, aparentemente, muitas delas serão vídeos curtos, como o conteúdo “extra” que a Sony liberou no YouTube com editoral de Jameson contra o Homem-Aranha. Não se sabe, porém, se ele também participará do Aranhaverso do estúdio, já que fotos dos sets de “Morbius” e “Venom 2” mostraram referências ao Clarim Diário. De todo modo, tudo isto deve conduzir ao terceiro filme do Homem-Aranha. Ainda sem título oficial, o próximo longa tem lançamento marcado para 5 de novembro de 2021. Vale lembrar que Simmons viveu o memorável JJJ pela primeira vez na trilogia original do “Homem-Aranha”, dirigida por Sam Raimi entre 2002 e 2007. A maior diferença é que, nos filmes de Raimi, o ator usava uma peruca para disfarçar sua calvície natural – liberada na nova versão. Além disso, o Clarim Diário também deixou de ser um jornal tradicional em “Homem-Aranha: Longe de Casa”, para virar uma espécie de telejornal/live do YouTube. Para completar, Simmons ainda é o dublador oficial de JJJ em todos os desenhos da Marvel desta década, como “Ultimate Homem-Aranha”, “Hulk e Os Agentes de S.M.A.S.H.” e “Os Vingadores Unidos”.
Hamilton: Versão filmada do musical da Broadway ganha primeiro trailer
A Disney divulgou o trailer do filme do musical da Broadway “Hamilton”, que dá uma prévia de como serão as performances, registradas durante a apresentação teatral. O estúdio adquiriu os direitos de exibição da peça de Lin-Manuel Miranda (indicado ao Oscar por “Moana”) em fevereiro passado, travando uma luta de ofertas contra outros interessados, o que fez o valor atingir impressionantes US$ 75 milhões, segundo apurou na época o site Deadline – não desmentido pela Disney. Apesar do custo de blockbuster, o documentário mais caro de todos os tempos é, na verdade, literalmente teatro filmado. Trata-se de um registro da peça em junho de 2016, filmado durante três noites consecutivas, com o elenco apresentando-se no palco original da produção, que se tornou uma das mais bem-sucedidas da Broadway – além de vencedora de 11 prêmios Tony e do Prêmio Pulitzer de Drama. Inicialmente, o longa deveria chegar aos cinemas em outubro de 2021, mas acabou virando lançamento de streaming devido a pandemia de coronavírus. O musical em que atores negros e latinos interpretam os fundadores dos Estados Unidos será disponibilizado em 3 de julho, véspera do Dia da Independência do país, exclusivamente na plataforma Disney+ (Disney Plus).
Hulu renova Solar Opposites e Crossing Swords em tempo recorde
A Hulu anunciou em tempo recorde a renovação de suas mais recentes séries animadas, “Solar Opposites” e “Crossing Swords”. O anúncio foi acompanhado por novos vídeos das duas séries, que passam a reforçar, com “Rick & Morty” e as produções tradicionais da Fox (“Uma Família da Pesada”, “Bob’s Burgers”), a intenção da plataforma de se estabelecer como um endereço para desenhos alternativos e adultos do conglomerado Disney. “Solar Opposites”, produzido com uma encomenda inicial de duas temporadas, foi renovada para seu terceiro ano, enquanto “Crossing Swords” garantiu sua 2ª temporada. As duas estrearam há pouquíssimo tempo – respectivamente, no mês passado (8/5) e na semana passada (12/6). Desenvolvida por Justin Roiland (co-criador de “Rick & Morty”), “Solar Opposites” acompanha uma família alienígena que escapou da explosão de seu mundo e vive refugiada nos subúrbios dos EUA, divididos entre achar que a Terra é horrível e impressionante. Enquanto dois deles só veem a poluição, o consumismo grosseiro e a fragilidade humana, os outros dois amam os seres humanos e toda a sua TV, junk food e coisas divertidas. O elenco de vozes destaca o próprio Roiland, Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Mary Mack (dubladora de “Golan the Insatiable”) e Sean Giambrone (“The Goldberg”) como os alienígenas, e vários astros famosos como coadjuvantes, entre eles Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”), Alfred Molina (“Homem-Aranha 2”), Amanda Leighton (“This Is Us”), Christina Hendricks (“Good Girls”), Echo Kellum (“Arrow”) e Jason Mantzoukas (“The Good Place”). Produção da equipe de “Frango Robô” (Robot Chicken), “Crossing Swords” acompanha Patrick, um escudeiro da Idade Média que tenta ser valoroso num reino governado por um rei tirano, e por isso é considerado a ovelha negra de sua família de vândalos. Com piadas que incluem violência, palavrões e crítica social, a animação em stop-motion é criada e escrita por John Harvatine IV e Tom Root, produtores-roteiristas de “Frango Robô”. Nicholas Hoult (o Fera de “X-Men: Fênix Negra”) é o responsável pela voz original do protagonista e o elenco de dubladores ainda inclui Adam Ray (“American Vandal”), Tara Strong (“Lemony Snicket: Desventuras em Série”), Tony Hale (“Veep”), Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”), Alanna Ubach (“Euphoria”), Adam Pally (“Sonic: O Filme”), Yvette Nicole Brown (“Community”), Maya Erskine (“PEN15”), Wendi McClendon-Covey (“The Goldbergs”), Breckin Meyer (“Franklin & Bash”), Jameela Jamil (“The Good Place”) e o criador de “Frango Robô”, Seth Green. Veja abaixo os vídeos que anunciam as renovações.
Barbra Streisand dá ações da Disney para filha de George Floyd
A cantora, atriz e cineasta Barbra Streisand usou de criatividade para ajudar a pequena filha – agora órfã – de George Floyd, cuja morte por policiais brancos deu início à onda de protestos antirracistas pelo mundo. Ela doou ações da Disney para Gianna Floyd, de 6 anos. O fato foi revelado pela própria Gigi “Pink” Floyd no Instagram, que postou uma foto com seu presente valiosíssimo para agradecer à cantora. “Graças à você, agora sou uma investidora da Disney”, escreveu a menina. Na bolsa de valores, as ações da Disney estão valendo cerca de US$ 115 cada (o que em reais daria mais de R$ 580 na cotação de hoje), mas não se sabe com quantas ações Gianna Floyd ganhou. De qualquer forma, as ações da Disney costumam ser as mais seguras e valiosas do mercado. Além do presente de Barbra Streisand, a menina também teve um fundo de doações aberto em seu nome, que já arrecadou mais US$ 2 milhões em depósitos feitos pelas mais diversas pessoas desde a morte do seu pai. O assassinato de George Floyd, sufocado pela polícia até morrer, mesmo já imobilizado e clamando pela vida, causou grande comoção mundial e iniciou o questionamento das instituições que perpetuam o racismo no século 21, não apenas por meio da força bruta, mas também via cultura – por meio de estátuas em praça pública de antigos escravocratas, por exemplo. Ver essa foto no Instagram Thank You @barbrastreisand for my package, I am now a Disney Stockholder thanks to you 🥰🥰🥰 Uma publicação compartilhada por GIGI FLOYD (@giannapinkfloyd_) em 13 de Jun, 2020 às 7:59 PDT
O Grande Ivan: Filme da Disney com Angelina Jolie será lançado direto em streaming
A aventura de fantasia “The One and Only Ivan” é a mais recente baixa da programação dos cinemas. A Disney anunciou nesta sexta-feira (12/6), que o longa, previsto originalmente para 13 de agosto no Brasil, estreará uma semana depois, em 21 de agosto, exclusivamente na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). O filme é uma adaptação do livro infantil “O Grande Ivan”, de Katherine Applegate, e conta com grande elenco. Lançado em 2012, o livro acompanha um gorila chamado Ivan, que vive em uma jaula em um shopping center, juntamente com um velha elefante doente chamado Stella e um cão vadio chamado Bob. Ivan não recorda a vida antes do shopping, mas quando Ruby, uma bebê elefanta, passa a lhes fazer companhia, ele se sensibiliza e começa a redescobrir sua vida anterior à prisão, preparando um plano para salvar a pequena Ruby de seu proprietário abusivo. Premiado com a Medalha Newberry (conferida por associações de livrarias americanas ao melhor livro infantil do ano), a obra é toda narrada pelo gorila e já vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Mas a história é baseada num fato real. Ivan foi um gorila que realmente existiu e ficou conhecido, nos anos 1970, por assistir TV e realizar pinturas com os dedos, vivendo 27 anos numa vitrine de shopping center. A adaptação da Disney é um híbrido de animação e live-action, como “Mogli, o Menino Lobo” (2016), e tem produção de ninguém menos que Angelina Jolie (a “Malévola”), que também dubla Stella, uma das elefantas. Outras vozes famosas do elenco incluem Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”) como personagem-título, Bryan Cranston (“Breaking Bad”), Helen Mirren (“A Rainha”), Danny DeVito (“Dumbo”) e Brooklynn Prince (“Projeto Flórida”), que dá voz à pequena Ruby. A adaptação do livro foi escrita pelo roteirista Mike White (“Escola de Rock”) e a direção é assinada por Thea Sharrock (“Como Eu Era Antes de Você”). “O mundo mudou em um piscar de olhos. Pessoas de todo o mundo compartilharam experiências importantes e transformadoras de maneiras que não vemos há um século”, afirmou a diretora Thea Sharrock em comunicado sobre a mudança de mídia. “Em resposta a isso, estou muito feliz por poder compartilhar a história deliciosa e original de Katherine Applegate, ‘The One and Only Ivan’ com o mundo em agosto no Disney+ (Disney Plus), trazendo um pouco de alegria com este filme único de verdadeira amizade, inspirado em uma história verdadeira.” O anúncio reforça a tendência de lançamentos de peso em streaming, que ganhou impulso depois da Universal demonstrar o retorno financeiro de “Trolls 2” em VOD. Com o agravamento da pandemia de coronavírus, vários títulos de grande orçamento, incluindo “Artemis Fowl”, da própria Disney, deixaram de ser exibidos nos cinemas para apostar em estreias digitais.












