Minha Mãe É uma Peça 2 bate recorde e fatura maior dia de estreia do cinema brasileiro
A comédia “Minha Mãe É Uma Peça 2 – O Filme” levou 290 mil pessoas ao cinema no primeiro dia de exibição, segundo levantamento da ComScore. Trata-se do maior dia de estreia de um filme nacional em todos os tempos, batendo “Tropa de Elite 2” (2010), de José Padilha. Com algumas salas ainda a contabilizar, o número ainda deve aumentar. A estimativa do site Filme B é que a bilheteria da quinta-feira (22) alcance cerca de 313 mil espectadores. A bilheteria é consequência direta da acessibilidade. “Minha Mãe É Uma Peça 2 – O Filme” foi lançado com a maior distribuição já vista para uma comédia brasileira – e a segunda maior de todos os tempos para um filme nacional, atrás apenas de “Os Dez Mandamentos”. O tamanho disso é 1.160 salas. Isto é, um terço de todos os cinemas do país estão mostrando o ator Paulo Gustavo vestido de mulher. Com distribuição três vezes menor, lançado em 413 mil telas, o primeiro filme da dona Hermínia virou o longa nacional mais visto em 2013 (4,6 milhões de espectadores). O próprio Paulo Gustavo, intérprete da mãe do título, é um dos roteiristas, ao lado de Rafael Dragaud e Fil Braz, que escreveram o primeiro “O Filme”. Já a direção é de César Rodrigues, que comandou o ator em “Vai que Cola”, o “O Filme” de 2015.
Minha Mãe É uma Peça 2 e Sing disputam cinemas com distribuição em mais de mil salas – cada!
O parque exibidor nacional anuncia um milagre natalino para esta semana. De uma hora para outra, as telas vão se multiplicar e teremos lançamentos dignos de recordes. Mas para isso é preciso acreditar em Papai Noel. Acreditar que o circuito vai tirar de cartaz “Rogue One: Uma História Star Wars” em seu segundo fim de semana, após registrar uma das maiores estreias do ano, levando 906 mil pessoas aos cinemas. Lançado em mais de 1,2 mil cinemas na quinta passada (15/12), a saga espacial abriria mão de centenas de salas a partir desta quinta, num caso extraordinário de adormecer da Força. De acordo com as distribuidoras, “Minha Mãe É uma Peça 2 – O Filme” terá a maior estreia já vista de uma comédia brasileira – e a segunda maior estreia nacional de todos os tempos, atrás apenas de “Os Dez Mandamentos”. O tamanho disso é 1.160 salas, cerca de 3 vezes a distribuição do primeiro filme da dona Hermínia, lançado em 413 mil telas para virar o longa nacional mais visto em 2013 (4,6 milhões de espectadores). Mais impressionante é que um segundo filme também vai chegar em mais de mil salas ao mesmo tempo. A animação “Sing – Quem Canta seus Males Espanta” transformará sua competição de bichos cantores numa disputa pela bilheteria, com um lançamento em 984 salas, das quais mais da metade (553) são 3D. Sabe quantas salas de cinema existem no Brasil? Segundo o levantamento mais recente da Ancine, são 3126. Com as estreias arrasa-quarteirão de “Minha Mãe É uma Peça 2” e “Sing” sobram mil. E tem mais estreias na semana. A principal atração do circuito limitado é “Capitão Fantástico”, uma comédia indie que tem sido cotada a prêmios na temporada de fim de ano nos EUA, especialmente para o ator Viggo Mortensen, que concorre ao Globo de Ouro e ao SAG Awards (o prêmio do Sindicato dos Atores). Na trama, ele vive um professor que decide criar os seis filhos à margem da sociedade. O filme também rendeu um prêmio de direção a Matt Ross no Festival de Cannes e abre em 42 salas. O italiano “Belos Sonhos”, mais recente filme de Marco Bellocchio, que abriu a Mostra Internacional de São Paulo deste ano, estreia em 26 salas. E Isabelle Huppert volta aos cinemas em 16 salas, após causar frisson com “Elle”, como uma professora que vive um tumultuado processo de divórcio no francês “O Que Está por Vir”. Assim como “Elle”, o longa também é bastante premiado. Além de troféus de interpretação para a atriz, a diretora Mia Hansen-Løve recebeu o Urso de Prata no Festival de Berlim de 2016. Outro filme francês, “A Última Lição”, não faz a menor diferença em nove salas. Em compensação, o terror sul-coreano “O Lamento” não merecia meras quatro salas no Rio e São Paulo. Novo filme de Na Hong-jin, responsável pelo excelente suspense de serial killer “O Caçador” (2008), “O Lamento” acompanha a investigação de um policial que se depara com chacinas e superstição. Recebeu nota de obra-prima no site Rotten Tomatoes: 98% de aprovação da crítica americana. Cabe tudo isso em cartaz, sem afetar o desempenho formidável de “Rogue One”? E os outros filmes do Top 5 atual, incluindo “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, “Sully”, “O Vendedor de Sonhos” e “Anjos da Noite: Guerras de Sangue”? Não se pode esquecer que há pelo menos outras 30 produções cinematográficas em cartaz. Por conta disso, o resultado das bilheterias deste fim de semana será dos mais interessantes de se acompanhar, já que parece tão embrulhado quanto um presente de Natal. Só vai dar para se descobrir o tamanho da surpresa na próxima segunda-feira (26/12). Clique nos títulos destacados para assistir aos trailers de cada estreia.
Prevenge: Grávida psicótica realiza matança em trailer de comédia já considerada cult
A Western Edge Pictures divulgou fotos e o primeiro trailer de “Prevenge”, comédia britânica de humor negro – na verdade, negríssimo – que marca a estreia da atriz Alice Lowe na direção. Ela é mais conhecida pelo filme “Turistas” (2012), com o qual “Prevenge” possui semelhanças. Ambos foram escritos por ela. A atriz também estrela o filme como uma viúva grávida, que ouve a voz de seu feto comandá-la a executar uma onda de massacres sanguinários. Detalhe: ela estava realmente grávida durante as filmagens. O elenco inclui Kate Dickie (“A Bruxa”), Jo Hartley (“Voando Alto”), Kayvan Novak (“As Aventuras de Paddington”), Tom Davis (série “Plebs”) e Gemma Whelan (série “Game of Thrones”). “Prevenge” teve première mundial na mostra Semana da Crítica, do Festival de Veneza, onde encantou a imprensa internacional e foi considerado um futuro cult. Por conta dos elogios, sua média no site Rotten Tomatoes é de 90% de aprovação. A estreia comercial está marcada para 10 de fevereiro no Reino Unido e não há previsão de lançamento no Brasil.
Alexander Skarsgård e Michael Peña são policiais corruptos em novo trailer de comédia
A produtora Saban Films divulgou o pôster e o trailer americanos da comédia policial “War on Everyone”, novo filme do inglês John Michael McDonagh, diretor de “O Guarda” (2011), um dos melhores filmes do gênero nesta década. A prévia comprova sua capacidade para criar humor de situações politicamente incorretas. Escrita pelo cineasta, a trama traz Alexander Skarsgård (série “True Blood”) e Michael Peña (“Homem-Formiga”) como dois policiais corruptos do Novo México, que incriminam e fazem chantagem com todos os bandidos que cruzem seus caminhos. Até que tentam intimidar alguém mais perigoso do que eles. O elenco também inclui Theo James (“Divergente”), Tessa Thompson (“Creed”), Stephanie Sigman (“007 Contra Spectre”), Caleb Landry Jones (“Byzantium”) e Paul Reiser (“Um Homem Entre Gigantes”). O filme já passou no Reino Unido, mas ainda não tem previsão de lançamento nem nos EUA nem no Brasil.
Charlie Sheen tem férias frustradas em trailer de comédia
A plataforma de streaming Crackle divulgou dois pôsteres e o trailer de “Mad Families”, nova comédia de férias frustradas estrelada por Charlie Sheen (série “Two and a Half Men”). A prévia resume a trama e o humor do pastelão. A premissa é digna de piada curta: três famílias reservam o mesmo espaço para acampamento. Uma é branca, a outra é negra e a terceira é latina. E a administração do camping sugere uma disputa para decidir quem fica com a vaga. É a deixa para piadas preconceituosas e barbaridades que marmanjos só cometem em besteiróis. A direção é de Fred Wolf, que escreveu “Joe Sujo” (2001) e “Gente Grande” (2010) e também assina o roteiro de “Mad Families” em parceria com David Spade, ator dos dois filmes citados. Além de Charlie Sheen, o elenco inclui Leah Remini (série “Queen of Queens”), Finesse Mitchell (série “Roadies”), Tiffany Haddish (“Keanu”), Naya Rivera (série “Glee”), Efren Ramirez (“Napoleon Dynamite”), Chanel Iman (“Dope: Um Deslize Perigoso”) Juan Gabriel Pareja (série “The Walking Dead”), Barry Shabaka Henley (“Carrie, a Estranha”), Chris Mulkey (“Whiplash”) e Clint Howard (“O Rei da Água”). “Mad Families” estará disponível de graça no site Crackle.com a partir de 12 de janeiro.
Michael Caine, Morgan Freeman e Alan Arkin decidem assaltar um banco em trailer legendado de comédia
A Warner divulgou o pôster e o trailer legendado de “Despedida em Grande Estilo”, comédia de assalto estrelada por Morgan Freeman, Alan Arkin e Michael Caine. Caine é especialista em filmes de assaltos complexos, tendo estrelado alguns clássicos, entre eles “Como Possuir Lissu” (1966) e “Um Golpe à Italiana” (1969), além de ter firmado uma parceria bem-sucedida com Freeman na franquia “Truque de Mestre” (sem mencionar três “Batman”). Já Arkin tentou roubar uma cega e não conseguiu, no clássico “Um Clarão nas Trevas” (1967). Já velhinhos, os três vão tentar mais um roubo espetacular. Fartos de serem menosprezados e furiosos após perderem os benefícios da aposentadoria, se juntam para roubar o banco que lhes passou a perna. Mas o crime perfeito se prova mais complicado que eles imaginavam. A trama é um remake do filme homônimo de 1979, escrito e dirigido por Martin Brest (“Fuga da Meia-Noite”, “Um Tira da Pesada”). A nova versão foi escrita por Theodore Melfi (“Um Santo Vizinho”) e dirigida pelo astro de “Scrubs” Zach Braff (seu terceiro longa como diretor, após “Hora de Voltar” e “Lições em Família”). O elenco ainda inclui Ann-Margret (“Tommy”), John Ortiz (“O Lado Bom da Vida”), Matt Dillon (série “Wayward Pines”), Peter Serafinowicz (“Guardiões da Galáxia”), Christopher Lloyd (“De Volta para o Futuro”) e Joey King (“Independence Day: O Ressurgimento”). A estreia acontece em 20 de abril no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
Goldie Hawn e Amy Schumer são mãe e filha em dois trailers de comédia de férias frustradas
A 20th Century Fox divulgou quatro fotos e dois trailers de “Snatched”, a nova comédia de Amy Schumer (“Descompensada”). Ironicamente, a versão para maiores é totalmente sem graça, enfatizando apenas a propensão da atriz para dizer palavrões, enquanto a outra tem efeito inverso, com piadas mais cartunescas. Ambas, claro, exploram os preconceitos dos americanos em relação à América do Sul, como uma versão comédia de “Turistas” (2006). A produção junta Amy com a clássica atriz de comédia Goldie Hawn (“A Recruta Benjamin”). As duas interpretam a filha ansiosa e a mãe neurótica, que viajam de férias para o Equador. Mas em vez de curtir a praia relaxando, as férias frustradas da vez incluem escapar de sequestradores, pular em telhados de favelas, correr na floresta tropical e cair na lábia de sedutores latinos. A comédia foi escrita por Katie Dippold (“Caça-Fantasmas”) e dirigida por Jonathan Levine (“Meu Namorado É um Zumbi”), e o elenco ainda inclui Ike Barinholtz (“Vizinhos”), Wanda Sykes (“Perfeita É a Mãe!”), Christopher Meloni (“O Homem de Aço”), Tom Bateman (série “Da Vinci’s Demon”), Randall Park (“A Entrevista”) e Oscar Jaenada (“Águas Rasas”). A estreia está marcada para o fim de semana das mães nos EUA, em 12 de maio, enquanto no Brasil a previsão de lançamento é apenas para agosto.
Richard Gere leva o networking a extremos em trailer de comédia
A Sony Pictures Classics divulgou o trailer de “Norman: The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer”, comédia dramática estrelada por Richard Gere (“O Exótico Hotel Marigold 2”). A prévia mostra como seu personagem é chato e, por mais que tentem evitá-lo, ele se mostra obcecado em seu objetivo de conhecer pessoas importantes e conectá-las visando aumentar seu networking. Gere vive o Norman do título, um consultor de Nova York, que vive sonhando com esquemas financeiros que nunca se concretizam. Como não tem nada a oferecer, esforça-se a virar amigo de quem é influente, mas seu network incessante não leva a lugar nenhum. Até o dia em que cruza o caminho de um político israelense carismático, sozinho em Nova York em um ponto baixo em sua carreira. Percebendo a oportunidade, Norman se apresenta ao presenteá-lo com um par muito caro de sapatos, um gesto que toca profundamente o político. Três anos depois, ele se torna o Primeiro-Ministro de Israel e Norman tenta usar sua única conexão real com o poder para lançar o esquema que sempre sonhou, envolvendo seu sobrinho, um rabino, um magnata, seu assistente e um funcionário do tesouro da Costa do Marfim. Mas os planos caleidoscópicos de Norman logo dão errado, criando o potencial para uma catástrofe internacional que ele precisará lutar muito para impedir. O filme marca a estreia em Hollywood de Joseph Cedar, aclamado por seu filme anterior, “Nota de Rodapé” (2011). Apesar de ter feito carreira em Israel, ele nasceu em Nova York. Além de Gere, o elenco grandioso da produção inclui Lior Ashkenazi (também de “Nota de Rodapé”), Michael Sheen (série “Masters of Sex”), Steve Buscemi (série “Boardwalk Empire”), Dan Stevens (“Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba”), Hank Azaria (“Os Smurfs”), Josh Charles (série “The Good Wife”) e Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”) Após passar pelos festivais de Telluride e Toronto, “Norman” tem estreia marcada para março nos EUA e não possui previsão de lançamento no Brasil
Shirley MacLaine quer determinar como será seu obituário em trailer de comédia
A Bleeker Street divulgou o trailer da comédia indie “The Last Word”, em que Shirley MacLaine (“Bernie: Quase um Anjo”) vive uma mulher bem-sucedida, que mesmo aposentada faz questão de controlar tudo a sua volta. A situação chega ao cúmulo quando ela decide conhecer a jornalista que irá escrever seu obituário, querendo determinar como será lembrada. Mas a missão da personagem de Amanda Seyfried (“Ted 2”) é impossível, pois a empresária só fez inimigos na vida e ninguém quer dizer frases elogiosas a seu respeito. Assim, sem dar o braço a torcer, a velhinha decide criar um legado para ser lembrado a partir de suas próximas ações. E parte para aparentemente adotar uma menininha negra (a estreante AnnJewel Lee Dixon). A prévia tem tom quase infantil, ampliado pela entrada em cena da menininha, que a personagem de MacLaine chama de sua “assistente”. O elenco também inclui Anne Heche (série “Aftermath”), Thomas Sadoski (série “Life in Pieces”), Philip Baker Hall (série “Second Chance”), Tom Everett Scott (série “Scream”), Dirigido por Mark Pellington (“O Paraíso É Logo Aqui”), o filme terá première no Festival de Sundance antes de chegar nos cinemas americanos em 3 de março. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Te Pego na Saída: Ice Cube marca luta em trailer de comédia
A Warner divulgou o novo pôster e o segundo trailer de “Te Pego na Saída” (Fist Fight), comédia estrelada por Ice Cube (“Tiras em Apuros”). A prévia começa em clima tenso de ligação para a polícia, apenas para ridicularizar a situação. Após delatar o professor vivido por Cube por vandalismo, o professor interpretado por Charlie Day (“Quero Matar Meu Chefe”) recebe um ultimato e deve se preparar para uma clássica “briga na saída”. Só que, em vez de estudantes, a luta será entre professores de colegial. Os alunos se divertem, enquanto Day se apavora, com a certeza de que vai levar uma surra. A história foi escrita pelo ator Max Greenfield (o Schmidt da série “New Girl”) e dirigida por Richie Keen (série “It’s Always Sunny in Philadelphia”), na estreia de ambos nestas funções no cinema. Já o elenco inclui uma porção de rostos conhecidos da TV americana, como Tracy Morgan (série “30 Rock”), Jillian Bell (série “Workaholics”), Christina Hendricks (série “Mad Men”), Kumail Nanjiani (série “Silicon Valley”), Joanna Garcia Swisher (minissérie “The Astronaut Wives Club”), Dean Norris (série “Under the Dome”), Dennis Haysbert (série “24 Horas”) e os irmãos Max e Charlie Carver (série “Teen Wolf”). “Te Pego na Saída” estreia em 17 de fevereiro nos EUA e misteriosamente sumiu da lista de lançamentos da Warner no Brasil, após ter ganho um trailer legendado há três meses.
Atriz de Pretty Little Liars planeja roubar a Casa da Moeda em trailer de comédia teen
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Missão: Moedas”, combinação de filme de assalto e comédia adolescente de escola. Na trama, um grupo de jovens liderado por Sasha Pieterse (a Alison de “Pretty Little Liars”) descobre, durante um passeio escolar à Casa da Moeda dos EUA, que a instalação que fabrica o dinheiro do país é muito mal-vigiada, e planeja resolver seus diversos problemas financeiros com um assalto ao local. A “gangue” inclui quatro estudantes de tribos diferentes, seguindo a fórmula estabelecida em “O Clube dos Cinco”: a melhor aluna (Pieterse), a hacker nerd (Alexis G. Zall, de “Oija: A Origem do Mal”), o desencanado (Alex Saxon, da série “Finding Carter”) e o atleta (Jay Walker, do vindouro “Sleight”). Baseado no best-seller “Coin Heist”, de Elisa Ludwig, adaptado e dirigido por Emily Hagins (“Grow Up, Tony Phillips”), “Missão: Moedas” estreia em 6 de janeiro.
Vídeo revela que Paulo Gustavo odiou filmar Minha Mãe É uma Peça 2 – O Filme
Que a crítica não está exatamente morrendo de vontade de ver “Minha Mãe É uma Peça 2 – O Filme”, não é segredo para ninguém. Mas parece que até Paulo Gustavo detestou fazer o “O Filme 2”. Ao menos, é o que consta como aparente “piada” de um vídeo de bastidores divulgado pela Downtown Filmes. No material, o ator aparece montado como Dona Hermínia, reclamando de como é chato, ruim, terrível filmar. Chega a chorar, porque deve ser mesmo insuportável trabalhar como estrela de cinema, num país com tantos desempregados. Enfim, “Minha Mãe É uma Peça 2 – O Filme” não é um drama de sensibilidade social. É só mais um “O Filme” besteirol. O trailer, que foi divulgado em outubro, não tem a menor graça. Mas bateu recorde de visualizações, antecipando previsões de muito sucesso para o filme. O próprio Paulo Gustavo é um dos roteiristas, ao lado de Rafael Dragaud e Fil Braz, que escreveram o primeiro “O Filme” – e que foi a maior bilheteria nacional de 2013. Já a direção é de César Rodrigues, que comandou o ator em “Vai que Cola”, o “O Filme” de 2015.
Zsa Zsa Gabor (1917 – 2016)
Morreu a atriz Zsa Zsa Gabor, uma das primeiras estrelas a se tornar mais conhecida como celebridade do que por seus papéis. Ela faleceu no domingo (18/12) em sua casa em Los Angeles, aos 99 anos, de uma parada cardíaca, após quase uma década de luta contra diversas doenças. Gabor tinha piorado muito nos últimos dias e seu marido – o nono – convidou seus parentes para que comemorassem com ela seu centenário antecipadamente. A atriz sofreu um infarto e foi levada ao hospital onde os médicos não puderam fazer nada para salvar sua vida. Ela estava com um delicado estado de saúde desde que sofreu um acidente de trânsito em 2002, situação agravada por uma embolia e um derrame em 2005, além de uma fratura de quadril em 2011. A atriz, que ia completar 100 anos em fevereiro, nasceu em 1917 na Hungria e chegou a Hollywood seguindo os passos de sua irmã Eva. Ela começou a carreira com 35 anos, o que não era comum na indústria cinematográfica dos anos 1950. Mas depois de figurar em “O Amor Nasceu em Paris” (1952) conseguiu coadjuvar em mais dois musicais, “Moulin Rouge” (1952), de John Huston, no qual interpretou uma modelo do pintor Toulouse Lautrec, e “Lili” (1953), de Charles Walters. O sucesso destes filmes a levou ironicamente de volta à Europa, rendendo convites para estrelar filmes franceses num grande upgrade em sua carreira: como protagonista. Ela virou a cabeça de um bandido em “O Inimigo Público Nº 1” (1953) e de um toureador em “Luz e Sangue” (1954). Mas o nome nos cartazes franceses não saciaram seu desejo por fama e Zsa Zsa preferiu voltar a coadjuvar em Hollywood, aparecendo em “O Rei do Circo” (1954), ao lado de Jerry Lewis e Dean Martin, e “Destruí Minha Própria Vida”(1956), um drama noir em que disputou com Yvonne de Carlo (a futura Lili Monstro da série “Os Monstros”) quem era a mulher mais fatal. Por esta época, Zsa Zsa começou a aparecer em programas de variedade na TV, arrancando risos do público com seu sotaque, personalidade e carisma marcantes. Daí para fazer rir em sitcoms foi um pulo. Ela foi convidada a participar de um episódio de “The Red Skelton Show” para representar uma “estrela de cinema” e, um ano depois, contratada para interpretar, pela primeira vez, a si mesma num programa de ficção. Não só isso, o título do episódio da série de comédia “The Bob Cummings Show” tinha seu nome: “Vovô encontra Zsa Zsa Gabor”. A exposição fez bem para sua carreira, rendendo-lhe o papel de dona de um clube de strip-tease no clássico “A Marca da Maldade” (1958), de Orson Welles, mas principalmente transformando-a em chamariz de bilheterias de filmes de baixo orçamento. Ela virou a rainha dos filmes B, estrelando produções sensacionalistas como “A Prisioneira do Kremlin” (1957) e principalmente “Rebelião dos Planetas” (1958). Este filme ruim se tornou cultuadíssimo pela trama fetichista, que acompanhava o pouso da primeira espaçonave americana em Vênus, um planeta habitado apenas por mulheres belíssimas e governado por uma rainha despótica (Zsa Zsa). Ela voltou a viver Zsa Zsa Gabor em “Pepe” (1960), comédia estrelada por Cantinflas, e basicamente seguiu sendo um clichê de si mesma, aparecendo também como Zsa Zsa, a “rainha de Vênus”, em “Dois Errados no Espaço” (1962), e Zsa Zsa, a celebridade que sua diamantes, no filme de assalto “Valete de Ouros” (1967). Nos anos 1960, ainda participou de diversas séries de impacto popular, como “Mister Ed”, “A Ilha dos Birutas”, “Bonanza” e até “Batman”, na qual viveu a vilã Minerva. “Famosa por ser famosa”, como chegou a se definir, fazia de tudo para aparecer, investindo na excentricidade. Sua origem estrangeira ajudou a popularizar seu bordão: “querido” com um forte sotaque – porque, como ela dizia, “não lembrava do nome de ninguém”. Mas a personagem Zsa Zsa tinha frases inteiras prontas para o close-up. Sempre com colar de diamantes, ela fazia questão de avisar para quem elogiasse: “Querido, estes são só meus diamantes de trabalho”. Ou: “Nunca odiei um homem o suficiente como para devolver-lhe suas joias”. Suas frases espirituosas eram mais engraçadas e sua vida privada mais cheia de ação que seus filmes e isso a ajudou a permanecer na mídia. Não por acaso, seus romances também tiveram mais astros que suas produções, envolvendo de Frank Sinatra a Howard Hughes. Ela jamais escondeu sua preferência por ricos e famosos. Foram nove maridos ao todo, entre eles Conrad Hilton, dono dos hotéis Hilton, com quem teve sua única filha, Francesca. Hilton nunca acreditou que a menina fosse sua e a deixou fora de sua herança. Graças à voracidade sexual e a ostentação que os tabloides transformaram em lenda, a atriz acabou quebrando barreiras em Hollywood ao continuar vivendo personagens glamourosas com 60 anos de idade – como na comédia “O Que Toda Mulher Tem” (1978). Zsa Zsa transcendeu a idade e qualquer papel para se dedicar a viver Zsa Zsa Gabor em tempo integral a partir dos anos 1980. Interpretou variações dela mesma em séries tão diferentes quanto “O Barco do Amor”, “Knots Landing”, “Pee Wee’s Playhouse”, “Um Maluco no Pedaço” e “Cybill”, além de aparecer em filmes de sucesso como “A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros dos Sonhos” (1987), “Corra Que a Polícia Vem Aí 2 1/2” (1991), “A Família Buscapé” (1993) e “A Volta da Família Sol Lá Si Dó” (1996), seu último trabalho, aos 79 anos. Sua vida pessoal continuou rendendo notícias por anos, principalmente por conta de seu último casamento em 1986, com Frederick von Anhalt, 30 anos mais novo, que se apresentava como príncipe alemão, mas que tinha uma ficha corrida de pelo menos 15 problemas judiciais. Ainda assim, ficaram juntos até a morte dela. A atriz manteve o mesmo temperamento e atitude inabalável até o fim. Mas os tempos mudaram enquanto ela permaneceu Zsa Zsa. E, infelizmente, isso acabou levando-a para a cadeia. Detida por dirigir embriagada em alta velocidade, ela esbofeteou o policial que teve a audácia de pará-la em 1989. Afinal, ela era uma estrela, como sua carteira de motorista vencida poderia facilmente comprovar. Ou o simples fato de estar dirigindo um Rolls-Royce – com um porta-bebidas cheio de whisky. Passou três dias presa e prestou 120 horas de trabalho comunitário. Mas adorou a atenção da mídia durante todo o período e pôde até estrelar um novo filme – um documentário sobre o incidente. Em 1992, publicou suas memórias, “Uma Vida Não É Suficiente”, com revelações sobre seus maridos e amantes. Sobre sua preferência por maridos bem-sucedidos, afirmou: “Eu quero um homem que seja bondoso e compreensivo. É demais pedir um milionário?”. Outra: “Um homem apaixonado está incompleto até que esteja casado. Então, está acabado”. No livro, ela também se definiu como uma ótima dona de casa. “Toda vez que me divorcio, eu fico com a casa”.












