Taylor Swift vira ciborgue no impressionante clipe sci-fi de …Ready For It
Taylor Swift vira ciborgue em “…Ready For It?”, novo clipe impressionante dirigido por Joseph Kahn, que desde “Bad Blood” transforma os vídeos da cantora num catálogo de efeitos visuais. Fortemente influenciada pelo filme “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”, o vídeo traz Taylor num corpo cibernético de design similar ao aspecto digital de Scarlett Johansson na produção cinematográfica lançada neste ano, além de fazer referências a animes e produções sci-fis – como “Ex-Machina”, “Blade Runner”, “Tron” e a recente série “Star Trek: Discovery”. Em meio às referências e efeitos cinematográficas, o clipe também alude à própria trajetória de Taylor. Mas não se trata de auto-citações explícitas, como em “Look What You Made Me Do”. Há, por exemplo, os números “89” e “91” grafitados, aludindo ao disco “1989”, que também é o ano de nascimento da cantora. Seu atual namorado, o Joe Alwyn, nasceu em 1991 (“Younger than my exes but he act like such a man, so…”). Até o nome “Joseph” aparece, escrito em chinês – numa alusão ao diretor ou a Alwyn. Assim como referências ao Ano da Serpente, que no calendário chinês também caiu em 1989. E os oito ex-namorados são contados como os guardas encapuzados do bunker onde a Taylor cibernética está presa. O número favorito de Swift, “13”, é outro detalhe rabiscado nas paredes do bunker, ao lado de algumas frases, como “UR Gorgeous”, “All Eyes On Us”, “I Love You In Secret” e “This Is Enough”. A primeira remete ao single “Gorgeous”, que a cantora lançou na semana passada, o que pode significar que as demais sejam músicas de seu novo disco, “Reputation”. Há ainda um cavalo branco, que evoca a música “White Horse”, e muitos raios, reminiscentes do clipe de “This Is What You Came For”, música do então namorado Calvin Harris que ela secretamente compôs sob o pseudônimo Nils Sjöbot – nome que Joseph Kahn twittou antes da estreia do clipe. Esse arsenal de referências serve para transmitir uma mensagem difusa, em que a Taylor ciborgue, presa num campo de força, vira analogia para a forma como a fama desumaniza as pessoa. O campo de força, por sua vez, remete a uma expressão em inglês, “colocar pessoas em caixas”, que significa rotular. Deste modo, o tema sci-fi expressa o tema do álbum, em que Taylor pretende abordar e se desvencilhar de sua reputação, quebrando a caixinha em que foi colocada – ou o campo de força – para destruir a imagem pública – ou desumanizada – de si mesma. Seja como for, o modo como ela mantém seus fãs entretidos, tentando adivinhar significados mais profundos em seus vídeos não tem paralelos na música pop. Seu sexto álbum de estúdio, “Reputation”, será lançado em 10 de novembro.
Camila Cabello vive estrela de novela em clipe com galã da série The Fosters
Camila Cabello lançou o clipe (e o pôster!) de “Havana”, em que celebra suas raízes cubanas com elementos musicais da salsa e cultura latina das telenovelas. No clipe, ela vive três personagens, protagonizando uma telenovela e um filme romântico, além da espectadora tímida de ambos – filha de imigrantes nos Estados Unidos, que sonha com um final feliz. A cena da telenovela, que abre o clipe, é hilária por brincar com os clichês do gênero. Começa com uma traição do namorado com a melhor amiga e até a empregada, mas logo sofre reviravolta, graças à revelação de que, na verdade, se trata de um irmão gêmeo. O verdadeiro namorado permanece fiel e sai do armário, numa referência gay, para pedir a mocinha em casamento. Só que a fiação precária da casa de imigrante em que a espectadora Camila assiste ao desenrolar da história impede que a jovem veja como ela termina. Depois de se desentender com a irmã americana festeira e receber um sermão da avó por preferir novelas à própria vida, ela acaba num cinema, onde se vê na tela com um amante latino. Tudo vai bem até que o casal se desentende e ela não se conforma com o desfecho que deixa a heroína sozinha. É quando a atriz Camila quebra a quarta parede e se dirige para a Camila espectadora: “Se você não gosta da minha história, vá escrever a sua”. Pois assim que ela segue o conselho, dançando na rua, vê seu príncipe encantado de romance hollywoodiano cair a seus pés. Bem-feitinho, “Havana” destaca a venezuelana Lele Pons e o porto-riquenho LeJuan James, celebridades do Vine, respectivamente como a irmã e a avó de Camila, sem esquecer o rapper Young Thug como si mesmo e o galã Noah Centineo, da série “The Fosters”, como o jovem príncipe encantado de bicicleta. A direção é de Dave Meyers, responsável por alguns dos melhores clipes do ano, como “Swish Swish”, de Katy Perry, e “Humble”, de Kendrick Lamar. A música faz parte do primeiro álbum solo da ex-Fifth Harmony, “The Hurting. The Healing. The Loving.”, que ainda não tem previsão de lançamento.
Diretor de clipe inédito de Anitta é acusado de assédio sexual
O fotógrafo e diretor de clipes Terry Richardson é mais um nome denunciado por assédio sexual nos Estados Unidos. Após as acusações, ele entrou numa lista negra das revistas americanas de moda, como Vogue, Vanity Fair e Glamour. Richardson dirigiu recentemente o clipe inédito de “Vai Malandra”, funk da cantora Anitta que ainda não foi lançado. No domingo, o jornal britânico The Times questionou como é que, depois do escândalo que envolveu o produtor cinematográfico Harvey Weinstein, Richardson ainda continuava a trabalhar. O texto o chamava de “Harvey Weinstein da moda” e citava uma ex-editora da revista i-D, Caryn Franklin, dizendo que o comportamento do fotógrafo era um segredo de polichinelo: “As pessoas eram cautelosas… Todas conheceram alguém que conhecia alguma coisa”. Após a publicação, James Woolhouse, vice-presidente executivo da Condé Nast, grupo responsável pelas principais revistas de moda dos Estados Unidos, enviou um email, que foi vazado, avisando às equipes de suas publicações para não trabalharem mais com o fotógrafo daqui em diante. “Editoriais de fotos que já tenham sido encomendados ou mesmo realizados, mas ainda não publicados, devem ser descartados e substituídos por outros materiais. Por favor, confirmem que essa política será aplicada imediatamente. Obrigado pelo apoio nesse assunto”, afirma Woolhouse no texto. A editora Condé Nast também assinalou que “o assédio sexual sob todas as suas formas não será tolerado”. Uma representante de Terry Richardson em Nova York afirmou que o fotógrafo estava “decepcionado com a existência desta mensagem, principalmente porque ele já respondeu a essas velhas histórias”. “Ele é um artista conhecido por seu trabalho sexualmente explícito, muitas de suas interações profissionais com modelos abordam temas de natureza sexual e explícita, mas todos os modelos participam consensualmente”. Segundo a Newsweek, as primeiras acusações sobre o comportamento do fotógrafo de 52 anos surgiram em 2010. E se muitas revistas e empresas continuaram a colaborar com Richardson, outras deixaram de fazê-lo como a Aldo, H&M e Target. Há duas semanas, Valentino lançou uma campanha fotografada por ele, por exemplo. Mas após a decisão da Condé Nast, apagou seu nome e avisou que foi o último trabalho dele para a grife. “Levamos essas alegações contra Terry Richardson a sério”, disse um porta-voz da empresa na terça (24/10). Além de fotos de moda e de celebridades, geralmente envolvendo nudez, ele assinou clipes de Miley Cyrus (“Wrecking Ball”), Taylor Swift (“The Last Time”), Lady Gaga (“Cake”) e Beyoncé (“Xo”), entre outras estrelas da música pop. Miley chegou a comentar ter se arrependido de fazer “Wrecking Ball” nua, afirmando que estava chapada.
Gabriel o Pensador lança clipe-manifesto e celebra 25 anos de carreira com protesto político
O rapper Gabriel o Pensador lançou o clipe de “Tô Feliz (Matei o Presidente) 2”, cujo título faz referência à sua primeira música e celebra 25 anos de carreira, ao mesmo tempo em que demonstra que o país só piorou, desde então, em relação à corrupção política. A letra é um verdadeiro manifesto e captura como nenhuma outra o zeitgeist, o sentimento coletivo da repulsa da população brasileira nestes tempos sinistros. O tema parte do primeiro rap lançado por Gabriel o Pensador, que em 1992 criticava o governo Collor. “Tô Feliz (Matei o Presidente)” chegou a ser censurado na época, e a controvérsia ajudou a torná-lo conhecido, especialmente por sua mãe ter trabalhado na campanha de marketing que elegeu Fernando Collor – o que demonstra sua independência de opinião. O próprio clipe se encarrega de ilustrar a história, mostrando imagens das reportagens de 25 anos atrás, enquanto Gabriel canta que era menino na época, mas agora é um adulto sofrendo com os mesmos pesadelos. O vídeo traz inúmeros brasileiros cantando o refrão, numa caixa de ressonância da indignação nacional contra a impunidade. “Mata mesmo esse vampiro. Mas um tiro é muito pouco, Gabriel”, diz a letra, ecoando o sentimento geral. Diferente de 1992, o alvo não é apenas o representante do poder executivo. Afinal, a podridão é disseminada. “Invade a Câmara e pega os sacanas distraídos com veneno na zarabatana, bem no pé do ouvido. Em nome da Amazônia desmatada. Leva um arco e muitas flechas e finca uma no coração de cada”, pede o coral grego da tragédia que é anunciada. Mas Gabriel é inteligente e salienta para os apressados que não matou ninguém, nem prega a violência, e sua exaltação metafórica resulta do saco cheio diante de tanta desfaçatez. “Eu não matei nem vou matar literalmente um presidente. Mas se todos corruptos morressem de repente, ia ser tudo diferente, ia sobrar tanto dinheiro que andaríamos nas ruas sem temer o tempo inteiro. Seu pai não ia ser assaltado, seu filho não ia virar ladrão, sua mãe não ia morrer na fila do hospital”, ele conclui, apontando quem paga pelos crimes de Brasília. “O Pensador é contra violência, mas aqui a gente peca por excesso de paciência com o rouba, mas faz dos verdadeiros marginais”, conclui a letra precisa. O clipe foi dirigido por PH Stelzer da Ganja Filmes e gravado em vários estados do Brasil.
Black Sabbath toca Paranoid em clipe do documentário do show de despedida
O Black Sabbath divulgou um clipe da performance de “Paranoid”, extraído do documentário “The End of the End”. A música é literalmente o fim do fim, a última música tocada em seu último show, que aconteceu em fevereiro na cidade inglesa de Birmingham, onde a banda se formou em 1968. O filme tem direção de Dick Carruthers, que anteriormente fez “Celabration Day”, sobre o show de reencontro do Led Zeppelin em 2007 (com Jason Bonham no lugar de seu pai falecido). “Black Sabbath: The End of the End” foi exibido simultaneamente em diversos cinemas ao redor do mundo no dia 28 de setembro. O DVD e o Blu-ray serão lançados em 17 de novembro e contém cinco apresentações extras, que foram gravadas no Angelic Studios.
Anitta canta em inglês e dança na Amazônia em clipe do DJ sueco Alesso
Anitta estrelou mais uma parceria internacional no YouTube. Após brilhar ao lado da australiana Iggy Azalea e do americano DJ Diplo (aka Major Lazer), ela aparece cantando e dançando no vídeo de “Is That For Me”, música do DJ sueco Alesso. O vídeo foi gravado no meio da Floresta Amazônica e traz Anitta entre vitórias régias, à frente de uma procissão de barcos, no coração da selva e em figurinos mesclados da C&A com um toque de “heavy tropical” faroca, que incluem sutiã de metal, bugigangas variadas e maiô de oncinha. A música integra o projeto Xeque Mate da cantora, que pretende lançar um novo clipe a cada mês.
Despacito se torna primeiro clipe a atingir 4 bilhões de visualizações no YouTube
O clipe de “Despacito”, hit dos porto-riquenhos Luis Fonsi e Daddy Yankee, tornou-se o primeiro vídeo musical a ultrapassar 4 bilhões de visualizações no YouTube. O vídeo também já tinha sido o primeiro na história do portal a chegar a 3 bilhões de visualizações, em agosto. Foram necessários apenas 200 dias, desde o lançamento em janeiro, para o clipe atingir 3 bilhões de visualizações no YouTube, e somente mais 100 dias para chegar às 4 bilhões. “Despacito” é atualmente o vídeo mais visto em 45 países, entre eles Espanha, México, Alemanha, Grécia, Portugal e Argentina, transformando o ritmo do reggaeton porto-riquenho numa febre mundial. A gravação é assistida, em média, 14 milhões de vezes por dia, com pico de 25 milhões em um só dia. Também é o vídeo com mais likes da história do YouTube: 22 milhões. Por outro lado, seus 2 milhões de dislikes também impressionam pelo tamanho da rejeição. O clipe tem direção de Carlos Perez, que já produziu vídeos para outros artistas do gênero, como Yandel (“Encantadora”) e Bomba Estéreo (“Fiesta”). As imagens foram gravadas em diferentes locações de Porto Rico, incluindo La Perla e o popular clube La Factoría na velha San Juan. A atriz, modelo e Miss Universo 2006 Zuleyka Rivera também participou de sua produção.
Johnny Depp é deus no novo clipe de Marilyn Manson, repleto de cenas impróprias
O cantor Marilyn Manson lançou o clipe de “Say10”, segundo single de seu novo álbum, “Heaven Upside Down”. O vídeo é bastante impróprio, com participação do ator Johnny Depp em meio a mulheres nuas, numa simulação de orgia, muito sangue e uma masturbação feminina que parece saída de webcam adulta – e impressiona ter passado pela censura do Google. O que a encenação parece sugerir é que Depp é deus e Manson say10 (a pronúncia é similar a satã, em inglês). Enquanto um aponta o dedo para o outro, as mulheres apontam para si mesmas, lá embaixo. Há também Bíblias voadoras e uma presença demoníaca tentando atravessar paredes. A direção é de Bill Yukich, que antes assinou os vídeos dos hits “Sorry”, de Beyoncé”, “Hands to Myself”, de Selena Gomez, e “See You Again”, de Wiz Khalifa – um dos clipes mais vistos da história do YouTube. “Heaven Upside Down” é o primeiro álbum de Manson desde “The Pale Emperor” de 2015. O cantor, que sofreu uma acidente de palco em 30 de setembro, quando o cenário desabou durante um show, está em fase final de recuperação e deve retomar a turnê do disco nesta semana. A expectativa é que ele venha ao Brasil em 2018.
Tove Lo seduz um muppet em clipe impróprio para menores
A cantora sueca Tove Lo lançou um novo clipe provocante. Intitulado “Disco Tits”, a música é o primeiro single de seu próximo álbum, “Blue Lips”. E inicia de forma singular, com a artista entrevistada por um fantoche que parece e soa como um muppet da Vila Sésamo. Apesar do começo fofinho, o vídeo é definitivamente impróprio para crianças. Sem papas na língua, ela aproveita para criticar a forma como os americanos falam seu nome e explica o significado sexual do título de seu álbum anterior, “Lady Wood”, o que leva os produtores do programa a suspenderem a gravação. É quando ela aproveita para seduzir o muppet, convidando-o a conhecer outros sabores, além do baunilha da atração infantil. O que acontece a seguir é uma escapada com direito a muita sensualização, que destaca os “Disco Tits” da cantora e contextualiza o título do novo álbum, “Blue Lips”, resultado de excesso de sexo oral. A direção é de Tim Erem, que dirigiu o semi-explícito “Fairy Dust” e o cinematográfico “Fire Fade” da cantora, além de “Close”, de Nick Jonas, do qual ela participa, e “Work”, de Rihanna. Já o terceiro álbum de Tove Lo, “Blue Lips”, tem lançamento previsto para novembro.
Lin-Manuel Miranda junta astros da música e das séries em gravação beneficente para Porto Rico
O compositor Lin-Manuel Miranda (“Moana”) juntou um time de peso, entre artistas da música e das séries, para uma gravação beneficente, que visa arrecadar fundos para ajudar Porto Rico, que está em estado de calamidade após ser atingido pelo furacão Maria. Um vídeo que mostra bastidos da gravação e serve como clipe foi disponibilizado no Youtube, mostrando um verdadeiro “quem é quem” de astros latinos radicados nos Estados Unidos. A lista inclui a veterana estrela porto-riquenha Rita Moreno (“Amor, Sublime Amor”), as cubanas Gloria Estefan (série “Glee”) e Camila Cabello (que estará na vindoura série “King of the Golden Sun”), o panamenho Rubén Blades (que é cantor, mas também astro da série “Fear the Walking Dead”), o colombiano John Leguizamo (série “Bloodline”) e as filhas de porto-riquenhos Gina Rodriguez (a “Jane the Virgin”) e Jennifer Lopez (série “Shades of Blue”), entre muitos outros. A música se chama “Almost Like Praying” e foi disponibilizada na sexta (6/10) nas plataformas de streaming. A gravação é a segunda iniciativa social de Lin-Manuel Miranda, que também fez uma canção após o massacre acontecido na boate Pulse, em Orlando, na Flórida. Desta vez, porém, a ressonância é maior, após o pouco caso manifestado pelo presidente Donald Trump com a situação de Porto Rico, que apesar de estar situado na América Central é território dos Estados Unidos.
Novo clipe da banda Haim tem direção do cineasta Paul Thomas Anderson
A banda das irmãs Haim lançou um novo clipe. Literalmente dançante, o vídeo chama mais atenção por quem está atrás das câmeras: o cineasta Paul Thomas Anderson (“O Mestre”). “Little of Your Love” é o segundo single do álbum “Something to Tell You”, lançado em julho. E tem uma história curiosa. A canção foi composta a pedido do diretor Judd Appatow para a comédia “Descompensada” (2015). Entretanto, acabou não entrando na trilha sonora. E a banda convidou outro cineasta para comandar seu clipe. Anderson chegou a dirigir clipes de Fiona Apple nos anos 1990, mas esta atividade se intensificou depois de “Vício Inerente” (2014) dividir a crítica e fracassar espetacularmente nas bilheterias (US$ 14,7 milhões em todo o mundo!). Desde então, ele fez meia dúzia de vídeos musicais para Radiohead, Joanna Newsom e Haim. “Little of Your Love” é seu terceiro trabalho para o trio de irmãs, mas tecnicamente o primeiro clipe, já que “Right Now” e “Valentine” foram registros de uma performance ao vivo em estúdio. Todos os três vídeos foram realizados em 2017. Curiosamente, o clipe de “Little of Your Love” começa exatamente como o anterior da banda, “Want You Back”, com a cantora Danielle Haim caminhando sozinha numa avenida de Los Angeles. Desta vez, porém, ela entra num local fechado, onde estão Este e Alana Haim. E em seguida as três passam a cantar e rodopiar à frente de uma coreografia repleta de figurantes. O cenário é um antigo bar/salão de danças, provavelmente com a mesma decoração de 40 anos atrás. O fato de os salões dançantes de música country reterem a atmosfera retrô cafona dos anos 1970, com globos giratórios, cortinas de papel prateado e dancinhas sincronizadas, que incluem palmas, até faz com que o clipe lembre o clima discoteca de “Boogie Nights” (1997). O ponto alto é o final em que a câmera se perde entre as palmas, mergulhando na multidão. Confira abaixo.
Playlist: 15 clipes para lembrar a carreira de Tom Petty
A morte do cantor Tom Petty, de ataque cardíaco na segunda (2/10), é uma grande perda para o rock. Com uma carreira de quatro décadas, o adolescente que amava os Beatles nos anos 1960 chegou a tocar com dois deles, George Harrison e Ringo Starr, além, claro, de Bob Dylan, Jeff Lynne e Roy Orbison na superbanda Traveling Wilburys, sem esquecer de Stevie Nicks e até Dave Stewart, dos Eurythmics, com quem gravou grandes sucessos. Com sua banda The Heartbreakers, Petty foi pioneiro da revitalização do country rock psicodélico sessentista, atualizando as melodias do grupo The Byrds para a geração new wave – meia década antes do R.E.M. seguir a mesma trilha. Por ter começado sua carreira antes da MTV, os primeiros – e maiores – sucessos nunca ganharam clipes oficiais. Mas apresentações bem preservadas da época podem ser vistas na seleção abaixo, que abre com uma participação do cantor no filme “FM” (1978) e segue com 15 vídeos musicais. A lista permite demonstrar como os clipes de Petty eram criativos. É famosíssima sua transformação em Chapeleiro Louco para o vídeo de “Don’t Come Around Here no More” (1985) – aquele em que Dave Stewart toca cítara em cima de um cogumelo gigante. Mas não é o único exemplo de criatividade de sua videografia, repleta de clipes que parecem curtas metragens, como “Runnin’ Down A Dream” (1989), uma animação inspirada nos quadrinhos clássicos do Pequeno Nemo. Até Johnny Depp estrela um deles, “Into The Great Wide Open” (1991), dirigido pelo cineasta Julien Temple (“Absolute Beginners”). Veja e ouça abaixo o legado de Tom Petty.
Diretores do thriller A Sacada criam universos paralelos no novo clipe de David Guetta
O DJ e produtor David Guetta lançou um novo clipe seu hit “2U”, que tem vocais de Justin Bieber. Quatro meses do clipe com as top models da Victoria’s Secret (Sara Sampaio, Elsa Hosk, Jasmine Tooks, Romee Strijd, Stella Maxwell e Martha Hunt) dublando a canção, o novo vídeo privilegia a narrativa, apresentando um enredo com looping temporal e universos paralelos, que mistura briga de namorados, animação e apocalipse. A obra é dirigido pelos irmãos Benjamin e Alex Brewer, que estrearam no cinema no ano passado com o thriller “A Sacada” (The Trust), estrelado por Nicolas Cage. Veja a novidade abaixo e depois confira o clipe das modelos.












