Asia Argento acusa diretor de Triplo X e Velozes e Furiosos de estupro
A atriz italiana Asia Argento, filha do cineasta Dario Argento e figura controversa do movimento #MeToo, acusou o diretor americano Rob Cohen, que a dirigiu no primeiro “Triplo X”, de abuso sexual em entrevista publicada na sexta (22/1) pelo jornal Corriere della Sera. Asia foi uma das primeiras mulheres a denunciar abusos sexuais no mundo do cinema, o que contribuiu para o surgimento da campanha #MeToo. Na primeira reportagem da revista New Yorker sobre os assédios de Harvey Weinstein, em novembro de 2017, ela declarou que o produtor americano a tinha estuprado em 1997, quando ela tinha 21 anos. Na nova entrevista ao jornal italiano, a atriz e diretora de 45 anos disse que Cohen a drogou e estuprou em 2002. “É a primeira vez que falo sobre Cohen. Ele abusou de mim me fazendo beber GHB, tinha uma garrafa”, afirmou, referindo-se a uma droga usada por estupradores. “Naquela época, não sabia muito bem o que era. Acordei de manhã nua em sua cama”, contou. Segundo a atriz, a agressão ocorreu na época em que ela filmava o longa “Triplo X”, que ela estrelou ao lado de Vin Diesel. Cohen também assinou o primeiro “Velozes e Furiosos”, em 2001. Por sua vez, o cineasta negou a acusação. “O senhor Cohen nega categoricamente a acusação completamente falsa de agressão sexual feita contra ele por Asia Argento”, diz um comunicado enviado à imprensa. “Tinham uma excelente relação de trabalho e Cohen a considerava uma amiga, motivo pelo qual essa acusação, que data de 2002, é desconcertante, principalmente se considerado o que foi dito dela nos últimos anos.” Asia Argento foi acusada em 2018 de agressão sexual pelo ator americano Jimmy Bennett, por fatos ocorridos em um hotel da Califórnia quando ele tinha 17 anos. Inicialmente, a atriz negou a relação sexual, mas depois se retratou, embora tenha desmentido a versão de Bennett. Ela dirigiu o jovem quando ele tinha oito anos, no filme “Maldito Coração” (2004). A nova acusação feita pela atriz consta de um livro que ela vai lançar no próximo dia 26 na Itália, “Anatomia di Un Cuore Selvaggio”.
Justiça determina que Rafinha Bastos apague ofensa contra Marcius Melhem
Depois de Felipe Castanhari, Rafinha Bastos também foi intimado a apagar um post ofensivo contra o ex-diretor da Globo Marcius Melhem. Melhem foi denunciado por atrizes da Globo por assédio sexual e moral. Elas levaram a queixa ao departamento competente da emissora e, após uma investigação interna, o comediante se afastou das funções de chefia do Humor da rede, tendo seu contrato encerrado com a empresa. Desde então, as queixas se tornaram públicas, mas mantiveram o anonimato. Rafinha Bastos se envolveu na história com a edição de um vídeo, publicado três vezes (duas no Twitter e uma no Instagram), em que debocha de uma declaração de Melhem sobre o caso (“foi muito doloroso para mim”). “Doloroso pra ti? Oi?”, disse Bastos na gravação, substituindo o áudio da entrevista do comediante por frases gravadas em sua voz: “Eu matei 48 pessoas, matei várias vezes, isso foi muito doloroso pra mim”; “Roubei oito bancos, roubei várias vezes, isso foi muito doloroso pra mim”, “Dei crack pra criança, e dei crack várias vezes, isso foi muito doloroso pra mim”. Sob pena de multa diária de R$ 500, podendo chegar ao máximo de R$ 50 mil, a juíza Tonia Yuka Koroku, da 13ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou que Bastos “exclua de suas redes sociais os vídeos”, que foram considerados ofensivos à honra de Melhem. Na análise da magistrada, a exclusão “se justifica pelo conteúdo ofensivo que ultrapassa o mero exercício da livre expressão do pensamento”. “Os direitos fundamentais não são absolutos”, diz ela. “O limite está nos direitos fundamentais das outras pessoas que podem ser atingidas, como é o caso dos autos.” O vídeo teve quase 80 mil visualizações e ainda estão no ar. Veja a versão do Instagram abaixo (quando não puder ver, ele finalmente terá saído do ar). A ação de Melhem pede ainda retratação pública e R$ 50 mil de indenização por danos morais, mesma quantia pedida a Felipe Castanhari, que igualmente recebeu ordem judicial para tirar de suas redes sociais as acusações feitas a Melhem, chamado por ele de “assediador” e “escroto”. No caso de Castanhari, a decisão foi de outra juíza, Ana Luíza Madeiro Cruz, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Além dos dois, postagens de Danilo Gentili e Marcos Veras também foram alvo de reclamação judicial. Por enquanto, a Justiça atendeu apenas aos pedidos de tutela antecipada para a retirada dos posts. Já as retratações e indenizações por danos morais serão julgadas mais adiante. O ex-diretor da Globo também move uma ação contra a revista Piauí, que publicou uma reportagem com detalhes de supostos assédios, e Dani Calabresa, que se recusou a desmentir fatos polêmicos e contestados por Melhem na citada publicação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rafinha Bastos (@rafinhabastos)
Justiça determina que Felipe Castanhari apague ofensa contra Marcius Melhem
A Justiça determinou que Felipe Castanhari, apresentador do “Mundo Mistério”, da Netflix, apague um texto de seu perfil no Twitter em que chama o ex-diretor da TV Globo Marcius Melhem de “criminoso”, “escroto” e “assediador”. A decisão é assinada pela juíza Ana Luiza Madeiro Cruz, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que deferiu tutela antecipada de urgência pleiteada pela defesa de Melhem. Nesta segunda (18/1), ela deu um prazo de 24 horas para que Castanhari apague a mensagem, sob pena de multa de R$ 10 mil. Em sua decisão, Ana Luiza Madeiro Cruz afirma que “não se pode admitir que alguém, a pretexto de estar manifestando o seu livre pensamento, impute a outro, peremptoriamente, a prática de crime pelo qual, conforme consta nos autos, não foi sequer indiciado, ao menos até o momento”. Melhem foi denunciado por atrizes da TV Globo por assédio sexual e moral. Elas levaram a queixa ao departamento competente da emissora e, após uma investigação interna, o comediante se afastou das funções de chefia do Humor da rede, tendo seu contrato encerrado com a empresa. Mas a separação foi amigável, com elogios a Melhem, o que fez com que as denúncias começassem a se tornar públicas, primeiro como vazamentos anônimos, depois por entrevistas de uma advogada das atrizes que não se identificam e, por fim, numa reportagem polêmica da revista Piauí, cheia de detalhes contestados e acusações graves de fontes desconhecidas. Apenas no mês passado, após Melhem iniciar um processo legal contra as supostas fontes das acusações – que até o momento não assumiram publicamente as denúncias – , as advogadas que representam as funcionárias da Globo entraram no Ministério Público Federal (MPF) com pedido de investigação contra ele. Duas atrizes que fizeram denúncias prestaram depoimento à Ouvidoria das Mulheres no Conselho Nacional do Ministério Público na véspera do Natal. Entretanto, ainda não existe uma ação na Justiça contra Melhem. A juíza que acolheu a ação do comediante contra Castanhari reconheceu o mérito da reclamação, afirmando que são “verossímeis as alegações de que o conteúdo exposto na rede social é ofensivo e capaz de abalar a honra do autor [Melhem]”. Segundo os documentos, a postagem de Castanhari que originou o processo foi feita no dia 5 de dezembro e dizia: “Não caiam nesse discursinho de merda do Marcius Melhem. Esse cara é um criminoso, um escroto, um assediador que merece cadeia por todo o sofrimento que causou”. O texto já não estaria mais no ar. Além de Castanhari, Melhem também processa os humoristas Rafinha Bastos, Danilo Gentili e Marcos Veras por declarações similares, bem como a atriz Dani Calabresa, uma das citadas pela Piauí como vítima de suposto assédio sexual, que não teria contestado a reportagem.
Marcius Melhem processa Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Marcos Veras, Felipe Catanhari e revista Piauí
A atriz Dani Calabresa não é a única pessoa que o ex-diretor do núcleo humorístico da TV Globo Marcius Melhem está processando devido à acusações que recebeu de assédio moral e sexual. De acordo com o colunista Leo Dias, ele também abriu ações contra os comediantes Rafinha Bastos, Danilo Gentili, Marcos Veras e o youtuber Felipe Catanhari, além da revista Piauí, que publicou uma reportagem polêmica com fontes anônimas detalhando vários dos supostos casos de assédio cometidos por Melhem. Os advogados de Melhem afirmam que as opiniões expressas pelos comediantes vão além da liberdade de expressão e ofendem a honra, a intimidade e a imagem pública de seu cliente. Melhem pretende receber R$ 200 mil por danos morais da revista Piauí e promete doar o valor total ao Retiro dos Artistas. Já nos processos contra os comediantes, ele pede R$ 50 mil de cada um por calúnia e difamação. Para não ter que pagar, eles precisarão provar que Melhem fez o que acusaram – ou, ao menos, que não lhe ofenderam. Além do dinheiro, os advogados de Melhem pedem que a Justiça exija uma retratação publica em relação ao conteúdo contestado – no caso dos comediantes, tanto em suas respectivas redes sociais quanto em entrevistas concedidas à imprensa. As ações foram protocoladas na última sexta-feira (15/1) nas Varas Cível de São Paulo e do Rio de Janeiro. Melhem ainda move um processo de R$ 200 mil contra Dani Calabresa, valor que promete doar, caso vença, à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Ele também pede o ressarcimento do custo dos tratamentos psiquiátrico e psicoterápico que fez entre fevereiro e dezembro do ano passado, quando surgiram as fofocas de assédio, no valor de R$ 46,4 mil.
Marcius Melhem processa Dani Calabresa por danos morais
O comediante e ex-diretor da Globo Marcius Melhem protocolou uma ação por danos morais e materiais contra Dani Calabresa nesta quinta-feira (14/1), na Vara Civil de São Paulo. Ele pede uma indenização de R$ 200 mil, que promete doar à Associação de Assistência a Criança Deficiente (AACD). Além disso, Melhem quer o ressarcimento do custo de todo o tratamento psiquiátrico/psicoterápico que fez entre fevereiro e dezembro de 2020, no valor de R$ 46,4 mil, bem como uma retratação pública de Calabresa, após o nome da atriz ser associado a acusações de assédio e violência sexual supostamente cometidos por ele. Melhem nega o assédio, que foi detalhado em reportagem da revista Piauí e trazido à imprensa por uma advogada que representa Calabresa e outras atrizes supostamente assediadas pelo humorista. No documento, Marcius Melhem apresenta mensagens de áudio e texto para tentar comprovar a intimidade que existia entre ele e Calabresa do período de 2017, quando teria acontecido o assédio, até 2019. A ação tenta demonstrar que o tratamento de Calabresa a Melhem “é absolutamente incompatível com aquele esperado de uma sedizente vítima de assédio”, segundo o documento disponível no site do Tribunal de Justiça de São Paulo. “A gravidade da falsa imputação do crime/delito de assédio divulgada perante diversas mídias e corroborada pela Ré [Calabresa] tem repercussão nacional, impondo dano incomensurável à reputação e honra do Autor [Melhem]“, alega a defesa de Marcius. “Além de ter sua vida profissional maculada de forma potencialmente irremediável, ganha relevo o reflexo da reprovabilidade pública de condutas delitivas/criminosas, como aquelas imputadas ao Autor, no âmbito familiar e social”, acrescentam os advogados do comediante. De acordo com o processo, as acusações teriam partido de Dani após um projeto que ela comandaria (“Fora de Hora”) ter sido remanejado sem ela. O documento protocolado pela equipe jurídica de Melhem afirma que, após isto, um desentendimento profissional aconteceu entre os dois. Este não é o único processo aberto sobre o caso. Em 17 de dezembro, as advogadas que representam Calabresa e outras funcionárias da Globo entraram com pedido de investigação de Melhem no Ministério Público. Elas prometeram entrar também com um processo criminal contra o ator pelo fato de ele ter divulgado áudios de uma conversa com Calabresa à imprensa – como o ex-Ministro Sergio Moro em relação ao presidente Jair Bolsonaro – e um pedido de indenização por danos morais à atriz.
Intérprete de Ciborgue retoma briga com a Warner pelo filme do Flash
Ray Fisher e a WarnerMedia continuam em clima litigioso, após o ator denunciar abusos nos bastidores das refilmagens de “Liga da Justiça” e exigir uma investigação independente contra atitudes do diretor Joss Whedon e dos produtores Jon Berg e Geoff Johns. Após acusar o presidente da DC Films, Walter Hamada, de tentar acobertar o caso, o intérprete do herói Ciborgue disse que não trabalharia mais em nenhum filme produzido pelo executivo. Assim, a Warner anunciou o corte de sua participação no vindouro filme do Flash. Isto originou uma nova disputa de versões. Fisher publicou um longo texto de duas páginas em seu Twitter na noite de quarta (13/1), em que confirmou ter sido removido do elenco de “The Flash”. “Eu recebi confirmação oficial de que a Warner Bros. decidiu me remover do elenco de ‘The Flash’. Eu discordo fortemente desta decisão, mas não me surpreendo. Apesar do que havia sido noticiado, o envolvimento do Ciborgue em ‘The Flash’ era muito maior do que apenas uma ponta – e embora eu lamente perder a oportunidade de levar Victor Stone de volta às telas, chamar atenção às ações de Walter Hamada se provarão muito mais importantes para o mundo”. A WarnerMedia, a empresa-mãe da Warner Bros., contestou as alegações de Fisher de que ele foi removido do filme, observando que o ator se recusou a participar do longa ao dizer publicamente que não voltaria a trabalhar com Hamada. “No verão passado, Fisher foi convidado a repetir seu papel como Ciborgue em ‘The Flash’”, disse a WarnerMedia em um comunicado. “Dada sua declaração de que não participará de nenhum filme associado ao Sr. Hamada, nossa produção está agora seguindo adiante”. A WarnerMedia também negou ter rompido com Geoff Johns, o ex-chefe dos filmes da DC, que Fisher alegou que estava saindo da empresa após a investigação de suposta má conduta nos bastidores de “Liga da Justiça”. Johns é um dos roteiristas de “Mulher-Maravilha 1984”, criador e showrunner de “Stargirl”, além de produtor de várias séries da DC Comics. “A Warner Bros. continua a fazer negócios com Geoff Johns, que continua a produzir ‘Stargirl’, ‘Batwoman’, ‘Patrulha do Destino’, ‘Superman & Lois’ e ‘Titãs’ para o estúdio, entre outros projetos”, acrescentou a empresa. Fisher tem feito várias alegações por meio das redes sociais, inclusive apontando que a saída de Joss Whedon da vindoura série “The Nevers”, que o cineasta criou para a HBO, teria sido consequência de sua denúncia e da investigação que se seguiu, apesar da suposta resistência inicial de Hamada em lhe dar ouvidos. Hamada não era o chefe da DC Films durante a produção de “Liga da Justiça”. o ex-diretor da New Line assumiu o cargo em janeiro de 2018, dois meses depois do filme implodir nas bilheterias. No entanto, Fisher diz que Hamada tentou acobertar os supostos maus-tratos cometidos por Whedon, que assumiu a cadeira de diretor depois que o cineasta original, Zack Snyder, deixou a produção devido à morte de sua filha. Ele também teria tentado livrar Geoff Johns das acusações. Agora é Ann Sarnoff, presidente e CEO da WarnerMedia Studios and Networks Group, quem se pronuncia contra as afirmações de Fisher. “Acredito em Walter Hamada e que ele não impediu ou interferiu na investigação”, disse Sarnoff em nota. “Além disso, tenho total confiança no processo e nas conclusões da investigação. Walter é um líder respeitado, conhecido por seus colegas e por mim como um homem de grande caráter e integridade. Como eu disse no anúncio recente de extensão do acordo de Walter, estou animada com o caminho que ele está levando a DC Films e ansiosa para trabalhar com ele e o resto da sua equipe para construir o Multiverso DC”. Apesar disso, Fisher não está recuando. Nas redes sociais, ele se ofereceu para “submeter-se a um teste do polígrafo para apoiar minhas alegações contra [Hamada]”. A investigação das alegações de Fisher foi encerrada em dezembro, com a Warner divulgando um comunicado, dizendo que “medidas corretivas foram tomadas”. A impressão, porém, é que apenas Whedon, que disse estar se afastando de “The Nevers” por vontade própria, e o próprio Fisher foram prejudicados.
Ray Fisher se recusa a fazer novos projetos da DC Films
Um dos motivos que explicam a falta de vontade da DC Films em dar continuidade à “Liga da Justiça” manifestou-se no Twitter. Após o chefão do estúdio, Walter Hamada, revelar planos para lançar seis filmes da DC por ano, o ator Ray Fisher, intérprete do Ciborgue, voltou a usar as redes sociais para atacar o executivo. Fisher linkou a entrevista de Hamada (no New York Times) sobre o futuro da DC Films, para declarar que não vai participar de “nenhuma produção associada a ele”. Fisher retomou uma briga que ele iniciou em setembro, ao revelar suposta conversa em que o executivo teria sugerido sacrificar algumas pessoas da produção da “Liga da Justiça” para preservar um dos produtores. Isto aconteceu em meio a várias polêmicas, como a denúncia feita pelo ator contra o diretor Joss Whedon por comportamento “abusivo” durante as refilmagens de “Liga da Justiça” e outras acusações, como racismo ou acobertamento de atitudes racistas – inclusive da parte do chefão da Warner Bros. Pictures, Toby Emmerich. “Para vocês entenderem o quão fundo isso vai: após eu expor o que aconteceu em ‘Liga da Justiça’, o presidente da DC Films [Walter Hamada] me ligou tentando que eu jogasse Joss Whedon e Jon Berg na fogueira e que eu pegasse leve com Geoff Johns. Eu não vou”, Fisher afirmou nas redes sociais, na ocasião. Agora, ele retoma a briga. “Walter Hamada é o mais perigoso tipo de facilitador. Ele mente, e sua tentativa fracassada de relações públicas de 4 de setembro procurou minar as questões reais por trás da investigação dos bastidores de ‘Liga da Justiça’. Não participarei de nenhuma produção associada a ele”, tuitou o ator nesta quarta (30/12). A tempestade de fogo de Fisher contra a WarnerMedia começou em 1º de julho num tuite em que definiu o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Na primeira sexta de setembro, a WarnerMedia lançou um longo comunicado, o que não é típico do estúdio em situações de crise, disparando contra Fisher. “Em julho, os representantes de Ray Fisher pediram ao presidente da DC Films, Walter Hamada, que conversasse com o Sr. Fisher sobre suas preocupações durante a produção de ‘Liga da Justiça’. Os dois já haviam se falado quando o Sr. Hamada pediu que ele repetisse seu papel como Ciborgue no próximo filme da Warner Bros, do herói Flash, juntamente com outros membros da Liga da Justiça”, dizia o texto. “Em sua conversa de julho, o Sr. Fisher relatou divergências que teve com a equipe de criação do filme em relação à sua interpretação de Ciborgue, e reclamou que as revisões sugeridas do roteiro não foram adotadas. O Sr. Hamada explicou que diferenças criativas são uma parte normal do processo de produção e que o roteirista/diretor de um filme deve, em última instância, ser responsável por esses assuntos”, continuou o comunicado. “Notavelmente, o Sr. Hamada também disse ao Sr. Fisher que levaria suas preocupações à WarnerMedia para que eles pudessem conduzir uma investigação. Em nenhum momento o Sr. Hamada ‘jogou alguém na fogueira’, como o Sr. Fisher falsamente alegou, ou fez qualquer julgamento sobre a produção da Liga da Justiça, na qual Hamada não teve envolvimento, pois as filmagens ocorreram antes do Sr. Hamada assumir sua posição atual”, segue a nota. “Embora o Sr. Fisher nunca tenha alegado qualquer conduta indevida contra ele, a WarnerMedia, no entanto, iniciou uma investigação sobre as preocupações que ele havia levantado sobre a representação de seu personagem. Ainda não satisfeito, Fisher insistiu que a WarnerMedia contratasse um investigador independente. Este investigador tentou várias vezes se encontrar com o Sr. Fisher para discutir suas preocupações, mas, até o momento, o Sr. Fisher recusou-se a falar com o investigador. A Warner Bros. continua comprometida com a responsabilidade e o bem-estar de cada elenco e membro da equipe em cada uma de suas produções. Ela também continua empenhado em investigar qualquer alegação específica e confiável de má conduta, o que até agora o Sr. Fisher não forneceu”, conclui o texto oficial. Em uma entrevista subsequente à Forbes, em outubro, Fisher indicou que as questões raciais desempenharam um papel nas decisões que levaram aos seus alegados maus-tratos no set da “Liga da Justiça”. Outras estrelas de “Liga da Justiça”, como Jason Momoa, o Aquaman, apoiaram a cruzada do colega nas redes sociais, enquanto o ator convocava uma investigação. “Coisas sérias aconteceram”, declarou Momoa. Já Gal Gadot, a Mulher Maravilha, disse ao Los Angeles Times que não participou das refilmagens com Fisher, mas também teve “minha própria experiência com [Whedon], que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito”. Na noite de 11 de dezembro, a WarnerMedia divulgou uma declaração vaga e superficial de que sua investigação dos bastidores de “Liga da Justiça” foi “concluída e medidas corretivas foram tomadas”. Nenhum outro detalhe foi fornecido e nem os executivos do cinema da Warner Bros. sabiam que medidas foram estas. Pouco depois desta declaração, Fisher compartilhou um texto oficial que recebeu da WarnerMedia com um agradecimento pela “coragem de se apresentar e ajudar a empresa a criar um ambiente de trabalho inclusivo e mais igualitário para seus funcionários e parceiros”. Ele acrescentou sua própria declaração no Twitter: “Ainda há conversas que precisam acontecer e resoluções que precisam ser encontradas. Obrigado a todos por seu apoio e incentivo nesta jornada. Estamos à caminho.” Fisher ainda informou que a investigação “levou a uma ação corretiva”, afirmando que “já vimos” isso, mas outros desdobramentos “ainda estão por vir”. Na época, especulou-se que o comentário se referia a Joss Whedon, que duas semanas antes tinha abandonado a produção da fantasia “The Nevers”, que ele criou para a HBO, citando exaustão e acontecimentos sem precedentes de 2020 que afetaram sua vida de “maneiras que jamais poderia ter imaginado”. Não houve, até o momento, nenhuma outra repercussão visível da investigação. Por outro lado, a reportagem de domingo passado (27/12) do New York Times sobre os planos ambiciosos da DC Films informou que, apesar de Hamada prometer seis filmes por ano, nenhum deles seria continuação de “Liga da Justiça”. A HBO Max está investindo uma fortuna para relançar o filme como uma minissérie de quatro horas, totalmente reeditada pelo diretor original, Zack Snyder. Mesmo assim, de acordo com o jornal nova-iorquino, o estúdio avalia essa produção “como uma narrativa que não leva a lugar nenhum”.
Duas atrizes que acusam Marcius Melhem de assédio prestam depoimento na Justiça
Duas atrizes que acusam o humorista Marcius Melhem de assedia-las sexualmente prestaram depoimento à Ouvidoria das Mulheres no Conselho Nacional do Ministério Público nesta terça-feira (22/12). Segundo a coluna de Monica Bergamo do jornal Folha de S. Paulo, elas foram ouvidas pela promotora Gabriela Manssur sobre as denúncias de crimes sexuais feitas contra o ex-diretor do núcleo de humor da TV Globo. As notícias sobre os supostos assédios vieram à tona em dezembro passado. Mais recentemente, em outubro, após a Globo encerrar o contrato com o humorista, a advogada Mayra Cotta, representante de seis mulheres que se dizem vítimas de Melhem, acusou o ator frontalmente na coluna da Folha. “Melhem atuou de forma violenta com várias atrizes”, afirmou a advogada na ocasião. Após este episódio, a revista Piauí publicou uma reportagem detalhando vários abusos que Melhem teria cometido durante o período em que foi chefe do Humor da Globo, citando, entre outras, duas situações explícitas de assédio contra a humorista Dani Calabresa. O ator nega as acusações, divulgou algumas mensagens trocadas com a atriz Dani Calabresa, que contrariam a narrativa da revista, e deu entrada numa interpelação judicial para a atriz confirmar ou negar o conteúdo da reportagem. A ação foi o primeiro passo para deflagrar um processo por danos morais. Ele também entrou na justiça contra a advogada Mayra Cotta, que até então não tinha levado a queixa de assédio além do debate na mídia. “Não existe uma advogada que só fala na TV, no jornal, na internet. Nós já entramos com uma representação contra ela e interpelamos a Dani para que ela confirme ou negue o teor da reportagem da Piauí, que nós dois sabemos que não é verdade”, disse Melhem no fim de semana, em entrevista a Roberto Cabrini no programa “Domingo Espetacular”, reforçando que quer o caso na Justiça. “Eu sou o único acusado que está pedindo pra ser réu”.
Marcius Melhem se defende e revela mensagens de Dani Calabresa
O ator e ex-diretor da Globo Marcius Melhem deu uma entrevista a Roberto Cabrini, no “Domingo Espetacular” desse final de semana (20/12), como parte de sua estratégia de defesa contra as acusações de assédio sexual reveladas por uma reportagem da revista Piauí. Em um depoimento contundente e sem evitar nenhuma pergunta, ele divulgou algumas mensagens trocadas com a atriz Dani Calabresa, que contrariam esta narrativa, e disse que precisou entrar na Justiça, porque passou a ser acusado de assédio e a receber ameaças de morte, sem que exista um processo contra ele. Por conta própria, ele resolveu entrar com interpelação contra Dani Calabresa e a advogada Mayra Cotta, para tentar provar, na Justiça, que é vítima de mentiras motivadas por vingança profissional. Segundo seu relato, ele e Calabresa mantinham uma relação íntima e amigável entre os anos de 2017 e 2019, época em que a teria assediado moral e sexualmente, na descrição detalhista da Piauí. Na entrevista, ele chamou o relato da revista de mentira. “Esta narrativa é totalmente mentirosa. Ela não é fantasiosa, ela é mentirosa”, acusou Melhem. E quando Cabrini apontou que existiriam testemunhas, ele replicou: “Testemunhas que não aparecem, porque ninguém assume essa narrativa. Se as pessoas aparecerem, estarão mentindo, porque tem muitas outras testemunhas que viram exatamente o que aconteceu naquela festa”. A tal festa citada foi uma confraternização do programa “Zorra”, em 2017, na qual, de acordo com a revista Piauí, Melhem teria tentado agarrar Dani Calabresa à força na saída do banheiro, inclusive colocando seu pênis para fora. Sem entrar em mais detalhes, o ator avisou que só falaria sobre o que aconteceu entre ele e Calabresa naquele evento na Justiça. “Não vou expor ninguém”, disse. Ele já tinha sido acusado anteriormente pela advogada Mayra Cotta de expor Calabresa ao incluir as mensagens de voz no processo. “Eu nunca imobilizei ninguém na vida, essa descrição é nojenta, é o que está me causando problemas. Essa descrição é um delírio, é de alguém que quer muito me prejudicar”, acrescentou. Melhem também atacou a credibilidade de outra acusação da revista, que alega que ele teria ido aos estúdios durante uma gravação para ver Dani Calabresa de maiô, dizendo “Vim aqui dar uma conferida”. “Esta frase, esse dia, isso tudo, nada disso aconteceu”. A cena em que Calabresa gravou de maiô não aconteceu no estúdio, e sim na praia de Grumari, na zona oeste do Rio de Janeiro, e sem a presença de Melhem. “Eu nunca fui numa externa do ‘Zorra’ e, quando vai gravar externa, é um ônibus-camarim, onde fica todo mundo. Ela nunca taria sozinha”, relatou. “Toda cena de praia no ‘Zorra’ é gravada na praia. Ela nunca ficou de maiô nos estúdios. Esta [descrição da] cena é completamente falsa”. Ele aponta que essa situação já foi desacreditada, mas mesmo assim as pessoas insistem que o resto é verdadeiro. Ele questiona: “Agora, porque [se aceita] que esta [descrição de] cena é falsa e a do banheiro é verdadeira?”. “Como é que um jornalista ouve 43 pessoas, como ele diz que ouviu na matéria, erra até o dia da festa e narra com detalhes, como se ele tivesse visto a cena… o sentimento da Dani, ela abrir a porta, o constrangimento… Ele narra toda uma cena que jamais aconteceu”. Entre as mensagens fornecidas por Melhem e reproduzidas pelo programa, está uma gravação de voz enviada por Calabresa no dia 12 de novembro de 2017, oito dias depois da festa de confraternização. Na data, dia de seu aniversário, Calabresa agradecia uma postagem que o ator fez no grupo de WhatsApp do programa “Zorra”, em que a felicitava. No áudio, ela se define como fã do chefe, diz “eu te amo” e até propõe uma viagem à Disney com as filhas do ator. “Chefe, estou mandando este áudio para agradecer a mensagem linda que você mandou no grupo. Todas as mensagens que você manda sempre de apoio e de carinho. Nossa, você não tem ideia como fico feliz de saber que você me acha talentosa. Eu sou sua fã para caralho”, afirma Calabresa na mensagem. Na mensagem de voz, Calabresa ainda agradece se descreve extremamente feliz. “Estou muito feliz de verdade. Te amo muito. Um beijo para as suas filhinhas lindas. Vamos para a Disney juntos”. Para atestar a veracidade dos diálogos, Melhem contratou ainda uma empresa especializada que realizou procedimentos forenses de coleta e guarda das mensagens, o que comprovaria a integridade dessas informações. Melhem afirma que toda a correspondência posterior entre eles também evidencia que a relação pessoal e profissional dos dois se manteve harmoniosa, com a mesma afetuosidade, nos meses e anos seguintes à festa, até maio de 2019. Ele divulgou trechos de mensagens posteriores, de até um ano depois daquela festa, em que Calabresa demonstra muita intimidade e descreve que adora trabalhar em qualquer projeto dele. O tom só mudou a partir do ano passado, após uma desavença que supostamente teria criado a crise entre Calabresa e Melhem. A briga não teria componente sexual. O rompimento aconteceu na noite de 3 de maio de 2019, durante a leitura do piloto do que viria a ser o programa “Fora de Hora”. Escalada como âncora de um telejornal satírico em que contracenaria com o ator Paulo Vieira, Calabresa se queixou do texto reservado a ela e pediu para mudar tudo, dizendo que preferiria contracenar com Bento Ribeiro, seu colega no antigo programa “Furo”, da MTV, na bancada do telejornal, e com sua própria equipe de roteiristas. Calabresa teria sido cortada do projeto após dar piti e chorar na reunião, diante de toda a equipe. Melhem garantiu que a saída da comediante da atração não teria sido sua decisão apenas, mas sim uma decisão coletiva dos demais envolvidos. “Eu quero chegar na Justiça porque isso que Dani está fazendo comigo é um processo de vingança. Nós tivemos um desentendimento profissional em 2019, durante numa leitura do que viria a ser o programa ‘Fora de Hora’. Ela, diante de todos os presentes, disse que o texto estava mal escrito, queria os autores dela e que não queria fazer o programa com o Paulo Vieira. Ela queria fazer o programa com o Bento Ribeiro, que trabalhou com ela na MTV”, acusou o artista. “Ela chorou, eu fiquei duas horas consolando ela. Pessoas ficaram constrangidas. Mas ela estava irredutível e nós da equipe decidimos que seria melhor ela não participar do projeto. Foi uma decisão coletiva, não minha”, reforçou. Teria sido a partir daí, na visão de Melhem, que Calabresa passou a ter “ódio” dele e fazer ilações: “Naquele momento eu passo a ser a pior pessoa do mundo e sou acusado por coisas que eu nunca fiz”. Durante a entrevista, ele e disse arrependido de ter traído a ex-mulher, Joana Rosenfeld, e por manter o que chamou de relações consensuais com mulheres que trabalharam com ele nos bastidores da Globo, algumas por mais de um ano. “Nunca fiz um ato de violência com quem quer que seja. Que eu saiba não. Que eu entenda, não. Eu tive relações consensuais com pessoas que trabalhavam comigo. Relações muitas vezes longas, de um ano ou dois, mas elas não ganharam nada por causa disso”, ressaltou. “Entendo que isso possa ser uma zona cinzenta, pode ser que pessoas tenham tido relações comigo, esperando ganhar alguma coisa, mas nunca foi algo explícito”, argumentou. “Eu nunca usei o meu poder para me relacionar com qualquer pessoa que seja, nem nunca troquei favores. Nem coagi ninguém”. Ao final da conversa, Melhem salientou porque decidiu entrar com processo contra a advogada que representa Calabresa e outras atrizes que teriam sido assediadas por ele, mas cuja identidade estão sendo mantidas em segredo. “Não existe uma advogada que só fala na TV, no jornal, na internet. Nós já entramos com uma representação contra ela e interpelamos a Dani para que ela confirme ou negue o teor da reportagem da Piauí, que nós dois sabemos que não é verdade”, explicou, reforçando que quer o caso na Justiça. “Eu sou o único acusado que está pedindo pra ser réu”, encerrou. Veja abaixo trechos da entrevista. Exclusivo! Veja a entrevista de Roberto Cabrini com o humorista Marcius Melhem #DomingoEspetacular pic.twitter.com/3Z5e6aanox — Domingo Espetacular (@DomEspetacular) December 21, 2020 Marcius Melhem diz que hoje virou sinônimo de assediador e que espera que o caso vá parar na justiça #DomingoEspetacular pic.twitter.com/SujflArl9Y — Domingo Espetacular (@DomEspetacular) December 21, 2020 Marcius Melhem diz traiu a ex-mulher várias vezes #DomingoEspetacular pic.twitter.com/QCNMTduwov — Domingo Espetacular (@DomEspetacular) December 21, 2020 Marcius Melhem diz que tinha relação de amizade com Dani Calabresa #DomingoEspetacular pic.twitter.com/InPPlPxrsh — Domingo Espetacular (@DomEspetacular) December 21, 2020 Marcius Melhem diz que não atacou Dani Calabresa em festa e que o relato publicado em revista é mentiroso #DomingoEspetacular pic.twitter.com/JoHkNnFdmQ — Domingo Espetacular (@DomEspetacular) December 21, 2020 O Domingo Espetacular tem acesso a mensagens trocadas entre Marcius Melhem e Dani Calabresa #DomingoEspetacular pic.twitter.com/JH5Ps7f3e8 — Domingo Espetacular (@DomEspetacular) December 21, 2020 Humorista conta que não procurou Dani Calabresa para vê-la de biquíni durante uma gravação #DomingoEspetacular pic.twitter.com/sprx6HIwjf — Domingo Espetacular (@DomEspetacular) December 21, 2020 Marcius Melhem revela mensagens de áudio que teria recebido de Dani Calabresa #DomingoEspetacular pic.twitter.com/AtTehJIiOW — Domingo Espetacular (@DomEspetacular) December 21, 2020 Marcius Melhem diz que recebe apoio de amigos e que irá provar sua inocência #DomingoEspetacular pic.twitter.com/nG9SM0biq4 — Domingo Espetacular (@DomEspetacular) December 21, 2020 Marcius Melhem diz que teve relações sexuais com subordinadas, mas que tudo teria sido consensual #DomingoEspetacular pic.twitter.com/kIuDDWglEK — Domingo Espetacular (@DomEspetacular) December 21, 2020
Gal Gadot revela que fez sua própria denúncia contra diretor de Liga da Justiça
Depois de confessar que testemunhou na investigação da WarnerMedia sobre os problemas que teriam acontecido nos bastidores de “Liga da Justiça”, Gal Gadot revelou que fez sua própria denúncia contra o diretor Joss Whedon durante as refilmagens do longa de 2017. “Eu não estava presente quando Joss Whedon filmou com outros meninos [do elenco]. Mas tive minha própria experiência com ele, que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito”, disse a atriz nesta sexta (18/12), em entrevista ao jornal Los Angeles Times. Gadot, que está promovendo “Mulher-Maravilha 1984”, não quis detalhar qual foi seu problema com Whedon, mas boatos anteriores mencionavam sua recusa em filmar uma cena em que o Flash caía sobre Mulher-Maravilha durante uma luta, para criar uma piada com insinuação sexual. A cena foi realizada por uma dublê e incluída no longa (veja abaixo). Se foi só isso ou se há outros detalhes, ela não revela, mas deu seu apoio ao colega de elenco Ray Fisher (o Ciborgue), que foi quem trouxe à público o ambiente tóxico no set da produção. Em julho, Fisher denunciou publicamente uma má conduta durante as refilmagens do longa de 2017, definindo o comportamento do cineasta Joss Whedon set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Um desses produtores, Geoff Johns, escreveu os roteiros dos dois filmes da Mulher-Maravilha. “Eu fico feliz que Ray tenha se apresentado e esteja contando a sua verdade”, disse Gadot. Ao ser entrevista mais cedo num podcast da revista Variety, ela acrescentou que não foi informada do resultado da investigação interna da WarnerMedia sobre as denúncias. “Eu sei que eles fizeram uma investigação muito completa, tendo como parâmetro o tempo que passei com eles”, contou a estrela de “Mulher Maravilha de 1984”, que se disse curiosa com o resultado das várias entrevistas. Em um comunicado de 11 de dezembro, a WarnerMedia afirmou que havia concluído sua investigação sobre os bastidores do filme e, sem mencionar nomes, acrescentou que “medidas corretivas foram tomadas”. “Também não sei o que isso significa”, disse ela. “Mas estou curiosa para saber qual será o resultado”.
Gal Gadot revela ter testemunhado na investigação sobre bastidores de Liga da Justiça
A atriz Gal Gadot, intérprete da Mulher-Maravilha no cinema, revelou ter testemunhado na investigação da WarnerMedia sobre os problemas que teriam acontecido no set de “Liga da Justiça”, após a saída do diretor Zack Snyder da produção. “Eu sei que eles fizeram uma investigação muito completa, tendo como parâmetro o tempo que passei com eles”, disse a estrela de “Mulher Maravilha de 1984” durante uma entrevista para o podcast da Variety “The Big Ticket”. Ela não se aprofundou sobre o assunto, dizendo que está curiosa com o resultado das várias entrevistas. A WarnerMedia disse, em um comunicado de 11 de dezembro, que havia concluído sua investigação sobre os bastidores do filme. Sem mencionar conclusões, o texto oficial afirmava apenas que “a investigação da WarnerMedia sobre o filme ‘Liga da Justiça’ foi concluída e medidas corretivas foram tomadas”. Gadot disse que ninguém lhe explicou quais seriam as “medidas corretivas” tomadas. “Também não sei o que isso significa”, disse ela, acrescentando: “Estou curiosa para saber qual será o resultado”. A investigação foi resultado de uma denúncia do ator Ray Fisher, o Ciborgue da “Liga da Justiça”, que em julho denunciou publicamente uma alegada má conduta durante as refilmagens do longa de 2017, definindo o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia Um desses produtores, Geoff Johns, escreveu os roteiros dos dois filmes da Mulher-Maravilha. Ele não comentou as acusações, assim como Whedon, mas Berg disse que a denúncia era “categoricamente falsa”. Mas Fisher ganhou apoio de seus colegas. Jason Momoa, o Aquaman, postou uma mensagem reforçando as acusações do intérprete de Ciborgue. Ele descreveu no Instagram sua indignação contra “a forma de m**** como fomos tratados nas refilmagens da ‘Liga da Justiça’. Coisas sérias aconteceram. Precisa ser investigado e as pessoas precisam ser responsabilizadas”. A própria Gal Gadot chegou a contar ao jornal Los Angeles Times que também denunciou Whedon. Ela disse que, embora ela não tenha participado de refilmagens com Fisher, “eu tive minha própria experiência com [Whedon], que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito. Mas fico feliz que Ray tenha se apresentado e esteja contando a sua verdade”.
Advogada entra com processo no MPF contra Marcius Melhem
As advogadas que representam Dani Calabresa e outras funcionárias da Globo entraram no Ministério Público Federal (MPF) nesta quinta (17/12) com pedido de investigação do ator e ex-diretor da Globo Marcius Melhem e também pretendem deflagrar um processo criminal pelo fato dele ter divulgado áudios de uma conversa com Calabresa, com um pedido de indenização por danos morais à atriz. Daniela Calabresa e outras funcionárias da Globo acusam Marcius Melhem de assédio sexual. O caso foi detalhado pela revista Piauí no começo do mês. Melhem disse que processaria Dani Calabresa, a advogada Mayra Cotta e a revista. A defesa de Melhem enviou uma notificação extrajudicial para Calabresa, assinada pelos advogados José Luis Oliveira Lima e Ana Carolina Pivoesana, como medida preparatória para fundamentar o futuro processo. O documento legal reproduz mensagens de voz enviadas pela atriz. A Folha de S. Paulo publicou o conteúdo do documento na terça (15/12), acompanhado por uma entrevista com Melhem. Após esta ação, a advogada criminalista Soraia Mendes juntou-se a Mayra Cotta na representação midiática das acusadoras. Em entrevista à colunista Nina Lemos, ela afirmou ter enviado pedido de investigação a Melhem por crimes sexuais junto à Ouvidoria da Mulher no Ministério Público Federal e não descarta processo por estupro. “Não estamos excluindo a possibilidade de crimes mais graves que o assédio sexual. Temos relatos de situações que incluem violência e que poderiam ser caracterizadas como tentativa de estupro, mas isso vai depender de como o Ministério Público vai entender e do que será decidido”, disse. A advogada disse esperar que Melhem seja responsabilizado criminalmente pelos crimes de assédio praticados. Ela também afirmou que as divulgações de conversas foram tentativas de macular a imagem das vítimas e isso será levado à Justiça. “São diálogos particulares. Isso constitui crime. Vamos representar contra isso sempre que acontecer. O que ele fez mostra uma vontade macular a imagem das vítimas. No caso, isso está acontecendo com a Dani por ela ser a única que está exposta”, diz. Segundo ela, essa é uma estratégia comum em casos de assédio sexual. Melhem, por sinal, reclamou por não poder se defender na mesma esfera de opinião pública onde suas acusadores tem agido sem sofrer pressão, e onde as advogadas também tem atuado livremente, dando entrevistas acusatórias sem que haja contraditório. “Estou numa encruzilhada por parte da opinião pública. Se mostro alguma coisa, estou expondo as vítimas. Se vou para a Justiça, estou intimidando a advogada”, disse ele à Folha de S. Paulo. “Me defendo onde?” Ele acabou optando por ir à Justiça (antes das acusadoras, que passaram meses apenas no tribunal da mídia) e utilizar as provas que dispunha, áudios de conversas que contradizem as acusações de assédio. No Brasil, recentemente, áudios foram usados de forma pública como contraditórios de narrativa pelo ex-Ministro da Justiça Sergio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro. Abriu-se um processo para investigar atitudes denunciadas pelo diálogo e não sobre a divulgação do diálogo. O site Intercept também publicou várias mensagens privadas do próprio Sergio Moro e a divulgação foi defendida com base na liberdade de imprensa, embora tenha sido originada de fato criminoso, atividade de hacker. De forma similar, quem divulgou o áudio de Melhem foi um veículo de imprensa, o jornal Folha de S. Paulo.
Marcius Melhem revela mensagens de Dani Calabresa e detalhes de briga
O ator e ex-diretor da Globo Marcius Melhem revelou algumas das mensagens trocadas com a atriz Dani Calabresa. Ele pretende provar, na Justiça, que os dois mantinham uma relação íntima e amigável entre os anos de 2017 e 2019, época em que, segundo uma reportagem recente publicada na revista Piauí, ele a teria assediado moral e sexualmente. A defesa Melhem enviou uma notificação extrajudicial para Calabresa, assinada pelos advogados José Luis Oliveira Lima e Ana Carolina Pivoesana, como medida preparatória para fundamentar um futuro processo contra a revista Piauí e a atriz. Entre as sete conversas reproduzidas no documento, está uma mensagem de voz enviada por Calabresa no dia 12 de novembro de 2017, oito dias depois da confraternização, em que, segundo a reportagem-denúncia, ela teria sofrido assédio sexual de Melhem. Na data, dia de seu aniversário, Calabresa enviou mensagem a Melhem agradecendo a ele por uma postagem que fez no grupo de WhatsApp do programa “Zorra”, da TV Globo, em que ele a felicitava. No áudio ela teria se definido como fã de Melhem, dito “eu te amo” e até proposto uma viagem à Disney com as filhas do ator, que então ocupava o cargo de redator final do núcleo de humor da TV Globo — ele foi demitido em agosto deste ano, depois de 17 anos de trabalho na emissora. “Chefe, estou mandando este áudio para agradecer a mensagem linda que você mandou no grupo. Todas as mensagens que você manda sempre de apoio e de carinho. Nossa, você não tem ideia como fico feliz de saber que você me acha talentosa. Eu sou sua fã para caralho”, afirma Calabresa na mensagem, citada pelo jornal Folha de S. Paulo. A Folha também afirma que, na mensagem de voz, Calabresa agradece a Melhem pelo que chamou de um “trabalho tão legal”. “Estou muito feliz de verdade. Te amo muito. Um beijo para as suas filhinhas lindas. Vamos para a Disney juntos”. Procurada pelo jornal, Calabresa se manifestou por meio da advogada Mayra Cotta. Em nota, ela diz que a “interpelação repete estratégia comum a casos similares”. “Objetiva intimidar não apenas uma vítima específica mas outras que ainda permanecem protegidas sob sigilo e até mesmo testemunhas, como se isso fosse capaz de apagar os graves fatos narrados e cuidadosamente checados com dezenas de pessoas citadas pelas matérias.” Melhem, por sua vez, disse estar se defendendo do que chamou de “narrativa falsa” sobre a qual Calabresa ainda não se manifestou. “Estou numa encruzilhada por parte da opinião pública. Se mostro alguma coisa, estou expondo as vítimas. Se vou para a Justiça, estou intimidando a advogada”, disse ele. “Me defendo onde?” Sobre a revelação de trechos de suas conversas com Calabresa, o ator afirma estar mostrando um trecho minúsculo, que não expõe a atriz. “Estou mostrando coisas que expõem a relação amistosa que temos. Não é expor uma suposta vítima. Estou mostrando que eu e a suposta vítima tínhamos uma relação no período que a revista diz que ela estava traumatizada comigo”, diz. “É só para contrapor uma narrativa falsa.” Para atestar a veracidade dos diálogos, Melhem contratou ainda uma empresa especializada que realizou procedimentos forenses de coleta e guarda das mensagens, o que comprovaria a integridade dessas informações. Na notificação, a defesa de Melhem afirma que toda a correspondência posterior entre eles também evidencia que a relação pessoal e profissional dos dois “se manteve harmoniosa, com a mesma afetuosidade, nos meses e nos anos seguintes à festa” que foi relatada pela revista Piauí. Como exemplo, foi reproduzido um trecho de uma mensagem enviada em novembro de 2018, um ano depois daquela festa. “Ai, te ‘aminho’, muito, muitas saudades, pena que a gente se encontra pouco, mas eu sinto uma intimidade que, assim, eu posso mandar áudio, eu posso mandar mensagem a qualquer hora.” A interpelação inclui ainda mensagens em que a atriz chama Melhem de “o mais profissional dedicado caprichoso ‘workaholiquinho’” e “ciborguinho”. A inclusão do trecho é uma tentativa de desqualificar a narrativa, atribuída a ex-subordinadas de Melhem, segundo a qual Calabresa teria ficado traumatizada depois de ser assediada por ele. “Não forcei Dani Calabresa a nada naquela noite”, disse Melhem à Folha, acrescentando que só revelará na Justiça sua versão do que aconteceu naquela noite, mas que “as comunicações apontam a existência de uma relação saudável, permeada por afeto e respeito profissional mútuo, que perdurou sem qualquer tipo de desavença até maio de 2019”. Ele também registrou uma mensagem da tarde de 5 de novembro de 2017, no grupo do “Zorra”, em que Calabresa cumprimentou os organizadores do evento da véspera definindo a noitada como “festa ‘bapho’”. Ao justificar sua decisão de interpelar a atriz, Melhem disse que Calabresa nunca tocou no seu nome, mas que “o modo com que vem se comportando nas redes sociais dá a entender que ela concorda” com as acusações. “Preciso saber se ela concorda. Se ela concordar, é totalmente inverídica, aí a gente tem que estudar que medidas tomar”, acrescentou o ator. A notificação reproduz uma postagem da própria Calabresa como indício de que a reportagem “apresentou informações falsas”. Em setembro de 2017, a atriz publicou uma imagem em que corre na praia durante a gravação de um quadro em que interpreta uma salva-vidas sensual. Segundo a revista Piauí, Melhem teria visitado Calabresa no camarim dos estúdios da Globo para ver seu corpo no maiô antes da gravação. Nada disso teria acontecido. As cenas foram gravadas na praia de Grumari, na zona oeste do Rio de Janeiro, e sem a presença de Melhem. Por isso, a defesa do ator confronta Calabresa para que ela se pronuncie sobre o episódio. A Folha inclui a informação de que integrantes do núcleo de humor da Globo testemunharam a desavença que supostamente teria criado a crise entre Calabresa e Melhem. Ela não teria componente sexual. Segundo relato publicado pelo jornal, a briga aconteceu na noite de 3 de maio do ano passado, durante a leitura do piloto do que viria a ser o programa “Fora de Hora”. Escalada como âncora de um telejornal satírico em que contracenaria com o ator Paulo Vieira, Calabresa, segundo testemunhas, assistiu à bem-sucedida performance do ex-marido, o humorista Marcelo Adnet, e se queixou do texto reservado a ela. Sentado entre ela e Melhem, Vieira, de acordo com relatos, ouviu Calabresa dizer que preferiria contracenar com Bento Ribeiro, seu colega no antigo programa “Furo”, da MTV, na bancada do telejornal. Em resposta, Melhem teria dito que Vieira, um artista em ascensão, já era o escolhido e que Ribeiro sofria resistência entre os autores e a direção artística do programa. Segundo participantes, Calabresa chorou, repetindo que aquele não era o “Furo”, programa que estrelara dez anos antes ao lado de Ribeiro, na MTV. Melhem respondeu que não reproduziria um humorístico exibido uma década atrás. A esta altura às lágrimas, segundo relatos, Calebresa perguntou se ao menos poderia levar autores de sua confiança para o programa. Melhem, de acordo com testemunhas, reagiu, exaltado, em defesa da equipe que redigiu o piloto, dizendo que naquele time estavam os melhores redatores do país e destacando o seu próprio talento como roteirista. O desentendimento precipitou o fim da reunião. Os participantes deixaram o apartamento de Melhem enquanto um grupo, incluindo ele, tentava tranquilizar a atriz. Dois redatores foram encarregados de se reunir com Calabresa na semana seguinte para a elaboração de um texto que a agradasse. Mas não houve acordo. Na terça-feira, dia 7 de maio, Melhem repreendeu a atriz e disse que repensava sua escalação para a bancada do programa. “Você chorar, reclamar que não tem seus autores, que tinha ator demais humilhou muita gente que chorou depois também”, ele escreveu, segundo a notificação extrajudicial encaminhada à atriz. Esta história já tinha circulado anteriormente. O colunista Mauricio Stycer apurou em março passado que o desentendimento tinha ocorrido no processo de criação do programa “Fora de Hora”, no primeiro semestre de 2019. Na época, Stycer escreveu que atriz queria que, em vez de um projeto novo, a emissora reeditasse o programa “Furo”, que ela apresentou em parceria com Bento Ribeiro na MTV, entre 2009 e 2012. Melhem jamais teria considerado a opção de reviver o “Furo” na Globo, mas Calabresa foi escalada para ser a apresentadora do “Fora de Hora”, ao lado de Paulo Vieira. Em seu texto, Stycer acrescentava a palavra “plágio” às acusações, trazendo à tona uma possível disputa pela autoria do projeto. Calabresa foi substituída. Com a aprovação do piloto quatro meses depois, ela passou a expressar críticas a Melhem, à época chefe do departamento de humor da TV Globo. Outras mulheres insatisfeitas com o comportamento de Melhem depois se uniram a Calabresa. Com a eclosão de denúncias de assédio moral e sexual, inclusive de Calabresa, ex-subordinadas de Melhem criaram um grupo de mensagens para encorajar, de forma incisiva, a adesão de outras mulheres. Temendo retaliações, integrantes da equipe pediram que não fossem identificados ao relatar disparos de telefonemas e mensagens para que engrossassem uma campanha contra o ator. Melhem diz que hoje faz sessões quase diárias de terapia e afirma ter cometido erros nas relações pessoais, como falta de empatia e sensibilidade, além de ter sido infiel em seu casamento.










