The 100: Piloto do spin-off tem uma das piores audiências da série
O episódio de “The 100” programado para servir de piloto de um spin-ff da série não atraiu grande público na rede americana The CW. Intitulado “Anaconda”, o capítulo foi ao ar na quarta (8/7) nos EUA e apresentou um longo flashback sobre o primeiro apocalipse nuclear da Terra, mostrando a origem de vários elementos da mitologia da série. Apesar de incluir alguns personagens anteriormente estabelecidos na franquia, como Becca Franco (Erica Cerra), a cientista que criou a Inteligência Artificial Alie à sua imagem e semelhança, o piloto mostrou que, caso vire série, o spin-off acompanharia apenas personagens inéditos, que lutam pela sobrevivência num planeta dizimado pela radiação. Jason Rothenberg, criador de “The 100”, aproveitou a exibição para fazer bastante propaganda do projeto, demonstrando o que pretende contar, caso a produção saia do papel. Mas o público não pareceu se entusiasmar com a premissa por se tratar de um prólogo. “Anaconda” foi um dos episódios menos assistidos da série, com 669 mil telespectadores sintonizados ao vivo, abaixo da média atual da temporada de “The 100” (682 mil) e uma audiência qualificada de 0,2 ponto na demo. Além desse spin-off, a CW ainda avalia a produção de uma série derivada de “Arrow”. Especula-se que apenas um dos dois projetos será aprovado. Desse modo, a demora na definição do futuro da atração do Arrowverso estaria relacionada à espera da exibição de “Anaconda”. O piloto embutido de mais uma atração da DC Comics foi exibido em janeiro, no penúltimo episódio de “Arrow”. Na ocasião, o capítulo “Green Arrow and the Canaries” bateu recorde de audiência, tornando-se o mais assistido da season finale da série do Arqueiro Verde, à exceção do episódio do crossover “Crise nas Infinitas Terras”. Ao todo, foi visto por 893 mil telespectadores ao vivo e registrou 0,33 ponto na demo.
Atriz negra será nova Batwoman da TV
A atriz Javicia Leslie foi escolhida para virar a nova Batwoman da TV, após Ruby Rose abandonar a série baseada nos quadrinhos da DC Comics. Ao contrário da intérprete original, ela é uma atriz negra. Nascida na Alemanha, mas morando nos EUA desde a infância, Javicia se destacou recentemente nas duas temporadas da série “Deus Me Adicionou” (God Friended Me), cancelada em abril passado. Ela será a primeira intérprete negra de Batwoman em todas as mídias, inclusive nos próprios quadrinhos. Sua personagem também é inédita: Ryan Wilder, criada especialmente para a série em decorrência da saída de Ruby Rose. Os produtores chegaram a afirmar que buscariam outra atriz da comunidade LGBTQIA+ para o papel, com o objetivo de manter a representatividade, e que ela seria bem mais jovem. Mas Javícia Leslie tem 31 anos, um ano a menos que Ruby Rose. E não é lésbica como a intérprete anterior. Ela se diz bissexual. “Estou extremamente orgulhosa de ser a primeira atriz negra a desempenhar o papel icônico de Batwoman na televisão e, como mulher bissexual, tenho a honra de participar deste programa inovador que foi pioneiro para a comunidade LGBTQIA+”, disse a atriz em comunicado. Ruby Rose elogiou a escolha. “Isto é incrível! Estou tão feliz que Batwoman será interpretada por uma incrível mulher negra”, ela escreveu em seu Instagram. “Quero parabenizar Javicia Leslie por assumir a capa de morcego. Você está entrando em um elenco e equipe incríveis. Mal posso esperar para assistir a 2ª temporada, você vai ser incrível!”, completou. Veja abaixo. A descrição da nova personagem diz que Ryan Wilder é uma ex-traficante de drogas, mas está reformada e sóbria, vivendo em um van com uma planta. Ela também é uma lutadora altamente qualificada, mas extremamente indisciplinada, que assume a identidade de Batwoman inspirada pela heroína original. Como sua antecessora, ela também será retratada como lésbica na série. Durante um painel na edição virtual do ATX Television Festival, a showrunner Caroline Dries contou que chegou a considerar uma “simples” troca de atrizes, mas Greg Berlanti, dono da produtora responsável pela série, sugeriu criar uma nova personagem em respeito ao trabalho de Rose. “Para ser honesta, considerei a ‘opção novela’ em um primeiro momento, de forma egoísta, porque já tínhamos dois episódios escritos”, afirmou a showrunner. “Mas, depois de refletir mais, Greg me ajudou a tomar essa decisão – e ele é mais esperto do que eu nesses assuntos. Ele disse: ‘acho que tínhamos só que transformar a Batwoman em uma personagem nova’. Também para respeitar tudo o que a Ruby [Rose] colocou na personagem da Kate Kane”. Como dezenas de outras séries, “Batwoman” foi forçada a terminar sua temporada mais cedo devido à pandemia de coronavírus. Apenas 20 dos 22 episódios planejados foram gravados, mas não está claro como uma transição para a nova protagonista vai acontecer no ponto em que a trama foi interrompida. De todo modo, Caroline Dries fez questão de salientar que não pretende matar Kate Kane, a Batwoman original. “Como lésbica que trabalha como roteirista há 15 anos, estou muito ciente da regra ‘enterre seus gays’ [costume de matar personagens gays nas séries] e não tenho interesse em participar dela”, escreveu Dries, numa nota publicada no Twitter. “Meus comentários sobre a reformulação da ‘Batwoman’ lançaram uma tempestade de rumores e desinformação e eu queria esclarecer uma coisa. Como vocês, eu amo Kate Kane – ela é a razão pela qual eu queria fazer a série. Nós nunca vamos apagá-la. De fato, seu desaparecimento será um dos mistérios da 2ª temporada”, acrescentou. “Não quero revelar nenhuma das nossas surpresas, mas para todos os nossos fãs dedicados, saibam que a justiça LGBTQIA+ está no âmago de quem é a Batwoman e não temos a intenção de abandoná-la”, concluiu. Ver essa foto no Instagram OMG!! This is amazing!! I am so glad Batwoman will be played by an amazing Black woman. ❤️ I want to congratulate Javicia Leslie on taking over the bat cape. You are walking into an amazing cast and crew. I can’t wait to watch season 2 you are going to be amazing !! ❤️ Uma publicação compartilhada por Ruby Rose (@rubyrose) em 8 de Jul, 2020 às 3:35 PDT
The 100: Episódio que pode originar série derivada ganha trailer e fotos
A rede The CW divulgou as fotos e o trailer de “Anaconda”, episódio que serve como piloto para um spin-ff de “The 100”. Trata-se do oitavo episódio da última temporada da série, que mostra Bill Cadogan (John Pyper-Ferguson), o fundador da seita do Segundo Amanhecer, dizendo a uma confusa Clarke (Eliza Taylor) que sua aparição diante dela é “muito longa história”. Esta é a deixa para um flashback explicativo, que revela o caos na Terra, à medida que os edifícios tremem e os mísseis são lançados durante o primeiro apocalipse da saga televisiva. Além de Cadogan, o flashback revela Becca Franco (Erica Cerra), a cientista que criou a Inteligência Artificial Alie à sua imagem e semelhança. Eles debatem a chegada de um artefato que pode ajuda-los a sobreviver. Trata-se do mesmo artefato misterioso e alienígena que Clarke e seus amigos descobriram na lua de Sanctum, que funciona como um portal para outros mundos – o que resume a tal “longa história” de como terráqueos foram parar do outro lado da galáxia. A prévia, porém, dedica menos tempo à explicação do que à introdução de diversos personagens inéditos, que lutam pela sobrevivência enquanto o fogo radioativo começa a cobrir o planeta. Jason Rothenberg, criador de “The 100”, adiantou anteriormente que uma das novas personagens é “tataravó de Clarke”. Caso seja aprovado, o spin-off vai acompanhar esses novos personagens, 97 anos antes da história de “The 100” – e, portanto, não deve aproveitar os integrantes do elenco original. “Anaconda” será exibido na quarta (8/7) nos EUA.
Super-heróis da TV adotam máscaras contra covid-19 em campanha de conscientização
A Warner Bros. Television (WBTV) divulgou nas redes sociais uma coleção de imagens com os heróis das séries da rede The CW usando máscaras de proteção contra a covid-19. “Algumas máscaras ocultam identidades. Algumas máscaras salvam vidas. Se você precisa sair, seja um super-herói. Por favor, use uma máscara para sua segurança e saúde de outras pessoas”, diz o texto que acompanha as imagens. Os heróis que serviram de modelo para a campanha de conscientização são Flash, Supergirl, Arqueiro Verde, Raio Negro e Stargirl. Esta última, caçula da turma, é a única que (ainda) não faz parte oficial do Arrowverso. Curiosamente, ficaram de fora Batwoman, que está em processo de escalar uma nova protagonista, e os personagens de “Legends of Tomorrow”. Confira abaixo. Ver essa foto no Instagram Some masks hide identities. Some masks save lives. If you must go out, be a superhero. Please wear a mask, for your safety and the health of others. #ShowUsYourMask #ShowUsYourSuperMask #ConnectedTogether #TBT Uma publicação compartilhada por Warner Bros TV (@warnerbrostv) em 2 de Jul, 2020 às 2:29 PDT
Katy Keene é cancelada após 1ª temporada
A rede The CW cancelou “Katy Keene”, spin-off de “Riverdale” estrelado por Lucy Hale (a Aria de “Pretty Little Liars”), após uma temporada. Ela foi a única série atual da CW não renovada para a próxima temporada em janeiro – à exceção, claro, daquelas que se encerram neste ano: “Supernatural”, “Arrow” e “The 100”. O cancelamento inspirou posts de despedida de Lucy Hale e do criador Roberto Aguirre-Sacasa, no Instagram. Apesar disso, a produtora Berlanti Productions anunciou que tentará buscar uma nova casa para a atração. E já tem até um endereço preferencial em vista, pois a série também é exibida pela plataforma HBO Max. A trama tinha ligação íntima com “Riverdale” por conta de uma personagem transplantada, Josie McCoy. Na produção, Ashleigh Murray reprisava seu papel de Josie, que se muda para Nova York para perseguir seu sonho de virar cantora profissional. Lá, ela vai morar com a amiga nova-iorquina de Veronica, Katy Keene, passando a dividir apartamento também com a drag queen Jorge/Ginger Lopez (Jonny Beauchamp, a Angelique de “Penny Dreadful”). O elenco ainda destacava Julia Chan (a Dra. Maggie Lin de “Saving Hope”) como Pepper Smith, uma promoter trambiqueira cheia de contatos, e Lucien Laviscount (“Scream Queens”) no papel de Alexander Cabot, um aspirante a empresário musical. Apesar da ligação com “Riverdale”, o tom de “Katy Keene” foi completamente diverso da outra série de Aguirre-Sacasa, pelo fato dos personagens serem adultos (e não estudantes colegiais) e por seus dramas serem… dramas (e não mistérios criminais). Todos os personagens buscam realizar seus sonhos na cidade grande, mas enfrentam sucessivas desilusões e a inveja de rivais poderosos. “Katy Keene” foi a terceira criação de Roberto Aguirre-Sacasa baseada em personagens da Archie Comics, após “Riverdale” e “O Mundo Sombrio de Sabrina” na Netflix. Lançada nos anos 1940, a personagem original dos quadrinhos costumava ser uma atriz, modelo e “rainha das pin-ups”, mas na série foi apresentada como uma vendedora de loja de roupas que sonhava virar estilista de moda. A série também era a terceira menos vista da CW – acima só de “Dynasty” e “In the Dark”. E para piorar, teria tido um desempenho abaixo do esperado em streaming, de acordo com apuração do site Deadline. No Brasil, “Katy Keene” teve sua única temporada exibida pela HBO. O cancelamento foi a segunda má notícia recebida por Aguirre-Sacasa nesta semana. Na segunda (29/6), a rede ABC anunciou ter rejeitado seu projeto de série “The Brides”, sobre as noivas vampiras de Drácula. A decisão da CW pode, ainda, ter relação com outro projeto da Berlanti Productions. Criada como uma joint venture entre as empresas CBS e Warner (daí a abreviatura CW), a rede costuma aprovar sempre uma série de cada sócio, e agora abriu-se uma vaga para um novo título da Warner, que tem duas produções aguardando definição: os spin-offs de “The 100” e de “Arrow”. Na sexta passada, o produtor Marc Guggenheim afirmou que a rede se manifestaria sobre o spin-off “Green Arrow and the Canaries” nos próximos dias, fosse de forma positiva ou negativa. Como esta série também é realizada pela Berlanti Productions, o cancelamento de “Katy Keene” pode representar uma inclinação maior para sua aprovação. Ver essa foto no Instagram Sad to deliver this news ! But I love the show. I love what it stands for. And mostly I love YOU. To the cast, crew, and all involved… 👏🏻👏🏻👏🏻 adore you. Uma publicação compartilhada por Lucy Hale (@lucyhale) em 2 de Jul, 2020 às 7:02 PDT Ver essa foto no Instagram From the first #katykeene table read. It seems like a dream. So proud of this show and the beautiful souls who came together to make it.💔 Uma publicação compartilhada por Roberto Aguirre-Sacasa (@writerras) em 2 de Jul, 2020 às 5:51 PDT
Globoplay disponibiliza as séries The Originals e Legacies
A Globoplay disponibilizou neste fim de semana as cinco temporadas completas de “The Originals” e o primeiro ano de “Legacies”. Ambas se passam no mesmo universo, inaugurado por “The Vampire Diaries”, e foram criadas por Julie Plec. Primeiro spin-off de “TVD”, “The Originals” acompanha a família dos vampiros mais antigos do mundo. Introduzidos como vilões na série dos irmãos Salvatore, eles mostram mais nuances na atração própria, a partir da decisão de Klaus Mikaelson (Joseph Morgan) de criar raízes em Nova Orleans para o nascimento de sua filha, um milagre que só foi possível por ele ser híbrido de lobisomem – também o primeiro de uma raça rara. “Legacies” é a história da filha de Klaus, Hope Mikaelson (Danielle Rose Russell), descendente da mais antiga linhagem de vampiros, lobisomens e bruxas, e com poderes das três espécies sobrenaturais. Levada ainda criança para aprender a lidar com seu legado numa escola para crianças especiais, ela se torna a estudante mais poderosa entre outras jovens de enorme capacidade destrutiva. São adolescentes que poderiam virar monstros, mas só pensam em passar de ano, namorar, se divertir e, nas horas vagas, salvar o mundo, graças à educação que receberam de um dos mais famosos caça-vampiros da saga, Alaric Saltzman (Matthew Davis). Atualmente renovada para sua 3ª temporada, “Legacies” surpreendeu por atingir o nível de “Buffy: A Caça-Vampiros”, a icônica produção teen sobrenatural dos anos 1990 que todas as sucessoras falharam em imitar. A série também é exibida no canal pago Warner no Brasil. Veja abaixo os trailers das primeiras temporadas das duas séries.
Se spin-off de Arrow não for aprovado, personagens podem aparecer em Legends of Tomorrow
O produtor Marc Guggenheim, que supervisiona o Arrowverso, abordou o impasse criado com a demora da rede The CW definir se vai ou não encomendar a série derivada de “Arrow”, intitulada “Green Arrow and the Canaries”. A série foi introduzida com um piloto plantado no final de “Arrow”, que deixou o destino de alguns personagens no ar. Mas caso o spin-off não seja aprovado, Guggenheim revelou que pretende revelar o que aconteceu após o sequestro de William, o filho do Arqueiro Verde, numa outra atração do Arrowverso. “Acho que devemos respostas a muitos desses momentos”, ele disse ao site TVLine. Guggenheim afirmou que poderia resolver a trama aberta numa revista em quadrinhos ligada à franquia, mas também “poderia fazer isso nas outras séries”. Quando perguntado sobre qual série estava pensando, Guggenheim mencionou “Legends of Tomorrow”, que lida com viagens no tempo, já que os filhos do Arqueiro Verde estão no futuro – mais precisamente, em 2040. Ele também comentou que o tom de comédia de “Legends” é bem diferente do projeto do spin-off, que seguiria o clima dramático de “Arrow”. E isso exigiria criatividade dos roteiristas. “Eu vejo essas coisas como ‘problemas de qualidade’. Eu amo o fato de que agora temos um universo de séries que nos permite enfrentar essas questões”, acrescentou. Havia a expectativa que a CW se posicionasse sobre “Green Arrow and the Canaries” em maio, durante a apresentação da programação de 2021 do canal. Mas, na ocasião, o presidente do canal, Mark Pedowitz, disse apenas que o spin-off seguia em análise. A posição continua a mesma na metade de junho.
Legends of Tomorrow promove ator ao elenco fixo
O ator Shayan Sobhian foi promovido para o elenco fixo de “Legends of Tomorrow”. Ele teve uma participação recorrente como Behrad Tarazi ao longo da 5ª temporada e agradou aos fãs da atração pelo humor zoeiro e espírito otimista, apesar de ter morrido duas vezes na série. Behrad é o irmão mais novo de Zari (Tala Ashe), que foi morto num futuro distópico na introdução da irmã, durante a 3ª temporada. Entretanto, devido a uma mudança na linha do tempo, a ameaça a sua vida nunca se materializou e ele acabou o lugar de Zari como guardião do Totem do Ar, materializando-se como uma das Lendas no final da 4ª temporada. Graças a isso, Zari jamais ganhou superpoderes – a personagem é uma versão da heroína Isis, que teve seu próprio programa nos anos 1970. Em vez disso, virou uma influencer digital, enquanto Behrad viveu suas aventuras a bordo da nave Waverider. O detalhe é que, mesmo assim, a existência de Behrad foi considerada uma anomalia e ele foi morto no meio da 5ª temporada. A tragédia não durou muito, já que ele acabou ressuscitado pela segunda vez, graças a outra mudança temporal, desta vez por intervenção mágica das três Parcas (Fates) da mitologia greco-romana. A derrota das divindades possibilitou que Behrad retomasse seu lugar entre as Lendas. A 6ª temporada de “Legends of Tomorrow” deve estrear entre a primavera e o verão norte-americano de 2021, na rede The CW. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Estrela transexual de Supergirl refuta argumentos transfóbicos de J.K. Rowling
A atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, deu um depoimento à revista Variety em que desarma os ataques de J.K. Rowling contra comunidade trans. A intérprete da Sonhadora refutou os argumentos da escritora dos livros de “Harry Potter” e dos filmes “Animais Fantásticos” para justificar sua transfobia, afirmando que eles contradizem as próprias histórias que ela escreveu. Nicole Maines não é apenas atriz. Ele se tornou ativista trans ao enfrentar, aos 15 anos de idade, o mesmo preconceito assumido por Rowling em seus ataques contra a comunidade transexual. Após redefinir sua identidade, ela foi humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e a escola foi proibida de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. A decisão criou jurisprudência e virou um marco histórico na luta pela aceitação da comunidade trans. E também tornou a ainda adolescente Nicole Maines conhecida em todos os EUA. O argumento do banheiro exclusivo feminino foi utilizado por Rowling para justificar seus ataques à comunidade trans. Rowling já tinha se manifestado contrária aos direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no sábado passado (6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, colocava mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. Mas foi Maines quem teve a paciência de demonstrar, com clareza, a falta de fundamento dos argumentos da escritora, que expressariam apenas preconceito. “A parte central do movimento trans-excludente e seus argumentos residem na ideia de que mulheres trans são uma ameaça para a segurança de mulheres cisgênero e, assim, ao conquistarmos o direito de existir em locais públicos e participar da sociedade, estaríamos tirando os direitos de outras mulheres”, escreveu Maines. “Eu conheço bem esse argumento. A primeira vez que eu o ouvi, ainda estava na escola. Um ofício estava circulando sobre eu usar o banheiro feminino em minha escola em Orono, Maine. Havia uma garota, que devia ser de uma série ou duas acima da minha, e que disse que tinha medo de me ver no mesmo banheiro porque ‘ela vai olhar pra mim enquanto eu estiver me trocando’”, ela lembrou. “Como uma criança da 6ª série, foi muito desolador saber que eu estava sendo excluída porque as pessoas achavam que eu era algum predador perigoso.” Maines diz que é um absurdo mulheres se sentirem inseguras porque banheiros e vestiários são frequentados pela comunidade trans. “Nos 20 estados e em aproximadamente 200 cidades que têm políticas de gênero, descobrimos que permitir que as pessoas trans utilizem as instalações que correspondem à sua identidade de gênero não traz o menor impacto negativo na segurança pública.” “Acho engraçado no ensaio dela que ela também crie uma ‘câmara de eco’, porque acho que é exatamente onde e como essa mentalidade se desenvolve, e como essas ideologias permaneceram tão fortes por todos esses anos, porque são as pessoas que afirmam ser especialistas e pessoas que afirmam ter feito suas pesquisas que ficam alimentando seus preconceitos mutuamente. Achei surpreendente que ela dissesse que estava fazendo toda essa pesquisa e conversando com psiquiatras e membros da comunidade. Um, eu adoraria ver os recibos. Segundo, acho que ela está realizando pesquisas de maneira bastante tendenciosa, porque na minha pesquisa a grande maioria do mundo da medicina discorda da sua linha de pensamento”, acrescenta. “Outra coisa que Rowling mencionou em seu ensaio é que uma pessoa pode mudar sua certidão de nascimento sem ter que se submeter a terapia sexual ou hormonal – ou seja, agora qualquer pessoa pode entrar em um banheiro específico de gênero. Isso é falso”, ela contesta. “Eu tive que passar por anos de terapia e aconselhamento antes de mudar minha identificação de gênero na carteira de identidade. Eu tive que obter duas cartas de recomendação vindas de diferentes psicólogos. Eu fui questionada por todos na minha vida se eu me conhecia bem como eu dizia que me conhecia. Ninguém passa por todo esse questionamento, essa invasão em sua identidade para ir a um banheiro e ver um completo estranho dizer: ‘Ei, você não pode estar aqui. Você é alguém que apenas decidiu ser uma garota um dia’”. “Não, eu não ‘decidi’ apenas: tive que provar a mim mesmo e reforçar minha identidade com estranhos e outras pessoas da minha família, psiquiatras, amigos, colegas e colegas e minha comunidade, repetidamente”, contou. A atriz também revelou que decidiu fazer a transição médica, mas nem todo transexual faz. “Existem milhões de razões pelas quais uma pessoa trans pode não querer uma transição médica e nenhuma delas é da conta de ninguém, a não ser de quem precisa decidir. Tudo isso remonta à autonomia corporal. Ninguém – cis, trans, homem ou mulher – deve sujeitar seu corpo a mais ninguém. As pessoas trans não precisam e não devem ser obrigadas a alterar seu corpo para serem consideradas aceitáveis. Quero dizer, não é exatamente a mesma coisa pelas quais as mulheres lutam há décadas? Contra a pressão para mudar a nós mesmas e nossos corpos para agradar outras pessoas? Este é apenas mais um conjunto de padrões de beleza irracionais. E isso machuca todos nós”. “O que torna tudo isso tão decepcionante é que eu era – e ainda sou – uma fã de ‘Harry Potter’. Eu sou completamente Sonserina. E esses comentários são de partir o coração para muitos fãs LGBTQIA+. Esses livros ajudaram muitos a assumirem e aceitarem suas identidades. Quantas crianças fantasiam sair do armário e aprender mágica?”, lamentou. “Os comentários de Rowling falam contra a própria mensagem de seus livros – sobre sermos mais fortes juntos, sobre inclusão, sobre autodescoberta, bravura e triunfo sobre as adversidades. São contraditórios em relação ao mundo que ela criou”. É neste ponto que ela defende a separação entre arte e artista, defendendo que, a partir do momento da publicação, a arte pertence ao público. “Mas ainda sou fã e vou lhe dizer o porquê: porque esses livros e suas mensagens ainda existem, e o que quer que Rowling acredite pessoalmente não pode tirar isso de nós. Ninguém pode tirar isso de nós, e esse mundo realmente pertence aos fãs agora. Ninguém pode mudar se isso te ajudou a se assumir. Isso pertence a você”. “Eu acho que é realmente importante reconhecer e falar que, num momento em que estamos testemunhando uma mudança histórica na luta para acabar com a opressão contra vidas negras, ela tenha escolhido atacar identidades trans e usar sua enorme plataforma para se afastar da discussão racial. O movimento trans e o movimento Black Lives Matter (vidas negras importam) compartilham uma luta semelhante em nossas batalhas para nos sentirmos seguros em nossos corpos e em nossas peles, quando outras pessoas determinam que somos de alguma forma inferiores. É exaustivo ter que constantemente tentar explicar às pessoas, em termos cada vez mais simples, que merecemos direitos humanos, que merecemos nos sentir tão seguros quanto eles. E é sobre isso que deveríamos estar falando”, ela conclui.
Batwoman: Showrunner diz que não vai matar personagem de Ruby Rose
Batwoman, ou pelo menos a personagem interpretada por Ruby Rose, não vai morrer em decorrência da saída da atriz da série. A showrunner Caroline Dries foi ao Twitter tranquilizar os fãs, após uma comentário feito por ela, durante participação no ATX TV Festival, originar um boato sobre Kate Kane, a Batwoman original, morrer no começo da 2ª temporada, para ser substituída por outra personagem. “Como lésbica que trabalha como roteirista há 15 anos, estou muito ciente da regra ‘enterre seus gays’ [costume de matar personagens gays nas séries] e não tenho interesse em participar dela”, escreveu Dries, numa nota publicada no Twitter. “Meus comentários sobre a reformulação da ‘Batwoman’ lançaram uma tempestade de rumores e desinformação e eu queria esclarecer uma coisa. Como vocês, eu amo Kate Kane – ela é a razão pela qual eu queria fazer a série. Nós nunca vamos apagá-la. De fato, seu desaparecimento será um dos mistérios da 2ª temporada”, acrescentou. “Não quero revelar nenhuma das nossas surpresas, mas para todos os nossos fãs dedicados, saibam que a justiça LGBTQIA+ está no âmago de quem é a Batwoman e não temos a intenção de abandoná-la”, concluiu. Veja a íntegra abaixo. Durante sua participação no ATX TV Festival no fim de semana, Dries confirmou que a série ganharia uma nova personagem, Ryan Wilder, que assumiria o capuz e a capa da heroína. “Estou inventando uma personagem totalmente nova que, no passado, foi inspirada pela Batwoman, então ela assume o manto e talvez não seja a pessoa certa no momento para fazê-lo, então é isso que a torna divertida”, contou a produtora. A descrição acrescenta que Ryan é ex-traficante de drogas, mas está reformada e sóbria, vivendo em um van com uma planta. Ela também é uma lutadora altamente qualificada, mas extremamente indisciplinada. Como sua antecessora, Ryan é lésbica, e o aviso pede que atrizes LGBTQIA+ se inscrevam para o papel. Quando Ruby Rose anunciou sua saída da série, a WBTV (Warner Bros. TV), que produz a atração, e a rede The CW, que a exibe, disseram em comunicado conjunto que escalariam um membro da comunidade LGBTQ no papel principal. Como dezenas de outras séries, “Batwoman” foi forçada a terminar sua temporada mais cedo devido à pandemia de coronavírus. Apenas 20 dos 22 episódios planejados foram gravados, mas não está claro como uma transição para uma nova protagonista vai acontecer no ponto em que a trama foi interrompida. A note from me on behalf of The Bat Team… pic.twitter.com/V6iXjaCrA5 — Caroline Dries (@carolinedries) June 10, 2020
Supergirl: Chyler Leigh diz que momento em que Alex assumiu-se lésbica ecoou sua vida real
Casada com o ator Nathan West, após os dois se conhecerem na série “Sétimo Céu”, e mãe de três crianças, a atriz Chyler Leigh tem aproveitado seu papel na série “Supergirl” para revelar detalhes de sua sexualidade que não parecem tão evidentes. Assim como Alex Danvers se assumiu lésbica na série, a atriz vem trazendo à tona que não é tão hetero quanto seu casamento sugere, e que ao longo dessa jornada de autodescoberta tem contado com o apoio do próprio marido. Depois de se assumir queer no ano passado, ela revelou na segunda-feira (8/6) que a saída do armário de sua personagem em “Supergirl” foi muito parecida com sua própria experiência pessoal. A confissão foi feita num texto do site Create Change, que Chyler lançou com o marido e outros parceiros para encorajar positividade e mudanças, com o objetivo de criar um mundo melhor. É importante notar que, embora o post de Leigh fale sobre sua jornada pessoal, a atriz não rotulou sua sexualidade, mas descreveu como pessoas próximas sentiram-se ressentidas pelo que viram na série e, pelo que dá para entender, também em sua vida. “Quando me disseram que minha personagem sairia do armário na 2ª temporada, uma enxurrada de pensamentos e emoções passou por mim por causa da responsabilidade que senti em representar autenticamente a jornada de Alex”, escreveu Leigh. “O que eu não percebi na época era como a cena em que ela finalmente confessou sua verdade saltaria das páginas do roteiro e se tornaria genuinamente uma variação da minha situação. Na vida real. Meu coração parecia que ia sair do meu peito em cada take que gravamos, sempre apresentando uma oportunidade para tirar essas palavras honestas da minha boca. Embora elas não correspondam exatamente ao meu diálogo pessoal, o coração por trás delas certamente foi o mesmo. O diretor, a imprensa, a mídia, o elenco e os fãs ainda me dizem que foi a saída do armário mais realista que eles já assistiram, e para roubar as palavras de Alex, é porque havia alguma verdade no que ela disse sobre mim. A cena está na 2ª temporada, episódio 6, se vocês quiserem ver por si mesmos”, acrescentou. Leigh também comentou como aquele episódio levou sua família a perder amigos, mas que ela e o marido aprenderam “a se orgulhar de quem somos, não importa o custo”. “Aqui está o lado ruim”, continuou. “Desde que o episódio foi ao ar, amigos queridos (e até seguidores ávidos de ‘Supergirl’) me disseram que eles não assistiriam mais à série por causa da jornada de Alex ter se afastado do que suas crenças consideravam aceitável. Logo depois, eles começaram a se distanciar e, eventualmente, minha família e eu fomos excluídos, marcando a perda de muitas pessoas que amávamos. No entanto, após essa ferida inicial, não guardei rancor pela resposta negativa, porque, como eu disse, todos nós temos dificuldades de uma maneira ou de outra com aceitação (seja qual for o assunto), seja em relação a nós mesmos ou com os outros”, considerou. “Tem sido um caminho longo e solitário para meu marido e para mim, mas posso dizer de todo o coração que, depois de todos esses anos, ele e eu ainda estamos descobrindo as profundezas de nós mesmos e um do outro, mas ao longo de nossa jornada aprendemos a ter orgulho de quem somos, não importa o custo”. Veja abaixo a cena citada pela atriz e outra em que Alex revela sua sexualidade para a irmã Kara (Melissa Benoist), a Supergirl.
Showrunner confirma troca da personagem principal na série Batwoman
A showrunner de “Batwoman”, Caroline Dries, confirmou que a série será protagonizada por uma nova personagem. Depois que Ruby Rose, intérprete da heroína, anunciou que não voltaria para a 2ª temporada, os produtores tiveram várias discussões e chegaram à conclusão que o melhor seria criar uma nova personagem para o papel de Batwoman, em vez de apenas trocar a atriz e manter Kate Kane, que é a identidade original da heroína nos quadrinhos. A mudança veio à tona por meio de um aviso de testes para a nova personagem, cuja cópia foi postada no Reddit e confirmada por diversos sites americanos. Agora, a produtora confirmou a troca e os testes de elenco. Durante um painel na edição virtual do ATX Television Festival, Dries contou que chegou a considerar uma “simples” troca de atrizes, mas Greg Berlanti, dono da produtora responsável pela série, sugeriu criar uma nova personagem em respeito ao trabalho de Rose. “Para ser honesta, considerei a ‘opção novela’ em um primeiro momento, de forma egoísta, porque já tínhamos dois episódios escritos”, afirmou a showrunner. “Mas, depois de refletir mais, Greg me ajudou a tomar essa decisão – e ele é mais esperto do que eu nesses assuntos. Ele disse: ‘acho que tínhamos só que transformar a Batwoman em uma personagem nova’. Também para respeitar tudo o que a Ruby [Rose] colocou na personagem da Kate Kane”. Para substituir Kate Kane, a produção criou Ryan Wilder, descrita como “simpática, bagunçada, um pouco pateta e indomada. Ela também não é nada como Kate Kane, a mulher que usava o traje de batalha antes dela”. Dries indicou que Ryan não é codinome de alguma heroína dos quadrinhos, mas uma nova criação, alguém sem histórico na DC Comics, o que é altamente inusual. “Estou inventando uma personagem totalmente nova que, no passado, foi inspirada pela Batwoman, então ela assume o manto e talvez não seja a pessoa certa no momento para fazê-lo, então é isso que a torna divertida”, contou a produtora. A descrição acrescenta que Ryan é ex-traficante de drogas, mas está reformada e sóbria, vivendo em um van com uma planta. Ela também é uma lutadora altamente qualificada, mas extremamente indisciplinada. Como sua antecessora, Ryan é lésbica, e o aviso pede que atrizes LGBTQIA+ se inscrevam para o papel. Quando Ruby Rose anunciou sua saída da série, a WBTV (Warner Bros. TV), que produz a atração, e a rede The CW, que a exibe, disseram em comunicado conjunto que escalariam um membro da comunidade LGBTQ no papel principal. Como dezenas de outras séries, “Batwoman” foi forçada a terminar sua temporada mais cedo devido à pandemia de coronavírus. Apenas 20 dos 22 episódios planejados foram gravados, mas não está claro como uma transição para uma nova protagonista vai acontecer no ponto em que a trama foi interrompida.
Legends of Tomorrow: Maisie Richardson-Sellers se despede da série
O final da 5ª temporada de “Legends of Tomorrow”, exibido na terça (2/6) nos EUA, marcou a despedida da atriz inglesa Maisie Richardson-Sellers da série. Presente desde a 2ª temporada, primeiro como a heroína Vixen, da Sociedade da Justiça dos anos 1940, e depois como a deusa punk transmorfa Charlie, a atriz se despediu da produção para participar de novos projetos – o primeiro deles é a continuação de “A Barraca do Beijo”, na Netflix. O destino da personagem da atriz foi revelado no último capítulo, que será exibido neste domingo (7/6) no Brasil, durante uma maratona da reta final da série no canal pago Warner – portanto, tudo a seguir é spoiler. Após a derrota da ameaça da temporada, Charlie decide ficar na Londres dos anos 1970 e retomar sua carreira como cantora da banda punk The Smell – onde seus colegas viajantes do tempo a encontraram no começo da temporada anterior. A atriz confirmou que a cena representava sua saída da série em um post nas redes sociais. “Obrigado por seu amor e apoio sem fim. Amaya e Charlie me deram muita alegria nos últimos 4 anos, e vocês são os fãs mais gentis, generosos e inclusivos que um programa poderia esperar. Nunca mudem. Mal posso esperar para compartilhar os projetos que estou criando no momento. Amo todos vocês”, ela escreveu. Veja o post original abaixo. Thank you for your endless love and support. Amaya and Charlie have brought me so much joy these past 4 years, and you are THE MOST kind, generous, inclusive fan base a show could hope for. Never change. I can’t wait to share the projects I’m currently creating. Love you all ❤️ — Maisie R-Sellers (@maisie_rs) June 3, 2020












