Margot Robbie vai viver assaltante de banco dos anos 1930
A atriz Margot Robbie vai viver uma nova criminosa antes de retomar o papel de Arlequina na continuação de “Esquadrão Suicida”. Segundo o site The Hollywood Reporter, ela irá estrelar e produzir “Dreamland”, filme de assalto passado nos anos 1930. O roteiro estava na black list de 2015 e atraiu o interesse da atriz, que quer se estabelecer como estrela e produtora de filmes de prestígio. Escrito por Nicolaas Zwart (roteirista da série “Riverdale”), passa-se durante a devastação causada pelo Dust Bowl, tempestade de areia que ocorreu com alta intensidade nos EUA durante toda década de 1930. A trama acompanha um garoto de 17 anos que resolve seguir uma ladra de banco para conseguir o dinheiro da recompensa. Mas ao encontrá-la antes da polícia, ele descobre que ela é muito mais complexa do que as autoridades divulgaram. O filme tem direção de Miles Joris-Peyrafitte, que venceu o Prêmio Especial do Júri do Festival de Sundance com seu primeiro longa, “Como Você É” (2016). O elenco inclui Finn Cole (série “Animal Kingdom”), Travis Fimmel (série “Vikings”), Kerry Condon (série “Better Call Saul”) e Darby Camp (série “Big Little Lies”). A produção já começou a ser filmada, mas ainda não há previsão de estreia. Margot Robbie está se especializando em viver mulheres malvadas, a ponto de tentar sua primeira indicação ao Oscar neste ano, com a cinebiografia “I, Tonya”, sobre a patinadora criminosa Tonya Harding. O filme ficou em 2º lugar no Festival de Toronto 2017.
Denzel Washington vive advogado em trailer do novo suspense do diretor de O Abutre
A Sony divulgou o pôster, as fotos e o primeiro trailer de “Roman J. Israel, Esq.”, segundo suspense dramático de Dan Gilroy, após sua estreia na direção com o excelente “O Abutre” (2014). A prévia resume a trama, que subverte expectativas ao se insinuar como um típico drama urbano, em que o protagonista vivido por Denzel Washington (“O Protetor”) é um advogado veterano que ninguém respeita. Líder de protestos na juventude, Roman J. Israel virou um sujeito antiquado e acaba demitido. Mas não há uma reviravolta edificante que conduza à sua recuperação. Diante da falta de opções, ele usa uma informação privilegiada, sobre o paradeiro de uma fortuna ilegal, para mudar de vida. Só que a falcatrua desperta a desconfiança do chefe da quadrilha, que passa a ameaçá-lo e colocar sua vida em risco. O elenco também inclui Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los”), Shelley Hennig (série “Teen Wolf”), Carmen Ejogo (“Alien: Covenant”), Nazneen Contractor (série “Heroes: Reborn”), Tony Plana (série “Ugly Betty”) e Niles Fitch (série “This Is Us”). A estreia está marcada para o dia 3 de novembro nos Estados Unidos.
Desejo de Matar: Bruce Willis ilustra pôster do remake, que teve estreia adiada
A MGM divulgou o novo pôster do remake de “Desejo de Matar” (1974), que traz Bruce Willis (“Duro de Matar”) reprisando o papel mais famoso da carreira de Charles Bronson. O detalhe é que o cartaz não anuncia a data de estreia. Em seu lugar, está o indefectível “Coming Soon” (em breve). Isto porque, de acordo com a Variety, o lançamento foi adiado. Em vez de estrear agora em novembro, só chegará aos cinemas em março de 2018. No remake, Bruce Willis vive Paul Kersey, um homem que busca justiça pela morte de sua esposa e ferimentos da filha. Frustrado pelos responsáveis não serem punidos, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos. Dirigido por Michael Winner, o “Desejo de Matar” original teve grande impacto na cultura pop, transformando-se no maior representante dos filmes de justiceiros que se popularizaram a partir dos anos 1970. O personagem de Bronson reapareceu em mais quatro longas, até “Desejo de Matar V”, em 1994, mas sua influência persiste até hoje, em filmes como “Valente” (2007) e “Sentença de Morte” (2007) e, sim, nos quadrinhos de “O Justiceiro”, entre outras criações. A refilmagem levou vários anos para sair do papel, e esteve perto de ser rodada pelos diretores Joe Carnahan (“A Perseguição”) e Gerardo Naranjo (“Miss Bala”). Por sinal, o roteiro filmado é de Carnahan. Mas a direção acabou nas mãos de Eli Roth, responsável pelo terror “O Albergue” (2005) e, mais recentemente, “Bata Antes de Entrar” (2015). O elenco ainda inclui Vincent D’Onofrio (série “Demolidor”), Dean Norris (série “Breaking Bad”), Elisabeth Shue (série “CSI”), Jack Kesy (“Baywatch”), Mike Epps (“Se Beber, Não Case”), Beau Knapp (série “Shots Fired”), Kirby Bliss Blanton (“Canibais”) e Kimberly Elise (“Dope – Um Deslize Perigoso”).
Ator de Glee se declara culpado de possuir pornografia infantil para diminuir pena de prisão
O ator Mark Salling, que interpretou Puck na série musical “Glee”, se declarou culpado por posse de pornografia infantil. Segundo o site Deadline, o ator de 35 anos fez um acordo e concordou com uma pena de quatro a sete anos de prisão. Ele também será registrado como criminoso sexual e não poderá ter contato com qualquer pessoa com menos de 18 anos. Salling afirmou que se declararia culpado “porque eu sou culpado das acusações”. Com isso, ele escapa de uma sentença mais dura, que poderia deixá-lo 20 anos de prisão, além de passar o resto da vida sob supervisão da Justiça. “O acusado conscientemente possuía materiais os quais sabia conterem imagens de menores de idade em condutas sexuais explícitas”, afirma o documento do acordo assinado pelo ator. O acordo ainda tem que ser aprovado pelo juiz do caso. Salling foi acusado de baixar e ter em sua posse material com pornografia infantil em seu laptop e num flash drive. Ele chegou a ser preso em dezembro de 2015, depois que sua residência foi revistada pela Força-Tarefa contra Crimes contra Crianças da Polícia de Los Angeles. Em maio de 2016, ele foi iniciado pelo crime de possuir pornografia infantil. Apesar da gravidade, não foi a primeira vez que Salling se envolveu em polêmicas sexuais. Em março de 2013, ele fez um acordo de US$ 2,7 milhões com sua ex-namorada, Roxanne Forzela, num processo em que ela o acusava de agressão sexual, por forçá-la a transar sem camisinha. À época, Salling admitiu que havia jogado a garota no chão após uma briga.
Primeiro trailer de A Casa Torta revela mistério clássico de Agatha Christie
A Sony divulgou três pôsteres internacionais e o primeiro trailer de “A Casa Torta” (Crooked House), filme baseado no romance homônimo de Agatha Christie. A prévia mostra um assassinato e sugere que todos os membros da família do morto são suspeitos. “A Casa Torta” é uma das poucas histórias de Agatha Christie que nunca foram filmadas. Publicado em 1949, o livro é uma história clássica de mistério com a marca da escritora. Na trama, o detetive Charles Hayward tem a missão de descobrir quem foi o responsável pela morte do milionário Aristide Leonides, patriarca idealizador da famosa “casa torta”, curiosa moradia que dividia com filhos, netos, noras, cunhada e sua esposa, 50 anos mais jovem. O elenco traz Max Irons (“A Dama Dourada”) como o detetive, e um grande elenco de suspeitos, entre eles Glenn Close (“Guardiões da Galáxia”), Christina Hendricks (série “Mad Men”), Gillian Anderson (série “Arquivo X”), Stefanie Martini (série “Doctor Thorne”), Amanda Abbington (série “Sherlock”), Honor Kneafsey (“Já Estou com Saudades”) e Terence Stamp (“Grandes Olhos”) A adaptação tem direção de Gilles Paquet-Brenner (“Lugares Escuros”), que também mexeu no roteiro de Julian Fellowes (criador da série “Downton Abbey”) e Tim Rose Price (“Rapa Nui”). Ainda não há previsão para a estreia.
Diretor de Mundo Cão vai filmar história conturbada do assassinato do prefeito Celso Daniel
O sucesso de “Polícia Federal – A Lei É para Todos” começa a trazer novos filmes de crimes políticos aos cinemas. O diretor Marcos Jorge (de “Estômago” e “Mundo Cão”) prepara outra obra sobre um vespeiro, o filme “Quem Matou Celso Daniel”, longa de ficção baseado no assassinato do então prefeito de Santo André em 2002. Segundo a revista Veja, a produtora Escarlate comprou os direitos autorais do livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, que conta com capítulos sobre o crime. A obra é de autoria do ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Junior, que participou das investigações, em depoimento ao jornalista Claudio Tognolli. O assassinato de Celso Daniel também entrou na pauta da Operação Lava-Jato. Para quem não lembra, Celso Daniel foi assassinado em janeiro de 2002, quando começava a coordenar a campanha presidencial do então candidato Lula da Silva. Foi arrancado por seus algozes de um carro dirigido pelo seu segurança, Sergio Soares da Silva, o Sombra, e morto depois de ser sequestrado e torturado. Em julho daquele ano, a Polícia Civil de São Paulo encontrou os assassinos de Daniel, uma quadrilha comandada por Ivan Rodrigues da Silva, conhecido como Monstro, que atuava na favela Pantanal, na divida de Diadema. O suspeito já era conhecido da Divisão Anti-Sequestro da polícia, por outros crimes similares cometidos nos anos anteriores, e a polícia concluiu que se tratava de um crime de sequestro para obtenção de dinheiro. O assunto, porém, não se encerrou ali. Além de ser ligado ao PT, Celso Daniel, que foi prefeito de Santo André três vezes, era próximo do empresário Ronan Maria Pinto – preso pela Lava-Jato – que estaria ligado a um esquema de extorsão em empresas de ônibus da região. Um esquema do qual Daniel poderia ter conhecimento, o que implicaria o PT, pois o partido se beneficiaria dos recursos desviados. Ronan Maria Pinto foi considerado culpado por ter recebido propina de RS$ 6 milhões em 2004, por intermédio do pecuarista João Carlos Bumlai, amigo de Lula, a pedido do PT, valor com o qual comprou o jornal Diário do Grande ABC. A tese da força tarefa da Lava Jato é que o dinheiro teria sido pago pelo partido para ele não revelar detalhes da morte de Daniel, que implicariam o PT. Devido a essa transação, o juiz Sergio Moro o condenou a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro. A tese de que o assassinato de Daniel podia se tratar de uma “queima de arquivo” foi levantada no mesmo ano da sua morte por seu irmão João Francisco, para quem o crime eliminaria uma provável testemunha dos casos de corrupção entre empresas de ônibus do ABC. Vale observar que, no livro que será adaptado, Tuma Júnior lembra ter sido vítima de uma campanha do governo Lula ao se recusar a pôr em prática os métodos de alguns figurões do PT. Os retratos que pinta do ex-Presidente e seus Ministros são devastadores. O filme está previsto para chegar aos cinemas em 2019 e será distribuído pela Downtown Filmes.
O Fantasma da Sicília transforma o horror da realidade em fábula
O ponto de partida do filme “O Fantasma da Sicília” não poderia ser mais ancorado na realidade. Aborda o sequestro e morte, com requintes de crueldade, do adolescente Giuseppe (Gaetano Fernandez), de 13/14 anos, por ser filho de um membro da máfia siciliana que se converteu em informante da polícia, fato real ocorrido numa pequena cidade da região nos anos 1990, que deixou a comunidade inteira amedrontada e sob o jugo da Cosa Nostra. A forma como essa história é trabalhada pelos diretores Fabio Grassadonia e Antonio Piazza conduz ao terreno da fábula, em que a fantasia, a imaginação e o desejo se mesclam de tal maneira aos fatos que tudo se torna indistinguível. Da mesma forma, o tempo não é o tempo real dos acontecimentos, mas o que habita o psiquismo dos personagens, em especial o da pequena Luna (Julia Jedlikowska), amiga adolescente de Giuseppe e candidata a ser sua namorada, que não se conforma com seu desaparecimento. É por meio dela que vivemos a perplexidade da perda, acoplada à fantasia afetiva, amorosa, do despertar do desejo, e à raiva pela ausência de respostas efetivas por parte das pessoas com quem ela convive, em casa, na escola, na rua. Na imaginação, contudo, as coisas acontecem, ou poderiam acontecer, se os ditames da realidade não se impusessem, inexoravelmente. A violência do real se opõe à fantasia, seja como desejo de amor e interação, seja como meio de escape e salvação. “O Fantasma da Sicília” apresenta um esmero técnico, na construção dos planos e sequências, na colocação da câmera, nos belos enquadramentos, nas locações e nos efeitos que cria, buscando transmitir o clima fantasmagórico e de suspense, que foi o caminho escolhido para refletir sobre uma questão tão dolorosa. O som tem um papel fundamental nisso. Ele é marcante em todas as cenas, trazendo elementos que nos permitem viver emocionalmente a tragédia de Giuseppe e de Luna. A música é parte dessa sonoridade, sem se destacar como tal. E o silêncio acaba sendo muito notado e intenso, quando aparece. Um bom elenco sustenta essa narrativa convincentemente. O ritmo do filme é lento e a intensidade das emoções baixa, o que acaba por acentuar a força e o significado do que está sendo mostrado na tela. Um bom trabalho do cinema italiano atual, dos diretores que estrearam com o premiado “Salvo” (2013).
Suburra: Série italiana mafiosa da Netflix ganha vídeo focado nos protagonistas
A Netflix divulgou um vídeo com depoimentos do elenco central de “Suburra”, sua primeira série original italiana. Legendada em inglês, a prévia introduz os personagens e também destaca diversas cenas de ação, mostrando a formação de uma aliança no submundo do crime. Na trama, um projeto quer transformar o cais de Roma numa área de cassinos e o território passa a ser disputado entre empresas imobiliárias, a máfia, a Igreja e políticos corruptos. No meio desse jogo de interesses, três jovens de diferentes grupos formam uma aliança contra os demais, visando realizar seus sonhos de enriquecimento e poder. A série é baseada no livro de Giancarlo De Cataldo e Carlo Bonini que já rendeu um filme de mesmo nome, produzido pela própria Netflix e dirigido por Stefano Sollima em 2015. Sollima também comandou a série “Gomorrah” e está à frente de “Soldado”, a continuação de “Sicario” (2015), que marcará sua estreia em Hollywood. Apesar desta relação, a série vai se passar vários anos antes dos eventos vistos no filme, funcionando como um prólogo. Os episódios de “Suburra” foram dirigidos por Michele Placido (“Atirador de Elite”), Andrea Molaioli (“La Ragazza del Lago”) e Giuseppe Capotondi (“A Hora Dupla”), e o elenco conta com Filippo Nigro (“A Janela da Frente”), Francesco Acquaroli (“Pasolini”), Adamo Dionisi (do filme “Suburra”), Jean-Hugues Anglade (também de “Suburra”), Emmanuele Aita (“Le Redoutable”) e Claudia Gerini (“John Wick: Um Novo Dia para Matar”), além do trio central, formado por Giacomo Ferrara e Alessandro Borghi, que reprisam seus personagens de “Suburra”, e Eduardo Valdarnini (“Algo de Novo”). Os dois primeiros episódios foram exibidos no Festival de Veneza e a estreia está marcada para o dia 6 de outubro.
Polícia Federal – A Lei É Para Todos mira a corrupção, mas reflete radicalização
Mais que a corrupção desregrada, o que o filme “Polícia Federal – A Lei É Para Todos” configura é a radicalização que tomou conta do país desde as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff. Uma separação entre grupos opostos tão irracional quanto torcidas de futebol. E ela se manifesta no filme por meio de discussões e principalmente na cena que registra Lula no Aeroporto de Congonhas, depois de ter sido levado coercitivamente para depor. O filme mostra dois times muito bem delineados: os que achavam aquilo um absurdo e estavam ali para protestar a favor do ex-Presidente, vestidos de vermelho e com o apoio da CUT, e aqueles que tinham escrito “Somos todos Moro” em suas bandeiras e se vestiam de verde e amarelo, comemorando aquele momento, pois, embora não representasse a prisão de Lula, significava um passo importante para isso, após panelarem até derrubar uma Presidente eleita. Logo, foi um dia de festa para muitos brasileiros. “Polícia Federal – A Lei É Para Todos” é desses filmes que merecem ser vistos nem que seja por curiosidade mórbida, seja por quem acompanha o cinema brasileiro e quer pensar o filme dentro do cenário do gênero policial contemporâneo, seja por quem está interessado em ver como foi o recorte e de que maneira o diretor Marcelo Antunez (“Até que a Sorte nos Separe 3″) e seus roteiristas (Gustavo Lipsztein e Thomas Stavros, ambos da série de “1 Contra Todos”) resolveram contar a história da Operação Lava-Jato desde sua origem até o ano passado. E por mais que a primeira metade do filme funcione bem como thriller policial, apesar de diálogos bem ruins, o aspecto político é muito frágil, no sentido de vilanizar pessoas que ainda estão sob investigação. Como é o caso do ex-Presidente Lula, retratado como uma figura enjoada e afetada por Ary Fontoura (da novela “Êta Mundo Bom!”). Se os próprios representantes da direita brasileira dão o braço a torcer diante do carisma de Lula, o que é mostrado passa bem longe de sua figura pública. Na sessão em que assisti, que terminou com uma salva de palmas do público presente, muitos se divertiram com o modo como Lula foi representado, alguns até dizendo “olha a cara de pau dele” etc., como se estivessem vendo o próprio ex-Presidente – ou uma cena de novela. A imagem do verdadeiro Lula nos créditos finais, dizendo que “a jararaca está viva”, em entrevista coletiva após o tal depoimento, ajuda a esquecer um pouco a interpretação infeliz de Fontoura, ao mesmo tempo em que retoma a linha de radicalização exibida no filme. Há outras situações forçadas do roteiro, em particular as vividas por Bruce Gomlevsky (novela “Novo Mundo”), intérprete de um dos quatro principais agentes (fictícios) da Lava-Jato. Seu quadro branco contendo as palestras do Lula por diversos países e o dinheiro supostamente desviado mais parece o famoso powerpoint do procurador Deltan Dallagnol. Quanto ao juiz Sérgio Moro, vivido por Marcelo Serrado (“Crô – O Filme”), o filme o deixa um pouco mais distanciado do caso, como que para torná-lo o mais isento e apartidário possível. Até mesmo cenas do juiz preparando pizza e conversando com o filho em sua casa o filme mostra. Mas os verdadeiros heróis são mesmo os quatro cavaleiros da operação, vividos ficcionalmente por Antonio Calloni (minissérie “Dois Irmãos”), Flávia Alessandra (também da novela “Êta Mundo Bom!”), João Baldasserini (novela “Pega Pega”) e o já citado Gomlevsky, que é o sujeito que canta “Inútil”, do Ultraje a Rigor, em um karokê. Mesmo quando um dos atores das novelas da Globo se questiona sobre quem estaria sendo beneficiando por tantas prisões e acusações naquele momento de tensão política intensa, logo aparece alguém para tranquilizá-lo, dizendo que eles estão sim tornando o Brasil melhor. Neste momento, o filme quase consegue realizar uma autorreflexão lúcida diante do que é mostrado. Falar de um cenário político sem o distanciamento temporal adequado é sempre arriscado. Mas, como vivemos um momento em que a urgência e o pré-julgamento parecem imperar, a busca pela verdade aparecerá sempre borrada. No meio deste caldo fervente, há ainda outros projetos por vir, como a série da Lava-Jato criada por José Padilha (“Tropa de Elite”) para a Netflix e os quatro documentários sobre o impeachment de Dilma Rousseff, sendo que dois optaram por retratar a situação mais próximo do ponto de vista da ex-presidente. Até lá, ficamos na torcida pelo Brasil.
Publicidade de Polícia Federal – A Lei É para Todos exibe pilhas de “dinheiro apreendido” e dá o que falar
Lançado no fim de semana passado, quando se tornou o filme brasileiro de maior abertura em 2017, “Polícia Federal – A Lei É para Todos” não encerrou seu trabalho promocional com a estreia. E a campanha de marketing do filme está chamando atenção pela originalidade. Em vez de simplesmente postar cartazes, a publicidade do filme está dando o que falar por espalhar pilhas de dinheiro cenográfico pelos shoppings do Rio de Janeiro. “Quando vi essa montanha de dinheiro tive vontade de ter um bigode, tirar uma foto sentado na cadeira com os pés em cima da mesa de dinheiro e postar com a legenda ‘malparido'”, disse o estudante Marcelo Ribeiro, em referência aos traficantes da série “Narcos”, ao jornal O Globo. A cena parece mesmo digna dos barões do narcotráfico. Mas, infelizmente, faz alusão ao noticiário da política nacional, embora o filme não chegue tão longe em sua história. Além da instalação com as malas de dinheiro, contendo uma quantia equivalente aos R$ 51 milhões aprendidos pela Operação Lava-Jato em Salvador, uma outra instalação traz uma verdadeira montanha de dinheiro, de nada menos que quatro metros de altura, que reproduz a quantia recuperada pela força-tarefa durante os três últimos anos da Operação Lava-Jato: R$ 4 bilhões. É a mesma estrutura montada na pré-estreia do longa em Curitiba, semanas atrás. “A reação do público, que tira selfies e aplaude, é catártica”, disse o produtor do filme, Tomislav Blazic, em comunicado. “A Lava-Jato acontece com o apoio da sociedade civil e os políticos continuam agindo como se nada estivesse acontecendo, como se eles estivessem acima das leis. Só isso explica a produção de uma pilha negativa como essa de R$ 51 milhões encontrados em malas de viagem que cenografamos agora no shopping. Para compensar, tem a pilha do bem, que reproduz o valor total que a operação já recuperou para o Brasil e os brasileiros. São duas pilhas, em dois pontos do Rio, representando dois lados de uma mesma situação que a sociedade precisa ver com seus próprios olhos nas telas do cinema”, o produtor acrescentou.
Suburra: Primeira série italiana da Netflix ganha imagens e trailer legendado repleto de ação
A Netflix divulgou o pôster, 25 fotos e o trailer legendado de “Suburra”, sua primeira série original italiana. A prévia é repleta de ação, mostrando uma aliança no submundo do crime. Na trama, um projeto quer transformar o cais de Roma numa área de cassinos e o território passa a ser disputado entre empresas imobiliárias, a máfia, a Igreja e políticos corruptos. No meio desse jogo de interesses, três jovens de diferentes grupos formam uma aliança contra os demais, visando realizar seus sonhos de enriquecimento e poder. A série é baseada no livro de Giancarlo De Cataldo e Carlo Bonini que já rendeu um filme de mesmo nome, produzido pela própria Netflix e dirigido por Stefano Sollima em 2015. Sollima também comandou a série “Gomorrah” e está à frente de “Soldado”, a continuação de “Sicario” (2015), que marcará sua estreia em Hollywood. Apesar desta relação, a série vai se passar vários anos antes dos eventos vistos no filme, funcionando como um prólogo. Os episódios de “Suburra” foram dirigidos por Michele Placido (“Atirador de Elite”), Andrea Molaioli (“La Ragazza del Lago”) e Giuseppe Capotondi (“A Hora Dupla”), e o elenco conta com Filippo Nigro (“A Janela da Frente”), Francesco Acquaroli (“Pasolini”), Adamo Dionisi (do filme “Suburra”), Alessandro Borghi (também do filme “Suburra”), Eduardo Valdarnini (também de “Pasolini”), Emmanuele Aita (“Le Redoutable”) e Claudia Gerini (“John Wick: Um Novo Dia para Matar”), entre outros. Os dois primeiros episódios foram exibidos no Festival de Veneza e a estreia está marcada para o dia 6 de outubro.
Sérgio Moro e integrantes da Lava-Jato prestigiam première de Polícia Federal – A Lei É para Todos
A pré-estreia para convidados do filme “Polícia Federal – A Lei É para Todos” reuniu juízes, procuradores e policiais da Operação Lava-Jato em Curitiba, numa sessão realizada na segunda-feira (28/8) no Park Shopping Barigui. O filme foi prestigiado pelos juízes Sergio Moro e Marcelo Bretas, na primeira aparição pública conjunta da dupla. Também esteve presente o juiz Marcos Josegrei da Silva, que está à frente de operações como “Hashtag” e “Carne Fraca”, além do procurador Deltan Dallagnol e os delegados Márcio Anselmo, Igor de Paula e Maurício Moscardi, entre outros. A sessão terminou ao grito de “Prendam os corruptos!” por parte de um espectador, mas a maioria dos personagens reais que inspiraram os protagonistas evitou manifestar opiniões para a imprensa. A exceção ficou por conta de Bretas, que qualificou a produção para o jornal O Globo: “Excelente filme”. Já a mulher de Moro, a advogada Rosângela Wolff Moro, apesar de seguir a tendência de evitar comentários sobre o filme, acabou se traindo ao comemorar as salas lotadas da première, em um post em seu Facebook. “Polícia Federal – A Lei É Para Todos” combina amálgamas de vários personagens, em especial os policiais e promotores retratados, com figuras públicas reais, como o próprio Sérgio Moro, vivido por Marcelo Serrado, e o ex-presidente Lula, interpretado por Ary Fontoura. Com direção de Marcelo Antunez (“Um Suburbano Sortudo”), o filme estreia em 7 de setembro.
Michael B. Jordan negocia estrelar remake do thriller sul-coreano O Gosto da Vingança
O cultuado thriller sul-coreano “O Gosto da Vingança” (2005) vai ganhar remake americano com Michael B. Jordan (“Creed”). Segundo o site da revista Variety, ele negocia viver o papel que foi de Lee Byung-hun (“Sete Homens e um Destino”). A trama gira em torno do capanga de um chefão do crime, que é encarregado de seguir a jovem amante do patrão para descobrir se ela tem outro amante. Ao comprovar que ela trai o chefão, o capanga, que tinha ordem para matar os dois, espanca o sujeito e deixa a jovem viva. Mas ao contrariar as ordens, ele dá início a uma escalada de problemas que terminarão colocando-o contra a máfia local. O filme original estabeleceu a reputação do diretor Kim Jee-woon como um dos melhores cineastas da atual geração sul-coreana. A adaptação será o segundo remake de uma obra sua produzido por Hollywood. O terror “Medo” (2003) já virou o americano “O Mistério das Duas Irmãs” (2009), mas também há planos de refilmagem de seu sensacional suspense “Eu Vi o Diabo” (2010). O remake terá direção da sul-coreana Jennifer Yuh Nelson, dos blockbusters animados “Kung Fu Panda 2” e “3”. O thriller será seu segundo filme como atores, após a sci-fi “The Darkest Minds”, atualmente em produção para uma estreia em setembro de 2018. A produção é do cineasta Shawn Levy (“Uma Noite no Museu”), que acredita que o filme, intitulado em inglês “A Bittersweet Life”, tem potencial de virar uma franquia. Aproveite e reveja o trailer do filme original abaixo.











