Liam Gallagher, Foo Fighters e Arcade Fire lançam novos clipes
As festas juninas começaram no YouTube ao som de rock, com três clipes de astros consagrados: as bandas Foo Fighers e Arcade Fire e o cantor Liam Gallagher, ex-Oasis. Curiosamente, eles abordam a velhice e a herança deixada para os mais jovens. O clipe de “Wall of Glass”, antecipa o disco de “estreia” de Liam, “As You Were”, seu primeiro lançamento solo. A voz é a mesma dos tempos do Oasis. Mas seu aspecto envelhecido, reforçado por cabelos curtos e óculos escuros, deixou-o mais parecido com seu irmão e desafeto Noel. Dirigido por Francois Rousselet (do clipe dos Stones estrelado por Kristen Stewart, “Ride ‘Em on Down”), o vídeo não tem nada demais: mostra o cantor olhando fixamente para a câmera e circulando entre corredores, quartos e paredes espelhadas de um hotel decadente, refletindo os efeitos da passagem do tempo sobre si mesmo. A ideia do envelhecimento é levada à extremos em “Run”, clipe do Foo Fighters, que traz o grupo do ex-Nirvana Dave Grohl mais pesado que nunca, ao mesmo tempo em que registra seus integrantes com cabelos brancos e muitas rugas, sob maquiagem pesada. O cenário é uma casa de repouso para idosos, onde a banda se apresenta. Não demora e os acordes de grunge metálico levam os velhinhos à loucura, inspirando-os a fazer mosh, stage diving e se rebelar contra enfermeiros e guardas. O rock da Terceira Idade termina com fuga em massa, assalto a jovens, mergulho nas drogas e dança frenética até exaurir completamente as últimas energias dos velhinhos. O próprio Dave Grohl dirigiu essa fantasia desvairada. Por fim, o Arcade Fire pondera a desolação do mundo que as próximas gerações herdarão em “Everything Now”. A música mistura tudo ao mesmo tempo, indo da balada indie ao refrão funkeado, enquanto passa por guitarras shoegazer, piano evocativo de David Bowie e até flauta andina, como trilha para um visual de sci-fi pós-apocalíptica. Os únicos adultos presentes são a própria banda, que toca no deserto, enquanto crianças brincam entre cidades fantasmas, torres elétricas, destroços e “as cinzas de tudo agora”, assistindo de longe o lançamento de foguetes ao espaço. A direção é creditada a The Sacred Egg, que recentemente assinou o excelente clipe de terror “Lights Out”, do Royal Blood. Veja os três clipes abaixo:
Veja o último clipe de Kid Vinil, que ele não teve tempo de assistir
O cantor e radialista Kid Vinil estava gravando um novo disco com sua banda Magazine, quando faleceu subitamente em maio, após passar mal num show. Este trabalho também rendeu o último videoclipe da carreira do artista, que ele não teve tempo de ver finalizado. O vídeo acompanha a banda tocando “Segura a Água” em estúdio. A música combina a letra da popular marchinha de carnaval “Cachaça Não É Água” com a melodia do rock “Hold Back The Water”, do grupo canadense Bachman Turner Overdrive, um dos preferidos do cantor. A gravação foi produzida entre fevereiro e março, no estúdio Gaz, do guitarrista do Magazine, Fábio Gasparini. “Ele vinha muito feliz, radiante, alto astral e cheio de criatividade. Saiu à francesa, uma pena”, disse o baterista Trinkão sobre a morte de Kid Vinil, em 19 de maio. “Segura a Água” vai integrar o álbum inédito do Magazine, ainda sem previsão de lançamento.
Anitta lança seu primeiro clipe em espanhol, gravado em Nova York
Anitta divulgou seu primeiro clipe cantado em espanhol, “Paradinha”, visando o lançamento de sua carreira internacional. A produção foi feita em tempo recorde. A gravação ocorreu na semana passada em Nova York e o lançamento chegou rápido na internet para evitar vazamentos. Com direção do carioca Bruno Ilogti, o vídeo mostra Anitta dançando pelas ruas, metrô, supermercado, lavanderia e até um restaurante, numa ambientação muito colorida e descontraída, em meio à população nova-iorquina. E logicamente sua dancinha contagia os figurantes anônimos, que tentam imitá-la. A língua espanhola sugere um reggaeton, mas o refrão com o título em português é de trio elétrico. O fato de a música ser dedicada a um movimento de dança sensual também tem certo Tchan, por assim dizer. Este é o terceiro trabalho de Anitta dirigido por Ilogti. Ele também foi responsável pelos divertidos clipes de “Bang” e “Essa Mina É Louca”, sucessos anteriores da cantora – além de vídeos de Fergie, comerciais de moda e curta-metragens. O vídeo de “Paradinha” vem acompanhado de uma campanha comercial, com patrocinador e tudo, que já divulgou o making of e – que tchan – terá vídeos para ensinar a coreografia. O making of pode ser conferido logo após o clipe.
Música de Descendentes 2 celebra maldades da Disney em dois clipes
A Disney Music divulgou dois clipes da música “Ways to Be Wicked”, que integra o telefilme “Descendentes 2”. O primeiro destaca imagens da produção do Disney Channel, enquanto o segundo traz os atores cantando a música num carro, ao estilo de “Carpool Karaokê”. A música é um elogio às maldades e registra uma recaída de Jay (Booboo Stewart), Evie (Sofia Carson), Mal (Dove Cameron) e Carlos (Cameron Boyce) no lado negro dos contos de fadas. Dois detalhes chamam atenção. Ao final do clipe oficial, o Príncipe Ben (Mitchell Hope), filho da Bela e da ex-Fera, junta-se a eles num visual de bad boy. Já no Karaokê, o quarteto principal é acrescido de China Anne McClain (série “Programa de Talentos”), que estreia na franquia como Uma, a filha de Úrsula. Além Uma, outros filhos de vilões das fábulas vão participar da nova história: Harry Hook (o novato Thomas Doherty), filho do Capitão Gancho, e Gil (Dylan Playfair, de “Se Eu Tivesse Asas”), filho do Gastão. A franquia se passa num reino idílico, após o príncipe herdeiro oferecer uma chance de redenção para os filhos dos maiores antagonistas dos contos de fadas, que foram presos em uma ilha com todos os vilões, ajudantes, madrastas e meia-irmãs malvadas. No primeiro filme, ao passar a frequentar a escola ao lado dos filhos da Fada Madrinha, Bela Adormecida, Rapunzel e Mulan, os jovens decidem romper com seus pais vilões, abraçando a oportunidade de se tornarem pessoas boas. Novamente escrito por Sara Parriott e Josann McGibbon e dirigido por Kenny Ortega, “Descendentes 2” tem estreia marcada para 21 de julho nos Estados Unidos.
Novata Kell Smith junta Luiza Brunet, Astrid Fontenelle, Fabi Bang e Luiza Possi em clipe contra o assédio
A cantora Kell Smith mal começou a carreira e já chama atenção. Seu primeiro clipe, “Respeita as Mina”, chega num timing perfeito, em tempos de empoderamento feminino e denúncias de assédio, e conta com participação de mulheres bem mais famosas que a própria artista: Luiza Brunet, Astrid Fontenelle, Fabi Bang e Luiza Possi. O refrão contagiante ensina: “Respeita as mina/ Toda essa produção não se limita a você/ Já passou da hora de aprender/ Que o corpo é nosso/ Nossas regras, nosso direito de ser”. E enquanto Kell canta, o vídeo apresenta situações de assédio sofridas por mulheres em seu cotidiano, incluindo transporte público, o ambiente de trabalho e a hora de lazer, onde entram em cena as famosas citadas. A direção é de Mess Santos, que fez, entre outros, o divertido clipe de Nego do Borel para “Você Partiu meu Coração”, com Anitta e Wesley Safadão. Com batida dançante e violões, a produção de Rick Bonadio vai num bom embalo até tropeçar num trecho de rap, em que Kell mostra que não é rapper. O detalhe é que ela nem precisava apelar para um textão clichê e mal ajambrado, quando seu refrão já diz tudo. E isto é tão raro. “Respeita as Mina” também pode induzir a um equívoco, sugerindo que Kell seja uma nova revelação do funk ou, vá lá, do hip-hop nacional. Mas outras canções de seu disco de estreia apontam falta de identidade musical, com um ecletismo que pode agradar até fãs de chororô sertanejo.
Mallu Magalhães pede desculpas por clipe acusado de racista
A cantora Mallu Magalhães decidiu se pronunciar, após seu novo clipe ser acusado de racista. Em comunicado, ela pede desculpas e afirma que “a ideia era ter um clipe com excelentes dançarinos que despertassem nas pessoas a vontade de dançar, de se expressar”, mas que entende as “interpretações que derivaram do clipe”. “A arte é um território muito aberto e passível de diferentes interpretações e, por mais que tentemos expressar com precisão uma ideia, acontece de alguns significados, às vezes, fugirem do nosso controle. Sei que o racismo ainda é, infelizmente, um problema estrutural e muito presente. Eu também o vejo, o rejeito e o combato. Li cada uma das críticas, dos posts e comentários, e o debate me fez refletir muito sobre o tema. Entendo as interpretações que derivaram do clipe, mas gostaria de deixar claro minhas reais intenções”, completa. No vídeo da música “Você Não Presta”, a cantora requebra ao lado de dançarinos negros e a combinação, além da forma como eles são retratados, causou polêmica. Como os dançarinos vestem poucas roupas e estão com o corpo besuntado em óleo, ativistas apontaram que se trata de um contexto racista, já que há a hipersexualização do corpo numa prática que remete à época da escravidão, quando os escravos tinham o corpo besuntado em banha para parecerem mais saudáveis e esconder os defeitos físicos. Para complicar ainda mais, há uma sequência em que os dançarinos aparecem atrás de uma grade de ferro. É a estrutura metálica de uma escada, mas a associação que se faz é de uma cela de prisão. No pior timing do mundo, é justamente nessa hora que ela canta o refrão: “Eu convido todo mundo para minha festa, só não convido você porque você não presta”… Em outra sequência, o cenário vira paredes de tijolos expostos, que lembram barracos de favela. O distanciamento da cantora do restante da equipe também foi alvo de críticas. Muitos apontam que Mallu não se coloca como integrante do grupo nas imagens. Mas não pára nisso. Há intertexto no intertexto. O fato de Mallu usar uma camiseta estampada com “Oscar 2002” remete ao único ano em que dois negros (Denzel Washington e Halle Berry) venceram o troféu de Melhor Ator e Melhor Atriz na história da premiação da Academia. 2002 também foi o ano do lançamento do filme brasileiro “Cidade de Deus”… Houve até quem lembrasse que a cantora mora em Portugal, e a estética do clipe, que sexualiza negros e glamoriza a favela, é um esterótipo de como os europeus imaginam o Brasil. Segundo ela, as reações foram “uma oportunidade de aprender”. E ela reitera seu “pedido de desculpas”. Leia abaixo o comunicado na íntegra: “Fico muito triste em saber que o clipe da música ‘Você não Presta’ possa ter ofendido alguém. É muito decepcionante para mim que isso tenha acontecido. Gostaria de pedir desculpas a essas pessoas. Meu trabalho e minha mensagem têm sempre finalidade e ideais construtivos, nunca, de maneira nenhuma, destrutivos ou agressivos. A arte é um território muito aberto e passível de diferentes interpretações e, por mais que tentemos expressar com precisão uma ideia, acontece de alguns significados, às vezes, fugirem do nosso controle. Sei que o racismo ainda é, infelizmente, um problema estrutural e muito presente. Eu também o vejo, o rejeito e o combato. Li cada uma das críticas, dos posts e comentários, e o debate me fez refletir muito sobre o tema. Entendo as interpretações que derivaram do clipe, mas gostaria de deixar claro minhas reais intenções. A ideia era ter um clipe com excelentes dançarinos que despertassem nas pessoas a vontade de dançar, de se expressar. Foram convidados pela produtora e pelo diretor os bailarinos Bruno Cadinha, Aires d´Alva, Filipa Amaro, Xenos Palma, Stella Carvalho e Manuela Cabitango. Com a última, inclusive, tive a alegria de fazer aulas para me preparar para o vídeo. É realmente uma tristeza enorme ter decepcionado algumas pessoas, mas ao mesmo tempo agradeço a todos por terem se expressado. E reitero o meu pedido de desculpa. É uma oportunidade de aprender. Espero que, após este esclarecimento, seja aliviado deste espaço de conversa qualquer sentimento de ofensa ou injustiça, ficando os fundamentos nos quais tanto acredito: a dança, a arte e o convite à música.”
Mallu Magalhães cria polêmica com clipe acusado de racista
Mallu Magalhães lançou um novo clipe, “Você Não Presta”, e a internet caiu matando. No vídeo, a cantora requebra ao lado de dançarinos negros, e a combinação, além da forma como eles são retratados, causou polêmica. Como os dançarinos vestem poucas roupas e estão com o corpo besuntado em óleo, ativistas apontaram que se trata de um contexto racista, já que há a hipersexualização do corpo numa prática que remete à época da escravidão, quando os escravos tinham o corpo besuntado em banha para parecerem mais saudáveis e esconder os defeitos físicos. Para complicar ainda mais, há uma sequência em que os dançarinos aparecem atrás de uma grade de ferro. É a estrutura metálica de uma escada, mas a associação que se faz é de uma cela de prisão. No pior timing do mundo, é justamente nessa hora que ela canta o refrão: “Eu convido todo mundo para minha festa, só não convido você porque você não presta”… Em outra sequência, o cenário vira paredes de tijolos expostos, que lembram barracos de favela. O distanciamento da cantora do restante da equipe também foi alvo de críticas. Muitos apontam que Mallu não se coloca como integrante do grupo nas imagens. Mas não pára nisso. Há intertexto no intertexto. O fato de Mallu usar uma camiseta estampada com “Oscar 2002” remete ao único ano em que dois negros (Denzel Washington e Halle Berry) venceram o troféu de Melhor Ator e Melhor Atriz na história da premiação da Academia. 2002 também foi o ano do lançamento do filme brasileiro “Cidade de Deus”… Houve até quem lembrasse que a cantora mora em Portugal, e a estética do clipe, que sexualiza negros e glamoriza a favela, é um esterótipo de como os europeus imaginam o Brasil. A música? A música é um samba rock contagiante. Um som criado pelo choque de culturas e raças. Lembra Jorge Ben, entoado por Nara Leão. Ninguém, pelo menos, protestou por a branca gravar samba rock. Falando bem, falando mal, o clipe já tem quase 1 milhão de visualizações.
Miley Cyrus muda de direção musical, mas continua sexy no clipe de Malibu
Miley Cyrus mudou, mas continua a mesma. Ela continua sexy, exibicionista e narcisista em seu novo clipe, mas a música evoca suas raízes de música country. “Malibu” é um choque de estilos, entre um lamento country e batidas dançantes. E curiosamente a melodia caipira é melhor que a batida programada. Longe de ser pioneira nessa tendência, já experimentada por Madonna em seu auge, “Malibu” chega cinco meses após Lady Gaga virar cowgirl pink em “Million Reasons”. Mas o clipe, que ela própria dirigiu em parceria com Diane Martel, provoca mais, com uma visual de garota natural, expondo a sensualidade de Miley entre a praia e o campo, pele contra areia, pernas roçando no capim, camiseta levantada até o sol cegar, ao estilo das ninfetas de David Hamilton (1933-2016). O resultado é mais sexy que os vídeos ostensivamente sensuais que a cantora lançou anteriormente. Martel, por sinal, assinou um destes, “We Can’t Stop” (2013). A música é uma homenagem ao litoral cheio de colinas que aparece no vídeo. Foi lá que ela se refugiou, numa casa com seu noivo Liam Hemsworth, que batizou de “Terra do Arco-Íris”. E a letra entrega uma declaração de amor. “Eu nunca teria acreditado se você me dissesse há três anos que eu estaria escrevendo essa canção. Mas aqui estou ao seu lado. O céu é mais azul em Malibu. Ao seu lado em Malibu. Ao seu lado”. “Malibu” será apresentada pela primeira vez ao vivo na cerimônia do Prêmio Billboard 2017, que acontece no dia 21 de maio na arena T-Mobile, em Las Vegas.
Harry Styles voa alto no primeiro clipe de sua carreira solo
O ex-One Direction Harry Styles lançou o primeiro clipe de sua carreira solo. E ele voa alto em “Sign of the Times”. Literalmente. No vídeo, o cantor levanta voo sobre a ilha de Skye, no norte escocês, pairando sobre as Highlands montanhosas e o mar, enquanto canta a plenos pulmões uma balada épica. “Breaking through the atmosphere/ Things are pretty good from here”, ele canta, no trecho que inspira diretamente o acompanhamento visual. A música surpreende pelo bom arranjo setentista, ao estilo das baladas do Pink Floyd de Roger Waters, em contraste com falsetes de boy band e um final gritado, que evoca um passado não tão distante de calouro televisivo. O voo sobrenatural de Harry Styles aconteceu com a ajuda de um helicóptero, que o ergueu numa altura maior que a do prédio do Empire State, em Nova York. Os produtores garantem que as gravações não usaram dublê e apenas um efeito foi realizado: o desaparecimento do cabo de segurança, apagado na mesa de edição. É interessante destacar que a direção soube aproveitar até a proximidade do helicóptero com a água, numa rápida sequência em que o cantor se aproxima do mar e ondas sugerem que a natureza treme em sua presença. A propósito, a direção é do francês Yoann Lemoine, mais conhecido no meio musical como Woodkid e por clipes de Katy Perry (“Teenage Dream”), Lana del Rey (“Blue Jeans”) e Drake (“Take Care”, com Rihanna). O traje vagamente militar e o esforço para superar o mar ainda evocam a estreia de Styles como ator. Ele está no elenco do filme de guerra “Dunkirk”, cujo trailer pode ser visto aqui. “Sign of the Times” é o primeiro single da estreia solo do cantor. Batizado com seu próprio nome, o disco “Harry Styles” tem lançamento marcado para sexta-feria (12/5).
Ed Sheeran contracena com Saoirse Ronan no divertido e criativo clipe de Galway Girl
Ed Sheeran segue lançando clipes criativos de seu novo disco, “Divide” (÷), um dos mais vendidos de 2017. Depois dos ótimos “Castle on the Hill” e “Shape of You”, ele apresenta o melhor de todos, “Galway Girl”, no qual contracena com a atriz Saoirse Ronan (“Brooklyn”). O vídeo mostra o cantor depois de um show na cidade irlandesa que dá título à música, aproveitando para beber e dançar num pub, onde encontra a garota mencionada na letra, vivida por uma esfuziante Saorsie. Há uma gag recorrente em que ele incomoda um hooligan, mas, além do roteiro bem estruturado, o que demonstra a criatividade do vídeo é a forma como Sheeran toma o lugar da câmera. Ele fez a fotografia de quase toda a produção. Assim, o clipe se desdobra sobre seu ponto de vista, com seu corpo ausente, à exceção dos braços, que inclusive ganham uma tatuagem nova, feita sob encomenda para a gravação. Após o começo num palco, seu rosto só aparece quando a câmera registra o visor de um celular, durante um selfie com fãs que ele encontra pelo caminho, e na cena final, em que a câmera sai pela janela e mostra o casal, a casa, a rua e a cidade inteira de Galway. A direção é de Jason Koenig, o mesmo de “Shape of You”, que já venceu prêmios pelo clipe de “Can’t Hold Us” (2013), de Macklemore & Ryan Lewis, e começa a dar seus primeiros passos no cinema. Recentemente, ele dirigiu a fotografia do drama indie “Better Than Love”, ainda inédito.
Playlist Psicodélica: 10 clipes de rock viajante dos anos 1960
Há 50 anos, a psicodelia vivia seu auge, influenciando música, moda e cinema. Para recordar o movimento, a seleção de clipes abaixo abre com uma faixa do disco mais viajante dos Rolling Stones, “Their Satanic Majesties Request” (1967), inclui uma faixa da trilha do filme “Psych Out” (1968), em que Jack Nicholson era guitarrista de uma banda de rock, e fecha com uma música do Soft Machine acompanhando uma das famosas projeções da lendária casa noturna londrina UFO. A lista completa dos clipes é: 1. The Rolling Stones – 2000 Light Years From Home (1967) 2. Moby Grape – Omaha (1967) 3. Pink Floyd – Interstellar Overdrive (1967) 4. Eric Burdon and The Animals – When I Was Young (1967) 5. Jefferson Airplane – White Rabbit (1967) 6. Yardbirds – Still I’m Sad (1965) 7. Strawberry Alarm Clock – Incense & Peppermints (1967) 8. Status Quo – Pictures of Matchstick Men (1968) 9. John’s Children – Smashed Blocked (1966) 10. Soft Machine – Hope for Happiness (1968)
Paramore revela segundo clipe de estética e som new wave
A banda Paramore lançou o segundo clipe de sua nova fase, após perder um baixista, recuperar um baterista e passar três anos se reinventando. De forma consistente, assim como o vídeo anterior, “Told You So” tem uma pegada e estética new wave. A narrativa simples, que alterna cenas da cantora Hayley Williams sozinha numa casa, esperando os dois integrantes remanescentes da banda, que se encaminham num carro, remete às produções dos anos 1980, quando os clipes eram mais despojados. Não falta sequer a indefectível cena do guitarrista tocando seu instrumento desplugado. O carro é do próprio baterista, Zac Farro, que retorna para banda após longa ausência. Ele próprio concebeu e dirigiu o vídeo, que ainda usou a casa do guitarrista Taylor York como locação. A música, por sua vez, também ecoa uma época em que o rock tinha batidas mais dançantes, mas essa revisão estética não é totalmente nostálgica, já que incorpora harmonias do indie contemporâneo, com escalas que evocam o Vampire Weekend. Os fãs da antiga banda emo chamada Paramore podem odiar, mas a nova banda pop Paramore é surpreendentemente refrescante. O quinto álbum do Paramore, intitulado “After Laughter”, tem lançamento marcado para 12 de maio.
Ludmilla faz seu high school musical com o clipe de “Cheguei”
Quem tirar o som do novo clipe de Ludmilla pode achar que se trata de um lançamento americano. Afinal, o vídeo de “Cheguei” é uma verdadeira high school musical. Lá estão os indefectíveis armários de colégio americano, camisetas que só trazem frases em inglês, cheerleaders com uniforme azul, vermelho e com estrelas brancas… E, em vez de futebol, o esporte que essa juventude feliz prestigia é o de Zac Efron no telefilme colegial da Disney. Pelo excesso de cor-de-rosa, a ideia seria uma recriação de outro filme, “Meninas Malvadas”. A diferença é que a turma popular da historinha não é a das loiras, lindas e ricas, e sim o pessoal que geralmente fica de lado nessas produções. Os esquisitos, as drags, os trans, as carecas, os nerds, os goths e outras opções estilosas, que põem todo mundo para dançar. Alguns dos coadjuvantes são “celebridades da internet” e drag queens conhecidas, como Lia Clark. No cenário do clipe, também é possível ver vários cartazes com mensagens de inclusão, como “ser gay é ok”, “machistas não passarão”, “não ao bullying” e “girl power”. Por conta disso, dá para relevar o fato de o elenco ser claramente velho demais para frequentar o ensino médio, ainda que esse detalhe cause desconforto. De resto, a letra é uma coleção de frases feitas que todo jovem diz pelo menos uma vez por semana. Parece durar para sempre, mas tem só três estrofes, repetidas ad nauseum. Melhor tirar o som e imaginar tudo em inglês mesmo. “Cheguei” é o terceiro single do mais recente álbum de Ludmilla, “A Danada Sou Eu”, lançado em outubro de 2016, e a direção do clipe é de Felipe Sassi, que já tinha feito “24 Horas Por Dia” para a cantora.












